Capítulo 3
No capítulo anterior eu pedi ajuda de vocês para engajar a história, vocês fizeram tanto que estamos em terceiro lugar, em números de views e votos, das fics #mcdanno BR em apenas três dias!!!!!!!!!
Muito obrigada e continuem comentando muito (todo paragrafo se quiserem kkkk), isso me ajuda muito
Duas semanas
Duas malditas semanas!
Faziam duas semanas desde a explosão que os deixou soterrados em baixo de um prédio, duas semanas que eles resolveram que seria divertido confidenciar seus maiores segredos um para o outro, duas semanas que aquele momento não saía da cabeça de Steve.
Eles tinham seguido com a vida normal, tinham investigado novos casos, prendido novos bandidos e Danny realmente estava levando a sério a ideia de fazer Steve pagar pela manutenção do carro. Ah, também tinha os jantares que Danny não se esqueceu e eles já tinham ido a dois.
Na verdade, os jantares eram divertidos, eles se davam muito bem. No primeiro a equipe inteira foi, além de Grace e Chalie, Steve pagou a parte da família Willians inteira. No segundo eles foram em um bar de esportes, o que acabou sendo muito legal e passaram horas conversando sobre muitas coisas ao mesmo tempo sobre nada.
O problema, porque sempre tem um problema, era que Steve percebeu que estava reparando demais em Danny. Ele já tinha notado as tonalidades de azul claro dos seus olhos, o jeito que ele segurava a cerveja, como ele sempre franzia os lábios quando não gostava de alguma coisa e acabava olhando para o lado para não responder. E ele achava fofo e engraçado o jeito que Danny falava com as mãos quando ficava irritado, por isso ele começou a irrita-lo mais do que deveria, até Danny ameaçar dar um tiro na sua cabeça, o que o fez rir.
Mas agora isso tudo tinha se tornado demais, Steve não estava conseguindo lidar com a sua mente. Ele estava com dificuldade de manter foco em qualquer coisa, quando estava na investigação em campo ele conseguia se concentrar, mas fora disso seus pensamentos não eram seus. Invariavelmente iam até seu parceiro. Por mais que ele tentasse, não conseguia escapar disso.
Era como um enorme looping em sua mente, Danny, a risada dele, ele estressado, ele brincando, ele com os filhos, ele surfando (ou achando que está fazendo isso) ele sério, ele trabalhando, ele xingando alguém, ele sorrindo... ele o tempo todo!
— STEVE! — Danny gritou da porta do escritório.
— O que? — ele respondeu confuso.
— Eu estou te chamando há um tempo, vamos almoçar? — o loiro disse chegando perto.
— Sim, claro eu... — a voz dele morreu, Danny estava de pé na sua frente. O detetive estava com as mãos no pescoço e movimentava para os lados, seus olhos estavam fechados e seus corpo levemente esticado para trás. Assim que Steve começou a falar Danny abriu seus olhos, o olhando diretamente.
— Você o que?
— Eu tenho um compromisso na hora do almoço, já estava me esquecendo, não vou poder almoçar com você — ele respondeu se levantando e já pegando suas coisas.
— O que você vai fazer? Quer que eu vá junto?
— Não, é... pessoal.
— Pessoal?
— Sim, muito pessoal — Steve disse saindo pela porta e deixando Danny sozinho na sala — Até mais tarde.
— Ok, isso foi estranho — o loiro falou sozinho.
— Steve não vai almoçar com a gente? — Kono perguntou da porta.
— Não, ele disse que tem um "compromisso pessoal" — Danny respondeu acompanhando a colega até o elevador, Chin e Adam encontrando com eles.
— O chefe anda estranho, né? — Kono disse apertando o botão do elevador.
— É o Steve, quando ele não é estranho? — Danny brincou.
— Isso é verdade — Adam riu — mas até eu reparei que ele anda diferente.
— Aconteceu alguma coisa com ele? — a policial perguntou para o detetive.
— Nada novo que eu saiba — Danny respondeu dando de ombros — E você Chin?
— Sério mesmo que ainda me pergunta? — Chin respondeu rindo, saindo do elevador e deixando os três confusos para trás.
