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Love - Imagine Kim Namjoon

Escutem as músicas no repeat até elas serem trocadas. Boa leitura 😚

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Música sugerida: Twice do Little Dragon

Pov's S/N

Já era a quarta vez no período de dois anos em que me encontrava naquele mesmo hospital, pelo mesmo motivo. Mais uma vez, tinha perdido um filho. Estava encolhida na cama enquanto olhava pela janela a neve cair, junto com minhas lágrimas. Me sentia vazia, mais uma vez, sem poder fazer nada, meu bebê tinha sido tirado de mim. Eu não aguentava mais passar por isso. Engravidar, criar expectativas e esperanças, pensar em nomes e em quando teria o bebê em meus braços, para logo depois eu perdê-lo. Não aguentava mais decepcionar Namjoon, não ser capaz de manter o nosso filho.

Abracei meus joelhos, deixando que as lágrimas viessem livremente. Eu me sentia inútil. Tudo que eu mais queria na vida, não era capaz de ter. O Dr. Choi me falou, que eu não poderia manter uma vida. Senti meu chão ser despedaçado e meu mundo entrar em colapso. Como poderia ter uma família? Não poderia. Não poderia ter um bebê que se agarrasse ao meu pescoço enquanto ria fofo. Que jogaria comida para o Rapmon comer, como se fossem cúmplices. Que viria andando em passos incertos, para os meus braços. Que falaria "mamãe" manhosamente apenas para ganhar algo. Que encostaria sua cabeça em meu peito, no lugar mais seguro do mundo para ele e dormiria tranquilamente. Que eu cheiraria e sentiria o gostoso cheirinho de neném. Que eu olharia por horas a fio, admirando o pequeno ser humano que era. Que passaria as mãozinhas por meu rosto. Não poderia.

Enfiei as mãos em meu cabelo segurando minha cabeça, soluçando. Eu queria apagar da minha cabeça, todas essas memórias sôfregas. Estava em choque. Senti minha respiração se tornando exasperada e estava à beira de uma crise de pânico. Senti braços me rodeando e pelo cheiro do perfume sabia que era Namjoon, me permiti relaxar em seus braços, em meu pranto.

Namjoon me apertava forte em seus braços, e eu sentia sua respiração sôfrega. Ele se sente como eu. O sonho tão próximo, foi retirado de nós, agora definitivamente.

Namjoon me embalou em seus braços, eu estava quase dormindo mas ouvi sua voz antes de cair no sono de vez.

- Eu sei que você tentou, a culpa não é sua. - acariciou meu cabelo. - Está tudo bem.

Cai na escuridão.

Pov's Namjoon

Estava no estúdio, produzindo algumas letras com os meninos quando a mãe de S/N me liga. Achei estranho pois ela não me ligava muito, então me preocupei. A sala toda ficou em silêncio para que eu atendesse o telefone. Quando ela começou a falar deu para perceber que ela tinha chorado, senti meu coração apertar e um calafrio passar por minha espinha.

- Ela perdeu outro bebê, Namjoon.- senti meus olhos começarem a marejar, isso não poderia estar acontecendo, de novo não, por favor.

- Como ela está? - me sentia nervoso com o estado de S/N, eram muitos sonhos frustrados.

- Ela está em choque. Está chorando muito. - ouvi sua voz falhar como se estivesse prestes a chorar. - O médico confirmou que ela não pode manter. Que vocês não devem tentar mais. - soluçou.

Senti as lágrimas escorrerem antes mesmo de percebê-las. Agora já não restava mais esperança, de ter uma família. De ter crianças que esperam ansiosas para a hora que vou voltar para casa, que correm ao meu encontro e se enroscam em minhas pernas. Beijam meu rosto e falam "eu te amo papai". Que de noite acordariam com medo e iriam para nossa cama, pois teriam a certeza de que os protegeríamos de todos os males. Que se agarrariam a minha perna e esconderiam o rosto quando estivessem com vergonha. Que ergueriam seus bracinhos para que eu os pegasse no colo. Agora já não restava mais esperança.

Desliguei o telefone e pedi para que algum dos meninos me levasse ao hospital. Eles sabiam da nossa dificuldade e tentativas de ter um filho, então não tive que explicar nada. Sinceramente, não queria. Eu só queria ver S/N e ficar com ela. Jin me trouxe até o hospital, apertando meu ombro para passar força e energia. Acenei com a cabeça e desci do carro.

