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Capítulo 76


Oie

Revisão feita pela TG, uma das minhas pessoas favoritas no mundo inteiro


Quando Niall e Nick me disseram que a festa duraria dois dias no mínimo, eles não estavam brincando.


As equipes se revezavam em três turnos para virem trabalhar e houve só dois momentos que alguns do bando precisaram sair para resolver algum problema de fora. Nessas duas vezes Mike, Calum, Zayn, Lauren e Jesy voltaram ainda mais animados para comemorar o casamento.


— Eles não vão embora logo? — Harry perguntou quando estávamos deitados na nossa cama, em um dos momentos que fomos descansar.


— Você que disse que o que fosse decidido estava bom, desde que nos casássemos — eu ri e ele bufou, me puxando ainda mais para ele.


Acontece que todos em casa, e com aquela quantidade de lúpus, eu me recusava a transar com ele. E também, tinha tanta gente em casa, que era só as coisas esquentarem entre nós, que alguém aparecia nos chamando. Até mesmo o Alfa Jeon tinha ficado conosco, ele e a família tinham ido para um hotel descansar e voltaram. Liv ficou amiga dos filhotes Jeon, quando eu percebi, o minibando já estava organizando uma excursão para a Coreia do Sul.


Minha mãe e minhas irmãs ficavam conosco o dia inteiro, só iam para o apartamento para dormirem e logo voltavam, assim como os pais de Harry. O bando em si não tinha ido embora, e eu nem sabia quem estava dormindo em casa quarto. Landon foi outro que não foi embora, ele chegou naquela manhã com a filha e ninguém mais os deixou ir.


— Eu preciso pegar roupas para a minha filhote — o alfa tentou argumentar.


— Eu empresto para a Sky — Liv respondeu. Apesar de Sky ser mais velha que Liv, a menina parecia um pouco mais nova, e algumas roupas serviram nela.


— Eu também — a filha de Victor falou, ela tinha a mesma idade de Sky, e parecia ter adotado a ômega para si. O minibando tinha entendido que Sky era autista, por isso, tinha necessidades diferentes das deles e eles estavam tentando colocá-la nas brincadeiras. Annalisa, filha de Victor, e Sky tinham se dado bem e estavam juntas o tempo todo.


— Lembra o quanto você zombou da minha cara? — Lestat perguntou para Tiziano com um sorriso malvado.


— Cala a boca — o outro lúpus resmungou — você sabia?


— Claro que não, mas isso só torna tudo mais divertido, não? — Lestat riu maldoso.


— Eu acho — Danila deu de ombros e Tiziano olhou para os amigos como se pudesse matá-los.


— Seu casamento foi lindo e a festa está divertida — a Lou me disse quando voltou de casa, ela tinha ficado parte da festa e depois ido, mas deixou Lux conosco o tempo todo.


— Obrigado — sorri para ela — foi bom te ver fora da creche.


— Também acho — ela sorriu — estou voltando a sair de casa. Passei tanto tempo com medo, que me acostumei a ficar longe de todos. Foquei minha atenção nas crianças e ignorei o resto, inclusive, eu mesma. Estou fazendo o processo de cura, é vagaroso e, às vezes assustador, mas não vou desistir dessa vez.


— Eu te entendo, passei por algo parecido — falei a abraçando — apenas vá no seu tempo e não se esforce demais, você tem gente te apoiando. Tudo bem se precisar parar um pouco para respirar, você merece ser feliz.


— Obrigada — ela limpou uma lágrima, sorrindo — passei todo esse tempo me sentindo culpada, me sentia a pior mãe do mundo, porque dei atenção aos filhos dos outros e deixei a minha filha de lado. Mas acho que, no final das contas, eu fiz um bom trabalho.


Nós olhávamos as crianças brincando e eu entendia o que Lou estava falando, eu mesmo pensei isso de mim por muito tempo. Eu via como Liv era tímida e insegura, e agora ela liderava as crianças em uma brincadeira de correr que só tinha lógica para eles. Nos fechamos dentro de uma armadura, nos isolando do mundo achando que estamos fazendo isso para nos proteger, mas, na verdade, só estamos nos impedindo de viver bons momentos com pessoas que realmente importam.


— Nós dois fizemos — eu garanti a ela, que concordou.


