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𝟙𝟛 - 𝕆 𝕢𝕦𝕖 𝕒𝕔𝕠𝕟𝕥𝕖𝕔𝕖 𝕖𝕞 𝕍𝕖𝕘𝕒𝕤, 𝕗𝕚𝕔𝕒 𝕖𝕞 𝕍𝕖𝕘𝕒𝕤

- HATHAWAY -

O CÍRCULO

CAPÍTULO TREZE

O que acontece em Vegas, fica em Vegas

"Gosto do meu pensamento de como dormir ao lado de alguém significa mais do que sexo às vezes, uma maneira do corpo de dizer "Eu confio que você esteja ao meu lado no meu momento mais vulnerável", você não tem defesas quando está dormindo, você não conta nenhuma mentira."

Rafael Kyuban

Jimin parou no caminho pra me comprar uma bolsa dourada, coloquei tudo o que estava na mochila dentro dela e Jimin se livrou da mochila logo depois. Caminhamos lado a lado nas calçadas deslumbrante de Las Vegas enquanto eu apreciava a vista dos luxuosos carros estacionados próximo do meio fio.

A entrada do Caesars Palace estava lotada. Não aquele tipo de lotação que todos se amontoam pra entrar, mas um aglomerado de pessoas que esbanjam dinheiro socializando entre si com seus sapatos caros enquanto esperavam sua vez de entrar.

No caminho para o edifício haviam diversas fontes com pegasus de pedra decorando o lugar, as diversas luzes arrumadas estrategicamente pelo pátio davam um ar aristocrático para o lugar, deixando toda a entrada do hotel com a cara da riqueza.

Passamos pelas fitas vermelhas e os olhares começaram a se acumular em nós dois a medida que avançavamos pelo lado da fila sem parar para esperar a nossa vez. Jimin passou a mão na minha de leve no momento em que percebeu meu nervosismo.

Ao chegarmos nas portas do hotel, nós dois fizemos uma reverência pomposa para a mulher que estava liberando a entrada das pessoas e Jimin sorriu seu sorriso galanteador pra ela antes de falar com autoridade.

— Park Jimin, sou membro do clube do térreo. Esta aqui é Ava Wilson, minha acompanhante. — Quando ouviu o nome de Jimin, o rosto da mulher mudou totalmente e ela se apressou para registrar nossa entrada no sistema, depois fez uma reverência para nós dois.

— Sejam muito bem vindos, espero que tenham uma ótima noite. — Jimin curvou a cabeça em agradecimento.

— Agradeço a cordialidade. — Jimin educadamente me ajudou a subir os poucos degraus por causa do salto que eu estava usando e depois colocou minha mão de volta no seu braço.

— Por que não ficamos na fila? — Perguntei para Jimin enquanto mantinha o sorriso no rosto, muitos dos que passavam por nós nos cumprimentavam.

— É um dos privilégios que os membros dos clubes mais restritos têm. Eu construí minha reputação neste lugar em pouquíssimos anos, tenho que aproveitar enquanto as pessoas não começam a se perguntar o motivo de eu não envelhecer. — Entramos em um elevador espelhado e Jimin apertou o botão do último andar.

Um sensor se acendeu do lado do teclado numérico, Jimin tirou um crachá do bolso e passou no sensor, depois o elevador começou a se mover.

Deve ser o passe dele de membro.

— Fica alguns anos sem vir e depois volta com outro nome? — Perguntei e Jimin sorriu.

— Sim, mas sempre uso o sobrenome Park. Você deu sorte de estar vindo comigo em uma das minhas eras como Park Jimin. — Ele virou de frente pra mim e prendeu uma das mechas loiras que estavam em meu rosto atrás de minha orelha. — Eu deveria ter comprado brincos pra você antes de virmos, mas esse vestido me deixou tão embasbacado que eu nem me lembrei.

— Tudo bem, não sou tão fã de brincos. — Jimin deu um passo pra trás e se escorou na parede do elevador enquanto colocava as mãos no bolso da calça social.

— Eu sou. — Ele deu de ombros. — Mas você realmente não precisa deles.

Andei os dois últimos passos que faltavam até Jimin e me encostei na parede espelhada ao seu lado. Ele virou o rosto pra me enxergar melhor e eu curvei a cabeça na parede enquanto o olhava.

— Já trouxe alguma acompanhante com você antes? — Jimin estendeu a mão pra frente e começou a brincar com a letra J do meu colar.

— Poucas vezes, mas já. Não gosto tanto de trazê-las pro Cassino porque eu acabo não dando tanta atenção, e eu gosto de dar atenção pra quem está comigo, independente de quem seja. Mas em todos os meus anos de jogo você é a primeira guardiã que eu trago. — Ele soltou o pingente e olhou em meus olhos, eu nunca iria me acostumar com aquelas íris violetas.

— Jimin?

— Sim?

— Como deixo de me sentir culpada por cogitar estar com outros caras depois de Jungkook? — Ele pensou um pouco, depois me devolveu outra pergunta.

— Ainda acredita que estaria traindo ele de alguma forma? — Eu neguei.

— Essa é a questão, me sinto culpada por não sentir mais que o estaria traindo. — Ele assentiu pensativo.

