Capítulo 12
Mais um?
—Sério? Nem um almoço normal vocês conseguem ter? — Kono perguntou ainda no telefone.
— O que está acontecendo? — Adam soou ao fundo da ligação.
— Steve e Danny estão almoçando em um restaurante e o lugar está sendo assaltado — a policial respondeu ao noivo.
— De novo? — ele perguntou surpreso — Talvez seja melhor não convidarmos eles para o casamento, eles atraem essa coisas, né?
— Eu estou ouvindo — Danny resmungou.
— Me dá isso — um dos assaltante gritou arrancando o aparelho da mão do detetive.
— Ow, calma aí — Steve interveio.
— Senta aí e fica calado — o criminoso encostou a arma na cabeça do SEAL, que o encarava.
— Steve, por favor — Danny pegou na mão da namorado, o puxando de volta.
— Prestem atenção de como as coisas serão a partir de agora — um dos criminosos disse em voz alta, ele parecia ser o líder — você vão desligar todos aparelhos com quais possam se comunicar. Vamos recolhe-los e deixar aqui dentro — ele disse indicando o outro que segurava um saco e já recolhia diversos celulares e tablets — Se vocês se comportarem e ficarem quietos, seremos rápidos. Nós só temos que resolver um assunto com o gerente desse lugar e vamos embora, tudo bem? — ele sorriu maldoso.
— Ele não se preocuparam em esconder os rostos — Steve sussurrou para Danny. Os bandidos tiraram as pessoas das mesas, as empurrando para uma das paredes e outros empurravam as mesas contra as janelas e algumas portas de acesso, as bloqueando.
— Se eles não se importam de serem vistos, devem ter um bom plano de fuga — Danny respondeu — ou pretendem nos matar.
— As câmeras de vigilância não devem estar mais funcionando — o comandante murmurava, eles falavam tão baixo que ninguém mais os ouvia.
— Kono disse que tinham mais três do lado de fora, isso não parece um assalto normal — o loiro falou de volta.
— Talvez o assalto seja um disfarce para algo, porque ninguém assaltaria um restaurante de luxo em um dos horários de mais movimento. Ou eles querem manter a atenção da policia aqui ou eles querem algo que está aqui.
— Não algo, alguém — Danny indicou como um bandidos passava revisando os reféns, como se procurassem por alguém em especifico.
— Me solte — o bandido puxou Clara Williams, olhando em seu rosto. Eddie tentou ajudar a esposa, mas outro ladrão o empurrou.
— Solte ela — Danny interveio ajudando a mãe, enquanto Steve verificava como Eddie estava.
— Não se mete — o bandido o ameaçou, mas ele não se intimidou, encarando o homem armado.
— Nigel, a policia está do lado de fora, eles chegaram muito mais rápido do que o planejado — um dos bandido falou para o líder do grupo criminoso.
— Tudo bem, só sigam com o plano — o líder respondeu, mas Danny percebeu como ele estava um pouco nervoso com a informação.
Fazia cerca de meia hora que o assalto estava em andamento, Danny e Steve tinham identificado o possível alvo do quadrilha, uma mulher loira que deveria ter a idade parecida com Clara, o que explicava porque tinham a puxado antes. Steve conseguiu trazer a mulher para perto deles, a deixando atrás de si e de Danny, o que a mantinha fora da vista dos bandidos.
— Eles querem que soltemos alguns reféns — um dos bandidos disse para o tal de Nigel.
— Vamos soltar metade, mas digam que eles tem mais quarenta minutos para atender nossas exigências — o líder respondeu.
Danny e Steve se encaram, eles estavam liberando reféns apenas para ter um grupo menor para conter, o que era esperto. Só que as exigências eram genéricas e estupidas. Um carro de fuga abastecido? Até onde eles achavam que iriam conseguir ir?
