Capítulo 16
Lembrando que esse é o último capítulo (pelo menos oficialmente)
GRACE
— Não Danno, você não vai fugir — Grace riu no celular, estava prestes a entrar no ônibus para a excursão, enquanto esperava a viagem começar falava com o pai.
— Seu "papa" me perguntou se eu tenho algum problema de me casar na praia e a comida ser a base de abacaxi! — ele respondeu revoltado, fazendo a garota rir.
— A parte do abacaxi é só para te irritar, mas casamento na praia é bonito, é romântico e vocês tem uma praia particular, seria perfeito.
— Na praia? Usar roupas formais para ficarem cheias de areia?
— Danno, o aluguel do lugar mais barato que você vai encontrar é no mínimo cinco mil e nem vai ser um local legal. Os lugares que você acha descentes são a partir de dez ou quinze mil. Se casarem na praia, que já é de vocês, você economiza esse dinheiro.
— Casamento na praia é romântico, né? — ele suspirou e a filha sorriu — Mas, por favor, não deixa ter abacaxi, nada, eu não quero nem um desenho. E não deixa a comida na mão do Kamekona.
— OK, eu vou dar meu melhor, mas não garanto nada. Agora tenho que ir, minha professora está nos chamando. Lembra que eu vou passar final de semana com vocês, então vocês precisam vir me buscar na escola quando chegarmos da excursão.
— Eu não esqueci, Steve já encomendou os macarrons que você gosta e os bolinhos do Charlie.
— Que bom que algum do meus pais me mima — ela provocou — Tchau Danno, até mais tarde, te amo!
Ela desligou rapidamente antes que ele começasse a reclamar e ela riu. Sua turma iria passar o dia em Waimea Valley para aprenderem sobre a cultura havaiana e tradições polinésias. A turma estava animada, Grace entrou com suas amigas, ficando no meio do ônibus e do lado do corredor, os lugares mais seguros, pelo menos de acordo com seus pais. E como Danny Williams e Steve McGarrett já tinha escapado da morte mais vezes do que ela seria capaz de contar, ela acreditou.
— Nesse final de semana vamos ficar com a minha avó — uma das colegas de Grace reclamou — eu amo a minha avó, mas só na primeira hora. No resto do tempo ela está reclamando de tudo e me enchendo o saco que eu ainda não tenho um namorado e estou ficando velha.
— Eu te entendo, é aniversário do meu priminho, família reunida — outro colega negou com a cabeça e alguns deram tapinhas nas suas costas, o confortando.
— Em casa não vamos fazer nada, para variar — Alicia, a amiga de Grace comentou — meu pai vai jogar golfe, minha mãe vai sair com as amigas e eu vou tentar fugir para a casa da Grace.
— Nem vem, porque eu não consigo passar um final de semana com meus pais que você vem atrás — Grace brincou.
— Eu também vou! — Ian se convidou.
— O que tem de especial na sua casa? — um amigo perguntou.
— Meus pais — ela deu de ombros rindo, os dois amigos começarem a se abanar, fingindo um calor muito forte — parem, eu já disse para vocês pararem com isso.
— Amiga, eles são lindos, gostosos, tem aqueles corpos sarados e ainda são o casal mais fofo e engraçado que eu já vi — Serena suspirou.
— Os pais delas são separados, a mãe é casada com o padrasto e o pai é casado com o outro pai — Ian tentou explicar para os colegas confusos, mas só piorou tudo.
— Minha mãe chama Rachel, ela é casada com o Stan e é na casa deles que meu irmãozinho e eu moramos. Meu pai é o Danno, ele é noivo do Steve, que eu chamo de papa, porque eu o considero meu pai também — a garota explicou.
— Mas não considera o marido da sua mãe?
— Não, ele é legal e eu gosto dele, mas ele não é meu pai.
— Eu sou apaixonada pelo pai da Grace — Alicia falou e a garota revirou os olhos — Sério, ele é muito divertido, super inteligente e tão gostoso!
