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Blood, Sweat & Tears pt. 2

O contato dos nossos lábios estava impossível de quebrar, exceto pelos segundos que gastávamos mantendo nossos pulmões em funcionamento.
Eu me sentia tão preenchida pela luxúria daquele beijo que eu sentia minha mão tremer na gola de sua camisa. Como um beijo pode ser tão cheio de desejo dessa forma? Eu imagino todas as vontades que se passam na mente dele, que só podiam ser demonstradas naquele momento pelo beijo, e isso me faz sentir ainda mais calor e faz meu rosto ficar ainda mais vermelho.

As mãos dele não soltavam meu quadril por um segundo. Foi para onde elas desceram quando o beijo se tornou incontrolável. Não era agressivo ou afobado, mas sim um beijo de uma calidez extrema. De uma paixão tão óbvia que jamais poderíamos negar que aconteceu.

Antes de entender a gravidade desse jogo, naquele dia que havia chegado com Alícia em Santa Catarina, bem no dia em que eu e Jimin nos beijamos pela primeira vez, eu seria incapaz de imaginar que nossos lábios se tocariam de tal forma.
Cheguei à esquecer que estávamos na frente da minha casa, e que qualquer pessoa na vizinhança poderia estar nos vendo naquele momento. Porque, na verdade, isso não importava. O nosso contato era tudo do que queríamos saber, e era algo que ficaria guardado.

Que boca viciante ele tinha. Que toque suave e firme. Que calor ele passava. Sou incapaz de resistir.
Quando levo minha outra mão até seu peito, sinto seu coração bater, e automaticamente reparo na forma desesperada como meu próprio coração batia, e na capacidade que ele tinha de mexer comigo.

Suas mãos afrouxam na minha cintura, e o beijo se torna repentinamente mais lento, como se estivesse no fim. E realmente estava.
Apesar de saber que estávamos nisso já fazia algum tempo, não posso deixar de notar que ele não estava encerrando o beijo de forma natural, mas sim como se fosse algo imediatamente necessário.

Nossas bocas se soltam uma da outra, e nossos olhos se encontram. Ainda com os lábios entreabertos e úmidos, tentamos compreender um ao outro. Eu mais ainda. Minha cabeça estava uma bagunça. Ele fez algo comigo que não tenho como descrever.
Nossas respirações estavam mudadas, e nossos corpos ainda muito próximos. O calor aos poucos se dissipava, e Jimin parecia tentar voltar à si, olhando para os lados umas poucas vezes e deitando sua cabeça em meu ombro esquerdo. Seu rosto se aloja bem próximo do meu pescoço, e posso sentir seu hálito quente na minha pele.

- Como que você consegue fazer isso comigo...? - Ouço sua voz num tom arrastado próxima do meu ouvido. Ele agarra o tecido das costas da minha blusa. - É como se eu não tivesse controle dos meus sentimentos...

Não respondo. Do que ele estava falando?

- Anaíz...vamos logo pro carro...antes que eu tire a sua roupa aqui mesmo.

Suas palavras me dão um choque.
Ele ergue sua cabeça do meu ombro e solta meu corpo, trocando um último olhar comigo antes de se voltar para a direção do carro. Jimin vai andando na frente, nem tão rápido e nem tão devagar. Continuo alguns segundos parada, tentando processar o que acabou de acontecer. Ele dá a volta no carro, chegando até o lado do motorista e abrindo a porta. Seus olhos chegam novamente até mim.

- Você vem? - Sua pergunta me desperta e faz minhas pernas voltarem a funcionar, mesmo que de forma esquisita.

Ando até o carro e entro logo depois dele, e me sento no banco do carona. Mantenho meus olhos nas minhas pernas, apertando uma contra a outra. Eu estava tão sem graça, que parecia que a qualquer momento eu ia sumir. Meu rosto ainda devia estar vermelho e quente, como se ainda estivéssemos nos beijando.

Jimin dá a partida no carro e logo saímos de dentro do nosso residencial. Não demora muito pra chegarmos naquela parte do percurso que passamos por uma longa avenida, e por várias vezes somos obrigados à parar.

Algumas vezes olho discretamente para ele. Jimin parecia concentrado na estrada, mesmo que parado. Ele estava com o braço esquerdo apoiado na janela do carro, enquanto o vento fraco mexia com algumas mechas dos seus cabelos negros, por conta da janela estar aberta, assim como a minha. Vi ele passar o polegar da mão esquerda pelos seus lábios semi abertos, recém marcados pelo nosso beijo.
Será que ele estava pensando no beijo? Porque eu não conseguia parar de pensar nele.

Park Jimin P.O.V

Não. Eu não me arrependo. Nem um pouco. Aquele foi o melhor beijo da minha vida.
Por mais que eu ainda não estivesse certo de que daria coisa boa levar isso pra frente, não teria como eu fingir que não aconteceu.
Eu simplesmente não sei o que deu em mim. Quanto mais eu passo tempo com ela, mais eu quero passar. E é inevitável que eu sinta essa vontade às vezes.

Eu tento me conter, e tenho motivos pra isso, mas hoje eu...eu não sei. Nossa conversa começou meio errada, e quando eu vi ela eu só...fui. Eu deixei aquele Jimin agir por mim. Eu deixei o meu desejo falar mais alto e acabei me surpreendendo. Uma sensação adicional ao normal fez parte daquele momento. E me fez pensar que talvez, apenas talvez, não seja uma má ideia deixar acontecer.
Só que depois desse tempo todo achando que seria errado eu fazer isso, é complicado ter certeza de que vai ser diferente. Mesmo depois daquele beijo incrível.

