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Capítulo 12: Amarílis

"A amarílis possui significados que variam conforme a cor, quantidade e até mesmo o contexto em que ela é oferecida.

Pode simbolizar a angúsita e a tristeza pela perda da pessoa amada"  — GreenMe

《 Jiwoo 》

Ficamos a maior parte dos dias, depois do encontro, juntas naquela floresta até que decidirmos procurar a saída. Não sei exatamente quando fizemos isso, nem quantos dias exatos nós levamos. Sempre saímos do lugar que paramos durante a noite quando o sol ainda estava nascendo.

— Olha, dentes-de-leão! — Chaewon diz correndo para um lugar onde tinha várias dessas flores.

Ela pegou dois, ficou com um e me entregou o outro. Continuamos andando, fiquei apenas observando a  flor pequena nas minhas mãos.

— Antigamente, mulheres apaixonadas assopravam dentes-de-leão com a esperança de que, com o vento, seus amados, ou amadas, soubessem do seu amor. — Ela diz sorrindo. — Mas eu não estou apaixonada, então eu assopro esperando que, onde a pessoa que, vou amar esteja, ela um dia me corresponda. Você está apaixonada? — Ela diz e depois assopra a flor.

— Não. Eu me apaixonei recentemente, mas ela não me amava. — Assopro o dente-de-leão.

Continuamos andando em silêncio, dizíamos uma coisa ou outra quando ficávamos com dúvida em relação a qual caminho seguir.

Acabou ficando de noite antes que pudéssemos ter a chance de chegar até a saída. A possibilidade de ter estado perto dela, mas não escolher ir por tal caminho e a perder me assustava desde que começamos a procurar por ela. De certa forma, a vida não é assim? Procuramos conquistar nossos objetivos, cada uma das escolhas nos leva por um caminho. Ter em mente que poderíamos tê-los alcançado mais rápido se tivéssemos escolhido outra opção é um pouco torturante.

— Quantos dias você acha que falta para o Mobius acabar? — Chaewon diz encolhendo as pernas.

— Cinco? Três? — Encosto a cabeça no ombro dela. — Não contei quantos dias já estamos aqui. — Ela respirou fundo e murmurou um "Também não". Voltamos para a companhia do silêncio bom que conseguimos.

Me recordo claramente daquele pôr do sol que assisti aqui primeiro dia que encontrei esse lugar. Acredito que aquele tenha sido o mais bonito até hoje. Isso me leva a pensar que são poucas as certezas que tenho na vida. Somos feitos de verdades que muitas das vezes não são as realidades dos outros, se eu acho morangos melhores do que abacaxi, isso é minha verdade, já a de Chaewon é ao contrário. Nossas verdades continuam sendo verdades em nossas opiniões, mesmo que sejam diferentes.

Se tem uma coisa que eu aprendi me apaixonando por Sooyoung, além do conhecimento adquirido sobre o real significado de que se você ama uma pessoa verdadeiramente, sempre quer vê-la feliz não importa com quem, é que só por me apaixonar por mulheres enquanto eu também sou uma, não é errado. Apenas existem pessoas que acreditam nisso, essa é a verdade delas. A minha é completamente diferente.

— Como é o nome da pessoa que você se apaixonou? — Chaewon diz depois de um tempo.

— Sooyoung. Ha Sooyoung. — Eu percebi que não sorria mais como uma boba só de dizer o nome dela, ótima conquista.

— Como ela fez você se apaixonar?

— Eu não sei. — Ri um pouquinho. — Acho que essas são as melhores formas de amor, quando não soubemos exatamente o que a pessoa fez. Nós nos conhecemos na escola ainda e viramos amigas. Juro que foi apenas isso por um tempo, até aquele dia, quando eu percebi que não era apenas amizade.

"Sooyoung lia A Pequena Vendedora de Fósforos, pela milésima vez, no ônibus que pegamos para voltar da escola. O livro era pequeno em todos as definições possíveis, mas ela o carregava sempre.

— Nunca entendi o motivo de você gostar tanto desse livro. — Digo me sentando em um lugar vago atrás dela depois do ônibus parar e uma mulher descer.

— Ele é incrível! — Ela diz colocando o livro fechado no colo. — Lembro de você toda vez que leio. — Fiz uma careta. A personagem não morria no final?

— Mas ela não morre no final?