— Qual deles?
— Os dois — Alicia suspirou e os outros rirem — eu sou Team Steve.
— Steve é lindo, mas o Danny... — Ian suspirou.
— Vocês são nojentos, é sério — Grace comentou.
— Eu devo muito a eles — Makayla falou — se não fosse por eles, eu nem sei o que teria acontecido comigo.
— Eles são incríveis mesmo — Grace abraçou a amiga.
— Seu pai não é policial? — alguém perguntou.
— Detetive Danniel Williams, da Five-0 — Serena suspirou apaixonada.
— Caramba, seu pai é um dos detetives da Five-0? — um amigo de Grace arregalou os olhos e a maioria da turma, principalmente os que não eram amigos próximos da garota, estavam espantados — Eles são surreais! Meu irmão é do exército e até ele fica surpreso com o que eles fazem.
— Então, Danno é detetive da Five-0, mas papa é o comandante — ela disse com calma, porque sabia a reação. Era comum todo mundo ficar daquele jeito quando descobriam de quem ele era filha.
— Você está brincando?
— A maioria de vocês cresceu comigo, nunca perceberam? Nem quando aquele atirador entrou na nossa escola e meus pais conseguiram nos salvar? E naquele baile?
— Amiga, eu estava me cagando de medo nas duas ocasiões, você acha mesmo que eu reparei em alguma coisa? — uma das garotas respondeu.
— Aqueles dois policiais gostosos são os seus pais? — outra perguntou abismada — Eles são heróis! O jeito que eles se jogaram no perigo para salvar a gente foi incrível
— Isso tudo só foi uma tarde normal para eles — Alicia comentou.
— Alicia é a presidente do fã clube McDanno — Grace riu — mas com o histórico deles, coisas assim realmente são comuns. Semana passada eles estavam naquela festa do governador que foi invadida, foram meus pais que lutaram com os bandidos. Toda semana é um teste cardíaco diferente.
— Você já passou por essas situações também? — a maioria dos colegas estavam prestando atenção na conversa, ficando no corredor do ônibus ou dividindo bancos com os colegas.
— Não, eles não me levam para trabalhar com eles — ela riu — Ah, teve uma vez que me sequestraram para tentar se vingar e chantagear o Danno, mas meus pais resolveram e tudo ficou bem.
— O que eles fizeram?
— Eu não vou contar, eu nem sei se vocês deveriam saber a profissão deles.
— Mas o que saiu no jornal podemos comentar? — Serena perguntou.
— Acho que sim, eu não tenho controle sobre isso — Grace deu de ombros — mas nem um terço de tudo que eles fazem aparece no jornal. Muita coisa que só descubro quando vou para casa deles e encontro um deles machucado, uma perna imobilizada, Danno surtando com o papa. E mesmo assim eu só posso saber o básico.
— Eu salvei no meu computador o vídeo do Steve com aquele colete com uma bomba e o Danny abraçado nele — Alicia falou.
— Você é estranha — A Williams mais noiva riu.
— Eles são tipo super-heróis — Makayla contou para os amigos — Lembram aquele babaca que me dopou naquela festa dos veteranos? Foram os pais da Grace que prenderam todo mundo.
— Prenderam o Kevin, os amigos do Kevin e até o pai do Kevin — Serena falou e os colegas se assombraram.
— Esqueceu que o papa socou o Kevin — Grace riu.
— Eles podem fazer tudo?
— Danno mais finge que segue as regras, do que realmente segue, já o papa... — Grace negou com a cabeça — digamos que ele tem um jeito próprio de resolver as coisas.
Um jeito muito lindo, por acaso — Alicia suspirou exageradamente e Grace revirou os olhos.
— Cuidado Grace, suas amigas querem se tornar suas madrastas.
— Ninguém separa meu shipp! — Alicia respondeu brava — Mas se eles aceitassem formar um trisal...
