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Fim de relacionamento

Oi, meus dengos! Tudo bem com vocês? :) Espero que sim! 💗😸 Enfim, sejam bem-vindos/as/es ao primeiro capítulo dessa fanfic que, para uns, vai ser reconfortante e, para outros, uma grande facada no coração. De qualquer forma, eu espero que gostem! Eu amooooo o Yeonjun daqui e tenho um leve pé atrás com o Soobin, mas vamos ver até onde dá, né? 😼

Porém, antes de irmos para o capítulo, preciso fazer o processo de sempre que quem lê minhas outras histórias conhece bastante.

Créditos da capa e banner: @El_Meow. SIM, MEUS AMORES, A RAINHA, A DEUSA, A DESIGNER MAIS PERFEITA DO MUNDO QUE FEZ A CAPINHA E O BANNER DESSA HISTÓRIA!!! 🗣️🗣️🗣️ eu te amo, lindona! 💗😭 muito obrigado por essas perfeições em forma de design! VOCÊ PROMETEU TUDO E ENTREGOU TUDO! 💗

Então, eu sei que muitos não gostam de ler os avisos, porém peço, por favor, que leiam, pois essa fanfic aborda situações que não são propícias e confortáveis para todos.

⚠️ AVISOS: a história se passa num universo alternativo, vulgo ABO (alfa, beta e ômega), contendo MPREG (gravidez masculina). Caso não goste de algum dos temas citados anteriormente, recomendo que não leia.

O couple principal é YEONBIN, Choi Soobin e Choi Yeonjun, porém há outros couples/casais ao longo dos capítulos.

Por fim, para quem acaba não lendo os avisos no início da fanfic: há cenas sexuais explícitas, além de outros temas maduros, então a classificação é 18+. Se você não curte e/ou não se sente confortável, novamente: recomendo não ler.

E, finalizando, boa leitura! 💗💕 Já preparem a paciência de vocês, porque aqui eu tenho certeza que vocês vão pistolar com alguns personagens. 😈

Eu e Yeonjun sempre fomos muito unidos, pois, ora, nossas mães eram melhores amigas, então era aquele clássico de ter crescido juntos e se tornar melhores amigos com o tempo. Sim, eu e o gnomo de jardim — como sempre costumava chamá-lo — éramos um belo par de tontos que começou a amizade muito novos e nunca mais se desgrudou. Se ele ia para um lado, eu ia junto, se eu ia para outro, ele ia também. Éramos basicamente… inseparáveis. Ou assim era, pois Yeonjun, sendo um belo e chamativo ômega, logo passou a namorar alfas e mais alfas — assim como alguns betas e até beijar outros ômegas — e eu não tinha muito o que fazer, já que, como seu melhor amigo, só podia apoiá-lo e não me intrometer em seus relacionamentos. Eu sabia os limites da nossa amizade e o conhecia perfeitamente bem para entender se ele estava desconfortável ou não com alguma situação.

E também não é como se eu não tivesse ficado com alguns ômegas por aí, só não cheguei a namorar. Não me sentia propício para isso, gastava energia demais e eu adorava me sentir livre de responsabilidades com outra pessoa — tirando Yeonjun, claro, que sempre foi minha primeira prioridade.

Porém, o alfa que meu melhor amigo estava namorando não me cheirava bem e eu sentia que não podia confiar nele. E não, não era ciúmes ou implicância como os meninos diziam — ou melhor: zombavam —, mas um sentimento estranho em meu peito. Eu não acreditava nessas coisas de espiritualidade e afins, porém era extremamente nítido que aquele alfa cretino não merecia Yeonjun em nenhum sentido.

E eu só comprovei isso ainda mais naquela noite.

[...]

Ir à universidade é ruim. A universidade é ruim. Mas as coisas ficavam um pouco mais fáceis quando eu estava com Yeonjun, pois era ele que fazia meus dias serem um pouco melhores do que eram, fosse naqueles momentos que sentava em meu colo e se encolhia com os braços ao redor do meu pescoço, ou então quando distribuía selares pelo meu rosto antes de alguma prova, ou até mesmo quando ficávamos abraçados no pátio na hora do intervalo enquanto eu ouvia suas tagarelices e pensava na morte da bezerra. Estar com aquele ômega de um pouco mais de um metro e setenta sempre era e sempre seria divertido, disso eu tinha total certeza.

