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Um mal corazon | 28

Estou usando o seu vestido de verão favorito

Assistindo eu me despir

Leve este corpo às alturas

Eu digo: Você é o melhor, me inclino para um grande beijo

Coloco o perfume favorito dele

Vá jogar um videogame

─ Video games, Lana Del Rey

🎨

"Um mal corazon"

C a p í t u l o  v i n t e  e  o i t o

Eleanor já havia errado diversas vezes.

Ela havia quebrado regras estabelecidas sobre boa conduta.

Uma garota certinha nunca foi seu caminho.

Uma boa garota não se entregava a um cara aleatório mesmo tendo um noivo.

Uma boa garota pensaria nas consequências naquela ação, mas ela não.

Tudo que Eleanor queria era mais.

Mais da escuridão.

Do desejo.

Da dor prazerosa.

E embora sentisse uma parcela de culpa, não era isso que a atormentava, era o simples fato que não pensou em nada quando estava com ele, dormindo na cama dele, sobre os lençóis emaranhados em seus corpos nus, sentindo a ventania gélida arrepiar sua pele, a pouca luz do ambiente cobria seus pecados, os ruídos baixos da rua passavam pela pequena varanda.

Na quietude da madrugada, o vento suave dava contraste a figura masculina adormecida, o luar prateado espalhava sua luz oscilante pelas frestas das janelas, as grades fazendo reflexo no rosto masculino, o céu profundo e vasto cobria como um manto escuro a maioria do cômodo, a parte da noite escondida por sussurros secretos, por medos vazios e sensações profanas. Um desejo profundo como uma amante fiel ao conforto melancólico dos braços a mantendo presa ao calor reconfortante, da respiração cálida na curva de seu pescoço, os lábios macios pressionados em sua pele, como se quisessem deixar uma marca, resquício da transa sem compromisso.

Eleanor estava acordada fazia alguns minutos, sentindo-se tonta depois das aventuras entre os dois, seus olhos estavam fixos na postura adormecida de Kim ao seu lado, braços forte apertavam sua cintura, o calor do corpo do homem a fazia esquecer do frio presente, suas pernas de alguma maneira estavam ao redor do corpo dele, prendendo sua presença ao lado. Ambos estavam colados naquela sensação de pertencimento, imersos no conforto temporário do véu do impossível, ele a segurando como uma âncora e a garota o prendendo como uma válvula.

Kim a fazia sentir-se livre na mesma proporção que a prendia em um ciclo vicioso.

Eleanor o observou dormindo, os lábios franzidos, face serena, seus dedos traçaram pelas sobrancelhas grossas descendo pelo nariz arrebitado, acariciando a pintinha perto das narinas, as bordas emolduradas de suas feições que pertenciam a um modelo. Tocou os lábios grossos, traçando um caminho delicado entre as bochechas, o rosto adormecido se assemelhava a um anjo, desde da beleza encantadora até a voz melodiosa. Sua aparência atraente era uma arma em seus jogos de destruição, ela tentou fugir dele, mas Kim era tão bonito, tão cruelmente belo que poderia passar o dia todo o admirando, o modelo ideal para suas pinturas, o que era perigoso.

A garota se questionou como alguém tão bonito poderia aparecer fatal demais?

Taehyung era a aura obscura entre seus pensamentos, sua beleza embora fosse angelical era quanto destruidora.

Algo a dizia que ele não era bom.

Que todos os caminhos que ele a levava todos eram diretos para uma destruição iminente.

De repente, olhos âmbar encontraram-se com os seus, fatais e mortíferos.

─ Não é muito educado observar alguém dormindo, mi angel.

Eleanor arfou, revirando os olhos com a fala do mais velho.

─ Se me lembro bem, seus olhos estavam revirando desse jeito quando meu pau estava na sua boce ─ antes que Kim pudesse concluir, a garota cobriu sua boca.

─ Detalhes demais. ─ resmungou com as bochechas coradas, sabendo que por baixo de suas mãos o homem tinha um sorriso convencido.

Eleanor se distanciou do moreno antes que acabasse com as mãos no pescoço dele, não queria ser presa por assassinar seu amante. Amante? ─ Sua mente já estava tão deturpada para colocar o rapaz naquela colocação? Ela necessitava certamente de uma consulta com uma psiquiátrica, o caso estava sério.