— Ah não, Alicia! — a garota fingia que ia vomitar, enquanto os outros riam.
— Os pais da Grace são tão apaixonados um pelo outro que pode vir a Gisele Bundchen ou Tom Brady dar me cima de qualquer um, que eles não se largam. Capaz até de ficarem bravos — Ian disse.
— Isso se o papa notar, porque ele é meio lerdo para isso. Nunca sabe quando estão dando dele, só percebe quando o Danno conta. Mas se derem em cima do Danno, ele percebe antes mesmo da pessoa abrir a boca.
— Lembra daquela vez que estávamos no restaurante perto da praia? — Serena riu — Estávamos sentados conversando, do nada o Steve bufa irritado, se levanta e vai até o bar, depois volta como se nada tivesse acontecido. Quando Danny perguntou é que descobrimos que ele espantou dois caras do bar porque eles estavam olhando demais para o Danny.
— E o cretino ainda teve a cara de pau de dizer que foi por "segurança, que eles podiam ser bandidos, que foi para prevenir" — Grace negou com a cabeça
— Como ele sabia que os caras do bar estavam olhando para seu pai? — alguém perguntou.
— Ele viu pelo reflexo do espelho, que estavam olhando na nossa direção, então para ter certeza foi movendo o balde de gelo devagar pela mesa, até saber ver pelo reflexo para qual ponto eles estavam olhando. Quando percebeu que era para o Danno, ele monitorou quantas vezes olhavam para o Danno por minuto — a garota explicou como se fosse algo simples.
— Ele é o que? Um Ninja?
— Um SEAL condecorado, agora comandante da Five-0. Ele tem um monte de medalhas por atos heroicos e bravura, mas quem manda em casa mesmo é o detetive de Nova York.
— Um SEAL?
— Nós vamos passar a viagem inteira falando dos meus pais? — Grace perguntou distraída, enquanto seus colegas respondiam que sim e Alicia e Serena começavam mais uma história sobre como Steve McGarrett e Danny Williams eram perfeitos.
Grace olhou no sue relógio, o tempo de viagem já devia estar acabando, mas eles não pareciam estar perto do destino. Seu relógio tinha sido presente do papa, era um relógio militar com gps. Podia até ser difícil combinar roupas com ele, mas desde que seus pais já tinham sido sequestrados múltiplas vezes, feitos de reféns mais tantas outras e ela mesma já teve sua cota de ação do tipo, sempre saía com ele ou com o colar com pingente rastreador.
Os dois tinham um botão do pânico, era só apertar que os membros da Five-0 receberiam o aviso e iriam atrás dela. Nunca tinha precisado usar e esperava continuar assim, mas por via das dúvidas, sempre estava com eles.
— Estou sem sinal — um colega bufou mexendo no celular.
— Estamos no meio do mato, é obvio que não tem sinal aqui — alguém retrucou.
Um alarme tocou na cabeça da garota, ela tinha aprendido a seguir seus instintos e parecia que tinha alguma coisa errada. Verificou seu próprio celular e realmente não havia sinal. Abriu a galeria e foi até as fotos do passeio que tinha salvo do panfleto de viagem, ela comparou com o caminho, não parecia igual.
— Você está bem? — Makayla, a amiga com quem ela dividia o assento perguntou.
— Pode ser besteira, mas eu já volto — ela se levantou e foi até as poltronas da frente, onde as duas professoras que acompanhavam os alunos estavam.
Os alunos conversavam e andavam livremente pelo corredor, estava uma bagunça. Grace sabia que as professoras não teriam deixado aquilo acontecer e isso a assustou mais. O monitor de viagem estava conversando com o motorista e tudo aquilo era muito suspeito.
— Senhorita Bates, nós não... — ela parou quando percebeu que as duas dormiam profundamente. Com medo ele encostou no pescoço da professora, mas percebeu que ela só estava inconsciente.
— Aconteceu alguma coisa? — o monitor surgiu do nada, assustando a garota.
