Boy(s) in Luv
Aquele foi um dia que terminou muito bem e feliz, apesar do que aconteceu com o Suga. Foi divertido dançar com o Hobi, e depois de muito tempo insistindo, Tae me convenceu de jogar uma partida de Street Fighter com ele. E acredite se quiser, eu ganhei. Gosto de me lembrar como foi a cara de surpresa dele quando perdeu. Ele não esperava que eu soubesse jogar. Mas eu só sei jogar esse jogo porque eu tive uma época de viciada em jogos junto com a Alícia. A gente jogava muito. Principalmente Mario Kart. Então eu ainda lembro um pouco de como jogar alguns jogos.
No fim do dia, me joguei na cama, exausta. Em pouco tempo, já estava dormindo. Esperando chegar o dia seguinte enquanto meu corpo descansava. Quando acordo de repente no meio da noite. Olho para os lados, ligeiramente confusa. Eu nunca acordo no meio da noite. Algo está errado. Me levanto da cama, ligo a luz do abajur coçando os olhos, e abro a janela do meu quarto. Estava uma noite muito bonita. O céu estava limpinho. Nenhuma nuvem. Era época de lua cheia, e mesmo com o residencial todo dormindo, a noite ainda estava iluminada.
- Por que será que eu... - Ouço um som de porta abrindo alguns metros a minha direita. Olho para a casa ao lado da de Taehyung e vejo alguém saindo de casa. Era Jimin, óbvio. Mas o que ele fazia saindo de casa de madrugada? Ele estava vestindo roupas de frio, de touca e estava com as mãos nos bolsos. Jimin desce as escadas de sua varanda e começa a passear pelo pátio do residencial, andando bem devagar. - O que ele está fazendo?
Jimin anda até a árvore do centro do residencial e se deita na grama abaixo dela. Ele pega seu celular em seu bolso e fica mexendo nele. Fecho um pouco a janela pra ele não me ver e desligo a luz do abajur.
Observo Jimin mexendo em seu celular. De repente, levo um susto com ele, que se senta na grama e joga seu celular do outro lado do pátio. O mesmo se levanta do chão, ficando parado de pé.
- Meu Deus...o que tá acontecendo? - Sussurro.
Jimin se abaixa no chão, levando suas mãos aos olhos. Da minha janela eu podia ouvir um choro baixinho. Na mesma hora, me afasto da janela. Ele estava...chorando? O que está acontecendo com esses meninos ultimamente? Por que ele estava chorando? Quando olho novamente pela janela, Jimin já estava sentado no chão, com os joelhos junto ao peito e o rosto afundado entre eles e seus braços, chorando.
Encosto minhas costas na parede da janela e vou me abaixando até chegar sentada no chão.
- Jimin...o que você tem passado...?
Chego a me levantar para ir lá fora falar com Jimin, mas lembro que Jin disse que ele queria ficar sozinho, então mesmo já na porta de casa, volto para meu quarto lentamente, tentando me conter. Mas ainda assim, sinto que não vou conseguir dar esse espaço.
Foi uma noite difícil de passar. Depois de ficar ouvindo Jimin chorar por alguns minutos, fui tentar dormir, mas isso não saía da minha cabeça. E eu tenho mania de ficar refletindo sobre a vida logo na hora de dormir. E depois de ver dois amigos chorando em um dia, comecei a desenvolver aqueles pensamentos filosóficos que o Namjoon vive dividindo comigo e com a Alícia sobre a vida.
Fiquei pensando nos problemas que todos os outros meninos podem ter. Até mesmo o Jin. É tanta coisa, tanta informação. Tanto pra mim quanto pra eles. Eu só espero que eu seja capaz de ajudar todos eles. Porque odeio ver meus amigos tristes sem poder fazer nada.
Acordo no dia seguinte morrendo de sono. Não consegui dormir direito à noite toda, por conta do que vi ontem. Minha janela ficou aberta, meus olhos com olheiras, minhas costas com dor e com um humor péssimo. Levanto da cama e vou para a sala, me jogando no sofá. Alícia e Rapmonster estavam lá, ela lendo o jornal sentada na poltrona e Rapmonster com um avental rosa de faxineira limpando as estantes. Mas que porra é essa? Ignoro.
