Ps: Código de liberdade
Carta 2:10: " Código de liberdade."
As passadas de seus pés eram calmas, com as mãos nos bolsos de suas calças jeans, o príncipe norte coreano regente já havia se recuperado do susto que foi sua descoberta. Não que ele estivesse despreparado para tal coisa, no entanto, foi uma surpresa descobrir desta forma.
Possuía um pequeno sorriso ladino no rosto, decidido a falar com o seu braço direito, porém antes ele tinha uma certa conta a acertar com o rei.
Sungwoon parou em frente ao quarto de seu progenitor e deu três leves batidas com sua mão. Sem desfazer sua expressão presunçosa e orgulhosa, aguardou pacientemente que seu pai abrisse as portas de seus aposentos.
Quando isso aconteceu, não se surpreendeu ao ver o alfa trajando poucas vestes e no fundo de seu quarto estivesse uma ômega seminua, talvez temerosa e forçada a estar ali. Era uma moça jovem, que de longe, podia-se ver que implorava pra que alguém a tirasse daquele inferno.
"- Oh, minha querida, infelizmente não serei eu a fazer-lo."- Foi o que Sungwoon pensou tratando logo de ignorar a jovem.
- Estou ocupado, Sungwoon, seja lá o que você deseja, trate de maneira rápida.- O rei disse impaciente, sem toda aquela aura meticulosa de sarcasmos e ironias.
- Não se preocupe, não vim tomar seu tempo precioso com a pobre ômega.- Sungwoon balançou a mão em um cumprimento para a ômega, em forma sarcástica.- Sem demais piadas triviais, estou aqui para avisar que não cumpri com o seu pedido e nem o farei. Não tomei Jimin e só o tomarei quando eu bem entender e desejar, e não irás meter o seu irrisório querer neste assunto. Creio que tenha entendido este recado. Entregue o documento do casório na porta do meu ômega para ele assinar. Cancele tudo, não haverá nem um singela comemoração, banquete, ou o que for. Não haverá lua de mel também, se assim desejar, leve suas putas, não me importo. Faça o que bem entender, desde que não afete a mim.- Sungwoon terminou sua fala com um sorriso, como se estivesse em uma conversa deveras significante e gratificante.
- Quem acha que és? Esqueceu que eu possuo a coroa? Sou seu rei e seu pai, você deve seguir minhas ordens. Eu tenho poder sobre você e sobre qualquer um fadado a viver neste império.- O rei ditou. Não se tinha tempo para sarcasmos e ironias, seu filho estava começando a lhe irritar.- Eu lhe ordenei algo e irá acatar, ou terei que mexer alguns pauzinhos com o seu ômega?
- Papai, sabe muito bem, no fundo do seu ser, quem deve obrigação de responder á ordens, e este alguém não sou eu.
Sabe que se eu assim almejasse, você não teria mais desse trono para agir com presunção, se eu desejasse, nem vivo estaria. Sabe que infelizmente, estamos fadados neste século a termos sidos divididos. Porém, acho que fora melhor assim, você nasceu covarde, levou todos os defeitos que eu não deveria ter em sua existência, portanto, prefiro assim. Você é meu poço de defeitos, covarde demais, misericordioso demais. Sobre meu ômega, nem perderei meu tempo me impondo, você não é louco.- Foi o que disse e logo se virou para a ômega, tratando de sorrir. - Sinto pena de você, querida, pois não será em mim que ele descontará o ódio está noite.- E sem mais nenhuma palavra saindo de sua boca, virou as costas e tornou a caminhar com um sorriso ladino satisfeito acompanhando suas feições.
Um pequeno pássaro batia suas asas na janela fechada do quarto de Jimin, chamando a atenção de Jihoon, que levantou-se da poltrona que estava sentado para abrir a janela ao pequeno ser vivente. Uma de suas asinhas estava avermelhada e úmida constatando um ferimento que pouco sangrava. Não parecia ser realmente grave, porém já deveria ser um incômodo voar nessas condições, Jihoon pensou. Tornou-se a se assentar na poltrona confortável com a ave em mãos sendo acariciada.
No quarto reinava pleno silêncio, Yuqi estava sentada na cama ao lado de Jimin, que permanecia deitado. A ômega se encontrava protetora em relação ao lúpus, não tirando um olhar sequer do rosto pálido e abatido do príncipe de Seoul. Já o Park, encontrava quieto por fora, entretanto um turbilhão lá dentro de seu ser. Muitas informações e os últimos acontecimentos eram jogados em sua face pelo seu próprio eu interior e seu lobo interior estava sensível, acuado e intimidado.