— Toda vez que Lux passa um tempo com vocês, ela volta contando das brincadeiras, dos doces que comeu e de como se divertiu — Lou falou, mas ainda olhávamos as crianças — Harry me salvou tantas vezes e agora vejo vocês dois fazendo isso com a minha filha. Lux só está viva e bem por causa do Harry, por causa do bando. Eu sei que com vocês minha filhote está completamente segura e feliz, então eu nunca me importo quando Harry ou Emma aparecem para buscá-la.


— Que bom, porque pelo o que vi, o minibando já está organizando viagens para a Itália e Coreia do Sul — eu brinquei e rimos, mesmo que no fundo não fosse brincadeira.


— Não duvido de mais nada vindo deles — ela deu de ombros.


Era o almoço do dia trinta, considerando que eu casei no dia vinte e oito e a festa não parecia que ia acabar em algum momento, acho que Shawn estava certo e íamos emendar até o ano novo. Eu só não sabia quem estava mais irritado com aquilo, Harry ou Niall, que bufava a cada dez minutos.


— Esse povo não tem vida, não? Ninguém aqui trabalha mais? — Niall resmungou se sentando do meu lado enquanto eu almoçava.


— Não foi você que organizou isso para durar o máximo de dias possível? — perguntei a ele que me olhou feio.


— E quem escuta a pessoa que mais bebe do grupo? Era óbvio que eu ia tentar fazer algo assim, vocês, como as pessoas responsáveis do grupo, que deveriam ter me impedido — ele reclamou, jogando a culpa em mim.


— E aquela história de "ninguém controla o Niall, ele faz o que quer?" — devolvi e ele revirou os olhos.


— Nem beber eu posso — ele murmurou revoltado — eu juro, que se eu não estiver, vou tomar um porre tão grande, que vou entrar em coma alcoólico!


Era obvio que a primeira coisa que Zayn e Liam notaram foi que Niall não estava bebendo álcool nenhum e ficaram preocupados se ele estava bem. O que foi fofo, e bizarro, que o primeiro pensamento era que ele podia estar doente e não na outra opção. Mas tivemos que inventar alguma coisa, por isso dissemos que ele perdeu no jogo para o Matteo na despedida de solteiro e que o castigo seria não beber no casamento inteiro.


O que fez com envolvêssemos os outros ômegas e betas na mentira, mas não pudéssemos explicar o motivo. Então, mesmo que naquele momento eles não tivessem entendido direito o que estava acontecendo, nos acobertaram. Mas, um pouco depois e mesmo que não tivéssemos falado nada, eles foram entendendo. e Louis e Matteo ficavam enchendo Niall e Nick de comida e docinhos, mimando os dois.


Enquanto isso os alfas e pessoas fora do bando pensavam que o mau humor de Niall era por não poder beber, e ninguém desmentia.


— Você está bem? — minha irmã me perguntou.


— Sim, acho que estou um pouco cansado — respondi, eu realmente não estava me sentindo muito bem, mas não queria deixar todo mundo e ir dormir no meio da tarde.


— Pare de querer carregar o mundo nas costas — minha irmã bateu no meu braço — vai descansar um pouco, quando você acordar essa galera ainda estará aqui. Eu fico de olho na Liv e te aviso se algo acontecer, mas o bando inteiro está, fora as famílias de vocês. E aquele cachorro do inferno.


Sirius tinha mais que dobrado de tamanho desde que chegou em casa, e ele era bem protetor com Liv. Com quem ele conhecia não tinha problemas, mas com desconhecidos ele tinha muitos problemas. Quase uma versão canina do meu alfa, que não largava Liv. Sorte que ele respeitava muito o Harry e o obedecia, porque se eu fosse tentar segurá-lo, era capaz dele me arrastar com ele.


— Filho, você está bem? — minha mãe perguntou colocando as mãos no meu rosto.


— Ele está cansado e não que ir dormir por causa dos convidados — minha irmã me entregou e olhei feio para ela.


— Nada disso, vá para sua cama agora — minha mãe ordenou e eu bufei, me sentindo uma criança de novo — Agora Louis!


— Ok — revirei os olhos, procurei Harry, mas ele estava conversando com seu pai, alfa Jeon e Danila. Tiziano estava do outro lado do jardim com Lestat, afinal nunca é bom deixar Lestat e Desmond juntos, ainda mais que Liam e Heidi tinham avisado que não impediriam briga nenhuma.