O dinheiro que tinham pego não tinha sido pouco, mas para o preparo e a organização do assalto, não era quase nada. Eles já tinham falado que queriam o cofre, mas ainda não tinham pego o conteúdo dele, o que deveria ter sido uma das primeiras coisas a se fazer. Então era provável que eles levariam reféns com eles e a mulher loira que os policiais escondiam, seria um deles.
— Nigel, eu estava ouvindo o rádio da policia, parece que tem dois deles aqui dentro — um bandido disse com medo.
— E daí? Sabíamos que podia acontecer — o outro desdenhou.
— Não são da policia normal, são da Five-0 — o homem respondeu e parecia que já estava se lamentando por estar naquele plano.
Os outros bandidos se assustaram também e olharam para o líder procurando por resposta. Nigel também não parecia saber o que faria, ele passou seus olhos pelos reféns que ainda estavam no local. Seus olhos pararam em Danny, afinal, ele tinha sido o único que tinha reagido.
"Ótimo", o loiro pensou, "Na primeira vez que me reconhecem como policial antes do Steve, é porque vou virar o principal refém. Eu que queria ir no Kamekona, mas não, meu pai tinha que vir aqui para se mostrar". Ele bufou quando o puxaram, mas se virou para Steve, pedindo que ele não fizesse nada.
— Você é policial? — Nigel perguntou, mas dois dos bandidos o revistavam, logo achando seu distintivo — Policial Daniel Williams, Five-0, não?
— É o que está escrito, não é? — ele zombou.
— Você se acha muito esperto — o bandido bateu no seu ombro.
— Bem, pelo menos eu sei ler, né? — o empurraram de novo e ele olhou de canto para Steve, que tinha cerrado os olhos. Péssimo sinal.
— Quem é o outro policial?
— Se vocês tivessem revistados todo mundo antes disse tudo começar, já saberiam, não é?
— Murray, leve o gerente para com você e limpe o cofre — o líder ordenou.
— Eu vou precisar de ajuda — o tal Murray reclamou.
— Nós temos uns vinte reféns, pegue qualquer um para te ajudar — Nigel esbravejou. Murray, bufou irritado, puxou o gerente e um garçom, os levando para os escritórios da administração — Então detetive Williams, vamos conversar.
— Claro, libere os reféns e podemos até um café — Danny respondeu dando de ombros.
— Não brinque comigo — Nigel o empurrou e ele esbarrou em uma mesa — Quem é o outro da Five-0?
— Não faça nada, fique calmo — Danny dizia olhando para o bandido, mas Steve sabia que era para ele.
O Seal teve que respirar fundo algumas vezes, ele olhou em volta procurando alguma saída, tentando bolar um plano. As janelas estavam bloqueadas pelas mesas, mas sobrava uma fresta na parte de cima. Nessa parte Steve viu uma pequena luz vermelha brilhar, ela era quase imperceptível, mas ele sorriu, porque sabia o que significava. A luz brilhou três vezes e sumiu, Kono e Chin estavam lá.
— Ficou me desafiando, agora pede calma? — o bandido riu de Danny e o detetive revirou os olhos.
— É, foi isso mesmo — ele respondeu. Aqueles caras eram idiotas? Se ele estava sentado numa mesa com um casal, que claramente eram seus pais, e mais um homem, quem seria o outro membro da Five-0? O manobrista? — Vocês já estão cercados, não tem para onde escapar, porque não acabam com isso logo de uma vez e ninguém se fere?
— Agora está com medo?
— Não sou que eu deveria estar com medo — Danny o avisou.
Nigel riu e então deu um soco no rosto de Danny, que caiu no chão e sentiu o gosto de sangue. O loiro levou a mão até a boca, limpando o liquido vermelho que escorria. Ele negou com a cabeça, nem precisou olhar para Steve para saber o que aconteceria. A chave tinha sido virada e o SEAL iria destruir qualquer coisa no seu caminho agora.
— Está achando engraçado? — o bandido provocou, puxando Danny pela camisa.
— Você não tem ideia do que acabou de fazer — o loiro respondeu com o sorriso de canto. Será que o seguro cobriria tudo que seria destruído no restaurante?