Alícia me observa enquanto eu pego salgadinho que estava numa vasilha na mesa de centro e me jogo novamente no sofá, assistindo TV.
- Anaíz. - Ela me chama.
- Que foi?
- O que aconteceu com você? - Ela deixa o jornal de lado e Rapmonster corre para a cozinha quando Jin o chama. Pelo visto ele também está aqui. - Rapmonster está ajudando o Jin hoje com a casa, antes que pergunte.
- Já entendi. Minha noite de sono foi uma merda.
- Quer me contar o motivo?
Assistindo televisão, respiro fundo e chamo Alícia para sentar ao meu lado no sofá. Quando ela vem, me aproximo dela e digo baixo:
- Eu acordei ontem no meio da noite e fui na janela pegar um vento e...vi o Jimin chorando. - Explico.
- Chorando? Por que?
- Não sei, né? Só sei que não consegui dormir à noite toda. Fique o divagando sobre o problema do Suga e os problemas que o Jimin pode estar passando e fiquei com insônia.
- Que horrível, Any. - Alícia me dá um abraço. - Eu nem posso te dizer que seria melhor procurar ele e perguntar o que houve porque...ele é meio complicado.
- Parece ser mesmo. Eu queria poder ajudar. - Me apoio no ombro dela.
- Calma. Olha...você pode ir atrás dele se quiser, mas eu não posso dizer que vai dar certo com certeza. Mas...sendo você...pode dar certo.
Sorrio de leve. Jimin não saia da minha cabeça nem por um segundo desde que fomos juntos à praia. Ele foi tão...romântico me levando em um lugar especial pra ele. E eu odeio ele por isso. Esse...babaca lindo e extremamente atraente.
- Daqui a pouco as aulas vão começar. Espero que você não fique com insônia logo nesse fim de época de férias. - Alícia diz.
- Ai...aulas. Eca. - Deixo a vasilha de salgadinho em cima da mesa. - Acho que vou fugir de casa.
- Que horror, Any. Conseguimos descansar bastante. Não reclama.
- Reclamo sim. Logo agora que estamos morando em um lugar melhor, temos que voltar às aulas. Queria aproveitar mais. - Digo.
- MAIS? Você pegou três garotos só nesse curto período. Você quer mais? - Alícia diz, rindo de mim.
- Alícia! Não me lembra disso.
- Por que? Se arrepende?
- Óbvio que não. - Olho pra ela com cara de tédio.
- Hmmm...né? Não se arrepende de ter pego o Jicrush. - Ela me cutuca com o cotovelo.
- O QUE? Ele não é meu crush!! - Falo alto.
- Aham. Mas me diz, você prefere Jicrush ou Crushmin? Ou melhor. Anamin ou Jinaíz? - (N/A: Respondam vocês).
Dou um tapa no braço de Alícia, que começa a rir mais alto que antes. Reviro os olhos e olho para a cozinha, vendo Jin e Rapmonster nos observarem de lá. Devem estar se perguntando que merda é essa.
- Eu prefiro Jinaíz. - Namjoon diz, sorrindo.
- Vocês estão armando uma revolução contra mim? - Reclamo.
- Eu não estou. - Diz Jin. E sorri.
- Óbvio, amor. Você é Najin shipper. - Vejo Jin ficar com o rosto todo vermelho e não posso evitar sorrir. Ele era tão fofinho.
- Esse nome foi a coisa mais amor que inventaram. - Rapmonster diz. - Falo de Najin.
- É verdade. Pode não ser meu shipp ultimate, mas é muito fofo também. Eu nunca sei direito o que shippar. - Alícia diz.
- Eu shippo a sua cara com o asfalto. Quer que eu te ajude a chegar nele? Vai ser bem tranquilo, juro. É só eu arrastar a sua cara nele.
- Deixa de ser antipática com seus shipps, Any. Você está envolvida. Não adianta reclamar. Temos que escolher o nome da maioria dos shipps ainda. Só temos definidos Najin, Jungna e Nahyung. Seu nome é bem chatinho de fazer shipp. Ele é muito pequeno.
