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ᅠᅠᅠㅤㅤ ・001・ᅠ𝑩𝒂𝒄𝒌 𝒕𝒐 𝒕𝒉𝒆 𝒑𝒂𝒔𝒕

ੈ✩‧₊˚ 𝑫𝑬 𝑽𝑶𝑳𝑻𝑨 𝑨𝑶 𝑷𝑨𝑺𝑺𝑨𝑫𝑶  *ੈ✩‧₊˚
🔸✧.* Capítulo um. 🔸✧.*

O SOL BATIA CONTRA A janela de seu apartamento, iluminando a sala decorada em tons de azul claro. Helena levava uma xícara de café à boca enquanto Luca, ou seria Lucas? Ela não se lembrava muito bem do nome, saía pela porta do apartamento. O homen se despediu com um aceno rápido, um sorriso que ela mal retribuiu, já voltando seus pensamentos para o dia que se iniciava.

Ela não se importava em esquecer nomes. A verdade é que, nos últimos anos, Helena havia aprendido a manter suas interações pessoais no nível mais superficial possível. Qualquer coisa mais profunda ou emocionalmente envolvente estava fora de questão. Era mais seguro assim, menos desgastante.

Mas naquela manhã, algo a tirou da rotina. Ao abrir a correspondência, encontrou um envelope diferente, de papel fino e perfumado. Não era como as contas ou os relatórios que geralmente recebia. Curiosa, ela abriu o envelope e encontrou um convite de casamento. O nome no convite fez seu estômago revirar, Luíza Rocha.

Luíza havia sido uma das poucas colegas que Helena suportava na escola, uma amizade superficial na época, mas que carregava a leveza de não exigir muito. Luiza era a princesinha de imperatriz e ela, era apenas mais uma de seus adorados "súditos". Agora, anos depois, Luíza estava se casando, e havia se lembrado de Helena.

Por um instante, Helena ficou paralisada, olhando para o convite como se ele fosse algo perigoso, algo que pudesse trazer à tona todas as lembranças que ela havia enterrado tão profundamente.

Desde que havia deixado os pais, a casa e a cidade para trás, Helena evitava qualquer coisa relacionada a eles, mesmo as poucas lembranças boas que tinha de lá, todas com seu irmão, Heitor. A distância lhe dava a sensação de segurança, de que ela podia continuar sua vida sem ser puxada de volta para o buraco emocional que era seu passado. Mas algo naquele convite, a fez reconsiderar.

Talvez fosse o tempo. 12 anos haviam se passado desde que Helena havia deixado Imperatriz, talvez fosse a curiosidade, o desejo de ver como as coisas haviam mudado, como todos haviam mudado.

Helena colocou o convite de lado, terminando o café enquanto seus pensamentos se organizavam. Sabia que essa viagem significaria muito mais do que apenas comparecer a um casamento. Seria um confronto direto com tudo o que ela havia fugido, incluindo as pessoas que a conheciam antes de ela se tornar a mulher que era agora. E, claro, havia Heitor. Ele não estava mais em Imperatriz, mas voltar à cidade onde tudo começou significava inevitavelmente pensar nele, na ausência dele, na escolha dele de partir.

Helena nunca mais viu o irmão depois que ele fugiu de casa, nem mesmo quando entrou na polícia e descobriu os recursos para o achar. Se Heitor queria distância dela, ele teria. Helena não era mais uma criança, ela já era uma mulher adulta que sabia muito bem como se cuidar. Ela suspirou, pensando nas possibilidades. Parte de si queria ignorar o convite, continuar com sua vida em São Paulo e manter Imperatriz como uma memória distante. Mas outra parte, a parte mais corajosa, dizia que era hora de enfrentar seus demônios, de voltar à cidade que a formou e finalmente fazer as pazes com seu passado.
Enquanto arrumava as coisas para o trabalho, Helena sentiu uma estranha mistura de ansiedade e expectativa.

[...]