Contudo, naquele dia, ainda que com um calor do inferno e alunos falando alto passando 'pra lá e 'pra cá, Yeonjun parecia indiferente. Seu semblante aparentava uma tristeza incomum e isso estava me deixando inquieto. Já era o horário do intervalo e estávamos indo almoçar, mas o ômega estava daquela forma desde que tinha chegado e, até então, não havia mudado o comportamento e não mostrava indício de querer me contar o que era.

E isso me entristecia tanto quanto irritava. Yeonjun sempre me contava tudo. Tudo. Absolutamente tudo. Então por que estava agindo como se fossemos meros amigos? Era eu, porra! Choi Soobin, o alfa que sempre o apoiou quando necessário! Não tinha motivo para ele evitar me dizer algo.

A não ser que…

Oh, sim. Com certeza era isso.

Yeonjun só ocultava uma coisa de mim e essa coisa não era nada mais nada menos que: problemas no namoro.

Como eu disse: conhecia aquele ômega com a palma da minha mão, podendo até dizer qual a cor da sua vestimenta íntima daquele dia. Então não seria novidade já ter percebido que ele tinha receio de compartilhar comigo alguns dos problemas que ocorriam em seus relacionamentos, especialmente do relacionamento da vez, já que sabia o quanto eu desgostava do alfa com quem ele namorava.

Entretanto, eu não iria deixar isso passar. Continuava sendo seu melhor amigo e estava disposto a lhe ajudar em tudo que precisasse, fosse tendo que me controlar para não socar a cara de um certo alfa ou não.

Enfim, nos sentamos lado a lado num canto mais afastado do pátio, numa das mesas distribuídas por ali. Eu gostava da nossa universidade por esse pequeno detalhe — nem tão pequeno. Nossas mãos, como cotidianamente, estavam entrelaçadas — Yeonjun afirmava se sentir mais seguro quando fazíamos isso, então pegamos o hábito de andar assim quando estivéssemos somente os dois — e não foram separadas nem mesmo quando nos sentamos.

E eu, percebendo que já podia fazer a fatídica pergunta, não fui bobo e logo indaguei, tentando soar o mais tranquilo e delicado possível:

— 'Tá tudo bem, Junnie?

Usei seu apelido como uma forma de deixá-lo mais confortável, pois sabia que ele gostava. Yeonjun tirou os olhos de cima da mesa, onde estava posicionando sua comida, e levantou em direção ao meu rosto, fazendo com que nossas miradas se encontrassem e também com que eu sentisse algo estranho no peito, como se meu coração tivesse dado um salto, o que sempre acontecia quando trocávamos olhares. Porém, não era nada demais, certo? Eu só era muito ansioso e estar tão perto olhando para alguém me deixava nervoso.

— Por que não estaria, Binnie? — respondeu, sorrindo de repente, fazendo com que leves ruguinhas surgissem nos cantos de seus olhos. Lindo.

— Eu não sei — falei de volta, dando de ombros. — Você estava estranho… Tem realmente certeza que não aconteceu nada, 'né? Se foi o Jake de novo, eu…

Mas não pude finalizar minha fala, já que Yeonjun pôs um dedo sobre meus lábios — me calando automaticamente — e, ainda sorrindo, se inclinou para selar minha bochecha. Fiquei tontinho das ideias e não consegui formular mais nenhuma frase em minha mente. Ah, ele conhecia bem os meus pontos fracos. Inacreditável.

— Sim, Binnie, eu tenho, sim? — "Sim", minha mente respondeu por mim, querendo dar um fim na conversa. Contudo, eu pensava diferente e, para demonstrar isso, o puxei contra mim, rodeando meus braços em sua cintura e aconchegando meu queixo em seu ombro, bem perto da sua glândula de cheiro. Yeonjun cheirava a rosas. E rosas eram tão cheirosas.

— Você sabe que pode me contar qualquer coisa… — sussurrei perto de sua orelha, notando que seus pelos arrepiaram com minha voz, mas ignorando esse detalhe. — Eu te amo incondicionalmente, Junnie. Se segure em mim, eu vou te proteger.

E ele me abraçou de volta.