O pior de tudo não é ter acontecido. Ter acontecido foi um prazer que eu não sentia à muito tempo. E que puramente por ter sido com ela, foi inesquecível. O real "pior de tudo" é que estamos indo pra casa dos meus pais. E da última vez que fomos lá...eu fiz coisas um pouco além do que eu me permito com ela. E pior ainda...eu não me arrependo de nada.

Apesar dessa preocupação, eu ainda precisava dela junto comigo. Kwang estava causando problemas, e meus pais acham que ter a Anaíz em casa pode ser melhor. Por isso fui logo até sua casa para buscá-la. E aqui estamos, no meio de um trânsito infernal.
Já estava ficando quente. Quase não batia um vento, então, fecho as janelas do carro e ligo o ar condicionado. Tiro meu casaco e jogo no banco de trás, passando os dedos pelo cabelo e sacudindo minha blusa, em busca de mais frescor. Anaíz parece se assustar com as ações repentinas e rápidas, pois se encosta mais na porta do carro.

- Desculpe. - Olho para ela com uma expressão mais calma. - O trânsito daqui me irrita mais que o de Seoul. Eu não achei que ia estar tão ruim uma hora dessas.

Anaíz fica em silêncio por alguns segundos. Será que ela ainda estava pensando no beijo? Vi ela morder seu lábio inferior e colocar uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, olhando para suas coxas.

- Não se preocupe demais. - Ela olha pra mim e sorri. - Não vai te fazer bem.

- Você fica fofa quando se preocupa comigo. - Sorrio, olhando para os carros na frente que andaram um pouco. Ela parece ter ficado um pouco sem graça.

- E você fica fofo quando diz que eu mexo com você. Como se você não tivesse controle sobre os seus sentimentos...

Meu rosto esquenta e não posso evitar um sorriso. Esperta. Então ela gostou de ouvir aquilo?

- Você fica uma gracinha quando demonstra que sente algo por mim. - Ela diz, e vejo um sorriso tímido aparecer em seus lábios doces.

- Quando os meus sentimentos transbordam, fica difícil de esconder. - Digo, olhando pra ela.

- Não esconde então. - Ela olha pra mim. - Deixa eles vazarem. Deixa eu saber. Faz o que você fez hoje, sempre. E se você quiser fazer mais do que me beijar, faça. - Ela se inclina mais pro meu lado do carro e me olha nos olhos. Sinto o cheiro do seu perfume e não movo um músculo. - Jimin, se quiser me fazer sua, me faça sua.

Cada palavra sai da sua boca como se fosse nada. Sua expressão tranquila me assusta. De repente ela foi de fofa à extremamente convidativa.
Aperto minhas mão no volante, nervoso. Engulo em seco após ouvi-la. Muito obrigada. Não tinha como soar mais provocante, não?

- V-você...podia não me fazer esse convite bem no meio da estrada, né?

Ela sorri e abaixa um pouco o rosto. Olho para os meus pés nos pedais do carro. De rabo de olho vejo ela olhar pra frente e depois pra mim.

- Você já pode andar.

Olho pra frente e vejo o espaço entre mim e o carro antes do meu. Eu estava empatando a fila de carros e não havia percebido. Acelero um pouco mais. O trânsito estava um pouco melhor agora. Ainda lento, mas melhor.
Um silêncio muito inquietante estava dominando o carro. Eu estava, como sempre, incomodado com a ausência de som. Mas...eu...eu......não consigo quebrá-lo. Não é como antes.

- Jimin? - Fico parado, olhando para a estrada, ao ouvir Anaíz chamar meu nome. Travado.

- Sim..? - Respondo, hesitante.

- Você está vermelho. - Ela diz. Eu sabia que eu estava.

- Deve ser o calor aqui dentro. Talvez eu devesse baixar a temperatura do ar. - Ia fazer isso, mas Anaíz segura a minha mão. Tremo diante do toque inesperado.

- Eu estou congelando, Jiminie...como pode estar com calor? - Do que ela me chamou?

Olho para ela de canto de olho rapidamente e umedeço os lábios ao voltar meus olhos para o volante.

- Pode pegar meu casaco no banco de trás. Ele é bem quente.

Anaíz provavelmente já tinha percebido que eu estava estranho.
Eu estava sentindo mais dificuldade em cortar isso do que o normal. Provavelmente por causa da proposta tentadora dela...
Ela me olha estranho por alguns segundos até se esticar até o banco traseiro e pegar meu moletom azul de lá. Ela o veste rapidamente. Vejo que a roupa tinha ficado enorme nela. Até em mim mesmo ficava grande, já que eu tinha comprado propositalmente um número maior. Anaíz aproveita e dobra suas pernas junto ao peito, cobrindo também suas pernas com o casaco.

- Ah...que quentinho. E tem o seu cheiro. - Ela diz. Anaíz aproxima seu nariz do tecido e sente o cheiro do meu perfume. - Tão bom... - Ela me olha, e imediatamente desvio o olhar. - Jiminie... - Ela fez de novo. Olho de relance pra ela. - ...você está usando o mesmo perfume que está nesse casaco?

- Eu não...sei.

Ela não me responde, mas percebo uma movimentação ao meu lado, e meu corpo esquenta quando sinto seu rosto perto do meu pescoço, procurando pelo cheiro do meu perfume.

- Ah...Anaíz... - Ela sobe até atrás da minha orelha, e encosta seu nariz lá.

