VII
Toda casa antiga provavelmente contém um espaço embaixo do assoalho, específico para guardar coisas velhas, popularmente conhecido como porão. É normal ouvir falar deste lugar ou até mesmo ver cenas em filmes quando o assunto é guardar segredos. Também são caracterizados como o local assombrado do imóvel, onde os fantasmas se escondem e aranhas tecem suas enormes teias de maldição. Em minha humilde opinião não se passava de uma sala onde deixavam o que já não tinha mais uso, como o quarto do meu avô em minha antiga casa.
Ferrugem não conseguia esconder sua animação em brincar de caça ao tesouro, como ele mesmo dizia, diferente dele não estava tão curiosa para encontrar algo surpreendente embaixo de nosso assoalho, apesar de querer sempre meter o nariz onde não era chamada, dessa vez tinha receio de que realmente pudesse encontrar algo, do tipo que não deveria saber. Mas não desisti, não poderia, não estando parada á frente da porta que dava para o porão. George me entregou a lanterna e segurou outra em mãos, fez sinal para que eu desse um passo para trás e então forçou a porta segurando com cuidado.
O ruído estridente da porta arranhando no chão de madeira velha me fez encolher os ombros e fazer uma careta, olhei rapidamente para o lado oposto verificando se ninguém aparecia, não houve um barulho sequer indicando que tinham ouvido o barulho da porta. George me olhou receoso e indicou com a cabeça pra entrássemos. Como previsto, apesar da luz que entrava pela meia porta aberta, estava tudo um completo breu. Girei o botão da lanterna e apontei para frente vendo o corredor subterrâneo.
- Será que nos ouviram? - o ruivo disse baixinho ligando sua lanterna e iluminando o teto assustadoramente baixo e sujo acima das nossas cabeças, agradeci mentalmente por ser apenas sujeira e não morcegos prontos para nos assustar.
- Acho que não, e mesmo se tiverem ouvido todas as portas nesse mausoléu fazem barulho. - abaixei o olhar notando o chão coberto de poeira.
Queria correr até a outra ponta, só para não ter que prestar atenção nos desenhos e manchas que as paredes carregavam por toda sua extensão. Marcas como a de garras de gatos seguiam até metade do chão, se não achasse ser impossível diria que eram humanas. Apesar das manchas amareladas que pareciam ter escorrido até secar o local não exalava qualquer odor, na verdade parecia ate arejado, como se o frequentassem como qualquer outro comodo imóvel. Apressei os passos ao notar que George havia passado por mim e já estava no fim do corredor, instantes depois parei ao seu lado analisando as duas portas uma semi aberta e a outra não. Por instinto forcei a maçaneta da que estava completamente fechada.
-Trancada! - constatei me afastando e dando meia volta até a outra.
-Tem certeza? - a mão suada do ruivo agarrou meu pulso impedindo-me de continuar.
-A ideia foi sua, não vai amarelar agora né? - me soltou e rolou os olhos.
-Claro que não, mas se estiver com medo pode voltar, me viro sozinha. - e foi então minha vez de revirar os olhos soltando um suspiro entediado. - Só estou dizendo que depois da visita ao museu você ficou toda estranha, vai que agora... - me virei dando as costas a ele e entrando na sala, me espremendo pela porta entre aberta, não quis força-la e acabar fazendo mais barulho.
Ergui a lanterna iluminando o lugar por todos os lados. Aquele parecia ser sim o porão, julgando pela quantidade de caixas empilhas em meio a saleta, as teias de aranha e os lençóis que cobriam o que acreditava ser mobilha velha. Me movi dando alguns passos a frente, o chão embaixo dos meus pés era diferente, a madeira velha era substituída por concreto liso, o que deveria explicar a sensação de queda de temperatura ali. Contrário de todo resto aquele local era particularmente frio, não do tipo que precisaria de um casaco, mas deixava os fios da minha nuca arrepiados. Parei a frente da primeira pilha de caixas, movida pela curiosidade, em poucos instantes puxo as extridades da caixa e aponto a lanterna verificando o que tinha ali dentro. Peças de xadrez entalhadas em madeira, algumas pintadas em preto, outras não. Fecho a caixa e a afasto da pilha realizando o mesmo ritual de abertura com a seguinte. Para a minha frustração se tratava apenas de panos velhos, retalhos mais precisamente.
