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Horinha extra.

Conrado narrando.

- Eu estou indo até o restaurante, qualquer coisa me ligue. - Digo a minha secretária e coloco alguns papéis dentro da minha maleta de couro.

- Sim, senhor Ferraz. - O restaurante da empresa ficava na cobertura, entrei no elevador e ao invés de subir estava indo pra recepção. Bufei pela demora e por motivos de que o espaço ali dentro ficou apertado com os funcionários entrando e saindo a cada andar. Todos me cumprimentam quando entram.

Quando o elevador para na recepção Alba e Júlia entram e se enfiam entre as pessoas no elevador, logo subimos novamente e a minha agonia só aumenta para sair daquele treco, por que diabos eu não subi de escada?

O treco para novamente e a maioria das pessoas saem e Rubens entra, ele me cumprimenta e depois fala com as mulheres em minha frente. Abro um sorriso quando vejo a saia cinza que Júlia está usando. Maldita mulher que me faz fantasiar todas as vezes que a vejo usando saia. Infelizmente no final de semana não passamos das preliminares um amigo dela ligou e ela teve que ir embora para salva-lo de alguma maldita febre ou sei lá o que.

- Preciso malhar, estou em um ritual que não pode ser quebrado. - Júlia diz e Alba faz careta.

- Malhar não é comigo, já tentei mas meus músculos se recusam a se acostumar com o esforço.

- Onde você malha? - Rubens pergunta animado, está na cara que ele tem interesse em Júlia.

- Loona fitness, nessa aqui pertinho.

- Sério? Eu também malho lá, o que acha de irmos juntos hoje?

- Ótimo, odeio malhar sozinha. - O elevador finalmente para no restaurante e todos nós saímos.

Valquíria já está me esperando em uma mesa no canto do restaurante, o restaurante era ao ar livre com mesas e cadeiras pretas, com uma bela vista de Madri.

Me sento de frente para Valquíria botando no rosto uma cara de mal-humorada, mal eu sento e um garçom já se aproxima e nos entrega o tablet para escolher o que queremos. Dispenso e peço somente uma taça de vinho, Valquíria pede uma Salada Waldorf.

- Vamos lá Valquíria, o que você quer? Pensei que tivéssemos resolvido tudo na sexta-feira.

- Eu quero fazer parte da vida de Giordana, então comunique isso a sua irmã e mãe. - Dou um grande gole em minha taça de vinho assim que o garçom a coloca contra a mesa.

- Não comece, nós temos um trato. Você fica longe, de quanto precisa? - Ela me olha fingindo está ofendida. - Eu não tenho o seu tempo.

- Preciso de 10 mil euros e eu vou precisar do seu jatinho para voltar pra Itália ainda hoje. Me recuso a ir em voo comercial mesmo se for de primeira classe. - Mas que picareta, ela está cagando pra Giordana, quer mesmo é sugar o meu dinheiro.

Pego meu celular e ligo pro meu contador peço para que ele deposite o valor na conta dela e depois ligo pro aeroporto para que eles preparem o jato.

- Me parece que existem outros concorrentes atrás do seu chaveirinho. - Dou uma olhada na direção da mesa onde Júlia está sentada e Rubens a está olhando intensamente e com um sorriso bobo no rosto enquanto Júlia fala alegremente sobre alguma coisa com ele, Alba está em um telefonema. Rubens pega na mão de Júlia o que incrivelmente me deixa irritado.

- Eu preciso ir. - Digo a Valquíria e nem permito que ela diga nada, saio igual um raio e vou pro meu escritório. Minutos depois minha paz é interrompida.

- Senhor Ferraz o...

- Coisinha linda não é necessário me anunciar. - Meu melhor amigo e advogado entra em meu escritório e interrompe minha secretária.

- Tudo bem, Rosária pode ir. - Ela acena com a cabeça e sai.

- Fala meu chefe, vi Valquíria saindo do prédio, metida como sempre chegou a virar o rosto pra mim. - Solto uma risada, Valquíria não gostava do meu amigo Thomaz.

- Ela nunca gostou de você. Agora o que você faz aqui? Não me diz que estamos sendo processados.

- Eu vim em missão de visita, já que sabia que você estava por aqui. - ele anda até a parede de vidro que dá pro escritório interno e abre um sorriso. - Quem é aquela mulher? Nunca a vi por aqui.

Me aproximo dele e olho lá pra fora, Júlia está amarrando seu cabelo em um rabo de cavalo.

