Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

|livro dois| quod puella

Kim Jisoo tinha dezesseis anos quando transou com o amigo do seu pai pela primeira vez.

Era um homem com poucas ambições, casamento aos frangalhos e cabelos brancos. Ele tinha muitos cabelos brancos, além de ser trinta anos mais velho que ela. Gozou tão rápido que Jisoo ao menos teve tempo de aproveitar o momento. Sim, foi um momento, pois Jisoo pediu muito a Deus aquela chance. Era apaixonada por ele desde os 13 anos, quando ralou o joelho na escola. O pai não pôde buscá-la e pediu ao casal de amigos para ir, eles a levaram para tomar sorvete e a deixaram ver filmes a tarde toda. Jisoo ficou obcecada pelo modo como o marido tratava a esposa, como a olhava e a tocava. Voltou para casa imaginando como seria bom ter um homem como ele.

O pai de Jisoo nunca foi amoroso. Era aspirante a pastor, mas nunca de fato conseguiu o necessário para ser um, o que não o impedia de agir como tal. Era rígido e prezava pela família de bem, cristã e tradicional, daquelas que a gente via por aí e pensava: como uma mulher se sujeitava a isso? Como conseguia ficar de cabeça baixa enquanto aquele homem gorducho e calvo dizia o que ela deveria ou não fazer?

Jisoo tinha dois irmãos mais velhos. A irmã desistiu da faculdade para seguir o caminho da mãe: casar e apanhar do marido, e o irmão seguiu o caminho do pai: casar e bater na mulher. Mas Jisoo não queria ser igual aos seus pais ou seus irmãos, ela sempre foi "para frente" como diziam as más línguas. Descobriu que era bonita quando notou a inquietação dos homens mais velhos com a sua presença e se aproveitou disso o máximo que pôde. Começou a usar um colar com uma cruz entre os seios e a fingir ser tão sexualmente ingênua que dava pena.

Os homens passaram a dar tudo que ela pedisse, até os mais velhos, os casados, os viúvos, os com voto de castidade... Jisoo gostava desse poder, mas era nova demais para perceber que ser usada por eles não era nada empoderador.

No ano que sua mãe se matou — um tiro na cabeça, com a espingarda do seu pai —, Jisoo se rebelou de vez. Ela sabia que a mãe não tinha coragem de tocar em uma arma e que seu pai tinha mais envolvimento nisso do que o pastor, a polícia e todas as malditas pessoas daquela cidade ousariam falar. A partir daí, começou a pular o muro da escola e fugir para a base naval da marinha, na costa sul. Jogava sinuca com os soldados e os deixava fazer com ela o que bem entendessem no fim da partida.

Noutras vezes, apenas se sentava nas arquibancadas do colégio, com as saias de prega acima do joelhos, camisa de botões amarrada na barriga e raiva daquela cidade. Era boa em bolar um baseado, fumava o dia inteiro.

Jisoo nunca teve amigas — elas tinham medo de se aproximar, de ficarem mal faladas também — e todos os caras que diziam ser seus amigos já a foderam em algum lugar da cidade.

Nas férias, começou a andar com os caras mais velhos que cursavam faculdade na capital e passavam o recesso com as famílias. Quase se sentiu feliz durante esses três meses. Eles a deram uma identidade falsa, a levavam para as festas ilegais que rolavam nos motéis da cidade e a fodiam até o amanhecer. Jisoo estava chapada demais para se importar. Talvez tenha passado todos os dias daqueles três meses assim, chapada demais para sentir qualquer coisa.

Achava que a igreja não tinha ferrado com a sua mente como ferrou com a da sua mãe, mas Jisoo estava errada. As duas eram submissas aos homens de jeitos diferentes, mas ainda sim, submissas.

Naquelas férias, descobriu a magia da cocaína e também que, se quisesse sair dali, precisava ir para uma faculdade em Seul. Se não fosse essa súbita vontade de ir embora, teria se formado no ensino médio destinada a ser expulsa de casa, já que os boatos sobre a sua promiscuidade já rondavam a pequena cidade, ou engravidaria de um garoto da marinha, engravidaria de novo e de novo até acabar morta, como a sua mãe.

