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Capítulo 18: Dália roxa

"Dália roxa: Piedade" — Greenme

《 Jinsoul 》

Não sabia se no momento era dia, ou estava de noite, muito menos onde estávamos e para qual lugar nós iríamos, se não tivéssemos a morte como destino próximo. Apenas sabia que algumas vezes eu sentia um sono incontrolável, fechava os olhos involuntariamente e provavelmente apenas muito depois acordava, também pude observar o mesmo acontecendo com as outras meninas.

Nossa convivência naquele momento era apenas de existência. Não nos falamos muito, então foi uma surpresa quando a garota de cabelos loiros se sentou ao meu lado, trazendo consigo um sorriso e uma animação quase engraçada, visando a nossa situação atualmente.

— Preciso da sua opinião.

— Sobre o que exatamente? — Perguntei um pouco confusa.

— Vamos fugir, precisamos de todas para isso dar certo. Não podemos deixar alguma para trás, temos que nos unir agora.

— Eu aceito, mas como você vai fazer isso? A porta está trancada e não temos a chave.

— Essa parte você deixa comigo. Ah, meu nome é Park Chaewon. — Ela piscou um olho e sorriu, indo em até onde Heejin estava.

Fiquei sentada durante bastante tempo, olhando para as paredes e perdida em pensamentos, curiosamente era onde eu deveria me deixar levar, procurando pela saída deste labirinto de sentimentos confusos e esquisitos. Novamente o sono foi bem mais forte, conseguindo me adormecer rapidamente, enquanto pensava na possiblidade de, finalmente, conseguir a minha tão esperada liberdade.

"Estava em um estacionamento, ou um lugar abandonado, com um peixe azul dentro de uma sacola transparente com água. Minha blusa era branca e o short de uma coloração azulada. Quase tudo ao meu redor era escuro, com a exceção de uma luz que me iluminava.

Andei pelo lugar, devagar e tentando ver mais além do que eu podia. Até sentir como se alguém estivesse me perseguindo, nisso eu comecei a correr. Corri por este lugar que desconhecido para mim, escuro e parecia ser uma área imensa.

Uma chuva intensa e gélida começou a cair, segui correndo enquanto ouvia passod igualmente rápidos atrás de mim. O som dos meus tênis contra a água que começava a se acumular no chão, assim como os de quem estava atrás de mim, era um dos únicos sons audíveis no momento, além do barulho da chuva. A voz da pessoa soou forte e alta, como o trovão de uma tempestade.

— A quarta profecia irá se cumprir, aceite o seu destino! — A pessoa gritou e um raio caiu mais para a frente do caminho, iluminando rapidamente o lugar.

Minha roupa virou um vestido azul e bem largo, a sacola com o peixe caiu da minha mão enquanto eu comecei a flutuar e sentir a água da chuva molhando meu cabelo. Meu vestido ficou cada vez mais colado ao meu corpo.

— Tenha piedade."

Acordei sentindo um pouco de tontura, então continuei deitada por um tempo. Pensei no sonho que tive, pareceu tão real e eu lembro de vários detalhes, incluindo a voz que falou aquilo, parecia ser uma voz feminina, por não ser tão grave, mas não chegava a ser estridente de tão aguda, era segura e imponente, num tom agradável de ouvir se não estivesse gritando, claro.

Quando consegui me sentar, observei minha roupa branca tão sem graça e eu gostaria que fosse um pouco mais colorida. Preencheria com azul, vermlho e roxo, de forma aleatória e espontânea. Imaginei as paredes pintadas dessas cores entre várias outras, seria um lugar mais bonito.

Olhei para Heejin, a mais próxima de mim do local que eu estava. Ela também tinha a roupa como a minha, já a de Jungeun era diferente, tinha manchas vermelhas, ficava bonito, gostaria da minha roupa assim, mesmo que aquela roupa indicasse a morte dela.

A porta foi aberta pela terceira vez nos últimos dias, as mesmas seis pessoas entraram, esbanjando sua felicidade enquanto nós afogávamos em um imenso oceano, cada vez mais fundo e mais torturante. A humilhação que já estava pronta, logo seria bem maior.