- É o mesmo. - Ela sussurra.
Com a minha cabeça tombada levemente pro lado, tento me manter concentrado na estrada. Aguenta, Jimin. Aguenta. - Seu perfume é ótimo.

- Obrigada...

Depois, ela volta a se aconchegar no banco, enrolada no meu casaco. Não posso evitar soltar um suspiro de alívio. O nervosismo estava subindo por dentro de mim e me corroendo de uma forma indescritível.

Começo a me perguntar se levá-la pra minha casa é realmente uma boa ideia. Me pergunto outras coisas também. Como se talvez ela estivesse fazendo essas coisas de propósito. Pode ser que não, mas...eu estou com essa possibilidade na cabeça. E é algo que me preocupa, visto que quanto mais eu fico com ela, mais eu a quero, e mais difícil é me segurar. Mas eu preciso. Preciso mesmo.

Depois de mais algum tempo na estrada, chegamos na casa dos meus pais. Finalmente. O trânsito estava infernal num ponto que já estava ficando com dúvidas se o milagre de chegar seria possível.
Desço do carro e dou a volta nele, para abrir a porta para Anaíz. Ao abri-la, Anaíz sai do carro e sorri pra mim, e lhe dou um sorriso meio sem jeito de volta. Ai...que dificuldade.

Nós dois nos encaminhamos para a porta de casa e logo aperto a campainha. Em poucos segundos somos recebidos por Haechul, que nos olha com um sorriso satisfeito no rosto.

- Senhor Park Jimin! Futura senhora Park! É um prazer revê-los por aqui. Sejam bem-vindos. - Ela diz.

- Oi Haechul!! - Anaíz a cumprimenta, surpreendentemente, com uma reverência. Haechul parece surpresa. - Fico extremamente satisfeita em te ver de novo.

- Haechul, o que nós já conversamos? Nada de "Senhor Park Jimin". Somos amigos. "Jimin" já está ótimo.

- Me desculpe....Jimin. Eu estou familiarizada com esse tratamento. Mas vou me esforçar.

- Ah, Haechul. Uma coisa. Vamos precisar de um quarto pronto extra hoje. Soube, não é? - Pergunto.

- Sim! Seus pais me avisaram que a futura senhora Park viria passar à noite conosco. Já preparei um quarto pra ela. - Haechul me responde.

Anaíz segura meu braço, me puxando para que pudesse falar apenas para eu ouvir, mas num tom que mostrava que ela não se importava de Haechul ouvir também.

- Dormir aqui? Jura?

- Está um pouco tarde pra pensar em ir embora, não acha não? Acabou de chegar. - Respondo. - Já dormiu aqui antes.

- Eu sei que já. Eu só... - Ela apoia sua cabeça em meu ombro. Olho suavemente pra ela, esperando ela continuar sua sentença. - ...tudo bem. - Sinto ela pegar minha mão, e lentamente entrelaçar seus dedos nos meus. Anaíz passa a me olhar, com seu queixo apoiado em mim. - Eu vou ficar. E dormir. Por você. Por nós.

Passamos alguns segundos nos observando, como se tivesse uma mensagem pra ser reconhecida no meio daqueles olhares. E era estranho a sensação que eu tinha de que ela realmente queria me dizer alguma coisa.
Seu rosto estava sério, mas suave. Sem mexer nenhuma parte do rosto se não os olhos, ela me dizia muito. E eu temia estar interpretando certo.

Solto um suspiro, fechando mais minha mão ao redor da sua. Perdido em seus olhos, tomo uma decisão que eu esperava não tomar.

- Haechul. - Digo.

- Sim, Jimin?

- Desculpe pelo trabalho à toa, mas...Anaíz vai dormir comigo hoje.

Sua expressão continua a mesma. Sinto ela acariciar as costas da minha mão esquerda com seu polegar.
Aparentemente, é realmente isso que ela quer. Se ela quer, ela vai ter.

Anaíz P.O.V

Se eu estava nervosa? Claro que eu estava. Eu ousei muitas coisas durante o nosso percurso até aqui. Praticamente disse que queria que ele me jogasse na cama dele, tentei ser sugestiva e fazê-lo entender que queria dormir com ele, e não sozinha. E ele entendeu. Agora estou dentro de sua casa, enquanto Haechul tenta dizer para ele que não precisa se desculpar por ela ter arrumado um quarto pra mim à toa. E mais tarde, vamos dividir uma cama.

Depois de Jimin entender, vamos juntos andando pela casa. Ele com as mãos nos bolsos da calça, e eu com as mãos juntas na frente do corpo, esperando que um dos dois fale algo.

- Seus pais já foram dormir? - Pergunto.

- Meus pais saíram pra resolver alguns negócios. Mas voltam amanhã. Eles queriam poder te receber aqui. Mas sabe como são as empresas. - Ele explica.

- Precisam ser administradas. Eu entendo. Eles não precisam se preocupar. Fico feliz que ao menos eles me achem necessária perto de você. E que aprovem nosso noivado também. - Percebo um sorriso em seu rosto, pelo canto dos olhos, enquanto ele olhava os lustres do corredor onde passávamos.

- Você fala como se fosse real. Nosso futuro casamento. Isso é...tão bom de ouvir. É como se eu fosse o escolhido.

- Eu queria que fosse fácil assim. Que eu pudesse escolher você e acabou. Tudo volta ao normal. - Digo.

- Eu sei que precisa levar todos nós em consideração. Não ligue pra mim. Eu só gosto de imaginar que sou seu noivo de verdade. Afinal...tudo que eu queria era ser seu de verdade.