— Jungkook foi o único homem com quem você esteve, não é? — Eu assenti. — Por isso você se sente assim. Ava, você nunca vai perder o medo de fazer algo errado, isso é intrínseco a nós. Você teve uma mudança absurda daquela garota insegura que chegou no Círculo pra Ava Wilson que eu conheço hoje, mas você ainda se priva de muita coisa por causa de um medo infundado. Se permita e finja que essa é uma outra reencarnação sua.

— Como assim? — Eu perguntei e as portas do elevador abriram. Jimin envolveu o braço no meu respondeu enquanto caminhavamos.

— Você não se sentiria culpada de não estar mais com Jungkook se tivesse reencarnado como outra pessoa. A única diferença da reencarnação pro trabalho como guardiã é que aqui você ainda tem as memórias da sua última vida na Terra, mas você ganhou uma vida nova e não pode se sentir nem um pouco culpada por vivê-la.

As vezes eu esqueço que Jimin não tem a idade que aparenta. Absorvi suas palavras e aceitei elas como conselho de vida, então deixei que o ambiente e o barulho de caça níqueis levasse embora todas as minhas dúvidas e me permiti aproveitar a noite sem reservas.

O Caesars Palace é um hotel hiper luxuoso que abriga o maior Cassino de Las Vegas. Bem na frente do complexo tem um lago enorme que dá um show de luzes com seus jatos de água durante a noite, espero conseguir encher o saco do Jimin pra gente assistir antes de voltar pro Círculo.

— Vamos aquecer um pouquinho? — Jimin perguntou mais pra si mesmo do que pra ter uma resposta minha. — Precisamos de fichas, depois nós dois vamos dar um pulo em um jogo de blackjack.

— Blackjack? — Perguntei sem entender nada da linguagem de jogos do Cassino. Caminhamos até um posto de câmbio pra Jimin trocar dinheiro por fichas, ele me respondeu enquanto fazia a transação.

— É conhecido como 21. Nós vamos jogar contra o Dealer, conseguir um blackjack é fazer com que a soma das cartas dê 21, daí só outro blackjack pode te tirar do pódio. Se as cartas passarem de 21 o jogador perde automaticamente, a maior mão da rodada vence.

Acho que entendi, mas tenho certeza que vou me perder no conceito quando ver Jimin jogando.

— O senhor quer que eu divida esse valor em quais fichas? —  A mulher do câmbio perguntou para Jimin.

— Quero setenta fichas laranjas e sessenta roxas. — Ela assentiu, cutuquei Jimin na cintura até que ele olhasse pra mim.

— Quanto valem essas fichas? — Ele sorriu como quem estava prestes a aprontar.

— Ao todo eu converti cem mil dólares. — Meu queixo caiu e Jimin gargalhou da minha cara enquanto pegava uma bolsa preta com as fichas que ele acabou de trocar.

— Jimin do céu, isso é muito dinheiro!! — Ele segurou minha mão e nos afastamos do posto de troca.

— Relaxe Wilson, eu vou sair daqui com no mínimo o triplo desse valor. — Ele apontou para a mesa onde estava rolando o jogo de blackjack e nós caminhamos juntos pra lá. — Aliás, os bons jogadores ganham hospedagem grátis, você quer voltar pro Círculo ou quer dormir aqui?

— Nesse hotel? — Perguntei com os olhos brilhando, podem me julgar a vontade, mas esse hotel é um colírio para os olhos e, quando eu era humana, venderia um rim pra ter a chance de passar pelo menos uma noite nele.

— Nós podemos dormir aqui hoje e voltar pro Círculo pela manhã pra pegar as missões, se não treinarmos dá pra levantar um pouquinho mais tarde. — Eu sorri, e meu sorriso respondeu a pergunta de Jimin, porque ele passou a mão pela minha cintura e me puxou pra perto da mesa de jogos sem nem esperar eu falar nada.

— Olha quem voltou! O pupilo da família Park... Como vai seu pai, garoto? — Um homem com bigode e cavanhaque tirou o charuto da boca pra cumprimentar meu mentor.

Jimin ofereceu a cadeira dele pra eu me sentar e ficou parado atrás de mim com as mãos em meus ombros.

— Meu pai está aproveitando a aposentadoria dele em Busan, mas eu estou por aqui pra continuar os negócios da família. — Jimin acenou para o dealer e ele começou a embaralhar as cartas.

— Os Park sempre foram ótimos jogadores aqui em Vegas. — O cara do cavanhaque apontou pra um homem mais velho que nos encarava por cima dos óculos. — Já conhece Jimin, Homero?

— Creio que não. — O tal Homero se aproximou de nós e estendeu a mão para Jimin, ele estava vestido com um terno azul marinho e a barriga fazia com que alguns botões da camisa social ficassem repuxados.

Jimin apertou a mão dele com firmeza.

— É um prazer conhecê-lo, senhor. — Jimin voltou com sua mão de volta para o lugar dela em meus ombros. — Deixe-me apresentar-lhe minha querida amiga Ava Wilson.

Homero tomou minha mão e a beijou, o homem do cavanhaque levantou uma sobrancelha.

— Amiga? Não uma acompanhante? — Ele me olhava com um leve interesse após ouvir a palavra "amiga" sair dos lábios de Jimin.

— Nada de acompanhantes hoje, Garret. Ava é uma amiga muito querida e eu a trouxe pra conhecer um pouco de Vegas.

Garret se aproximou de mim e também beijou minha mão.

— De onde você vem, cara senhorita Wilson? — Imitei o sorriso destruidor de Jimin e usei minha voz mais doce.