─ Deixa de ser um pervertido, preciso que me leve de volta ─ tentou, com falhas, tirar as mãos dele de sua cintura ─ Meu irmão já deve estar me esperando.

Taehyung arqueou as sobrancelhas, se lembrava brevemente de um garoto, acompanhando a mulher, ele era alto, possuía cabelos escuros e olhos verdes parecidos com de Eleanor quando a luz reflete sua íris.

─ Ao seu comando princesa ─ o moreno fingiu uma reverência exagerada, ganhando uma risada da mais nova ainda em seus braços.

─ É sério Taehyung, preciso chegar antes que os seguranças troquem de turno.

Kim fez uma expressão pensativa.

─ Então você é uma princesa fujona? - refletiu, rindo baixinho ─ Está me surpreendendo cada vez mais querida.

Eleanor bufou.

─ Não me venha com esses apelidos bobos que você dá para todas as garotas que passam pela sua cama.

─ Está com ciúmes, pequeno anjo? ─ Kim acariciou sua bochecha ─ Não sabia que era do tipo possessiva.

─ Não fode, Kim.

─ Você fugiu de duas perguntas ─ acusou se divertindo com a situação, a garota não sabia se ainda era o vinho no organismo dele ou se o rapaz simplesmente gostava de irrita-la, mas sua paciência estava se esgotando ─ Acho que temos que beber vinho novamente, só que dessa vez você com a boca no meu pau.

Eleanor o empurrou novamente, se desvencilhando com a bochechas coradas das importunações do mais velho.

Saiu do quarto sobre os protestos de um Kim pervertido e que amava testar sua paciência, a morena procurou pela sala as roupas largadas no chão, tentando ignorar a ardência em suas pernas, achou o sutiã espalhado, cheirando exatamente como ele e sexo, queria tomar um banho relaxante em sua banheira, contudo, tinha que se contentar com uma bucha rápida, Kim havia cansado cada energia que ela tinha, e quando mesmo percebeu estava entrando em um sono profundo. Ao encontrar a bolsa, procurou o celular silenciado para mandar mensagem ao seu irmão, haviam combinado que às três horas da manhã voltariam, já que seria a troca de turnos dos seguranças e pela manhã seu pai chegaria de viagem. Lançou um último olhar para o quarto, não conseguiu observar muito mas tinha quase certeza que era impessoal como a decoração de toda a casa, não havia porta-retratos, plantas ou até pôsteres de famosos, tudo naquele local lembrava ele, metódico e clínico, tão impessoal que o apartamento poder ser de qualquer pessoa se não fosse os discos antigos e a prateleira de livros.

Pegando a roupa, a morena foi em direção ao banheiro, deixou seu vestido em um suporte, Eleanor sabia que sua aparência não estava das melhores e se perguntou como Kim não havia se assustado. Se encaminhou a pia e ao se encarar no espelho quase levou um susto, os cabelos desgrenhados, cachos se perdiam uns aos outros, marcas de mordidas e chupões deixavam seu pescoço manchado, a maquiagem era leve mas o batom estava espalhado pelos cantos da boca. Em suma, ela estava um desastre.

─ Aquele desgraçado, vou mata-lo.

Arfou chocada com sua aparência. Enquanto tentava parecer novamente um ser humano apresentável, sentiu a presença do mais velho encostado na porta com os braços cruzados. Através do reflexo do espelho, a morena o encarou com raiva, ganhando uma expressão orgulhosa do mais velho. Kim havia colocado apenas uma calça moletom, deixando o peitoral torneado a mostra, a garota notou pequenas marcas das suas unhas e chupões no torso dele, com a postura relaxada e os braços cruzados destacavam seus músculos, a mais nova por um instante esqueceu que estava com raiva dele.

─ Pareço um saco de pancadas, Kim. ─ argumentou apontando para o próprio corpo.