Foi uma luta fazer o pai deixá-la estudar, ainda mais música, mas Jisoo prometeu voltar e ajudar no coral da igreja. Ele e a nova esposa fizeram questão de levá-la para a faculdade, pareciam uma família feliz ao despedirem-se dela.

E no primeiro dia de estadia, enquanto capturava com o nariz o pozinho branco na pia do alojamento, conheceu Jennie Kim.

Foi a primeira vez na vida que alguém escolheu ficar ao seu lado sem que ela precisasse dar o seu corpo em troca.

𓁹

Jisoo abriu os olhos e fitou o teto do quarto por alguns minutos. Ela sabia onde estava cada coisinha ali, desde as bonecas de pano nas prateleiras, até a estante com livros que nunca leu. A mesa de estudos à esquerda, depois a porta do banheiro e a do closet. A direita, um sofá branco e a penteadeira; abaixo da janela, a cama de casal. Jisoo mentalizava tudo, depois sentava-se e, desanimada, constatava que estava certa. Nada tinha mudado, ainda estava na sua casa, presa naquela cidade dos infernos.

Não que Jisoo quisesse voltar para Seul. Na verdade, fazia um esforço descomunal para não pensar no único semestre que viveu lá, nos seis meses intensos. De nada adiantaria lembrar, só doía ainda mais e seu pai foi categórico: ela só voltaria para a capital debaixo do cadáver dele.

Jisoo se levantou, tomou banho e comeu uma tigela de cereal encharcados de leite. Era doloroso mastigar condimentos sólidos, então sua dieta era líquida. Às nove, o médico da cidade passou para ver como ela estava. Jisoo tentou seduzi-lo a princípio, mas aparentemente a cicatriz entre os seus lábios não atraía em nada os homens. Foi por isso que passou a usar uma máscara cirúrgica, mesmo que ninguém daquela cidade usasse. O ar lá sempre foi límpido, mas todos sabiam porque a filha dos Kim a usava: estava desfigurada.

Quando Jisoo queria ir para um lugar diferente, esperava anoitecer e partia para a base da marinha.

Ficava ao sul, no centro naval de Badaui Yeosin, encoberto por grandes montanhas e um mar desértico. Durante a noite, os cabos iam para um bar na beira da estrada. A pequena construção caindo aos pedaços vivia cheia de caminhoneiros, soldados rasos e prostitutas. Alguns homens da cidade a frequentavam de vez em quanto atrás de sexo fácil, eram reconhecidos pelo chapéu que tapava metade do rosto em uma tentativa falha de se esconderem.

Quando Jisoo chegou, o bar estava lotado. O burburinho ultrapassava os cantos de um homem no palanque improvisado. A música era tão velha que seus pais a cantavam na adolescência. Jisoo esgueirou-se entre os velhos e suas prostitutas e sentou-se em uma banqueta de frente ao balcão.

— Olá querida, você por aqui de novo? — a senhora disse com uma voz açucarada, enquanto enchia a caneca de Jisoo com uma cerveja barata.

— Vim matar a saudade da senhora... — respondeu em uma risada. Abaixou a máscara o suficiente para sorver uma boa quantidade da bebida. Estava em busca daquela sensação boa do álcool, aquela embriaguez leve. — E como anda o velho Hoon?

A senhora bufou, limpando o balcão com um pano puído.

— Esperando que a morte seja gentil com ele, meu bem.

Ao voltar com a caneta para o balcão, Jisoo ouviu uma voz masculina atrás de si.

— Quero o mesmo que o dela — a voz disse para a senhora.

Virou-se, observando o homem senta-se na banqueta ao seu lado. Logo de cara, percebeu que ele não era dali. Os homens da cidade, até os mais novos e os marinheiros — principalmente os marinheiros — fediam a suor e maresia. Eles não se importavam em cortar os cabelos e os que se importavam cortavam em casa. Vestiam jeans desgastados, camisa de botões e botas, às vezes tênis. Mas aquele homem tinha os cabelos platinados em um haircut e orelhas furadas.