— Ah é? O que você acha que vai fazer?
— Eu? — Danny zombou — Se eu fosse você, corria para fora e me entregava para a policia, porque é a sua única chance.
— Você é retardado?
— Na verdade, retardo é um termo ofensivo e não correto para identificar pessoas com deficiências mentais. Então, seria bom se você parasse de usar. Você poderia ter me perguntado se eu tenho alguma deficiência mental para não ter entendido o perigo — o detetive falava para o criminoso confuso — porém, eu que deveria fazer essa pergunta para você.
— Eu te bati tão forte que mexeu com o seu cérebro?
— Não, na verdade foi um soco surpreendentemente fraco para um bandido. Enquanto você estiver na cadeia você poderia treinar mais. Mas o que eu estou fazendo aqui é te distrair para que você e seus amigos não prestassem atenção no que realmente está acontecendo — Danny sorriu.
— Do que você está falando? — o outro perguntou confuso.
Um barulho muito veio de trás deles, quando eles olharam os dois bandidos que vigiavam os reféns estavam no chão desmaiados e Steve com a arma de um deles na mão. O terceiro bandido não teve tempo de reagir antes de ser baleado e cair contra uma mesa, a quebrando.
O SEAL se jogou no chão, caindo entre as mesas que não tinham mais ninguém, fugindo das balas que tanto Nigel, como o outro bandido atiravam, vidro sendo quebrado por todos os lados. Murray, que tinha levado o gerente e o outro refém para os escritórios, ainda não tinha voltado, deixando seus colegas ainda mais nervosos.
— Pega ele — o líder dos bandidos gritou com o outro, Nigel segurava Danny, o ameaçando com sua arma.
— É mais fácil só desistir — Danny suspirou — vocês podem conseguir um acordo, cumprir pena numa prisão legal, ir para um lugar sossegado.
— Cala a boca! — Nigel brigou o puxando e encostando a arma em sua cabeça.
O loiro sabia do perigo da situação, o bandido era alguém que, claramente, estava nervoso, o ameaçando com uma arma. Essa é a pior combinação, porque são nesses momentos que alguém perde o controle e as pessoas podem sair feridas. Mas, na verdade, Danny não estava com medo. Talvez seu relacionamento com Steve tivesse afetado seu cérebro.
É, ele pensou, deve ser isso mesmo.
Ele viu seus pais com os reféns que ainda estavam no local, seu pai abraçava sua mãe a protegendo, já ela tinha o rosto com lágrimas. Ele não queria que eles tivessem passado por isso, péssima primeira impressão do Havaí. E ele nem queria pensar no que teria que fazer para mostrar que apesar daquilo, a ilha toda era segura. Claro, exceto quando se está acompanhado de um SEAL louco, meio psicopata, que agia muitas vezes como um neandertal. Porque aí as coisas tendiam a sair do controle.
—Eu não estou achando ele — o bandido andava por entre as mesas que tinham sido empurradas para aquele canto, mas ele não conseguia encontrar Steve.
— Atire em tudo, dá seu jeito — Nigel respondeu irritado.
Como se estivessem assistindo a um filme de terror, todos viram que o homem deu mais dois passos pelo local e sons de tiros vieram dali, mas não foi ele que atirou. Ele gritou de dor, sem conseguir ter reação, caindo no chão e sumindo por entre as mesas. Houveram barulhos e então um silêncio angustiante, só quebrado pelos choros dos reféns.
— Apareça ou eu mato ele — Nigel gritou, segurando Danny a sua frente, os dois virados para onde Steve deveria estar. E o cano da arma foi encostado na têmpora do detetive.
O Seal se levantou com calma, colocando sua arma sobre uma das mesas e mantendo as mãos para cima, em sinal de rendição. Os olhos dos dois namorados se encontraram, Danny segurou o sorriso, Steve tinha um plano.
— Solte-o — o SEAL avisou.
— Você acha que eu sou idiota? — Nigel perguntou.