- Uma nova funcionária.

- Vou me apresentar. - Seguro em seu braço e nego com a cabeça.

- Nada disso, ela está em horário de trabalho. - Thomaz é um conquistador barato desde que o conheço.

O conheci na faculdade de direito, fiz dois anos de direito e depois abandonei e fui cursar administração. Mas mesmo assim minha amizade com Thomaz prevaleceu. Lembro que quando nós saíamos ele queria pegar todas em uma só noite e na maioria das vezes conseguia. Eu sempre fui mais centrado, essa de ficar com várias nunca fez meu estilo isso foi até eu assumir o posto de CEO. E depois de uma decepção amorosa.

Agora Thomaz nunca esteve em uma relação séria, e óbvio que não vou permitir que ele se aproxime da Júlia, nem em sonhos.

- Eu gostei dela, acho as espanholas belíssimas.

- Thomaz sossega homem. Vamos sair pra almoçar, não comi nada na companhia indesejada de Valquíria. - Visto meu terno e saio sendo seguido por Thomaz.

- Valquíria sanguessuga, nunca vi mulher mais picareta que essa. Já mandei você dar um pé na bunda dela. - Espero que futuramente.

- Rosária, irei sair anote os recados e remarque a reunião de hoje pra amanhã às 11h.

- Sim senhor. - Quando passamos em frente a mesa de Júlia, obviamente que Thomaz para.

- Boa tarde senhorita...

- Carter. - Ela sorrir e Thomaz pega em sua mão e leva aos lábios. Sou obrigado a manter a pose.

- Prazer em conhecê-la. - Maldito sedutor barato.

- Vamos Thomaz, a senhorita Carter tem muito trabalho a fazer. - Pego em seu braço e o faço andar em minha frente.

E durante duas horas seguidas nós comemos e conversamos na base da risada.

Volto para a empresa e participo de uma conferência via Skype e agradeço quando chega ao fim.

Os funcionários já estão indo embora e vejo Rubens parado na mesa da Júlia e eu resolvo ir até lá. Ela está trocando os saltos por tênis de corrida.

- Boa tarde.

- Boa tarde senhor Ferraz. - Os dois falam ao mesmo tempo.

- Senhorita Carter, eu iria precisar que a senhorita ficasse até um pouco mais tarde. - Ela concorda.

- Claro, podemos ir amanhã Rubens?

- Com certeza. Eu te ligo, bom trabalho pra vocês. - Ele se despede da Júlia e se retira.

- Me desculpe acabar com seus planos, senhorita Carter. - Ela franze o cenho e balança a cabeça.

- Não precisa se desculpar, senhor Ferraz. - Dou um sorriso e volto pro meu escritório.

Às 18h só estão Júlia, a equipe de limpeza, dois seguranças e eu no escritório os demais funcionários já foram embora.

•••

Júlia narrando.

Meu ritual do mês estava destruído, estava a duas semanas seguindo de forma rígida minhas idas a acadêmia e Conrado acaba de jogar fora isso tudo, logo hoje que comi um hambúrguer enorme e tomei um milk shake do grande, eu tenho vontade de mata-lo, mas ele é o chefe e eu sou a mísera funcionária atrás de dinheiro e ainda vou ter que ligar pra lanchonete pra dizer que não irei hoje. E tadinho do Rubens ele ficou triste pude ver isso.

Depois de resolver tudo me encaminho até a sala de Conrado, bato na porta antes de entrar como diz os bons modos.

- Em que posso ajudar? - Pergunto e paro em frente sua mesa, ele desvia o olhar de seu iMac pro, super caro. Meu Deus, meu notebook é um Samsung que a cada clique dá uma travada violenta, seria meu sonho ter um iMac.

- Eu preciso que você tire xerox dos documentos que estão em cima da mesa lá no arquivo, por favor. - Concordo com a cabeça e saio da sala dele.

Depois de organizar os documentos os deposito na máquina de xerox, e a novidade é que o treco não está funcionando. Bato na mesa e dou uma longa bufada, pego os documentos e me dirijo até o escritório de Conrado, novamente.

- A máquina de xerox está ruim, não sei o que está acontecendo. - Ele se levanta e pega os documentos da minha mão.

- Pode usar esta aqui, amanhã preciso comunicar os técnicos para darem uma olhada na máquina do arquivo. - Faço novamente o mesmo processo e desta vez a máquina começa a xerocar de forma correta.