Ele lançou-lhe uma piscadinha, como se soubesse algo que ela não sabia, e manteve o sorriso esperto no rosto. Exalava um cheiro bom, como se tivesse acabado de tomar banho. Se Jisoo se aproximasse um pouco mais, sentiria o cheiro da loção pós barba.

Sentiu-se desarrumada perto dele, podia ter escolhido um vestido melhor, dos que usava em Seul, e podia ter lavado os cabelos e não os amarrado em um rabo de cavalo.

A senhora entregou a caneca de cerveja ao homem, ele bebeu um longo gole.

— É novo aqui? — perguntou Jisoo.

Ele riu. Parecia ser o tipo de garoto que te fazia rir e, quando você menos esperava, estava em sua cama.

— É tão visível assim? — perguntou ele.

Foi a vez de Jisoo soltar um riso.

— Bem, olhe ao seu redor.

Ele realmente observou ao seu redor.

— É, acho que você tem razão. — Ao parar o olhar em Jisoo, franziu o cenho. — Está gripada?

Jisoo demorou segundos para entender que ele perguntava aquilo por causa da máscara que ela usava.

— Não, não... — respondeu acanhada. — Estou me recuperando de um acidente.

Ele arqueou as sobrancelhas.

— De carro?

Jisoo o analisou de cima a baixo. Ele possuía uma ousadia nata que a lembrou de alguém conhecido.

— Você é muito intrometido, sabia? — balbuciou.

Ele riu, como se já tivesse ouvido aquilo muitas vezes antes, e jogou os cabelos platinados para trás. Era bonito de um jeito diferente. Seu corpo era esguio, nem muito musculoso e nem muito magro. Jisoo gostava assim.

— Está esperando alguém? — perguntou ele.

Jisoo levantou uma sobrancelha.

— Por que a pergunta?

— Você mesmo disse, sou intrometido — devolveu ele.

Os dois riram. O bar estava mais cheio agora, mas ela ao menos percebeu o movimento. Era uma daquelas ocasiões onde a pessoa se mostrava ser tão interessante que não necessariamente precisavam estar em um lugar reservado.

— Aposto que você quer me comer... — disse por fim e, lembrando da sua cerveja quente, virou-se de costas, abaixou a máscara e deu um gole. Tudo o que mais queria era fumar, mas não podia, eram ordens médicas e Jisoo não queria voltar ao hospital. Ela virou-se para ele novamente, ajeitando a máscara no rosto. — Não me leve a mal, você é bonito, mas ainda não estou bêbada o suficiente.

O semblante dele ficou preocupado.

— Faz isso muitas vezes? — Apontou para a caneca de cerveja. — Digo, beber para transar?

—Não é assim que as coisas funcionam?

— Essa é uma pergunta genuína ou...?

Os dois se entreolharam até caírem na gargalhada. O maxilar de Jisoo doeu um pouco, mas ela não ligou. Tinha tanto tempo que não ria.

— Não, não se preocupe, Jisoo. Não vou me aproveitar de você — frisou ele.

Preparou-se para dar uma resposta petulante, no entanto, uma dúvida cruzou a sua mente.

— Como sabe o meu nome?

Não se lembrava de ter falado, nem a senhora sabia. Jisoo era a eterna "menina dos Kim", como era praxe em cidade pequena. Mas ele não respondeu a sua pergunta, tomou o último gole da cerveja e se levantou.

— Que tal saímos daqui?

𓁹

A praia ficava linda à noite, a lua cheia tomava o céu e lançava um filtro azul ao lugar. As ondas cortavam a costa com um som ardente, chocando-se contra as rochas, e a maré estava tão baixa que a praia até parecia segura. A marinha desaconselhava banhistas naquela área, mas de vez em quando alguém insistia em nadar e acabava desaparecendo.