No momento Jade estava levando todos os filhotes para a sala para assistirem algum filme, Landon deveria cuidar de Raoul, mas Louis tinha o filho nos braços enquanto acompanhava as crianças, assim como a maioria dos ômegas, e Skylar tinha abandonado o pai pelo jeito. Por isso o alfa estava com Bill em uma conversa com outros alfas do bando.


Gabrielle, mãe de Lestat, estava entretida com a família de Zayn, com a mãe de Liam e com Anne. Minha mãe estava lá antes de vir verificar como eu estava, e era legal como as mães se davam bem. Todo mundo parecia bem, por isso acabei obedecendo ela.


Passei na cozinha, onde a equipe estava, peguei uma garrafa com água e fui para meu quarto, não tomei banho, apenas me despedi, ficando de boxer e fui para cama. Tomei mais da metade da garrafa de uma vez, eu nem percebi o quanto estava com sede, então me deitei. Eu escutava as vozes ao fundo, mas isso não me impediu de descansar e logo eu estava dormindo.


O sono foi um pouco agitado, eu não tinha lembranças do sonho, mas me sentia como se estivesse correndo uma maratona. Acordei assustado, com Harry fazendo carinho nos meus cabelos, minha respiração estava ligeiramente ofegante e eu estava todo suado.

— Sua mãe me disse que você não estava se sentindo bem, quando cheguei aqui você estava se debatendo, teve um pesadelo? — ele perguntou preocupado, se sentando do meu lado e me puxando, delicadamente, para seu colo.


— Eu não sei, não me lembro — respirei fundo e Harry me passou a garrafa de água, acabei bebendo o resto do conteúdo.


— Quer que eu chame Luke para te verificar? Se não estiver bem podemos ir para o hospital.


— Não precisa — eu sorri com sua preocupação, me inclinei e beijei seus lábios rapidamente — os últimos dias foram intensos, é só cansaço. Na verdade, acho que os últimos meses foram intensos demais, só precisei descansar um pouco.


— Que bom — ele riu, fazendo carinho no meu rosto — porque quando eu subi aqui, tinha mais um carregamento de cerveja chegando.


— Meu Zeus — revirei os olhos, pensando no surto de Niall.


Harry pegou uma cartela de comprimidos e tomou um com a garrafa de água que tinha trazido. Era o penúltimo que tinha na cartela, o que queria dizer que no seguinte, dia trinta e um, seria o último que ele tomaria os supressores. Luke tinha dado uns dias para que o corpo do meu alfa se limpasse do medicamento, então eles calculavam que o rut chegaria no fim da primeira semana de janeiro.


— Tem certeza que está bem? — meu marido perguntou e concordei, mas acabei sorrindo — O que foi?


— Eu amo te chamar de meu marido — ele sorriu na mesma hora, me abraçando.


— Eu gosto também, você terá que me aguentar falando isso o tempo todo, não importa o assunto. E não vou mais me apresentar usando meu nome, será só com ''oi, sou o marido de Louis Tomlinson-Styles" — ele falou e eu ri.


— Por que eu não duvido que você faça isso? — brinquei e o sorriso dele se abriu ainda mais, mostrando as covinhas.


— Esperei tempo demais por isso e vou aproveitar cada segundo, meu marido — ele sussurrou contra meus lábios e me beijou.


Demorou milésimos de segundos para ir de um beijo normal para muito intenso. Foi de um jeito que eu não esperava, como uma necessidade crua por ele. Nos beijávamos com fome, só um abraço não era perto o suficiente, eu precisava de mais. Nos agarrávamos como se estivéssemos nos afogando e nossa única chance de salvação seria o corpo do outro.


— Lou... — Hazz gemeu e só então eu percebi que estava rebolando no seu colo, sentindo seu pau duro na minha bunda.


— Eu preciso de você... preciso agora.... — eu murmurei o beijando de novo. Eu não me importava se todos ainda estavam lá fora, se não demoraria para que soubessem o que estávamos fazendo, eu queria Harry. Desesperadamente, eu o queria.

— Lou... sim.... — sua boca foi para o meu pescoço e a mão adentrou minha boxer, apertando minha bunda, eu rebolava em seu pau, implorando que o queria demais, que queimava.

— Hazz, por favor — o beijei de volta, ele estava vestido e eu só com minha boxer. Eu estava pronto para arrancar toda a rua roupa na unha, caso fosse necessário, quando ele puxou a cabeça do nada, me olhando espantando — o que foi?