— Sou australiana, nasci em Sydney. — Ele assentiu, satisfeito com a minha resposta.

— Ouso dizer que a senhorita está deslumbrante. — Garret me deu um sorriso que devia ser insinuante, mas ele errou feio.

— Ela é linda mesmo, não é? — Jimin comentou e virou-se para o dealer. — Podemos começar?

Garret e Homero se sentaram nas outras duas cadeiras, Jimin permaneceu de pé, o dealer me encarava explícitamente e eu não fazia ideia do motivo.

— Senhorita, precisamos que todos os jogadores se sentem ao redor da mesa. — Antes que eu pudesse pensar em uma resposta Jimin tomou a frente.

— Não vou deixar que Ava fique de pé todo o tempo do jogo com esses saltos, a não ser que consigam uma cadeira pra ela, não me importo de jogar daqui mesmo de onde estou. — O dealer encarou Jimin um pouco constrangido.

— Mas... Os jogadores...

— Então deixe que a garota jogue. — Homero interrompeu. — Alguns zeros a menos na sua conta gorda não vão fazer diferença.

— Tudo bem, então. — Jimin falou atrás de mim, virei pra ele assustada.

— Você não quer mesmo que eu jogue, quer? Vou tacar seu dinheiro no lixo, Jimin! — As cartas começaram a ser distribuídas e meu olhar mudou de susto pra pavor, Jimin apenas riu.

— Vou ajudar você, não se preocupe. — Ele abriu a bolsa preta e colocou seis fichas em cima da mesa. — Ava vai começar com o valor de seis fichas laranjas, qual a aposta de vocês?

Peguei as cartas e os outros fizeram o mesmo, Garret foi o próximo a colocar as fichas na mesa.

— Eu cubro.

— Também vou cobrir. — Homero empurrou seis fichas laranjas pro centro da mesa.

Fiz sinal pra Jimin abaixar e perguntei baixinho.

— Quanto vale cada ficha?

Ele virou o rosto e sussurou em meu ouvido.

— Cada ficha laranja vale mil dólares. — Então voltou pra sua pose relaxada atrás de mim como se o destino de seis mil dólares não estivesse nas mãos da minha sorte em um jogo de cartas que eu nunca joguei.

[...]

Participei de cinco jogadas seguidas de blackjack até Jimin decidir que já tinha perdido dinheiro demais, quando me levantei da cadeira, os dois homens agradeceram.

— Acredito que não teríamos tanta sorte assim se fosse você jogando, não é Park? — Garret apertou a mão de Jimin em despedida.

— Talvez eu volte pra vocês ainda esse noite em busca de uma revanche. — Jimin o cumprimentou sorrindo, Homero beijou minha mão novamente e Garret fez o mesmo após se afastar de Jimin.

— Foi um prazer, querida Ava. Espero que nos encontremos novamente em breve. — Curvei a cabeça.

— O prazer foi todo meu, senhor. — Garret sorriu e saiu andando com Homero.

Virei para Jimin com dor no olhar quando eles já estavam longe.

— Jimin... — Falei com uma voz sofrida enquanto agarrava a manga de sua camisa. — Eu perdi quarenta e cinco mil dólares! Por que você deixou?

— É super excitante te assistir jogando, quarenta e cinco fichas foram um preço pequeno a pagar. — Abri a boca embasbacada com o ultrage daquele garoto, ele envolveu meu braço no dele de novo e me conduziu pelo cassino. — Agora você vai me assistir jogar pôquer, é sempre nos jogos de pôquer que eu recupero meu dinheiro.

Uma mesa enorme com diversos jogadores nos aguardava no lado direito do salão, antes de nos misturarmos de fato com os jogadores Jimin me puxou pra um canto.

— O que foi? — Arrumei a echarpe de Jimin que estava torta e ele passou a mão nos cabelos um pouco... Constrangido?

— Vou te fazer uma pergunta e preciso que seja sincera comigo.

— Claro. — Murmurei curiosa.

— Não quero te deixar em pé atrás de mim como um enfeite descartável, mas preciso sentar pra jogar dessa vez, você se importa de sentar no meu colo? — Franzi as sobrancelhas.

— Oi? — Ele estava realmente pedindo o que eu achava que ele estava pedindo?

— Sinceridade, Ava. Se não se sentir a vontade eu dou um jeito. — Eu me sentiria desconfortável em sentar no colo de Jimin? Talvez um pouco constrangida por estarmos em público, mas o ato em si, eu não me importava nem um pouco.

Isso me assustou pra um cacete, mas depois fez eu me sentir incrível.

— Posso fazer esse sacrifício por você. — O receio sumiu das feições de Jimin quando ele percebeu que eu estava brincando, então ele deu um meio sorriso provocante.

— Vou tentar manter minhas mãos quietas. — Eu ri e nós caminhamos até a mesa de pôquer, senti os olhares de todas aquelas pessoas que estavam se preparando pra jogar pousarem em mim e me permiti aceitar aquela atenção.

Quando Jimin cumprimentou a todos e se sentou, eu apenas me sentei em sua perna direita enquanto ele me acomodava e repousava sua mão respeitosamente em minha cintura. Os homens dali me olhavam com curiosidade, talvez tentando descobrir quem era a garota que Jimin tinha em tão alto conceito.

— Podemos começar, senhores? — Jimin batucou os dedos na mesa de pôquer enquanto esperava o dealer distribuir as cartas, quando todos já estavam com suas respectivas cartas na mão, o jogo começou.

