Las palabras mas letales | 07
Finalmente uma atualização de Lost in your eyes!!
Eu escrevi esse capítulo tantas vezes que quase enloqueci, tentando ao máximo passar a intensidade de Kim Taehyung e Eleanor para vocês, então vamos deixar seu comentário, Ok?
Não se esqueça de votar no capítulo pois isso me ajuda muito mesmo, "⭐"
Preparados?
Desfrutem desse capítulo com amor ❤
Porque eu sei que não entendo
Como seu amor pode fazer o que ninguém mais pode
Você me deixou parecendo tão louco agora
E seu amor me deixou parecendo tão louco
─ Eden, Crazy In Love
C a p í t u l o s e t e
"Las palabras mas letales"
A acidez nunca mostrou-se tão cruel ao sair do rapaz de sorriso hábil.
A avidez jamais se comparou ao olhares intensos.
Se olhos pudessem definir histórias, a de Kim Taehyung seria uma poesia com versos extensos de puro drama, contudo, em suas linhas finais, sobre as entrelinhas, estaria lá o veneno agridoce escorrendo por suas mãos enquanto uma expressão versátil desfrutava de seus lábios.
Kim Taehyung era a distância entre o tênue limite ao completo descontrole.
Ele insultava seus próprios sentidos.
Ele quebrava e criava suas próprias regras.
Era letal
Era comovente
Kim era cruelmente o pior tipo de tormenta.
Terrivelmente irresistível.
E Eleanor tinha a convicção que quanto mais ela se aproximasse, mais perigoso o jogo da tentação a levaria em uma embriaguez imediata dos sentidos.
Se ela permanecesse ali, o encarando enquanto subiam arrepios por seu corpo, sua sanidade partiria em milhares de pedaços.
O problema era que a jovem estava paralisada e totalmente enfeitiçada por toda a áurea obscura e lasciva do rapaz.
Dúvidas infiltravam sua mente, corriam por suas veias sanguíneas com veracidade, libertando seus medos e anseios, criando hipóteses para depois desfazer-se delas em meio a uma guerra de sentimentos.
Presa em círculos imaginários
Imersa em desilusões passageiras
Eleanor engoliu em seco, permitindo com que sua garganta doesse ao forçar a entrada da saliva, suas mãos trêmulas agarraram a barra da camisa branca enquanto seus dedos fracos beiravam ao nervosismo. Seus olhos piscavam em um ritmo frenético, quase dispersando qualquer controle que corresse por seu subconsciente.
Tamanha adrenalina possuiu seu corpo quando ela prevaleceu com seu olhar nele.
Como se nada daquilo alterasse o curso incorreto do destino, Taehyung tinha a atenção de todos centrados somente nele, todavia, especialmente naquela fatídica noite, onde o céu azul escuro em contraste com o arriscado trouxe a acrimônia em totalidade, uma espécie de chama chamativa o provocava, para encará-la e o deixar completamente enlouquecido.
Seus músculos estavam tensos, entorpecidos pelo reino que o venerava, aplausos e gritos estridentes eram seu fôlego, seu vício mais letal e obscuro, Kim tinha o poder e amava tê-lo como aliado.
Ali era o seu maldito reinado
Onde ele era o rei, a figura principal que coordenava tudo, nada era capaz de suprir sua necessidade infindável de sentir a amargura, com doses lesivas de veneno, desfrutava cada dose.
Sua mente era insana quando estava sob os palcos, tinha apenas um único objetivo: se agarrar a sensação de excitação perniciosa, do terrível modo de viver como se o amanhã não fosse previsto.
Kim era perverso
Suas atitudes egocêntricas e o ar de perigo que o cercava era nítidos sinais de afastamento, qualquer pessoa naquele bar sabia de que o rapaz de poucas palavras era sinônimo de mistério, tampouco duvidavam de sua capacidade de desvendar seus segredos mais danosos apenas com seus olhos tempestuosos.
Embora o acercamento fosse evitado a qualquer custo, a garota com cabelos encaracolados e o olhar perdido não sabia de nada envolvendo o nome de Taehyung, ela não tinha a noção do quanto sua curiosidade poderia a levar ao ápice do ardente desejo.
O garoto segurou o microfone perto de seus lábios, o suor descia em um caminho vagaroso de sua testa até o peitoral, marcando a camisa fina que quase revelava o que cobria. Os fios escuros teimosos grudavam em sua pele, em sua mão direita, dois anéis cobertos de ouro puro acompanhavam seu visual provocativo, um em seu dedo indicador e outro no médio.
Um sorriso expressivo. Um olhar. Duas piscadelas foram o suficiente para prender a garota em sua telha de belas atrações letais.
As luzes roxas monocromáticas em um tom claro eram a única parte iluminada, fazendo com que toda a magnitude se focasse somente nele, no rapaz que atraiu a concentração de uma garota que amava incógnitas.