— Lou — ele segurou meu rosto com as mãos, olhando meu rosto como estivesse verificando algo — você está em heat?

— O que? — perguntei confuso.

— Você entrou no heat — ele afirmou dessa vez.


— Não, eu... será? — eu ainda não tinha entendido — Mas não deveria doer? Quando eu tinha heat, eu só descobria por causa da dor.


— Você está marcado pelo seu soulmate, isso pode ter interferido — ele explicou rapidamente, pegando seu celular e ligando para alguém — Venha no meu quarto... Agora!


— Hazz.... É isso mesmo?

— Acredito que sim — ele sorriu beijando minha testa — agora se vista, porque temos que sair daqui rápido. Eu não vou suportar tanta gente perto de você em heat.

— Oh Zeus — me levantei correndo e comecei a me vestir, se um lúpus já era territorialista, imagina com o ômega em heat.

— O que aconteceu? — Liam e Zayn entraram correndo no quarto, sem ao menos bater.

— Louis entrou em heat, preciso que cuidem de tudo — Harry avisou, pegando algumas coisas e jogando rapidamente dentro da mochila.

— Oh Zeus — Liam exclamou — a casa está pronta e mandei reabastecer a despensa, se faltar algo me avise e mando Josh e Sandy entregar.

— Vou mandar todos os alfas para o jardim e limpar a passagem de vocês — Zayn respondeu pronto para sair do quarto.

— Espera — Harry falou alto e Zayn voltou — Liv fica com vocês. Eu quero que vocês dois e Niall cuidem da minha filhote, ok?

— Certo — Liam concordou sério.

— Não me importo se resolvam ficar aqui ou a levem com vocês. Façam o que quiserem nesses dias, mas é em vocês que estou confiando minha filhote — Hazz poucas vezes tinha falado tão sério, e os dois alfas a nossa frente concordaram.

— Ela está segura conosco — Zayn respondeu sem hesitar.

— Eu sei e agradeço vocês — meu alfa disse sorrindo de canto — agora precisamos ir.

— Me dê um minuto — Zayn pediu e correu para fora do quarto.


— Como você está? — meu marido me perguntou e eu dei de ombros.


— Tranquilo, pelo menos nada está doendo por enquanto.


— Não é para doer mesmo — Liam explicou, mas ele ficava perto da porta, distante de nós — os heats de Niall raramente doem.


— Que bom, porque eu me lembro que a dor era absurda — respondi. Eu tinha tomado supressores por tanto tempo, que não me lembrava direito como era passar pelo heat. Só que eu odiava e doía demais.

— Pronto — Liam nos avisou, olhando para o corredor.

Descemos as escadas e fomos direto pelo corredor, não encontrando com ninguém. Eu queria me despedir de Liv, mas voltar para a sala, no estado de vigilância que Harry estava, seria loucura. Mas não precisava me preocupar, Niall e Liv estavam com Zayn, nos esperando ao lado do meu carro.

— Tio Zee falou que vocês vão viajar — minha filhote me disse confusa.

— Meu amor, papa e eu vamos ficar fora uns dias, então você fica com seus tios, tudo bem?

Tá, mas por que vocês vão?

— Coisas de soulmates — Niall explicou por mim e Liv balançou a cabeça concordando, como se tivesse entendido, mesmo que parecesse meio confusa.

— Prometo te ligar toda vez que puder, tudo bem? — perguntei a abraçando.

— Eu não quero ficar sem vocês — ela disse baixo.

— São só uns dias — Hazz falou nos puxando para ele — prometo que vai passar rápido e quando voltarmos, poderemos passar uns dias só nós três, o que acha?

— Eu quero — ela respondeu meio manhosa, nos abraçando.

— Liv, vamos fazer festa do pijama todo dia — Zayn prometeu e a minha filhote se animou.

— Oh Zeus — Liam suspirou.

— Como você está? — perguntei para Niall, ele revirou os olhos e me abraçou — Não precisa esperar por mim.

— Eu não quero ninguém mais do lado, independente de qual seja o resultado. Então vou te esperar, seu idiota — ele negou com a cabeça, me fazendo rir — com a Liv em casa eu vou poder me distrair nesse tempo.

— Do que vocês estão falando? — Liam perguntou.

— Coisas de ômega — Niall respondeu como se não fosse importante, mas o alfa cerrou os olhos. Isso nos fez rir, porque era claro que ele entendeu totalmente errado.