Helena desceu do carro alugado e foi recebida por uma onda de calor abafado. O ar de Imperatriz era espesso, carregado de umidade, e trazia consigo um cheiro familiar que misturava terra, asfalto quente e vegetação. Ela se lembrou de como odiava esse calor. Agora, depois de tantos anos, aquele calor a envolvia novamente, como um abraço desconfortável de um lugar que ela preferia esquecer.

Com uma mala na mão, Helena olhou ao redor, tentando se acostumar novamente com a cidade. Imperatriz parecia menor do que ela se lembrava, mais apertada. O tempo parecia ter parado para algumas coisas, as fachadas das casas, os velhos comércios, os rostos de algumas pessoas que ela reconhecia vagamente. Mas havia uma estranheza ali, uma sensação de deslocamento, como se ela fosse uma estrangeira em sua própria cidade.

Quando ela olhou para a frente da antiga casa, Helena hesitou. A fachada estava mais desgastada do que ela se lembrava, as cores desbotadas pelo tempo e pela falta de cuidado. As grades enferrujadas e o jardim maltratado eram um reflexo direto da dinâmica familiar que sempre existiu ali, uma fachada de normalidade que não conseguia esconder as rachaduras profundas.

Finalmente, tomou coragem e empurrou o portão, que rangeu em protesto. Ela não bateu na porta, apenas entrou, como sempre fez, mas dessa vez com uma pesada sensação de desconforto. O interior da casa era exatamente como ela lembrava, móveis antigos, cortinas pesadas que bloqueavam a luz do sol, e o ar denso, quase sufocante.

Sua mãe, Laura, estava na cozinha, de costas para a porta, cortando legumes. Helena ficou parada na entrada por alguns instantes, observando a mulher que sempre foi uma figura de controle em sua vida, que exigia perfeição e mantinha uma fachada impecável enquanto tudo ao seu redor desmoronava. Por um momento, Helena quase se sentiu como a adolescente de 15 anos que sempre fazia tudo para agradar, para evitar os conflitos.

—— Helena?— A voz de sua mãe a tirou de seus pensamentos. Laura se virou, com os olhos arregalados em surpresa, mas rapidamente a surpresa deu lugar à habitual expressão fechada. —— Você voltou.

Helena acenou com a cabeça, sem saber o que dizer. As palavras pareciam quase nada para expressar tudo o que estava sentindo, tudo o que ficou enterrado durante os anos de distância. Laura colocou a faca de lado e enxugou as mãos, sem se aproximar da filha. O silêncio entre elas era carregado, cheio de coisas não ditas, de mágoas que ambas fingiam não existir.

—— Por quanto tempo vai ficar? — sua mãe perguntou com a voz quase rude, como se a visita da filha que não via a anos fosse um inconveniente, uma mancha de vinho em seu vestido branco favorito.

——Não sei ainda. — respondeu Helena. —— Vim para o casamento da Luiza.

Antes que a conversa pudesse continuar, o pai de Helena, Joaquim, entrou na cozinha, carregando uma garrafa de bebida e um copo. O cheiro forte de álcool se misturava com o aroma dos legumes na cozinha, e a expressão de Helena endureceu. Seu pai parecia mais envelhecido, mais desgastado, e o vício que ele alimentava desde que ela se lembrava parecia ter tomado ainda mais controle.

—— Helena. — ele murmurou, erguendo o copo em um gesto de saudação que parecia mais zombeteiro do que acolhedor. —— Finalmente voltou pra ver os pais, hein?

Helena tentou sorrir, mas o gesto saiu forçado. A tensão entre eles era forte, como se cada palavra tivesse o potencial de desencadear uma outra nova discussão e uma outra nova ferida.

—— Sim, voltei. — ela respondeu simplesmente, mantendo a postura que era acostumada.

Ela percebeu que o reencontro seria tão difícil quanto imaginava. O ressentimento, a amargura e a frieza ainda estavam presentes. E naquele instante, enquanto observava seus pais, Helena se perguntou se algum dia conseguiria superar o que essa casa, essa cidade, e essas pessoas significavam para ela.

ੈ✩‧🔸₊˚ Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.

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