Capítulo 5 - Os Cavaleiros da Távola Redonda!
Bela, jovem, cabelos pretos, um lindo vestido verde com um enorme decote, estando com sua mão direita levantada emanando magia. Morgana Le Fay se mostrava diante de Dane e Blade que ainda estavam presos pelos galhos místicos criados pela aprendiz de um dos magos mais famosos da história. Ao observá-la, Dane não conseguia acreditar que uma mulher como aquela havia vivido na época da antiga Grã Bretanha, Morgana parecia não ter envelhecido nenhum um pouco desde os tempos antigos.
- Você, eu já ouvi falar... – comentou Morgana olhando para Blade. – Boatos correm por aí, de um vampiro que consegue andar pelo dia, e que mata outros vampiros... É um prazer conhecê-lo Caçador. – concluía Morgana dando um leve sorriso.
- Eu não diria o mesmo... – disse Blade tentando escapar dos galhos, mas sem sucesso.
- E você... Vestindo a armadura do Cavaleiro Negro, creio que seja o atual membro da família Whitman. – disse Morgana observando Dane de cima abaixo.
- Seria muito gratificante se você soltasse a gente agora. – comentou Dane.
- Farei isso após saber o que querem aqui. – retrucou Morgana estalando os dedos novamente.
De repente o trio foi tele portado da costa para dentro da caverna, ficando em uma enorme sala, onde uma espécie de túmulo se encontrava ao fundo e um altar de pedra mais ao centro. Ao observar melhor o Túmulo, Dane notou o símbolo dos cavaleiros da Távola Redonda gravado no centro, aquele segundo suas teorias, poderia ser o Túmulo de Merlin.
- E então andarilho... Acredito que você possa me dar as respostas que procuro... E dependendo do que for, posso decidir ou não o destino de vocês dois. – dizia Morgana.
Blade sentiu o ar ameaçador vindo de Morgana, sabia que a maga não estava mentindo em sua ameaça. Após tomar fôlego, Blade contou tudo o que havia acontecido nos últimos dias, sobre Lilith, os vampiros, e sobre sua missão imposta pelo Doutor Estranho. Morgana ficou séria a todo momento, afinal a última vez em que ouviu falar de tais criaturas sugadores de sangue foi a muito tempo atrás, antes de se esconder pelo mundo.
Após ouvir sobre Lilith, Morgana se concentrou na espada de ébano, ao se aproximar da Dane, a maga sentiu a energia mística que a lâmina emanava, algo que a muito tempo não sentia. Morgana libertou Dane e Blade dos galhos que os prendiam e logo depois pegou a Espada de Ébano em suas mãos a colocando no altar de pedra. Blade e Dane apenas acompanharam a maga observando atentamente o que aconteceria a seguir.
- Consegue quebrar a maldição dela? – perguntou Dane.
- quebrar não... Isso é algo que nem mesmo eu consigo fazer, o máximo que posso conseguir é aliviar seus efeitos... – Respondia Morgana.
- Espero que seja o suficiente... – comentou Blade enquanto Dane o observava.
Ao mesmo tempo, Morgana começou a se preparar pedindo para que a dupla se afastasse um pouco daquele altar de pedra onde a espada estava.
- Fazia tempo que eu não a via, velha amiga! – disse Morgana enquanto um círculo mágico cobria a lâmina que começava a ficar negra.
De repente algo começou a ser mostrado para Dane e Blade, a magia de Morgana foi capaz de conjurar representações de energia de uma época há muito tempo esquecida.
- Quando o Rei Arthur formou a Távola Redonda, Merlin foi instruído a forjar 12 espadas, cada uma com um aspecto diferente... Uma maldição diferente... Tudo para que o rei controlasse seus servos... Cada maldição dessas espadas era perigosa demais para ser controlada, muitos tentaram e muitos falharam... Todos sucumbiram aos seus desejos mais sombrios...
Exceto, por aqueles 12 bravos cavaleiros que um dia juraram proteger seu reino, cavaleiros esses que foram os únicos até os dias de hoje a suportar o poder das espadas...
Logo as imagens mostravam o mago Merlin junto a um ferreiro e ao seu lado estava uma jovem Morgana, uma garota que aos poucos era ensinada por Merlin nas artes místicas, se tornando um prodígio em magia. Já com 20 anos, Morgana dominava feitiços que levariam anos para se aprender, foi essa habilidade de aprendizado que Merlin julgou ser necessária para que um dia, Morgana fosse sua sucessora.
Após as espadas serem forjadas, Merlin começou a usar magia proibida para dar a cada uma delas uma característica própria. O mago lançou magias nunca antes vistas que quase custou sua vida. Em apenas alguns dias as espadas estavam prontas e seus cavaleiros ainda mais.