— Vamos Lou — Harry disse me pegando pela cintura.


Me despedi de todos e entramos no carro, ele dirigia rapidamente. Eu estava tranquilo, apesar de me sentir um pouco cansado. Também estava com muita vontade de beijar meu marido, mas isso não era novidade para ninguém. Qual é, ele é Harry Styles, quem é que não quer beijá-lo?

— Eu devia ter feito Liam nos levar, assim íamos no banco de trás e nos vingávamos — Hazz resmungou e eu ri.

— Você ia aguentar que seu melhor amigo me visse nu? — o provoquei e ele pensou por um segundo, até negar com a cabeça.

— Você tem razão, isso não ia acabar bem — ele suspirou — como está?

— Não estou sentindo nada, tem certeza que estou em heat?

— Sem dúvida, mas está no início ainda, por isso que você não está sentindo — Harry falou pegando na minha mão e eu senti o calor da sua pele, suspirei, queria poder tocá-lo de verdade, mas com ele dirigindo, não queria causar um acidente — agora sentiu?

— Talvez...

Liguei o rádio e coloquei uma música, eu lembrava que o percurso demorava um pouco e no começo estava tudo bem. Só que uma impaciência começou a me tomar, nada parecia bom, ou estava calor demais, ou frio demais. Eu não conseguia ficar parado no banco por muito tempo, porque todas as posições estavam desconfortáveis. Tirei minha jaqueta, porque até ela estava me irritando.

— Já estamos chegando — Harry me avisou, eu batia meus dedos ritmadamente na porta do carro.

Logo as grades com o símbolo do lobo apareceram e eu soltei a minha respiração, que eu nem percebi que estava segurando. Os portões se abriram automaticamente quando chegamos na frente, Harry nem alterou a velocidade do carro. Ele pegou sua mochila e descemos do mesmo, da outra vez eu não tinha entrado, na verdade, Harry mal me deixou olhar em volta.

A casa ficava a direita do portão, então dele não tínhamos visão dela, mesmo que tentássemos enxergar, fora que os muros altos e as árvores davam privacidade. O terreno a volta da casa e, principalmente, atrás dela, era bem grande e Harry me disse que era porque muitas vezes os lúpus se transformam em lobos durante o heat ou rut e precisavam correr um pouco.

Tinha um hall de entrada, uma sala com dois ambientes e Harry me indicou onde era a cozinha. Subimos a escada e o longo corredor tinha várias portas, todas fechadas. Cada porta tinha letras desenhadas, como A&C, L&M ou L&Z&N, até chegarmos na última que tinha H&L, e isso me fez sorrir.

O quarto em si não era luxuoso, tinha uma grande cama, duas poltronas perto de uma mesinha e, de frente para a cama, um espaço onde tinha um tapete azul macio. Do outro lado tinha um pequeno banheiro e só isso.

— Ás vezes dormimos como lobos — Harry disse indicando o tapete e fez sentido. Ele deixou a mochila sobre uma das poltronas, tirando nossos celulares dela e os deixando sobre a mesa.

— Nenhuma arma? — zombei e ele sorriu. Harry se abaixou entre a cama e a janela, e puxou um pedaço da madeira do piso que era uma parte falsa, onde tinham três pistolas e munição — Está brincando?

— Todos os quartos têm, mas nem queira olhar do Mike — ele deu de ombros, fechando o alçapão — se bem que o do Zayn não fica muito atrás.

— Ok — eu disse me sentando na cama. De novo, por que eu ainda me surpreendo?

Harry tirou sua jaqueta, a largando sobre o encosto da poltrona, depois tirou sua camiseta, dando o mesmo destino. Ele se sentou do meu lado, sabia que eu estava o observando com atenção, ele sorriu de canto e se inclinou tirando suas botas com calma.

— Vai ficar vestido? — ele me perguntou sem me olhar, apenas com aquele maldito sorriso de canto.

Imediatamente tirei meus tênis, depois minha camiseta, não me importando de colocá-la no encosto da poltrona, assim como meu marido fez. Mas na hora que fui abrir minha calça, ele me parou. Harry ainda estava sentado na cama e eu de pé. Ele colocou suas mãos na minha cintura, me trazendo até que estivesse na sua frente, entre suas pernas.

— Lembra quando estávamos no hospital depois de.... de....

