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Capítulo Único

Capa by ye-jinie💜

🌻Meu Reflexo🌻

Eu gosto de como o vento parece me conhecer bem mais do que eu mesma. A forma como ele perpassa pelas folhagens e me trás o doce cheiro da natureza quando preciso de calma.

Gosto do quão livre ele parece ser. Não preso em uma redoma criada por ele mesmo, como eu estou. E é pensando nisso que eu digo com toda certeza o quanto eu queria ser o vento. Todos o conhecem, ninguém o vê, apenas sabem que ele está ali quando ele quer que saibam.

Mas ao mesmo tempo em que eu daria tudo para ser o vento e quem sabe descobrir uma cidade perdida mundo a fora, eu também gosto de correr meus dedos por entre as plantas, sentir o orvalho debaixo de meus pés pela manhã, banhar-me no rio de águas cristalinas e serpentear pelos campos procurando novas espécies de plantas.

Eu vivo nesse dilema à anos.

Numa melodia calma, que leva minha respiração e pausas do coração, eu caminho em direção ao nada. Venho tendo dias sombrios, em que não vejo nada a minha frente sem ser um fio fino e dourado. Uma fina linha de esperança por algo que eu não sei o que é, algo que me deixa na mais pura agonia e ansiedade.

Escuto vozes ao fundo, ecoando sob a minha, apenas para no fim saber que são as vozes de meus pensamentos incansáveis. Meu costume de falar sozinha sempre presente, já que, por opção minha, eu não tenho muito contato com nenhum semelhante a mim.

Ouvir todos dizerem o quão bonita eu sou, não me faz melhor. Todos olham apenas para meu exterior e julgam-me como arrogante, disputam por meu amor, mas nenhum é merecedor dele. Eu não sei como sou, mas sei que mereço alguém que ame meu ser por inteiro, não somente uma face, uma máscara seca e orgulhosa. Deixo que digam o que querem, que sou orgulhosa e que os desprezo, pois é isso que minha máscara faz.

Primavera nunca foi liberdade para mim. Quero dizer, nenhuma estação é. Lidar com a proibição de que eu me observe, que eu saiba como sou. Isso me quebra em mil pedaços, mas é claro que todos estão mais preocupados em como eu apenas rejeito todos que a mim confessam suas paixões. Obviamente sou obrigada a aceitar, que nutrem sentimentos por uma beleza subjetiva e não posso expor o quão contrariada fico com isso.

Tenho de manter minha figura irreverente, orgulhosa e arrogante para que siga com dias pacíficos, tenho de permanecer caçando por aí para manter-me ocupada e longe de qualquer um que venha perturbar-me sobre uma beleza da qual não vejo.

Caçando. Era isto que estava fazendo, caçando para me distrair e obter meu alimento, quando ouço passos por trás de mim. Se não estivesse atenta diria que eram os meus.

"Há alguém aqui?" Questionei para o nada, ouvindo somente o vento assobiar acima de minha cabeça. Até que ouvi a resposta.

"Aqui!" o grito veio por dentre as árvores. A voz era bela, suave, mas eu não via sua origem.

"Por que não vem?" Quero vê-la. Quero saber quem é. A bela voz não parecia estar me vendo. Seria esta a minha chance de encontrar amor? De ser amada por quem sou?

"Vem!" Me respondeu a voz, mas eu não sabia onde ela estava.

"Por que foges?" Eu preciso saber quem é, se for algum espírito da natureza, talvez veja através de minha máscara.

"Por que foges?" Respondeu minha pergunta a repetindo, e comecei a ficar confusa e ansiosa.

"Eu não fujo de você! Não te vejo, venha! Vamos nos juntar!" Era minha última tentativa de convencer o espírito. Se ela não vier, serei rejeitada pela primeira vez. Ao menos saberei que sou normal.

"Juntar!" Ouvi um farfalhar, galhos se quebrando e então um pouco ao longe eu a vi. Uma ninfa bela, mas que como os outros amava minha superfície.

Dei um passo para trás e a vi começar a parar sua corrida lentamente ao ver decepção em minha face.

"Afaste-se! Prefiro morrer do que deixar que me possua!" Me quebrei ao ver seu sorriso desmanchar. A bela face contorcida em tristeza. Uma pena que ela seja superficial como os outros.

"Me possua..." repetiu o que disse. Cabisbaixa. Mas eu somente corri.

Eu corri.

Com medo. Apavorada com a possibilidade de ser somente eu e uma face que nunca tive o vislumbre. Assustada com a chance de nunca receber amor de outro alguém.

Eu corri!

