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Tratando como se fossemos uma mentira

Oi, oi! Como estão? Eu espero que bem, de verdade. ♡ Enfim, depois de um longo período sem atualização, venho voltando a atualizar, o que realmente me deixa super feliz, pois quero que se divirtam lendo assim como eu me divirto escrevendo.

Mas sem mais demoras, espero que gostem desse capítulo e possam desfrutar de uma boa leitura! Apreciem a belezinha que é Choi Soobin.

Ninguém sabia.

Quando eu e Beomgyu entramos no campo universitário, decidimos não contar a nenhuma pessoa sobre o nosso "compromisso", pois, além de desconfortável, teríamos que inventar mentiras para sermos convincentes. E isso poderia gerar confusões que não estávamos prontos para lidar. Então, ninguém, além dos nossos amigos, sabia sobre o que tínhamos e o que havia acontecido para acabarmos naquele estado.

E também, ficava ainda mais fácil de esconder, uma vez que nossos cursos eram distintos. Eu optei por estudar algo do qual sempre fui apaixonado: a fotografia. Amava estar conectado com tudo o que a arte visual podia me proporcionar. Enquanto Beomgyu decidiu ir para a área da saúde e estudar medicina.

Eu fiquei feliz por ele, ele ficou por mim, e ambos estávamos bem.

Porém, meus pais odiaram o fato de eu ter preferido fotografia a direito, coisa que eles desejaram toda a minha infância que eu fizesse. No entanto, ao menos nesse aspecto, eu não poderia me deixar ser tomado pela vontade que os dois possuíam. A fotografia fazia parte de mim, de quem eu era, quase como um pedaço do meu corpo. Isso não deveria bastar?

E então me surgiam perguntas que não tinham respostas: eles, de verdade, queriam um filho quando decidiram me ter? Ou um boneco para fazer com ele o que lhes desse na telha? Era absurda a forma como sempre metiam o dedo nas minhas decisões, sem me deixar brecha para contrariá-los. E eu não tinha o que fazer, sequer para onde correr, já que era sustentado por eles e morria de medo dos dois tramarem algo ainda pior contra mim caso tentasse.

Meus pais eram poderosos e cruéis.

Mas eu realmente fiquei chateado com isso e decidi que precisava refletir, dormir em outro lugar. E foi o que fiz. De qualquer maneira, eu não era de ferro. Era tanta pressão e… doía como o inferno. Eu estava cansado, matando-me por tão pouco, atingindo o meu limite.

Assim como na vez em que me entreguei ao alfa com quem tive algum pouco de conforto.

E o que aconteceu depois?

A consequência de uma ação mal pensada.

Eu sinceramente tinha medo de voltar a repetir o meu erro. Tinha receio de que eles tirassem de mim algo ainda mais importante. Contudo, necessitava espairecer um pouco e, como se o universo estivesse com piedade de mim por pelo menos uma vez, foi anunciado a toda nossa classe que poderíamos fazer um estágio em alguma agência.

Eu comemorei eufórico, claro! Feliz de que finalmente teria a chance de exercer um pouco do que já tinha aprendido durante aqueles outros três anos que estava na universidade.

Além do mais, na agência escolhida tiraríamos fotos de modelos — famosos ou não — e, ao final de cada trabalho, faríamos um relatório para entregar um mês depois ao professor. Eu estava nas nuvens. Aquilo era tudo que eu precisava. Uma experiência nova. Pessoas novas. Lugar novo. Eu estava emocionado!

E tudo foi incrível.

No dia da entrevista a uma agência bastante conhecida — muito estimada até pelos meus pais — em que modelos prestigiados e artistas de outras áreas modelavam, eu estava nervoso. Porém, consegui manter a seriedade e o profissionalismo necessários, recebendo, alguns dias depois, a notícia de que fui aprovado no cargo como estagiário e, caso fizesse um bom trabalho, poderia me tornar oficialmente dali após a minha formatura.

Eu me senti tão, mas tão feliz. Praticamente era meu primeiro emprego!

Comemorei com Wooyoung — o qual estava trabalhando como atendente em uma cafeteria perto da minha universidade, o que facilitava nossos encontros — e informei Beomgyu, que não pôde ir visitar-me por estar muito ocupado com os trabalhos da universidade, mas me parabenizou alegremente. Eu estava realmente realizado e ansioso por essa nova etapa na minha vida.

No entanto, não sabia o que me esperava.

[...]

Acordei cedo, tomei banho e me arrumei devidamente, escolhendo uma roupa social, porém confortável o suficiente para mim, que ficaria horas e horas fotografando. Aquele dia parecia mais quente que o comum, então optei por uma camisa folgada e calça jeans. No fim, estava totalmente arrumado para o meu primeiro dia de trabalho.

Porém, não deixava de pensar em como realmente seria no momento que estivesse lá. Os modelos seriam simpáticos? Eu me acostumaria rápido ao cargo? Meus colegas seriam legais e receptivos? Eram tantas perguntas! Entretanto, precisava manter a tranquilidade ou acabaria errando em algo importante e isso era o que eu menos queria.

Então, respirando fundo, peguei minha bolsa — já com todo o necessário para um longo período — e saí do quarto, descendo os degraus cuidadosamente para não ser visto pelos olhos sombrios do casal mais velho da casa. Não tinha nem um pingo de ânimo para falar com eles.

Contudo, eles sim tinham bastante vontade de conversar comigo.

Sem que eu percebesse, a presença de uma esbelta mulher trajada em um vestido negro e calçando salto alto fez-se presente ao meu lado, assim que terminei de descer a escada. Prontamente ela perguntou, no tom amargo e impassível de sempre:

— Já está indo para o seu estágio, Yeonjun? — Observou-me da cabeça aos pés, balançando a própria cabeça de maneira negativa em seguida. Engoli em seco, sentindo-me uma criança cometendo uma travessura.

— Si-sim, mamãe — respondi, em tom baixo, submisso, apertando fortemente a alça da minha bolsa.

— E não acha que está esquecendo de se despedir? Sabe que preservo os bons modos, não é, Yeonjun? — Sua expressão era neutra, mas eu podia claramente perceber a desaprovação em seus olhos.

Horríveis lembranças eram o que aqueles olhos me traziam.

— Por que a mamãe me odeia tanto, vovó?

Indagou o Yeonjun de oito anos, sentado no colo da avó paterna, enquanto esta fazia carinho no cabelo longo e escuro do neto.

A mais velha suspirou sem que o neto notasse. Em seguida, pôs um sorriso dócil no rosto e respondeu:

— Sua mãe não te odeia, meu bem. Ela só não é uma pessoa bem humorada às vezes, sabe? Sua mamãe, na verdade, só não sabe se expressar muito. — Beliscou a bochecha cheinha do garoto, o qual riu pela cócega que o movimento gerou. — Tente ser obediente e não irritá-la, ok?

— 'Tá bem, vovó! — Sorriu, mostrando que um dentinho faltava na parte esquerda da boca.

A idosa riu alto, falando: — Você é uma gracinha, meu benzinho.

— Desculpe por isso, mamãe. Prometo me despedir na próxima vez — exclamei, de cabeça baixa, assim, não podendo visualizar se ela sorriu ou não. Mas o soar da sua voz posteriormente mostrava um pouco mais de ânimo.

— Está bem. Vá com cuidado.

E se foi do local, deixando-me ali, desanimado e repreendido. Eu nem era mais uma criança, mas continuava a me sentir como uma.

De qualquer forma, respirei fundo e voltei a seguir o caminho que percorria anteriormente. Logo já estava fora de casa, subindo em cima da minha moto para ir até o prédio em que se localizava a agência Genius Model. E claro que fui em uma velocidade mediana. Mas aquele lugar parecia ser mais próximo da minha casa do que me recordava, uma vez que cheguei lá em poucos minutos.

Fui estacionar a moto na marcação indicada para veículos daquele tipo e tirei o capacete, admirando por rápidos segundos aquela ambientação escura e cinzenta, porém com um detalhe especial em tom de bronze e dourado. Era interessante e charmoso. Quase como uma peculiaridade. No entanto, dissipando-me dos pensamentos analistas, desci da moto e agarrei o capacete numa mão e uma das alças da mochila pus com a outra sobre o ombro.

Os meus passos eram rápidos até a entrada do prédio e como se a vida estivesse me empurrando cada vez mais depressa para o meu destino, logo eu já estava adentrando-o. De cara me deparei com a recepcionista. Parecia uma mulher jovem, não mais que trinta anos, pele escura e fios longos e cacheados. Estrangeira. Aproximei-me de si e falei:

— Oi. Eu sou o Yeonjun, o novo fotógrafo.

A mulher, focada em algo — provavelmente do trabalho — no computador, levantou o olhar e sorriu gentilmente para mim, voltando os olhos para o aparelho novamente e procurando, aparentemente, por algo. Em seguida, perguntou:

— Choi Yeonjun, certo? — Confirmei com um aceno de cabeça, mostrando minha identidade. — Ok. Me acompanhe.

Ela saiu de trás do balcão e passou a andar em minha frente. Apenas a segui como mandado, acabando por ser levado até o terceiro andar. Dali fomos para um cômodo com um cenário montado, onde havia uma banca, uma bicicleta ao lado e um buquê de flores em cima da banca. Verdade, hoje o ensaio é para uma revista sobre encontros ideais, pensei, recordando-me a temática das fotos daquele dia.

De frente para o cenário tinha todo um equipamento montado, faltando somente a câmera, essa qual, obviamente, eu já havia trazido. Era a minha bebê mais nova, uma preciosidade sem igual. De qualquer maneira, tudo ali era encantador aos meus olhos. Sabia que ficaria exausto de trabalhar durante quatro horas seguidas, mas valia a pena.

— Como pode ver, aqui é a área em que irá trabalhar. Logo mais virão te instruir e te receber. — Sorriu outra vez. O sorriso dela era bem bonito. — Seja bem-vindo, Yeonjun-ssi.

— Obrigado...

— Carolyn.

— Carolyn. Obrigado, Carolyn-ssi — agradeci de volta, também sorrindo educadamente e curvando-me em respeito. Ela fez o mesmo e se retirou do ambiente, deixando-me sozinho para explorar.

Sem tanta pressa, estava no horário, comecei a organizar-me. Às vezes meus pensamentos viajavam até os meus pais e no que eles estariam pensando, o que me entristecia. Porém, tentava me animar e dizer a mim mesmo que estava tudo bem, que eu estava indo bem. Não era tão funcional, mas era suficiente para aquele momento.

— Para alguém tão bonito, sua expressão está bem decaída.

A voz de alguém ecoando repentinamente me assustou, o que quase me impulsionou a dar um salto. No entanto, com o coração palpitando no peito, virei-me em direção ao ser, vendo que era um homem, bem alto, olhos azuis e cabelo escuro e curto, uma das laterais raspadas e uma franja de lado. Se meu coração estava acelerado antes pelo espanto, agora estava pela beleza radical daquele homem. Eu estava completamente travado diante dele e isso deve tê-lo gerado graça, já que, após, soltou um sorrisinho ladino e passou a se aproximar de mim.

Quando chegou perto o suficiente, nossos olhos ainda estavam colidindo-se, mas sua voz foi detectada: suave e rouca.

— O gato comeu sua língua, lindinho?

Ele indagou. Era um alfa. Farejei o ar e reconheci o cheiro forte e vigoroso, fazendo-me engolir em seco.

— Talvez eu deva conferir?

Seu tom provocativo e sarcástico estava me deixando fora de mim, totalmente nervoso. A presença dele era de outro mundo. Nem eu mesmo conseguia entender o que estava acontecendo comigo. Mas sabia que isso não era nada bom. De qualquer forma, quem diabos era aquele alfa?

— Soobin! Pare de importunar qualquer ômega que vê pela frente, seu imbecil!

Outra voz surgiu no local e aí meu coração quase saiu pela boca realmente. Mas agora, ao menos, sabia que aquele homem à minha frente tinha um nome: Soobin. Seria ele um funcionário? Assistente? Secretário?

— Que saco, Taehyung — exclamou o alfa, afastando-se e saindo por onde havia entrado. Eu não sabia como reagir.

— Eu sou seu hyung, idiota! Cadê o respeito?! — gritou o tal Taehyung enquanto olhava em direção a porta de entrada. Em seguida, direcionou-se a mim. — Sério, me desculpe pelo comportamento do Soobin...

— Yeonjun.

— Yeonjun, certo. — Sorriu levianamente, estendendo a mão. Era um beta. Apertei sua mão, devolvendo a feição gentil. — Deve ser o novo fotógrafo, não é? Eu sou Kim Taehyung, o assistente de quem você viu agora há pouco.

Ergui uma das sobrancelhas, confuso.

— Assistente? Então, ele é...

— Seu modelo? — Riu anasalado. — Sim, Yeonjun-ssi. Não conhece o Soobin?

— Conheço — soltei em um quase murmúrio. Sentia minhas bochechas quentes. Estava lembrando. — Só não me recordava o porquê de ele ser familiar.

Choi Soobin era um modelo bem-sucedido. Entrou no mundo da moda com apenas dezoito anos e, desde então, sempre foi uma febre por toda a Coreia e até mesmo por países internacionais. Ele era aclamado, principalmente por ômegas, os quais desejavam pelo menos uma chance com um dos maiores modelos do país.

E eu, Choi Yeonjun, estava a ponto de trabalhar com aquele alfa após tê-lo visto tão de perto.

Eram tantos sentimentos juntos que não sabia realmente o que sentir. Felicidade, euforia, nervosismo, ansiedade, medo. Tudo de uma vez.

— Que bom, então. Espero que façam um ótimo trabalho juntos. — A fala de Taehyung me trouxe de volta à realidade. — Agora me deixe ir atrás daquele idiota, sim? Volto já!

E logo o beta já não estava ali. Suspirei, por parte aliviado, por parte cansado e isso que nem havia feito nada ainda. Mas só de imaginar Soobin, em minha frente, sorrindo em "minha" direção, meu coração batia desenfreado.

[...]

Algumas pessoas, depois daquele ocorrido, vieram me auxiliar e me explicaram o funcionamento de algumas situações as quais precisava saber. Anotei cada pedaço mentalmente e me mantive focado em tudo. Porém havia um resquício de distração dirigindo-se ao pensamento insistente sobre o ensaio daquele dia. E isso piorou quando me avisaram que o modelo já estava pronto para vir e alguns saíram do espaço, permanecendo somente outros com funções importantes. E mesmo que não estivesse mais sozinho, não pude conter o suspiro.

Que merda...

Parecendo um louco, sussurrei para mim mesmo, fechando os olhos por míseros segundos até abri-los novamente ao escutar a porta dali sendo trancada por dentro. Não demorei a me virar, deparando-me com um homem totalmente diferente ao anterior: ao invés de uma camisa social preta com alguns botões abertos, possuía uma blusa social branca com um casaco em tom terroso por cima. Absurdo. Ele parecia até mais charmoso que anteriormente.

— Está nervoso? — indagou, caminhando tranquilamente até mim, sem se importar com os olhares dos demais sobre nós. Sua postura ereta e face séria eram um tanto… imponentes.

Mas eu precisava ser profissional.

— Não muito — comentei, passando ao seu lado e dirigindo-me até o equipamento. — Você sabe o tema, certo? Comece a se posicionar.

— Está nervoso — prontificou de repente, em tom baixo, sarcástico. — Suas orelhas vermelhas não mentem.

— Por que está implicando comigo? — irritado, perguntei, desviando os olhos dos aparelhos para o alfa. Soobin pareceu divertir-se com minha expressão chateada pelo sorriso que surgiu em seu rosto.

— Somente gostei de você. Não é implicância.

A declaração me deixou atordoado, porém, sem mais demoras, balancei a cabeça e dissipei os devaneios que passavam a tomar minha mente. Soobin ainda sorria, mas dessa vez posicionado. Finalmente estava pronto para trabalhar. Suspirei internamente em alívio.

Depois de alguns minutos que eu terminava a preparação do equipamento, finalizei, ao mesmo tempo em que o assistente do modelo chegou e meu trabalho também. Todos estavam em seus lugares.

Soobin realmente era lindo, não havia a mais mínima dúvida. Suas feições eram sérias e gentis ao mesmo tempo, enquanto os seus olhos de coloração azulada faziam um destaque com seu cabelo escuro e pele clara. A roupa perfeitamente alinhada ao seu corpo alto o deixava adorável e desejável. Soobin parecia perfeito em cada pose, fosse com o buquê nas mãos, sentado, em pé, ao lado do poste falso ou com um sorriso cheio de segundas intenções no rosto.

A cada click, meu coração se desfazia em batimentos acelerados. E quanto mais próximo eu precisava estar para um ângulo melhor, mais a essência — mesmo que fraca pelos inibidores — se dispersava pelo ar, indo certeira ao meu nariz.

E após uma hora naquele ensaio, paramos para comer e para Soobin trocar de figurino e maquiagem.

Taehyung foi sensível comigo e me levou uma marmita, a qual agradeci, pois me poupou tempo de ir comprar e mais para editar algumas imagens e apagar outras. Isso durou, em média, uns vinte minutos. Eu comia enquanto editava, então minha tarefa parecia se desenrolar com mais facilidade. No entanto, meu tempo de paz durou pouquíssimo.

Sem que eu percebesse, uma presença marcante tomou lugar atrás de mim, agachando-se para poder deslizar sua mão sobre minha cintura, o que me impulsionou a quase saltar da cadeira e, em especial, derrubar o prato descartável com a minha comida.

E o dono de tal ato nada mais fez do que cair em uma gargalhada alta e entusiasmada, olhando-me sob o óculos que, no momento, portava. Preto, com detalhes em dourado.

— O que você está fazendo?!

Meu tom soou alto, mas a risada extravagante de Soobin já havia chamado a atenção das outras pessoas.

— Nada demais, fotógrafo. Estou apenas me divertindo antes de voltar ao trabalho.

Sua explicação esfarrapada com um sorriso de canto no rosto magro eram realmente insuportáveis. Porém, a forma que a palavra "fotógrafo" ecoou por seus lábios foi impactante. Uma deliciosa sensação subiu pela minha espinha, um arrepio sendo sentido por mim. Algo peculiar e com gosto amargo, entretanto, saboroso em minha boca. Foi inevitável não querer estapear aquele alfa por mexer daquela forma comigo.

— Se divirta, mas não me assustando, e muito menos me atrapalhando enquanto almoço — respondi de maneira um tanto seca, voltando a concentrar minha atenção em meu prato, observando se algo tinha caído. Constatando que não.

— Mas eu não estou te atrapalhando. Você também pode se divertir comigo. Basta querer, docinho.

Sem que eu, por mais uma vez, percebesse sua aproximação, Soobin sussurrou em meu ouvido. E para a minha infelicidade, meu corpo passou por arrepios grandiosos, deixando-me por um triz de agarrar Soobin pelo colarinho e enchê-lo dos meus feromônios de raiva.

Contudo, eu precisava manter a seriedade profissional. Além de não poder esquecer que eu… eu estava comprometido.

Lembrando disso que me dediquei a ignorar o alfa, mandando-o voltar ao seu lugar, porque iríamos retomar a sessão de fotos. Meu aroma exibia uma notória tensão, então tratei de contê-lo o máximo possível, o que acabou por me deixar mais cansado que o normal ao final do meu período. Todos já tinham ido embora depois de se despedirem e agradecerem pelo trabalho árduo, no entanto, valioso daquele dia. Sobrava apenas eu. Taehyung arrastou Soobin para algum outro local, provavelmente para parabenizá-lo pela sessão, ou algum evento importante. Não sabia e nem precisava saber ao certo. Eu era somente o fotógrafo. E assim deveria continuar sendo.

Contudo, assim que organizei minhas coisas e estava prestes a sair, senti um peito encostar em minhas costas enquanto uma mão apertava o meu quadril. Logo não demorei a ouvir a voz de Soobin.

— Já está indo para casa?

Sua pergunta era tão singela, porém foi quase como se ele estivesse sussurrando indecências contra meu ouvido, o que fez meu coração palpitar descompassado e minha garganta secar.

— E-estou. E me solte. Você não tem o direito de me tocar assi-...

Mas minha fala foi cortada no momento em que seu nariz encostou em minha nuca. Ele estava me cheirando. E isso não era nada, absolutamente nada bom. Nem para minha sanidade quanto para meu status social.

Só que havia um problema.

Eu não queria contar que estava noivo.

— Eu não vou fazer nada que você não queira, Yeonjun. Eu não sou esse tipo de alfa, está bem? — Rodeou os braços por minha cintura, arrastando-me contra si com facilidade. — Eu só quero me divertir com você… — Selou os lábios em minha nuca, arrepiando a área e me dispondo uma mordida no lábio inferior para conter um suspiro de satisfação. — Quero que nós dois estejamos ganhando. Então entre no meu jogo, Yeonjun. Entregue-se a mim.

Suas últimas palavras foram suficientes para eu acordar do transe que sua presença acabava por me pôr em todas as malditas vezes que nos encontrávamos. E foram somente três até o dado instante.

— Não, Soobin, eu… Eu não posso, ok? Me deixe em paz, por favor.

Meu tom era trêmulo, minhas mãos eram fracas, porém tive de usar um pouco mais de força para me separar do agarre do alfa e agarrar minhas coisas com pressa. A saída dali foi brusca, correndo pelo ambiente, saindo do prédio com o coração a mil e os olhos cheios de lágrimas. Estava dolorido. Destroçado. Em mil e um pedacinhos. Não porque Soobin foi grosseiro, pelo contrário: porque ele foi o primeiro a não ser.

Eu sabia que não era apaixonado por Beomgyu, que não queria me casar com ele. E depois de tanto tempo sem a atuação de outro alfa em minha vida, não entendia como o peso daquele noivado abrupto era doloroso.

Todavia, quando Soobin disse as palavras mágicas, eu entendi. E doeu como a porra de uma queimadura.

Eu estava preso. Estava em completos destroços de um Yeonjun que outrora só queria experimentar e… no fim, experimentou o sabor mais amargo do que é não poder viver a sua maldita e própria vida.

No entanto, enquanto voltava para casa, algo dentro de mim ainda se sentia aquecido, quase como um murmúrio expectante me avisando que não acabaria por ali. Recordando-me que, de certa forma, eu ainda teria muito o que passar para ter de volta o que sempre deveria ter me pertencido.

Ou eu estaria completamente enganado?

[...]

— Junnie, Junnie, e seu primeiro dia em seu primeiro emprego!

Os gritos animados de Wooyoung me faziam rir sem contenções, ainda que estivesse com os olhos inchados de tanto choramingar pelas ruas da cidade enquanto dirigia até minha casa. E como consolo, após eu contar sobre a experiência por chamada de voz, meu amigo decidiu que eu precisava de algum estímulo relaxante. Mas quando se tratava de Wooyoung, "estímulo" significava farra. Assim, sem tantas voltas, estávamos em uma boate, curtindo a música que tocava ao fundo enquanto bebíamos. Não éramos fãs daquele lugar, porém também não o odiávamos.

— Pare de gritar, seu tonto! — falei, agora rindo pela expressão de cachorro repreendido pela mãe do beta.

— Você só me maltrata e eu aqui, todo compreensivo, amigo, generoso tentando te animar — comentou em tom falsamente tristonho, dando algumas bebericadas no líquido esverdeado de seu copo. Balancei a cabeça negativamente.

— Você é péssimo como ator. Que bom que não decidiu cursar algo nessa área.

— Hey! Eu sou bom, ok? Só que você me conhece mais que bem, adorável Jun — disse, sorrindo ladino. Franzi o cenho e ri em deboche.

— É por te conhecer mais que bem que sei que você é péssimo em fingir, mentir e, especialmente, esconder seus sentimentos, idiota. — Depositei um peteleco em sua testa, somente escutando um "Ai, imbecil!" e sorrindo divertido por isso. — Nem doeu, fracote.

— Claro que doeu! Você pode ser ômega, mas ainda não deixa de ser forte!

— Bem, você tem um ponto.

— Sempre tenho um. — Voltou a sorrir. — Mas… Jun, se sente melhor? Sabe que se ainda precisar desabafar, eu sou todo ouvidos a você. — Sua expressão sorridente transformou-se em uma feição séria. Sorri sem graça, desviando os olhos de sua face até minha própria bebida.

— Está tudo bem, Woo. Só vamos curtir por hoje, sim? Eu preciso disso.

— Tudo bem. Eu entendo, Jun.

E como se finalmente eu pudesse dissipar minha mente da incansável imagem de Soobin com seus olhos azuis me encarando, deixei-me relaxar e rir das besteiras que o beta soltava a cada cinco palavras. Era disso, da dose de bom humor de Wooyoung, que eu tanto necessitava. Pois, ao menos, o meu amigo nenhum pai poderia tirar de mim.

E então, gostaram?!
Eu realmente espero que sim. Fico com tanta dó do Yeonjun, e o pior é saber que não é nem um terço do tanto de coisas que ele vai passar. E me digam se esse Soobin não é tentação do diabo KKKKK Mas enfim, espero que tenham tido uma boa leitura, e até a próxima, galera! ♡

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