⚜️ 3×03
Damon entrou na casa procurando por Jeremy enquanto eu esperava do lado de fora para ser convidada.
—Pode entrar.—Jeremy disse se aproximando da porta com uma expressão séria no rosto.
—Obrigado.—Murmurei passando por ele e chegamos na sala onde Damon discutia com uma garota morena.
—É Elena, eu sei.—Ele disse se aproximando de Jeremy.—Também concordamos que ele tinha que matar, agora temos um incentivo. Então você leva o jogador mais fraco pra casa e Jeremy e eu cuidamos disso.—Ele apontou para Matt e voltou seu olhar para a morena.
—Peraí, você ta me dizendo que é pra eu deixar ele aqui com você?—Ela questionou indignada.
—Confia em mim, eu vou cuidar dele.—Damon se aproximou dela segurando seu rosto entre as mãos.—Tá bem?
Ela hesitou um pouco, mas acabou assentindo por fim.
A morena se virou dando de cara comigo e deu um passo para trás levando um susto.
—Olá, você deve ser Elena.—Abri um sorriso.—Sou Hellen, uma antiga amiga dos Salvatore's.
—Ah...eles nunca me falaram de você.—Ela abriu um sorriso forçado e olhei para Damon repreensiva.—Me desculpe, eu preciso levar o Matt.
—Ah, claro.—Fechei meu sorriso e ela foi em direção à porta sendo seguida pelo loiro.
—Foi bom te conhecer, Hellen.—Ele disse dando um sorrisinho quase imperceptível.
—Foi um prazer te conhecer, Matt!—Gritei me virando com os braços cruzados para Damon e Jeremy que me olhavam estranho.—O que?
—Você não tem jeito!—Damon negou com uma careta de nojo e passou por mim.
—O Matt? Sério?—O caçador indagou surpreso e dei de ombros.
Tiramos o arsenal de armas anti-vampiros do porta-malas do carro de Damon.
—Acha que voltaram mesmo pro bar?—O mais novo questionou.
—E pra onde mais iriam? Por aqui só tem cabanas e casas de veraneio, não podem entrar em lugar nenhum.—Damon entregou uma arma para o garoto.
—Aqui.—Entreguei a besta para Jeremy.
—Escuta, vai em um de cada vez. Só atira no coração, não hesite...e não erre.—Damon entregou uma flecha para o Gilbert.
—Não tem que bancar o professor, a Elena não tá aqui. Não precisa fingir que dá a mínima pra mim.—Jeremy disse.
—To tentando te manter vivo, palhaço.—O vampiro disse fechando o porta-malas com cara de tédio.—Vem!
Andamos em direção ao bar
Damon abriu a porta checando se a barra estava limpa, Jeremy andava apontando a besta para todos os cantos enquanto eu fiquei por último dando cobertura.
Passamos pela mesa de sinuca estranhando o bar vazio. Até que vimos uma mancha enorme de sangue no chão e passamos a seguí-la.
Chegamos numa espécie de parte dos fundos e Damon afastou a cortina de plástico revelando mais de uma dúzia de vampiros mortos e empilhados.
—Ah, droga!—Ele resmungou e entramos observando todo o sangue ao redor.
Isso até parece um abatedouro.
—Parece que vamos ter que achar outros vampiros, que desperdício!—Damon disse olhando para a pilha de corpos com raiva.
—O que aconteceu aqui?—Jeremy disse com pavor em seus olhos.
Afinal, ele é só um garoto.
—Eu confesso...fui eu!—Ouvi a voz de quem pensei que nunca mais veria e nos viramos encarando Kol com as mãos levantadas em sinal de rendição e um sorriso debochado no rosto.
Assim que nossos olhares se cruzaram Kol mudou sua expressão para seriedade. Engoli seco sentindo minhas mãos ficarem trêmulas e meu coração disparar.
—Kol...—Murmurei ainda hesitante.
—Hellen...que bom te ver!—Ele soltou num tom irônico e franzi o cenho confusa.—Me desculpem pela bagunça, é que esse lugar estava cheio quando cheguei e...eu prefiro reuniões mais íntimas.—Ele deu um gole na garrafa de bourbon em sua mão.—Nós quatro precisamos conversar.