Para onde? Eu não prestei atenção. Mas não me precionei sobre aquele momento por muito tempo. Preciso seguir adiante, agarrada ao fio fino de esperança de que ainda encontrarei alguém. Alguém que me ame, sorria olhando em meus olhos e acene para mim com sua alma.

Passei os dias observando os céus em uma ira. O Olimpo fervendo e borbulhando. Mas não me apetecia cuidar das decisões dos deuses.

Continuei vagando. Procurando plantas desconhecidas, banhando-me em águas cristalinas onde podia ver as pedras lisas ao fundo. Apenas prossegui meus dias.

Voltei à minha caça, desta vez numa região onde os pastores não traziam seu rebanho. Estava animada com a possibilidade de examinar um lugar novo.

Mas eu estava cansada demais para isso agora, corri e corri atrás de minha presa por um caminho muito longo e tortuoso. Preciso recarregar minhas energias.

Não muito distante vi uma fonte, águas claras e como prata, parecia que poderia cortar-me de tão clara e resplandecente que era. Tão bela quanto os lugares mais simples pelos quais passei, assim como os mais excêntricos pelos quais andei.

Em passos lentos me aproximei, estendendo-me para banhar-me daquelas águas e matar minha sede.

Ao que me debrucei eu vi algo ali. Parecia uma pintura, podia ver até mesmo as marcas do pincel. Cabelos brilhantes num tom de dia ensolarado, rosto desenhado à mão, olhos brilhantes vívidos, banhados em juventude. Era linda!

"Deve ser um espírito da água que vive nesta fonte. És belo!" E eu apaixonei-me. Não pela beleza. Mas pela forma como retribuia meu olhar, como brilhava sob mim, como sorria para mim quando eu sorria para ela e não me olhava com indiferença. Como via através de mim. Parecia observar minha alma.

Estiquei-me em sua direção, sem mais me conter. Encontrei meu amor! Pronta para beijar o ser em minha frente, deslizei os braços na água observando como esticava os seus também, como estavamos nos fundindo delicadamente. Tinha medo de que ela sumisse.

Mas ao direcionar meu rosto ao seu encontro, o singelo toque de nossos narizes a fez sumir sob meus olhos.

Assustada me afastei, observando a água turvar-se. Estava apavorada. Encontrei meu amor e o perdi tão rápido quanto. Os olhos enchendo-se como num dia de chuva forte. E então ela voltou, tão bela quanto.

"Por que recusas meu toque? Por que me desprezas? Eu sou tão ruim assim? É feiura? As ninfas me amam. Observe meu interior, por favor!" Minhas lágrimas respingaram sobre sua face, e sumistes novamente.

"Não fujas de mim! Por favor, eu lhe imploro. Fica, peço-te que permaneça comigo. Posso não tocar-te, mas somente te observarei" estava exasperada, faria qualquer coisa para mantê-la comigo.

Permaneci lhe adimirando, apenas eu falava, ela me parecia tímida mas copiava o modo como movia meus lábios ao pronunciar as palavras.

Eu sentia dor. Sentia fome e sede. Mas se eu saísse eu a perderia. E eu não quero cometer este crime.

"Deixe-me lhe tocar ao menos uma vez?" Minha voz rouca arranhou por toda minha garganta. Pude ouvir uma harpa ao fundo, quando a vi sorrir para mim de maneira sofrida.

Então eu me estiquei sobre si pela segunda vez em dias. Mas eu não tinha forças para me apoiar. Então eu mergulhei em seu ser. Esperei que ela viesse me abraçar e me salvar dali.

E eu senti.

Senti um calor de um abraço, beijos sobre minha derme. Vi o azul cobrir-me a vista.

Eu deveria ter mergulhado?

Corri meus olhos cansados por todos os lados. Abaixo de mim era fundo, e eu nunca saberia disso se não tivesse caído em seu ser.

Se eu não deveria ter me atirado, o que eu deveria ter feito?

Senti meu corpo ser acalentado pelo que deveria ser o dela. Mas eu não conseguia a ver. Senti lábios sobre minhas pálpebras que lutavam para continuarem abertas. Meu estômago ardendo pelos dias sem alimento ou hidratação.

Diga-me se até mesmo essa dor não é real.

Meu peito doía. Retorcia-se e distorcia novamente. Eu morreria em seus braços, sem ver seu rosto por uma última vez.

"Durma. Eu deixarei que saibam onde dormiu pela última vez"

Ouvi o sussurro no fundo da imensidão enevoada que se encontrava minha mente. E então eu dormi, agraciada por sua voz e por seu calor.

"Bons sonhos, Lalisa. Meu precioso broto de Narciso"

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