Capítulo 44
**Alerta Gatilho**
Essa capítulo tem cenas de violência, mesmo que todas não sejam explicitas, para que quem for mais sensível NÃO LEIA
Eu vou avisar quando começarem
Minha vista chegou a embaçar de tanta raiva, estava difícil respirar, mas eu precisava saber de tudo. Só que, eu jurava pela minha alma, se aquela mulher tivesse encostado naquele menino, eu ia acabar com a vida dela!
- Olivia, eu preciso que você me conte tudo o que você sabe, essa é a única forma de ajudar o Drew.
- Você promete ajudar ele?
- Eu te juro, agora me conte o que você sabe.
- Drew disse que a mãe dele quer que ele seja meu amigo, que se não formos amigos, ela vai jogar ele no lixo. Que ela não dá o remédio pra ele e que só dá uma comida ruim que faz a barriga dele doer muito. Que ele não pode ficar perto do tio Mike e do tio Luke, porque se não ela vai fazer coisas ruins com eles. E que se ele contar para alguém, ela vai machucar muito ele. Só que ela já machuca! Ele tá cheio de marquinhas de cigarro e ela bate muito nele com uma toalha e ri, porque falou que ninguém ia acreditar. Papai, você tem que acreditar!
- Calma – eu abracei minha filhote bem apertado, tanto para confortar ela, como para me confortar – vai ficar tudo bem. Eu vou falar com ele e depois eu resolvo isso.
- Não! Eu prometi que não ia contar! Ele vai ficar bravo!
- Liv, mesmo que ele fique um pouco bravo no começo, o que você fez foi para ajudá-lo. O que está acontecendo é muito errado e um alfa de verdade faz o que for preciso para ajudar as pessoas, não é? - perguntei e ela apenas confirmou – Não vou demorar.
- Oie. . . por que vocês estão com essas caras? - Niall perguntou quando entrou no quarto.
- Niall, fica um pouco com a Liv, eu já volto.
Sei que ele respondeu "Ok" e sei que estava confuso, mas eu não tinha forças para responder. Me controlar para não chorar e ter um ataque de raiva estava me consumindo. Entrei no banheiro sem bater, Drew estava embaixo do chuveiro, de costas para mim. Sua pele branca estava cheia da marcas de queimaduras, algumas vermelhas claras, outras escuras e tinha algumas com marcas de infecção. As marcas estavam sob a área que uma camiseta cobriria, mas além delas, haviam as marcas roxas, a maioria nas pernas, algumas eram até esverdeadas. Nas costelas haviam vários arranhões, alguns até por cima das queimaduras. As nádegas de Drew estavam cobertas de vergões roxos, alguém tinha batido tão forte, que tinha pontos de sangue.
Aquilo me destruiu e me fez querer vomitar, não tinha como negar que alguém estava abusando daquele garotinho de sete anos. Me doía pensar que Liv lembrava do que sofri, já que ela conseguiu comparar, mas doía mais ainda saber que uma criança estava passando pelas coisas que eu passei.
- Tio! - Drew gritou quando meu viu e tentou se esconder, ele puxou a toalha e se enrolou nela como pode, mesmo que ainda estivesse embaixo do chuveiro - Eu posso tomar banho sozinho!
- Eu sei que pode – eu segurei as emoções e sorri para ele, Drew já parecia muito assustado – eu só queria saber se você não precisa de ajuda com o cabelo, o Niall pegou pesado com você.
- Eu tô bem! Não precisa! - ele insistiu.
- Sabe, eu acho que minha irmã tem um shampoo na casa dela que vai tirar esses confeitos mais fácil, nós podíamos ir no apartamento dela para pegar um pouco, o que acha?
- Se vocês quiserem ir, eu vou – como eu não tinha percebido o quão solicito ele estava? Drew não pedia mais nada e aceitava qualquer coisa que a gente oferecesse fazer. Ele tinha passado daquele menino sorridente, para uma criança que queria nos agradar o tempo todo.
- Olha, você tem uma marquinha de queimadura no ombro – eu falei e ele entrou em pânico, tentando esconder no mesmo instante – Antes, eu tinha um monte delas, por todo o corpo.
- Você tinha? - ele perguntou assustado e desconfiado.