O rei Arthur portador da grande Excalibur reuniu seus cavaleiros e juntos, ganharam inúmeras batalhas protegendo seu reino, porém Morgana viu de perto a decadência de um povo. Aos poucos as maldições dentro das espadas consumiram um a um seu portador, não demorou para que o Rei Arthur caísse, seu reinado virasse um banho de sangue, que a Excalibur fosse perdida e a Távola redonda desfeita.
Porém aqueles portadores que sobreviveram à loucura de serem consumidos pelas maldições, passaram a guardar suas espadas as protegendo e passando de geração em geração, assim como foi com a Espada de Ébano, hoje sob cuidados de Dane.
As imagens cessaram e outro círculo mágico se formou gerando uma reação mágica que iluminou toda aquela caverna, Morgana fazia movimentos com as mãos enquanto recitava feitiços antigos em uma língua nunca antes pronunciada.
Após alguns instantes uma densa energia começou a sair da espada, e quando estava prestes a consumir Dane, tudo retornou para dentro da lâmina. Morgana abriu seus olhos e tocou a espada entregando para Dane. O professor se assustou um pouco, mas ao tocá-la notou que a voz misteriosa havia sumido, tudo estava em silêncio. Era como se a vontade assassina dentro da espada estivesse dormindo profundamente.
- Obrigado... – disse Dane.
- Não agradeça ainda senhor Whitman, mas preste atenção, tudo o que eu fiz foi controlar momentaneamente o desejo de sangue dessa espada, eu não posso quebrar sua maldição, então tome cuidado. Qualquer vacilo pode custar sua vida, afinal não sei até quando minha magia vai manter essa coisa adormecida. – dizia Morgana.
- E sobre Lilith? Vai nos ajudar? Afinal você fez o selo que se rompeu. – perguntou Blade.
- Isso vai lhe custar um preço depois Caçador... Mas sim eu irei ajudá-los em sua jornada, afinal de uma forma ou de outra me sinto responsável pelo Medalhão de Lilith ter sido roubado daquela forma. – respondia Morgana.
- Tem alguma forma de encontrá-lo? – perguntou Dane.
- Tem, porém existe uma coisa que precisa ser feita antes, e isso será nossa prioridade. – afirmou Morgana.
- E isso é tão urgente assim a ponto de deixarmos eles com o medalhão? – perguntou Blade.
- Quando o medalhão foi usado para selar Lilith, uma chave foi necessária para trancá-lo em segurança, sem essa chave os vampiros não podem abrir o medalhão, e sem o medalhão aberto, eles não podem quebrar o selo de Lilith. Temos que encontrar a chave antes que seja tarde demais. –
respondia Morgana conjurar um feitiço.
- E pelo jeito você sabe onde está a chave. – Afirmou Blade.
- Não só sei, mas eu mesma a entreguei nas mãos do Cavaleiro que representava aquela família. Hoje ela está sob posse de uma de seus descendentes diretos. Inclusive meu bom Caçador, ela faz parte da Ordem dos Caçadores. Não só faz parte como seu antepassado, foi um dos cavaleiros da Távola Redonda, fundador da ordem. - Explicou Morgana.
- E de quem estamos falando? – questionou Dane.
- A descendente do lendário Cavaleiro da Távola Redonda, chamado de Sir. Van Helsing... Nós vamos atrás de Elsa Bloodstone. – respondeu Morgana conjugando um portal.
Leste da Romênia.
O local era uma pequena casa que fazia parte de uma vila pequena próximo a uma das florestas mais bem preservadas da região. Estava de noite e os poucos moradores já haviam ido dormir. Mas nesta casa sua dona ainda se mantinha acordada, a sala simples com alguns móveis possuía uma TV ligada no noticiário do dia que repercutia a incidente do misterioso gigante de pedra que surgiu no meio do mar.
A mulher possuía cabelos ruivos, aparentando ter 29 anos, um bom porte físico típico de quem vivia treinando, morava sozinha naquela casa que não era muito grande por sinal, era o suficiente para se viver bem naquele pequeno vilarejo.
Após desligar a TV a mulher ouviu um barulho estranho vindo do andar de cima da casa, um vento gelado entrou pela janela da direita que se abriu de repente e logo em seguida as luzes começaram a piscar. A mulher sentiu algo no ar, um cheiro diferente de qualquer outra coisa.
De repente a mulher correu pegando as armas e sem pensar duas vezes atirou na direção da porta atingindo uma criatura que quase a pegou. Sangue se espalhou pelo chão enquanto o monstro virava cinzas no ar, suas duas espingardas estavam carregadas com balas feitas da mais pura prata. Após o vampiro cair, outros surgiram sendo liderados por alguém que apareceu na porta, uma espécie de mordomo muito bem trajado com pele branca e olhos avermelhados.
- A chave... – disse o vampiro sorrindo.
- Vão ter que tirar de mim à força suas pragas! – dizia Elsa Bloodstone, neta de Van Hellsing, disparando outra vez.
continua...
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