Tenho ouvido tantas coisas vindas dele desde horas atrás que meu miocárdio nem aguenta mais.

- Não fale coisas assim. É claro que eu ligo pra você. Pra vocês todos. Mas realmente me dá...umas pontadas de loucura às vezes. - Explico.

- Como assim? - Jimin me olha, com as suas duas mãos atrás das costas.

- Como eu posso te explicar sem parecer uma garotinha apaixonada...? - Paro e penso. Jimin para também.

- Não tente explicar assim. Me explique como uma garotinha apaixonada. Eu ia adorar isso.

Viro o rosto pro lado, rindo. Ele é cada vez menos discreto.

- Você ia? - Sorrio e respiro fundo, observando alguns quadros na parede direita do corredor. - Você não era assim, Park Jimin.

- Assim? - Ele parece não entender.

- Quando nos conhecemos. Você não era assim...interessado, fofo e...não investia em mim. - Tento por de uma maneira clara, não ficando muito satisfeita. - Não parecia fazer tanta questão da minha presença...e nem da minha paixão. - Olho pra ele. Talvez tenha saído melhor agora.

Jimin me olha por alguns segundos. Eles não parecia saber se queria sorrir ou se queria ficar sério. Ele parecia estar passando por um conflito interno, enquanto olhava para lugares distintos.
Ele se aproxima de mim, agora com as duas mãos nos bolsos da calças. Ele para na minha frente, olhando pra baixo, pra mim.

- Eu peço desculpas por isso, princesa. Eu...posso não ter sido fofo e nem ter investido em você desde o início, mas isso tudo é porque eu estava mentindo pra mim mesmo. O único erro no que você disse, foi o que afirmava que eu não estava interessado em você. Porque...tudo o que eu mais quero desde que ouvi falar sobre você, é você. - Ele toca meu rosto, e olho dentro de seus olhos, como se estivesse buscando por todo o sentimento que ele parecia esconder de mim na época que nos conhecemos. - Ainda tem muitas coisas que você precisa saber, que não sabe sobre mim. Principalmente sobre meus sentimentos ao seu respeito. Perto do que eu tenho entalado pra dizer, você não sabe nada, ainda.

- E-E...você pretende me dizer quando? - Sorrio, feliz ao saber disso.

- Ainda hoje você vai saber de tudo. - Ele diz, sorrindo de volta. - Vai ter tudo de mim que você quiser.

- Tudo? - Tombo a cabeça levemente para o lado, pensando coisas um pouco fora da caixinha do que estávamos vivendo no momento.

Os olhos de Jimin somem quando ele sorri abertamente e olha para seus pés, compreendendo minhas intenções. Vejo ele morder seu lábio inferior levemente antes de voltar seus olhos para os meus.

- Tudo. - Ele diz, quase que num sussurro, de tão baixo que foi seu tom de voz (N/A: Chama a Ludmilla, que é hoje). - Mas você ainda não me disse. O que eram aquelas "pontadas de loucura" que você estava tentando me explicar sem aparecer uma garotinha apaixonada, por mais que eu quisesse ouvir exatamente desse jeito.

- Você quer mesmo me ver agindo de forma apaixonada sobre você, não quer? - Digo, rindo.

- Quero. Quero muito. - Ele passa seus braços ao redor da minha cintura, e me puxa pra mais perto de si. - Tenho fé que um dia você vai fazer aegyo só pra mim.

- Fazer o que? - Que porra é essa de "aegyo"?

- Esquece. Só me diz. - Ele ri.

- Ah, Jimin...é constrangedor, para. - Com as duas mãos agora em seu peito, tento me afastar rindo de vergonha, enquanto Jimin tenta me manter perto dele, me olhando daquele jeito que eu tanto amo.

- Para você, garota. Vaaai! Me fala. Até parece que é fofa assim. - Ele não deixa de rir da minha cara.

- Eu não sou fofa nunca. - Digo, olhando pra ele.

- Eu concordaria, se nunca tivesse visto você com vergonha. - Ele junta meu peito ao seu e minha testa à sua. Fico automaticamente vermelha, e sei que ele vê isso. - E faço questão de provar isso sempre. Agora, fala.

- Jimin...

- Você vai falar.

- Tá! Eu vou falar. Mas não ri de mim. - Espero alguns segundos antes de começar a falar. - Existem momentos entre nós dois que eu transbordo de tanto que sou...apaixonada por você. - Sinto que um sorriso se forma no rosto dele ao ouvir a palavra "apaixonada". - Por estar com você. Agora você age tanto como um príncipe que eu sinto vontade de largar esse jogo e fugir com você, porque eu... - Me arrependo de olhar pra ele enquanto digo essa última parte, porque o restante da frase trava na minha garganta ao ver a forma como ele me olhava. Era uma expressão de encanto, suave e feliz. Uma expressão que me deixa sem palavras. E ainda mais constrangida com a ideia de continuar o que eu dizia antes. - Porque eu...

- Porque você...? - Ele tomba a cabeça pro lado, sorrindo de leve. Volto meu rosto para o outro lado, morrendo de vergonha.

- E-eu... - Aperto o tecido da sua blusa de nervosismo, e ele para pra olhar isso rapidamente, aproveitando totalmente o que estava acontecendo.

- Continua. - Sinto seu rosto encostar na lateral do meu, e sua respiração no pé da minha orelha esquerda. - Me diz isso, por favor.

- Eu...t-te... - Como eu vou te dizer isso, Jimin? Eu sinto que eu nem deveria dizer isso, visto que temos os outros meninos envolvidos comigo, mas...o sentimento é claramente mais forte do que eu. - ...eu te amo.