Taehyung saiu do lugar, se aproximando sutilmente da mulher, instintivamente seus dedos afastaram os cachos do ombro, deixando o pescoço macio de livre acesso, lugar esse onde ele depositou um beijo. Através do reflexo do espelho, Eleanor observou o olhar de adoração do homem, ela não era baixa, possuía um e sessenta e oito de altura, mas se sentia pequenas nos braços de Kim, como se somente ele fosse seu escudo. As mãos dele desceram até seu quadril, os dedos pressionando as marcas de mordida, fazendo uma massagem sobre a carne machucada, a mulher se entregou ao toque de Kim, permitindo que ele continuasse com o carinho.

─ Você não tem ideia de como está encantadora com essas marcas, angel.

Kim agarrou com uma mão seu queixo enquanto a outra permanecia fazendo carícias nas marcas.

─ Olhe como essas marcas combinam com você, Eleanor, como se fossem feitas especialmente para ficar na sua pele ─ com o aperto dele em sua mandíbula, a garota não teve escolha a não ser se olhar no espelho, sua figura parecia pequena e acuada enquanto ele estava imponente, um olhar fascinado passeava no corpo dela ─ Eu avisei, querida, agora não tem mais volta.

As íris obscuras mostravam um olhar sombrio em Kim, como se ele fosse um deus do submundo preste a leva-la para o inferno, todavia, ele estava certo, Eleanor ignorou os avisos, as normas que deveria mantê-la fora do alcance dele e caiu inevitavelmente na armadilha, o encanto sinistro que tinha por ele a assustava com uma intensidade ultrajante.

─ Acabamos aqui, Taehyung, nós dois nos divertimos e é isso.

Kim agarrou sua garganta e a mulher arregalou os olhos quando ele a virou para estarem de frente um para o outro. Eleanor abriu a boca para questioná-lo, mas antes que pudesse, o homem capturou seus lábios com os dele. Aproveitando o estado de perplexidade, ele enfiou a língua dentro, dominado completamente. Eleanor estava absoluta em suas mãos, pensou em afastá-lo, entretanto, seu corpo não ouvia a mente, os dedos dele se espalhavam no pescoço frágil e Kim a beijava em um controle febril, como se estivesse fodendo com ela, se divertindo com a batalha interna que acontecia na cabeça da morena.

A outra mão envolveu possessivamente seu quadril, a fazendo bater contra a frente do corpo dele. Suas curvas são esmagadas pela dureza implacável de Taehyung, a jovem soube assim que passou os braços envoltas da cintura do mais velho que nenhuma quantidade de força resistisse à guerra que o cantor problemático significava. Ele deixou avisado que a marcaria, que as sombras dele ofuscariam sua luz e talvez ela quisesse aceitar aquilo, talvez lutar o tempo todo era inútil.

Sua curiosidade havia levado até aquele momento, se não tivesse seguido a figura marcante naquela noite tudo seria diferente, se tivesse permanecido quieta e ao lado do noivo nada daquilo estaria acontecendo. Porque sabia que se continuasse com aquilo sua fascinação pelo caos aumentaria, tinha a percepção que se envolver além dos limites com Kim teria consequências destrutivas.

Talvez devesse ter cortado sua resistência primeiro, afinal foi isso que o fez se interessar nela em primeiro lugar. Notando a dissipação do conflito, com seu instinto aguçado, o mais velho aumentou a intensidade, a língua devastando a mulher até ela gemer com o poder de persuasão feroz. O beijo era sua condenação, porque a fazia questionar se precisava de mais, porque ele nublava sua mente com um desejo autodestrutivo, mexendo com todos os sentidos humanos, estranhamente, Eleanor sentia que o monstro era exatamente o que necessitava.

Taehyung, parecendo satisfeito, deu um passo para trás, deixando seus lábios inchados, doloridos e definitivamente embriagada com a presença dele. Lentamente, soltou os dedos, sua garganta e a puxou pela cintura.

─ É nisso que você está enganada, só acabamos quando eu disser que acabou ─ aproximou seu rosto do dela, demonstrando uma luxúria sombria ─ Ambos queremos isso, você para ter uma aventura antes de se casar e eu por gostar de coisas quebradas.

Eleanor a cabeça freneticamente, mas não para concordar com ele. Era para que parasse de mexer com sua mente.

─ Não estou quebrada.