Fui a passos largos até o quarto, depois de dar o nome de S/N na recepção. Abri a porta do quarto devagar, encontrando S/N de costas para a porta olhando para a janela. Seus ombros balançavam fortemente. Senti meu coração apertar como se a qualquer momento fosse explodir, o ar nos meus pulmões se tornou rarefeito. Eu odiava essa situação e todo o sentimento de impotência. Me apressei a rodear os braços em volta dela, apertei ela contra mim com força. Como se fosse perdê-la a qualquer momento. Afundei meu rosto em seus cabelos, tentando segurar os soluços que queriam escapar da minha boca.

Me sentei na cama de hospital, trazendo S/N para meu colo fazendo com que ela encostasse a cabeça em meu peito.

- Eu sei que você tentou, a culpa não é sua. - sussurrei. - Está tudo bem.

Vai ficar tudo bem.

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O médico assinou a alta dela e lhe deu um atestado de 7 dias. O que eu fiquei aliviado, S/N não iria querer aparecer no hospital tão cedo. Principalmente porque todos ali conheciam ela, S/N é enfermeira. Passei o braço por seus ombros enquanto guiava ela até seu carro, S/N estava aérea.

Dirigi até em casa com tranquilidade, um silêncio incômodo se fez presente mas decidi manter assim. Quando chegamos em casa, S/N foi direto pro quarto.

Deixei as chaves no aparador, retirei meu casaco pendurando-o ao lado da porta. Esfreguei as mãos no rosto, já era noite. Me senti triste, e vazio. Bebi um pouco de água e fui até o quarto.

Estava vazio, sem sinal de S/N. Então deduzi que ela estaria no banheiro. Decidi dar um tempo à ela e tomei banho em outro banheiro.

Vesti meu pijama e me deitei na cama, fiquei um tempo encarando o teto. Percebi que já fazia um tempo que a S/N estava dentro do banheiro.

Fui até a porta do banheiro, batendo suavemente. Não ouvi resposta do outro lado e fiquei preocupado. Abri a porta exasperado, encontrando S/N dentro da banheira, na água que à esta altura já deve estar gelada. Os cabelos molhados escorriam por suas costas enquanto ela abraçava os joelhos, olhando o vazio.

Passei a mão pelo cabelo, pensando em como faria. Me aproximei lentamente, tocando seu ombro. Ela saiu do transe em que estava e olhou em meus olhos, seus olhos transmitiam toda a angústia e mágoa produzida pela atual situação. Sustentei seu olhar e acariciei sua bochecha, esperando que pudesse transmitir todo meu amor. Beijei suavemente sua testa, puxando ela para fora da banheira. Vesti-a no roupão atoalhado, sentando ela no banquinho de frente para a penteadeira.

Peguei o secador, secando seus cabelos enquanto passava as mãos suavemente para secar mais rápido. Ela olhava para mim através do espelho, me analisando. S/N sempre fazia isso, ficava me estudando para saber o que eu estava pensando.

Logo, seu cabelo estava seco. Penteei com a escova que ficava na penteadeira para alinhar os fios. Plantei um beijo em sua cabeça, apertando suavemente seus ombros.

- Eu amo você. - sussurrei olhando para ela, através do espelho.

Ela assentiu enquanto fungou o nariz.

- Eu também amo você. - segurou minha mão que estava em seu ombro, apertando-a gentilmente.

Assisti enquanto ela colocava uma camiseta grande minha e uma calça de moletom. Segurei sua mão na minha, a levando até a cama. Ela se deitou do lado esquerdo, como sempre. Puxei o cobertor a cobrindo até os ombros, me inclinei beijando sua testa e selei sua boca. Ela sorriu fraco para mim e fechou os olhos. Dei a volta na cama me deitando ao seu lado, abraçando sua cintura. Encostei minha cabeça em seu ombro, deixei um beijo ali.

- Vai ficar tudo bem. - sussurrei.

Música sugerida: Heal me - Tom Odell

Uma semana depois

Pov's Namjoon

Era noite, estava deitado na cama com o braço atrás da cabeça enquanto olhava o teto. Os dias estavam sendo difíceis, como já era esperado. S/N tinha se fechado, e não dava aberturas para conversamos sobre a recente descoberta de que não poderíamos ter filhos. Ela queria fingir que nada tinha acontecido, e agia dessa forma. O que estava começando a me irritar. As coisas não iriam se resolver assim.

S/N sai do closet, já vestida com seu pijama e senta ao meu lado na cama, pronta para pegar o livro que ficava na sua mesa de cabeceira. Suspirei levemente. Me preparando para o que estava prestes a fazer.

