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Matheus entrou na sala um tempinho depois atrapalhando nossa conversa, ele falou com o Théo e pediu algo pro Ret, que se levantou.
Ana: Acho que eu já vou.- Falei ajeitando minha blusa, vendo o Ret abrindo algumas gavetas.- Eu só vim resolver o que tinha pra resolver.
Ret: Caô, vai hoje não.- Eu neguei.
Ana: Não trouxe as coisas do Théo.- Falei coçando os olhos.
Ret: Eu tenho um lance pra te mostrar, não sei se tu vai curtir.- Entrou dinheiro na mão do Matheus e olhou pra ele.- Seis mil.
Mt: Na mão dele.- Falou saindo da sala, mas antes olhou pra gente.- Boa sorte.
Ana: O que você tem pra mim? - Estiquei as pernas, semicerrando os olhos e vendo o Théo andando pela sala.
Ret: É uma parada foda, se tu ramelar nas tuas ações e palavras, eu te expulso do morro.- Ameaçou serinho e eu ri, dando um selinho nele.- Vem.
Ele segurou a mão do Théo e eu ajeitei minha sandália, enquanto eles abriam a porta, saí vendo eles me esperando e olhei pro segurança que disse que eu era apenas mãe do filho dele.
Ana: Sou a patroa também! - Sorri falso pra ele e o Ret puxou meu braço, me fazendo ir com ele rindo.- Vamos andando?
Ret: É, sem muita reclamação.- Falou segurando minha mão.
Ana: Posso adivinhar o que é? - Falei animada.
Ret: Não.- Falou balançando a cabeça pra um grupo de senhoras que falaram com ele.
Ana: É grande? - Filipe me olhou e eu prendi o riso..- O que é?
Ret: Cala a boca, criança.- Eu mordi o braço dele e ele empurrou minha mão.
Théo: Desenho...- Olhamos pro lado e ele saiu tentando puxar o Ret, pra uma pixação na parede.
Era toda colorida, lindo demais! Meu filho então ficou impressionado, colocando a mão na parede com a boca aberta olhando.
Ret: Ele se amarra nessas paradas.- Falou do meu lado, sorrindo.
Ana: Ele ama desenhar e principalmente, coisas coloridas.- Deitei a cabeça no ombro dele, beijando.- Vem, filho.
Théo: Bonito...- Falou apontando.
Ana: É lindo.- Ele sorriu batendo palmas e segurando a mão do pai novamente.
Algumas pessoas passaram olhando inclusive umas meninas que me olhavam de cara feia. Sorri pra elas vendo elas comentarem e escutei uma risada baixa do Ret, enquanto ele virava o rosto.
Caminhamos um pouco demais, passamos pela casa dele e bem lá em cima, paramos em frente a uma casa, que pra mim era nova aqui.
Ret: Tu me falou que tava suavona e queria ter uma família com o pai aqui, tô errado? - Falou ficando de frente comigo.
Ana: Sim...- Mordi meu lábio, vendo ele continuar sério.
Ret: Tem mais uma cria vindo nessa porra, vai se fuder.- Falou passando a mão na cabeça e eu sorri.
Ana: Eu tô pensando no mesmo que você? - Falei tentando não sorrir igual uma retardada, enquanto sentia o Théo agarrando minhas pernas.
Ret: Nós vai se juntar nessa barraco aí, mandei levantar pra nós morar.- Falou negando com a cabeça.- Nós quatro.
Ana: Você tá me chamando pra morar com você? - Falei rindo e ele ficou sério, fazendo que não com a cabeça, mas após soltou um riso, me abraçando.
Eu gargalhei abraçando ele e ele me deu um selinho, enquanto Théo passava e voltava pelo nosso meio. Fiquei quase que sem reação rindo e olhando aquela casa de fora, já ele tava mais quieto ainda, só olhando pro Théo.
Pedi pra entrar, mas ele não deixou porque disse que tava resolvendo o último bagulho, mas não disse o que era, ficamos ali por um bom tempo, até o Théo começar a reclamar de fome. Fui andando com ele toda feliz, tava me sentindo bem demais com tudo isso e até ele que nem gostava de demonstrar, tava fazendo alguns planos junto comigo.
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