4. 사
──── JISOO ────
Olho para o espelho retrovisor da BMW rosa bebê e lanço uma piscadinha para o meu reflexo. Compreendo que poucas pessoas têm a chance de nascer com um rosto tão bonito quanto o meu, então eu faço o possível para mantê-lo o mais belo possível. Meu maior triunfo foi o recente Botox nos lábios, apenas um pouquinho, para dar um ar jovial, uma boquinha de boneca. Faz muito sucesso em Paris.
Faço um biquinho e o gloss labial de morango brilha ainda mais.
— Ele vai amar — falo para mim mesma.
É claro que meu namorado vai amar, foi ele quem deu a ideia, como também me deu a ideia de pintar os meus cabelos de loiro. Dylan diz que é moda nos Estados Unidos e, apesar de não achar a tendência tão recente assim, resolvi acatar. Nada melhor que um estadunidense para me dizer sobre a moda do próprio país. Ele também é loiro, então no fim das contas, combinamos.
Está tudo indo a mil maravilhas desde que nos conhecemos há onze meses. Ele veio à Coreia do Sul para expandir os negócios automobilísticos do pai e foi amor à primeira vista, no Starbucks. Foi destino. Ele disse que não curtia garotas asiáticas antes de mim e que, se eu fizesse os ajustes certos, ficaria perfeita. Por isso que, depois de onze meses juntos, eu decidi tomar a iniciativa de pedi-lo em casamento. Turistar em Paris e ver os casais inter-raciais juntos me deu a certeza que eu estava esperando. Eu quero ter filhos loiros com Dylan.
Respiro fundo, pego a bolsa a tiracolo e ajusto o vestido vermelho antes de sair do carro. Um dos funcionários do restaurante já me espera na porta, jogo a chave para ele e entro pelas portas de vidro.
A noite lá fora dá lugar a uma forte iluminação. O restaurante está vazio para uma segunda-feira, mas entendo que é um dia atípico para um pedido de casamento. Preciso fazer antes de perder a coragem. Rodo os olhos pelas mesas vazias até pairar nele, sentado bem no meio do restaurante. Os cabelos loiros estão jogados para trás, molhados, e o terno azul-marinho feito sob-medida cobre os ombros largos. Solto um suspiro apaixonado. Porém, antes de ir até à mesa, entrego a aliança à recepcionista que já sabe da surpresa, ela guarda a caixinha com um sorriso contido. A aliança virá junto ao prato principal.
Dylan está tão entretido no celular que mal nota a minha aproximação, mas jogo os braços ao redor dos seus ombros.
— Eu estava com tanta saudade, baby!
Dou um beijo em sua bochecha, mas ele me afasta.
— Jisoo, você vai me sujar de maquiagem! — protesta.
Sorrio com o empurrão, limpando a sua bochecha branca.
— Desculpe, querido. — Inclino-me para dar-lhe outro beijo, dessa vez nos lábios, mas ele se afasta de novo. Dylan foi sempre assim, odeia contato em público. Faz parte da cultura do país dele. — É que eu estava tão ansiosa para te ver...
Ele não diz nada e volta a atenção ao celular. Dylan está tímido, será que sabe da minha surpresa? Engulo a ansiedade e me sento na frente dele, ajeitando o guardanapo no colo.
— Você não tem ideia de como Paris está linda! Acho que toda a vibe do Paris Fashion Week deixa a cidade mais encantadora. Você sabe como fico ansiosa pro desfile da Dior, consegui reservar duas peças de passarela que... — Por mais que eu fale, Dylan ainda está entretido no celular. Franzo o cenho. — Eu falei alguma coisa de errado, honey?
Ele levanta a cabeça.
— O quê?
Ele não ouviu nada do que eu disse, o que não é um problema. Dylan é um homem atarefado, ele cuida sozinho dos negócios do pai em Seul, então é natural que esteja atarefado em uma segunda-feira à noite e, mesmo assim, aceitou vir jantar comigo. Ele realmente me ama.
Sorrio, acariciando a mão dele sobre a mesa.