- Você não pode continuar fingindo que nada aconteceu. - comecei calmo. - Você precisa falar. - encarei seus olhos.

- Eu não preciso falar sobre nada. - disse séria desviando o olhar do meu.

- Certo. - cruzei os meus braços. - Mas eu preciso. - falei fazendo com que ela me olhasse. - Amor, eu sei que essa dor está aí dentro. Eu sinto essa dor tanto quando você. Por isso precisamos falar para nos curarmos juntos. Sei bem que nossas esperanças foram perdidas e eu sei o sentimento que isso nos causou. Esse vazio, essa tristeza, essa mágoa. No momento em que eu soube, ficou constatado para mim que eu nunca teria uma família. - vi quando seus olhos começaram a marejar, mas ela não desviou o olhar do meu. - Mas nunca estive tão terrivelmente enganado. Você é a minha família S/N. Enquanto estivermos juntos, sempre seremos uma família. Enquanto formos eu, você e o RapMon. - coloquei uma mexa de seu cabelo atrás de sua orelha, acariciando sua bochecha. Ela negou com a cabeça enquanto fechava seus olhos.

- Talvez você deva procurar alguém que seja capaz de te dar filhos. - disse em um fio de voz, limpando suas lágrimas com as costas de sua mão. - Alguém que seja suficiente para você, que realize seu sonho. - abaixou a cabeça colocando a mão na própria testa.

Neguei veementemente com a cabeça. Segurei seu queixo, levantando sua cabeça. Coloquei ambas as mãos em seu rosto, com carinho.

- S/N, você é meu sonho. - olhei no fundo dos seus olhos. - Desde quando tínhamos 16 anos, e eu era só o nerd com problemas para socializar, e você a menina linda e inteligente que foi minha dupla na aula de biologia. - sorri fraco. - Você sempre foi a mulher que eu quis, e eu não tenho motivo algum para procurar outra pessoa. Há alguém que está comigo desde o início, que me apoiou com todo o coração desde o princípio. Essa pessoa é você, S/N.
O meu sonho, o nosso, de ter filhos só era possível se fosse com você. Pois esse sonho é fruto do nosso amor. - ela soluçou encostando sua testa à minha. - Por favor, nunca mais me mande atrás de outra pessoa. Não desmereça nossa história assim. - supliquei respirando fundo.

- Me perdoa amor. Pelo o que eu falei, e por não poder fazer nosso sonho ser possível. - ela soluçou. - Eu me sinto muito, amor. - ela chorava copiosamente. - A culpa é toda minha!. - negava com a cabeça enquanto chorava.

- A culpa não foi sua! - falei fazendo com que seus olhos focassem nos meus. - Não tinha nada que você pudesse fazer, não está sob seu controle. - fiz um carinho em sua cabeça. - Não vamos focar no que não podemos mudar. - beijei sua testa.

- Eu agradeço muito, por ter um marido como você. - falou acariciando minha bochecha. - Obrigada por ser tão compreensivo e amável. Você também é meu sonho. Eu já era apaixonada por você antes de fazermos dupla em biologia. Sempre procurando você com os olhos na escola, amava assistir você concentrado enquanto estudava. Quando te conheci e comecei a conversar com você, tudo isso só se intensificou. - eu a olhava surpreso, pois ela nunca tinha me contado isso, soltei um risinho. - Obrigada por ser tudo e até mais do que eu esperava. Eu amo você. - selou meus lábios.

- Eu amo você e tudo sobre você. - selei seus lábios. - Obrigada por sempre estar aqui quando eu precisei e por ser minha esposa. - beijei-a.

- Eu sempre vou estar aqui. -sussurrou.

Deitei puxando ela para se deitar em meu peito.

- Amor, a gente não precisa se limitar, somente ao jeito convencional de se ter filhos. - falei enquanto acariciava suas costas. - Há tantas crianças no mundo que não tem pais, nem um lar. - disse pensativo.

- Você está certo.- falou pensativa. - Devemos pensar sobre isso.

Sorri levemente e agradeci por termos conseguido dialogar sobre o que aconteceu. Logo, eu já estava dormindo com S/N nos meus braços, visivelmente mais leve.

Música sugerida: Venus - Sleeping At Last.

Três meses depois.

Pov's S/N

Tinha acabado de chegar no hospital para começar meu plantão. Bati meu ponto e vi no quadro onde teria que ficar hoje.

