⚜️ 4×06
AVISO DE GATILHO: aborto.
Sei que o tema é polêmico, mas de maneira nenhuma eu concordo com o pensamento fechado dos personagens. Okay?
Klaus estava em choque, Elijah tinha um olhar aterrorizado e os olhos de Bekah estavam cheios assim como os meus.
—Calma amor.—Kol sussurrou alisando minhas costas enquanto eu o abraçava soluçando.
—O-o que aconteceu?—Hayley disse ainda meio grogue atraindo a atenção de todos.
—O que...o que você fez?—Rebekah questionou em choque.
—Como?—A lobisomem piscou algumas vezes e se sentou olhando para um ponto aleatório no chão.
—Hayley...—A chamei limpando meu rosto e me sentei ao seu lado.—Quando você desmaiou...
—Meu bebê...—Ela disse levemente anestesiada.—Me perdoem, por favor.
—O que? Por que está se desculpando? Não foi culpa sua!—Tentei confortá-la segurando suas mãos.
—Não! você não entendeu.—A loba disse sem derramar nenhuma lágrima.—Fui eu quem...eu tirei meu bebê desse tormento.
Minha sobrancelha arqueou-se automaticamente, eu estava em choque.
—Como é?—A voz enraivecida de Klaus ecoou pelo cômodo.
—É isso, eu não aguentava mais!—Hayley se levantou irritada.—Vampiros, bruxas, lobos, todos tentaram me matar. Quando é que isso iria parar?!
—VOCÊ NÃO TINHA ESSE DIREITO!!—Klaus prensou Hayley contra a parede em velocidade vampírica a sufocando, fazendo todos ficarem em alerta.
—Niklaus, solte ela!—Elijah ordenou num tom que faria qualquer um tremer.
—Essa vadia mata o meu filho e eu tenho que ter compaixão?—Ele vociferou entredentes.
—Se acalma, Nik!—Rebekah o arrancou de cima da loba.
O silêncio agoniante se instalou e os olhares de ódio que meu pai lançava em direção à lobisomem eram quase palpáveis.
Elijah e Bekah tinham um olhar de decepção. Tudo girava a minha volta.
Como ela teve coragem de fazer isso?
—Como você pôde?—Indaguei revoltada atraindo a atenção de todos.—Tantas pessoas que dariam tudo para ter um filho e você simplesmente descarta o seu!
—Isso não cabe a você decidir.—Hayley disse irritada.—O filho era meu.
—Você não pode nem ser chamada de mãe!—A fuzilei com o olhar e a loba revirou os olhos.—Você sabe o quanto eu faria pra estar no seu lugar?! Ter o que você teria?!
—A culpa não é minha se você é uma infértil, tá legal?!—Ela vociferou e minha única reação foi dar um tapa ardido em seu rosto.
Hayley levou a palma da mão sobre o local onde o tapa havia acertado e todos nos olhavam em choque.
—Sua vadia!—A lobisomem devolveu o tapa e a encarei incrédula.
—Isso não vai ficar assim!—Estava pronta pra ir pra cima dela quando fui puxada para o outro canto da sala.
—Chega!—Kol gritou intercalando seu olhar entre Hayley e eu.
—Eu não quero mais saber, você vai embora e...—Klaus começou fervendo em raiva.
—Não, vocês não podem! E-eu...quando souberem que estou desprotegida vão querer me matar!—Ela se desesperou interrompendo Klaus.
—NÃO ME IMPORTA, EU QUERO VOCÊ FORA DA MINHA CASA!—Ele berrou fazendo-a se encolher.—SUMA DA MINHA FRENTE ANTES QUE EU DESISTA DE TER COMPAIXÃO E TE MATE!
Com lágrimas nos olhos, Hayley foi tirada com velocidade vampírica por Elijah de dentro da casa.
Minha respiração ficou falha e meus músculos tinham alguns espasmos involuntários.
Eu não acredito que Hayley disse realmente aquilo...
Por Deus, que vontade de matar essa filha da mãe!
Eu estava paralisada, sem nenhuma reação. Parecia alternar de realidade.
Eu sempre quis ter uma família, filhos...ela tinha tudo isso, mas jogou no lixo...
—Hellen. Hellen!—Kol me chamava e finalmente saí do transe.
Klaus estava sentado no sofá encarando um ponto fixo qualquer, ele parecia perdido. Rebekah o encarava com uma expressão de pesar, assim como eu ela também sonha em ter uma família.