- Tinha várias, olha, ainda tenho cicatriz – eu levantei a camiseta e mostrei as cicatrizes que eu ainda estavam na minha pele – viu? Essas aqui eram de queimaduras iguais as suas, essa foi de uma surra de cinto que tomei e essa foi de um corte com vidro, foi a que mais doeu.
- Quem te machucou? O tio Harry? - ele perguntou chocado.
- Não, o Harry me salvou – eu sorri para ele – A Liv já te contou de como era a nossa vida antes de conhecermos o Harry? - Drew negou com a cabeça e eu me ajoelhei na frente dele, mesmo que isso molhasse minhas calças – Antes, nós morávamos com um alfa mau, foi ele que colocou a Liv na minha barriga.
- A Liv não é filha do tio Harry? - eu ri do susto que ele tomou.
- Ela é sim, porque os pais de verdade são aqueles que cuidam da gente, quem nos ama, quem faz a gente tomar remédio mesmo que a gente ache o gosto ruim – ele sorriu um pouco – quem cuida da gente quando estamos doente, quem cobra a gente de estudar e ajuda a gente com lição. Pais de verdade nos protegem e nunca deixam ninguém nos machucar.
- Mas. . . ás vezes as mamães machucam. . . mas elas amam, não é?
- Uma das pessoas mais importantes da minha vida, é a minha mãe. Ela é toda doidinha, mas carinhosa. Quando eu era criança, ela me deu umas chineladas – fiz careta e ele riu – mas só foi isso e nunca deixou marca ou me machucou. Minha mãe sempre tentou te me proteger e quando meu pai tentou me bater, ela não deixava, porque é isso que pessoas que nos amam fazem, elas cuidam da gente.
- Mas quando a gente erra, a gente não merece apanhar? - os olhinhos dele estavam cheios de lágrimas.
- Você é uma criança e crianças nunca deveriam apanhar de ninguém. E se as pessoas que apanham sempre merecem apanhar, você acha que eu era ruim e merecia?
- Não! - ele negou desesperado – Você é bom! Ninguém pode bater em você!
- Então você também não merece! - eu o abracei, mesmo molhado e beijei seu cabelo – Drew, eu sinto muito por tudo o que te aconteceu, mas prometo que nunca mais vai acontecer nada. Eu e o bando inteiro vamos te proteger, você quer isso? - ele concordou com a cabeça, suas lágrimas molhavam ainda mais minha camiseta – Agora eu preciso que você seja sincero e eu prometo que vou acreditar em você, quem te machucou foi a sua mãe?
Ele hesitou, seu pequeno corpo tremia e eu quis me socar por não ter percebido o que estava acontecendo com ele antes. Agora, mais do que em qualquer outro momento, eu entendi o código.
- Sim – Drew falou tão baixo que eu mal consegui ouvir – mas ela tem um namorado. . . Riley não gosta de mim. . . quando eu faço bagunça ou demoro pra pegar cerveja. . .
- Ele bate em você? - perguntei e ele confirmou com a cabeça – sua mãe deixa?
- Ela ri. . . mas se eu grito ou desobedeço, ela apaga o cigarro em mim. . .
- Sua mãe que fez todas essas marcas de queimadura em você? - até que eu estava orgulhoso de mim, de manter minha voz no mesmo tom calmo o tempo todo.
- A maioria – ele ainda estava com a cabeça contra meu peito – algumas foram o Riley. A surra que eu levei no bumbum foi ele também, a mamãe só me segurou aqui – ele colocou a mão na costela, em cima das marcas fundas de arranhões.
- Por que ele te bateram?
- Porque eu fui no zoológico com as meninas e o Mike e o Luke também foram. Aí quando a tia Emma me levou pra casa, o Mike estava no carro da tia Emma e a mamãe viu – ele chorava baixinho, ainda meio enrolado na toalha, nós dois molhados.
Respira Louis, apenas respira
- Vou fazer uma pergunta muito importante e preciso de uma resposta séria – eu mudei o tom de voz para uma mais animado, como se fosse uma brincadeira, isso chamou a atenção dele – se você pudesse escolher seus pais, quem você escolheria?
- Qualquer pessoa? - ele perguntou pensativo.
- Qualquer pessoa. Se você pudesse se mudar hoje mesmo para a casa desse pessoa, quem seria?