Soyeon se contorcia de raiva por dentro, por fora mantia a calma, não queria causar ainda mais sobrecarga e alvoroço na mente do príncipe.
- Eu odeio Sungwoon.- Jimin finalmente se pronunciou. Sua voz saiu baixa, mas potente, indicando firmeza no seu dito.
- Falei pra você que no mínimo em um mês, você sentiria isso.- Soyeon desconversou, tentando pelo menos ao pouco mudar o clima ruim.
Porém, o plano da princesa fracassou, pois o silêncio logo voltou ao seu trono no aposento. Yuqi suspirou e olhou brevemente para Soyeon, se sentindo acuada também, sua ômega interior sentia o temor do lúpus. Era óbvio que logo se sentiria um pouco afetada também. A mais velha, logo entendeu a súplica silenciosa da ômega e foi até a mesma, dando lhe um selar em sua testa e um acariciar em seus ombros para transmitir sossego.
- Eu não vou deixar ele me colocar de joelhos.- Jimin levantou-se de supetão, tentando recompor-se de uma vez.
- Eu sou um ômega lúpus e vou resistir até Jungkook vim me buscar. Não estou dizendo que estou bem com que aconteceu e com certeza, não me sentirei seguro sozinho, porém também não deixarei que ele me persiga e faça o que desejar comigo.- Os amigos de Jimin o encararam surpresos e sem respostas.
- O que...- Jihoon foi interrompido.
- Jungkook me salvou, ou seja, ela ainda pode sentir minha aflição e detectar quando eu estiver em perigo. Significa que não estou sozinho por aqui.- Jimin tocou no pescoço.- Então vou continuar tendo calma e força pelo meu povo, logo estarei em casa.
- Certo.- Jihoon confirmou.- De toda forma, não temos tempo para parar mesmo, ficar parado remoendo aqui é um sinônimo para a morte.
A conversa fora cortada devido a batidas na porta, o que deixou a todos apreensivos, já que hoje aconteceria a finalização da aliança com o casamento.
- Deve ser as servas com os trajes e arranjos do casamento. - Soyeon suspirou ao ir abrir a porta, ninguém queria que a união amarga acontecesse, porém não era algo que estava sob escolha dos presentes. Era muito maior que eles e não era somente sobre eles. Era sobre uma nação inteira.
Em Jimin uma feição neutra permanecia intacta, entretanto suas mãos tremiam.
- Podem ent... James?- Soyeon falou ao ver o ruivo simpático ao abrir a porta.
- Olá, princesa.- Sorriu gentilmente.- Altezas.- Cumprimentou os que estavam dentro dos aposentos se curvando brevemente.- Vim aqui com o documento por escrito de matrimônio para o senhor Jimin assinar.- James ditou.
- Como assim? Essa droga de papel só é assinado no altar.- Soyeon indagou confusa.
- Bom, o príncipe Ha cancelou desde o casamento, como o banquete de celebração, incluindo a viagem de lua de mel, dada pelo próprio rei.- James informou e todos suspiraram um pouco mais aliviados.
- Creio que é uma boa notícia.- Jihoon opinou. Soyeon deu a permissão para James entrar no quarto de forma silênciosa. Yuqi concordou com Jihoon. Jimin não seria obrigado a visualizar o príncipe e muito menos obrigado a beijar-lhe para selar o casamento.
- Aliás, como o príncipe passará a ser casado com o Ha, você passa a ter agora um servo pessoal e individual, que te ajudará com o que precisar, e fico muito feliz, pelo menos uma vez na vida, em ser escolhido a ser seu servo. És uma pessoa maravilhosa e educada, será prazeroso estar ao seu lado, vossa alteza.- Se curvou a Jimin com um sorriso sincero no rosto.
- Sem formalidades, por favor. Fico feliz que seja você, eu não aguentaria passar meu tempo por inteiro perto de alguém que eu não confiasse.- Jimin falou e pegou a caneta azul de ponta fina, com uma decoração majestosa e traçou sua assinatura ao lado da de Sungwoon. Agora, infelizmente, estava devidamente casado com o alfa herdeiro.
