Capítulo 03
Ps: Deixa uns comentários ai, na moralzinha. Beijos!
⧪⧪⧪
Chang mora em um apartamento, no segundo andar de um prédio comercial e comum. Me lembro de ter ido ali uma vez, há uns quatro anos atrás, logo quando se mudou e Suzy me pediu para ajudar com a mudança. Dirigi umas caixas ate ali, ajudei a colocar no canto e depois disso nunca mais. Ironicamente, ao colocar os pés ali, o lugar era exatamente como eu imaginava que seria.
Paredes cinzas e pilastras da mesma cor dividiam o cômodo enorme que unia a sala à cozinha americana. Tudo em mais tons de cinza e madeira, o ar moderno e aconchegante se alastrava pelo espaço monocromático. A única cor ali, era a bola de pelos marrons deitado no sofá.
— O Romeu ainda está vivo? — ditei perplexa encarando o cachorrinho. — Ele não tem tipo, uns dez anos?
— Ele é bem cuidado, ainda vai viver mais dez anos. — passou por mim jogando as chaves e o capacete na mesa atrás da porta. Fiz o mesmo.
— Você é bem confiante para um dono que o alimentava com bolinhas de isopor sabor queijo. — continuei parada no meio do seu apartamento, ele retira os sapatos e joga em um canto na entrada, olho para os meus pés já me sentindo culpada, os pais de Suzy nunca me perdoariam por isso.
— Isso foi só uma vez. — defendeu-se. Tirei o par de tênis que um dia foi branco dos pés, meus jeans pesavam pela água. O chão era gelado e um suspiro incômodo soou alto demais da minha boca. — Vai tomar um banho quente, vou separar algo confortável para você vestir.
— Não vai fazer igual aqueles caras dos livros e me dar uma camisa cheia do seu perfume para marcar território né? — inclinei o rosto o encarando.
— Provavelmente — tirou a jaqueta de couro molhada do corpo pendurando nas costas de uma cadeira da ilha que separava os cômodos. — Estaria mentindo se dissesse que nunca te imaginei assim.
— Fantasiando sobre mim? — rolei os olhos soltando um suspiro orgulhoso. — Umas gotas de chuva e já está delirando de febre.
Caminhei em direção ao pequeno corredor, em passos cadenciados e quase certeiros. Abri a primeira porta e dei de cara com o que parecia um estúdio e não um banheiro. Ele surge logo atrás de mim.
— Usa o banheiro do meu quarto. — passou por mim abrindo a terceira porta.
— Se eu bem me lembro esse apartamento tinha mais de um banheiro. — mesmo seguindo seus passos o questiono.
— É um banheiro social, aquela outra porta na sala. Preferi manter a minha suíte como funcional.
— E se aparecer visitas de uma ou duas noites?
— Eu não gosto de visitas que passam a noite. — o quarto grande tinha pouca decoração, mas o suficiente para parecer aconchegante. — Na verdade não gosto de visitas, não trago ninguém aqui.
— Mentiroso, eu estou aqui. — dei de ombros passando o olhar da cama baixa de lençóis brancos TV de cinquenta polegadas pendurada na parede à frente.
— Você é diferente. — soltei uma risadinha buscando pela sua figura que havia desaparecido nas portas do closet.
— Se pretende me convencer de qualquer coisa tem que melhorar suas frases de efeito.
Ele volta carregando o que parece ser uma camisa e um par de shorts.
— Eu provavelmente levaria um soco se disse o que realmente se passa na minha cabeça. — estiquei as mãos pegando as roupas mas ele não solta. — Me diga quando estiver preparada para ouvir.
— Nada de calças? — ignoro completamente suas palavras puxando as roupas com mais força.
— Isso tá fora do script, como vou encarar suas pernas descaradamente se estiver vestida como seu irmão? — ele negou caminhando para a porta. — Fique a vontade, tem toalha limpa no armário do banheiro.
Fecho a porta do banheiro às minhas costas e encostei na madeira tomando um instante para minha mente processar o que estava acontecendo. Era difícil acreditar no que houve no festival, sua decisão inesperada em me ter por perto. Suas palavras serpenteando na minha nuca e dando voltas pela minha mente. Parte de mim tinha a impressão de que estar sendo enganada, que tudo aquilo era só algum plano de Chang para me levar pra cama, talvez ele tenha perdido uma aposta ou simplesmente queira provar que pode conseguir o que quer e quando quiser. Pensar nisso fez o meu peito pesar, já derramei lágrimas demais sendo dispensada, acreditando que não era boa ou bonita o suficiente para estar com ele.
Por outro lado, eu sabia que não havia motivos para ele mentir para mim, ele não ganharia nada com isso, eu não era a mesma garota de dezessete anos que cairia de joelhos aos seus pés com um pequeno sorriso. Ele sabia disso. E se quisesse só transar comigo não tinha motivos para inventar sobre querer a minha companhia. Somos adultos e sexo é sexo.
Então, porque diabos todo meu corpo tremia com a ideia de que ele estava falando a verdade? A possibilidade daquele idiota ter algum, qualquer, sentimento por mim causa formigamento. Causa tontura. Causa um disparo no meu peito que eu torço para que seja uma para cardíaca e não os sentimentos que apaguei ressurgindo das cinzas.
Esfreguei meu couro cabelo torcendo para aquela confusão escorrer junto com a espuma e me deixar ter uma boa noite de sono, se é que isso será possível hoje. Sequei o corpo notando o cheiro forte do seu sabonete na minha pele, o mesmo cheiro que sentia quando não era a sua colônia, enrolei uma toalha no cabelo a fim de me vestir.
A camisa é ridiculamente maior, mesmo a nossa diferença de altura não sendo tanta assim, o material é confortável e não demonstra tanto quanto esperava a falta do meu sutiã, também encharcado. Para a minha surpresa, ou nem tanto assim, o que eu imaginei serem shorts era uma boxer preta, como a blusa.
— Chang! — chamo saindo do banheiro a sua procura. Ele não está no quarto, mas o encontro no corredor, com a bola de pelos nos braços. — Você tem hidratante e creme de cabelo?
— Sim, no armário debaixo, perto das toalhas. — responde me fitando dos pés a cabeça. — Melhor do que imaginei.
— Na frente do cachorro, sério? — balanço a cabeça em negação. Sua expressão não muda, engulo em seco mudando o foco para Romeu quando acaricio seus pelos e sussurro um "oi" para o cachorrinho. — Seu pai é mesmo um garotinho sem vergonha na cara.
— Sem vergonha tudo bem, mas garotinho? — deu um passo a frente. — Terei que te dar um motivo para respeitar o homem que eu sou?
Não havia violência no som da voz, estava carregado em um duplo sentido inesperado. Meu rosto ardeu, forçando meu corpo todo a dar um passo para trás. O par de olhos me encarava daquela forma outra vez.
⧪⧪⧪
Penteei os cabelos depois de secar, os fios antes lisos estavam naturais agora, descendo em cachos grossos meio sem textura em uma extremidade e outra. Faço duas tranças laterais, a minha melhor opção sem uma touca de cetim por perto. Espero por Chang na sala de estar, encolhida no canto do sofá, onde Romeu me permitiu ficar. Apesar de ser dócil, ele havia deixado claro que aquele território era seu.
Vi o dono da casa caminhar em uma típica calça de moletom cinza, diga-se confortável, e entrar em sua cozinha. Ele mexe nos armários, no fogão e abre pacotes com o dente, aparentemente concentrado naquilo. Não me incomoda assisti-lo, na verdade é satisfatório. Encostei as mãos no braço do sofá e o queixo nas mãos. Os cabelos longos estavam penteados para trás, vez ou outra ele rolava os dedos entre os fios flexionando os bíceps traçados. É estranho eu querer mordê-lo? Cerrei os dentes, descendo o olhar pelo dorso bronzeado e malhado, as linhas das suas costas eram quase tão ridículas quanto os traçados do seu abdômen.
De repente, salivei. Para o meu azar, sabia bem que aquela sede era de algo que não poderia ser servido em um copo.
Resmunguei em frustração sentando sob meus joelhos.
— O que há de errado? — questiona, mesmo de costas para mim, vasculhando um armário alto. Será que notou que o secava? Merda.
— Nada, só estou cansada. — o que não era completamente mentira.
— Curtiu bem o festival.
— Isso eu fiz mesmo, se não fosse os últimos acontecimentos eu provavelmente ainda estaria por lá.
— Duvido, a chuva sempre espanta os bêbados. — deu a volta na ilha trazendo duas canecas. — O que achou dos shows?
— Foram muito bons, a minha banda favorita tocou, com aquele cara loiro que usa uns ternos e curte Jazz. — pego a caneca de chá das suas mãos.
— Eles são bons mesmo, posso te levar no show deles qualquer dia.
— Mesmo? — senta-se à minha frente, na mesa de centro que mais parece um enorme puff. — Eu adoraria, mas eles sempre fazem aparições surpresa e é quase impossível conseguir ingressos.
— Nós somos da mesma gravadora, posso fazer isso. — ditou despreocupado. — Beba, vai te ajudar a dormir bem. — olho para o copo e tomo um gole sem pensar. — Não tinha certeza de que ia te no festival, não te encontrei a semana toda no campus.
— TCC. — tomei outro gole — Finalmente terminei a primeira versão e mandei para a minha orientadora, passei os últimos dias focada em não ser um fracasso para a minha família.
— Ainda aquele papo sobre medicina?
— Sim, acho que meus pais nunca vão aceitar que eu escolhi algo que não tinha sido planejado por eles.
Seu engajamento na conversa não passou despercebido por mim, Chang não era o ser mais falante e comunicativo do mundo, nossas conversas, normalmente curtas eram alimentadas por provocações e respostas afiadas. Nada parecido com a conversa fiada que tínhamos naquele instante.
A atenção repentina também me alertou, fez as batidas do meu coração perderem o ritmo. O jeito como respondia e mantinha o assunto como se aquilo fosse natural. Apesar do esforço evidente, ele não parece desconfortável, tive a impressão de que não era a primeira vez que fez aquilo. Não é a primeira vez que todo o mundo à nossa volta fica em silêncio e posso ouvir apenas nós dois.
Isso não pode realmente estar acontecendo. Com o corpo inclinado para trás, minha atenção se perdeu nas veias grossas que enfeitam seus braços apoiados nas extremidades do móvel, o peito carrega um brilho que enfeitiça meus olhos, dedos formigam a fim de tocar o abdômen, as linhas do seu quadril se afundam apontando para os cordões, o moletom cinza que marca seu pau. Merda de pensamentos. Merda. Merda.
— Nós deveríamos ir dormir. — decretei levantando do sofá em um pulo. — Pode me trazer uma coberta e um travesseiro? Posso ficar no sofá.
— O sofá é do Romeu, vai acordar sem os dedos do pé se tentar ficar ai. — levantou preguiçosamente, pegou a caneca da minha mão levando de volta para a cozinha. — Dorme lá dentro.
— E você? — virou o corpo indo em direção ao corredor.
— A cama é grande. — sigo seus passos desconfiada. — Tá com medo de rolar pro lado e cair de boca em mim?
— Engraçadinho. — dei de ombros. — Te disse antes e repito agora, não vou transar contigo.
— Você quem continua falando em transar Talita. — ergue o braço em minha direção, fujo imediatamente me jogando embaixo das cobertas, ouço sua risada.
Fecho os olhos, na verdade, espremo com tanta a força que acabaria desmaiando pela pressão. Mas isso não acontece. O silêncio toma o quarto e ele toma o espaço ao meu lado. O seu calor se alastra pelos lençóis me incendiando. Respiro fundo tentando não ouvir ao meu corpo, não podia cometer tamanha traição com meus princípios.
O sono não vem, mas a respiração do corpo ao meu lado se torna calma, o cretino tinha dormido. Puxo o lençol e viro o corpo o vendo dormir de peito para cima, o semblante relaxado é quase pecaminoso.
Solto uma lufada de ar, tenho a impressão de que não vou dormir até seu corpo virar e um dos braços rodear minha cintura. Meu instinto diz para afasta-lo, mas acabo com os dedos acariciando o braço e pego no sono sem perceber.
Era um completo blackout, até que algo me desperta e eu noto que ainda era noite, e chovia. Muito mais forte do que vi na rua. A janela aberta balançou e faz barulho com a persiana se chocando contra ela. Pisco algumas vezes tentando manter os olhos abertos. Tento me mover, mas estou presa entre o que não parecem ser simples lençóis.
Os braços fortes me abraçam por trás, eu sou a concha menor sendo completamente engolida pela concha maior. Meu corpo esta relaxado demais para reagir, mesmo meus instintos dizendo para me afastar imediatamente dele. Não consigo, na verdade acho que não quero. Do seu cheiro impregnado em tudo ao calor do seu corpo contra o meu, é tudo hipnotizante demais.
Mas então a cortina bate outra vez contra o vidro da janela aberta, gotas de chuva entram no cômodo, sem contar o vento que sopra me despertando completamente. Seguro seu braço o afastando da minha cintura, mas ele retorna no mesmo instante me puxando contra si, seu peito pressiona ainda mais contra as minhas costas e a respiração se choca contra a minha nuca.
— A janela... — seguro seu braço outra vez e sinto seu quadril ser pressionado, sua virilha se espreme contra a minha bunda e algo mais. Algo mais que só pode ser o controle da televisão de tão rígido. Quero reclamar, penso nisso, mas o que soa da minha boca é um gemido. Tampo a boca imediatamente, em pânico. E novamente, meu corpo não obedece empinando a bunda em busca de fricção. — Eu preciso levantar. — resmungo depois de um minuto tentando me recompor.
— Hmhm, naão. — balbucia acariciando minha cintura por cima da camisa grande.
— Só vou fechar a janela. — explico, confusa com a minha iniciativa em dar satisfações.
— Deixa a janela — seus lábios roçaram contra a minha pele. Junto às forças e o empurro em dar tempo de me capturar outra vez. — Jagyia!
A voz grave soa no mesmo instante em que um madito relâmpago ilumina o quarto, estou de pés, de costas para ele com meu coração tão acelerado que posso senti-lo em minhas mãos.
Fecho a janela e puxo a cortina deixando o quarto no mais completo breu. Quando me viro, sei que ele esta me observando, capturo sua sombra sentada na cama, os joelhos flexionados e uma das mãos passando entre os fios.
— Você sabe que sou eu, Talita, quem tá aqui, né? — me certifico sentando na ponta da cama.
— Realmente me acha um idiota né? — ele ri, um tom rouco soando outra vez pelo cômodo. — Tanto sei que acordei duro só de sentir seu corpo no meu. — sua mão encontra meu rosto guiando-o até si — Sabe no que eu estava pensando? — o hálito com o cheiro de pasta de dentes invade meu olfato. Resmunguei em resposta, desconcentrada. — Em como deve ser o seu gosto, tenho certeza que é bem melhor do que em sonho. Os seus gemidos devem ser bem mais gostosos de ouvir. — beija meu queixo subindo pela minha bochecha. — Porra, eu preciso te provar, me deixa chupar essa bocetinha até não sobrar uma gota. — murmurou contra meu ouvido mandando um sinal absurdo direto ao pé da minha barriga. Uma pontada forte e certeira deixava claro que eu queria isso, mais do que tudo.
— Do que tá falando? — é o melhor que consigo dizer, patética, sonsa, com meu corpo se desfazendo no seu toque.
— Me ouviu muito bem, só diga sim ou não. — seus dentes rasparam contra minha pele forçando o fio de sanidade que ainda existia em mim.
A parte de mim que reluta em aceitar ao menos seus toques parece ser silenciada, mas ainda está ali, só não consigo lhe dar atenção, não quando seus dedos caminham pela lateral do meu corpo tocando cada curva como se fosse sagrado. De repente estou suando, quente, buscando por um contato que não imaginava querer tanto. Mentirosa, eu queria sim, por muito tempo quis.
Seguro seu queixo, ele me encara a espera da resposta. O par de olhos me encara em chamas, ansioso, cheio de desejo. E diabos, não há nada que me deixe mais excitada do que ver desejo, nítido e palpável.
Indo contra todas as minhas crenças e auto preservação beijo sua boca, repentinamente, sem rodeios. Sempre quis beijar os lábios finos e rosados, sempre quis saber o gosto da sua língua. Por mais que me envergonhe admitir, no fundo, sempre o quis.
O barulho do nosso beijo se torna obsceno rápido demais, como se a sede e a vontade de beber estivessem unidas ali, entre mordidas, sucção e saliva. Agarro sua nuca jogando meu corpo contra o seu, me agarra, abraça minha cintura prendendo meu corpo ao seu em um choque gostoso. Posso o sentir, embaixo de mim, viajando pelas minhas curvas.
Afasto-me buscando por ar, a testa encostada na sua e nossas respirações se chocando em euforia.
— Porra, não tem noção do quanto tenho desejado isso. — sussurra contra minha boca, passa língua no meu lábio, é sexy demais para resistir.
Sua boca se choca contra a minha outra vez, com menos urgência, mas tão intenso quanto. Afundo os dedos nos fios macios, meu corpo se move sem aviso, é puro instinto, e a resposta esta ali, com seu pau crescendo contra a minha bunda. Não há pudor, rebolo e me esfrego em seu corpo com minhas veias correndo em adrenalina e tesão.
Entre amassos e toques certeiros acabo de costas contra a cama, seus beijos descem por meu pescoço, enquanto suas mãos sobem por dentro da camisa dedilhando minhas costelas, o polegar acaricia a lateral dos meus seios, é quase tortura. Agarro suas mãos puxando ambas na direção certa, o aperto é o suficiente para me arrancar um gemido, que dessa vez me recuso a contar.
Suas mãos envolvem meus seios os cobrindo perfeitamente, como se fossem feitas para se encaixar ali. Entre o polegar e o indicador sinto o bico do peito ser espremido, endurecendo cada vez mais com seu toque. Distraída com a sensação sou pega de supresa quase sopra contra minha intimidade ainda coberta, causando arrepios por todo meu corpo. Seu dedo pressiono a superfície e posso jurar que o material de boxer fica úmida.
— Nem precisei muito pra te ter molhadinha bebê. — mordo a ponto do lábio sentindo ele pressionar entre as minhas dobras em um lugar específico. — Como você quer, hm? — suas mãos mãos agarram a barra da peça arrastando pelos meus joelhos e se desfazendo dela. — Diz pra mim Tali, quer sentar em mim? Quer sentar enquanto chupo essa bocetinha gostosa.
Cada palavra suja que saí da sua boca faz as paredes do meu útero se retorcerem. A pressão se intensifica quando sinto seus dedos explorando todo a umidez que escorre entre meus lábios. Seus olhos brilham com algo que não me lembro de ter visto antes, fazendo meu coração e o meio das minha pernas queimarem.
Sou virada como pena até estar sobre os meus joelhos, afasta minhas pernas e puxa minhas coxas para trás até que esta esteja exposta sobre si. A língua quente invade minha boceta sem rodeios, deslizando entre as dobras, agarro seus fios quando suga meu clitóris, mordisca meu grelo de um jeito que me faz perder a pose. Na verdade eu perco tudo, inclusive a vergonha quando deixo meu quadril instintivamente se mover contra sua boca.
— Lingua para fora. — demando finalmente encontrando a minha voz. Faíscas brilham nas suas orbes, com a língua pra fora me permito foder com a sua língua.
As mãos grandes agarram minha bunda instigando os movimentos, intensificando os movimentos de vai e vem contra a aspereza da língua que devora, chupa, mete e me faz revirar os olhos caminhando em direção ao prazer.
— Não pare...isso...Chang .. — choramingo sentindo uma onda de adrenalina se aproximar, — Porra...ai...mais forte... — as pontadas se intensificam, quero chorar ao ser esmagada pela sensação do meu orgasmo ganhando mais força.
— Puta merda, vem pra mim bebe, pode derramar. — seus dedos dentro de mim entrando e saindo em um barulho molhado e violento.
— Tão perto...ah...Chan
É uma explosão intensa e longa. Agarro o que posso sentindo todo meu corpo tremer e palavras sem sentido deixarem minha boca. Quando abro os olhos me sinto fraca, zonza até. Percebo que não está mais embaixo, mas sim atrás de mim. Se livra da minha camisa, que na verdade é sua, e abraça meu corpo por trás nos jogando contra a cama. Suas mãos agarram meus seios os apalpando, até que uma delas encontra meu botão sensível outra vez. O estímulo parece ser demais pra mim, por isso tento fugir do seu toque.
— Calma bebê, só mais um pouco. — ele sussurra contra minha orelha. — Preciso ver o seu rostinho gozando de novo pra mim, hm? Você pode me dar mais um.
— Eu não sei, não consigo...vai acabar comigo assim. — fecho o olhos aproveitando a fricção que encontrei ao tentar fugir do seu toque.
— Claro que consegue, a minha Tali consegue tudo.
Me perco em suas palavras ao sentir seus dedos contra meu clitóris outra vez. Mas não posso ignorar o volume rígido contra minha bunda. Deslizo a mão para dentro da sua calça, assim como esperado ele não veste nenhuma cueca, tateio ouvindo seus gemidos contra minha nuca, de repente, a realização de que posso torná-lo uma bagunça também, me atinge. E algo dentro de mim implora para que faça isso.
Levanto o joelho o suficiente para ter espaço de colocá-lo entre minhas pernas, entre minhas boceta molhada do orgasmo que meu deu. Ele xinga me puxando mais contra si, seus dedos caminham em mim e então ele se move, fodendo em um atrito vigoroso.
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