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╰┄꒰ Ao Cair da Noite │jenlisa


Sinopse

O último ano da academia St. Vladimir era decisivo em muitos aspectos, para um guardião metade vampiro e metade humano, significava encarar o mundo cheio de perigos e ameaças para proteger o seu escolhido, um vampiro mortal.

Lisa estava nesse impasse, como a melhor guardiã da academia, era de se esperar que estivesse ansiosa para descobrir quem seria aquela que deveria proteger, mas por intencionalidade do destino, seu desejo de ser a guardiã de Jennie Kim foi realizado.

A vampira que tirava toda a sua sanidade ao cair da noite.


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Caminho a passos lentos pelo gramado bem aparado, virando a cabeça para trás algumas vezes para encarar o olhar preocupado da minha mãe. Era sempre assim, eu frequentava o instituto há anos, porém todos os semestres que ela me acompanhava, eu tinha que ouvir um discurso sobre todos os problemas que poderiam acontecer durante o ano letivo. Seus olhos de traços asiáticos, assim como os meus, angulosos e cheios d'água, brilhavam em um pedido mudo para que eu desistisse de ser guardiã.

Um pedido sempre ignorado por mim.

Respiro fundo, ajeitando a gravata e passando as mãos pelo terno carmesim, espantando todo o ar pesado para dar graças ao castelo que me aguardava.

O Instituto St. Vladimir era de difícil acesso, protegido por vários quilômetros de uma mata extensa. A proximidade com a Rússia poderia explicar o clima gélido e a falta de civilização ao entorno, mas do frio eu sabia bem pouco.

Os portões de ferro da academia eram uma fortaleza que nos protegia de todo o mal que o mundo dos humanos escondia. Aqui, os guardiões — proles mestiças de vampiros com humanos — conviviam em plena harmonia com os vampiros. Éramos designados desde cedo a protegê-los, éramos treinados para isso e, em troca, eles nos proporcionaram uma boa vida.

Os mestiços que se recusavam a serem guardiões acabavam nos becos escuros, em prostíbulos ou caçados e mortos. Ser um guardião não era uma escolha, era a melhor opção.

Passei pelas portas de ferro do Instituto, mais um ano letivo começava.

— Olha, olha! A quem devo o prazer de encontrar! — Chaeyoung soltou um grito agudo, envolvendo os braços nos meus ombros. Não consegui segurar uma risada ao ver a animação em formato de sorriso que ela me dava. — A melhor guardiã do Instituto está preparada para o grande dia?

Empurrei os braços dela, numa falsa carranca que não convenceu a minha melhor amiga.

— Não entendo o que fiz para ter essa fama — falei.

— Ah! Modéstias à parte Lisa, todo mundo sabe que você é a melhor daqui, o vampiro que te ter como guardiã terá sorte! — respondeu Chaeyoung, altiva.

— Você sabe muito bem que não será tão fácil — murmurei, entrando na fila que levava até o salão de bailes.

No último ano do instituto, o guardião finalmente descobriria qual vampiro deveria proteger. Eu tentava manter um sorriso fraco no rosto, com minhas mãos suando e meu futuro iminente trazendo uma baita dor de cabeça. Se você fosse um guardião, como todos à minha frente, proteger um vampiro do lado de fora dos muros do Instituto, no mundo real, era o grande momento para o qual treinou por toda uma vida, um laço de sangue inquebrável.

Ter as melhores notas da turma e um bom rendimento nos combates corpo a corpo me dava uma vantagem: eu poderia proteger alguém da realeza dos vampiros, mas essa possibilidade fazia minhas pernas fraquejarem.

— É óbvio que não. — Chaeyoung continuou, fazendo-me perceber que eu não havia prestado atenção em nada que ela dizia até então. — Os vampiros vivem na bonança, treinando seus poderes, enquanto nós trabalhamos pesado.

— Esperava o que? Somos mestiços. — Arqueei uma sobrancelha, seguindo-a para um dos lugares nas arquibancadas. O salão reinava em um burburinho incômodo. O clima de ansiedade revirava o meu estômago. Os grandes vitrais góticos, como toda a composição do salão, refletia o sol preguiçoso sobre os bancos, e mesmo que eu amasse o sol da manhã, aquilo só me fez lembrar do calor que ela exalava. — Temos a força dos vampiros e de brinde não precisamos beber sangue, quer mais sorte que isso?