Eles tiraram os sapatos e adentraram a água, mal batiam em seus calcanhares. Queriam chegar a uma rocha um pouco mais a frente. Em um dia comum, estaria submersa em água, mas naquela noite estava fácil acesso. Ele subiu primeiro e a ajudou a subir, porém, o vento forte levou a máscara de Jisoo. Um pânico tomou conta dela. Sua beleza sempre a deu confiança, mas agora não tinha nada.

No entanto, ele não pareceu surpreso e nem perguntou sobre a cicatriz, era como se não tivesse nada de errado com o rosto dela. Então Jisoo se esqueceu também.

Os dois sentaram-se lado a lado e observaram a água chocar-se na rocha, molhando os pés descalços.

— É tão bonito, não é? — sussurrou ele.

— É sim — concordou Jisoo, com um sorriso casto no rosto. — Quando era mais nova, costumava sentar aqui e me imaginar em outro lugar. De preferência bem longe.

Ele a encarou, confuso.

— O que há de errado com a cidade?

Era melhor responder o que não havia de errado naquela cidade. Jisoo riu, sem graça.

— Não está aqui tempo o suficiente para perceber, não é?

Ele assentiu com a cabeça, os fios claros seguiram o movimento. Pareciam ser tão macios.

— Cheguei hoje. — Ao ver o semblante em choque de Jisoo, ele acrescentou. — Estou falando sério.

Ninguém iria de boa vontade pra lá, só quem possuía parentes ou foi mudado de posto pela marinha. Jisoo o analisou melhor, ele não parecia ter parentes na cidade e nem ser da marinha.

— E o que te trouxe a esse fim de mundo? —perguntou.

Sem nem piscar, ele respondeu:

— Você.

Jisoo sabia que era brincadeira, mas por um momento pareceu verdade. Ele disse aquilo de maneira tão séria que ela se obrigou a rir, pra não parecer boba.

— Ah, por favor! Acha mesmo que vou cair nisso?

Ele também riu, mas não tinha graça nenhuma na sua risada.

— Se eu te disser o motivo real que me trouxe até aqui, vou ter que te matar agora. Não quero fazer isso ainda, você parece ser uma pessoa agradável.

Jisoo gargalhou, ele tinha um humor mórbido encantador. Não iria mentir, sentiu medo por alguns segundos, mas gostava da sensação de perigo. Antigamente, aceitava sair com desconhecidos só para sentir isso, a sensação de morte iminente.

Adrenalina sempre foi uma droga, de todo modo.

— É casado? — perguntou ela. A resposta estava ali, no dedo anelar dele, mas quis ouvi-lo dizer. — Por que se for, não tem problema. Eu sei guardar segredos — emendou, para tranquilizá-lo.

Ele olhou para as mãos, rodando o anel no anelar.

— Sei que é difícil acreditar, mas eu não sou casado. Só uso o anel para parecer mais responsável. Meus pacientes são mais velhos e possuem um pouco de reticência quando veem um médico com uma carinha tão nova e bonita assim.

Ele lançou-lhe uma piscadinha quando Jisoo o empurrou fraco.

— Você veio ao lugar certo. Aqui só tem velho. Você vai bombar!

— Já disse, vim aqui por sua causa — afirmou ele, deitando-se na pedra.

— Aham e eu sou a Cinderela — retrucou, deitando-se ao lado dele. Flexionou os joelhos para que o vestido descesse e evidenciasse suas coxas pálidas ao luar. Esperava que ele olhasse, mas o homem estava perdido em pensamentos, com as mãos repousadas atrás da cabeça.

— É bom conversar com alguém que não é daqui, sabe? — confessou Jisoo. — Parece que as pessoas dessa cidade estão presas no tempo. Parecem robôs, é... estranho. Você é diferente.

Ele desprendeu os olhos do céu e parou nela. O rosto dele foi tomado por uma escuridão densa, que realçava o maxilar e o vinco nas bochechas.

— Você nem sabe o meu nome, Jisoo. Posso ser um assassino, já pensou na possibilidade? Posso te matar aqui mesmo e nunca vão achar o seu corpo... — Ele aproximou-se de Jisoo, impondo o corpo acima do dela, e apertou o seu pescoço. — Sua mãe não te ensinou a não confiar em estranhos?