- Mesmo que tudo que tem acontecido agora tenha sido ruim, poderíamos passear pela cidade, Jimin talvez precise respirar um ar puro, sem ser esse ar contaminado desse castelo estúpido.- Soyeon falou.- Inclusive, o senhor não passeou pelas ruas da Coreia do Norte desde que chegou, esse fim de mundo vive uma puta ditadura? É mais que óbvio, porém ainda há como se divertir.
- Não estou muito afim de sair, mas creio que deverá ser bom, ao menos.- Jimin suspirou.
Com mais alguns diálogos sem importância, o nobres se arrumaram de maneira rápida, tratando de sair do castelo logo em seguida, antes que alguém viesse os atazanar. Até mesmo o servo de Jimin, James, acompanhou-os pelas ruas do poderoso império opressor.
- Esse tecido é lindo.- James sorriu tocando na peça macia.- Antes de eu ser levado da minha terra como escravo, quando a invadiram, eu adorava costurar, até planejava estudar moda.- Falou.
- Deveria levar o tecido, James, a gente pode procurar uma máquina de costura e formar seu estúdio pessoal no closet do meu quarto.- Jimin sorriu tocando na outra borda do tecido branco com alguns detalhes de cor dourada, que mais parecia ouro, era divino, celestial.
- Oh majestade! Sou grato, mas não tomarei seu closet e não tenho dinheiro para investir em absolutamente nada, sou somente um servo.- James falava.
- O closet não é meu, é nosso, ele é tão grande, podemos dividir.- Jimin ditou.
- E sobre dinheiro, acredite podemos gastar infinitamente.- Soyeon falou.
Jimin então pegou alguns tecidos, escolhendo-os a dedo junto com James e pagando-os quando finalizou sua escolha. Andaram até uma loja pequena de máquinas, e enquanto Yuqi e James escolhiam quais iam comprar, Jimin, Soyeon e Jihoon permaneceram do lado de fora observando os comerciantes com suas barracas com quaisquer produtos que possa imaginar.
Então algo chamou atenção de Jimin, um aparente orfanato em frente a loja que estavam, parecia bem vazio, os filhotes que ele conseguia estavam brincando perto de uma árvore. Uma grade de ferro preta circulava todo o edifício não muito grande e chamativo.
Com isso, Jimin lembrou-se do motorista que o levou até o aeroporto de Seoul. Lim Jaebum era seu nome, se ainda lembrava bem.
- Quantos orfanatos existem no país?- Jimin perguntou, observando atentamente as crianças, até sentindo uma leve emoção interna por lembrar que carregava em seu ventre um serzinho.
- Somente um, esse em nossa frente.
- Em todo o país?- Jimin insistiu levemente surpreso.
- Exato, por mais impossível que pareça a taxa de abandono de filhotes é quase inexistente, então o orfanato é bem vazio mesmo. As crianças que perdem os pais, se forem nobres, viram estudantes reais que vivem nos internatos espalhados pelo país e os que são de baixa classe social viram servos. São divididos entre trabalhos em campo e no castelo. Mas por quê pergunta?- Jihoon é quem responde.
- Bom, antes de pegar o avião para chegar aqui, conheci um alfa que se dizia norte coreano. Ele me falou que fugiu daqui, mas conseguiram capturar o filhote ômega dele, deve ter dez anos hoje. Ele pediu para procurar o filhote dele e lhe falar que ele não o abandonou. Então, talvez eu devesse entrar no orfanato e checar.
- Estranho, é muito difícil alguém conseguir fugir. Tão difícil que só há dez fugitivos na lista e já foram achados e trazidos de volta cinco.- Soyeon respondeu.
- Além de que ele necessita de um alto motivo pra arriscar sua vida e a do seu filhote ao fugir, até quem não concorda com as leis daqui, não sente desejo incontrolável de fugir.- Jihoon ponderou e um silêncio instalou-se. Até que o rosto pensativo do ômega mais velho, se tornou uma feição confusa.- A quanto tempo ele fugiu?
- A cinco anos atrás, eu acho.- Jimin respondeu duvidoso.
- Ah, não tem como. Como ele sabe que o filhote dele é ômega? Se hoje em dia, ele deva ter dez, a cinco anos atrás, ele tinha cinco e só podemos saber nossa classe lupina depois da maturação que ocorre entre treze e quinze anos.- Jihoon falou e Jimin assentiu realmente entendendo.- Ao não ser que o filhote fosse...