— Eu acho — Danny deu de ombros.
— Eu vou repetir calmamente para ver se você me entende — Steve falou sério — Solte-o agora!
— Ou o que — o bandido pressionou a arma ainda mais forte contra a cabeça de Danny, de um jeito doloroso.
— Se você o machucar, um menor arranhão que seja, eu vou te matar. E eu não me importo com consequência nenhuma, eu vou te caçar e te destruir, até não sobrar mais nada de você. Então solte-o agora.
— Você... você está blefando — o homem armado gaguejou.
— Não e você sabe que eu não estou — Steve andava bem devagar, chegando cada vez mais perto — Se quer atirar em mim, atire agora, mas solte-o primeiro.
— Não se aproxime... ou eu vou atirar nele — o bandido ameaçou Danny.
— Você não acabou de ouvir o que ele te disse? — o detetive perguntou.
— Se você o machucar, é melhor que se mate antes que eu te pegue. Porque eu vou fazer questão de transformar a sua vida num verdadeiro inferno — o comandante falava sério, não deixando dúvidas que o que ele dizia era verdade — sua única chance de escapar é o soltando e atirando em mim primeiro.
— Steve — Danny o repreendeu — pare com isso.
— Pare! — Nigel gritou quando Steve estava há alguns passou de distancia — eu vou te matar.
— Então atire — o moreno deu de ombros e o detetive o olhou bravo — Vamos, atire agora!
— Eu vou — o bandido avisou.
— Então faça, atire. Atire! — o Seal gritou — Atire!
Nigel desencostou a arma de Danny, virando sua mira para Steve, que ainda o desafiava a atirar. Os reféns prenderam a respiração e tudo parecia em câmera lenta. Então Danny empurrou a mão que segurava a arma para cima e jogou sua cabeça com força para trás, acertando o rosto do bandido e quebrando seu nariz.
O tiro pegou no teto e assustou as pessoas, mas não os policiais. Danny retorceu o pulso de Nigel, pegando sua arma. Ele se virou rapidamente dando uma joelhada no saco do bandido e um soco bem forte no seu rosto, o fazendo cair no chão sangrando e com muita dor.
— Quantas vezes eu já te disse para não entrar na mira de um bandido? — Danny perguntou bravo para Steve.
— Mas era nossa melhor opção — Steve se justificou — ele ia se distrair comigo e você podia agir.
— Não importa! Não entre propositalmente na mira e nem o desafie atirar em você! Pelo amor de Deus, Steve, você está sem colete! Ele poderia te matar!
— Five-0 — Kono e Chin gritaram descendo a escada que dava na administração.
— Aqui! — Steve e Danny gritaram juntos, mas o loiro voltou a brigar com o namorado — será que alguma vez nas nossas vidas você vai me escutar? Ou você vai sempre agir como um idiota irresponsável?
— Não exagere, eu sabia que você não ia deixar ele atirar em mim — o moreno revirou os olhos.
— Ah é? E como? E se eu tivesse em choque? E se eu não tivesse entendido os eu plano?
— Porque sabemos que a única pessoa que tem o direito, e um ou outro motivo para atirar em mim, é você. E você nunca deixaria alguém te tirar esse direito — Steve deu de ombros.
— Ele tem razão — Chin concordou. Ele a Kono lideravam os policiais que prendiam os bandidos e resgatavam os reféns.
— Você está me machucando — Nigel reclamou quando quando Kono apertou as algemas demais.
— Cala a boca, era para eu estar aproveitando o meu dia de folga. Mas por sua causa eu estou aqui em vez poder curtir meu dia de relaxamento — ela respondeu puxando o criminoso e o empurrando para outro policial. Ele mancava.
— Você ainda não se safou — Danny disse apontando para Steve, que sorriu aberto e abraçou o namorado.
— Você está bem mesmo? — Danny perguntou para a mãe.
— Sim, isso só foi um pouco intenso — ela respondeu.