— Não era importante. Então, me diga, como foi essa semana sem mim? Espero que não tenha ficado com tanta saudade como eu estava e...
Ele recolhe a mão.
— Foi boa.
— Ah... — consigo dizer. O movimento é tão abrupto que fico alguns segundos encarando-o, esperando uma razão, mas Dylan volta a mexer no celular. Estranhamente, vê-lo tão focado no aparelho faz os meus olhos se encherem d'água, mas eu não posso estragar a maquiagem, Dylan odeia me ver com a maquiagem borrada, me faz parecer uma prostituta, e como hoje é uma noite muito importante eu não quero deixá-lo zangado. — Podemos pedir...
Dylan demora a levantar o rosto, mas quando o faz, parece entediado.
— Eu não te trouxe aqui para comer.
Tento rir, mas só sai um barulho esganiçado.
— Estamos num restaurante, não é?
Ele finalmente larga o celular e se inclina sobre a mesa. Há algo nos olhos azuis dele que não me faz parar de encará-lo, esperando a notícia que sairá dos seus lábios. Dylan parece tão sério, tão frio. Claro, ele sempre foi assim, mas tem algo a mais.
— Eu quero pedir um tempo, Jisoo — ele finalmente diz.
Pisco rápido, tentando entender o que acabou de acontecer.
— Um... tempo? — retruco, em choque.
Dylan suspira fundo, como se eu fosse burra. Admito que meu inglês não é tão bom, mas Dylan nunca se propôs a aprender coreano e espera que o país se adapte a sua língua, e é um charme, mas entendi muito bem o que ele disse, só não quero acreditar.
— O problema não é você, sou eu — ele acrescenta.
— Você... — engasgo. — V-você está terminando comigo?
Dylan rola os olhos, impaciente.
— Não é terminar, okay? Ninguém aqui disse em "terminar".
Balanço a cabeça, confusa.
— É que por um segundo eu achei que...
— É só uma pausa no nosso namoro — ele diz.
Levanto uma sobrancelha, começando a achar que realmente há uma falha de comunicação entre nós dois. "Dar um tempo", em minha concepção é terminar, mas com a desculpa para não usar a palavra "término", só que Dylan falou com tanta convicção que deve ter outro significado. Ótimo, outro significado, deve ser isso, só pode ser isso.
Ele cruza as mãos acima da mesa.
— Podemos conhecer pessoas novas, lugares novos, o que acha?
— Podemos fazer isso juntos — sussurro incerta.
De repente, Dylan começa a rir. A risada ecoa pelo restaurante e soa evasiva, como se ele tivesse me despido. Acabo abraçando o meu corpo, envergonhada. O que ele acha de tão engraçado em mim?
— Ah, Jisoo, amo esse humor asiático! — Ele diz, recuperando o fôlego. — Você sabe que não podemos conhecer novos interesses juntos. Quer dizer, às vezes você é um pouco... sabe? — Dylan gesticula com as mãos.
— Não entendi — admito.
Ele bate as mãos na mesa.
— Você é um pouco fútil, é isso. E não me leve a mal, você é uma garota legal, apesar de não ser lá muito boa de cama, desse preenchimento labial ter te deixado com uma boca de pato e sua voz ser um pouco... irritante. Você precisa melhorar o seu inglês... — Ele ri amarelo. — Mas o que realmente me incomoda é esse salto tão grande, não precisa usar um salto tão grande, qual é? Você sabe que eu odeio ficar mais baixo que você. Além do mais, não conseguimos conversar sobre nada sério, mas acho que é porque temos línguas diferentes, culturas diferentes, não sei se aqui vocês aprendem isso em história... — Ele pega o celular e guarda no bolso do blazer. — No momento, procuro uma mulher para casar e ter filhos, entende? Que se comporte como uma mulher adulta. Meu pai preza muito por filhos mais parecidos comigo... — Ele faz uma careta. — Sem ofensa.