Danny almoçou com os amigos, foram no Kamekona como sempre. Voltaram e cada um ficou preso em seu escritório. Ele odiava burocracia, muito relatório para preencher. Como que ele explicava de modo profissional que eles só conseguiram prender o suspeito porque seu parceiro escalou uma árvore, depois pulou em uma sacada, conseguiu passar para a outra, invadiu um quarto e, para escapar dele, o suspeito se jogou na piscina do hotel, então Danny se sentou na espreguiçadeira, esperou o suspeito sair da piscina e o prendeu?
Steve tinha chego depois de todo mundo e se trancado no seu escritório, ficou lá por horas e quando chegou a hora de irem embora, ele apenas deu uma desculpa que tinha "coisas para fazer" e que ficaria até mais tarde. Danny até se ofereceu para ajuda-lo, mas o SEAL negou na hora.
—Steve, é sério, Charlie e Grace não vão em casa hoje, eu posso ficar e te ajudar. Assim terminamos mais rápido e podemos ir comer uma pizza ou algo assim.
— Não dá Danny, eu realmente preciso fazer isso sozinho — ele não tirava os olhos da tela do computador, Steve odiava ficar muito tempo no computador.
— Se tivesse algo acontecendo, independentemente do que fosse, você me contaria, não é?
— Claro, por que a pergunta? — ele desviou os olhos da tela e encarou o detetive. Danny o conhecia muito bem para saber que ele estava mentindo. Estava acontecendo algo, mas ele não tinha a menor ideia do que era.
— Se você quer assim, ok — Danny disse irritado antes de sair do escritório e ir para casa.
Ele dirigiu para casa bravo, o que esse idiota estava fazendo?
Já faziam dias que Steve estava assim, longe, fugindo, desviando o olhar, não conversava direito e quando Danny perguntava o que estava acontecendo, o idiota tinha a cara de pau de responder "nada!".
— Imbecil! — Danny bateu no volante — Por que você sempre tem que ser assim?
Aquele idiota sempre fazia isso, quando ele tinha problemas ele se afastava. Ele não podia agir como uma pessoa normal e conversar, contar o que estava acontecendo? Não, ele tinha agir como um vigilante justiceiro solitário e tentar resolver tudo sozinho.
Não importava quantas vezes Danny tinha estado do lado dele, como tinha se jogado em inúmeros perigos sem nem hesitar por ele. Já tinham roubado avião, helicóptero, entrado em prédio em chamas, sequestrado criminosos, ido para outros países e até já tinham explodido seu carro!
Danny chegou bravo em casa, quando ele achava que Steve não podia ser mais idiota, o SEAL ia lá e mostrava que podia ser muito pior. Mania irritante de querer resolver tudo sozinho.
— Talvez eu devesse atirar nele, já que de armas aquele animal entende — ele esbravejou colocando a sua lasanha congelada no micro-onda.
Steve acordou assustado, seu corpo estava coberto de suor e a casa ainda estava escura, nem tinha amanhecido ainda. Ele passou as mãos pelo rosto, que merda de sonho tinha sido aquele?
Pareciam estar de folga, Danny e seus filhos estavam na casa de Steve, eles estavam fazendo um tipo de churrasco. Steve corria atrás de Charlie, o menino ria muito enquanto tentava escapar e o SEAL fingia que ia pega-lo, mas o deixava fugir no último minuto.
— Se ele passar mal a noite, é você que vai cuidar dele e que vai limpar o vômito — Danny o avisou. Ele e Grace estavam servindo a mesa.
— Deixa o menino se divertir — Steve chegou perto do loiro e beijou o seu rosto.
— É, deixa eu me divertir — Charlie imitou o moreno.
— Ah, não, dois McGarrett na minha casa eu não consigo, não vou sobreviver a isso — ele dramatizou.
— Danno — Grace riu — quando vocês se casarem você não vai ser McGarrett também?
— Não precisa me lembrar disso — Danny suspirou.
— Quem mandou perder a aposta? — Steve riu dele o abraçando.
— Você me roubou, eu já disse — o loiro reclamou — aquilo não foi justo.
— Tem que aprender a aceitar quando perde — o moreno o provocou, mas quando o detetive se virou revoltado, Steve o beijou antes que ele falasse algo.
Ele amava os lábios do seu noivo, eram perfeitos e se encaixavam nos seus. Danny envolveu seu pescoço, aprofundando ainda mais o beijo, eles tinham tendências a se esqueceram do mundo a volta quando se beijavam. Não importava quantas vezes se beijassem, nunca era o suficiente.
— Ew! — Charlie fez sinal se nojo.
— Shiu — Grace o reprendeu — É fofo!
— Espero que você não tenha tirado outra foto — Danny apontou para a filha, que sorriu culpada e abaixou o celular.
— Não, imagina — ela começou a andar para trás.
— Grace — Danny deu dois passos na direção da garota que saiu correndo e se escondeu atrás de Steve.
— Tio Steve, Danno está fazendo de novo.
— Amor, ela só está fazendo registros para o casamento — ele justificou, mesmo que todo mundo soubesse que não era só por isso.
— Você os protege demais — Danny o acusou e Steve sorriu, o abraçando. Sabia que tinha ganho.
O dia passou rápido, foi divertido e eles amavam passar as folgas em família. Depois de jantarem, assistiram um filme e teve que ser uma animação, já que Charlie estava acordado. Mais tarde as crianças já estavam na cama dormindo e eles estavam no quarto deles.
— Danny — Steve gemeu, eles estavam na cama se beijando, quase sem roupa já.
O loiro beijava seu pescoço, mas a mão estava por dentro da sua boxer. Ele o masturbava lentamente e Steve amava e odiava na mesma intensidade o quanto Danny conhecia o seu corpo. Ele sabia o que fazer para lhe dar prazer.
— Nem começamos ainda — ele sussurrou no seu ouvido.
As duas boxers estavam fora, Steve e Danny se beijavam furiosamente, os paus deles se esfregavam, o prazer estava cada vez maior e eles gemiam um na boca do outro. Eles se mordiam e lambiam, se apertavam, o calor estava alto e eles queriam mais.
— Eu quero você — Steve rosnou contra seu ouvido.
— Você me tem, faça o que quiser — Danny respondeu gemendo.
Steve virou o noivo beijando suas costas, espalhou o lubrificante na entrada do loiro e no seu pau, então o penetrou com calma, sentindo cada parte. Os dois gemeram, mas eles não queriam esperar.
Os dois se movimentavam juntos, buscando o próprio prazer e o do outro. Eles se conheciam, sabiam onde o parceiro mais gostava, eles se provocavam e se marcavam. Eles gostavam da intensidade.
— Steve... eu estou... — ele gemia alto, estavam tão perto.
Steve acordou assustado, demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. As crianças não estavam dormindo nos quartos de hospedes, Danny não estava na sua cama, eles não iriam se casar e não estavam transando. Ele estava sozinho.
Esfregou seu rosto, ele estava muito confuso e perdido. Isso nunca tinha acontecido antes, ele nunca teve esse tipo de sonho com ninguém, ainda mais com o seu parceiro. Certo, quando era adolescente pode ter tido algum sonho erótico, mas aquele tinha sido real demais.
Não tinha sido só o sexo, que já era uma coisa que podia ter pirado sua cabeça apesar de ter sido muito bom. Mas teve toda a cena antes, onde eles eram uma família e estavam prestes a se casar. Tudo era doméstico, o jeito que as crianças o tratavam, como ele e Danny se beijavam como se fosse rotina, como ele sentia seu coração disparado, como ele sorria muito ou como ele carregou Charlie para a cama como se fosse algo natural. O modo que encontrou com Danny no corredor e eles foram para a própria cama, ninguém precisou falar nada, eles só sorriam e se beijavam, um sabia o que o outro queria.
As cenas tinham sido muito reais, tudo parecia confortável e caseiro demais, como se sempre tivesse sido assim, como se aquilo fosse o que realmente deveria ser. Essas pequenas cenas trouxeram um sentimento de pertencer a algo, de ter uma família, mas de um jeito que Steve nunca teve.
O que era uma merda, porque só esfregou em sua cara algo que ele não tinha. Como acordar de um sonho desse sozinho na cama, em uma casa escura e vazia? Como continuar a vida normalmente ignorando que aquele sonho o mostrou que, no fundo, ele sempre quis viver algo assim, mas que era inacessível a ele?
— Porra, eu vou ficar louco! — ele esbravejou para a escuridão.
Quando se mexeu para se levantar, foi que se deu conta do quanto seu pau estava duro. Ele se jogou na cama bufando de frustração, óbvio que estava duro, nem tempo de gozar no sonho ele teve.
— Não, você é um homem adulto, treinado pela elite da marinha, dono do próprio corpo, você não vai passar por essa humilhação! — ele disse para si mesmo — Você não vai se tocar como um adolescente cheio de hormônios! — repetiu aquilo por várias vezes, mas acabou percebendo que não faria diferença nenhuma. Bufou irritado e teve que ir para o banho.
Até tentou um banho gelado, mas não deu resultado. Porém só foi encostar no próprio pau e as cenas mais quentes do sonho vieram na sua mente. Nem se deu ao trabalho de esconder os gemidos, estava sozinho mesmo. Ele estava muito excitado e as lembranças do sonho o empurraram da borda, o fazendo gozar.
Encostou sua testa na parede fria, a água escorria pelo seu corpo. Ele ainda estava ofegante e sentindo o prazer ir se acabando. Talvez se sentisse um pouco culpado pelo o que tinha feito, deveria ser muito errado se masturbar pensando no seu parceiro de trabalho, ainda mais que Steve era o chefe e ele nem queria pensar no que aconteceria se alguém descobrisse. Mas aquilo tinha sido tão bom, muito bom.
Ele sabia que deveria se preocupar com o quão foi aquilo era errado, mas resolveu se dar alguns minutos de folga. Ele teria que lidar com muita coisa em breve.
Seu cachorro começou a latir enquanto se aproximava da sua casa e foi só quando chegou da sua corrida matinal viu que o camaro estava estacionado na frente de sua casa. Steve parou e tirou os fones de ouvido, por que Danny estava ali naquele horário? Ele sabia que só alguma coisa muito grave faria o detetive ter vindo tão cedo, Danny enrolava na cama o quanto podia, ele não teria levantado naquela hora de bom grado. E só a ideia de Danny estar precisando de ajuda, o fez correr todo o caminho até a porta de cozinha, Eddie o ultrapassando e entrando primeiro.
— Danny? Danny? — ele o chamou assustado.
— Aqui — o parceiro estava confortavelmente sentado na sua mesa, fazendo carinho no cachorro — por que nunca tem café pronto na sua casa? Sorte que passei comprar antes de vir — ele apontou para os foi copos de café cheios em cima da mesa. Do lado dele havia um saquinho branco cheio de panquecas e outro com os muffins que Danny amava.
— Você está bem? Aconteceu alguma coisa? — Steve perguntou ainda preocupado.
— Eu estou ótimo, mas não posso dizer o mesmo de você, está com olheiras terríveis. O que aconteceu? Não dormiu bem?
— Sim, então, eu não ando dormindo muito bem — ele desviou o olhar de novo, virou de costas para encher o pote de água do cachorro encher e colocou no chão — por que você veio aqui nesse horário? Você odeia acordar cedo.
— Vim cedo para tomarmos café juntos antes de irmos trabalhar, assim você não pode escapar como tem feito a semana inteira — Danny sorriu triunfante.
— O que? Do que você está falando?
— Não se faça de desentendido, você sabe muito bem do que eu estou falando — o detetive se levantou e foi até Steve, que até olhou para os lados pensando em como poderia fugir — Nem pense nisso.
— Nisso o que? — ele se fez de desentendido.
— Steve, eu juro, ou você começa a falar porque está estranho esses dias ou eu vou atirar em você.
— Você está imaginando coisas — ele desviou do amigo e foi até a mesa da cozinha, Eddie bebeu muita água e foi para sala, ignorando os dois e deitou na sofá — lembrou de comprar o muffin de banana?
— Ah, não, não mesmo — Danny falou irritado e puxou Steve pelo braço — nós vamos conversar e vai ser agora.
— Eu acabei de chegar de uma corrida, nem tomei café ainda — ele desconversou.
— Certo, vai lá tomar banho — o loiro disse tirando a mão do braço do outro — você está meio nojento mesmo, todo suado. Mas eu vou estar aqui, te esperando e nós vamos conversar.
— Danny, isso não tem...
— Steve, você vai ir tomar banho, se vestir e descer para tomarmos café da manhã. Se você enrolar ou inventar alguma desculpa para não conversarmos só vai provar meu ponto que está escondendo algo, entendeu?
— Quer dizer que o único jeito de eu provar que não precisamos ter essa conversa, é tendo essa conversa?
— Sim, que bom que você entendeu — Danny sorriu batendo no ombro do SEAL — vai logo.
— Isso é uma besteira — Steve resmungou saindo da cozinha e subindo as escadas.
Danny suspirou e se sentou na cadeira, ele ia resolver isso de uma vez por todas. Tentou dar espaço para Steve, mas aquele cabeça dura estúpido não sabe resolver as coisas como uma pessoa normal. Sempre tem que ter esse drama todo, ele se afasta, aí dá alguma merda e Danny, que jura que ninguém mais vai correr atrás, tem que sair correndo para ajudar. Dessa vez ele não ia deixar chegar nesse nível, eles iam sentar e conversar como pessoas normais.
— Seu dono é um idiota — ele disse para o cachorro, que piscou como se concordasse.
O detetive ignorou totalmente o barulho do chuveiro ligado e manteve sua mente no seu muffin de chocolate, não nas imagens do que poderiam estar acontecendo no banheiro do andar superior. Não, ele não estava imaginando nada. E não tinha nada a ver com a imagem do SEAL todo suado usando só uma bermuda para corrida.
É claro que não, ele estava acostumado com Steve desfilando com pouco roupa por aí, sem camisa ou com roupa a colada no corpo de tão molhada. Eles iam a praia e surfavam juntos, não havia nenhuma novidade no corpo no outro, então não havia motivo para imaginar seu amigo, parceiro de trabalho, se ensaboando sobre a água que caia do chuveiro. Motivo nenhum.
Steve tomou um banho rápido, sabia quando Danny estava irritado e não era bom o deixar esperando ainda mais. O problema é o que ele falaria? Que a conversa sobre a sexualidade de Danny tinha mexido tanto com ele que ele não conseguia pensar em outra coisa? Que isso o estava fazendo reavaliar a própria sexualidade?
Primeiro ele ia ter que encontrar coragem para olhar nos olhos do amigo depois do aconteceu no chuveiro de madrugada. Ele se sentia muito errado pelo o que tinha feito e provavelmente nunca iria admitir, mas tinha sido bom...
— Pare com isso! — brigou consigo.
Vestiu sua camiseta preta, sua calça cargo escura, as botas, tudo no automático, porque nem estava pensando direito no que estava fazendo. Outra coisa que ele teria que explicar era o sentimento de vazio que estava enfrentando. Enquanto corria percebeu que sem a ohana que tinham criado no trabalho, ele estava completamente sozinho.
— Calça cargo, que novidade — Danny zombou quando ele voltou para a cozinha.
— Perdão, que eu volte e me vista a rigor para tomarmos café da manhã?
— Não, tudo bem, mas da próxima vez se arrume mais — o loiro sorriu.
Steve respirou fundo, se sentou e pegou seu café. Ele viu que Danny tinha deixado a manteiga na mesa, do lado de uma colher e ele sorriu de lado.
— Isso é nojento, eu já disse.
— Isso é recomendado por nutricionistas, você deveria experimentar — Steve respondeu pegando uma colher de manteiga e misturando no seu café, o loiro fez cara de nojo o tempo todo.
— É que eu gosto de manter a comida dentro do meu estomago, o que não aconteceria caso eu bebesse essa nojeira.
— A combinação do café e da manteiga traz mais energias do que tudo isso que você está comendo — ele apontou para as panquecas e os muffins.
— A diferença é que isso é bom e isso aí é nojento. Sabe, acho que se ficarmos quietos podemos escutar o grito de desespero das almas dos plantadores de café vendo pessoas como você fazerem uma desonra dessa com a herança que eles deixaram no mundo.
— Isso foi muito dramático, até para você.
— Posso ser dramático, mas isso que você está bebendo continua sendo nojento.