Chaeyoung concordou incerta, encarando o lado oposto do salão, onde os vampiros se encontravam sentados numa organização que dava inveja. Meus olhos foram rápidos, passando por todos os rostos desconhecidos até parar em uma garota em específico, sentada nas primeiras doze cadeiras destinadas às casas reais.

Os vampiros eram divididos em famílias, em castas, e cada família tinha um elemento essencial como poder: fogo, terra, ar ou água.

Suspirei, encarando os lados para ter certeza que ninguém prestava atenção o suficiente para me ver desejosa como uma garotinha. Para a minha sorte, Chaeyoung estava ocupada conversando com alguém disposto a ouvir suas reclamações, enquanto o resto dos guardiões ao meu lado pareciam presos na própria bolha de ansiedade.

Voltei a encarar Jennie, o corpo esbelto numa postura ereta. Desci os olhos até sua boca vermelha, foi automático sentir minha barriga esquentar, imaginando seus lábios cheinhos trilhando um caminho tortuoso até as presas alcançarem meu pescoço.

Tremi, sentindo a vertigem me afetar, e quando pensei estar hipnotizada o suficiente para soltar um gemido curto, os olhos castanhos de Jennie foram ao meu encontro. Envergonhada, desviei o olhar para outro lugar do salão, minha cabeça fervia. Droga, praguejei insegura. Minha desatenção poderia custar-me a vida no mundo dos humanos.

— Bom dia a todos os vampiros e guardiões presentes! — A rainha Tatiana nos saldou, sua voz fina reverberando por todas as paredes do salão. Me ajeitei, a ansiedade fazia-me ficar alerta. — ...O laço de sangue é importante para todos nós. Desde o sangue materno, o que a mãe compartilha com seu filho, até o que nos provê como alimento. Sangue para nós é vida, família, fraternidade e proteção; os laços que unem vampiros e guardiões...

Chaeyoung segurou uma risada.

— Bonito o discurso, mas todos deixam de fora a melhor função do sangue para nós — Ela sussurrou maliciosa. — O sexo.

Dei-lhe um cutucão, que não pareceu surtir efeito algum.

— Fale por você, meretriz.

— Não posso ser culpada por sua tolice em não aproveitar todas as possibilidades do instituto, Lisa.

Rolei os olhos. Chaeyoung estava se referindo ao prazer insaciável que a saliva de um vampiro trazia. Alguns guardiões e humanos ficavam viciados na mordida deles. "O prazer vicia", foi o que aprendemos em nossas primeiras aulas: "Nunca deixe que um vampiro te morda, é um caminho sem volta". Isso é levado tão a sério que os vampiros se alimentam de bolsas de sangue.

— Agora, o momento que unirá guardião e vampiro num laço eterno e sagrado começará! — A rainha anunciou. Nos movemos nervosos pelo banco. O silêncio tomou conta do salão, tão espesso e real que poderia ser palpável.

—  Olivia Hye! — A rainha proclamou.

A vampira se levantou, caminhando a passos rápidos até o centro do palanque. Eu a conhecia de relance, era uma ótima dominadora da terra, como todos os membros da sua casa, e também um dos nomes diretos para o trono. Ela vestia o uniforme completo do Instituto, saia de pregas vermelho vinho, blazer e gravata, as meias brancas até os joelhos e o sapatinho bem lustroso.

Chaeyoung sussurrou no meu ouvido.

— Imagine ter que aguentar Olivia e sua irritabilidade? Ela te jogaria para os lobos se acordasse de mau-humor.

A rainha cortou a fala de Chaeyoung.

— Sua guardiã é Go Won!

O salão ficou na quietude do primeiro anúncio, enquanto a guardiã, a duas fileiras atrás, caminhava para descer as escadas até o palanque. Chaeyoung teve tempo de murmurar um "Boa sorte", e Go Won estampou uma careta.

Aquilo fez meu coração saltar do peito, a aflição poderia me engolir por inteiro. Era real, estava acontecendo.

— Kim Kai! — A rainha anunciou.

O garoto ajeitou a gravata e o topete, era o príncipe, irmão de Jennie.

— Seu guardião é Byun Baekhyun!

Baekhyun soltou um suspiro frustrado, Chaeyoung tratou de zoá-lo também.

— Jennie Kim! —  disse a rainha.

Meus olhos saltaram pelas órbitas, era como ter todo o ar tomado de meus pulmões. A vampira se levantou e caminhou até o centro do palanque. Todos os seus movimentos eram de uma graciosidade arrebatadora.