Um bolo de angústia se forma na minha garganta, enterrando a minha voz. Por mais que eu abra a boca para falar, nada sai. Meu rosto arde. Quero ter uma resposta a altura, quem sabe gritar, chorar, sentir raiva, mas os meus sentidos estão anestesiados. Consigo murmurar um "okay", baixo demais para ele ouvir. Minha mente só repete em um loop tudo o que ouvi da boca dele.
Dylan sorri, aliviado.
— Eu sabia que você entenderia, Jisoo. Quero que esse termino seja bom para nós dois. Podemos ficar as vezes, eu não ligo, ninguém recusa sexo. Mas, acima de tudo, quero você como uma amiga.
Ficamos em silêncio, um encarando o outro, ele sorrindo e eu esperando o momento em que a pegadinha será revelada, mas não, não acontece. Ele está falando sério.
— Eu... — Levanto-me abruptamente, quase deixando a cadeira cair. — Eu acho que preciso...
Não espero uma resposta de Dylan, se eu olhar para ele por mais tempo vou me romper em lágrimas. Assim que me viro, a primeira escorre pelas minhas bochechas e outras vêm à medida que eu ando para longe da mesa. Pelo menos Dylan não vai me ver com a maquiagem borrada, "parecendo uma prostituta" como ele dizia. Limpo as lágrimas com brusquidão, com raiva por me iludir tanto, por achar que um homem como Dylan pode me amar.
Paro no balcão antes de ir embora. Todo o restaurante deve ter visto o meu pé da bunda, que vexame.
— Pode ficar com a aliança — falo para a recepcionista, sem olhar para a cara dela. Não vou suportar ver o olhar de pena que ela vai me lançar, mas antes de atravessar as portas, volto um passo. — Me dê a garrafa de whiskey mais cara que você tiver aí.
───「$」───
Eu não deveria dirigir bêbada, mas toda socialite que se preze precisa de uma passagem na polícia por dirigir embriagada. Lindsay Lohan, Paris Hilton, Khloé Kardashian ficaram lindas nas fotos da delegacia. Eu também posso ficar. Dou mais um gole na garrafa de Macallan, deixando-a cair no meu colo. O líquido marrom escuro desce pelas minhas coxas, manchando o vestido vermelho. Ótimo, vão achar que eu mijei. Não posso mais aparecer nos jornais.
Puxo o freio de mão e o carro dá um solavanco que me faz bater a cabeça no volante.
— Merda... — Aliso a testa, tirando os cabelos do rosto.
À minha frente, o portão do meu condomínio abre devagar, mas eu não consigo fazer o carro ligar de novo. Aperto o botão da ignição, mas o motor zumbe duas vezes antes de morrer. Eu não consigo ligar um carro automático, esse é o meu nível de embriaguez.
Destravo a porta do carro e saio aos tropeços, levando a bolsinha a tiracolo. À medida que eu ando até a guarita do porteiro, o meu pé entorta no salto.
— Senhorita Kim? — Ouço uma voz masculina se aproximando.
É um homem de meia idade com um uniforme azul. Ah, o porteiro.
— Oi, senhor Careca. — Sorrio para ele. — Pode estacionar essa coisa para mim?
Deixo a chave na lataria rosa do carro e passo pelo homem, mais focada em colocar um pé na frente do outro do que em ouvir as suas recomendações.
— Quer ajuda, dona Kim? — ele pergunta.
— Não, obrigada. — É o que eu imagino ter respondido.
— Quer que eu te leve em casa? — ele pergunta de novo.
Viro-me para mostrá-lo que não preciso de ajuda.
— Estou andando, não está vendo?
O porteiro pensa por alguns segundos, olha para mim e depois para a BMW.
— Posso ficar com o carro?
Dou de ombros, voltando a andar.
— É todo seu, pinte de azul.
Ele comemora e eu também, por finalmente ser deixada em paz, mas ele me alcança de novo para dizer:
— Tem uma garota te esperando para uma entrevista!
Paro de supetão, esperando o mundo parar de girar.
— O quê disse?
Ele abre a porta de pedestres para mim, todo gentil.
— Eu pedi para ela te esperar na recepção.