Então, logo voltamos a comer como se nada tivesse ocorrido alguns minutos antes e, depois, regressamos como sempre para nossas aulas. Eu cursava administração e o ômega fazia gastronomia. Éramos bastante clichês, não é? Só havia um detalhe em nós que nos diferenciava de certa forma dos famosos clichês e era o fato de que nunca, em hipótese alguma, havíamos nos apaixonado um pelo outro. E, bem, isso era praticamente impossível, já que Yeonjun nunca demonstrou nenhum interesse em mim além do fraterno, por mais que afirmar isso me desse uma leve dor no ego.

Pois bem, se ele tinha me dito que estava tudo bem, deveria confiar nele.

E foi assim que segui o meu dia.

Na hora da aula, me sentei, como sempre, ao lado do meu outro amigo bastante próximo, Beomgyu, e conversamos um pouco — banalidades do dia a dia — antes do professor chegar. A partir daí, começamos a prestar atenção no que o mais velho dizia e a anotar o necessário. De qualquer forma, ainda que fossemos alfas jogados pelo mundo, que só queriam aproveitar a vida, não éramos idiotas e sabíamos dividir nosso tempo para as nossas responsabilidades.

Porém, após alguns minutos, senti como se alguém olhasse para mim, ou melhor, para minhas costas. Tentei ignorar, mas a pessoa parecia perdida em mim, ou querendo que eu virasse para observá-la de volta… Hum, interessante.

Mas eu queria brincar um pouco mais, então fingi que um lápis tinha caído e abaixei para pegá-lo, observando quem era pela minha visão periférica. Porém, diferente do que eu esperava, fui pego no flagra, uma vez que a pessoa fez o mesmo e estava olhando para mim descaradamente, com um sorriso aberto no rosto.

Era um ômega, ou melhor, Kang Taehyun.

Então, sem pestanejar, devolvi o sorriso com ainda mais atitude, demonstrando que correspondia ao seu interesse.

E vamos, quem não corresponderia? Era Taehyun, e ele era totalmente aclamado pelos alfas da sala, não só pela sua aparência física — essa que era — perdão — tão divina que eu contestava se ele não era o próprio Deus do Olimpo —, mas também pelo seu caráter gentil e direto ao mesmo tempo. O que ele queria, ele falava diretamente e, cara, isso era tão sexy. Até mesmo eu, que nem dava tanta bola para os ômegas da minha sala, tinha uma leve queda por ele.

Mas também não ficava atrás dele que nem um carrapato, como alguns por aí.

E me tirando dos meus pensamentos e das olhadelas de Taehyun, Beomgyu cutucou meu ombro, sussurrando em seguida:

Cara, o professor 'tá olhando 'pra cá, levanta.

Então eu me endireitei, um pouco rápido demais para o meu gosto, mas o bastante para fazer o professor parar de olhar em minha direção. Assim suspirei, não esquecendo de agradecer o Beomgyu, e voltando a focar nas explicações do mais velho.

Porém, ainda tinha o olhar intenso de Taehyun rondando minha mente como um fantasma.

[...]

No fim de todas as aulas daquele dia, eu estava acabado, extremamente exausto para fazer qualquer coisa que não fosse chegar em casa e dormir — não deixando de comer algo antes, claro, pois meu estômago pedia socorro. Contudo, depois de organizar meu material e pôr a mochila no ombro, senti um toque leve em minhas costas e, no automático, me virei na direção do ser. Era Taehyun. Possuía um sorriso pequeno no rosto delicado e seus olhos pareciam ainda mais marcantes do que da outra vez.

— Precisa de algo? — indaguei, sem segundas intenções. Ele balançou a cabeça num gesto positivo. Sorri. — Do quê?

— Do seu número. — Tão direto. — Poderia me dar, Soobin-ssi?

Seu tom… Senti todos meus pelos arrepiarem com ele, assim como com o seu pedido nada hesitante.

— Posso te dar tudo o que você quiser — respondi, me aproximando de seu corpo, ficando frente a frente consigo. Por ser mais baixo, ele teve de levantar o olhar para conseguir manter o nosso contato visual, o que, por dentro, eu achei absurdamente fofo.