Silêncio.

Jimin fica me observando durante muito tempo com um quase sorriso, coisa que eu só percebo depois de tomar coragem pra voltar meu rosto para ele. Eu tinha certeza que estava parecendo um morango.
Ele me abraça. Me aperta contra ele. E com a outra mão, acaricia o topo da minha cabeça, bagunçando meus cabelos. Sem pensar duas vezes, deixo minha vontade de abraçá-lo tomar conta de mim. Sinto seu coração bater depressa, da mesma forma que o meu estava. Escondo meu rosto em seu peito. Depois, dando um pouco de espaço entre nós, Jimin beija minha testa. Um beijo demorado, que fecho os olhos para aproveitar. Isso sempre vai ser a coisa mais adorável do mundo.

- Se um dia escolher aceitar, meu pedido de casamento já está feito. Mas até que você possa. - Ele me solta. E me olha. -Quero te mostrar um outro lugar daqui.

Jimin segura minha mão, e me guia até o final daquele longo corredor. Chegamos até a frente de uma porta dupla de madeira bem escura, e Jimin para na frente dela, de costas, olhando pra mim.

- E então...? - Pergunto.

- Anaíz. Esse é um outro lugar muito...importante pra mim. Além do jardim, tenho ótimas lembranças aqui. É um cantinho que eu acho incrível dessa casa. Eu fui muito feliz aqui dentro, tanto quanto naquele jardim. E eu quero dividir isso com você. - Ele me diz, com as duas mãos atrás das costas, nas maçanetas da porta.

- Vamos entrar então. - Sorrio.

Jimin abre as portas, e entro devagar. Me impressiono na hora com o tamanho do "cantinho" dele. Era uma sala gigante com chão de madeira. O teto era super alto e haviam algumas janelas também altas, com cortinas brancas longas até o chão. Parecia ser, e realmente era, um enorme salão de dança. Em um canto de lá haviam alguns espelhos, e além disso, um lugar para colocar música.

Jimin fecha as portas do salão, e anda até o meu lado. Aquele lugar era o puro deslumbre. Tudo o que eu poderia querer durante muitos anos. Uma sala gigante pra dançar. Espelhos pra corrigir meus passos. Espaço pra se libertar. Eu estava maravilhada com a beleza de um lugar tão simples. Mas tão grande e provavelmente tão caro.

- É lindo. - Digo.

- É. É lindo. Foi aqui que eu cresci e amadureci. Onde, junto com aquele jardim, encontrei a minha liberdade de expressão.

- E agora eu conheço esse lugar também. - Olho para meus pés, feliz.

- É. E você, princesa, vai dançar aqui. Comigo. - Ele diz, ficando de frente pra mim.

- Vou?

- Você dança, não dança?

Ele ergue uma sobrancelha.
Quem foi que contou pra ele?

- Eu não vou dizer como eu soube. Só pra constar. - Ele adverte.

- Vocês não tem jeito. Isso é featuring contra mim.

- Podemos dizer assim. Agora... - Jimin pega um controle em uma mesinha próxima de nós que eu não tinha visto, e direciona ele pra caixa de som do outro lado do salão. Ele liga, e uma música começa a tocar. Aquela música que eu não ouço faz tanto tempo...mas que eu amo muito.

- Não sabia que você conhecia Earned It (N/A: Na mídia). - Jimin deixa o controle na mesma mesinha de antes e vem andando até mim novamente.

- Eu conheço sim. - Ele se ajoelha na minha frente.

- O-O que você está fazendo?!

- Calma. Ainda não vou te pedir em casamento. Por mais que eu já tenha dito que o pedido está feito. - Ele ri. - O convite é outro.......Anaíz, quer dançar comigo? (N/A: Seria meu sonho?).

Jimin estende sua mão pra mim, e não hesito em segurá-la. Ele se levanta. Olho pra cima em seus olhos, com uma expressão séria. Porque sinceramente? Dança é algo muito importante pra mim. E eu vou dançar com ele. A pessoa que mais mexe comigo nesse mundo. Pra quem eu mais quero me entregar. Eu estou muito nervosa, e ao mesmo tempo, muito focada naqueles olhos e na vontade de ser guiada por ele, explorando esse salão todo.
Jimin me guia até o centro do salão. Ele para junto comigo e com nossas mãos dadas, mesmo que ainda distantes um do outro, Jimin fica me observando por alguns segundos.

- Pronta? - Ele pergunta.

- Eu nasci pronta, meu amor.

No momento que a música passa por uma curta agitação repentina, Jimin solta uma das minhas mãos e me gira rapidamente, me puxando para junto dele. Nossos corpos se chocam e fico um pouco envergonhada com a aproximação repentina, e perdida naqueles olhos. Aqueles olhos...que fácil é se perder naqueles olhos. Ele ergue um dos cantos de seus lábios num sorriso, ciente de que aquilo me afetou.

Sinto suas mãos descendo das minhas costas até os meus quadris, lentamente, e sem encostar tanto assim, apenas para marcar presença no meu corpo. Sinto isso tentando me manter calma e concentrada. Continuo seguindo seus movimentos suaves. Nos movemos juntos de uma forma lenta, arrastada e sensual, como a música é. Dando passos para frente e para trás por várias partes do salão, sempre com pouco espaço entre nós dois. Logo depois de estendermos os braços, minha mão direita entrelaçada em sua esquerda, e as outras soltas no ar, Jimin me puxa novamente de uma forma rápida, mas sem brutalidade. Daquela forma suave, como todos os seus movimentos sempre são. Rodopio algumas vezes e paro na frente dele, de costas, e Jimin arrasta suas mãos do meu quadril até o meu abdômen. Seu rosto próximo ao meu pescoço, deixando aquela respiração quente e ofegante descer pela minha pele.