Propositalmente, a rainha demorou-se em anunciar a guardiã dela, minhas mãos já tremiam. Era uma responsabilidade tremenda que eu achava não chegar perto o suficiente.

—  Sua guardiã é...

— Quem vai querer ser guardiã desta garota? — murmurou Chaeyoung. — Ela é estranha.

Encarei-a com minhas mãos em punho para dar-lhe um soco, dessa vez com a certeza que seria doloroso, mas antes que eu o fizesse, Chaeyoung me encarou surpresa, os olhos pequenos arregalados e a boca escancarada em descrença.

—  O que houve? —  perguntei receosa, todos os pares de olhos da arquibancada me fitavam, dando-me uma atenção que eu não estava preparada para receber.

— Lalisa Manoban está presente?

No palanque, a rainha Tatiana procurava-me no meio da multidão, porém Jennie já tinha os olhos em mim, estampando um sorriso fraco no rosto, dando-me a certeza que era meu nome que saiu dos lábios da rainha.

— Levante-se! Ande! — Chaeyoung me empurrou, tirando-me da descrença que eu estava presa.

Os passos receosos que eu dei até estar de frente a rainha e Jennie foram automáticos. Meus olhos estavam arregalados, enquanto encarava de perto a Kim. Eu suava, fraquejava, tentava ao máximo não demonstrar a Jennie o meu nervosismo. Ela parecia tranquila de uma forma que eu não acreditava.

— Espero que se tornem uma só contra as ameaças do mundo dos humanos. — A rainha sorriu e, num único golpe, o filete de sangue escorreu pelas minhas mãos.

Uni meu sangue ao de Jennie.

Ela sorriu.

— Não se preocupe, vossa majestade, tornarei essa união prazerosa para ambas as partes.

Era o que Jennie sabia fazer de melhor.


(...)





— Todos estavam à sua espera na aula de defesa corporal hoje. — Chaeyoung disse ao me ver deitada no nosso quarto, ela me encarava com suspeita pelo dossel. O véu branco caía sobre meu corpo preguiçoso, coberto por uma camisola.

Era de se esperar a desconfiança dela, as aulas que envolviam luta direta eram as minhas favoritas.

— Eu precisava de um tempo para... para digerir tudo o que aconteceu hoje pela manhã. — Fui sincera, mordendo minha língua para conter-me. Chaeyoung, por mais confiável que fosse, não poderia saber que fiquei radiante com o resultado de mais cedo. Era difícil esconder aquilo dela, éramos colegas de quarto desde que entramos no Instituto, no entanto, mesmo próximas, era um risco que eu não queria tomar. — Mas fale sobre você, não me parece desgostosa com a sua escolhida... Kim Jisoo, certo? A duquesa.

Chaeyoung gargalhou, desabotoando a camisa mesmo que seus cabelos molhados evidenciassem que já havia tomado banho. Aquela era uma desculpa para se despir em paz. Minha melhor amiga possuía marcas de mordidas por todo o tórax, até as omoplatas. Chaeyoung era viciada nas mordidas dos vampiros, as cicatrizes eram troféus das suas noites com eles.

— Jisoo concorda com o que falam sobre mim pelos corredores, mas não posso julgá-la... — Ela estalou a língua no céu da boca. —  Não é mentira.

Maneei a cabeça.

— Ela está horrorizada, isso sim.

Chaeyoung deu de ombros.

— Quer apostar que até o final do semestre ela será uma das minhas conquistas também? — Ela sorriu sapeca, jogando sua roupa junto a minha bagunça. — Quero a mordida dela bem aqui, debaixo dos seios. — Chaeyoung apontou. — Mas não quero falar sobre mim, Jennie Kim está fazendo uma festa em seu dormitório, sabia?

Me levantei, surpresa, encarando Chaeyoung e esperando sua risada escandalosa, mas a garota nua falava sério.

— Como assim... festa? — perguntei.

— Me poupe Lisa, devo explicar até isso para ti? Festa, evento, celebração! — Ela abriu os braços. — No dormitório gigante dela, chamou todo o Instituto. Para onde acha que eu vou agora?

— Jennie não faz... festas. — sussurrei para mim mesma, porém tive o desprazer de falar alto o suficiente para Chaeyoung ouvir.

O dormitório de Jennie ficaria cheio de convidados, mas eu, sua guardiã, nem ao menos sabia da comemoração.

— Realmente não faz, todos ficaram surpresos, mas... — Chaeyoung se aproximou, desconfiada. —  Mas o modo como falou... foi como se a conhecesse.