— Que tentador, Soobin-ssi... Então, que tal…

Mas fomos interrompidos pelo barulho de algo caindo. Logo me virei, deparando-me com Yeonjun agachado, junto a Beomgyu, pegando algo no chão.

"Merda!", pensei mentalmente. Tinha esquecido que Yeonjun sempre vinha para minha sala quando eu demorava a ir para a dele, pois tínhamos o hábito de sair da universidade juntos.

— Desculpa, Taehyun. Podemos continuar isso depois, certo? — exclamei, me virando de volta ao ômega, sorrindo simpático. Taehyun assentiu e, antes de sair primeiro, deixou um selar na minha bochecha. Fiquei ali por uns segundos, sorrindo que nem um tonto, mas logo tomei consciência e andei em direção aos meus amigos.

No entanto, antes de chegar totalmente ao lado deles, senti uma pontada estranha no peito ao perceber os sorrisos que ambos tinham nos rostos, o que me fez levantar uma das sobrancelhas — intrigado — e caminhar mais rápido até Yeonjun, logo o agarrando pela cintura, o que o assustou de início, porém logo se tranquilizou ao notar ser eu.

— Junnie! — exclamei, beijando sua testa. O mais baixo soltou uma risada fofa e me abraçou de volta. — Desculpa a demora, eu…

— Não precisa me explicar nada, Bin. 'Tá tudo bem.

— Se você diz. — Dei de ombros, apertando-o contra mim. — O que vocês estavam conversando? — perguntei em seguida, apontando com o queixo para Beomgyu e Yeonjun.

— O Yeonjun deixou alguns papéis caírem e eu fui ajudá-lo — explicou o alfa de fios castanhos, olhando rapidamente para o menor ao meu lado, que de repente ficou vermelho, muito provavelmente pela vergonha. Eles não eram próximos.

— Ah, entendi — falei, observando as mãos do ômega, as quais sim, possuíam alguns papéis. — Mas então, vamos 'pra casa? Deixa que eu carrego sua mochila, Jun.

— Ok, Bin.

Sem mais demoras, agarrei a bolsa do menor e logo fomos embora, os três. Íamos caminhando tranquilos, enquanto eu abraçava o ômega de lado e Beomgyu ficava atrás de nós, um pouco mais afastado, conversando com alguém pelo celular. Não questionei quem era, mas tinha uma ideia; então acabei rindo com esse pensamento e Yeonjun percebeu, levantando o olhar para mim com as sobrancelhas franzidas, confuso.

— Não é nada, bebê, só alguns pensamentos engraçados — esclareci, tranquilizando-o. Ele compreendeu e voltamos a olhar para frente. No entanto, lembrei que tinha algo para o perguntar. — Você vai 'pra minha casa hoje? Ou vai visitar seu namorado…?

Odiava aquela palavra quando estava se referindo a aquele alfa com J de inicial.

— Não vai dar hoje, Bin. O Jake disse que quer conversar, então eu vou 'pra lá. — Suspirou. — Mas amanhã é sábado, então podemos ficar o dia inteiro juntos, que tal?

Que ideia tentadora.

— Tudo bem. — Sorri. — Te adoro, Junnie. — Deixei um selar em seus fios rosados, inspirando seu aroma gostoso.

— Também te adoro, Binnie — disse, sorrindo abertamente. Um sorriso tão lindo destinado só para mim, apenas para mim.

Nem mesmo Jake podia tirar aquele sorriso do baixinho, somente eu. Aquele sorriso era meu, aquele ômega era meu. Yeonjun era meu. E sempre seria.

Por mais que não no sentido que meu estúpido alfa queria.

[...]

Quando cheguei em casa — após deixar o ômega na sua —, realmente cumpri com o que tinha vontade e comi um resto de jantar que havia deixado no dia anterior, tomei um banho e simplesmente capotei na cama. Estava, de verdade, exausto. Como era uma sexta-feira, podia dormir com bastante tranquilidade, sem me preocupar de ter aula no dia seguinte e com nada relacionado ao meu trabalho de meio período numa lanchonete — esse que, por felicidade do destino, não havia tido turno naquele dia.

Porém, por volta das dez da noite, um barulho incessante me acordou. Era a campainha da minha casa.

