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Miradas fatales | 05

Quem sentiu falta dessa autora aqui?

A mais sumida está de volta e Lost in your eyes está finalmente sendo atualizada, eu ouvi um além irmãos?

Não se esqueça de deixar seu comentário e votar no capítulo ⭐

Ossos frios, sim, esse é o meu amor
Ela se esconde, como um fantasma
Será que ela sabe que nós sangramos da mesma forma?
Não quero chorar, mas me quebro assim.

SYML,Where's my love

C a p í t u l o  c i n c o

"Miradas fatales"

Madrid, 2018

A ventania gélida trouxe um sopro de realidade a Eleanor, a sacada assemelhasse a uma torre sagrada, uma prisão para uma princesa rebelde. As cortinas brancas voavam inquietas enquanto a áurea obscura da lua parecia atraente.

A ardência percorreu por todo seu rosto enquanto suas mãos seguravam os pincéis com força, a tela que antes estava preenchida por tons diferentes de amarelo, havia algo diferente das outras obras, aquela pintura possuía a sensação torturante do ódio, o vermelho misturado ao preto fez o caótico semblante da ira infiltrar por todo subconsciente da jovem.

Os fios cacheados sutilmente tocavam seu rosto com a fluída delicadeza da correnteza sutil, as lágrimas quentes se partiam quando suas mãos as limparam rapidamente, como se aquilo fosse algo danoso demais ao toque.

Os olhos puros como mel subitamente ergueram sua atenção até a varanda, com os pés desnudos e o cabelo livre de amarras, a garota sorriu irônica ao recordar da expressão incrédula de seu pai.

Uma gargalhada refrescante escapou de seus sábios conforme sua imaginação a levasse em uma imagem do mais velho surtando de raiva.

"Queria poder ser uma mosquinha nesse momento."- ela passou enquanto o vento castigou sua pele sensível, apoiando-se sobre a parede, um rastro de tristeza passou por sua face.

Desde de pequena, Eleanor foi criada para ser perfeita, aulas particulares, aulas extracurriculares, tendo que aprender a tocar piano, violino e memorizar as boas maneiras.

Ela odiava não ter o poder de escolha.

A jovem tinha uma hábito árduo em colocar sua atenção em coisas que passavam despercebidas aos demais, foi quando um dia ela viu, uma pintura que expressava todas as sensações que seu coração proliferava, contudo, a coragem nunca foi o suficiente.

Irises (Lírios) de Van Gogh*, isso a atraiu com tamanha façanha que seus sonhos eram só sobre pintura, que todo o seu pouco conhecimento se tornou apenas obcecado a obra, ir a museus era parte de sua diversão e ao entrar nas galerias de arte nada a tirava dali antes do fim do dia.

Eleanor era uma grande fã de Van Gogh, seu sonho era que mesmo sua confusão criasse uma beleza verdadeira.

─ Devo me iludir em pensar escapar?- disse enquanto observava a varanda, se ela pudesse apenas pular ou se agarrar a uma árvore talvez houvesse uma escapatória, voltou seu olhar para os lençóis finos e pensou em um plano de sobrevivência.

─ Eu até tentaria mas é provável que eu quebre minhas pernas e vá de cara com o chão.- rindo de suas palavras, a garota percebeu que seu sedentarismo não a levaria muito longe dali e os seguranças com certeza a pegariam em segundos.

"Se eu soubesse onde aquele rapaz morasse, ficaria lá."- seus devaneios imediatamente como uma espécie de mantra vicioso levaram as recordações do belo rapaz de sorriso encantador, suas bochechas atingiram um tom avermelhado ao pensar nos dedos cálidos tocando sua pele sensível com tanta delicadeza, a voz rouca e meticulosa a fez arfar.

Seus olhos tão escuros como uma noite deserta, o enfático e ao mesmo tempo enigmático desejo a corrompeu como uma refém, presa em esperas obscuras, ela almejou em desviar seus objetivos somente a uma ficção ilusória.

─ Eu sabia que deveria ter aproveitado o momento!, consciência maldita.- praguejou irritada, se sua mente não tivesse a alertado tudo seria diferente, bateu suas mãos em sua testa, todavia, logo se arrependeu com o impacto da dor em seu rosto.

Fazendo um leve bico em seus lábios, resolveu que todos os pensamentos impuros eram pela falta de sono, em parte os acontecimentos daquela fatídica noite mostraram uma parte que a jovem detestava, o lado cruel e sádico de seu progenitor.

Eleanor lembra-se de todos os momentos em que era a princesinha de seu pai, os presentes caros, o jardim feito somente para ela e a estufa unicamente para poder possuir seu próprio refúgio. Diferente de seus irmãos que eram apegados mais a mãe, a moça era a queridinha do mais velho.

Ela tinha a completude de sua infância, era devotamente agradecida por ter a chance de uma família que a amava, a garota não ousava reclamar, sabia os privilégios que possuía, a vida de regalias não havia sido sua escolha e os problemas por mais mínimos que fossem jamais eram propositais. Entretanto, o medo entrava por sua corrente sanguínea e deixava com o líquido vermelho escarlate fosse fluído com dificuldade.

O que ela havia feito para que o homem que jurou protegê-la se tornasse a pessoa que mais a machuca?

Quais ações suas a levaram a ser tão desafortunada a não ser digna de receber o amor de seu pai?

Era sua culpa?