A primeira aposta foi de dez fichas laranjas, havia dez jogadores na mesa, então o vencedor daquela rodada levaria cem mil dólares pra casa. Se em uma rodada já é possível conseguir tudo isso de dinheiro, não quero nem imaginar o tanto de dinheiro que Jimin tem com os aluguéis e sua fama invicta aqui no cassino.

O guardião mantinha as sobrancelhas sempre franzidas enquanto analisava as próprias cartas e as jogadas dos adversários, encostei mais meu corpo contra o dele e sussurrei em seu ouvido.

­— Tão fofo concentrado... — O canto de sua boca se ergueu e seus dedos em minha cintura começaram a se mover em círculos preguiçosos. Jimin terminou de analisar suas cartas e depois encostou as costas na cadeira em uma pose descontraída, seu braço envolveu minha cintura e me puxou mais pra perto.

— Vou dobrar a aposta. — Jimin empurrou mais dez fichas pro centro da mesa, os jogadores se entreolharam, ou ele estava convicto demais da sua vitória ou estava blefando. Tentei prestar atenção no jogo, mas as carícias suaves de Jimin voltaram e eu não conseguia pensar em outra coisa que não fosse os dedos dele me alisando por cima do tecido fino do vestido.

Sete dos outros jogadores dobraram a aposta também, agora cento e setenta mil dólares estavam no centro da mesa como prêmio para o vencedor da jogada, como esperado, Jimin venceu o jogo e recolheu as fichas.

— Champanhe, senhores? — Uma mulher se aproximou com uma bandeja cheia de taças de champanhe, Jimin pegou uma e me entregou, depois pegou outra pra ele.

Os outros se serviram também.

— Um belo jogo, Park Jimin. — O mais velho dos jogadores ergueu a taça parabenizando Jimin pelo pôquer e depois tomou um gole da sua bebida. O dealer voltou a embaralhar as cartas e eu toquei minha taça na de Jimin em um drink, ele sorriu e tomou o champanhe olhando dentro dos meus olhos, foi como se todo o ambiente ao redor tivesse sumido e eu apenas tivesse os olhos violetas do guardião vidrados nos meus.

Tomei meu champanhe me sentindo quente de repente.

— Que tal outra partida? — Jimin ofereceu, os jogadores aceitaram e eu me levantei de seu colo. Ele me olhou sem entender.

— Vou dar uma volta, se divirta! ­— Sorri tentando convencer ele a me deixar sozinha alguns minutos, depois de relutar consigo mesmo ele permitiu.

— Esperarei você aqui. — Jimin apertou minha mão em despedida e eu saí andando com a taça de champanhe na mão.

Foi preciso apenas três meses pra que eu me acostumasse com a minha vida nova. Estar no Círculo me parece tão certo que toda aquela angústia de não saber quem me matou desapareceu, eu com certeza quero justiça pelo que aconteceu comigo, mas eu não odeio quem me tornei. Cada combate nas arenas com meus novos amigos, cada missão, cada dia que eu visito Hoseok ou Vincent em suas respectivas cidades me fazem amar tudo isso.

O que eu ainda não estou conseguindo absorver são essas sensações que Jimin vem me proporcionando nas últimas semanas. Não é como o que eu sentia com Jungkook, é diferente, novo, assustador. Já era assustador o suficiente me sentir atraída por ele já que o único homem que olhei na vida foi Jungkook, mas os toques, os arrepios, a sensação quentinha de quando ele me chama de querida, monamour, linda, isso tudo faz eu me sentir...

Não sei... Faz eu sentir algo que não faço ideia do que seja.

Por dentro minha mente ainda solta sussurros me chamando de ingrata, traidora, o que é compreensível já que eu visivelmente estou desejando outro homem, mas quando Jimin me encara com aqueles olhos violetas, eu só consigo pensar em uma coisa:

"Wilson, estou fazendo coisas que nunca fiz antes por sua causa"

E essa frase faz com que todas as acusações que minha própria mente me traz virem poeira.

Observei os outros jogos de longe, mas eu não conseguia me impedir de olhar pra Jimin do outro lado do salão acumulando fichas no pôquer, sei que os guardiões não se chamam mais de anjos atualmente, mas daqui Jimin parecia o anjo que realmente ele é, não aquele anjo puro que é quieto e sem sal, mas o tipo de anjo que pode te fazer ver as nuvens se você quiser.

E, puta merda, eu queria.

Coloquei minha taça vazia em uma das bandejas que passavam pra servir o pessoal e voltei pra onde Jimin jogava, ele estava prestes a vencer o jogo quando coloquei a mão em seu ombro e me esforcei muito pra não soar que eu estava implorando.

— Jimin, estou pronta pra ir embora. — Ele olhou pra mim com os olhos brilhando e depois fez a última jogada, ficando de pé logo em seguida.

— Sinto muito senhores, mas se minha dama pede pra ir embora, quem sou eu pra dizer o contrário? — Jimin recolheu todas as fichas que ganhou no jogo e colocou dentro da bolsa preta. — Nos encontraremos em breve.

Sem esperar despedidas, Jimin entrelaçou o braço no meu e nós caminhamos em silêncio até o posto de troca. Ao chegarmos, ele colocou a bolsa em cima do balcão e me puxou pela cintura pra frente dele enquanto a mulher convertia as fichas no dinheiro que ele ganhou durante a noite.

Eu podia sentir o peito de Jimin grudado em minhas costas, subindo e descendo de acordo com a sua respiração. Me aconcheguei mais nele e o guardião retomou os círculos lentos em minha cintura, dando um beijo em minha cabeça e mantendo seus lábios ali.

— O senhor tem direito a uma noite no hotel, pode ir até a recepção fazer sua reserva que já a autorizei no sistema. ­— A mulher imprimiu uma nota e entregou para Jimin, ele esticou a mão livre e a pegou. — Este foi o seu lucro esta noite, já transferi para a conta de Vincent Henry François.

— Muito obrigado, querida. — Jimin guardou a notinha no bolso. Nosso destino agora era a recepção, pra fazer a reserva do quarto em que passaríamos a noite.

Ou "dos" quartos. Não faço ideia de qual é a vibe que Jimin está hoje, ele pode muito bem pedir dois quartos pra impedir da gente fazer qualquer merda durante a noite. Eu mesma tenho certeza que não responderei por mim.

Ao chegar na recepção, Jimin pediu um quarto apenas, quando o olhei questionando, ele apenas disse que era mais seguro pra nós dois ficarmos no mesmo lugar, já que não somos humanos e o sono é o nosso momento mais vulnerável.

Ele destrancou a porta pra mim e saiu em busca do serviço de quarto pra nós jantarmos, lá dentro tinha um frigobar, televisão e espelhos por todo o lugar. Tentei não dar muita atenção pra cama de casal enquanto me sentava no colchão macio pra tirar os saltos.

Aproveitei que Jimin ainda não havia voltado e peguei a camisa que eu estava usando antes de comprarmos aquele vestido, meu objetivo era já estar com ela quando Jimin voltasse com a comida, pra evitar eu me trocar com ele dentro do quarto, mas me dei conta tarde demais de que eu não conseguiria abrir a desgraça do zíper sozinha.

Me joguei na cama ainda com o vestido e enrolei a camisa no rosto pra tampar a claridade. Então esperei.

Esperei.

Esperei.

E nada.

Eu já estava pra ir atrás de Jimin quando um cheiro delicioso tomou conta do ambiente, tirei a camisa do rosto e o vi entrando com o carrinho do serviço de quarto abarrotado de comida.

— Ensopado de carneiro, espero que goste. — Jimin tirou a tampa da panela e se sentou ao meu lado, não percebi o tanto que eu sentia falta das três refeições do dia até sentir o cheiro daquele ensopado de carneiro.

— Jimin do céu, depois de comer eu posso morrer feliz. — Ele gargalhou e me serviu.

— Bom apetite.

Comemos em um silêncio confortável, Jimin trouxe vinho pra acompanhar a janta e alguns aperitivos da culinária estadunidense que estavam cumprindo seu objetivo de me fazer salivar.

Não demorou muito pra que só restassem panelas e talheres sujos, arrumamos tudo em cima do carrinho e eu o empurrei pro corredor, breve alguém passaria pra recolher. O momento tenso chegou quando eu tranquei a porta e me virei pro lado de dentro do quarto.

Jimin estava sentado na cama de frente pra mim com os dois braços jogados pra trás no colchão, sustentando o seu peso, sua cabeça estava curvada para o lado me observando com uma curiosidade felina, me aproximei dele e virei de costas.

— Preciso que abra pra mim. — Ele se levantou sem falar nada e parou de pé atrás de minhas costas, puxei o cabelo pra frente pra que ele pudesse descer o zíper.

— Isso é golpe baixo. ­— Senti suas mãos tatearem o tecido do vestido.

— O que?

— Deixar seu pescoço a mostra pra mim sabendo que é um dos meus pontos fracos. — Ele desceu o zíper de uma vez e senti o ar frio de dentro do quarto arrepiar minhas costas nuas.

Murmurei um "obrigada" sem graça e corri pro banheiro com a camisa em uma mão enquanto segurava a parte da frente do vestido com a outra.

Eu estava definitivamente desejando um homem que não era Jeon Jungkook. Não que eu só tenha me dado conta disso agora, mas nunca pareceu tão palpável, tão... Tão perto de sair da minha imaginação e se tornar algo real, e eu não sei se vou conseguir lidar com a intensidade que é Park Jimin.

Soltei meu cabelo e tirei o vestido, depois desgrudei o sutiã de sustentação e vesti minha camisa preta, ela mal cobria minha bunda direito, mas estava fora de cogitação dormir de calça jeans.

— Jimin?

— Sim? — Ouvi sua voz aveludada me respondendo de dentro do quarto.

— Pode manter os olhos fechados até que eu entre debaixo dos lençóis? — Ouvi ele bufar.

— Criaturinha má. Pode vir, preciso me trocar também. — Jimin estava de costas pro banheiro e pra cama quando saí, corri pra debaixo dos lençóis e joguei o vestido e o sutiã longe, quando falei pra ele que já podia olhar, Jimin recolheu a roupa do chão e ficou examinando o sutiã.

— Sempre quis saber como isso funcionava. — Ele tirou a própria camisa em um movimento rápido e grudou o sutiã no peito dele, depois olhou pra minha cara com um sorriso enorme e divertido. — Fiquei bonita?

— Está maravilhosa. — Coloquei o cotovelo na cama e apoiei a cabeça na mão. — Vai se trocar logo, Jimin.

— Eu me lembrei que não tenho o que trocar — Ele tirou o sutiã, os sapatos e desafivelou o cinto. — Sua vez de olhar pro outro lado, eu vou dormir só de cueca.

— Jimin! — Enfiei o rosto no travesseiro quando ele baixou as calças, escutei a risada gostosa de Jimin e senti a cama afundando ao meu lado.

— Que foi, Wilson? Parece até que nunca viu um cara pelado na vida. — Os lençóis farfalharam e Jimin me cutucou. — Já estou coberto, pode olhar.

Tirei o rosto do travesseiro e olhei pra Jimin, ele estava deitado de lado me encarando com um sorriso discreto. Seus fios loiros caiam em sua testa e seus lábios carnudos estavam tão convidativos que eu tive dificuldade de olhar para outro lugar.

Levantei o olhar com dificuldade para encarar Jimin, seus olhos pareciam refletir o mesmo que os meus, o mesmo que minha mente insistia em me fazer notar em mim mesma. A fome. O desejo.

— Que tal um pensamento por outro? Acredito que não é só minha mente que está um turbilhão agora. — Jimin enrolou uma mecha de meu cabelo em seu indicador.

— Estou pensando que nós ultrapassamos uma linha importante sem nem nos darmos conta, e que eu não estou nem um pouco incomodada com isso. Estou pensando que, talvez, eu não fosse quem eu sou agora se não tivesse conhecido você, e que te ter por perto não fez com que eu usasse você como muleta, mas sim te enxergar como um parceiro, que estaria lá pra mim independente do que eu fizesse, seja certo ou errado. Estou pensando nas vezes em que você se segurou pra não me beijar, mesmo sabendo que eu não negaria, estou pensando que você fez certo, porque estar com a consciência limpa antes de me deixar levar é muito mais satisfatório.

Não desviei o meu olhar do dele enquanto falava, cada uma de minhas palavras fazia a boca gostosa de Jimin se curvar em um sorriso orgulhoso, quando terminei ele colocou a mecha de cabelo que estava brincando atrás de minha orelha e recolheu o braço pra perto do próprio corpo.

— Foram quatro pensamentos. — Ele sussurrou.

— Então você me deve quatro de volta. — Respondi. Jimin respirou fundo e começou a falar.

— Estou pensando em você, meus quatro pensamentos são seus. — Ele sorriu e depois fechou os olhos. — Estou pensando que tenho medo de descobrir da forma errada que você ainda não está pronta pra seguir em frente, estou pensando que não sei se vou me acostumar a descer pra Terra pra cumprir as missões sem você depois que o nosso ano acabar, não consigo parar de pensar em você usando aquele vestido tão perto de mim, e na vontade que eu estava de colocar minha mão por dentro daquela fenda quando você estava sentada no meu colo. Estou pensando que é uma responsabilidade e tanto ser o primeiro homem que você deseja depois de Jungkook, porque não acho que consigo chegar aos pés dele, isso me torna um puta cara inseguro consigo mesmo, e me assusta.

Me arrastei um pouco pra frente e dei um beijo no nariz de Jimin, ele abriu os olhos e sorriu pra mim, um sorriso aberto que fez seus olhos se apertarem em duas linhas.

— Eu amo Jungkook, nunca vou deixar de amar, mas isso não quer dizer que você precisa se comparar com ele, Jimin. Não espero de você nada do que eu esperava dele, o sentimento que tenho por você não se assemelha ao que tenho por ele e nada do que Jungkook me fez sentir você vai conseguir fazer, mas isso também significa que Jungkook nunca me fez sentir o que você me faz. Eu não comparo vocês dois, Jungkook é Jungkook, único do jeito dele e fez parte do meu passado. Você é Park Jimin, único do seu jeito e faz parte do meu presente e do meu futuro.

Apoiei a palma de minha mão em seu rosto, Jimin a beijou.

— Quanto ao fato de eu estar pronta, não vou dizer que estou, porque eu nunca vou ter certeza. Mas posso garantir que estou disposta a me permitir viver, e não me arrependo desta escolha.

Jimin voltou a fechar os olhos e suspirou, recolhi a minha mão e virei de costas pra ele, me aconchegando no travesseiro.

— Vamos dormir, Jimin. Foi sinceridade demais pra uma noite. — Murmurei.

Ele falou um "tudo bem" baixinho atrás de mim e eu fechei os olhos esperando o sono me envolver, mas aquele não era o Guardião Gradeado, no Círculo o objetivo do hotel é nos fazer dormir, aqui é preciso ser embalado pelo sono de forma natural, e o sono não estava vindo pra mim.

Alguns segundos senti os braços de Jimin me envolverem, um por debaixo de meu ombro, a outra mão espalmada em minha barriga me encostando de encontro ao corpo rígido dele, sua respiração quente em minha nuca me fazia arrepiar repetidas vezes.

— Você estava longe demais. — Ele sussurrou em meu ouvido.

Sua pele nua e quente grudada em mim estava me fazendo hiperventilar por dentro, Jimin enroscou suas pernas nas minhas e se aconchegou atrás de mim, pronto pra dormir. Já tive muitas chances de apreciar o corpo dele, tanto nos treinos com a regata suada grudando em seu abdome definido quanto nas vezes que eu entrava em seu quarto sem avisar. Jimin tem tudo no lugar, um corpo definido e singelo ao mesmo tempo, e aquelas coxas grossas enfiadas no meio das minhas pernas eram um golpe muito, muito baixo, porque eu não conseguiria dormir nem em mil anos enquanto não saciasse o desejo que corria por dentro de mim de experimentar cada pedaço daquele corpo que estava firme em minhas costas.

A mão que estava em minha barriga desceu um pouco e puxou o tecido da camisa que eu estava usando pra cima, depois voltou com as carícias desgraçadas de mais cedo, dessa vez diretamente na minha pele. Curvei os dedos dos pés com os arrepios e ofeguei quando Jimin aproximou a boca da minha nuca e raspou os dentes de leve antes de beijar a pele entre o pescoço e o ombro.

Arqueei o corpo contra ele e Jimin empurrou o quadril pra frente, respondendo meu movimento, quando ele mordiscou minha orelha e deslizou de leve o nó de seu dedo na curva dos meus seios eu virei de frente pra ele de supetão.

— O que quer, Jimin? — Ele apertou minha cintura com firmeza e me trouxe mais pra perto.

—- Você. — Olhei de seus olhos pra sua boca. Eu estava muito fodida.

— Então pode pegar. — Ele mal me esperou terminar de falar, apenas me empurrou de costas no colchão e subiu por cima de mim.

— Graças a Deus. — Jimin levantou meu queixo e começou a distribuir beijos em meu pescoço, então enfiou o joelho no meio de minhas pernas e fez pressão pra cima, eu ofeguei com a fricção.

— Gosta disso? — Ele perguntou com a voz rouca em meu ouvido, depois repetiu o movimento, o prazer me inundou e a única coisa que sairia da minha boca se eu me permitisse falar era implorar por mais.

Jimin desceu por meu corpo e levantou a camisa, lambendo desde o cós da calcinha até o topo de minha barriga enquanto seus dedos brincavam perigosamente em meus seios por cima do tecido fino da camisa preta. Ele olhou em meus olhos pedindo uma permissão silenciosa pra tira-la.

Eu assenti.

Sua boca ocupou o lugar em que a camisa estava antes de Jimin arranca-la de mim. Arqueei o corpo em resposta à sua língua explorando cada pedaço de pele despida enquanto suas mãos seguravam meu quadril possessivamente. Jimin soprou suavemente o bico de meus seios antes de passar a língua curiosa neles, não consegui conter o gemido que escapou de minha boca, Jimin gargalhou baixo e levou os lábios até minha orelha.

— Assim? — Ele circulou meus mamilos com o indicador e o polegar e lambeu de minha clavícula até a orelha novamente. ­— Assim? — Ele empurrou o joelho no meio de minhas pernas outra vez, esfregando, friccionando, empurrando enquanto tentava arrancar o resto da minha sanidade de mim.

— Jimin... — Tentei chama-lo com alguma dignidade na voz, mas saiu mais como um gemido ofegante.

— Humm? — Ele grunhiu com meus seios na boca.

— Por que você ainda não me beijou? — Ele parou o que estava fazendo e aproximou o rosto do meu, deixando nossas bocas a milímetros de distância.

— Porque eu te disse que só ia te beijar se você quisesse, e você ainda não me pediu. — Ele já estava descendo o corpo de novo quando eu levantei as mãos e o segurei no lugar.

­— Jimin. — Ele sorriu.

— Sim, querida.

— Me beija. — O sorriso brincalhão de Jimin se transformou em um sorriso safado.

— Seu desejo é uma ordem, my lady. — Ele baixou o rosto e beijou meu queixo. — É aqui?

— Não. — Beijou meu pescoço.

— Aqui?

— Não. — Beijou minha orelha e depois puxou o lóbulo com os dentes.

— Então é aqui.

— Não, Jimin! — Ele voltou a olhar em meus olhos e mordeu os lábios.

— Você precisa ser mais específica se quer que eu faça direito. — Segurei seu rosto com as duas mãos e o puxei pra perto sem conseguir segurar a risada.

— Eu quero a sua língua dentro da minha boca, cacete! ­— Jimin gargalhou e lambeu os meus lábios, gemi em frustração.

— O cacete também, Wilson? Que gulosa! ­­— Revirei os olhos e puxei a boca de Jimin de encontro a minha, quando senti aqueles lábios macios se moldarem aos meus nós dois soltamos o ar juntos. A espera foi longa.

Jimin nos girou e me colocou por cima, arrumou minhas pernas para que eu ficasse literalmente montada nele e depois empurrou meu quadril pra baixo enquanto enroscava a mão livre em meus cabelos e comandava o nosso beijo, senti ele duro como pedra sob a cueca friccionando o meio de minhas pernas a medida que ele empurrava meu quadril pra baixo.

Se apenas aquele contato estava me destruindo, imagina quando eu realmente o sentisse dentro de mim...

Jimin sugava minha língua com vontade e o aperto em meu cabelo era tão firme a ponto de eu não precisar nem pensar no que fazer, Jimin estava comandando tudo e eu estava adorando isso.

Espalmei minhas mãos em seu peito e acompanhei cada linha de seus músculos com a língua, Jimin gemeu e empurrou o próprio quadril pra cima, soltei um grito em resposta, ele riu e me jogou de volta na cama.

— Não vou transar com você hoje, Wilson. — Ele sussurrou baixo em meu ouvido enquanto brincava com o bico de meus seios. — Mas vou te fazer dormir saciada, você não faz ideia do quanto esperei por isso.