Afastei-me daquelas caixas voltando a apontar a lanterna por todos os lados a procura de algo que me chamasse atenção. Já não via George, conseguia ouvir apenas seus passos, haviam algumas pilhas mais altas que nós. Me pego parada a frente de um dos móveis cobertos por lençol, algo me diz que deveria arrancar o pano e ver o que se tratava, meus instintos diziam que não, mas minha curiosidade estúpida acaba se deixando levar. Ergo a mão direito pairando com a lanterna na altura do rosto e com a outra puxo o lençol perolado com um pouco de dificuldade. O pano cai aos meus pés formando um pequeno montinho e soltando poeira o suficiente para fazer minhas narinas coçarem. Esfreguei os dedos a frente do nariz e funguei levantando o rosto.
Era um espelho, da minha altura.
Com as bordas em madeira, desenhos de flores tão delicados que pareciam ter sido feitos a mão o enfeitavam. Sua forma oval dava-lhe ar de antigo, mais até do que aparentava. Estava conservado, disso tinha certeza. O vidro estava limpo e refletia muito bem os meus cabelos desgrenhados e a camiseta nada atrativa que usava. Há muito tempo não me importava com a minha aparência, estar naquele lugar me deixava chateada o suficiente para não me importar em como meu cabelo ficava ou se minhas roupas eram realmente bonitas. O mais estranho é que eu não costumava ser assim. Gostava de roupas das roupas descoladas, acessórios no cabelo, mas os tempos mudaram, assim como eu.
Uma luz brilhava as minhas costas, tão cintilante que não conseguia desvencilhar de sua hipnose. Algo se movia, bem ao fundo do meu reflexo. Não só via, mas conseguia sentir. Estava se comunicando comigo, a luz então começava a tomar forma. Ombros, pescoço, uma cabeça sem rosto. Continuava se comunicando, não sabia o que queria dizer. Minhas mãos soaram, apesar da brisa gelada escapar dos meus lábios. A temperatura caia novamente, mais intensamente. Calafrios. Dedos rabiscam a pele do meu ombro. Então a luz some e a temperatura volta ao normal.
Não imagino quanto tempo tenha demorado para que eu recobrasse os sentidos, mas quando aconteceu ouvia a voz de ferrugem me chamando ao fundo.
-Sabine! - me virei um pouco abobalhada e me agachei pegando a lanterna no chão. -Vem aqui, achei algo!
Segui sua voz, cruzando algumas pilhas e desviando de uma escada pendula. Minha cabeça estava um pouco confusa, havia acontecido algo a frente dos meus olhos, mas como sempre eu preferia questionar minha sanidade do que enfrentar os fatos. Talvez fosse um colapso, sempre estou cansada.
O garoto estava inclinado sobre uma mesa, puxando vários papéis e unindo como se fosse um grande quebra peças, levava a sério a brincadeira de espionagem. Me aproximei vendo melhor o que fazia, não contaria sobre o pequeno incidente a pouco, ele já me achava doida o suficiente.
Se tratavam de fotografias e mais jornais, mais especificamente recortes. Puxei uma das fotografias, era tão desbotada quanto amarelada. Era uma garota de cabelos curtos, vestido longo e um sorriso falso e alegre demais, atrás de si estava o casarão Chermont. Deixei a fotografia sobre a mesa e peguei outra, mais atual, talvez de uns dez anos atrás. Outra garota, cabelo cacheado e encantadoramente armado, jeans e uma camiseta do Mickey, dessa vez ela estava dentro do casarão, era o refeitório, tão sem graça e sem cor como é hoje.