— Oras também estou surpresa! — exclamei. — Nunca conversei com a princesa e terei que protegê-la a partir de agora!

Senti um desconforto palpável por ser quase pega na mentira, porém Chaeyoung não prestou atenção em mim.

— Então arrume-se, a levarei comigo para a farra — ditou por fim, caminhando para o nosso lavabo e me deixando para trás.

Soltei um suspiro pesado, procurando meu casaco quente. Com o cair da noite o frio tomava conta, mas para mim, não duraria por muito tempo.


(...)


— Não posso acreditar! Isso é um verdadeiro milagre! — Sorn sorriu ao nos ver caminhando, ainda de cabeça baixa, para o dormitório de Jennie. Na verdade, só eu estava de cabeça baixa, com medo de chamar atenção o suficiente e acabar com a minha boa reputação no Instituto. — O que prometeu a Lisa para conseguir trazê-la por livre e espontânea vontade?

— Por incrível que pareça, sua nova protegida atraiu curiosidade o suficiente para fazê-la vir. — Chaeyoung comemorou, roubando a bebida da vampira e tomando de uma só vez.

Parei no meio das duas, pronta para xingá-las pela displicência com o álcool, mas me lembrei que bêbadas eu não as teria na minha cola; o caminho estaria livre para o quarto de Jennie.

— Preciso conhecê-la melhor, somente. — Fingi não me importar com a expressão maliciosa que recebi de ambas. Me apressei, tomando coragem para entrar no dormitório. Na sala espaçosa, uma banda testava instrumentos, logo a calmaria de conversas baixas se tornariam um som estridente de guitarra.

Olhei para as duas sob os ombros.

— Chaeyoung, você deveria tomar o dobro só por ter pego a duquesa como escolhida.

— Ela é tão irritante... — acrescentou Sorn, alisando os cabelos loiros.

— Irritante e gostosa. — retrucou Chaeyoung. — Terei mais trabalho de concentração, você tem toda a razão, Lisa.

— E Sorn... — Encarei a vampira com um olhar triste. — Não teve a sorte de ter Elkie como guardiã, meus pêsames.

— Talvez eu me esqueça disso quando estiver inconsciente... — Ela virou o copo de uma só vez.

Fiquei com um leve peso na consciência por incitar minhas amigas a beberem, mas assim que a música estrondosa chegou no seu ápice, elas já se encontravam felizes demais para prestar a devida atenção em mim, e eu feliz demais por subir as escadas conhecidas que me levavam ao quarto de Jennie.

O tapete de veludo impedia meus pés de fazerem barulho no assoalho de madeira. O dormitório da realeza estar vazio em meio a uma festa, me deixava surpresa e receosa, mas não impedia meus passos de soarem decididos até o último quarto do corredor. A porta com uma pequena placa dourada com o nome que eu tanto conhecia me fez tremer por inteiro.

Eu estava me controlando, queria pegá-la de surpresa, mas era um querer em vão. Jennie sabia da minha chegada, era aterrador em como ela diferenciava minha respiração dos demais guardiões, a discrepância do cheiro do meu sangue e as outras essências que circulavam lá embaixo.

Bati quatro vezes na porta num som ritmado que combinamos antecipadamente, e sem esperar por sua resposta, abri a porta do quarto.

O cômodo era algo que sempre fez parte dos meus sonhos eróticos. Eu sabia de cor o tom das paredes marfim, das cortinas e dos vitrais amarelos da janela, e a principal, a garota que me fez prender a respiração numa única lufada de ar mal sucedida: Jennie sentada na cama de dossel, com uma camisola de cetim, os cabelos caindo livremente pelo corpo e os lençóis púrpuras desarrumados.

— Demorou para subir, pensei que teria de lhe esperar por toda a noite — ela ronronou, os lábios vermelhos se desprendendo num sorriso mínimo.

— Eu ainda estava... surpresa com a vossa alteza — disse, a ironia saiu tão natural dos meus lábios que pareceu um flerte. Aqueles tratamentos com o tempo se tornaram eróticos demais para nós duas, e aquilo era única e exclusivamente culpa minha. — Não é de fazer festas por pouca coisa.

Fechei a porta com cuidado, a luz do corredor cessou, o cômodo era mal iluminado pelas velas acima da cabeceira. Jennie estava preparada, meu corpo ansiava pelos seus toques.

— Ser a sua escolhida não é pouca coisa. — Ela suspirou, fingindo tédio.

— Sei que você está metida até o pescoço nesta decisão — respondi.