Jisoo sentiu uma raiva primitiva. Queria empurrá-lo. Quem ele pensava que era para dizer aquilo?

— Minha mãe está morta — sussurrou, sentindo o ar indo embora à medida que o aperto se intensificava.

Ele fitou o fundo dos seus olhos e a soltou. Estavam tão próximos que as respirações se mesclavam.

— A minha também está morta. Eu a matei — confessou ele.

Jisoo soltou um riso, o humor mórbido atacava novamente.

—Você vai ter que se esforçar mais se quiser me assustar — sussurrou.

Ele enfim sorriu, o que a deixou aliviada. Aproveitou a oportunidade para abrir as pernas, então ele se ajeitou melhor acima dela.

— Tem irmãos?

— Uma irmã. Somos irmãos e primos ao mesmo tempo — respondeu ele.

Jisoo franziu o cenho.

— Como...?

Ele soltou um riso amargo.

— É uma história complicada, mas em resumo: minha mãe e meu pai tiveram um caso, eles eram irmãos. A família, para evitar o escândalo, me deu para o meu pai e arrumou um casamento para a minha mãe. Ela casou novamente e teve a minha irmã.

Jisoo envolveu os braços na nuca dele. Era um escândalo e tanto.

— Não vai me dizer que matou a sua irmã também?

— Não matei, mas quero muito — respondeu ele, simplista. — Admito que já tentei várias e várias vezes. Mas algo me impede de completar a ação.

Jisoo deu de ombros.

— Ela é sua, no fim das contas. Tem o mesmo sangue que o seu...

O que queria dizer era algo muito mais inocente do que ele pensou, mas esse assunto se perdeu segundos depois. Jisoo estava sentindo suas coxas molhadas ao passo que as mãos dele apertavam a sua cintura, mas antes, precisava perguntar.

— Por que não me diz o seu nome?

— Por que quer saber? — devolveu ele, com uma sobrancelha arqueada.

— Não quero ficar com a consciência pesada por transar com um cara que nem sei o nome. Você pode inventar um, eu não ligo.

Ele parou para pensar. Jisoo queria logo partir para a ação, seria bom transar ali, com a brisa salgada e o som do mar.

— Invente um para mim — pediu ele.

— Okay, qual a inicial do seu nome?

— B — disse ele.

Os olhos de Jisoo se apertaram enquanto pensava. Ele esperou pacientemente.

— Byeon? — tentou.

Ele riu.

— Um nome não coreano, por favor.

— Ah, eu sabia! Por causa do sotaque. Você é tailandês, não é? — exclamou Jisoo, ele assentiu com a cabeça. — Eu tinha uma professora tailandesa, ela tinha o mesmo sotaque que o seu!

O sorriso de Jisoo foi morrendo aos poucos, porque ele ficou sério de uma hora para outra. Às vezes ela dizia algo ofensivo ou sem noção sem querer. Jennie sempre a alertava sobre isso.

— Eu falei demais? — perguntou temerosa.

Ele balançou a cabeça em negação.

— Não, não é isso.

Menos mal. Jisoo estava ansiosa pois finalmente poderia perguntar.

— Quer me comer agora?

E ele quis.

𓁹

Jisoo bateu a porta do carro ao sair, ajeitando a saia do vestido. Quando olhou para trás, para o carro que, devagar, ia embora, cruzou com o sorriso dele por uma fração de segundos.

Antes de sumir de vista, ele pressionou o indicador nos lábios e Jisoo imitou o gesto. É claro que manteria segredo, teve uma ótima noite e, se fosse boazinha e não contasse para ninguém, poderia ter outra de novo. Ela contou tudo a ele, contou sobre a faculdade, sobre o histórico de Jennie, sobre Lisa, até sobre Woozi, mas foi esperta em esconder algumas coisas. Ele ficou tão atento ao que ela dizia, nenhum homem se interessou tanto pelo que Jisoo tinha para dizer.

Ela se sentia mais leve agora.

Observou o carro cruzar o horizonte, com a certeza de que ele voltaria mais vezes.

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro