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Não‌ ‌conte‌ ‌nada‌ ‌a‌o‌ pântano

—‌ ‌Kai ‌

Aposto que alguns de vocês estão surpresos com a pessoa que eu escolhi para narrar neste capítulo, mas eu preciso de uma visão do lado de fora e nenhuma das meninas — ou pelo menos, nenhuma das três que sobraram — poderiam contar com precisão tudo o que eu quero contar nesse capítulo.

Mas, por que Kai?

Bem, ele é um menino de ouro, claro. O primogênito e único. O futuro de Huimang Hill, ele nasceu para ser rei.

Os pais sempre esperavam o melhor dele, o destaque, o número um. Desde de pequeno ele ouviu isso, que seria bonito, que seria perfeito. Kai se obrigou a mostrar o que eles queriam ver, mesmo que não gostasse, mesmo que odiasse estudar e ter que ir à igreja, decorar toda a bíblia, participar de comícios e sorrir, usar terno e gravata, parecer o filho ideal.

As coisas ruins sempre estiveram lá, mas as boas apareceram depois que conheceu Jennie. Ele mal tinha cinco anos para contar nos dedos, mas os pais logo gostaram quando começaram a namorar aos doze. A filha do pastor era uma ótima pretendente, eles saiam bem nas fotos, teriam filhos bonitos e, por mais que as traições viessem a acontecer vez ou outra, muitas vezes por parte de Kai, eles se casariam. Era óbvio. Não havia outra escolha. Kai pôs essa ideia na cabeça de Jennie com muito afinco.

Mas os pais passaram a odiá-la quando os resquícios de rebeldia começaram a aparecer, logo após a morte de Amber. Eles também reprovavam as idas da filha da prostituta local à mansão. Kai tinha que parecer forte, destemido, o melhor, impecável, sem medos ou traumas, sem vícios e quando chegar a sua vez, governar a cidade com punho de ferro. Ele tinha que andar com garotas bem apessoadas, de família, recatadas e do lar.

Leram a palavra "parecer"? Kai não precisava ser de verdade.

O investigador entrou na sala de interrogatório. Kai aprumou o corpo, levantou os ombros, queixo e cruzou as mãos em cima da mesa na melhor pose que via seu pai fazer com frequência. Mas o homem não pareceu levá-lo a sério, olhando-o como se fosse uma criança brincando de ser adulto.

— Kim Kai, o filho do prefeito... — Ele sorriu minimamente. — Jackson Wang, investigador da divisão de homicídios da polícia civil, prazer.

Kai o fitou de cima a baixo.

— O que você quer de mim?

O investigador arqueou as sobrancelhas. Não esperava ir direto ao assunto tão rápido assim. Ele se sentou na frente de Kai e colocou alguns papéis em cima da mesa.

— Acho que você já sabe sobre a garota dos Park, estava no velório dela ontem.

— Ouvi falar, por alto.

— Você a conhecia?

Kai semicerrou os olhos, desconfiado. Aquilo não parecia ser uma "conversa amena" como o investigador disse ao chamá-lo pela manhã. Parecia mais um interrogatório.

— Em Huimang Hill todo mundo conhece todo mundo, crescemos juntos — preferiu dizer.

— E vocês mantinham uma relação de amizade? — quis saber o investigador.

— Eu e Rosé? — ele bufou. — Devo ter trocado duas palavras com ela em toda a minha vida.

— E com Jennie, Lisa e Jisoo? — O investigador não tirava os olhos dele, como se quisesse anotar cada reação, cada levantar de sobrancelhas e remexidas na cadeira, para identificar uma possível mentira.

Kai se sentiu sufocado.

— Por que eu estou aqui dentro? Que eu saiba era só uma conversa, podemos conversar lá fora ou eu posso chamar um dos advogados do meu pai.

— É só uma conversa, Kai, acho que aqui dentro temos mais privacidade. — O investigador tirou os óculos do rosto para limpá-lo, fazia calmamente, como se esperasse a resposta para a primeira pergunta.

— Jennie é minha namorada, sou amigo de Lisa e não tenho vínculo algum com Jisoo.

O investigador levantou uma sobrancelha.

— Você não gosta dela?

— Essa pergunta é importante?

— Na verdade, nem tanto — ele riu. — Sou um pouco curioso, perdão.

O silêncio que  se seguiu incomodou Kai. Tentava controlar a respiração para não parecer tão nervoso, mas era difícil com o olhar inquisidor do investigador.

— Você fez um festão lá na sua casa, ein? Algo sobre "volta às aulas", a última vez que viram a menina dos Park foi lá — comentou o investigador.

Kai fingiu pensar por alguns segundos, para ganhar tempo e dar uma resposta satisfatória.

— Muita gente compareceu a minha festa, não me lembro de ter visto ela por lá, bebi demais, sabe como é.

— É... sei como é. — Wang colocou os óculos e repousou as mãos na mesa, batucando os dedos no metal. — Segundo consta os documentos, o Monza 1989 da cor vermelha é seu, confere?

Não tinha porque mentir, se o investigador perguntou era porque sabia a verdade, sabia que o carro era dele.

— É meu sim.

— Você manda lavar seu carro com frequência?

Aquela pergunta não fazia sentido, mas o investigador percebeu a confusão visível na face de Kai e logo acrescentou:

— É porque é bem incomum um carro ficar tão sujo de lama como o seu ficou, pelo menos por essas bandas... foi o que o funcionário do lava-jato me disse. Ele cobrou até um pouco mais caro quando você o levou lá semana passada. — Ele mexeu nas folhas acima da mesa. — Por acaso você conhece uma área inundada, perto da rota 87, que muitos chamam de...

— Pântano, sei onde fica. Eu não entendi uma coisa, você está me investigando, é isso?

— Você não respondeu a minha pergunta.

— E nem você a minha. — Eles se encararam intensamente, o suor começava a escorrer pela testa de Kai. — O que é isso, investigador Wang? — Riu tenso, descruzando as mãos e relaxando o corpo o suficiente para colocar o pé em cima da mesa. — Uma garota morreu! Não deveria procurar por forasteiros, andarilhos, pedófilos? Sem querer ofender, sei que não é daqui, mas Rosé era amada por todos nesta cidade, ninguém ousaria mexer num fio de cabelo dela. Chega a ser um ultraje que esteja me investigando... quer dizer que, só porque meu carro estava sujo, eu estava na cena do crime?

O homem sorriu grande.

— Eu nunca disse que o pântano era a cena do crime. Você sabe demais para quem diz não saber, garoto.

A porta da sala abriu em um estrondo. O prefeito entrou com mais três advogados e o delegado  no seu encalço, partindo para cima do investigador. Kai se levantou, atônito e aliviado por ver o pai.

— O que pensa que está fazendo com o meu filho? — O prefeito fechou o blazer e se aproximou do investigador, que só bufou, desinteressado, e continuou sentado. O pai de Kai era a porra o prefeito, mandava e desmandava em cada partezinha daquele lugar, mas Jackson não parecia ligar o suficiente.

— Estou fazendo algumas perguntas para a apuração dos fatos...

O delegado se aproximou do investigador pela outra ponta da mesa. De repente, a sala se tornou um cubículo pequeno demais para tantos homens.

— Ele é filho do prefeito Kim, você não pode investigar ele, caralho! — grunhiu o delegado, baixinho. — Há limites nessa cidade que você não pode ultrapassar. Fica na sua!

Kai escondeu o riso o máximo que pode. O prefeito encarou o filho, maneando a cabeça num pedido mudo para que ficasse calado e não esboçasse nenhuma reação.

— Tudo bem. — O investidor sorriu falso. — Não sabia que havia imunidade parlamentar em Huimang Hill.

O prefeito decidiu ignorar a alfinetada, se achava superior aquele investigador de tantas formas que era difícil colocar em palavras. Levantou o queixo e olhou de soslaio antes de sair da sala, os advogados e o delegado seguiram atrás, como sombras. Kai teria tomado o mesmo rumo se não tivesse sido impedido no último segundo. O investigador Wang o agarrou pelo braço.

— Eu já investiguei muita gente, garoto, e os piores tipos são moleques como você, criados a pão de ló, que se acham intocáveis debaixo da saia do papai... — ele maneou a cabeça, incrédulo. — Quero que saiba que diferente do povo dessa cidade eu não dou uma foda pro sobrenome do seu pai ou pra quantos honoríficos ele carrega antes do nome, se é doutor, se é prefeito, se é o raio que o parta. Eu sinto cheiro de problema vindo de você.

Kai o encarou com nojo, desvencilhando do aperto do investigador.

— Acho melhor seguir o conselho do delegado, Wang. Fica na sua.

✢‌

(‌16 ‌de‌ março ‌de‌ ‌1995‌)‌ ‌

A cabana de madeira reinou em um silêncio absoluto. Nem o pântano ousou soltar ruído, o vento parou de balançar o galho das árvores e o ar se tornou rarefeito. Kai encarou a face serena da garota embaixo de si, os dedos estavam fundos no pulso dela.

Rosé não se mexia, parecia uma boneca de cera, os olhos fechados, corpo imóvel.

— Ela morreu? — A pergunta foi mais para si do que para as garotas. Jisoo tentou movê-lo de lugar, querendo tirar as próprias conclusões.

Meu deus... meu deus, meu deus... — ela sussurrava sem parar, com aquela voz insuportável, como uma prece, como se Rosé fosse abrir os olhos se clamasse o suficiente. Kai encarou os olhos chorosos dela com desdém e ela devolveu o olhar por uma fração de segundos.

— Rosé morreu — falou, alto e claro, para que ela entendesse.

Jisoo caiu em prantos.

Não encarou nenhuma delas quando saiu para fora do casebre, atordoado, e caiu no meio da lama. Agarrou as plantas que cresciam no meio do chão, tentando controlar a sensação que apossava o seu corpo. Depois de colocar seus pensamentos em ordem, se levantou e caminhou o mais ereto que conseguiu para dentro da casa novamente.

Lisa estava no chão, no mesmo lugar que a deixou, os olhos vagos e o rosto retorcido em choque. Ela não respondia aos chamados de Jennie, só encarava as próprias mãos sujas de sangue como se estivesse em um transe. Jisoo rezava com as mãos apertadas nas de Rosé, sussurrando no ouvido da garota.

Kai parou no meio delas, o único em pé, o único que estava por cima.

— Jisoo vai comigo até o lago — disse.

— O que? — Jennie tentou puxar Lisa para que as duas se levantassem, mas só ela conseguiu. — Pra quê? — Ela caminhou aos tropeços, puxando o colarinho da blusa dele, obrigando-o a se abaixar para que ficassem na mesma posição.

— Precisamos jogar Rosé lá — Kai falou o óbvio.

Jennie fechou os olhos com força. Era como se ela já soubesse, como se a mesma ideia tivesse passado pela cabeça dela milhares de vezes.

— É onde o monstro do lago come garotas malcriadas — ela disse. Kai não entendeu nada daquela frase, mas parecia fazer todo o sentido na cabeça de Jennie.

— Eu não vou. — Jisoo se levantou porcamente. — Não quero mais isso.

— Você não tem que querer nada, você não está na posição de escolher. — Kai se aproximou de Jisoo.

Ela engoliu o seco, mas algo crescia em toda aquela áurea taciturna e perturbada, Jisoo não abaixou a cabeça e se manteve firme.

— Eu já disse que não vou, preciso repetir?

Kai estava de saco cheio daquilo tudo, principalmente de Jisoo. Foi obrigado a socializar com ela mais vezes do que achou necessário, já que ela também fazia parte da porra do plano, mas não suportava vê-la, ouvi-la, e muito menos vê-la achar que poderia decidir alguma coisa. Jisoo e aquela postura tímida, encolhida, aqueles cabelos longos, lisos e pretos demais, aqueles olhos pedintes e constante bico ressentido. Ele respirou fundo, tentando controlar a raiva. Era impulsivo quando raivoso, era uma raiva primitiva que nascia por seus poros.

Não conseguiu terminar de contar até dez, no três já tinha cruzado o pequeno espaço que os distanciava e fechado as mãos em volta do pescoço dela. A casa rugiu e tremeu pelo impacto, como se fosse cair na cabeça deles.

— Você vai sim — cochichou, para que só ela escutasse.

Jennie gritava e batia em suas costas, implorando que soltasse Jisoo, mas continuou descontando a raiva ao redor do pescoço da garota. Ela era tão frágil que com um aperto mais forte poderia quebrá-la, como fazia com passarinhos. Jisoo perdia a coloração do rosto, esganiçou, buscava ar e se debatia, as mãos pequenas e sujas em cima das suas.

Era tão delicioso vê-la submissa assim, quase entendeu porque Rosé gostava tanto de brincar com ela.

— Quando eu mandar você se levantar e me ajudar a carregar o corpo de Rosé, você levanta e faz. Estamos entendidos?

Teria continuado se Jennie não tivesse puxado-o para longe, afastando Kai de uma Jisoo que caiu no chão, tossindo. Ela berrou em um choro barulhento e profundo, encolhida ali, menor do que já era.

— Você nunca mais encosta em uma mulher como fez agora! — Jennie apontou o indicador no rosto de Kai. — Poderia ter matado ela, porra!

— Pelo menos eu não seria a culpada dessa vez. — A risada de Lisa ressurgiu, fraca e débil demais para ecoar por muito tempo entre eles.

A casa rangeu, por motivo nenhum, apenas para lembrá-los que o tempo estava passando. Todos ali estavam imundos, como crianças que acabaram de chegar da guerra, crianças que mataram outras crianças, crianças que não eram mais crianças em nenhum outro lugar a não ser em Huimang Hill.

Kai poderia fechar os olhos e sair, fingir que nada daquilo aconteceu, que ainda eram os mesmos adolescentes que chegaram. Uma pessoa a menos não faria falta, faria? A juventude não era a fase perfeita para errar? Para transar sem camisinha e se culpar depois, tomar o primeiro porre e ficar de ressaca o dia todo, brigar com os pais e ameaçar fugir de casa? A fase onde agir de forma irresponsável não era o fim do mundo — mesmo que parecesse ser. Era terminar e voltar várias vezes, fumar escondido e ter um ídolo, matar uma garota e esconder o corpo dela no lago da cidade.