Ela deu de ombros, a pele pálida era iluminada pelas velas, os tons de branco quase se igualando.

Se me perguntassem quando começamos com aquilo eu não poderia responder adequadamente, mas acontecia há tanto tempo que estávamos habituadas a tudo que se sucedia antes e depois do ato. Nada de conversas fora daquelas paredes, não havia nenhuma suspeita que trocamos ao menos duas palavras durante os anos estudando no Instituto. E por todos os casos que foram descobertos, eu poderia dizer que fomos cuidadosas.

Era prudente que não me associassem a uma meretriz de sangue, como faziam com Chaeyoung, uma viciada, mesmo que seja inefável meu vício na saliva de Jennie.

— Quer mesmo continuar parada aí conversando sobre política? Eu tenho o resto dos meus anos mortais para lhe ensinar sobre isso — balbuciou ela, impaciente.

Fechei meus olhos e deixei toda a tensão se dissipar para fora daquelas paredes. Uma das coisas que eu amava em nossos encontros era a possibilidade de me entregar a Jennie. Ali eu não era a mestiça, muito menos considerada a melhor dentre os guardiões, aquele papel me era deixado para quando estivesse com os outros. Ali dentro eu caia aos pés de Jennie e suas ordens.

Abri os olhos e dei alguns passos tímidos até a vampira, começando com o que era rotina para nós. Jennie sorriu, se aconchegando na cama para me ver despir de um ângulo melhor. Apenas ter seus olhos em mim era o suficiente para me fazer gozar. O blazer vermelho caiu junto com a camisa branca, meu tronco desnudo e tremendo. Eu queria mentir e dizer ser pelo frio, mas o quarto estava quente. Jennie tinha o fogo como elemento principal e tudo nela queimava como as próprias labaredas do inferno. Eu era a pecadora, queimaria nas trevas quantas vezes fosse preciso.

— Como quer começar hoje? — ela sorriu, passando as mãos pelos cabelos num flerte casual que me fez perder os botões do cinto.

Eu evitava tocar entre as pernas, pois mesmo que Jennie parecesse descontraída, era certeza que sua atenção estava nas minhas mãos. Ela odiava quando eu me tocava sem sua permissão.

— Por que a pergunta, vossa graça? — devolvi.

— Quero saber sua resposta, não é óbvio? — retrucou ela.

Jennie se levantou, minha saia caiu junto a calcinha, sobrando apenas eu e meu anseio por suas mãos em mim.

— Você sabe o que eu quero... — murmurei. —  Ainda preciso dizer?

Jennie caminhou lentamente até mim e a cada passo trazia o seu calor. Era proposital, ela amava o gosto de todos os meus fluidos, do sangue ao suor.

— Quero ouvir da sua boca — insistiu ela.

Antes de provar a mordida de Jennie, eu também mantinha o preconceito de todos no Instituto: que apenas meretrizes aceitavam sentir prazer com a saliva deles, mas depois de Jennie, eu poderia encher a boca para me intitular uma.

— Faça, por favor... — lamuriei e, antes que abrisse os olhos novamente, senti a gravata de Jennie ao redor da minha cabeça, tampando minha visão com um nó forte.

— Você não parece querer o suficiente... — Ouvi sua voz em um sopro.

— É o que eu mais desejo no mundo... — Arfei. —  Me tome.

Minhas coxas estavam úmidas, o ar do quarto estava parado, quente. A cada toque sentia-me mais próxima do ápice. As mãos de Jennie trilhavam um caminho tortuoso pelos meus seios e, quando chegou a minha cintura, as unhas se afundaram com afinco. Soltei um muxoxo prazeroso, imaginando seus dedos sujos de sangue levados à boca carnuda e o som das lambidas preenchendo o quarto.

Não precisei implorar para ter minha vontade atendida, ela foi cedida à mim com meu corpo em chamas. A respiração quente de Jennie bateu no meu pescoço, já me preparando para o que viria. Inclinei a cabeça, deixando o caminho liberto para os dentes dela.

E aquela maldita vampira era delicada e cautelosa, deixando-me impaciente, tocando minha pele com os dedos, escolhendo onde morderia.

No tempo que não tínhamos pressa, Jennie preferia meu pulso ou o interior do meu cotovelo, não era tão prazeroso como quando ela saboreava uma das minhas artérias femorais — uma em específico que passava pela minha virilha —, porém, eu sabia o quão prazeroso e arriscado poderia ser se ela perdesse o controle.