— Depois de você me dar o ursinho de pelúcia que batizei com seu nome? — perguntei e ele sorriu. Não precisávamos lembrar da noite que fui atacado na casa onde eu vivia.

— Sim, depois que te dei o ursinho — ele repetiu, seus olhos brilhava e eu sentia o calor emanando da sua pele para a minha — lembra que eu te ajudei a se vestir?

— Me lembro — respondi engolindo em seco.

Seus olhos não deixaram os meus, mesmo quando ele passou a ponta da língua pelos próprios lábios, os umedecendo e me fazendo acompanhar cada movimento. Suas mãos desceram até a barra da minha calça, seus dedos tocavam minha pele, me causando arrepios. Ele acariciou a minha pele com calma, indo até o botão e o abrindo.

Harry se inclinou e beijou meu abdômen, me fazendo prender a respiração pela antecipação do que aconteceria logo depois. Ele se afastou apenas para que descesse o zíper, seus polegares acariciaram a minha pele, entrando em contato com o elástico da boxer. Meu alfa passou os dedos ali, entre a barra da cueca e minha pele, numa longa carícia que mexeu com meu corpo inteiro.

— Naquele dia eu te disse, em "algum dia", era uma promessa que um dia eu te tocaria como você merece ser tocado — ele se inclinou e beijou minha pele de novo — e venho tentando cumpri-la desde a primeira vez que pude ter você. Mas agora será a primeira vez que te tocarei como meu marido.

Ele deslizou a boxer e a calça pelas minhas pernas, me ajudando a sair delas. Ele pegou na minha mão, me trazendo para seu colo. Ao contrário de mim, que estava completamente nu, ele ainda estava com sua boxer.

Eu sentia meu corpo se aquecendo, queimando de dentro para fora. A necessidade que eu senti no nosso quarto estava voltando, me consumindo pouco a pouco. Eu via nos olhos dele como ele se sentia sobre isso, como aquilo era recíproco, mas, mesmo assim, ele me tocava delicadamente, aproveitando nossos últimos minutos de sanidade.

— Te amo nessa vida e em todas as outras que vierem, porque meu amor é todo seu para sempre — ele sussurrou antes e me beijar.

De novo o beijo começou tranquilo, mas ele foi avançando, intensificando. Harry me virou na cama, se deitando sobre mim. Nossos corpos se esfregavam. Agora sim eu sentia os efeitos do heat, em como meu corpo estava queimando pelo meu marido e precisava dele dentro de mim.

Nosso beijo era tão feroz que eu tenho certeza que machucamos nossos lábios, eu arranhava sua pele, o puxando para mim, envolvi minhas pernas em seu quadril, sentindo seu pau duro na minha bunda. Minha entrada pulsava e eu nem lembrava como era estar em heat, mas dessa vez não havia dor, só o desespero pelo meu alfa.

Sua boca foi para o meu pescoço e ele mordeu por cima da sua marca, não a ponto de me ferir, mas fazendo meu corpo tremer. Ele riu baixinho contra meu ouvido, se divertindo com minhas reações, mas dessa vez eu tinha como revidar, passando minhas presas pela minha marca em seu pescoço, o fazendo gemer.

— Acho que já passamos do ponto das gentilezas — ele me provocou e eu sentia que não tinha voz para responder. Mas tive para gemer, quando ele se abaixou sobre meu corpo, lambendo meu pau.

Harry, sendo o alfa literal que é, levou o "sem gentilezas" a sério. Sua boca me chupava com vontade, enquanto sua língua se esfregava no meu pau e meu corpo se incendiava. Eu precisava dele e ele sabia. Seus dedos rodearam minha entrada, apenas me provocando, já que eu estava tão excitado, que minha lubrificação chegava a escorrer.

Ele levou sua língua até minha entrada, me lambendo e me penetrando, sem calma e com a possessividade de quem sabia que meu prazer era dele.

— Hazz.... É sério.... eu.... eu preciso.... — eu tentei falar, mas tudo o que conseguia fazer, era gemer.

Em vez de me responder, ele mordeu minha coxa. Mas em vez de doer, me deixou mais excitado. Sua mão estava trabalhando lentamente no meu pau, indo com uma calma que não era compatível com o desespero da sua boca, que mordia e lambia, deixando marcas em cada parte do meu corpo que ele conseguisse alcançar.

— Não dá! — eu gritei de raiva, conseguindo nos virar, me sentando no seu quadril, sobre o seu pau, já que ele já tinha tirado a própria boxer.