- Agora está legal? - Conrado pergunta muito próximo do meu ouvido o que me faz levar um pequeno susto.

- Agora sim. Posso te fazer uma pergunta? - Pergunto e me viro para ele, que concorda com a cabeça. Agora ele está usando somente sua camisa social branca com o colete cinza por cima, os músculos dele todos marcados pela camisa.

- Eu tenho a impressão que isso que estou fazendo não é tão importante, acho que eu poderia ter feito isso amanhã. - Digo e pego os papéis xerocados e os organizo.

- O que quer dizer com isso?

- Quero dizer que o senhor fez isso para melar meus planos com o Rubens.

- Se você quer tanto companhia, por que não malha comigo eu iria adorar te acompanhar. - Opa, tem alguém com ciúme é? Reviro os olhos.

- Rubens é meu amigo, fofinho.

- Júlia, não é possível que você não tenha captado o olhar dele pra você. E eu precisava mesmo da Xerox desses documentos. - Concordo e volto minha atenção pros papéis.

- Você quer jantar? Posso pedir algo de sua preferência.

- Não, eu estou bem. Mas se quiser pode comer. - Ele abre um sorriso e se aproxima de mim.

- Posso mesmo? - Esse seu olhar é bem segundas intenções.

- Pode, mas sem a sobremesa pois a sobremesa tem que xerocar uns papéis muitooo importantes. - Ele solta uma risada e vai até a mesa. Aperta um botão em seu controle de comandos e o vidro do escritório fica opaco nos dando mais privacidade.

- Que engraçadinha senhorita Carter. - Ele volta a se aproximar e passa a mão pela minha nuca me deixando arrepiada pois minha nuca é sensível ao toque. Aii que se foda, eu estou a horas querendo beijar essa boca linda e não irei me privar disso. Levanto um pouco os pés e beijo sua boca, meto minhas mãos em seu cabelo e aprofundo o beijo.

Ele me pega no colo e me bota sentada contra a sua mesa, começa a desabotoar minha camisa de botão e abre um sorriso quando vê meu sutiã vermelho rendado.

- Você é tão linda, me deixa maluco. - dessa vez ele beija e morde meu pescoço. - É uma pena que eu não tenha preservativo aqui, mas preciso te ver gozar novamente.

- Eu sou todinha sua, senhor Ferraz. - Ele levanta uma das minhas pernas e coloca contra a mesa, eu fico exposta pra ele pois estou de saia e quando estou de saia eu não uso calcinha por motivos de fresca no subsolo, todas as mulheres deveriam experimentar.

Ele volta a me beijar mas dessa vez é com desespero e muita excitação, ele leva dois dedos até o meio das minhas pernas e me penetra bem devagar, ainda com os lábios nos meus, seguro em sua nuca e aperto cada vez que seus movimentos me deixam mais louca e excitada. Solto um gemido quando ele vai longe e mexe os dedos ainda lá dentro.

- Porra. - Digo e aperto os olhos, eu iria adorar que fosse o pau dele ali, os dedos são divinos mas eu preciso de algo maior e mais grosso para delirar de vez. Mas quando ele leva o polegar até meu clitóris espalhando minha excitação por todo o lugar e logo depois começa a me estimular, é minha perdição.

Jogo minha cabeça pra trás e enfio as unhas em seu braço coberto pelo tecido da camisa e solto um gemido contido.

Ele vai parando com os movimentos aos poucos e quando tem certeza de que meu orgasmo acabou ele tira os dedos de dentro de mim. Uau, eu gozei como uma menina cheia de hormônios.

- Agora você não tem noção do quanto eu quero te foder de verdade. - Passo a mão em sua ereção e aperto levemente.

- Eu também quero muito isso, e eu adoraria que você me levasse em casa quando eu acabar de xerocar isso aí. Agora, hora de voltar ao trabalho senhor Ferraz. - Mordo seu lábio e abro um sorriso, saio da mesa e corro até o banheiro.

Eu espero que hoje dê certo, vou até enviar uma mensagem pro Taylor para que ele não me ligue e mele tudo de novo.

Vamos voltar ao trabalho e acabar com isso logo de uma vez, hoje o apartamento é meu. Taylor está no bar, vai madrugar lá. Acho que agora vaiii.

××××××
Perdoem-me pela demora, isso não vai mais acontecer. Juro, juradinho. ♥️

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