— Morre. — Sooyoung ri. — Mas quando eu li este livro pela primeira vez você estava junto, isso faz ele ser especial para mim, porque você também é. — Meu coração acelerou e tive a sensação de que algo a mais estava acontecendo dentro de mim.

Desci no meu ponto e cheguei em casa, vendo que minha mãe havia deixado várias maçãs verdes em cima da mesa. Deixei a mochila no canto da cozinha, fazendo tudo o que fazia sempre depois de chegar na minha casa.

No outro dia, eu levei duas maçãs verdes, uma para mim e a outra para Sooyoung. Peguei o ônibus, que estava cheio como de costume, então sentei na última fileira de bancos. Observei Sooyoung do meu lugar. Ela lia um outro livro, desta vez não era A Pequena Vendedora de Fósforos, não pude ver qual era. Abri a mochila e vi as duas maçãs dentro de um saquinho transparente. Não sabia se ela gostava de maçãs verdes, tinha certeza que ela comia as vermelhas, mas descobri nada sobre as que eu tinha.

Cheguei na escola, indo direto para a minha sala. Depois de um tempo, Sooyoung entra acenando para mim assim que me viu da porta. Ela se senta no mesmo lugar de sempre, na minha frente, e coloca a mochila no chão.

— Oi, Jiwoo. Não te vi entrando no ônibus. — Veria se não estivesse tão distraída com o livro que se bobiar perdia o ponto.

— Sério? Poxa, que pena.

— Desculpa, eu não fiz por mal.

— Não precisa pedir desculpas. — Sorrio pra ela. Olho para a porta e minha amiga que faz par como na aula de dança está lá.

Ela faz com os lábios ''Hoje a professora não vai poder dar aula. Vem aqui, rápido". Me despedi de Sooyoung e levantei indo até a menina na porta.

— O que aconteceu? — Perguntei saindo da sala.

— Não sei. Recebi uma mensagem dela, apenas disse que não ia poder dar aula. Vamos ter que ensaiar no final de semana. Na sua casa ou na minha?

— Pode ser na minha. — Consigo ver a professora que nos daria aula chegando. — Tenho que entrar, até amanhã.

— Até.

Me virei vendo Sooyoung olhando para a porta, ou apenas para uma coisa aleatória perto, mas logo ela voltou a ficar com a cabeça baixa lendo seu livro. Fui até meu lugar e me sentei, pegando os materiais da minha mochila.

— Vou ter que ensaiar no sábado, vai continuar o plano de ir para a minha casa? — Perguntei sussurando para ela depois de um tempo que a aula começou.

— Sabe que eu não gosto de dançar, Jiwoo. — Revirei os olhos e comecei a prestar atenção na professora.

Deu a hora do intervalo, todos levantaram dos tão rápido, que Sooyoung estava saindo quando eu percebi que não iria consegui acompanhar ela."

— Ela me ignorou até o final do recreio. Eu comi a minha maçã e fiquei segurando a outra enquanto tentava chamar a atenção dela. Foi nesse dia que eu percebi o quanto ela era importante para mim e o quanto a amava. — Chaewon balançou a cabeça como se tivesse entendido. — Nós nos formamos e seguimos nossas vidas do nosso próprio jeito. Ela começou a gostar de dançar então saíamos para uma balada sempre que podíamos. Conheci uma menina e as apresentei, elas se apaixonaram, então eu segui minha vida.

Tenho certeza que um bom tempo se passou enquanto eu tagarelava sobre meu falho, e inexistente, romance com Sooyoung. Mesmo assim Chaewon parecia estar interessada e compreender cada palavra. Perguntei a ela o motivo da curiosidade e demorou um pouco para que eu recebesse a resposta.

— Gosto de saber das paixões dos outros.

— E já se apaixonou alguma vez?

— Amor próprio conta? — Ela ri. — Brincadeira, nunca conheci alguém que me encantou tanto para que eu pensasse "Nossa, eu realmente amo tal pessoa".

Passamos o resto do tempo em conversas vazias sobre aleatoriedades, mas cheias de palavras sinceras e risadas boas de serem ouvidas. O sol começou a iluminar um pouco daquele lugar, que estava escuro e sem graça, decidimos continuar a andar já que não sabíamos ao certo, nem ao errado na verdade, que dia era.

— O que você quer fazer? Quando tudo isso acabar? — Chaewon perguntou em um momento.