— E aquele ômega tímido? — ele me provocou quando rebolei no seu colo.

— Ele se casou com um alfa perigoso, o mais temido do Reino Unido, não ouviu falar? — me inclinei e mordi seu lábio inferior, o fazendo gemer.

— Dizem que agora todos também tem medo dele — Harry sussurrou, enquanto me penetrava devagar.

— Talvez as pessoas devessem ter — respondi.

O calor estava em um nível quase insuportável e a necessidade era quase dolorosa, mas quando ele entrou em mim, eu senti paz, como se um zumbido muito alto que sempre estava a volta, finalmente tivesse se calado. Mesmo no momento de maior loucura, ele era minha paz.

Nos movemos juntos e se aquela cama não fosse preparada para lúpus em rut, nós a teríamos quebrado. Eu não sei quem gemia ou rosnava mais alto, em algum momento Harry nos virou de novo, me pressionando contra o colchão e tomando todo o controle, mesmo que eu brigasse por ele, mas apenas porque era mais divertido assim.

Ele me mordeu forte, como se fizesse uma segunda marca sobre a primeira. Meu corpo estava no limite e aquilo rompeu a última barreira que me segurava. Eu gozei mais forte do que as outras vezes e, para calar meus gritos, mordi seu pescoço.

Harry veio logo depois de mim, nós dois ofegantes e suados, presos pelo seu nó, esgotados, mas eu não trocaria aquele sentimento por nada.

— Algumas pessoas dizem que o primeiro dia é o mais calmo — ele disse com a respiração entrecortada — se isso foi o "mais calmo", temos problemas.

— Nenhum dano que você não possa pagar — eu ri.

— Corrigindo: você que vai pagar — ele sorriu, fazendo carinho nos meus cabelos molhados de suor — meus planos são me aposentar e viver do dinheiro do meu marido.

— São, é? — eu ria com ele.

— Sim, minhas únicas tarefas do dia serão levar e buscar Liv na escola e acompanhar meu marido nos seus compromissos.

— Você levou a sério que iria usar "meu marido" em tudo, né? — fiz carinho no seu rosto.

— Em cada oportunidade que eu tiver — ele me respondeu feliz, antes de me beijar.

Mal pudemos descansar e o calor voltou, então toda a necessidade veio junto. Nós transamos mais duas vezes naquela dia. Já era madrugada, quando o sonho agitado voltou, dessa vez era mais nítido, como assistir a um filme antigo. Eu me sentia correndo, buscando por algo, tentando me libertar de alguma coisa.

— Lou! Acorda — Harry me chamou preocupado e abri os olhos assustado.

— Está doendo — eu gemi, meu corpo doía, mas não como em um heat, era como se algo tivesse quebrado em mim.

— Lou, é o seu lobo, não lute contra — ele me carregou no colo, até me deixar no tapete azul.

— Hazz, por que... dói muito... está rasgando...

Meu alfa me manteve em seus braços, passando as mãos pelo meu rosto, tentando me acalmar. Minha vista estava embaçada e eu sentia as lágrimas rolarem. Eu estava assustado, mas Harry estava comigo, ele nunca ia deixar que algo me fizesse mal.

— Sun, não lute contra, respire fundo e o deixe vir — ele sussurrava — eu estou aqui, eu vou te proteger. Deixe o lobo vir.

— Mas dói...

— É só dessa vez, eu te juro. O seu lobo está despertando e precisa vir, então deixe-o vir — ele me pediu.

Respirei fundo, como ele me pediu para fazer, mesmo que a dor fosse como se alguns osso meus estivessem sendo quebrados. Harry começou a cantar Photograph, como fez na primeira noite que dormimos juntos e ele me protegeu do meu próprio ataque. Fechei meus olhos e me entreguei a dor e a proteção do meu alfa.

A voz de Harry ainda estava lá, mas ficando um pouco distante. Eu estava perdido na escuridão dos meus olhos fechados e senti a dor indo embora. Algo estava diferente, o jeito como eu sentia o tapete abaixo de mim, ou os braços do meu alfa a minha volta. Até os cheiros estava diferentes, mais fortes e eu conseguia distingui-los melhor.

— Lou — Harry fez carinho em mim — abra os olhos e conheça seu lobo.


Antes de me xingarem pelo final do capítulo, lembrem que me amam :)

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