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ᅠᅠᅠㅤㅤ ・004・ᅠ𝑯𝒂𝒛𝒊𝒏𝒈, 𝒆𝒂𝒓𝒓𝒊𝒏𝒈𝒔 𝒂𝒏𝒅 𝒂𝒍𝒄𝒐𝒉𝒐𝒍𝒊𝒄 𝒄𝒐𝒎𝒂

ੈ✩‧₊˚. 𝑻𝑹𝑶𝑻𝑬, 𝑩𝑹𝑰𝑵𝑪𝑶𝑺 𝑬
𝑪𝑶𝑴𝑨 𝑨𝑪𝑶𝑶𝑳𝑰𝑪𝑶  *ੈ✩‧₊˚
🔸✧.* Capítulo quatro. 🔸✧.*

ASSIM QUE OS QUATRO colocaram os pés no pátio, escutaram Carol os chamar.

—— Vem gente! Eles são de boa.

Helena foi empurrada junto de Anita, Henrique e César, o irmão de Fabrício, para onde Fabrício, Eduardo, Heitor e mais um garoto que ela não se lembrava do nome estavam.

—— Rodinha dos calouros. — Fabrício gritou, chamando a maioria dos estudantes para o meio do tumulto. Helena queria que aquele sonho acabasse logo, aquilo tudo já estava estressante o suficiente.

—— E vamos começar com.... — Eduardo olhava para elas. Anita parecia apreensiva ao seu lado. O garoto estão olha para Helena e ri de um modo muito esquisito.

—— Ela não! — Heitor ao lado de Fábricio diz simplesmente. Eduardo com Carol ao seu lado então se volta para Anita.

—— Irmãzinha da Luiza, mas nem de longe tão gata.

—— Eu tenho nome tã, é Anita.

—— Ela tem nome gente. — Eduardo zomba e novamente ri de forma esquisita. Aquilo estava deixando Helena com dores de cabeça.

—— Chegou sua hora então... Anita. — Fabrico diz.

Anita parece prestes a vomitar e Helena toma o lugar ao seu lado. Ela sabia como podia parecer apavorante estar naquele tipo de situação, mas se havia algo que ela aprendeu com o tempo era que manter a calma era necessário. Helena sabia que ceder ao medo só daria mais poder a aqueles que já o usavam para intimidar. Então, ela se aproximou de Anita, segurando seu braço, e murmurou.

—— Lembra, é só um trote, em um possível coma alcoólico coletivo. Eles querem nos ver reagir, nos fazer sentir pequenas. Não dá essa satisfação a eles.

Anita olhou para Helena. Helena então apertou o braço da nova amiga em sinal de apoio, e se colocou um pouco à frente dela, encarando Fabrício, Eduardo e os outros. Ela podia sentir os olhares de todos os outros em si, esperando pela sua reação. No fundo, ela sabia que a situação estava escapando de seu controle, mas uma parte dela, a parte mais madura que agora estava presa naquele corpo adolescente, dizia que precisava manter a calma.

Fabrício, que até então mantinha um sorriso de zombaria nos lábios, ergueu uma sobrancelha, curioso. Eduardo se aproximou mais de Anita, e Helena sentiu o corpo da amiga tremer ao seu lado. Eduardo era exatamente como ela se lembrava, prepotente, cheio de si, e adorava se sentir no controle.

—— Então, Anita — ele continuou, o tom de sua voz gotejando desdém.

Helena viu Anita hesitar, o olhar da amiga oscilando entre o medo e o pânico. Não era justo que Anita tivesse que passar por isso novamente, ou que ela própria fosse obrigada a reviver um dos momentos mais estressantes de sua adolescência. Ela não tinha paciência para esses jogos infantis.

—— E se... — Helena começou, atraindo a atenção para si. —— E se você fosse um pouco menos imbecil, Eduardo?

Eduardo parou, um olhar surpreso cruzando seu rosto por um momento antes de se transformar em um sorriso malicioso.

—— Tá querendo tomar o lugar da sua amiga, irmãzinha do Heitor? — Ele provocou, avançando um passo.

Antes que Helena pudesse responder, Fabrício colocou a mão no ombro de Eduardo.

—— Relaxa, cara. Não vamos perder tempo com isso. — Fabrício disse, seus olhos parando em Helena.

Heitor, que até então permanecera em silêncio, franziu o cenho ao observar sua irmã mais nova. Ele não conseguia entender a mudança repentina em Helena, que sempre fora mais reservada e evitava qualquer tipo de confronto. Ver a irmã enfrentar Eduardo e a mãe deles o fez questionar o que havia acontecido com sua irmã.

—— Helena, não precisa se meter nisso. — Heitor murmurou, embora seu tom fosse mais de preocupação do que de advertência.