Eles falaram sobre as garotas que irão morrer, culparam-nas por coisas simples e normais, mesmo sendo um pouco prejudiciais, como ingerir muitas bebidas alcoólicas, porém elas que deveriam decidir o que fazem ou não. As culparam também por algo que elas não deveriam ser consideradas erradas, simplesmente beijavam e iam para cama com mulheres, nenhum problema, elas não escolheram gostar disso.

Tudo aquilo me cansava. As palavras, a presença, as ações, em todas as formas e jeitos, tudo que eles faziam me dava vontade de sair correndo para longe. A hipocrisia e maldade deles jorrava como veneno, nos atingiam como facas afiadas,  dilacerava nossos corações e eles se deleitavam com isso, faziam de bom grado. Eu só queria fugir e proteger as meninas que estão nesta sala, tentar consolar um pouco e compreendê-las. Me peguei torcendo para, qualquer que seja, o plano de Chaewon funcionasse.

Mais uma onda de sono me submergiu, forçando-me a fechar os olhos e adormecer. Aceitei e apenas entreguei meu corpo ao sono, adormecendo novamente.

"Sentada em um banco azul, cercada por latas de cereja que contornavam um quadrado brilhante. Todo o lugar era azul, assim como a luz que iluminava.

Peguei uma cereja da lata e comi. Uma fumaça azul escura começou a surgir e eu fechei meu olhos. Quando os abri novamente, tinha um grande espelho, observei o semicírculo azul que estava formado na minha íris.

Pisquei atordoada, sentindo um incômodo no olho que continha aquela coloração esquisita. Observei ao meu redor e o lugar havia mudado, eu estava presa em uma caixa transparente que parecia um aquário, segurando um pote cheio com água e um peixe azul.

Minha roupa era um vestido azul, muito bonito até. Começou novamente a mesma fumaça, mas desta vez, eu comecei a flutuar e o pote caiu da minha mão.

— Guie-as até o destino delas e eu lhes darei doze flores, como diz a quinta profecia. Tenha piedade, aceite quem vocês são e não se apavore com o que acontecerá. Nem tudo é o que parece ser, nunca tire conclusões precipitadas.

Fui até o chão lentamente e peguei o pote de volta. Estava intacto, mas o peixe estava morto."

Acordei com a respiração ofegante, meu coração batia forte e meus dedos estavam doloridos, mas consegui me sentar. Por algum motivo, a voz do sonho ainda podia ser ouvida nos meus pensamentos, imaginei até mesmo estar prestes a enlouquecer, mas me sentia incrivelmente lúcida.

— Precisamos ir, antes que eles descubram alguma coisa. — Chaewon disse levantando. — Quero que todas confiem em mim e sejam colaborativas, não façam muito barulho e fiquem sempre juntas. Se virem alguma de vocês com dor, ajudem, mas não se separem.

Nós nos levantamos, indo atrás de Chaewon, que tentava abrir a porta com alguma das chaves. Tudo aquilo parecia familiar demais para mim, mesmo assim fiquei distraída com meus pensamentos enquanto ela tinha várias tentativas.

— Consegui. — Ela abriu a porta, colocou a cabeça para o lado de fora, olhando para os lados. — Venham. — Ela falou saindo. — Silêncio, por favor.

Saindo da sala, demos de cara com um lugar grandioso como um castelo, portas imensas e paredes enfeitadas com quadros e outras coisas douradas, assim como os móveis, que tinham uma coloração amarelada, puxando para o dourado. Chaewon nos conduzia pelo lugar, andando sempre na nossa frente, até encontrar uma janela e ir até ela.

— Já sei qual caminho seguir, mas tomem muito cuidado e não se afastem. — Ela falou sussurrando quando voltou para perto.

Este lugar é imenso e cheio de portas, é fácil se perder ali. Depois de um tempinho, Heejin chegou perto de mim, de mão dada com Jungeun, estendendo a outra para mim, então seguimos nós três andando juntas. Algumas que seguiam sozinhas, mas perto de Chaewon, já as outras estavam como nós três, de mãos dadas.