-O que são todas essas fotos? - pergunto puxando outra é analisando a fotografia.
-Ainda não tenho certeza, mas acho que são as garotas que desapareceram aqui. - sua voz soou trêmula e um pouco amedrontada, parecia não acreditar no que dizia.
-Como assim? - pergunto tocando seu ombro, tentando chamar sua atenção.
-Nem todas são desaparecidas, algumas só sofreram acidentes como o de Serena. - conclui voltando ao seu tom de Sherlock Holmes e então me encara. -Estava tudo em uma caixa, os recortes de jornais batem com algumas fotos da caixa, parece que alguém tentou fazer um portfólio sobre isso, mas não deu certo então acabaram jogando tudo aqui. - mexeu em seus fios ruivos e então voltou a encarar as fotografias, eram iluminadas por sua lanterna deitada na borda da mesa.
-Isso é insano. Vamos olhar direito, deve ser só uma coincidência.
Precisava que aquilo fosse uma incrível e infeliz coincidência. Deixei a lanterna sobre a mesa para ter as mãos livres. Puxava um dos recortes em mãos e o analisava, verificando data e procurando por alguma foto que combinasse com a menina da manchete, exatamente três deram certo. Vez ou outra parava soltando um longo suspiro e me perguntado para que diabos estávamos fazendo aquilo. Qual era o nosso objetivo? O que esperávamos encontrar?
- Dois de novembro de 1988 - George começou em alto e bom som chamando minha atenção. - Uma garota é encontrada em seu quarto no internato Chermont com cortes por todo corpo, ela afirma que o ataque sofrido aconteceu na calada da noite, operado por uma sombra que se escondia no canto de sua cortina. Apesar dos peritos afirmarem que o ataque fora cometido por um de seus colegas, vez que ela não conseguiria se machucar de tal forma, ela continua insistindo que fora a sombra, ela o chamou e acabou sendo mutilada. - Suas últimas palavra foram pronunciadas vagarosamente, enquanto deixava cair o recorte sobre a mesa. - Isso esta começando a me deixar m pouco assutado. - comentou soltando um longo suspiro e negando com a cabeça.
-O que mais diz? - pergunto me aproximando do recorte, ele da de ombros apontando para o rasgado, era tudo que tínhamos então. - Não é querendo ser cética, mas sera que devemos acreditar nisso tudo mesmo? - George torceu o nariz.
- O que? Esta com medo de ser a próxima? Talvez seja seu fantasma gostoso atacando todos no nosso castelo do horror - Teria gargalhado, se não estivesse tão fula da vida com seu comentário ridículo. Rolei os olhos e me virei observando o que tinha ao nosso redor, nada muito diferente, exceto pelo baú no fundo da sala.- Mills...conheço este sobrenome, é do nosso zelador, não é mesmo? - pergunta enquanto me afasto.
- Eu não sei ferrugem, nem me lembro da cara dele. - abaixo puxando o pano que cobria metade do baú de madeira. Um grande caixote retangular, com pouco mais de um metro de comprimento e um belo cadeado de metal. Agarrei a fechadura forçando pros lados, imaginando que de tão velha pudesse abrir facilmente, pura ilusão. - Procura algo para abrir isso - Pedi olhando se relance para trás, tempo o suficiente para vê-lo acenar positivamente com cabeça.
Logo embaixo do grande cadeado havia algo entalhado, grandes letras formando as iniciais HC, não foi difícil para que juntasse as peças. Heloise Chermont, pertencia a ela aquele baú, deveria me afastar, amedrontar-me, no entanto só me deixava mais curiosa para saber do que se tratava. Talvez fossem mais diários, contando outras histórias sobre ela e Justin. No fundo esperava mesmo que fossem mais diários, queria alguma prova dizendo que o meu fantasma engomadinho não tinha nada de obscuro e toda aquela historia que haviam nos contado no museu não se passava de uma lenda tola inventada para encobrir qualquer outra razão justificando a morte de Heloise.