Kol apertou levemente minha mão tentando me passar confiança, conforto, ou sei lá o que.
—O que aconteceu?—Questionei ainda perdida sobre os últimos minutos.
—Ele...ele não tá bem.—Kol disse apontando com a cabeça em direção ao Klaus com uma expressão preocupada.
—Eu sinto muito.—Falei me aproximando de meu pai e me sentando ao seu lado.
—Meu filho está morto...—Ele disse atônito, era perceptível que estava segurando lágrimas.
—Eu sinto muito, pai.—O olhei com pesar e o abracei.
Eu podia sentir a tristeza emanar de Klaus, ele queria tanto aquele filho.
Fiquei por um tempo abraçada com meu pai apenas mostrando que eu estava ali por ele.
—Tudo bem...—Klaus me soltou.—Eu vou ficar bem.
—Tem certeza? Se quiser conversar eu vou estar aqui.—Tentei confortá-lo.
—Eu tenho coisas a resolver com Marcel...mas obrigado.—Ele se levantou saindo meio desnorteado.
Desviei meu olhar para Kol que estendeu a mão em minha direção e a segurei sendo puxada para me levantar.
—Será que podemos conversar?—Ele questionou colocando uma mecha atrás da minha orelha.
—Claro, pode falar.
—Não aqui, pode ser no nosso quarto com a sálvia queimando?—Ele pediu me fazendo franzir o cenho.
—Tá bem...—Soltei desconfiada, mas o puxei escada a cima.
—Pronto!—Apaguei o fósforo e me virei para Kol.—A sálvia já está queimando.
—Hellen, olha...—Ele se encostou na mesinha com os braços cruzados.—Me diz, você realmente queria filhos?
—O-o quê?—Travei abrindo e fechando a boca várias vezes.
—Você falou pra Hayley.—Kol arqueou uma sobrancelha sério.—Por que nunca me disse nada?
—Por que eu deveria? É inútil pensar nisso!—Bufei frustrada.
—Sinto muito, por mais que eu quisesse te dar a oportunidade de ter uma família, eu não posso.—Ele suspirou com uma certa irritação.
Ele está irritado comigo ou com ele mesmo?
—Isso não importa.—Disse seca.—Não só você, mas eu também tenho uma parte vampira.
—Eu só queria saber, por que não falou nada esse tempo todo? Preferiu ficar calada ao invés de me dizer o que queria.—Ele soltou indignado.
—Que diferença isso faz?!—Berrei de saco cheio dessa conversa.
—A diferença é que teríamos sinceridade um com o outro!—Ele falou no mesmo tom.
—Agora tá irritado comigo? Olha, vamos parar por aqui. Eu não vou discutir com você por causa de algo que não tem a menor possibilidade de acontecer!—Dei um ultimato.
—Quer saber? Tá bem.—Ele ergueu as mãos em rendição, mas ainda havia ressentimento em sua voz.—Não há motivos pra gente brigar.
—Ótimo, nada de tocar nesse assunto novamente.—Suspirei.—Foram emoções demais por hoje e o dia ainda nem acabou.
—Isso é verdade.—Kol concordou indo até a escrivaninha e mexendo em uma gaveta.—Amor, onde é eu coloquei meu carregador?
—Debaixo do seu travesseiro.—Falei e ele me olhou juntando as sobrancelhas.
—Tem certeza?—Questionou descrente.
Fui até a cama e ergui o travesseiro pegando o carregador.
—O que eu disse?—Sorri vitoriosa entregando o fio para ele.
—Você ainda me mata, seja de surpresa ou de raiva.—Kol comentou e nos encaramos por um instante antes de cair na gargalhada.
—Sinceramente? O jeito que você consegue me levar do puro estado de raiva à vontade de te morder é diferente.—Ri balançando a cabeça em negação e Kol revirou os olhos rindo.
—Admita, somos dois babacas que se merecem.—Ele disse se jogando na cama e me joguei ao seu lado.
—Mas você é mais.—Provoquei.
—Ah, é?—Kol se colocou por cima de mim me prendendo na cama e começou a me fazer cócegas.
—AHH, PARA KOL!—Gritei enquanto me contorcia e chorava de rir.
É claro que ele se divertia com meu sofrimento, então apenas ria do meu ataque histérico.
Mas que filho da mãe!
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