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Os seus motivos

Edgar rapidamente agarrou o corpo de sua filha e o carregou até o quarto da garota. Chegando lá, ele a depositou em sua cama e em seguida, trancou-a.

Ele caminhou com passos lentos até a sala se estar, sentou-se em sua poltrona e em seguida encheu um copo com whiskey.

"Eles merecem... Eles merecem..." Pensou.

Afinal, ele não iria apenas acabar com a vida de meras pessoas e sim, automaticamente, cometer suícidio.

Já que, quando suas bombas explodissem, ele ainda estaria lá. Porém, não se preocupava com isto: já havia colocado o seu irmão na cadeia, abalado o casamento do mesmo com a história da verdadeira paternidade se Lica e agora apenas restava dar um fim naquelas pessoas que o tratou como um incapaz para dirigir uma escola e sem dúvidas, desejava com todo o seu ser que seu pai ainda estivesse vivo para morrer junto a todos aqueles traidores.

Ele não se importava em morrer, afinal, a sua vida sempre fora uma merda... Uma esposa que não o amava, uma filha que não era dele, um irmão que sempre o atrapalhou e ainda fora classificado como louco apenas por possuir o tal chamado transtorno de bipolaridade que, em tempos o deixava depressivo e em outros, obscecado em superar as pessoas. Desde que os sintomas desta doença se fizeram presente, ele havia percebido que Luís sempre fora mais querido e do que ele: por seus pais, professores e até amigos já que, até todos eles lhes achava instável e incapaz de fazer certas coisas.

Ou seja: a partir do momento que percebeu isto, prometeu a si mesmo que o superaria e se vingaria de todos que o desvalorizou custe o que custar...

Edgar então se levantou e, com o seu plano em mente, onde nada poderia dar errado, pegou as chaves de seu carro e saiu de sua casa, rumo a reunião que estava quase prestes a acontecer.

Samantha se encontrava na delegacia na qual Marta e Luís estavam encarceirados. Após presenciar a atitude de Edgar e ouvir todas as coisas que Lica havia dito, resolveu tirar a história a limpo.

Em seguida, Breno, o advogado dos dois, a chamou para finalmente a garota ver a sua "mãe e padrasto".

Ela entrou em uma pequena sala onde ao canto, era supervisionada por dois policiais. Derrepente, Marta e Luís surgiram de outra porta que havia no aposento.

Ambos estavam trajados com as mesmas roupas que estavam no dia anterior, porém com uma espressão cansada e um tanto quanto abatida.

- Eu vim aqui para escutar a versão de vocês. - Falou assim que os adultos se sentaram em frente a ela na mesa que havia ali. - A Lica me disse que você falou que tudo era culpa do Edgar e que... Ele é um louco!

- E é.... Ele fez alguma coisa com a Lica?! - Luís perguntou preocupado.

- Quase... - Respondeu porém ao ver os rostos assustados dos dois, adicionou. - Mas está tudo bem! A Malu chegou a tempo... Nossa mãe, eu não sabia que agora você se preocupava com a Lica! - Falou após ter percebido a reação de alivio da mulher.

- Eu pensava que ela estava envolvida também com o plano daquele imbecil! Mas vendo que ela está também nos ajudando... Acabei mudando de ideia... - Explicou cabisbaixa por provavelmente sentir vergonha das vezes nas quais a tratou mal.

- Plano? Que plano?

- Eu e a sua mãe já estávamos desconfiados de que o Edgar estava planejando algo contra nós e, a cada atitude suspeita dele, pensávamos que era contra nós... - Luís a respondeu.

- Mas e esses papeis? 

- São forjados. - Marta disse. - Um amigo nosso, que queria nos ajudar, tentou a todo custo saber o que o Edgar estava planejando, e então, com a ajuda de alguns de seus contatos, descobriu que ele havia forjado alguns documentos em nosso nome e os tinha plantado na escola!

- E vocês sabiam onde estavam?

- Ele havia nos dito há uns dias atrás mesmo que, no dia em que você e a Lica haviam entrado na escola, ele se aproveitou e depositou os papeis junto a outros nossos!  - Luís falou.

- E por que não tiraram? Digo, se eram tão comprometedores assim, não deveriam estar ali! - Sam disse, afinal, aquilo era muita burrice dos dois!

- E retiramos! Porém parece que ele havia deixado umas cópias alí mesmo que não percebemos...

- E agora? - Sam perguntou desperançosa.

- Eu não sei Samantha... Eu não sei... - Marta disse novamente cabisbaixa.

- Mas eu sei! - O advogado de ambos surgiu na sala. - Acabei de descobrir que vocês podem irem embora daqui!

- Então já fomos inocentados? - Marta perguntou levantando-se esperançosa.

- Sim! Foi descoberto finalmente a armação do seu irmão Luís!

- Finalmente a justiça vai ser feita! - Luís exclamou.

Derrepente, o celular de Samantha tocou e assim que a mesma visualizou o nome de Lica na tela, não hesitou em atender.

- Lica?

- Sam! Você tem que me ajudar...

- Lica, o Luís e a Marta foram inocentados! - A garota exclamou a interrompendo, porém, ao não perceber a comemoração da garota, preocupou-se. - O que aconteceu? - Perguntou já prevendo que nada estava bem.

- O Edgar ele... Ele bateu a minha nuca na parede e eu desmaiei!

- O QUE?!

- O que ouve Sam? - Luís perguntou preocupado, porém a castanha não o escutou.

- Esse não é o problema Sam! Ele vai matar todos, todos que vão estar na reunião de posse dele! - Explicou ofegante.

- Como assim matar?! - Sam gritou e, percebendo os olhares de Marta, Luís e todos os presentes, tratou de explicar:

"O Edgar vai matar todo mundo!"

E antes de parar para ver a reação de todos, tratou de voltar a falar com Lica.

- Como ele vai fazer isso?!

- Bombas! Ele instalou bombas na escola! - Explicou. - Vocês precisam fazer algo!

- E vamos fazer! - Falou. - Vamos para a escola e chamaremos a polícia!

- Okay. E no meu caso, eu dou o meu jeito! - Lica disse e, sem esperar uma resposta de Samantha, desligou o celular.

••••••

Mil desculpas por não ter publicado ontem! Acabou que quando fui escrever, estava muito em cima da hora!

Porém, mais tarde, escreverei o capítulo de hoje e postarei em seguida!

Até!

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