— Não, eu só vim perguntar se já estamos chegando — ela sorriu, tentando memorizar o máximo possível do rosto do homem na sua frente, reparando em suas tatuagens.
— Estamos quase chegando, menos de dez minutos — ele a respondeu — melhor voltar para seu lugar.
— Claro — ela concordou e voltou para seu lugar, mexendo no seu relógio e ativando o botão do pânico.
— Você está bem? — seus amigos perguntaram quando ela se sentou.
— Eu preciso que vocês mantenham a calma, eles vão nos achar, mas vocês precisam ficar calados. Em hipótese nenhuma falem dos meus pais para eles — ela sussurrou, tanto que só Serena, Alicia, Makayla e Ian ouviram.
— Para os nossos amigos? — Ian perguntou confuso.
— Não eles.
— Então quem?
Nesse momento o ônibus parou bruscamente, a porta foi aberta e homens armados com fuzis entraram no veículo.
— Com eles — Grace indicou com a cabeça.
Todos estavam com os punhos amarrados ainda dentro do ônibus. O veículo estava dentro de um galpão perdido no meio da floresta, não havia sinal de nenhum eletrônico, suas professoras continuavam dopadas e tinha sido levadas para outro lugar.
O grupo armado tinha tirado fotos do rosto de cada um dos adolescentes, dando atenção especial para cinco, que eram os de famílias mais ricas. Já tinha se passado algumas horas e não foi permitido que eles saíssem do lugar. Todos estavam assustados e alguns choravam.
Grace tentava confortar os amigos e implorava para que ninguém fizesse barulho, afinal o grupo criminoso não parecia muito paciente e, inclusive, já tinham batido em alguns deles.
Eram sete homens armados, o que dava medo na garota era que eles não usavam máscaras escondendo seus rostos, o que era um péssimo sinal.
— Nós vamos morrer — uma colega estava prestes a ter um ataque de pânico.
— Nossos pais vão pagar o resgate e seremos liberados — outro respondeu.
— Eles nem estão escondendo os rostos, então é claro que vamos nos matar! — mais um se alterou.
— Parem com isso — Grace esbravejou — se fizeram barulho eles vão vir aqui.
— Como você quer que fiquemos calmos? Vamos morrer!
— Victor, cala a boca! — Serena disse entredentes.
— Vocês acreditaram tanto nas histórias dos pais da Grace, que acham que eles vão nos salvar! Vocês são crianças patéticas! Nós vamos morrer e...
— CALEM A BOCA! — um dos bandidos bateu na lateral pelo lado de fora.
— Eles estão nervosos, tem algo acontecendo — Grace murmurou vendo os bandidos pela janela do ônibus.
— Como assim? — Makayla perguntou.
— Esses mais perto de nós parecem nervosos, agora a pouco estavam discutindo e dois saíram correndo. Antes tinha sete, mas agora só tem cinco aqui dentro.
Uma enorme explosão foi ouvida do lado de fora, havia fumaça e parte do prédio tinha sido atingido. A fumaça entrava pela abertura do prédio, foi tudo muito rápido.
— Tranquem as janelas agora! — Grace gritou, se levantou e fechando a janela mais próxima — Usem as blusas para vedar a porta!
Alguns demoraram para obedecer, mas os amigos foram os primeiros a ouvi-la. A maioria se levantou e seguiu suas ordens, usando as blusas de frio e blazer para vedar qualquer passagem de ar, os impedindo de respirar fumaça que tomou parte do galpão.
— Cuidado com as janelas, se mantenhas abaixados e tenham algo em mãos para se protegerem caso o vidro quebra — a garota ainda dava ordens, sendo obedecidos pela maioria.
— Quem é aquele? — uma das meninas apontou para fumaça.
Uma figura masculina surgiu no meio da confusão, ele nocauteou o primeiro bandido, lutava contra o segundo e, usando a arma desse, conseguiu atirar no terceiro. Ficava difícil acompanhar todos os movimentos, havia muita fumaça e muito barulho.
— Steve — Grace disse sorrindo de canto.
— Aquele é o seu pai? — Victor, o colega que tinha entrado em pânico, perguntou abismado.
— Esse é o papa — ela apontou para fora. Então ouviram um barulho de alguém andando pelo teto do ônibus. Essa pessoa deu dois tiros certeiros, acertando o bandido que tentou pegar Steve pelas costas. Grace se virou para os colegas e apontou para o teto — esse é o meu pai.
A abertura do teto foi forçada algumas vezes, até que ela despencou com força, causando gritos dos adolescentes dentro do veículo. Danny pulou pela abertura, ele estava com o colete por cima da sua camisa e segurava um fuzil.
O detetive não falou nada, olhou para os adolescentes até que seus olhos pousaram na filha. Ele andou até Grace e os outros que saísse do caminho.
— Macaquinha — ele sussurrou para a filha.
— Oi Danno — ela o abraçou com força.
— Vamos embora? — ele fez carinho na filha e ela concordou com a cabeça, respirando aliviada — Fechou as janelas e vedou as passagens de ar? Esperta — o detetive beijou a testa da filha e se virou para os outros — Vocês estão bem? Certo, vamos.
— Danno, nossas professoras, eles...
— Elas estão bem, Kono já as encontrou — ele garantiu — vou abrir a porta e cobrir vocês. Todos vocês corram para a direita, tem uma porta no final do corredor que está aberta. Chin está do lado de fora esperado por vocês. Não parem de correr até estarem com os policiais, todos vocês entenderam? — os rostos assustados concordaram — Vamos lá, se preparem, esperem eu mandar, então vocês corram.
Danny andou a parte da frente do ônibus, sendo seguido pela filha e todos os seus colegas. Ele abriu a porta do ônibus e desceu com o fuzil em punho, pronto para atirar de novo.
— Makayla e Alicia, vocês conhecem o tio Chin, vão na frente e liderem todo mundo — Grace avisou, ajudando todos os seus colegas a se preparem.
— E você?
— Eu vou por último, para ter certeza de que todos escaparam — ela respondeu.
— Eu fico para trás com você! — Ian garantiu.
— Eu também — Serena falou e Grace sorriu para os amigos.
— Vão! — Danny gritou.
Makayla e Alicia deram as mãos e correram por onde o detetive tinha mandado, um pouco abaixadas, afinal ainda havia barulhos de tiros e lutas. Os outros colegas as seguiram, fugindo pela porta.
— Vá com seus amigos, eu já vou te encontrar — Danny garantiu para a filha — E, Grace, eu estou muito orgulhoso de você. Eu te amo.
— Eu também te amo — ela sorriu e correu com os amigos.
Eles correram o mais rápido que puderam, a garota só percebeu que estava prendendo a respiração quando passou pela porta e sentiu o sol no seu rosto. Chin estava lá e a abraçou apertado, depois conduziu os três últimos adolescentes para trás de uma barricada formada pelas viaturas.
Um para médico já tinha a verificado e garantido que elas estava bem. Tentaram fazer com ela que se acalmasse, mas até que ela visse seus pais, seu nervosismo não passava.
Minutos depois ela viu que estavam apontando para o galpão, então se levantou e correu, porque sabia o que era. Danny e Steve caminhavam de volta, o comandante guardava sua arma no coldre, e o detetive carregava o fuzil apoiado nos ombros.
Quando os dois viram a garota parada entre os policiais, eles sorriram ao mesmo. Steve abriu os braços e ela correu em direção a ele, o abraçando o mais forte que pode.
— Está tudo bem, princesa — ele afagou suas costas.
— Fiquei com medo que vocês não recebessem o sinal — ela ofegou e Danny também a abraçou.
— Recebemos e foi graças a isso que encontramos vocês, demoramos um pouquinho porque o sinal estava péssimo e a área é muito grande, mas chegamos a tempo — o pai fez carinho na filha.