─ Então farei questão de fazer isso ─ sua voz soou casual, mas era tudo menos aquilo, era uma promessa nebulosa, um furacão mortífero ─ Vou destruir você, deixá-la desesperada por mais, igual uma viciada pela porra do meu pau até que nenhum homem após mim consiga satisfazê-la e você não negará porque estará como uma putinha obcecada pelo meu toque.

Seu núcleo se apertou e ela tentou se afastar da conexão sombria que desejava aquilo, que ansiava por mais e mais.

─ E sei que nesse momento você está molhada como uma puta suja, não é, minha boa garota? ─ ele sem esforço virou seu corpo novamente, fazendo suas costas tocarem o peito dele.

Deveria negar, lutar contra aquilo, entretanto quando a mão implacável de Kim segurou sua boceta e enfiou três dedos ao mesmo tempo, a mulher estava perdida. Seus olhos rolaram para trás da força implacável e do prazer pulsante através do seu núcleo. A mera ação de estar à mercê dele tornou tudo mais pecaminoso, eroticamente doentio.

─ Olhe como sua boceta está emocionada com meus dedos, você acabou de perder sua virgindade e ainda quer mais, quer mais da dor para que quando volte para a casa do seu amado papaizinho sinta meu pau a cada passo. Você me quer, querida, e esse seu desejo pela dor te assusta.

Eleanor balançou a cabeça mais e mais. Não sabia se era por aceitação ou para negar, tudo que sabia era que mesmo que estivesse dolorida pela recente primeira vez, ela desejava o toque dele, almejava pela sensação alucinante do orgasmo e principalmente do domínio dele.

─ Diga, Eleanor, como você me quer novamente ─ Taehyung a faz observar a entrada e saída de seus dedos e a excitação embaraçosa. Ele a fez ver cada movimento depravado, aumentando mais frequência ao ato. Ele os bateu nela ao mesmo tempo, interligando, aprofundando até que seus olhos se fecharam e por um momento a garota acreditou que enlouqueceria com o prazer.

Outra mão livre agarrou o seio pesado, apertando o bico até que Eleanor só soubesse pensar nele, estremeceu quando Kim beliscou o seio ao mesmo tempo que os três dedos mergulhavam cada vez mais fundo dentro dela.

─ Sim, sim, sim.

Sussurrou embriagada, perdida na sensação de sua pele quente contra a dele.

─ Isso mesmo, seja uma boa garota. ─ comentou entretido, Kim bateu o polegar contra seu clitóris, a fazendo estremecer insanamente devido à estimulação, o orgasmo foi poderoso, um gemido contido saiu de seus lábios, seu corpo sofreu uma descarga de energia, quanto mais tempo ele continuava com os dedos dentro dela, mais inconsequente a morena ficava.

Quando o moreno retirou os dedos, Eleanor se arrependeu da falta que ele fazia. Logo, o som da calça sendo abaixada ecoou no banheiro, seguido por um belisco no seu mamilo. A mulher gritou, mas logo foi trocada por um gemido quando ele entrou nela por trás. Deveria estar dolorida, mas no momento em que ele estava completamente dentro dela, um pequeno gemido de satisfação saiu de sua boca.

─ Olha como nos encaixamos. ─ murmurou com luxúria sombria, empurrando dentro dela como um louco.

A dor e o prazer se alinham na sua mente.

De repente, Kim segurou sua garganta, a fazendo encarar o ato no espelho. Taehyung estava atrás dela, poderoso e diabólico, com um brilho de satisfação cobrindo suas feições. Enquanto Eleanor estava curvada, dominada por ele, bochechas coradas, pupilas dilatadas com o prazer erótico, os lábios inchados separados e os cachos grudados em sua testa e pescoço.

─ Chore por querer isso, por querer as mãos de outro homem em você ao invés do seu noivo. ─ Ele diminuiu o ritmo, mas o aprofundou até seu osso do quadril atingir a borda da pia, lágrimas de prazer nublaram sua visão, seu corpo foi preparado novamente para mais um orgasmo.

Ele a destruiria, nunca alguém havia cruzado o limite da dor e do prazer na mesma proporção.