Um estrondo me fez encolher em susto, seguiu uma agitação de latas rolando no chão e o gemido sofrido de George. Me levantei correndo até a sua figura na outra extremidade da sala, estava caído embaixo de uma prateleira se movendo para tentar sair.
- Calma, vou te tirar de daí - disse me inclinando para puxar o emaranhado de ferro, quase não pesava pois já estava vazia. Mesmo com a prateleira afastada ele continuava deitado no chão gemendo. - Vamos lá, levanta George. Temos que ir, foi barulho demais agora. - concluí um pouco desanimada. Estiquei a mão segurando a sua e o ajudando a se por de pé.
- Eu vou morrer! - resmungou ao passar a mão na testa e perceber o fio de sangue que escorria sobre sua sobrancelha.
- Para de ser dramático, foi só um corte, o máximo que pode acontecer é conseguir um tétano pelo enferrujado da prateleira. - fez uma careta espremendo os lábios em desgosto. - Vamos drama queen.
Segurei sua mão encenando um falso apoio pela sua condição enquanto fazíamos o caminho de volta ao corredor de ligação ao assoalho. Olho uma última vez na direção do baú, não havia mudado de ideia, agora, mais do que nunca achava que as respostas para as perguntas que rodeavam minha mente estavam ali.
***
O sol refletia convidativo no vitral da sala tirando qualquer possível concentração que poderia vir a ter na aula. Achava uma completa perda de tempo ficarmos dentro da salas de aula quando todos ali sabiam que de nada adiantaria aprender sobre física quântica, pois se um dia colocarmos os pés fora daquele lugar ninguém levaria em consideração um diploma de conclusão de ensino médio com o carimbo da Chermont. Todos seriamos condenados pelo nome maldito daquela instituição. Apontados como os loucos, problemáticos e em alguns casos até perigosos. Volto a dizer que é perda de tempo. Estar naquela lugar era pura perda de tempo, mas havia algumas poucas coisas ali, que realmente valiam a "perca do tempo".
A figura de Justin acenava para mim, encostado em uma das arvores na entrada da floresta. Seu sorriso repentino me arranca um suspiro, sem que eu notasse correspondia hipnotizada com sua beleza. Chamou-me em um movimento sutil e indicou pra que eu deixasse a sala. Pouco pensei, não queria ficar na sala e nem me importava aprender ou deixar de aprender o que a professora com cabelo de capacete tentava nos ensinar. Dei-lhe uma desculpa esfarrapada dizendo que iria ver George na enfermaria, pois ele precisava de mim, ela me deixou sair sem dar importância ao que dizia, provavelmente não sabia que o ruivo já estava a horas de repouso em seu quarto. Particularmente achava que ele estava fingindo, usando do bom e velho drama para conseguir alguns dias de cama, sem ninguém lhe importunando.
Quando cheguei ao exterior do instituto ele ainda estava lá, na mesma posição, exalando o mesmo ar de confiança misturada com um furacão de encantamento. Por sorte a maioria dos alunos estava ocupado demais com seus afazeres para notar minha caminhada de expressão abobalhada até o rapaz. O sol refletia sobre seus fios castanhos os deixando tão dourados quanto o sol, sua pele pálida ganhada um tom bronzeado. De repente ele parecia mais vivo, tal sensação deixava as palmas das minhas mãos soadas, pois parecia demasiado real.
-Pensei que não fosse vir. - disse ao esboçar um meio sorriso.
-Mentiroso, sabe que eu viria - disse soltando uma risada leve. -Não podemos ficar aqui, vão me achar mais louca que o normal. - olho por cima do ombro verificando se ninguém me observava.
-Não iremos, tenho um lugar para lhe mostrar. Vamos aproveitar esse dia ensolarado. -estendeu a mão de forma gentil ao se afastar da árvore.