Mas Helena estava decidida. Se havia algo que ela queria evitar mais do que qualquer coisa, era ver Anita reviver um trauma. Além disso, aquele sonho ou o que quer que fosse, estava lhe dando uma oportunidade de se redimir pelo passado em que sofreu calada. E ela não pretendia desperdiçá-la.

—— Eu me meto onde eu quiser, Heitor. E se vocês querem um show, então que seja. — Helena declarou, seus olhos fixos nos de Eduardo.

O pátio ficou em silêncio por um momento, todos esperando para ver o que aconteceria a seguir. Eduardo, percebendo que tinha perdido o controle da situação, riu novamente, mas desta vez havia uma ponta de irritação em seu riso.

—— Sabe o que a gente acha de vocês? — Eduardo começa.

—— Não. E nem quero saber. — Anita chama a atenção para si. Arrancando um sorrisinho de Helena. —— Agora quer saber o que eu acho de todos vocês? Anita aponta o dedo para os estudantes em volta. —— Você, Fabrício. Pose de bad boy, mas no fundo é só um menininho inseguro.

Todos riem, inclusive os amigos de Fabrico, Heitor ao seu lado, esconde o rosto contra a jaqueta que usava.

—— Essa agressividade toda é um problema de autoestima, você sabe né? — Um coro de "Uh!" foi escutado no pátio. —— E você Eduardo, moleque, traidor, cafajeste! O que que as pessoas veem em você? Aprenda a valorizar as mulheres, reveja essa sua masculinidade tóxica e obsoleta, viu? E falando nisso, meu cabelo é mara tá.

Anita solta o cabelo e o balança, deixando os cachos soltos, arrancando diversas reações dos estudantes presentes, que batem palmas em comemoração a ousadia da garota.

—— E você, José. — Ela aponta para o outro garoto.

—— É João amiga. — Helena lembra e Heitor ri alto.

—— Quem é você mesmo? Ah lembrei, o moleque que caiu na piscina no aniversário da Luiza. Tão desimportante que eu nem lembrava da sua existência. Apenas um boyzinho no meio dos outros boyzinhos. Não é ninguém para mim e não vai ser ninguém na vida.

—— Mandou muito Anita. — Helena parabeniza, com um sorriso no rosto. Até que aquilo estava sendo divertido.

—— Meu Deus Luiza, você já tava com o Douglas no terceiro ano? Credo irmã, vai viver a vida um pouco. Aí gente quem que passa a vida inteira com a mesma pessoa, sabe?

—— Vem Anita, já falamos muito. Hora de ir. — Helena puxa a amiga, percebendo que todos a encaravam como se ela fosse uma maluca e talvez ela fosse mesmo. Henrique, César e Carol as seguem.

—— Nossa Anita, você foi bem sincera lá no trote. — Henrique começa.

—— É prima que pira foi essa? — Carol pergunta.

—— Aí gente, tem que falar o que pensa mesmo.

—— É terapêutico. — Helena concorda.

—— Foi sensacional. — César elogia.

—— Eu fiquei de ajudar a mamãe no culto, tô indo, tchau gente. — Carol se despede.

—— Amigas novas, vocês estão de bobeira? — César chama, interrompendo Henrique que provavelmente iria falar alguma coisa para Anita.

—— Pior que estamos, não é Helena? — Anita se vira e Helena concorda com a cabeça.

—— Tá, então até amanhã. — Henrique se despede.

—— Tchau. — os três respondem juntos.

—— Então, a gente vai fazer um makeover usado na farmácia.

—— O que você vai fazer Cé?

—— Vai pintar o cabelo com aquela tinta meio marrom, meio vermelha, meio roxa? — Helena pergunta.

—— Jamais, isso é muito cafona. Vamos fazer uma coisa muito melhor. Vamos.

Alguns minutos de caminhada depois eles estão na farmácia da cidade. Helena havia se esquecido de como era a distribuição dos lugares em cidade pequena, todo lugar era muito próximo um do outro. César olha para a própria orelha que a mulher da farmácia havia acabado de furar com a pistola de pressão.

—— Amei!

—— Arrasou, tá lindo.

—— E aí? Vão furar também? —— a mulher pergunta.

Helena levou a mão a orelha, sentido a falta dos brincos e dos piercings que ela tinha na vida adulta, todos furados depois que saiu de casa. Sua mãe a mataria se visse qualquer coisa desse tipo em seu corpo em sua adolescência, mas  agora, ela usaria o sonho para ver até que ponto sua mãe suportaria tudo não sendo "perfeito" como ela tanto prezava.

—— Sim, eu quero três em cada lado. — Helena pula no lugar. César e Anita a olham com espanto.