Não fora completado por Jihoon, não fora preciso, com meias palavras, já lhe era entendido que a única forma possível de saber a classe, antes da maturação, seria, caso, o filhote fosse um lúpus. Um ômega lúpus.
- Se for, então já temos um grande motivo pra tentar sair do país, ômegas lúpus aqui são tão raros que a porcentagem de nascimento é de um a cada mil crianças. Portanto, os filhotes lúpus são tomados pelo reino assim que nascem, por bem ou por mal. Tem uns que escapam e conseguem viver com os pais até uma pequena certa idade, mas não dura muito. Os nobres sempre sabem.- Soyeon falou.
- E pra onde levam?- Jimin perguntou apreensivo, levando sua mão até seu abdômen.
- Ninguém sabe, isso realmente é mistério.
- Talvez alguém que eu conheça saiba, ele ficou de conseguir a confiança necessária do rei para trabalhar perto disso, ele ia ter um filhote ômega, mas perdeu-o. Ele deseja saber o que aconteceria com o filhote dele, se ele houvesse sobrevivido.- Jihoon falou.
[...]
- Jihoon? - Jaesang se surpreendeu com a visita inesperada do nobre ao abrir a porta de sua casa.
- Olá, vim até aqui para dizer que amo as miçanguinhas feiosas que você faz.- Jihoon sorriu.
- Você com certeza veio pedir favor. Você odeia minhas miçangas.- Revirou os olhos enquanto encostava na porta com os braços cruzados.
- Bom, ainda bem que você me conhece. Esse ômega belo aqui é Park Jimin.- Apresentou o ômega tocando-o pelos ombros e trazendo para um abraço desajeitado. Soyeon bufou quando Yuqi deu tchau a um alfa que os acompanhou no caminho da ida até a casa do ministro.- Não olhe muito e nem tenha esperança, esse moço aqui já é comprometido e o cara é barra pesada, se revolta com tudo.- Jihoon abriu espaço para mostrar os outros que o acompanhavam.- James, Yuqi e Soyeon você já conhece.
- Jimin? Oh, não sabia que veria você tão cedo.- Abraçou o ômega pelos ombros com cuidado, tomando distância necessária pra não o marcar com seu cheiro ou o deixar desconfortável. Jae sorriu em meio ao ato e Jimin retribuiu contente, foi bom rever uma das primeiras pessoas a lhe trazer bem estar neste reino.
- E vossas altezas se conhecem de onde?- Jihoon indagou intrigado.
- No avião.- Jimin respondeu curto, porém sorrindo.
" - Galinha depenada, por favor. Use termos certos."- O lobo ômega ditou solene.
" - Você voltou! Estava com saudades."- Não que o lobo tivesse se tornado um fugitivo e fugido do seu companheiro de vida, mas não lhe lançava mais frases constrangedoras e sem sentido, só havia se mantido em silêncio, restando ao seu recipiente somente os sentimentos que compartilhavam.
"- Eu estava distante e fraco, mas já voltei para atazanar."
- Fico feliz que já conheça esse alfa, já poupa tempo. Não podemos demorar muito e nem deixar que saibam que estamos na casa de um alfa, por que já sabemos bem como que funciona aqui.- Até mesmo Jimin, que não havia presenciado ainda nenhuma execução de ômegas em massa, assentiu.
- Entrem logo, nesse reino até os mosquitos e pernilongos levam informações que não devem aonde não devem.- Deu passagem de sua casa para os lupinos conhecidos.- Por qual motivo me procuram?- Questionou curto, sem rodeios.
- Bom, quero saber se você ainda pesquisa sobre os filhotes lúpus do reino.- Jihoon falou.
- Eu pesquiso sim, comecei recentemente, Jihoon.- Jae ditoi e Jihoon concordou, assentindo.- Por que a pergunta?
- Queremos procurar um filhote conhecido de Jimin, provavelmente ele é um lúpus, por isso lhe procuramos. Se confirmamos a suspeita, ele não estará em nenhum orfanato ou o que for.
- Certo, sentem-se.- Jae indicou seus sofás confortáveis, puxando seu laptop para o colo para assentar-se também.- Se desejam água, vão vocês mesmos buscar, não sou empregado de ninguém ao não ser de Aurora.- Jimin formou uma careta confusa, ao mesmo que assentava-se ao lado de Jihoon e James, que permanecia calado junto com uma Soyeon emburrada e uma Yuqi nervosa.