Sinevillage estava situada em uma região notoriamente montanhosa, ao sul do Minnesota, dias ensolaradas eram quase tão improváveis quanto eu acordar feliz em estar naquele lugar. No entanto neste dia em especial o sol acordou intencionado a nos presentear com sua aparição. A sensação dos raios esquentando minha pele era deliciosa, acalmava meu corpo e me proporcionava uma sensação diferente, talvez tranquilidade.
Caminhamos vinte minutos a frente, Justin tornava a me chamar de Milady, e eu tornava a a pedir que ele parasse, mas seu hábito parecia ser mais forte que o pobre rapaz. Contava-me sobre o lugar a qual estávamos indo, era seu lugar favorito, mesmo em dias chuvosos, ele sempre ia até lá. Parecia bastante animado, como nunca o tinha visto, até mesmo quando estávamos nos divertindo com promiscuidades. Cheguei a conclusão que em seus dias de vida ele deveria daquela forma, alegre e cheio de luz. Os sorrisos que me lançava causavam leves borboletas no estomago, entendi por que Heloise havia se encantado tanto com ele, não tinha como não se encantar. Era como se cada centímetro dele fosse feito para ser adorado.
Corria a beira do lago fugindo dos seus braços, a água cristalina espirrava se misturando com a areia branca e formando um rastro por onde passava. A gargalhada alta dele ecoou sobre a clareira do lago se misturando com a minha, olhava vez ou outra por cima do ombro procurando sua figura sorridente. Caímos sob a areia úmida envoltos em um abraço cheio de toques. Apoio o cotovelo no chão virando o corpo de lado e o observando, minha mente não cansada de repetir o quanto era colírio para os meus olhos.
-Você tem um lindo sorriso. - comentou virando a atenção para mim. -Sou eu o motivo dele? - perguntou me fazendo negar com a cabeça.
-Não se atreva a ficar sentimental agora. -retruquei fingindo seriedade.
-Me desculpe, sou um romântico incurável. - rolei os olhos dando uma gargalhada ao fim. Estendi o braço sobre seu corpo brincando com o botão da sua camisa, até por fim desabotoa-la. -E as vezes um amante insaciável também.
Avançou sobre mim tomando meus lábios em um beijo feroz, seu corpo se chocou contra o meu me fazendo deitar completamente na areia, gostava da forma que ele me tomava para si sem qualquer tipo de restrição, de alguma forma era como se soubesse que tinha permissão para me tocar, agora e possivelmente sempre. Sua mão atacou minha costela deixando leves apertões ate alcançar a curvatura do bojo do sutiã, diminuiu a velocidade tocando mais delicadamente até conseguir encher a mão com ele e massagear me causando um leve arrepio. Abri os botões da sua camisa e puxei a manga descendo por seu braço que usado como apoio deixava a forma do meu músculo, minha nossa como era sexy. O afastei um pouco retirando a minha camisa conjuntamente com a sua e o trazendo para perto novamente. Trilhando beijos do seu ombro ao pescoço me peguei imaginando o quanto seria bom tê-lo de uma vez por todas dentro de mim, se afundando na minha intimidade a arrancados gemidos, em outras palavras eu queria ser fodida, bem ali mesmo.
Ele fazia uma coisa com a língua no lóbulo da minha orelha que me causava cócegas, mais exatamente entre as pernas, passava a língua úmida na extensão e da uma mordidinha no final. Murmurei um palavras fechando os olhos excitada. Minhas mão agora alisavam o zíper de sua calça ameaçando abri-lo, sentia seu membro semi ereto se chocar contra ela sempre que ele movia a cintura. Afoita procurei por seus lábios soltando um gemido leve quando apertou meu mamilo entre seus dedos, minha nossa estavam duros de tesão, se não me acalmasse derramaria antes mesmo de ter alguma ação dentro do meu shorts. Suguei seus lábios puxando seu rosto contra o meu, pressionando novamente até nossas bocas se encaixarem até encontrar o ritmo certo para ambos.
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