— Eu poderia tentar te convencer que isso normalmente não acontece, mas comigo e com o Steve acontece muito, mais do que deveria — o filho suspirou — e você pai?
— Eu estou bem — o mais velho garantiu — escute, o que eu disse antes foi uma idiotice, eu nunca quis que você fosse como Matt.
— Tudo bem pai, depois conversamos, agora só preciso me certificar que está tudo certo, depois podemos buscar as crianças e irmos para minha casa, ok? — Danny perguntou e o pai concordou.
A confusão já tinha praticamente acabado, todos estavam do lado fora do restaurante onde todos os reféns estavam sendo avaliados pelas equipes médicas apenas por padrão, depoimentos estavam sendo pegos e a equipe de pericia estava analisando o local. Mas era apenas rotina e logo todos seriam dispensados.
— Já pegamos tudo, esse assalto na verdade era para disfarçar o homicídio de Tonya Sebastian, a mulher que vocês protegeram — Chin explicou indicou a mulher loira que estava em uma ambulância. Uma moça tinha chego e as duas estavam abraçadas chorando — Aquela é Rose Sebastian, filha da vitima. Tonya é dona de uma grande rede de joalherias e está se separando do marido Raul Jacken, que vai sair sem nada desse divórcio.
— Me deixa adivinhar — Danny suspirou — Raul mandou matar Tonya para ficar com todo o dinheiro.
— De acordo com os criminosos, Raul detalhou a rotina para eles e avisou que ela estaria aqui hoje em um almoço de negócios. Então armaram o assalto como distração. Eles iriam escapar para a marina, onde tinha um barco esperando por eles, mas Kono e eu já mandamos prender.
— Bom trabalho Chin — Steve disse batendo no ombro do amigo.
— Irmão, como agradecimento, vocês poderiam tentar não se matar nas próximas horas? E, como eu trabalhei hoje, quero outro dia de folga.
— Eu também — Kono gritou passando por eles.
Danny até iria fazer alguma piada, mas seu celular tocou. Quando ele viu o número de Grace, ele suspirou. Steve chegou mais perto, preocupado com a reação do namorado. Então ele viu quem estava ligando e tentou escapar, mas Danny foi mais rápido e o segurou pela camiseta.
— Oi princesa — o loiro falou tentando soar normal.
— Me diz que vocês não levaram o vovô e a vovó para almoçar em um restaurante chamado Azure!
— Nós não levamos seus avós para almoçar nesse restaurante — ele garantiu.
— Ah meu Deus, ainda bem — ela suspirou aliviada.
— Foi seu avô que quis vir e antes que você comece, Steve e eu éramos contra, seu avô que obrigou.
— Danno! — ela gritou exasperada — Não Serena, eu não quero chá... eu não acredito que vocês fizeram isso comigo, de novo... eu não vou tomar chá nenhum Serena! — Grace falava com o pai e com a amiga ao mesmo tempo.
— Filha, respira, o importante é que acabou tudo bem e ninguém se feriu — Danny disse calmamente, Steve cruzou os braços e levantou a sobrancelha, o loiro cerrou os olhos para ele.
— Serena pesquisa para mim quando é o próximo show do Niall Horan... não importa onde, só descobre onde serão os próximos, porque meus pais vão acabar me matando do coração e quero realizar pelo menos uma coisa da minha lista!
— Grace, você não está exagerando? — o loiro perguntou.
— Não! Ainda falta um ano para eu me formar, então é ou o show do Niall ou perder a virgindade!
— OK, compre ingressos para esse show e nós te levamos — Danny concordou — seu Papa paga.
— Pago o que? — Steve perguntou confuso.
— Ingressos para o show de um tal de Niall Horan — Danny respondeu.
— Por que?
— Porque Grace está brava conosco e disse que é isso ou perder a virgindade — o loiro disse como se aquele pensamento fosse tão terrível, que o assustava só de pronunciar.
— Vamos nesse show então — Steve concordou.