Eleanor cravou as unhas no mármore, sentindo cada golpe, cada explosão de prazer dentro dela. Seus dentes encontraram a clavícula desprotegida e ele mordeu fortemente, tão forte que a garota gritou e gozou ao mesmo tempo. A fricção de seu pau aumentou enquanto ela se derretia sobre ele.

─ Ajoelha.

Taehyung diminuiu a frequência, se retirando imediatamente. Ainda nublada pelos dois orgasmos seguidos, a morena ajoelhou-se sobre o piso gelado.

O rosto banhado por suor e lágrimas atrapalhava sua visão, as mãos dele seguravam seu cabelo em um rabo de cavalo. Eleanor abriu os lábios quando o pau do mais velho invadiu sua boca. Ela permitiu que ele fizesse o que quisesse com seu corpo, se sentia como uma boneca à medida que sua mandíbula doía para aguentar o pau entrando profundamente em sua garganta.

Estava sendo usada.

Depredada e dominada.

Presa na euforia alucinante de Kim.

Quando o ritmo aumentou, a garota segurou seu reflexo de vômito, ele guiava seus movimentos, se movendo como se fodesse sua boceta. De repente, o aperto em seu cabelo aumentou e sentiu o esperma inundando sua boca, gotas escorriam pelos lábios, enquanto Kim se retirava em um gemido prazeroso.

─ Engula tudo, querida. ─ Seu dedo pegou uma gota e inseriu novamente nos lábios da mulher. Eleanor sentia-se em outra dimensão quando finalmente sentiu o efeito de Taehyung em sua cabeça.

─ Então estamos de acordo, mi angel?

Eleanor balançou a cabeça, a luta nela já havia partido.

─ Sim.

Ela não queria apenas aquela noite, rapidamente se deu conta de que ele havia conseguido o que queria dela, a sua rendição.

E temeu que a promessa de destruí-la não fosse em vão.

• • •

Após finalmente se vestir sem a presença de Taehyung que ficava com um olhar misterioso, a garota se apressou e foi junto ao homem para o carro, enquanto decidia se falava algo ao mais velho ou somente esquecia do momento no banheiro, resolveu verificar o celular em busca de alguma mensagem do irmão, querendo fugir do impacto das palavras dele em sua mente.

Vou destruí-la.

Vou arruína-la.

E Eleanor não se opôs a nenhuma dessas frases, isso a deixou inquieta durante a viagem.

Alejandro:

Onde diabos você está?

Esqueceu que tem casa?

Se você foi sequestrada, posso ficar com seu quarto? Ele daria uma ótima sala para festas quando o papai viajar.

.

Primeiramente, foi mal demora, estava ocupada.

Em segundo lugar, estou indo, me espere.

Em terceiro, vai à merda, garoto.

.

Eleanor revirou os olhos conforme lia as mensagens trocadas com o irmão mais novo, desejava ver o dia em que Alejandro se apaixonasse, quem seria a louca para domar o garoto rebelde.

Encarou a paisagem da madrugada, havia poucas pessoas na rua, o silêncio predominava no ambiente. Ao seu lado, Kim dirigia concentrado pelo caminho, o único ruído vinha da estação de rádio que tocava alguma música antiga. A mão dele estava descansando em sua coxa, estranhamente se sentiu à vontade com a presença dele.

Após o momento no banheiro, os dois tomaram banho juntos, sem toques maliciosos. O único momento que falou foi para dizer para ele levá-la ao purple bar pelas portas do fundo, em silêncio se arrumaram e foram em direção ao carro, nada foi dito ou mencionado. Contudo, ao lembrar de como se rendeu ao moreno, sentia a vermelhidão subir em seu rosto.

A mulher descansou a cabeça no vidro da janela, só desejava chegar em casa e hibernar o suficiente para que Kim Taehyung não existisse mais. Assim, não teria que se preocupar com a iminente queda.

Ela gostou da pequena brecha de liberdade que Kim proporcionou.

Mas também queria fugir da figura que parecia carregar traumas por onde passava.

Sentia um sentimento contraditório em relação a ele, o que deveria fazer? Deixar suas emoções dominarem ou ouvir a razão? O prazer e luxúria que ele proporcionou havia nublado seus pesares?