Suas mãos sobem pelo meu abdômen de uma forma lenta, passando detalhadamente por cada parte do meu corpo no caminho. Passa pelo meu peito e me faz erguer os braços de uma forma graciosa, me virando novamente pra ele, retornando com o contato visual.
Desço meus braços e os relaxo ao redor do pescoço dele, colando nossas testas, já um pouco suadas. Ele agarra me cintura, e sorri. Sorrio de leve de resposta.

Começamos a dar passos largos por todo o salão, super ritmados. Parecia que era ensaiado, de tão perfeito. A experiência com o tipo de ritmo que nós dois tínhamos, parecia ter se conectado da maneira mais perfeita possível. E isso fazia da nossa sincronia algo impressionante aos olhos de qualquer espectador.

Nossos passos ganhavam cada vez mais leveza, e eram cada vez menos simples. Nos pegamos fazendo movimentos muito elaborados, e outros muito impróprios pra alguns públicos. Eu sentia uma forte ligação com ele. Era quase como se fôssemos um só. E eu estava envolvida demais pra me preocupar com vergonha. Fui tomada por uma liberdade que eu não sentia à muito tempo, e por outro sentimento que eu não poderia extravasar em um salão de dança. Era tão intenso, tão invasivo, tão apaixonante, que eu me entreguei completamente.

Em um momento, percebemos o fim da música chegando, e trouxemos mais lentidão para a música. Voltamos para o centro do salão, e Jimin me ergue no ar, para depois me descer vagarosamente, sem evitar o contato entre o meu corpo e o seu. Antes que meus pés estivessem próximos demais no chão, entrelaço minhas pernas ao redor do seu quadril, e ele me segura pela cintura. Sinto um aperto no próprio lugar assim que aumento a firmeza das minhas pernas em torno dele. Meu príncipe me olha como se procurasse minhas intenções nos meus olhos, e eu não faria questão nenhuma de escondê-la.

Ao sentir segurança nas mãos dele agora nas minhas costas, jogo meu corpo lentamente pra trás, terminando nossa dança. Quando retorno à posição de início, Jimin me dá apoio para levar meus pés ao chão, e a música tem seu fim.

Tentando respirar normalmente de novo, fecho meus olhos, ainda apoiada nele. Ele tira meu cabelo dos meus olhos e ergue meu rosto de encontro ao seu. Por alguns segundos acho que vai me beijar, mas ele só me segura pelas bochechas com as duas mãos, respirando forte igual à mim, suado. Seguro suas mãos no meu rosto, e me imagino em um mundo onde só nós dois estivéssemos, como parecia ser enquanto dançávamos.

Como pode ser tão apaixonante?

- Você é extraordinária... - O ouço dizer. - Você dança como um anjo.

- E você guia como um príncipe.

- Onde você esteve? Eu devia ter te conhecido à muitos anos. - Jimin sorri abertamente. - Eu não teria ficado com ninguém mais.

- Olha...você para. Não me ilude não.

- Iludir? Você me subestima.

Dou risada da situação. Será que teria sido assim? Ou será que não?

- Independente disso, eu quero conhecer você mais. De verdade. Precisamos conversar.

Alguns minutos depois, estávamos de banho tomado, caminhando juntos para o quarto de Jimin. Passamos um tempo conversando através da porta do banheiro, enquanto um estava dentro.

Jimin me emprestou roupas que a mãe dele preparou pra mim. Um short de seda azul escuro, e uma blusinha branca simples, além de roupas íntimas limpas e novas. Ele me disse que ela saiu bem antes pra comprar essas roupas, pra quando Jimin me trouxesse. A mãe dele é um amor. Eu sempre me impressiono com o jeito doce que ela me trata.

Chegamos em seu quarto, e Jimin tranca a porta após chegarmos. Mas o que...? Me viro pra trás e vejo ele como estava quando saiu do banheiro após seu banho: sem camisa.

É claro que eu estou bem. Não precisa nem perguntar. Eu estou ótima. Só quero água. Tem água?

Observo ele, sentada na cama, enquanto ele coloca nossa roupa suada em um cesto de roupa dentro do armário dele e veste uma camisa, cobrindo sua pele, levando a visão pra longe de mim.

- Eu acredito que amanhã de noite suas roupas vão estar prontas pra você levar pra casa. As empregadas de casa costumam acordar cedo pra por tudo pra lavar. E como é tecido fino, não deve demorar muito pra secar.

Quanto charme pra uma pessoa só. Que corpo bonito. Que voz melodiosa. Que lábios gostosos. Por que os olhos dele refletem o que eu sei que tem de atraente dentro dele? É tão rude me olhar dessa forma tão intensa e me querer ainda viva.

- Anaíz.

Eu não consigo acreditar no que me tornei desde que cheguei aqui. Esses meninos todos me fazem sentir mais feliz comigo mesma. A nova união do nosso grupo me faz alegre todos os dias. Mas esse garoto...ele é o que eu queria ver durante uns 3 meses em cada estação.

- Anaíz?

Queria adormecer do lado desse garoto depois de uma longa noite fazendo amor, acariciando esses cabelos negros. O quão mais doce os lábios dele podem ficar?

- Anaíz...