Gesticulo no que penso ser um "obrigada" e continuo andando. O prédio espelhado no centro de Gangnam é a minha tentativa de ser "cool." Meu pai diz que uma garota como eu não deve morar em um apartamento, porque morar em apartamento é coisa de classe média ocupada demais mostrando que não é mais pobre. Mas eu estou cansada de viver no casarão adornado a ouro que meu pai me criou, com amigas falsas e traumas. Eu quero ser uma garota da classe média e morar em um apartamento no centro, dividir as contas com uma amiga e ter alguém com quem contar em momentos como esse.
Eu nunca tomei um pé na bunda antes, o que as pessoas pobres fazem nessas situações?
Assim que entro na recepção iluminada, me apoiando na parede de vidro, uma garota se levanta do sofá creme.
— Jisoo? — ela pergunta.
Semicerro os olhos, encarando o pontinho cinza vir até mim.
— Por acaso eu te conheço? — retruco.
Ela sorri, educada. Tem uma bolsa da Gucci a tiracolo, mas é da temporada passada.
— Eu sou a Chaeyoung, lembra?
Tiro os olhos da bolsa horrenda para mirar novamente o rosto da tal de Chaeyoung. Apesar da bolsa, ela não parece ser uma classe média ou uma trambiqueira tentando me passar a perna. Ela tem uma elegância difícil de comprar, nasceu assim. À medida que se aproxima a passos lentos, as pernas se alongam na saia quadriculada e eu acompanho o som do contorno ecoando. Ela pára na minha frente, jogando uma mecha dos cabelos cinza para trás dos ombros, mas eu só consigo reparar no decote em V profundo da blusa. Não é nada que soe vulgar.
Deixar a curva dos seios à mostra, adornados por um colar tão fino que eu só notei depois de analisar por muito tempo, é o modo de convidar os mais corajosos a tirar uma casquinha. A pele dela parece tão macia... pisco algumas vezes, obrigando-me a focar no rosto da garota.
— Eu tenho quase certeza que nunca te vi na vida — sussurro.
Na verdade, eu tenho total certeza. Eu me lembraria se visse alguém como ela.
As bochechas da garota se erguem em um sorriso casto.
— Sou Park Chaeyoung e vou ser a sua nova colega de quarto.
Nós não fizemos a entrevista ou eu estou bêbada o bastante para esquecer o que fizemos? Não, eu também me lembraria disso.
— E quem decidiu isso? — resolvo perguntar.
— Eu acabei de decidir — ela simplesmente diz.
Encaro os olhos pequenos de Chaeyoung. Ela não parece uma garota que se contenta com um "não." Acho que nunca ouviu essa palavra na vida. Ótimo, eu também sou assim, vamos ser melhores amigas.
— Contanto que não arranque os meus órgãos enquanto eu estiver dormindo... — balbucio.
Ela faz uma careta, me acompanhando pelo corredor da recepção.
— O tráfico de órgãos não é um negócio tão lucrativo quanto parece.
Um silêncio constrangedor permeia nós duas. Até me pergunto se Chaeyoung é real e não um fruto da minha mente bêbada, mas começo a rir, torcendo para ser uma piada, mas Chaeyoung não entende o próprio humor. Ela franze o cenho, sem esboçar nenhuma reação, e espera o meu riso morrer.
Por sorte o elevador chega no mesmo segundo.
— Meu pai te mandou aqui? — pergunto.
Ela entra depois de mim.
— Eu vi o seu anúncio no Instagram da Seulgi.
— Ah, claro. — Dou um tapa na testa, escorando-me no espelho da caixa metálica. — O anúncio... nem me lembro porque postei aquilo.
— Provavelmente porque não tem muitas amigas — responde ela.
Ficamos nos encarando por alguns segundos, sem nada a dizer, até eu perceber que o elevador não começou a subir. Na tentativa de mostrar que não estou tão bêbada, tropeço para chegar aos botões do elevador, mas os meus pés se embolam pelo nervosismo e eu bato de cara no painel.
Meu rosto está vermelho e não é por causa do álcool.