— Fique com Lisa, ela precisa de você, eu cuido do corpo — disse ele e antes que Jennie o impedisse, continuou: — Prometo nunca mais encostar em Jisoo. — Falou alto para que ela escutasse, claro, se estivesse escutando depois de tudo. Jisoo não o encarou, o rosto estava vago enquanto fitava Rosé. — Eu levo o corpo para o porta malas, você vai na frente para abrir.

Ele entregou a chave do monza para Jisoo, que pegou com a ponta dos dedos para não tocar nele.

Se sujaram ainda mais percorrendo o caminho que restava até o monza. Jisoo arrumou os cabelos sujos de lama de Rosé, deixando-os longe do rosto também sujo e dobrando as pernas dela para caber no porta-malas do monza.

O lago ficava a menos de três minutos de onde tudo aconteceu. Kai não sabia qual o local exatamente, nunca precisou pisar no pântano antes, mas era só seguir o caminho onde as poças d'água ficavam mais fundas e o cheiro de podridão mais forte. Jisoo mal se mexia, ao menos respirava, mas baixou de propósito a gola da blusa para que ele visse o que havia feito. Uma mancha vermelha como um tapete aveludado marcava presença em volta do pescoço dela.

— É aqui — ela anunciou assim que chegaram. Sem esperar Kai desligar o carro, ela saiu e bateu a porta.

Kai encarou o volante, depois o espelho retrovisor e Jisoo, que já estava atrás do carro. A frente, o lago não tinha começo nem fim. Era uma enorme poça de água lamacenta sem limites concretos. Bem no meio, não tão longe da vista, algo permanecia boiando mesmo depois de tanto tempo. A face estava para baixo, difícil de decifrar muita coisa do que restou.

O monza estava todo encharcado. Kai pisou em falso enquanto caminhava para o porta malas e quase foi soterrado até a coxa. A chave pesou nas suas mãos e demorou o que pareceu horas para conseguir abrir. Jisoo se remexeu ao lado, impaciente com a situação toda. Os dois encararam Rosé como se ela fosse dar a resposta do que viria a seguir. Os minutos se passaram, lentos, o pântano estava silencioso demais. Tudo silencioso demais, porque o plano saiu do controle, eles quase estragaram tudo. Lisa quase estragou o plano.

Então ela abriu os olhos.

Rosé abriu os olhos.

Kai suspirou aliviado.

Toda a cena de minutos atrás foi preocupante, a força que Lisa bateu a cabeça de Rosé no chão e o sangue, muito sangue, e o discurso de Rosé. Aquilo não fazia parte do plano. Kai a ajudou a sair do porta-malas. Rosé não conseguia abrir os olhos totalmente, continuava zonza e drogue, o remédio ainda fazia efeito e às quatro pancadas na cabeça — contando com a falha de Jisoo, na mansão — foram fortes demais. Porém, um sorriso esperto escapou dos lábios dela.

Mesmo suja de sangue, lama, machucada e quase morta, Rosé sorriu vitoriosa.

Eles conseguiram, apesar dos pesares, conseguiram.

— Arh, aquela prostitutazinha... quase me matou de verdade — ela grunhiu, fraca demais para ficar de pé, Kai a colocou em cima do capô do carro, sentada. — Achei que seria mais rápido, Kai.

— Você irritou bastante as duas, o que esperava? — ele riu.

Rosé também riu, até soltar um muxoxo de dor e apertar a cabeça. O sangue grudava nos cabelos, havia sido um corte superficial, mas, por ser na cabeça, seria prudente que não dormisse. Jisoo parecia aliviada e reclusa, ela seria o grande desafio agora.

— Vamos para a segunda parte do plano? — Kai olhou para as duas, sério.

— Certo. Vamos — confirmou Rosé.

— E nem pense em fraquejar de novo, Jisoo, ou eu prometo que da próxima vez aperto mais forte — lembrou Kai.

Ela se recusou a encará-lo. Eles estavam, de certa forma, apreensivos.

E, voltando ao começo do capítulo, aposto que alguns de vocês estão surpresos e tristes, por Rosé não estar morta de verdade, por eu não estar morta de verdade.

Essa história desde o começo é sobre mim, não é? Sobre minha morte, sobre minhas decisões e sobre as pessoas que entraram no meu caminho.

Para a infelicidade de muitos, não, não estou morta, nunca estive.

Não me culpem por isso. A culpa é toda de vocês.

Como puderam confiar em um narrador anônimo?

Como puderam confiar em mim?

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