Não acredito que Kol saiu do caixão! Ele não me procurou...afinal, será que fui tão insignificante ao ponto de Kol me esquecer tão fácil assim?
—Querem beber?—Ele ofereceu a garrafa normalmente.
—Jeremy é menor e eu não gosto de você.—Damon disse dando um passo a frente.—Então vamos ser diretos.
—É, meu irmão falou sobre o plano de completar a marca do caçador do Jeremy...—Kol disse com um sorriso irônico.—Foi fácil localizar esse grupo, estavam todos escondidos nas sombras. Agora...matar vampiro novo é fácil, velhos também falando nisso.
—Por que? Qual seu interesse?—Damon questionou.
—Porque, seus idiotas, na ânsia de achar a cura podem acordar alguém muito perigoso.—Ele disse ficando sério.
—Ah...deve estar falando do Silas.—Damon disse num tom zombeteiro.
—O que sabe dele?—Kol indagou na defensiva.
—Nada, nem quero. Não é problema meu!
—Não é?—Kol perguntou com deboche.—A alguns anos eu encontrei um grupo que idolatrava o Silas, os seguidores diziam que ele ia despertar e quando acontecesse iria começar o fim dos tempos. Olha, sendo imortal você entende porque me oponho ao fim dos tempos. Então matei todos eles.
Como não me lembrar? O dia espetacular da minha morte...
—E agora vocês estão ameaçando despertá-lo nessa busca pela cura, eu não posso ficar parado e deixar isso acontecer!—Ele soltou com uma certa irritação.
—Nós não vamos desistir da cura porque te contaram muitas histórinhas de terror, seu idiota.—Damon rebateu e Kol levou seu olhar para mim.
—Hellen, você estava lá. Você viu!—Ele disse e apenas o encarei perplexa.—Jeremy, éramos amigos no Colorado! Você é esperto, por que não desiste dessa busca idiota?
—Eu não vou desistir de nada...amigo.—Jeremy respondeu com ênfase na última palavra de uma forma falsa.
—Eu podia matar você...—Kol começou a andar de um lado para o outro.—Mas aí teria que lidar com a maldição do caçador...e na boa? Não quero me sentir assombrado pelo próximo século.—Ele disse abrindo um sorriso sarcástico.—Eu encontrei uma solução...vou ter que arrancar seus braços.
Kol tentou vir em direção ao caçador, mas Damon e eu o levamos em velocidade vampírica fazendo-o ficar preso entre nós e a parede do lugar.
—Jeremy, sai daqui!—Gritei enquanto Kol se livrava de nós e Damon o socava.
Jeremy saiu correndo e Kol quebrou o pescoço de Damon se virando para mim. Dei um passo para trás e ele franziu o cenho.
—Enfim, podemos conversar.—Ele disse apoiando o braço em uma das prateleiras.
—Não tenho nada pra falar com você.—Soltei ríspida e Kol me encarou ficando levemente irritado.
—Como é?! Faz trezentos anos!—Ele exclamou com raiva.
—E você não veio atrás de mim!—Rebati no mesmo tom.
—Você foi embora sem se despedir!—Ele acusou sério.
Como pode ser tão cínico? Eu deixei uma carta!
—Eu estava com medo, sozinha! Você não tem o direito de me julgar.—Falei sentindo a vontade de chorar me invadir, mas me mantive firme.—Você desistiu de mim, nunca me procurou!
—Ah, por favor! Não se faça de coitadinha...—Ele disse irritado.—Quando acordei Nik me contou que você havia sumido sem deixar nenhum vestígio, que não queria ser encontrada!
—Sinceramente, eu tenho pena de você.—Falei e me abaixei ao lado do Salvatore, que se encontrava desacordado.
Me ajoelhei e apoiei a cabeça de Damon em meu colo passando a mão por seus cabelos.
Isso não vai sair de graça.
—Agora eu entendi...—Kol começou com um sorriso debochado no rosto e me olhou incrédulo, quase com decepção.—Não se importou em dar notícias porque estava ocupada na cama dele, estou errado?
—Vá pro inferno, Kol!—Berrei o encarando desacreditada.
Minha vontade era de chorar, esmurrá-lo ou ter qualquer reação, mas me contentei em virar o rosto na direção oposta.
Como Kol pôde pensar isso de mim? Ele não é mais o mesmo...não é o Kol que eu conheci.
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