Me assustei, claro, já que era muito tarde para ter alguém "batendo" na minha porta, além de estar chovendo muito. Mas a curiosidade atacou com mais força e eu desci da cama, saindo ligeiro do quarto e descendo a escada em direção a porta de entrada. Não tinha nem noção de quem poderia ser do outro lado, porém, inconsequente, lá estava eu indo ver quem era.

Contudo, o que me assustou depois disso não foi ter visto um maluco com uma faca na mão e máscara de palhaço, mas sim Yeonjun, porém não só Yeonjun, e sim o ômega que era meu melhor amigo com um rosto inchado e pouco agasalhado.

Eu nunca abri uma porta tão rápido em toda a minha vida.

— O que aconteceu? — indaguei, assim que pus o ômega para dentro da casa e tranquei a porta novamente. Seu rosto, naturalmente corado, estava muito avermelhado, como se tivesse chorado, enquanto suas mãos se encolhiam em seu peito e em seu lábio inferior havia um machucado.

— O Ja-Jake… — sussurrou, se aproximando de mim. Não demorei a enroscá-lo em um abraço, tentando confortá-lo. Seu corpo parecia muito miúdo entre meus braços naquele momento. — Ele… me traiu, Bin. O Jake me traiu. — Então ele chorou.

Não conseguia visualizar sua face por estar escondida em meu torso, porém senti quando suas lágrimas foram derramadas e molharam minha blusa. E, porra, como aquilo doeu.

— Esse merda! — xinguei. — Eu sabia que ele não prestava! — O apertei mais contra meu corpo, quase como se pudéssemos nos fundir. Contudo, era quase como uma necessidade fazer aquilo. Precisava mostrar que ele estava seguro comigo, que podia confiar em mim.

Yeonjun não teve uma infância fácil, muito menos adolescência, no quesito confiança com outras pessoas, e a maneira mais simples que eu achei para demonstrar que estava ali para ele era lhe abraçar com todas minhas forças como se nunca mais fosse soltá-lo. Queria fazer com que ele enxergasse, em seus momentos de sensibilidade, que eu o protegeria e o acolheria sempre.

— Não jogue isso na minha cara agora, Bin… — falou, quase num fio de voz. Ri baixinho, pondo uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha e beijando, em seguida, sua bochecha cheinha.

— Não é isso, bebê. Eu só sabia, entende? E nós dois entendemos que não é sua culpa. O único merda errado aqui é o Jake, 'tá entendido? Você é um príncipe precioso que esse covarde não soube valorizar.

E como um efeito de extrema qualidade, o menor rodeou os braços ao redor do meu pescoço e levantou o rosto, evidenciando ainda mais como sua carinha estava vermelha e com inchaços ao redor dos olhos de cor castanha.

— Podemos sentar? Minhas pernas doem — pediu gentilmente, e eu entendi, não demorando a sorrir e levantar suas pernas com cuidado, pondo-as ao redor da minha barriga e segurando bem a parte de baixo das suas coxas enquanto ele se agarrava a mim como um coala. Andei rapidamente até o sofá.

Yeonjun possuía pernas longas — ainda que não fosse tão alto quanto eu —, mas que se encaixavam perfeitamente bem ao meu redor. Às vezes até me pegava imaginando como seria na hora de…

Besteiras, besteiras.

Enfim, sentei no sofá, ainda com o ômega em cima de mim, e suspirei, sentindo ele mexer-se um pouco no meu colo. Mas, em contrapartida às outras vezes, dessa vez foi… diferente.

Algo se acendeu dentro de mim, de leve, mas o suficiente para dar início a uma sensibilidade inusual, pois, de qualquer forma, não é como se eu não achasse Yeonjun atraente e não quisesse, ao menos, tirar uma casquinha do homão que tinha diante de mim todos os dias. Porém, obviamente, não era nenhum doido e não tinha a menor vontade de estragar a nossa amizade, especialmente com ele namorando — o que já não estava mais fazendo, entretanto, isso não mudava praticamente coisa alguma.

— Ele… — começou de repente, após alguns minutos em silêncio e se mexendo inquietante em minhas pernas, coisa que estava para me enlouquecer. —... me trai há meses. É com outro ômega, um pouco mais magro, mais alto e mais bonito que eu. E também excitante.

Excitante… Espera, o quê?