—— Então eu também vou querer. — Anita diz, também animada. César comemora junto delas.

Helena foi a primeira a furar e ela questionou se a raiva da mãe valia mesmo a pena quando o primeiro furo foi feito e ela viu estrelas por causa da dor.

[...]

—— Socorro gente. — Anita se apoia em Helena, que resmunga de dor.

—— É, vocês deviam ter parado no vermelhinho. — César consola. —— Mas vocês estão lindas, tá? Eu queria muito registrar esse momento.

—— Pera aí. — Anita abre a bolsa e tira de dentro uma câmera.

—— Olha!

—— Uau!

—— Aí gente que saudade que eu estava dela. Vamos tirar uma foto? Moça você pode tirar uma foto nossa?

Helena sorriu para a câmera, mostrando os brincos novos ao lado de César e Anita, e pela primeira vez em anos, ela realmente estava feliz e não se sentia solitária.

—— Aí eu vou postar, posta no seu floguinho também.

—— Vou postar.

—— Todos tem que saberem dessa amizade.

[...]

Quando Helena chegou em casa, a felicidade dos momentos passados com César e Anita ainda brilhava em seu rosto. Aquele dia havia sido tão surreal quanto divertido, mas agora, ao atravessar a porta da casa, uma sensação estranha a atingiu. Ela sabia que as coisas não seriam tão fáceis com sua mãe.

Ao entrar na sala, Helena tentou se mover de forma discreta, mas sua mãe, como sempre, percebeu tudo. A mulher estava na cozinha, lavando a louça, quando ouviu os passos da filha.

—— Helena? — a voz da mãe ecoou na sala. Ela surgiu da porta da cozinha, enxugando as mãos em um pano de prato, e parou subitamente ao ver Helena. Seus olhos se arregalaram ao notar os brincos recém-colocados brilhando nas orelhas da filha. —— O que é isso?

Helena sentiu o ar se esvair de seus pulmões por um segundo.

—— São brincos, mãe — ela respondeu, a voz tão calma quanto conseguia.

—— Brincos? — A mãe repetiu, como se a palavra fosse uma ofensa. —— Quem disse que você pode furar as orelhas sem a minha permissão? Isso é completamente inapropriado! Primeiro você sai de casa parecendo uma piriguete, agora me volta com isso nas orelhas? —— A voz dela expressava a indignação em cada sílaba.

Helena sabia que essa reação viria, mas algo dentro dela se revoltou. Por que sua mãe precisava controlar tudo? Por que ela não podia apenas ser ela mesma, sem todas aquelas regras sufocantes?

—— Mãe, eu já não sou mais uma criança. Posso tomar decisões por mim mesma — Helena disse, a firmeza em sua voz surpreendendo até a ela.

—— Decisões? — A mãe quase gritou, as palavras saindo com desprezo. —Desde quando furar as orelhas, andar que nem uma mulher da vida, desobedecer as regras da casa e fazer o que você quer é "tomar decisões"? Isso é rebeldia, Helena! Não vou tolerar isso na minha casa!

Antes que Helena pudesse dizer algo, a sensação de vertigem aumentou e, de repente, a sala começou a girar novamente. As paredes se dissolveram em um borrão de cores. Quando o mundo finalmente parou de girar, Helena percebeu que estava de volta ao casamento de Luiza, com Anita ao seu lado. A sensação de déjà vu era intensa, mas ao ver o rosto pálido de Anita, Helena soube que não era a única a ter vivido aquela experiência.

Elas estavam de volta ao presente. Os sons da festa ao redor voltaram a preencher o ambiente, as risadas, o tilintar de copos, e a música animada ao fundo. Uma mulher se aproximou delas com uma expressão curiosa, percebendo a confusão nos rostos das duas. Helena a reconhece imediatamente, era César, mas obviamente não se chamava assim agora.

—— Vocês estão bem? — ela perguntou, notando as expressões atordoadas das duas.

Helena trocou um olhar rápido com Anita, a cabeça ainda girando enquanto tentava entender o que tinha acabado de acontecer. A memória dos brincos, da mãe furiosa, e da escola ainda fresca em sua mente.

—— Acho que... — Helena começou a falar, a voz saindo mais rouca do que pretendia —— ... a gente precisa de uma bebida.

Anita soltou uma risada nervosa, ainda um pouco trêmula.

—— Isso... definitivamente foi surreal.

A mulher franziu o cenho, mas antes que pudesse questionar, vendo que as duas não estavam dispostas a dar mais detalhes, ela apenas deu de ombros e as acompanhou de volta para a festa. Helena sabia que aquela história toda não terminaria ali. 


ੈ✩‧🔸₊˚ Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.

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