UTI neonatal. Suspirei me dando forças. Me dirigi até aquela área do hospital, encontrando Dra. Kang encostada no pequeno balcão que tinha ali enquanto anotava algo em um prontuário.

- Bom dia Dra. Kang. - a cumprimentei me curvando levemente.

- Bom dia, S/N! - falou sorridente se curvando para mim também. - Já falei que pode me chamar de Mina! - riu um pouco.

- E eu sempre esqueço! - brinquei um pouco.

- Vai ficar aqui hoje, certo? - questionou cautelosa.

Dra. Kang era uma das poucas pessoas que sabiam do meu caso.

Assenti com a cabeça, afirmando que ficaria ali e de que estava bem.

- Você vai cuidar da incubadora 6 e 7 então. - olhou em seu relógio. - Os prontuários estão lá, dê uma olhada. Tenho uma cirurgia agora. - acenou enquanto se afastava.

Rapidamente troquei minha roupa, pela roupa hospitalar e me higienizei antes de entrar na UTI. Fui até as incubadoras 6 e 7, que ficavam uma do lado da outra. Peguei o prontuário da incubadora 6, era uma menina de nome Jina. Tinha 15 dias de nascida e estava esperando um transplante de coração. Verifiquei todos os aparelhos e ela estava estável.

Me virei para incubadora 7, pegando o prontuário. Sem nome. Nascida prematuramente, ficará em observação até o término do desenvolvimento dos pulmões. Quando procurei sobre o nome dos pais tinha apenas o nome da mãe: Ye-Jin, falecida durante a cesariana de emergência. Ofeguei.

Nas outras páginas do prontuário tinha escrito que a pequena bebê, tinha somente sua mãe. E sua mãe, tinha somente a ela. Lá também estava escrito que o conselho tutelar já tinha sido notificado.

Tirei meus olhos do prontuário para olhar a pequena bebê, no mesmo instante senti como se tivesse sido absorvida por outra dimensão. Senti tudo ao meu redor parar, enquanto olhava para a pequena bebê.

"Depois de um tempo, pensava que nunca te encontraria
Eu convenci a mim mesmo de que nunca te encontraria
Quando, de repente, eu te vi"

Chequei todos os sinais dela, que se encontraram estáveis. Durante todo o dia me peguei admirando o pequeno serzinho que estava dentro da incubadora. Dentro da incubadora 7. Me sentia ligada à pequena criança que não tinha ninguém.

Enquanto os pais de Jina, ficaram durante todo o tempo de visita ao lado da incubadora 6, a pequena da incubadora 7 passava seus dias solitariamente.

Fiquei inquieta com tudo o que estava sentindo, mas tudo se acalmou quando ela começou a chorar. Com cuidado por conta dos fios que estavam ligados à ela, trouxe ela para junto do meu colo.

"Me encontrava em bilhões de pedacinhos
Até você me dar um foco
Astronomia em reverso
Fui eu quem foi descoberto"

Senti vontade de chorar, estava emocionada. Então é essa a sensação que toda mãe sente quando pega seu bebê pela primeira vez?. Eu não conseguia explicar como estava me sentindo. Mas era forte, era intenso. Logo, ela parou de chorar caindo no sono, a arrumei dentro da incubadora, admirando-a.

Na hora do meu intervalo, sai correndo da UTI para poder ligar para Namjoon.

Ele atendeu no segundo toque.

- "Oi amor, tudo bem?" - falou um pouco aéreo e eu sabia que ele estava mexendo no computador, no estúdio.

- Está. Preciso que você me ouça. - falei agitada. - Você tem que vir no hospital, eu preciso te mostrar algo. - despejei a informação sobre ele.

- "Aconteceu algo? Tá tudo bem mesmo?" - pela voz dele percebi que ele também ficou agitado.

- Está tudo bem, e aconteceu algo sim. - tentei falar mais calma. - Preciso que você venha para o hospital, para eu poder te explicar.

- "Daqui a pouco estou aí" - ouvi ele se levantando da cadeira.

- Tudo bem, estou te esperando. Venha para UTI neonatal. - ele estranhou, mas não falou nada.

Na frente da sala, andava de um lado para o outro. Torcendo, rezando para que ele sentisse o mesmo que eu.

Que ele se sentisse pai dela, como eu me senti mãe.

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Pov's Namjoon

Achei -muito- estranho o pedido de S/N, mas decidi não questionar. Em 15 minutos já estava no hospital, estacionei o carro e peguei meu adesivo de visitante.