Ouço uma voz suave perto. Voltando para o mundo real, me encontro à uma proximidade imensa de Jimin, que estava me olhando, abaixado na minha frente na cama, bem entre as minhas pernas.

- Ah... - Eu falei alguma coisa alto? Diz que não, por favor. - Oi.

- Oi. - Ele sorri de uma maneira suspeita.

- Eu...falei algo estranho? - Tento tirar a dúvida.

- Falar, você não falou. Mas talvez deva se perguntar quem está comendo quem com os olhos agora. - Engulo em seco. Ah...ops. - Se você me quer, Anaíz, é só dizer. Ou demonstrar. Eu resolvo.

- É...você não quer voltar com o nosso papo de antes? - Digo, virando o rosto pro lado, vermelha. Ele está me fazendo a mesma proposta que fiz pra ele no carro. E por que agora eu desvio dela? Eu estou nervosa. Me deixa.
Percebo um doce sorriso vindo dele. Jimin, que antes se apoiava nas minhas coxas, se ergue novamente e tira suas mãos delas devagar, como uma carícia. E talvez eu tenha me prendido demais na ação e tenha olhado com interesse demais pra ele.
Sem tirar o sorriso do rosto, ele se senta ao meu lado.

- Vamos falar do que agora? - Ele pergunta.

- Eu não sei...eu...queria que fôssemos mais abertos um com o outro. - Digo, me virando pra ele, agora sentada sem as pernas soltas pra fora da cama.

- Como um casal? - Ele me olha com uma expressão calma apaixonada, sem tirar seus olhos do meu rosto, e eu automaticamente coro. De novo.

- S-Somos noivos, não somos? - Digo.

- Acho que somos. Então tudo bem. Somos livros abertos um pro outro. - Ele diz.

- Somos. E por isso eu quero te dizer que...Haechul me contou algumas coisas sobre você. Especificamente, sobre um tal dia que trouxe o Rapmon aqui. À uns 6 anos.

Jimin parece menos feliz e tranquilo com a introdução do assunto. Ele toma uma postura mais rígida, mas parece tentar se manter calmo. Depois sorri de leve.

- Ela contou? - Ele ri, passando sua mão pelo próprio pulso, visando o mesmo. - Entendo. Haechul é uma amiga muito querida. Ela me criou com a minha mãe. Elas zelaram muito por mim e...deve ver em você uma figura protetora pra mim também. A mesma figura que elas tem. Haechul sempre disse que eu precisava de amor. Um amor que ela não podia dar. E minha mãe também não. Eu nunca achei que fosse precisar de algo assim. Não pra resolver meus problemas emocionais e sociais. Mas eu estava errado. Você é tudo pra mim hoje em dia. Algo que muitas nunca foram. Deve ser por isso que eu...sempre evito levar você pra cama.

- Você o que? - Que assunto é esse de repente?

- Você está certa. É hora de se abrir. Você precisa saber disso, antes que eu quebre a promessa que eu fiz pra mim mesmo sem você nem saber dela. Ou saber porque quebrei.

- Estou ouvindo. - Jimin respira fundo e olha por cima do meu ombro, além de mim, como se lembrasse de algo.

- Anaíz. Antes de eu conhecer você, durante meu período de amadurecimento, meu pai estava tentando me formar um homem como ele. Frio, sério, preocupado com dinheiro e casado com alguém que também tivesse dinheiro.

- Eca. - Jimin tenta segurar um riso.

- É. Eca. Bom...eu resistia muito. Não achava que os métodos de vida que ele queria me ensinar eram os melhores pra mim. E eu não demonstrava isso com rebeldia na época. Eu era uma criança feliz e diferente de hoje. Eu brincava, era fofo com todos. Haechul e a minha mãe me ensinavam a gentileza. - Ele sorri novamente. - Eu era o cavaleiro que qualquer garota da sua idade poderia sonhar. - Jimin me olha nos olhos novamente. - Desde meu início até meu 10 anos. Eu era um garoto educado e sonhador. Queria dançar, fazer amigos e viver livre e feliz. Mas meu pai achava isso bobagem. Ele queria que eu seguisse o legado dele. E eu tentava explicar que eu não queria que fosse assim pra mim. E por isso. Eu comecei a apanhar. Levar bronca quase todos os dias. E a revolta foi se desenvolvendo em mim de uma forma que eu cresci um pré adolescente e um adolescente rebelde. E logo, me vi usando garotas que se interessavam por mim pra esquecer meus problemas. Até chegar em casa e acumular mais raiva.

Então foi assim que começou essa fama dele...rebelde e...rodado.

- Eu ficava com muitas garotas. Muitas mesmo. Tinham dias que eu ia pra festas dos meus "amigos" da escola e pegava mais de 15 garotas. Escolhia uma e ia pra casa dela. E lá, fazíamos de tudo. - Faço uma cara torta, como se isso me ferisse, e ele pareceu perceber. - Eu...não quero falar sobre isso pra você. Eu não me orgulho dessa parte. Aconteceu e já passou. Chega. Eu não faço mais isso. Foi uma época que eu bebi, me desgastei procurando por algo pra me ocupar, mas nunca me senti tão vazio. Eu...fui tão burro. - Jimin cerra o punho e joga sua cabeça pra trás, apoiando-a na cabeceira da cama. - E pensar que...foi essa escolha que me trouxe até você. Já pensou nisso? Tudo que eu escolhi fazer até hoje, me trouxe até esse ponto. Você. Essa vida com você. Talvez, se eu tivesse sido consciente desde o início, eu estivesse com outra pessoa agora. E pro meu eu atual, isso é inimaginável. Eu gosto de onde estou.