Kim destacava uma áurea enigmática
Ele detestava regras e a única maneira de se sentir vivo era sempre ser colocado em situações prejudiciais, o aspecto de euforia que adentrava por suas correntes sanguíneas e junto aos batimentos desesperados de seu coração despertavam um lado arriscado, trazia a torna as diversas facetas de uma única pessoa e entrelaçado com falhas agridoces marcadas como cicatrizes, ele sorria como um viciado em pesadelos trágicos.
─ Maldito garoto!- Eleanor praguejou irritada enquanto tentava regular sua respiração.
As íris castanhas incompreensíveis a queimavam
A deixava aprisionada
Terrivelmente a mercê de uma dócil tormenta.
Sentindo o quanto suas provações mexiam com seu corpo, a calidez invadiu sua pele sensível e a deixou anestesiada.
Louca pelo encanto maligno de Kim Taehyung.
Pelas penumbras de claridade uma intensidade na qual ela não aguentava, uma possível desistência percorreu por seu sistema, a corrompendo em uma alma devassa e solitária, não suportando o calor emanado que o tentador rapaz a fornecia.
Em passos lentos ela virou suas costas para o moreno, tentando dispersar os pensamentos pecaminosos que a levavam ao inferno por cometer possíveis erros, suas pernas estavam vulneráveis que a qualquer momento ela temia cair no chão, caminhou em passos rápidos na tentativa de fugir de toda o incêndio avançado, alastrando o medo e a ansiedade.
Procurou por cada canto qualquer traço de Alejandro, analisou todos que passavam mas ninguém possuía olhos verdes e cabelos negros como seu irmão, a inquietude dominou parte de seu cérebro, ele havia a abandonado?
─ Alejandro seu pestinha, onde você está?- disse apertando os braços em torno de si em uma tentativa de se proteger, era um lugar desconhecido e logo seus pais estariam de volta, o que significava que o mais novo não tinha a deixado sozinha.
Ela sabia que seu irmão provavelmente estava se divertindo, contudo, sentia uma angústia ao pensar se seu pai descobrisse as travessuras de suas atitudes, a garota tinha uma rotina rígida e quase nunca saía de casa, em poucos casos era acompanhada por seguranças, eram apenas por poucos dias que podia ser livre, graças aos subornos de Alejandro aos homens.
Senhor Davis sabia cada passo de Eleanor, controlava toda sua vida como um peão em seu jogo doentio, entretanto, havia dois de seus homens responsáveis por cuidar da filha mais velha da família que omitiam as saídas da jovem, alteravam as filmagens da câmera e aproveitavam do pagamento recebido pelo segundo filho.
Não era fácil possuir poder sobre os guardas do chefe da família, a lealdade era seu principal lema, mentiras não eram aceitas e aos que pecavam, os dias infernais o aguardavam. Entretanto, as sábias palavras e conversas de Alejandro souberam controlar os seguranças.
• • •
Segredos fatais
Sua convicção tinha receio que seu plano fosse descoberto, pavor sobre o que seu progenitor faria e que tipos de castigos receberia, a exaustão prevaleceu por sua memória ao recordar de todas as vezes em que ele marcou sua pele com objetos cortantes, as vezes em que ficou trancada por dias em um quarto escuro sem alimento ou água, as vezes em que não existia mais lágrimas ou sinais de sua voz para que ela pedisse por misericórdia.
Sua vista ficou embaçada, piscou ansiosa sentido a corrente de ar abandonar seus pulmões, apoiou-se sobre o balcão de bebidas e esperou com que sua respiração regulasse. Seu coração chicoteou seu peito em batidas agressivas, as pontas de seus dedos estavam gélidas e seu rosto apavorado, ela desejou por segundos esquecer a dor, não lembrar das feridas psicológicas que possuía e ser pelo menos uma vez na vida, uma pessoa comum.
E sua ingênua parte continuava a cavar mais fundo, em busca de lembranças que traziam quem ela já foi, recordações sobre o quanto sua felicidade era expressiva, em tentativas dolorosas buscava desenterrar o passado, no esforço inútil de sobreviver, de ainda se manter lúcida quando sua maior vontade é ser livre. "Enfrente seus medos, desafie seus limites e vença seu futuro" a frase de sua mãe repercutiram, mas conforme os anos se passavam, sua essência radiante se disssipava transformando-se em um corpo desorientado, vazio e infeliz.
A única coisa que a mantia acolhida era a sua família.
O seu bem mais precioso e por eles faria tudo, até se casar com uma pessoa que não amava.
Aos olhos alheios Elenaor era a própria definição de anjo
Mas na percepção da jovem, sua alma não se passava de uma farsa, vivendo em um paraíso de mentiras e mentes diabólicas.
Eleanor Davis não queria ser a princesa na espera de algo, e se pudesse encontrar sua versão verídica almejava ser a rainha.
─ Você é forte!- disse batendo suas mãos animada.
Levantou seus olhos, observando o ambiente banhado a luxúria e álcool, a grande maioria dançava espontaneamente, sua mente projetou aquilo para sua dimensão soberana. Andando calmamente, colocou um sorriso satisfeito em seus lábios, preparada para encerrar o ciclo de lamentações somente por sua estadia naquele bar.