Chegamos em um salão imenso, tinha um lustre, janelas que davam para um jardim, toda a mobília combinava, também havia uma grande porta maior do que todas as outras. Chaewon se aproximou dela, tentando abrir com as mesmas chaves de antes, nós aguardávamos com expectativa, até ela finalmente empurrar a porta e um vento frio nos atingir.

— Continuem em silêncio, por favor. — Ela falou puxando a chave da fechadura. — Podem sair. — Chaewon falou sorrindo, indicando a porta.

Saindo de dentro daquele lugar, conseguimos ver melhor o jardim. Uma grande fonte com água estava no centro, cercada por flores e pedras, a casa era rodeada por muitas árvores, como se fosse uma floresta. Começamos a correr, mas ao chegar perto da entrada para chegar até o interior da floresta, Chaewon olhou para trás.

— Não! — Ela gritou e olhamos para o mesmo lugar, vendo uma menina de cabelo preto e longo em uma sacada, com a única mulher que organizou o Mobius segurando seu braço. — Isso estava fácil demais, eu deveria ter suspeitado! — Chaewon bateu a mão na testa.

Os cinco homens já estavam na porta do lugar, parados e nos olhando. Chaewon não tirava os olhos da mansão, até gritar para corrermos.

— E você? — A menina que estava de mãos dadas com ela perguntou.

— Eu vou salvá-la. Rápido! Entrem e se escondam, apenas não vão muito longe. — Ela começou a correr até a casa, fizemos o mesmo, mas ma direção contrária.

Ficamos escondidas atrás das árvores, tentando observar se elas iriam sair logo da mansão. Provavelmente já tinham se passado uns dez minutos, mesmo que fosse pouco, eu falei para as meninas que iria ver como elas estavam e descobrir o motivo dessa demora.

— Não! Ela pediu para ficarmos aqui. É desnecessário você ir. — Heejin falou, segurando meu pulso.

— Vai ser rápido, vocês nem vão reparar. — Me soltei e comecei a andar até lá.

Abri a porta, que não estava trancada, isso me pareceu estranho, mas não voltei. Continuei andando pelo salão até ouvir algumas vozes, que decidi seguir. Encontrei a sala de onde o barulho vinha, mas não entrei, apenas encostei meu ouvido na porta.

— Por favor, a deixem ir! Vocês me odeiam, não odeiam ela! — Era a voz de Chaewon, parecia desesperada.

— Queremos seus poderes primeiro. — Uma voz grave disse calma, como se explicasse algo para um bebê.

— Eu não tenho poderes! — Ela gritou novamente. — Soltem a menina, eu faço alguma coisa para dar os poderes, mas a deixem ir!

— Está bem. — Outra voz disse e ouvi alguns passos, eu corri até um sofá que tinha ali, me escondendo.

Vi a menina sendo praticamente jogada da sala, fui até ela. Procurei por algum machucado, mas não encontrei, então comecei a falar com ela.

— Vá até as outras, elas estão na floresta. — Eu sussurrei no ouvido dela. — Sabe fazer fogo? — Ela fez que sim. — Ótimo, faça e venha até aqui, este lugar vai queimar hoje.

— Mas e Chaewon? — A menina perguntou, se levantando.

— Vou dar um jeito de tirá-la daqui, agora vá. Venha para cá quando estiver com o fogo, certo? — Ela fez que sim e saiu.

Fui até a porta tentar ouvir mais alguma coisa, as únicas coisas que consegui escutar foram os gritos de Chaewon, pareciam ser de dor. Corri para a janela mais próxima, vendo as meninas correndo até aqui, a menina de cabelo preto estava segurando um galho que estava pegando fogo.

Respirei fundo, contei até três mentalmente e abri a porta, que estava destrancada. Vi Chaewon no centro de um círculo desenhado no chão, as seis pessoas ao redor dela falavam palavras estranhas que eu não conseguia entender. Fui até onde eles estavam, puxei-a de uma vez para fora daquele círculo, minha mão ficou vermelha, como se estivesse queimada, mas não me importei nem mesmo com a dor.