Arquejei com suas palavras e seus dedos comecaram a traçar um caminho perigoso, quando ele chegou no elastico da minha calcinha, Jimin olhou dentro de meus olhos.

— Eu posso? — Enrosquei meus dedos em seu cabelo.

— Park Jimin, você pode fazer o que quiser! Se tiver vontade de me tirar dessa cama e me foder contra aquela parede, só faça! — Jimin gemeu e calou a minha boca com um beijo. Sua mão adentrou minha calcinha e ele descobriu o quanto eu estava entregue ao sentir a minha excitação em seus dedos.

— Puta merda, garota. Como quer que eu me controle se você é tão malditamente gostosa? — Mordi seu lábio inferior enquanto me esfregava contra a sua mão.

— Eu não quero que você se controle. — Seus dedos giravam e esfregavam e Jimin abafava meus gemidos com a própria boca enquanto fazia movimentos deliciosos com o indicador e o polegar em meu mamilo, eu só podia pensar em quão sortudas foram todas as garotas que passaram pela cama desse homem.

— Cuidado com o que deseja... — Jimin mordiscou minha orelha e me arrancou um grito ao enfiar dois de seus dedos em mim.

Ele os enfiava preguiçosamente, lentamente, como se eu não estivesse sedenta por mais, tentei me mover contra seus dedos, acelerar, mas Jimin me prendeu contra o colchão, impedindo meus movimentos.

— Por favor! — Implorei, um sorriso travesso percorreu o rosto de Jimin.

— Por favor o que, Wilson? — Não consegui colocar em palavras o que eu queria porque Jimin mergulhou os dedos de novo em mim.

Profundamente.

Eu gemi.

— Acho que você quer dizer "Por favor, Jimin. Mais forte!" — Ele empurrou os dedos repetidamente e profundamente em mim, mas ainda em uma lentidão absurda, tentei rebolar e ele liberou um pouco de meus movimentos.

— Ou talvez seja "Por favor, Jimin. Mais rápido" — Ele acelerou as enfiadas e beijou minha boca no momento em que eu comecei a gemer descontroladamente.

Senti meu corpo convulcionar de tanto prazer. Nunca eu imaginava que Jimin seria tão dominador na cama, e se eu soubesse, teria me preparado melhor, porque o que ele estava fazendo no meio das minhas pernas beirava o sobrenatural.

Eu movia o quadril em círculos contra a mão de Jimin enquanto seus dedos me fodiam, ele passou os dentes pelo meu pescoço e o lambeu antes de gemer no meu ouvido.

— Isso, Ava... — Ele arquejou. — Rebola desse jeitinho...

A voz rouca de Jimin em meus ouvidos me incitando a continuar enquanto ele enfiava seus dedos em mim a uma velocidade sobrehumana fez com que meu corpo inteiro se incendiasse. Aquele homem gemendo em meu ouvido apenas pelo meu prazer foi o meu limite.

Me senti contrair ao redor dos dedos de Jimin e minha boca abriu com a força do orgasmo. Jimin me beijou e empurrou os dedos bem fundo enquanto se deleitava com meus espasmos.

Me senti vazia quando ele tirou os dedos de mim, virei a tempo de ver Jimin lambendo seus dedos enquanto olhava fixamente dentro de meus olhos.

— Você ainda vai me matar. — Murmurei ofegante, Jimin me roubou um beijo e eu senti meu gosto em sua língua.

— Você ainda não viu nada, querida Ava. — Ele me puxou pra perto e arrumou os lençóis em cima de nós dois. — Vamos dormir que teremos um longo dia pela frente.

O cansaço me levou embora antes que eu pudesse responder.

☁☁☁☁☁

Gente do céu, estou perplexa com a minha imaginação... Agora vou dormir iludida, só queria que fosse eu escutando os gemidos de Jimin no ouvido desse jeito.

Ai ai... Boa noite, suas safadas!

☁☁☁☁☁

𝕃𝕖𝕚𝕥𝕠𝕣 𝕗𝕒𝕟𝕥𝕒𝕤𝕞𝕒, 𝕖𝕦 𝕤𝕠𝕦 𝕠 𝕞𝕖𝕝𝕙𝕠𝕣 𝕘𝕦𝕒𝕣𝕕𝕚ã𝕠 𝕕𝕠 ℂí𝕣𝕔𝕦𝕝𝕠, 𝕔𝕠𝕟𝕤𝕚𝕘𝕠 𝕧𝕖𝕣 𝕧𝕠𝕔ê 𝕡𝕠𝕣 𝕒𝕢𝕦𝕚. 𝔸𝕡𝕒𝕣𝕖ç𝕒 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕠𝕤 𝕠𝕦𝕥𝕣𝕠𝕤, 𝕤𝕖 𝕕𝕖𝕚𝕩𝕒𝕣 𝕤𝕖𝕣 𝕧𝕚𝕤𝕥𝕠 é 𝕚𝕞𝕡𝕠𝕣𝕥𝕒𝕟𝕥𝕖 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕠 𝕖𝕟𝕘𝕒𝕛𝕒𝕞𝕖𝕟𝕥𝕠 𝕕𝕒 𝕞𝕚𝕟𝕙𝕒 𝕙𝕚𝕤𝕥ó𝕣𝕚𝕒. ⭐

𝔹𝕖𝕚𝕛𝕠𝕤 𝕕𝕠 𝕁𝕚𝕞𝕚𝕟!

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