Delicadamente, Chaeyoung me afasta e digita a senha de permissão para o elevador subir. Finalmente sinto o leve solavanco da caixa subindo. O alívio foi tanto que demorei para me lembrar que cada apartamento tem uma senha numérica de segurança, que impede desconhecidos de subir para os andares sem permissão. Eu disse o andar em que morava? Pior, eu falei a senha numérica que só eu sabia?
Chaeyoung vira-se para mim.
— Me diz, Jisoo, costuma beber tanto assim?
Escoro-me no espelho de novo.
— Eu levei um pé na bunda no dia em que eu iria pedir o meu namorado em casamento. — justifico. — Ele disse que, apesar de eu ser uma garota legal, o meu novo enchimento labial me deixou com uma boca de pato, que eu tenho uma voz irritante e que meu inglês é péssimo... que eu não preciso usar saltos tão altos... — Jogo um dos saltos no chão do elevador. — E que não temos nada em comum porque somos de culturas diferentes. Ele quer uma garota branca e adulta para se casar e ter filhos. — Bufo amarga. — Imagina... eu posso estragar toda a linhagem de garotos loiros de olhos azuis. E ainda me prestei ao papel de pintar o cabelo... — choramingo, puxando uma mecha dos cabelos claros.
— Que filho da puta... — cochicha Chaeyoung.
— O quê disse? — pergunto, confusa.
Os olhos dela se arregalam.
— Quis dizer... que babaca.
Assinto com a cabeça.
— Muito babaca.
As portas do elevador abrem diretamente para a minha sala de estar.
— Eu não sou assim, Chaeyoung. — Saio primeiro, jogando a bolsa e os saltos no chão acarpetado. — Eu não bebo, nem aceito pessoas desconhecidas na minha casa... — Olho para ela de soslaio. — Sem ofensa.
— Não ofendeu — ela responde.
— Pois é... — Jogo-me na poltrona rosa, de frente a janela panorâmica que projeta os arranha céus de Seul na minha sala. Parece um mar de luzes na escuridão da noite, cortados por uma avenida cheia de carros no trânsito caótico da capital. Com os olhos vidrados lá embaixo, continuo: — Mas você tem razão, eu não tenho amigos e não tenho namorado, e ele também tem razão. Eu sou fútil, tenho uma voz irritante e ajo como uma adolescente carente e...
— Vocẽ não é nada disso — responde Chaeyoung, no mesmo tom de voz que usou para dizer que seria minha colega de quarto.
Observo-a sentar na poltrona ao meu lado. O perfil dela é lindo e, olhando para ele, entendo como estou acabada, bêbada e feia. Chaeyoung nunca vai ser amiga de uma pessoa como eu. E eu nunca quis tanto ser amiga de uma pessoa como quero ser amiga dela.
Com Seul como plano de fundo, Chaeyoung se aproxima de mim, delicadamente. Não consigo tirar os olhos dos seus lábios à medida que ela segura o meu rosto, formando uma concha com as mãos. Um arrepio cruza a minha espinha, esquentando a minha barriga. Ou eu estou muito bêbada, ou ela é um anjo.
— Nunca deixe um homem te dizer o que você é. Nunca permita que ele te modifique e te faça sentir inferior. Você deve mostrar a ele que pode esmagar as suas bolas no menor sinal de desrespeito, Jisoo... — Vendo a minha cara de espanto, Chaeyoung acrescenta depressa: — Aprendi isso em Euphoria.
Solto um gritinho afobado.
— Ah, eu amo essa série!
— Eu também! — Ela também solta um gritinho, mas não parece entusiasmada.
— Você tem toda razão, Chaeyoung! — Levanto-me da poltrona, decidida a ser mais como Meddy Perez e menos como Cassie Howard. — Precisamos mostrar para ele quem é que manda!
Chaeyoung se levanta rápido.
— Precisamos?
— Precisamos! — exclamo determinada. — Vamos fazer uma visitinha ao Dylan e esmagar as bolas dele!
Eu tenho uma nova colega de quarto e nada vai nos parar.
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