- Vocês não tem jeito mesmo. - Digo e sorrio.
- Não temos. Mas eu ainda acho que o seu shipp com o Jimin deveria ser Jinaíz. Ou Minna, Namin. Sei lá. Anamin é meio pombo. Mas shippo todos esses. - Rapmonster diz, rindo.
- Amém Jinaíz! - Alícia grita.
- Amém Jinaíz! - Rapmon repete.
- Que bobeira.
Mesmo reclamando, não posso dizer que não estava achando ao menos fofos os nomes dos shipps. É feio demais pra mim querer saber o que o pessoal que está de fora shippa? Se bem que...no caso da Alícia e do Rapmon, acho que já sei. E a Soojin...é. Acho improvável que não seja o que estou pensando...
No fim das contas não é muito difícil deduzir.
Eu tive uma manhã bem parada. Nada demais aconteceu. Eu fiquei vendo televisão, acabei dormindo no sofá até a hora do almoço, depois que acordei comi junto com minha irmã, Rapmon e Jin e fiquei mexendo no celular no meu quarto até às 18:00.
Quando começou a escurecer, pensei em dar um passeio pelo campo do residencial. Fui tomar meu banho e depois vesti meu pijama de moletom. Daqueles que nem parece pijama, e era ótimo pra esse clima frio daqui. Peguei meu celular e como sempre, saí ouvindo música. Dessa vez, 2411 do Crush. (N/A: Se quiserem ouvir, vai estar na mídia.)
Com as mãos nos bolsos, saio andando sem decidir bem onde vou. Me sento em um banco. Fico observando os arredores. Estava tudo muito quieto pra um fim de tarde nesse residencial que tem tanta gente nova. Era pra estar mais animado. Ou não...sei lá. Meus dias aqui tem sido muito animados. Estou estranhando.
Voltando meus olhos para perto da minha casa, vejo alguém saindo da casa da direita. Taehyung. Ele respira fundo, com as mãos nos bolsos, e posso ver um pouco sua respiração por causa do frio. Ele sacode os cabelos, ajeitando a parte que caia em seus olhos e ajeita seu cachecol no pescoço, deixando ele um pouco na frente dos lábios e do nariz. Ele me vê e acena. Aceno de volta enquanto ele se aproxima de mim e se senta ao meu lado.
- Oi, Taetae. - Sorrio.
- Oi, Anaíz. Apenas existindo?
- Eu, sim. Apenas existindo.
- Eu também. Hoje está muito frio. As pessoas estão todas dentro de casa. Nem o Hoseok quis sair hoje. E olha que ele não é de querer ficar sozinho. Mas como eu gosto muito desse clima, eu resolvi dar uma volta. - Ele explica.
- Como eu odeio ficar presa em casa, resolvi dar uma volta.
- Entendi. - Ficamos em silêncio por um momento. Meio difícil de conseguir um assunto contínuo. - Queria tanto ir pra sauna.
Olho para Taehyung. Aleatório.
- Sauna? Tem sauna aqui?
- Aqui não. Mas na casa dos pais do Namjoon tem. Às vezes ele chama os melhores amigos pra passar uma semana lá. Os pais dele são super legais e liberais. E confiam muito no Namjoon e na gente. Ele costuma chamar a gente nas férias de julho.
- Entendo. Parece ser bem legal.
- É muito. Os pais do Namjoon são tipo os pais do Jimin. Ricos. Podre de ricos. O pai é dono de empresa e a mãe é dona de uma perfumaria bem famosa. O pai do Namjoon inclusive não vai muito com a cara do pai do Jimin. O pai do Park é meio...é uma pessoa difícil, digamos assim. Ele fica tentando derrubar a empresa do pai do Namjoon sujando o nome deles. Mas não consegue.
- Porra. Maturidade 10.
- É. 10/10. Ele é bem escrotinho. Imagino que ele seja um dos motivos do Jimin ter se isolado nos últimos dias. Talvez a mãe...ou outro motivo. Ou, com a sorte que ele tem...tudo junto. Só não deixa ele saber que eu tô comentando com você. - Tae cria um expressão triste no rosto.