— Ok, veio até aqui para reclamar do jeito que tomo meu café?
— Não, estou te dando um tempo para beber o seu café e pensar em como vai explicar o que está acontecendo.
— Danny, não...
— Eu juro, Steve, se disser "não é nada", eu vou enfiar esse muffin na sua garganta — o detetive o interrompeu — apenas me fale a verdade, seja o que for, podemos resolver juntos.
— Não há o que resolver — o moreno engoliu em seco.
— Isso tem alguma coisa a ver com o que eu te contei naquele dia? — o loiro perguntou em voz baixa, olhando para o próprio copo — Desde esse dia que você está estranho, o problema sou eu?
— O que? Não! Você nunca seria um problema.
— Então o que é? — Danny encarava com seus olhos azuis claros, esperando por uma resposta que Steve se debatia muito para dar, mas ele não conseguiu.
— Eu me sinto sozinho — ele respondeu em um sussurro.
— Por que? — o outro perguntou preocupado.
— Você tem seus filhos e sua família em Nova York. Chin e Kono tem a família inteira aqui, fora que Kono tem Adam e Chin está começando um relacionamento novo. Mas quem eu tenho fora vocês? Meu pai morreu, eu o amava, mas não passei tanto tempo assim com ele. Minha mãe sabemos como ela é, e que nunca dá para saber onde ela realmente está, e minha irmã está do outro lado do oceano.
— Steve, não é assim, você tem a gente.
— É diferente, quando saímos do serviço vocês tem pessoas para ver. Quando estamos de folga podem fazer planos e eu? — ele suspirou — Eu tenho pensado ultimamente que me sinto sozinho.
— É isso que tem te consumido nos últimos dias?
— Sim... bem, é complicado... quer saber, esquece. É só uma idiotice que vai passar logo — ele disse tentando se levantar, mas Danny segurou sua mão.
— Não é idiotice se está te afetando — o detetive falou sério — eu não percebi que você estava se sentindo assim, me perdoe.
— Por que você está pedindo perdão?
— Você mesmo diz que somos família e família se ajuda e se apoia, assim como você fez comigo várias vezes. Eu deveria ter percebido que você não estava bem, eu sempre achei que você gostava de ficar sozinho.
— Digamos que eu só tenha pensado nisso recentemente — ele respondeu desviando o olhar.
— Tudo bem, não importa, nós somos uma família e famílias ficam juntas, não é? — Danny disse como se tivesse resolvido o problema — Já que minha família está longe, assim como a sua, nós somos a família um do outro, nós ficamos juntos.
— Espera, o que?
— Amanhã é o jogo de futebol do Charlie e você vai comigo, nesse final de semana vamos levar Charlie e Grace no parque aquático. Horas intermináveis com uma criança cheia de energia e uma adolescente que não sai do celular, vai ser horrível, mas você vai amar.
— Tem certeza? — Steve perguntou rindo.
— Mas é claro que tenho, quanto mais reforços, melhor — Danny sorriu, era o sorriso que deixava os olhos apertadinhos — Ah, Rachel resolveu que quer colocar Charlie nos Lobinhos.
— Ele não é muito novo?
— Sim, mas o Stan conhece alguém e conseguiu liberar a entrada dele — Danny revirou os olhos.
— Você sabe que vai sobrar para você, não é?
— Para nós, meu caro, para nós. Mas nada de ensinar crianças a destrincharem um porco, de novo — o loiro avisou quando eles saíam da casa para ir para o trabalho, Steve já tinha roubado as chaves do carro.
— Elas se divertiram — ele se defendeu — e isso é um conhecimento pra sobrevivência na selva muito mais útil do que como tentar encontrar água. É só seguir o barulho da água que se acha água.
— Elas eram um grupo de escoteiras de dez anos, pelo amor de Deus, Steve!
Preciso de sugestões de músicas que vocês achem quem combina com Steve&Danny
Mah, eu não consigo te marcar (wattpad me odeia), mas obrigada por ter mostrado esse shipp e ter se empolgado tanto quando eu falei que estava pensando em escrever. Estava tentando dedicar os capítulos para você, mas o wattpad não deixa, então fica aqui mesmo o quanto você foi importante para essa história acontecer!
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