O cenário após alguns minutos foi mudado para as conhecidas luzes roxas. Mesmo sendo tarde, ainda havia carros estacionados na entrada. Kim fez a volta e entrou no caminho contrário à entrada, em alguns metros visualizou a moto monstruosa do irmão e o garoto rindo estupidamente para o celular. O motor do carro parou, o rádio foi desligado e a mulher sabia que precisava sair, todavia, algo a prendia no mesmo local, com a mão dele ainda sobre sua coxa.

Sabia que, assim que abrisse aquela porta, a realidade fantasiosa que criou com Kim se desmancharia.

─ Quando chegar na sua casa, olhe o celular.

O homem falou, surpreendendo, virou-se para encarar a figura masculina e quase se arrependeu pela assustadora beleza sombria que ele carregava.

Ele era fatalmente belo.

Cruel demais para ser real.

Sombrio em grande proporção para ser considerado normal.

Kim Taehyung era fora de conduta, do tipo de filme que o final é previsível desde do início, não porque o longa-metragem fosse ruim, mas porque as estrelinhas, os sinais que interligam cada arco de personagem demostraram o desfecho, trágico e encantador, guardado na memória e evocado todas as vezes que necessário quando lembrar daquele final, do aperto no peito com os destroços da vida, da passagem dos créditos finais em uma reflexão sobre a realidade da mente humana.

Kim era a esfera de todos os filmes melancólicos, de todos os poemas românticos de paixões avassaladoras demais para um jovem coração suportar. A mesma coisa que atraía as pessoas em sua volta, também as afastava.

Taehyung era tudo aquilo que ela não deveria desejar.

O problema era que Eleanor era atraída pela escuridão, como uma borboleta atraída para uma flor, a beleza como característica, até a pequena flor engoli-la por completo e destruir suas asas.

Eleanor não conseguiu dizer nada, somente por instinto se aproximou lentamente dele, sentindo os olhos escuros observarem seus movimentos. De forma delicada a garota pressionou a boca na bochecha do homem, sentindo o corpo dele rígido sobre sua ação.

─ Tão cheio de ordens, Kim Taehyung. ─ brincou, se afastando, mas o sorriso em sua face sumiu quando o moreno agarrou seu pescoço, colando sua boca na dela. Diferente das outras vezes, o beijo era calmo, como se estivessem saboreando a sensação da presença um do outro.

Ela estava totalmente perdida.

─ Seja uma boa garota, Eleanor, e não esqueça do nosso acordo.

Kim destrancou a porta do carro, não deixando brechas para contradição. Eleanor saiu do carro, sentindo seus batimentos cardíacos enlouquecidos e, conforme caminhava em direção ao irmão, sabia de apenas duas coisas.

Estava sem calcinha.

E fodida ao aceitar mais encontros com ele.

Escutou o barulho dos pneus voltando à rota original, se segurou para não olhar para ele partindo, mas sua curiosidade não a impediu de abrir a bolsa e segurar o celular, havia apenas uma mensagem.

Kim:

Seu gosto ainda continua nos meus lábios, pequeno anjo.

Nos vemos em breve.

A jovem perguntou como ele conseguiu seu número, mas lembrou que enquanto se arrumava, ele ficou do lado de fora segurando sua bolsa.

─ O que é esse sorriso bobo no rosto?

Alejandro questionou, com as sobrancelhas erguidas ao se aproximar, uma expressão curiosa no rosto.

─ Estou ferrada, pirralho. ─ respondeu pensativa, ainda encarando a tela do celular.

.

Ok, Kim.

.

─ Fez merda? Matou ou bateu em alguém?

─ Não.

Alejandro suspirou sem entender.

─ Então, o que você fez de errado?

Eleanor guardou o celular na bolsa, voltando o olhar para o irmão conforme pensava e falava.

─ Acho que acabei com minha vida.

✒️

Continua?

Gostaram do capítulo? O acharam?
Esse casal é fogo 🔥

Desculpem a demora, esse ano foi cheio de desafios e conquistas na minha vida, não tive tempo para quase nada. Agradeço de todo coração a quem não desistiu de LIYE, muito obrigada mesmo.

Por favor, vote no capítulo e comente para alegrar essa autora ansiosa.

Até a próxima semana!

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