Era uma ótima pergunta. O que eu vou fazer? Pensava tanto sobre o fim do Mobius, mas o que farei depois dele? Existe tantas coisas que sinto falta, mas com certeza não poderei fazer tudo de uma vez. Escolhas são difíceis de fazer algumas vezes.

— Acho que essa é o tipo de pergunta que a gente fala uma coisa, mas na hora um monte de outras coisas acontecem e fazemos algo completamente diferente. — Parei um pouco de falar e olhei ao redor. Vi uma luz diferente da que tinha em toda a floresta. — Chaewon, olhe! — Coloquei o rosto dela na direção da luz.

— A saída, finalmente! — Ela pega a minha mão e corremos até lá. Com cuidado para não cair, claro.

Encontramos o fim daquele monte de árvores. A luz ali era mais forte por não ter tanto bloqueio, como tinha lá dentro pelas árvores, mas parecia ser um lugar abandonado. Tinha uma construção circular branca e cheia de passagens, o resto do lugar tinha algo como se fosse cercas de madeira, só que bem mais altas. Os postes de luz ainda estavam acesos, mesmo estando de dia, provavelmente tinham algum problema. Andamos em frente já que era a única opção. Parecia ser uma reta infinita até dar em uma rua principal.

— Onde vamos agora? — Chaewon me perguntou.

— Para qualquer lugar que dê para descobrir que dia é hoje. — Peguei a mão dela e começamos a andar.

Encontramos uma loja de conveniência, descobrimos que era dia dezoito de fevereiro, faltava apenas horas para o fim de tudo aquilo. Chaewon sugeriu que fôssemos até a casa dela, que era perto, nisso poderíamos pegar um relógio de pulso dela e sair para distrair um pouco.

Chegando na casa, eu fiquei na porta enquanto ela procurava um relógio. Até ouvir um grito, fazendo com que eu entrasse correndo, fui até onde achei ter vindo o grito e a vi segurando um relógio de pulso.

— Eu...Eu achei que...As sombras eram apenas a pessoa que me sequestrou me observando...Eu não sei... — Ela sentou no chão e passou a mão pelo cabelo.

— Sombras? — Perguntei me sentando na frente dela.

— Sim. Antes do Mobius eu via sombras, além da minha, quando eu estava sozinha. — Ela encostou a cabeça na parede. — Acho que estou louca.

— Venha. — Estendi minha mão. — Vamos nos distrair, certo? Foi isso que você sugeriu. — Fiz um carinho rápido no cabelo dela.

Saímos da casa, Chaewon disse que conhecia um prédio que tinha uma linda visão de Seul, principalmente a noite, então fomos até lá. Demoramos um tempo para chegar, mas o sol ainda brilhava quando chegamos. Quando entramos no prédio ela pegou minha mão e andamos pelo corredor. Ele tinha algumas grades amarelas, como se fossem janelas, e as paredes eram da mesma cor. Chegamos em uma escada, que leva até o terraço, Chaewon subiu primeiro e depois eu.

Dali tivemos uma ótima visão. Dava para ver muitas coisas e era incrível, ainda mais sabendo que faltava apenas horas para o final daquele período. Combinamos que podíamos ficar ali até o fim do Mobius. Sabe aquele pôr do sol, aquele que eu assisti no bosque? Não se compara ao que vi aqui, mesmo sendo incrivelmente lindo. Quando as estrelas começaram a aparecer, eu e Chaewon iniciamos mais uma conversa sobre coisas consideravelmente aleatórias, mas ela sorria, provavelmente estava se distraindo então continuei arranjando assuntos.

— Já está quase na hora, 23:59. — Foi a última coisa que eu ouvir ela falar e nem pude responder.

Tudo ficou escuro, mais do que já estava antes, por ser noite. Um medo grande tomou conta de mim antes de, provavelmente, não estar mais consciente.

TO BE CONTINUED

Eu deixei bem claro, ao contrário dos outros capítulos, a flor de uma garota sem ser a que narra ele completamente. A flor da Chae Won é o dente-de-leão, segue o significado: "[...]simboliza a força, a esperança e a confiança." — GreenMe

As únicas que foram mortas continua sendo Vivi e Hyunjin. Mas Chaewon ainda vendo sombras, como no início.

Não posso deixar de planfetar minha nova fanfic, Make me go, do Twice. Se gostarem do Twice, vão lá ler.

E esse episódio teve referências ao M/V de So What e também ao solo da Chuu, Heart Attack.

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