Depois de tudo resolvido, eles finalmente foram liberados, Steve deixou Danny e seus pais na casa deles e foi buscar as crianças. Eddie tinha se mantido quieto na maior tempo, enquanto Clara só conseguia dizer o quanto tudo aquilo tinha sido assustador e emocionante.
— Você fazem isso todos os dias? — ela perguntou.
— Eu queria te dizer que não, mas já passamos por coisas demais — Danny deu de ombros fazendo sanduiches.
No final eles não tinham almoçado direito e Steve proibiu Danny de cozinhar alguma coisa para comerem. Ele disse algo como "seus pais já foram mantidos reféns em um assalto, não precisam de uma intoxicação alimentar para piorar o dia".
Danny tinha achado um exagero da parte do namorado, mas também achou melhor não arriscar a saúde de ninguém. Por isso estavam fazendo sanduíches simples de peito de peru enquanto Steve não voltava com as crianças e com camarão do Kamekona.
— Filho, eu queria te dizer uma coisa — Eddie falou depois que Clara saiu para tomar um banho — Eu realmente quero me desculpar por tudo o que falei e como tenho agido.
— Tudo bem pai, todos nós estamos sob muito estresse.
— Não, não está tudo bem — o mais velho suspirou — Eu fico fingindo o tempo todo que estou bem, que não tem nada acontecendo e que consigo lidar com tudo, mas a verdade é que eu não posso. Depois que perdemos Matt fiquei com tanto medo de perder você e suas irmãs que acho que me tornei paranoico. Com Stella e Bridget é fácil, elas estão perto de mim, mas você mora tão longe. Em vez de tentar ficar mais próximo, eu apenas te afastei mais.
—Pai, eu te amo, mas eu preciso que aceite minhas decisões. Sei que seria muito mais fácil se morássemos todos no mesma cidade, como era antes. Mas minha vida está aqui agora e não vou abrir mão dela. Pela primeira vez eu me sinto completamente feliz. E eu gostaria de puder dividir essa felicidade com você, se você estiver pronto para isso.
— Eu estou, eu juro que estou. Vou fazer certo dessa vez. Fiquei com tanto medo de também te perder, que julguei tudo errado. Mas eu te vi hoje e entendi como você está mais confiante, que você sabe se proteger... que mesmo que para mim você sempre vá ser o meu menino, você é um homem adulto e um ótimo profissional. Tudo foi incrível, o jeito como perceberam o que aconteceria antes de ocorrer, a leitura que fizeram daqueles criminosos e as verdadeiras razões. Um mulher só voltou para casa hoje, porque vocês dois a salvaram. Sua mãe tem razão, vocês são heróis.
— Obrigado — Danny disse sem graça. Ele nunca soube lidar muito bem com elogios.
— Mas tem mais uma coisa. Eu vi o quanto você ama Steve e o quanto ele te ama. Aquele homem estava pronto para levar um tiro por você sem hesitar, ele agiu sem pensar apenas porque você foi ferido. O jeito que vocês se olham, como sempre sorriem um para outro, não tem outro nome a não ser amor — Eddie suspirou — Tudo que um pai mais quer é ver seu filho feliz e encontrar alguém que o ama de verdade. Steve McGarrett te ama com todas as suas forças e, pelo pouco que eu vi, enfrentaria o mundo por você e você por ele. Espero que vocês sejam felizes e que eu possa fazer parte disso.
— Você faz — Danny disse abraçando o pai.
— Vovô! — Charlie gritou entrando na casa e correndo para abraçar Eddie.
— Charlie! Grace — o homem disse feliz abraçando os netos — eu estava com tanta saudades.
— Trouxe camarão! — Steve avisou mostrando o grande saco de papel, mas nessa hora o cachorro veio correndo, sentindo cheiro da comida e ficou pulando em Steve — sai Eddie, pare!
— Espera — o Williams mais velho falou — qual o nome do cachorro?
Eu estava pensando: e se eu fizer um capítulo contando a versão da Grace? O que acham??
2/2
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