Quando cheguei na área da UTI neonatal, vi S/N andando de um lado para o outro em frente a porta.  Ela parecia nervosa, mas estava com um sorriso enorme no rosto, como se não estivesse conseguindo se conter. Neguei com a cabeça sorrindo, me aproximei dela querendo saber o que tinha acontecido para ela estar assim.

- Oi, baby. - falei selando seus lábios.

Ela sorriu ainda mais largo e me perguntei se isso era realmente possível. Ri um pouco.

- Oi amor! Que bom que você chegou. - Me abraçou rapidamente e me entregou um pacote que tinha um avental higiênico.

- Okay... - franzi levemente o cenho, mas a felicidade de S/N era tanta que eu decidi mais uma vez, não perguntar.

Segui ela até a área de higienização, lavamos as mãos e ela pegou um avental para ela. Vesti o meu e a segui até o interior da UTI neonatal. Ela me guiou até a incubadora de número 7.

- Essa bebê, nasceu prematura... Ela está aqui até os pulmões terminarem de se desenvolver. - ela começou a falar cautelosamente, olhando em admiração para o pequeno serzinho que estava ali na incubadora. - A mãe, morreu no parto. - colocou a mão enluvada dentro da incubadora, segurando a mãozinha da pequena. - Ela só tinha a mãe, nesse mundo. - olhou fixamente para mim quando terminou de falar.

Ofeguei.

- Você está querendo dizer que quer... - comecei a falar.

- Sim. - Me cortou. - Quando eu a vi, após a ler o prontuário, eu senti como se fosse explodir de felicidade. Eu me senti mãe dela. E depois de a pegar no colo, foi como se tudo finalmente tivesse se alinhado. Como... como a primeira vez que uma mãe pega seu bebê. - sorriu com os olhos marejados, agora de felicidade.

Alternei o olhar entre seus olhos e a pequena bebê. Me aproximei da incubadora, com a mão enluvada peguei na outra mãozinha dela, meu dedo foi rapidamente agarrado por ela e eu me vi sorrindo.

Mesmo tão pequena, ela era incrivelmente linda.

"Eu mapeei suas estrelas, daí tive uma revelação:
Você é tão bonita quanto é infinita"

Era o bebê mais lindo que eu já tinha visto, e eu tive vontade de chorar. Me senti emocionado com todo o sentimento de amor que me preencheu.

- Posso pegá-la? - questionei tirando meus olhos da bebê, olhando para S/N que sorria.

Ela assentiu e me pediu para sentar na poltrona que tinha ao lado da incubadora. Me sentei e me senti ansioso, meu coração palpitava de forma que eu conseguia sentir em meus ouvidos.

S/N calmamente retirou a bebê de dentro da incubadora, arrumando os fios para que eu pudesse segurá-la. Devagar, ela colocou o pequeno serzinho em meus braços. Segurei ela junto ao meu peito, olhando cada detalhe. Senti como se todas as peças agora estivesse encaixadas. Aquela pequena bebê, era minha filha, minha menininha.

"Como um telescópio
Eu irei te puxar pra tão perto
Até não haja nenhum espaço entre nós

E de repente eu te vejo
De repente eu te vejo

Me encontrava em bilhões de pedacinhos
Até você me dar um foco
Astronomia em reverso
Fui eu quem foi descoberto

(Eu pensei que nunca iria te achar
Quando de repente eu te vi)"

- Qual o nome dela?. - passei a mão suavemente sob sua testa vendo ela dar um leve sorriso, de olhos fechados.

- Ela ainda não tem nome. - S/N estava ao meu lado, admirando a pequena.

- O que você acha de Sarang? - levantei meu olhar para ela, sorrindo.

Achei que S/N fosse explodir de felicidade quando vi ela tentando se conter.

- Você também sentiu? - exclamou animada.

- Com todo o meu coração. - Sorri largamente.

Vi seus olhos marejados, enquanto ela se inclinava para me beijar. E no meio de nós, nossa pequena filha Sarang. Nossa ligação como família, vai além do sangue. Nossas almas foram interligadas naquele dia. Nossa família, antes de duas pessoas, se tornou ainda mais completa com a chegada da pequena garotinha. Que jogava comida para RapMon, se enroscava em minhas pernas, abraçava meu pescoço e falou "papai" antes de mamãe.

>>>Fim<<<

*Sarang significa amor.

Espero que tenham gostado! Não esqueçam de votar e comentar, fico muito feliz! 💜

Beijo da França 😚💜

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