Todavia, antes que seus pés alcançassem a multidão, alguém puxou seu corpo com um movimento brusco, fazendo sua face colidir com um aroma forte e hipnótico demais, braços fortes circulavam sua cintura num aperto firme e em instantes a pólvora estava preste a marcar sua ruína.
─ Está fugindo, mi ángel?- um timbre rouco e exatamente nocivo soou perto de ouvido, o ar quente se chocou em sua orelha enquanto a realidade bateu com tremenda precisão que seus sentidos sofreram ao resistir do caos que Kim trazia consigo.
─ O que você - começou duvidosa ─ Está fazendo aqui? Como?
Sua boca estava entreaberta, seus olhos arregalados, surpresos pela presença dele a agarrando.
Taehyung soltou uma singela risada, achando graça das caretas que a garota fazia, em sua visão Eleanor se assimilava a um delicado animal de pequeno porte quando tentava parecer séria.
O rapaz ainda tinha mais canções para cantar, porém optou por uma pausa, e quando não encontrou sua fonte de diversão na platéia, tratou de procurá-la, suas madrugadas eram regidas a apenas beber uma quantidade aceitável de vinho e ir para seu apartamento, pensando em quais seriam suas próximas apresentações e em como avançar sua carreira. Mas ao encontrar a personagem desafiadora que fez um pedido estranho assim que o viu, seus planos foram alterados apenas para desfrutar de suas provocações com a desconhecida adorável.
─ Estava te observando de longe.- respondeu aumentando sua proximidade com a garota, sua cabeça se inclinou ao sentir a fragrância de lírios invadir suas narinas.
Passando a língua entre os lábios, Eleanor ergueu seu rosto na direção do garoto, ignorou o impulso de encarar cada detalhe harmonioso de Taehyung.
─ Isso é bizarro.- retrucou, percebeu que suas mãos estavam espalhadas sobre os ombros do jovem, sentindo a rigidez de seus músculos e a protuberância deles, riu internamente maliciosa e afastou sua consciência a dizendo para sair daquele local.
─ Assim como perseguir um estranho e pedir para ele fingir que está te beijando - insinuou ácido, o tom sarcástico fez Eleanor querer contestar ─ Mas quem sou eu para julgar?- concluiu encarando o rubor presente na face da garota.
─ Bem, você como um cavalheiro deveria perceber que esse assunto não me deixa confortável e mudar o foco da conversa.- proferiu tentando diminuir seu constrangimento com suas ações, Kim levantou uma das sobrancelhas em uma expressão cínica, o estilo debochado fez a garota inflar as bochechas de irritação.
─ Obrigado, mas prefiro continuar falando sobre aquela noite. - ditou desdenhoso fazendo a morena revirar seus olhos.
─ Você é irritante, Taehyung.- argumentou encarando as magníficas esferas castanhas brilharem deliberadamente.
"E muito bonito"- completou em seus pensamentos.
─ E você, doce Eleanor- cercou o corpo da jovem, colocando sua cabeça próxima ao pescoço aspirando por segundos duradouros a sensação de paz que invalidou seus desejos ─ É encantadora.- encerrou passando seu dedo sobre a clavícula da garota, ouvindo os afares ao toque delicado e quente em sua pele macia.
Eleanor riu com escárnio, em situações de não saber o que fazer, seu sistema de defesa apenas projetava risadas de nervosismo.
─ Isso foi uma cantada?- questionou, segurando a vontade de sentir mais da presença do rapaz.
─ Depende, funcionou?- indagou com um semblante presunçoso em sua face.
─ Não - pronunciou provocativa, sorrindo vitoriosa por não demonstrar sua fraqueza diante sua declaração.
─ Então tenho que me esforçar mais vezes com você.- emitiu atiçando ainda mais o delírio do diabólico colidindo ao angelical.
Eleanor estava em um espaço provocante
Desafiando as leis do destino
As regras do mundo
As vezes sua curiosidade a levava para um paraíso distante, um refúgio secreto.
Contudo, ela sabia de apenas duas coisas.
Primeira, ela estava disposta a degustar do delito letal de está com o jovem.
Segundo, almejava sentir novamente, não importava onde e quando fosse, apenas mais uma vez, possuir a intrigante emoção de colidir sua aspereza junto a imprudência de Kim Taehyung, uma mistura implacável e catastrófica.
Como o rei e a rainha da destruição.
✒
Continua?
Gostaram do capítulo?
Estam gostando de Lost in your eyes?
Me diga o que você espera do nosso casal ainda não casal?
Me desculpem a demora, mas esse capítulo deu trabalho, diferente dos meus outros livros, esse casal é mais intenso e o desenvolvimento mais lento (era para ser somente um conto, agora virou uma long fic 🤡🤡)
Os próximos capítulos prometem um Taehyung louco para provocar a Eleanor.
Vamos de meta?, 40 comentários e o próximo capítulo sai na sexta ❤
Até a próxima!
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