Ele estava me elevando em um pedestal que eu não imaginei que eu estaria, jamais.
Eu estava ficando com os olhos marejados.

- Ah...esse ponto de filosofia não é onde eu queria chegar. Desculpa. O rumo que eu queria seguir era outro. - Ele bagunça o próprio cabelo e continua. - Talvez você...tenha reparado que...tivemos algumas oportunidades de nos beijar de novo depois da primeira vez, não?

- Eu...reparei.

- Perdão por isso. Você não sabe o quanto eu queria te beijar, Anaíz. Eu queria muito. Sempre quero. Mas sempre que eu tinha a chance, eu lembrava que isso era o ínicio pra loucura de usar todas aquelas meninas. Atração física me lembra épocas horríveis. Ou aos menos lembrava, até a última vez que você veio aqui, e até hoje na porta da sua casa. E algumas outras trocas de afeto entre nós dois. Eu só...não queria repetir meu erro. Eu queria que fosse tão diferente com você. - Sinto meu rosto esquentar. - Eu não queria te tratar como qualquer merda, que nem eu fiz com aquelas meninas. É claro que na época elas buscavam o mesmo que eu, mas...hoje isso me incomoda muito...não sei. Eu só não consigo ficar com mais nenhuma garota. Eu vejo você no lugar de qualquer uma que queira algo comigo. - Ele respira fundo. E eu também. - Eu só...sou muito seu. E mesmo depois desse jogo terminar, ainda que não seja escolhido, eu ainda vou ser seu por muito tempo. Porque você me mudou.

Lágrimas descem pelo meu rosto. Mas eu estava emocionada, feliz. Eu finalmente me sinto confortável perto dele. Eu estou completamente confortável perto do Jimin. Essa sensação é tão boa.

- Não chora. Não faz isso. - Ele chega perto de mim sem me tocar, como se eu pudesse quebrar. - Ai, Deus. Eu fiz alguma coisa errada?

Meneio com a cabeça, sorrindo. Pego suas mãos e as coloco em mim. No meu rosto. Tocando minhas bochechas molhadas.

- O que você era aos 10 anos ainda existe, Jimin. Não sei o que foi, mas algo te trouxe de volta. Você é um príncipe. Eu só queria que fosse meu príncipe. - Digo, feliz.

- Eu sou seu príncipe. - Ele sorri e junta nossas testas. Os dois de olhos fechados. E ao abrir os olhos novamente, sinto uma vontade incontrolável, e realizo meu próprio desejo.

Seguro Jimin pelo rosto e o puxo para um beijo que pra mim, foi mais do que provocação, mais do que desejo sexual. Foi meu corpo transbordando de felicidade. Uma felicidade que ele me deu com palavras tão doces.
Ele parece surpreso, e sinto, agora que sei da verdade, que ele automaticamente se contém. Ele é tão fofo, querendo ser gentil comigo. Mas não deixo de fazer com que ele corresponda ao beijo, pois sei que ele quer. Mordo levemente seu lábio inferior e escapa um som parecido com um gemido suave para fora de sua garganta. Ele deixa aos poucos de resistir ao beijo, e fico ainda mais feliz. Ainda assim, ele mantém suas mãos no colchão, se apoiando. Sem me tocar.
Quando solto seus lábios dos meus, ele me olha como se estivesse cansado de se segurar. E no fundo, a intenção era acabar com isso.

- Você ouviu alguma coisa do que eu disse sobre me conter? - Ele diz, sorrindo bem de leve, com seu olhar sedento.

- Ouvi. E também ouvi algo sobre você estar substituindo suas memórias a respeito de atração física. Estou errada? - Pergunto.

- Não. Você está mais do que certa. Mas... - Coloco um dedo na frente dos seus lábios.

- Ssshh...Jimin. - Ele me olha, com talvez um início de olhar perverso. - Faz. Eu quero você.

Eu sabia que isso tinha feito a última gota de auto controle dele ser derramada.

...

CHAMA A LUDMILLA.

Olá, meus filhos. Aqui é a Chimchim (Ah, vá).

Ai que DELÍCIA de otp!

Gente, desculpa a demora. Eu tinha até dito que ia postar mais uns 2 capítulos sem muita demora depois do BST pt. 1, mas isso aqui precisava sair muito bom. E acabou que sem querer, ultrapassei meu próprios limites XD.

Valeu a espera, né? Vou contar aqui que era pra cada capítulo ter em torno de 3.000 ou no máximo 3.600 palavras. Sabe esse? Então...mais de 6.920. Pois é.

Eu queria que vocês lessem essas minhas considerações finais em especial porque...PRÓXIMO CAPÍTULO TEM HOT.
Provavelmente vai ser ele todo dessa putaria que as minhas leitoras que tem meu wpp TANTO PEDEM. Então vai ser tipo...muito quente. Bem quente mesmo.

Se você não curte, não lê. Não vai ser leve não. Eu tô dando minha imaginação toda pra esse hot. Então vamos combinar que não vai ser pouca merda não.

Espero que tenham gostado desse capítulo. Eu amei ele de verdade 😄🌚💙💜

E mais um aviso: Eu não sei se esse capítulo vai ser revisado. Com as considerações finais do capítulo, deu mais de 7.000 palavras. Ou seja: muito pra revisar. Vou tentar, mas não prometo nada. Então desculpa qualquer erro. Não desiste mim.

Bjundas da omma meu filhos! 🎶💋

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