- Aurora era a ômega dele.- Jihoon explicou em sussurro para Jimin, que assentiu um pouco triste pelo o alfa.
O qual deprimente e doloroso seria perder duas pessoas ao qual amava imensamente ao mesmo tempo?
Não gostaria sequer de pensar.
Acreditava que a morte de alguém que amava, não lhe levaria a óbito, de fato, ou até poderia, porém antes o mataria profundamente por dentro, fazendo qualquer sentimento remoer dentro da alma.
- Vou pegar vinho.- Soyeon bateu o pé irritadiça indo em direção ao cômodo que Jimin constatava ser a cozinha.
- Eu acompanho você.- Yuqi a seguiu quase correndo.
- Não usem a cozinha para indecências de reconciliação!- Jaesang gritou para que as princesas o escutassem.- O que aconteceu com aquela alfa surtada? Já estou acostumado com ela atrás de confusão.
Jimin ficou um pouco apreensivo, pois sua lerdeza finalmente o fez perceber o óbvio, as irmãs, com certeza, sentiam algo uma pela outra. Esse tipo de relacionamento fora lhe ensinado que era nojento. Porém, ele não conseguia repudiar.
"- Divinos pensam diferente sobre isso."- Seu lobo disse e Jimin suspirou.
- O que aconteceu com a alfa surtada? Surtou, ué. Um alfa que estudava artes com Yuqi a abraçou quando se viram pelo caminho que faziamos até aqui, o alfa até fez questão de deixá-la em frente da sua casa, como se fossemos desconhecidos. Alfa doido, eu em. Mas você conhece Soyeon, fechou logo a cara, mas não quis encher o saco da Yuqi.- Jihoon deu de ombros.
- Que o soberano não me ouça, mas rogo aos deuses que proteja Yuqi dos surtos da Soyeon.- James finalmente se envolveu na conversa, caçoando da princesa.
- Então nada de normal sob a luz da lua, só desejo sorte a Yuqi.- Jae sorriu.- Vou ter explicar tudo que descobri de maneira rápida, não podem demorar muito aqui.
- Pois se apresse.- Jihoon respondeu impaciente e ansioso. Sempre desejou saber o que acontecia com os filhotes. Mesmo seu marido, que é um dos que rei mais confia, havia lhe falado sobre, dizia que era melhor estar por fora do assunto do que se manter em confusão que provavelmente resultaria em morte.
Seu marido não concordava com o rei, por isso seu casamento funcionava, era tratado com um rei pelo o alfa que amava. O alfa estava ao lado do rei pela proteção de sua família e para encobrir que detestava a ordem imposta no reino.
Não é como se opositores do regime fosse mudar alguma coisa, além de aumentar o banho de sangue. Os corajosos só faziam se esconder em camadas.
- Foi terrivelmente difícil conquistar a confiança do rei, ele parece um idiota bobo, mas não é.- Jihoon suspirou passando a mão pela testa.- Descobri como funciona na teoria, na prática, verei só próxima semana quando o rei visitar o lugar.
- Parabéns por conseguir desbravar o secreto, você é esperto. Mas continua um tonto, então não se sinta poderoso.- Jihoon cruzou os braços e James riu.
- Você me elogiar espontâneamente, já é um nível alto de milagre, me sinto satisfeito.- Sorriu.- Bom, cortando as asinhas de vocês, não há como achar filhotes por nome.
- Vamos sortear na bola de cristal, então.- Jihoon esbravejou.
- Ignorância.- James negou.
- Assim que os soldados capturam os filhotes, os levam a estufa, lá eles recebem códigos como identificação, é formado por letras e palavras, um exemplo seria Stryan157. Ele é o ômega lúpus mais velho da estufa, ele possui trinta anos. Seus nomes são apagados, porém ainda existem escritos nas pastas de identificação, então ainda não é tão 'as cegas'- Jae falou.
- Então para acharmos um filhote, temos que ver pasta por pasta?- James perguntou.
- Não, podemos reduzir a procura a pastas de filhotes que possuem a mesma idade do que você procura. Vai facilitar, acredite, não existe um bilhão de pastas.
- Então vamos nos tranquilizar.- Jihoon falou se contradizendo, pois somente ele que estava nervoso.