- Tudo bem. Eu fico calada. Só queria saber o que está acontecendo com ele. Queria ajudar. Mas ele quer ficar sozinho.
- Dá tempo pra ele. Ele provavelmente vai pedir ajuda do Jin primeiro. Aí o Jin vai dar um conselho/sermão dizendo que ele sabe bem o que deve fazer e que se ainda tem alguma dúvida, pra comentar com os outros. Aí sim ele vai comentar com a gente. É sempre assim. É desse jeito que Park Jimin funciona deste que nasceu. Vamos descobrir o que está acontecendo. Só dá um tempo. Pouco. Vai dar tudo certo.
- Desculpa. Eu tenho medo. Estou me apegando muito rápido a vocês. Teve o problema do Suga ontem, aí tem isso do Jimin. E outras coisas que eu ainda nem sei mas não consigo fazer muita coisa. Eu caí de para quedas na vida de vocês...
- Nem venha se chamar de intrusa. Eu mato você. Nós te gostamos muito. E estamos nos conhecendo e virando amigos muito rápido. Isso é bom. Não se preocupe. Se te faz sentir melhor, eu estou ótimo. Ninguém está com câncer, não estou com depressão, nenhum problema familiar, meu cabelo não está caindo e eu não briguei com ninguém. - Não consigo conter o riso.
- Eu agradeço a Deus por isso.
Ele se vira para mim, sorrindo e continua me encarando.
- Aí está. - Ele diz, calmamente.
- O que?
- Esse sorriso. Essa forma de se importa conosco sem nem tentar. Pode ainda ter um pé atrás, mas isso é só mais um encanto. Um dos seus encantos infinitos. - Sinto meu rosto esquentar. - E essas bochechas rosadas, mostrando timidez mesmo sendo tão extrovertida. Você é um amor, Anaíz.
- Para com isso, Tae!! Não gosto de ficar sem graça assim do nada. - Tento esconder meu rosto com os cabelos.
- Você fica linda sem graça. Aliás, você fica linda de qualquer jeito. Sabia? É divertida, legal e linda. Já temos três motivos para sermos apaixonados por você. - Olho para Tae, encontrando-o bem mais próximo de mim.
- A-apaixonados...com "S" no final? Tipo...plural?
- Uhum...acho que a Alícia te disse, não disse? Sabe sobre o jogo.
- Sei... - Respondo, timidamente.
- Podem não ter te explicado como descobrimos tanto sobre você, mas foi só uma questão de sabermos por vídeos que vocês duas gravavam, coisas que Alícia contava. Você parece ter um pouquinho de cada coisa que nós seis gostamos. E é por isso que estamos cada vez mais apaixonados por você.
Ele encosta seu nariz no meu e sorri. Meu corpo quase derrete todo. Eu já sabia do jogo...mas ouvir isso de um deles é tão...intimidador. E parece só aumentar a responsabilidade desses sentimentos nas minhas costas.
- Você fala isso como se eu fosse a melhor pessoa do mundo...ou como se já nos conhecêssemos a muitos anos...
- Isso ainda não. Mas nós vamos. E você pode não ser a melhor pessoa do mundo, mas é justamente o que nós precisamos. - Ele me abraça, deitando minha cabeça em seu peito. - Não se preocupe, Any. Você é o mais do que o suficiente pra nós. Não se cobre muito. E sobre a competição....o jogo...e a sua escolha...siga seu coração. - Ele diz, como se pudesse ler a minha mente.
- Vocês me deixam tão confusa...
- Ah...pode acreditar que a confusão é recíproca.
...
OOOOIIIIIII
Olá, meus filhos. Aqui é a Chimchim (Ah, vá)
É...a omma ia mandar esse capítulo todo, mas deixa ele desse jeito mesmo. Hahaha...
Vou iniciar um outro para continuar esse dia em SC XD
Não demorou muito dessa vez, né? Espero que tenham gostado.
Bjundas da omma <3
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