— Fiquem longe dela. — Eu falei séria, com a voz mais firme que consegui.

— Não! Podem me pegar, mas não encostem nelas. — Chaewon se colocou na minha frente. — Eu tive a ideia de fugir, eu mereço ser punida e não elas. — Ela voltou para o centro do círculo, fazendo para mim com os lábios "Vai ficar tudo bem, vá".

Não me mexi, o que pareceu ser de menos importância, já que eles nem se importaram com a minha presença. Novamente as palavras esquisitas foram recitadas, mas dessa vez, uma grande luz surgiu em cima de Chaewon. Eu fui embora da sala correndo, as meninas já me aguardavam na entrada.

— Queime. — Falei para ela, que jogou o galho em chamas na direção de uma cortina.

Observamos o fogo tomar conta da cortina, mas não nos movemos para sair do lugar que estávamos e fugir. Ouvi um grito vindo da direção da sala, algo brilhante como a luz acima de Chaewon anteriormente apareceu na sala.

— Saiam daqui! Vocês vão estragar tudo! — Era a voz dela

Dessa vez, começamos a ir em direção a porta, mas o caminho estava bloqueado pelas labaredas que subiam.

— Vocês já estragaram tudo. — Ela disse e uma luz maior ainda saiu dela como muitos raios, atingindo todas nós e algumas áreas da sala.

Caí no chão e parece que perdi a consciência por alguns minutos, mas quando abri os olhos, eu já não estava no salão de antes e sim, na frente de um grande lago. Uma pessoa vinha em um barco, vestida com uma capa preta, dando apenas para ver sua boca.

— O que fazem aqui? — A voz da pessoa era aguda, mas ecoava fortemente. — Vocês não poderiam ter vindo, como vocês morreram?

— Morremos? — Perguntei baixo, tentando entender a situação.

— Não importa! Voltem antes que seja tarde. Atravessem aquela porta vermelha, isso resolverá a situação. — A pessoa posicionou o remo novamente na água. — Vejo vocês novamente em breve, trarei presentes. — E assim, ela sumiu.

Fomos até a porta vermelha, que estava em uma enorme parede branca, se destacando muito. Abro-a, de forma que logo voltamos para nossos corpos. Uma luz, como a de Chaewon mais cedo, pareceu cobrir nossos corpos, fazendo com que não fôssemos feridas.

— Você as matou! — Um deles gritou, soltando uma tosse logo após isso.

— Eu...as matei? — Percebi a luz dela diminuir aos poucos, até ela cair no chão. — Eu não queria...

As chamas do fogo já estavam em toda a sala, acabando com as paredes finas, que caíam como pó, mas não machucou nenhuma de nós doze, graças àquela luz, ao contrário sas seis pessoas que organizaram o Mobius, eles sim estavam agonizando de dor. Até nenhum som mais sair deles, foi quando uma chuva intensa começou a cair, apagando todo o fogo.

Logo, já não tinha mais mansão, nem jardim, muito menos floresta. Tudo parecia ter sido destruído, sobrava apenas ruínas e nós astiradas no chão entre tudo aquilo. Minha roupa se tornou um vestido azul como no sonho, eu comecei a flutuar. Pude ver as meninas com vestido no mesmo estilo, mas em cores completamente distintas do meu. Algumas palavras saíram da minha boca sem que eu conseguisse controlar.

— O Éden foi destruído e a quarta profecia se cumpriu. As flores serão distribuídas, como ordena a quinta profecia. E que comece o fim do mundo.

Eu me inspirei na Mulher do Barco, de Turma da Mônica Jovem edição Umbra, ela é a Morte, responsável por mandar as almas para o purgatório, para o céu ou para o inferno. A cena que elas tem ali com a Morte é bem rapidinha, coisa de poucos segundos, porque o tempo é diferente entre onde elas estavam e o mundo real.

E a Chaewon morreu, porque ela perdeu a luz.

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