— Eu sabia que vocês viriam — ela sorriu, limpando a lágrimas teimosa — mas foi um pouco assustador.
— Hoje foi você quem deu o troco e quase nos matou de preocupação — Danny brincou e ela riu.
— Grace — Kono a abraçou — Que bom que está bem, ficamos preocupados.
— O bom de ser filha de um SEAL e um detetive, é que eles me ensinaram a reconhecer sinais de que algo está errado e a me proteger.
— Olha o sorriso bobo de Steve, ele fica assim toda vez que Grace o chama de pai — Chin o provocou.
— Que tal resolvermos essa confusão toda e irmos para casa? Aquelas macarrons estão te esperando — Steve sugeriu e a garota sorriu concordando.
— Vamos levar os adolescentes embora, seus pais estão na base da montanha esperando desesperados — Chin avisou.
— Ir em viaturas abarrotas de adolescentes? Não mesmo, obrigada, vou esperar o chefe e pegar carona com eles — Kono respondeu.
— Ok, princesa, fique com a Kono, vamos resolver algumas coisas, mas já voltamos.
Eles se afastaram, seus amigos vieram abraçá-la agradecer o que ela tinha feito. E, pelo jeito que falavam dos pais da garota, o fã-clube McDanno tinha acabado de aumentar drasticamente.
— Só estávamos Danny e eu na sede quando o alarme do seu relógio tocou. Primeiro achamos que seria do chefe ou do primo, mas quando ele viu seu nome na tela, ele entrou em pânico. Consegui falar com Steve, ele e Chin já estavam voltando, provavelmente conseguiu mais multas. Só quando o Steve chegou que o Danny conseguiu respirar de novo — Kono contava, elas estavam dentro do carro, esperando pelos dois.
— Um sempre precisa do outro — Grace respondeu olhando seus pais, que voltavam para o carro e já estavam discutindo por alguma coisa.
— Acho que nunca vi duas pessoas tão cabeças duras e, ao mesmo tempo, nunca vi duas pessoas se amarem tanto.
— Eles têm sorte de terem se encontrado e eu sou muito sortuda por ser filha deles — ela tomou um gole da garrafa de água que seu pai tinha lhe dado — na verdade, eu acho que todos nós somos sortudos por termos Danny Willians e Steve McGarret em nossas vidas.
— Eu concordo.
— Não Steve, nem pensar! — Danny entrou brigando com o outro no carro.
— Por quê? — o SEAL perguntou inconformado.
— Não vamos nos casar em um ritual de surfista no meio do oceano!
— Não é no meio do oceano, é no mar. E pense como seria legal?
— Ah, claro, muito lindo mesmo, até vir uma onda e derrubar metade cos convidados, seu animal — Danny bufou enquanto Steve dirigia — E meus pais vem para o casamento, você consegue imaginar Eddie Williams em uma prancha no meio do mar?
— Seria divertido — Grace comentou.
— Não, a senhorita não vai ficar do lado desse animal, eu já aceitei o casamento na praia, mas meu limite é areia! Nada de mar envolvido!
— Vou jogar você no mar depois do casamento — Steve ameaçou.
— É bom que você esteja planejamento meu assassinato, porque se vier de gracinha comigo na festa do nosso casamento, eu vou atirar em você!
— Vamos botar lenha na fogueira? — Kono sussurrou para Grace, que concordou sorrindo — Chefe, quando vocês se casarem como vai ficar o sobrenome? Vai ser Comandante Steve Willians ou Detetive Danny McGarrett?
Steve pensou por alguns segundos e deve ter chego em alguma conclusão porque ele se virou Danny decidido.
— Não! — Danny o interrompeu.
— Eu nem falei o que é!
— Não importa, a resposta continua sendo não!
2/3
Esse seria o último capítulo e depois teria o epílogo
(mas vocês me convenceram a nunca terminar kkkkkkkkkkkk)
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