- Os lúpus são devidamente divididos, cada um em um respectivo acesso organizado. O Acesso A, pureza é responsável pela reprodução, são escolhidos os ômegas que mais possuem características 'perfeitas'. São bem alimentados e crescem ingênuos. Quando passam da etapa inicial do ciclo reprodutor com dezoito anos, eles passam a ser forçados a se envolverem sexualmente regularmente com alfas puros, o objetivo é aumentar a espécie lúpus.
- Querem aumentar a taxa de nascimento de lúpus no reino.- James falou.
- Céus...- Jimin soltou.
- Sim, James, porém não vem funcionando. Parece que nem mesmo os ômegas lúpus geram lúpus. O Acesso B, coleta, eu não sei ainda para quê serve exatamente. O rei me disse que essa é a parte mais sigilosa do projeto lúpus, então eu espero que ele me mostre uma bomba enorme.
- Será que eles estão misturando o sangue lupino com algum outro tipo de ser do submundo que a gente acha que não existe?- Jihoon indagou.
- Foco, Hoon. Não existe renesmee industrial não.- Jimin quem lhe puxou a orelha. Jihoon sorriu, Os filhotes crescem rápido.- Foi o que pensou.
- Obrigada, Park.- Jae sorriu educado.- o último é o Acesso C, Apolo, não sei por que o nome, mas é o único acesso que não se organiza dentro da estufa como os outros. É o departamento responsável pelos filhotes que conseguiram fugir da vista grossa e vigilância do império. São os filhotes que foram escondidos pelos pais e eles acabam não crescendo como o governo deseja, por quê acabam tendo ciência do mundo de fora. Então, eles podem transmitir comportamento opositores e rebeldes, nada submissos e obedientes.
- Pelos outros serem criados com cautela devem ser bem fáceis de manipular e influenciar.- James pensou.
- Isso mesmo, por isso são separados. Eles vivem em um submundo, um inferninho luxuoso a qual com realmente muito poder aquisitivo podem entrar. Lúpus de quinze anos já são postos a trabalhar como prostitutas, os menores trabalham em outras áreas, mas claramente devem sofrer alguma espécie de assédio. Vocês sabem que ômegas lúpus são bem requisitados, seus corpos são extremamente cobiçados. Então lá é como um paraíso divino para pessoas que realmente tem grana.
- Isso é horrível.- Jimin falou.
- Esse império é muito pior do que aparenta.- Jihoon declarou horrorizado.
- O próprio ser humano decreta a extinção e sofrimento da própria espécie.- James disse.
- Acreditem, essas nojeiras cobertas só tem a crescer.- Jaesang falou.- Tanto o Acesso A, como o B, são vestidos com roupas brancas e pequenos crachás colados no lado esquerdo do tórax, para identificar que não existem 'rebeldes' por lá. Os que estão no Acesso C, vestem roupas marrons, somente nas festanças a noite que são obrigados a vestir roupas extremamente decotadas. O Acesso C, não possuem crachá e sim, uma tatuagem no pulso.
- Você é um ótimo investigador.- Jihoon falou.- Provavelmente, se o filhote do tal motorista for realmente um lúpus, ele obviamente não vai estar nem no A, muito menos no B. Ele estará no C.- Jihoon falou.
- Precisamos descobrir mais afundo e se conseguimos achar-lo, precisamos tirar-lo de lá e depois falarei para Jisang-ssi sobre a nojeira que esse reino esconde.- Jimin levantou-se do sofá.
- Farei o possível para descobrir novidades, até procurarei ele se me dê na telha.- Jae falou, disposto.
Eu irei observar os nobres mais bem requisitados, verei se eles deixam escapar algo. Aqueles imundos sempre gostam de se gabar mesmo, sempre falam demais.- James se posicionou.
E com a transformação das Winx prestes a se dar por finalizada, é interrompida por duas mulheres. Yuqi, estando ela bem corada e Soyeon, mais feliz do que o normal.
- Eca, o cheiro de feromônios de vocês está insuportável, suas indecentes!- Jae correu pra cozinha dele, verificar o provável estrago, visto que Soyeon já era surtada normal, imagine excitada.- Eu falei para não transarem na minha cozinha!- Todos entraram em uma crise de riso com a situação constrangedora.- Santa Aurora, daí-me paciência, meu amor!
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Oiê, pissuas.
Bom, vim com a cara lisa dizer que é atualização dupla já que demorei para atualizar.
Espero que gostem do capítulo.
Até o próximo.
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