Talvez se ela tivesse sido mais receptiva com o casamento, se tivesse respeitado a vontade de todos e não fosse tão rebelde, uma só possibilidade de ser amada denovo sem seu desprezo.

Com uma melancólia infiltrada em seu coração a garota fechou seus olhos e se permitiu se livre apenas em seus sonhos mais distantes.

• • •

─ Vire-se mais para lado.- a estilista repetiu ajeitando os óculos em seu rosto, os alfinetes provocavam sua pele e criavam pequenas feridas, uma jovem de cabelos curtos castanhos se aproximou com a fita métrica para confirmar se a cintura de Eleanor ainda estava um pouco menor que antes.

─ Não podemos permitir que a noiva apresente falhas, podemos?- o timbre severo da mulher trouxe arrepios pelo corpo da jovem, encarou todos os espelhos espalhados ao seu redor, focado somente em ela, na prometida de Lorenzo García.

─ Sim...- murmurou com os olhos opacos e a vista desfocada, sentiu ânsia ao perceber o seu castigo, todas as vezes que brigava com seu pai na manhã seguinte vinham as humilhações, a costureira conferia se Eleanor seguia restritivamente a dieta alimentar, conforme os resultados a quantidade de comida distribuída para a jovem diminuía gradativamente.

─ Nenhuma alteração, muito bem hermosa rosa.- sussurrou em seu ouvido, com um sorriso satisfeito se despediu com suas ajudantes.

Eleanor observou todos os movimentos atentos, vestiu rapidamente um suéter branco de mangas longas e uma calça jeans, se jogou sobre a enorme cama macia e com os dedos brincou com as mechas soltas de seu cabelo.

─ Aplausos que o amor da sua vida chegou.- uma voz animada adentrou pelo quarto, cabelos pretos com olhos profundos em um verde hipnótico chamaram a atenção, a camisa cinza com a sigla de alguma banda de rock coberta pela jaqueta de couro fez a presença máscula despertar a jovem.

Harry Styles está aqui e eu não sabia?- a garota retrucou provocativa levantado para cumprimentar o mais novo, o garoto sorriu sarcástico ao bagunçar o penteado da irmã.

─ O que faz aqui? Papai deu autorização para quase ninguém entrasse.- perguntou mordendo seus lábios nervosa.

─ Ele bateu em você?- perguntou preocupado, contudo o timbre raivoso mostrava que ele só precisava de uma confirmação, sua mão tocou o rosto da mais velha com sutileza.

Alejandro... só não faça nada.- em uma súplica quase silenciosa, os olhos da garota encararam seu irmão, com seus dezoito anos ele foi o único que suspeitou da união entre os Davis e os Garcías, constatando, que aquilo era um casório por interesses econômicos e para pagar a dívida de sua família.

─ Ele não pode continuar fazendo isso, Eleanor! O que ele acha que você é? Um animal de estimação que pode ser controlado? Mesmo que você não me diga a situação é óbvia, não conto ao Marcos pois tenho medo da reação dele, mas chega, quando vamos dá um basta nisso?- agarrou o pulso da garota com pressa, a irritação e a fúria faziam a adrenalina injetar o escurecimento de sua mente.

─ Está louco, porra? Quer ir lá e resolver tudo? São milhões, Alejandro, é muito dinheiro e sabe que nós não podemos pagar por tudo. Acha que não quero pular e acabar com a cara daquele velho cretino? Eu quero e muito mas pense na nossa mãe e no nosso irmão, coloque essa cabeça para funcionar porque de burro nessa família já basta nosso pai.- desfazendo do aperto do rapaz, a moça distribuiu tapas pela face do mais novo, escutando os resmungos insatisfeitos.

─ Tá bom, já entendi, agora para de me bater, senão eu conto para mamãe.- ameaçando a garota, o jovem recuperou o semblante caloroso, sorrindo travesso quando sua irmã desferiu diversos xingamentos.

─ Eu sabia que devia ter devolvido você pro centro de adoção.- cruzando os braços, Eleanor sentiu a felicidade novamente entrar em sua vida.

─ Vem logo, vamos comer!- ignorando as falas ácidas da garota, Alejandro a conduziu ao seu cômodo da casa preferido, a cozinha.

─ Você sabe que não posso nem está aqui.- desanimada, se atentou ao pequeno movimento das cozinheiras, seu irmão a levou a uma mesa afastada e cheia de comida.

─ Que se dane o senhor Davis, coma logo pois hoje você terá um dia inesquecível.- ditando autoritário, o som de suas risadas junto ao clima ameno transformou uma temporada glacial em uma febre primaveril.

E da mesma forma em como a água cristalina iluminou a luz prateada, a nitidez e fluidez trouxe o lema do destino, aquele dia foi de todas as forma memorável pois ela encontrou o próprio mestre diabólico, terrivelmente proibido.

Ficheiro: Vincent van Gogh - Irises (1889)*

Continua?

Gostaram do capítulo?

Finalmente uma atualização!!!

Dessa vez eu vim para ficar, o próximo capítulo está SENSACIONAL e INTENSO, então se vocês querem logo lê deixem seus comentários, pois eu não tô exagerando o quanto tá incrível.

Vamos fazer uma meta? 50 comentários até sexta, se chegamos a essa meta tem atualização.

Estam gostando da história?

Muito obrigada a quem está dando uma chance da Lost in your eyes, eu amei a Eleanor e seus irmãos, e vocês?

Não se esqueçam de votar no capítulo e deixar seu comentário pois isso me deixa feliz demais, viu? E me motiva muito mesmo.

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