Seus caninos se afundaram em meu pescoço e sem mais divagações, meus pensamentos foram puxados como vento para fora da minha cabeça, junto ao sangue que Jennie tomava de mim. Era sempre uma experiência difícil de colocar em palavras, nos primeiros segundos era incômodo, como uma dor viciante que poderia explicar o susto que muitos levavam. Assim que sua saliva entrava em contato com minha corrente sanguínea, meu corpo relaxava ao ponto de não conseguir me firmar no chão, como agora. Jennie passou as mãos pela minha cintura, prensando-me na parede atrás de mim. O frio do contato repentino era um colírio para meu corpo quente.

Eu sabia que qualquer humano já teria se queimado com o calor que Jennie exalava, mas uma vantagem dos guardiões eram ser resistentes. Ela desceu com a mão para o meio das minhas pernas e eu gemi alto, sem pudor algum, tão inundada pelo prazer que poderia derreter em seus braços.

Jennie era boa em tudo que fazia, manipulava o fogo, o conselho real e a mim todas as noites.

Meu gemido foi dissipado, até minha garganta arder e minha voz sumir. Ela puxou a venda improvisada em meus olhos.

— Sempre tão fácil... — Jennie sorriu, o sangue sujava sua boca e queixo, gotejando. — Agora está na hora de fazer o que faz de melhor, Lisa.

Ela ainda sorria, agora mais maliciosa que o comum, passando as mãos pela minha nuca para me fazer ajoelhar aos seus pés.

Jennie amava brincar comigo e com minha facilidade em ficar molhada com a sua presença. Era sempre um prazer senti-la em minha boca. Jennie sustentou uma perna em meus ombros, me dando livre acesso. Lambi intensamente só para ter o prazer de ouvi-la gemer acima de mim. E, quando Jennie ficou impaciente, fodeu a minha boca como sempre fazia, com meus cabelos agarrados em suas mãos, levando a minha cabeça para onde queria. A língua se afundava nos lábios dela em uma mistura de sons dos meus gemidos e arfares, numa bagunça que já estávamos acostumadas e ansiávamos todas as vezes.

Ela movimentou o quadril mais profundamente antes de afastar a minha cabeça, deixando-me arfando como uma afogada, necessitando de ajuda.

— Agora é a minha vez... — a vampira sussurrou, me jogando na cama.

Minhas costas se afundaram no colchão macio. Jennie se encaixou no meio das minhas pernas e sorriu, observando atentamente minhas mãos passarem pela sua clavícula suja de sangue.

Suas presas estavam a mostra, prontas. Jennie as enterrou de uma só vez em mim. Gritei, rindo no processo pela sensação sempre nova que era ser chupada pela vampira, literalmente chupada. "Gostoso" também seria uma palavra que eu usaria, mas deixei para gritá-las enquanto ela se lambuzava com o meu sangue e meu gozo, brincando com a minha sanidade.

Meus gemidos foram interrompidos por mais uma mordida, que veio de uma forma quente e rápida. Meu quadril e minhas coxas estavam cheias daquelas marcas. A onda de prazer veio rápida e estonteante, causando um furor em nossos movimentos e tornando o quarto mais barulhento. Eu cheguei ao ápice.

A calmaria desceu, tremenda, provocando calafrios e suspiros, com nossos corpos ainda colados e suados, sujos de sangue.

— Eu te amo, Lisa... — Jennie sussurrou. Seus braços apertaram a minha cintura num carinho desajeitado, o cheiro cítrico, salgado e cheio de ferrugem, o cheiro do nosso sexo, enchia o quarto. — A partir de agora, pra sempre.

Sorri. O futuro que nos aguardava fora daqueles portões era incerto, como todos os anos que passamos até ali. Eu poderia morrer na primeira semana protegendo-a, talvez um mês ou daqui a dez anos, era impossível prever, mas aprendi com Jennie que não existia tempo curto ou mal aproveitado, todo e qualquer segundo ao lado dela seria eterno.

Para sempre era o termo perfeito.

— Eu também te amo, Jennie — ditei por fim, virando para beijá-la. — A partir de agora, pra sempre.


▬▬▬

Notas Finais:

E aí, amores? Decidi fazer esse livro de OneShots para despejar todas as histórias de apenas um capítulo que guardo no meu Drive (eu juro que essa é a ultima sobre vampiros). Não tenho uma ordem para a postagem das próximas histórias, mas não devo demorar muito. Vocês gostariam de ver outros shipps por aqui?

Obs: Leiam Academia de Vampiros!

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