— O quê? Como assim, Jun?

— Sim, Bin, ele é melhor que eu em tudo, até no sexo. Até em excitar um alfa. — Seus olhos voltaram a lacrimejar.

— Jun… — exclamei, em um quase sussurro, sentindo meu coração doer com as palavras proferidas pelo menor. Precisava fazer algo. — Quem te disse isso? Não pense assim de si mesmo, bebê. — Passei minha mão por seus olhos, secando algumas das lágrimas que escorriam por ali. — Você é o ômega mais incrível que eu já conheci, 'tá bom? Você não precisa ser tão magro, eu adoro morder suas bochechas e apertar suas coxas cheinhas. Lembra? Eu te contei isso quando éramos adolescentes. Você também não precisa ser tão alto, sua altura te torna ainda mais único. E, pelo amor, Junnie, você é tão lindo! — Sorri e ele sorriu junto.

Contudo, o que ele disse em seguida me deixou estático, em choque, surpreso.

— E excitante, Bin… eu sou?

As palavras ficaram atrofiadas em minha garganta e senti como se tudo começasse a girar ao meu redor. Ele não estava me perguntando aquilo… Estava…?

Não era possível. Não podia ter segundas intenções em suas palavras, certo? Yeonjun só não estava raciocinando bem pela situação. Porém, ainda assim, precisava lhe dar uma resposta.

Sim, você… você é.

Sussurrei com muito esforço, evitando mirar os olhos castanhos do menor e observando o chão da sala como se fosse a coisa mais importante do mundo.

Então olha 'pra mim, Bin… Diz isso olhando nos meus olhos.

Foi o que ele disse. Foi o que ele pediu. O que eu podia fazer? Eu só tinha uma alternativa, só uma escolha, e caso fosse contra, não sabia como poderia encará-lo depois.

Então, eu levantei o olhar e mirei, firmemente, seus olhos, voltando a exclamar, com ainda mais determinação — e talvez um pouco mais exagerado:

Você é excitante. Você é o ômega mais irresistível que eu já vi, Jun. Não pense o contrário por causa do Jake. Ele não soube valorizar a preciosidade que tinha em mãos, mas, acredite em mim, eu sim sei.

Seus olhos brilhavam, refletindo tantos sentimentos juntos que eu não conseguia identificar o que ele realmente estava sentindo naquele momento. Porém, sabia e tinha certeza que os meus não se encontravam muito diferentes.

Você… quer me beijar?

O quê…?

Eu realmente tinha escutado o que pensava ter escutado? Ou estava imaginando coisas?

— Co-como? — perguntei de volta, quase engasgando com as minhas próprias palavras. Yeonjun sorriu, porém um sorriso diferente de qualquer outro que já vi em seu rosto. Malicioso.

Então, repentinamente, começou a se mover lentamente em meu colo, quase como se estivesse rebolando. Suas mãos se esparramaram em meu peito e seu rosto aproximou-se além do comum do meu. Ele estava…

Isso mesmo: me beijar. Você quer?

— Você 'tá no cio? — indaguei, tontamente, inspirando melhor sua fragrância para tentar reconhecer se estava forte ou não.

E talvez, só talvez, a resposta que encontrei era exatamente a que eu queria: ele não estava no cio.

— Soobin, não seja bobo. Eu não estou no cio e você sabe disso. — Riu baixinho. — Eu só quero que você me foda como nunca fodeu outra pessoa, nem mesmo o Taehyun.

Possivelmente fosse coisa da minha cabeça iludida, mas a citação do nome do ômega de fios loiros estava um tanto carregada de ciúmes(?). Não conseguia saber, nem mesmo raciocinar sobre no momento, pois o ômega que era meu melhor amigo e por qual nutria um certo desejo desde a adolescência estava ali, em cima de mim, rebolando sobre meu pau e me pedindo para fodê-lo.

Como caralhos eu podia resistir a isso?

— Primeiro: eu nunca fodi o Taehyun. — Sua expressão, antes séria, pareceu tranquilizar com minha fala. — Segundo: você tem realmente certeza disso? Não é nenhum tipo de efeito pós-término?

— Cala a boca, Choi, e me beija logo.

E eu beijei. Beijei como se fosse o último beijo da minha vida.

[...]

Seu corpo estava sobre o meu, fodendo-se com meu pau como se precisasse daquilo para viver. E eu amava. Eu amava aquela situação, por mais que houvesse surgido de um instante para outro no qual jamais imaginei. Porém, lá estava eu e ele, somente eu e ele, juntos, corpos nus, conectados, comigo o penetrando tão fundo que sentia que poderia lhe gerar dez filhos. Estava ótimo, estava exorbitante.

Meu desejo só aumentava, minha libido ia a mil, meu coração palpitava em meu peito e sentia que ele poderia saltar dali para fora a qualquer momento. E eu queria mostrar para ele isso, queria fazê-lo sentir como eu me sentia.

Então eu agarrei sua mão e a pus sobre o meu peito, do lado esquerdo, bem em cima do meu coração, observando sua expressão. Seu rosto estava vermelho, mas não de lágrimas, e sim de prazer, de calor. E obviamente, me sentia satisfeito com isso. Muito satisfeito.

Após isso, levei minhas mãos para sua bunda e apertei com vontade, não permitindo mais que ele aproveitasse sozinho e começando a fodê-lo de verdade, a ir tão, mas tão fundo dentro de si, ouvindo-o gemer meu nome e respirando fundo. Tudo em mim queimava de prazer. Me sentia quente, em chamas, quase como se estivesse no próprio inferno.

Talvez Lúcifer estivesse ali nos assistindo, se saboreando com a deliciosa visão de Yeonjun engolindo meu pênis enquanto apertava os meus ombros.

E se isso estivesse certo, também estaria o desejando tanto quanto eu, porque não desejar Yeonjun era um castigo. Aquele ômega deixava qualquer um biruta, com sua beleza, seu jeito, seu corpo. Yeonjun era lindo, era quase uma pintura de tão belo, pois para ser mesmo, precisaria ser pintado.

Mas sem preocupação, logo eu providenciaria isso.

— Você não quer me dizer a-algo?

Exclamou, passando a arranhar minhas costas, grudando seu peito com o meu enquanto minhas mãos permaneciam onde deviam estar e meu pau pulsava dentro de si.

— Eu tenho muitas coisas 'pra te dizer.

— Fa-fale a mais importante.

Saí de dentro de si e o virei de costas, não demorando a adentrar seu interior em uma só estocada. Ele gritou, se contorceu abaixo de mim e eu observei tudo atentamente, sorrindo de canto. Não foram precisos mais segundos para começar a me movimentar, rápido, agitado e com uma carga tão pesada que precisava urgentemente ser descarregada.

Mas para isso, ainda precisava lhe dizer a "coisa mais importante".

Agarrei sua cintura, rodeando-o, e aproximei meu rosto de sua orelha, ficando tão pertinho que sabia que ele conseguia sentir minha respiração.

— Não tem como eu foder o Taehyun pensando em você…

Seus pelos arrepiaram. Eu vi.

Sorri com isso, me afastando rapidamente e metendo fundo, até não dar mais, apertando sua cintura e seu quadril com força enquanto sentia que meu orgasmo estava próximo. Mas ele veio primeiro, forte, gritando, tremendo e se contorcendo. Uma visão incrível. Suas costas arqueadas, seu cheiro de rosas intensificado, seu interior apertando meu pau tão bem, tudo um grande complô para me fazer gozar, então eu vim, logo em seguida, gemendo rouco e caindo sobre seu corpo com pesar.

Demorei apenas alguns minutos para sair de dentro, deitando logo ao seu lado e trazendo-o para perto, lhe abraçando como se não fosse mais soltá-lo.

Tinha, realmente, o fodido como nunca fodi outra pessoa.

— Talvez você só devesse ficar comigo de agora em diante então.

Foi o que ele disse, antes de adormecer sobre os meus braços. Depois de alguns minutos, eu também caí nos braços de Morfeu, porém feliz o suficiente para ainda aguentar umas duas horas acordado.

E acabouuuu! 😈

Gostaram? Eu realmente espero que sim. 💗 Mas, infelizmente, vamos ficando por aqui. Se cuidem, bebam água, se hidratem e até mais, xuxus! Vejo vocês ano que vem KDKAKAKSJDJD (brincadeira... ou talvez não...)

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