- Pode ser duas? - ele perguntou um pouco mais alegre e eu sorri, concordando – O Mike e o Luke! - ele falou animado.
- Mike e Luke? - eu fiz careta e ele riu – Por que?
- O Mike é muito engraçado e o Luke tem os melhores abraços. E eles cuidam muito de mim, eles sempre tem aquele remédio que eu tenho que tomar. E compram aquele chocolate que eu posso comer. E jogam bola comigo. Vídeo game também! Eles me colocam pra dormir e contam historinhas. E quando eu choro, ele me abraçam.
- Se eu pudesse fazer você ir morar com eles, você iria? - perguntei um pouco mais sério.
- E nunca mais ver a mamãe?
- Nem o Riley. Por isso você tem que pensar bem, porque não ia poder vê-los nunca mais.
- Hmm. . . - ele ficou pensativo e era triste que ele ainda tinha que pensar sobre isso. Como criança, ele tentava criar na cabeça dele alguma justificativa para o que a mãe dele fazia. Ele era esperto e sabia que Riley era errado, mas se culpava pelas agressões da mãe. Drew ia precisar de muita terapia – Mas quem vai dar os remédios e acordar ela quando ela dormir no banheiro e limpar quando ela vomitar?
- Eu prometo que ela vai para um lugar que nunca mais vai precisar tomar remédio e nem vomitar.
- Então sim! - ele concordou e fiquei muito agradecido por crianças não entenderem sarcasmo.
- Ótimo – eu o abracei com cuidado e o beijei sua testa – se enxuga que eu vou te levar na minha irmã, para ela tirar essas coisas do seu cabelo. Vou deixar você e Liv lá, porque eu vou ir conversar com o Mike e o Luke.
- Tá bom! - ele respondeu animado e foi para baixo do chuveiro tirar o resto do sabão.
- Vou pedir para a tia Gemma trazer outra toalha e te ajudar, mas não precisa se preocupar, você não precisa ter medo de nada – eu falei rápido quando vi seu olhar de pânico – já volto.
Saí do banheiro e entrei no quarto, Liv ainda estava na cama, agarrada no seu dragão de pelúcia e assustada. Niall estava sentado ao seu lado e Gemma de pé perto deles, ambos preocupados. Passei por eles e fui até o armário para pegar uma toalha limpa.
- Lou. . .
- Agora não Gemma – eu a interrompi e entreguei a toalha para ela – por favor, vá ajudar Drew no banho. Quando você ver o corpo dele, não fale nada. Finja que tudo está bem, apena só ajude e converse normal. Depois eu preciso que você leve Liv e Drew até o apartamento da minha mãe, para Lottie mexer no cabelo dele, você pode ficar com eles lá?
- Claro – ela apenas concordou e não fez perguntas.
- Liv, eu vou me trocar, você pode colocar um casaco bem quentinho e algum sapato? Você e Drew vão para a casa da tia Lottie.
- Vai ficar tudo bem? - ela perguntou assustada.
- Claro que vai – eu sorri para ela – Sempre tudo fica bem!
Mas meu sorriso morreu quando cheguei no corredor, eu me sentia do mesmo jeito do dia que atire naqueles alfas que machucaram minha irmã. Rumei direto para o meu quarto, minha vontade era bater a porta com força, jogar algo contra a parede, socar alguma coisa. . . mas o barulho chamaria atenção das crianças e eu não poderia fazer isso.
- Com saudade? - Lottie riu quando ela atendeu o telefone.
- Lottie, é sério, preciso de um favor – minha voz já tinha perdido o controle e eu sabia que minha irmã conseguia ouvir a raiva na minha voz – Drew e Liv estão indo aí, eles brincaram de guerra de sorvete e Drew tem açúcar nos cabelos, inventa qualquer coisa, diz que tem algum produto especial que tira isso.
- Açúcar? É só usar shampoo e lavar bem a cabeça – ela falou confusa.
- Eu sei, só inventa qualquer coisa. Eu preciso que você cuide deles e que os distraia. Eu não sei quanto tempo vou demorar, mas eu tenho que resolver uma coisa muito importante. Gemma os levará aí.
- Gemma? Lou eu. . .
- Lottie, eu sei, me perdoe, mas isso é maior do que você ou eu. Gemma vai te explicar tudo, mas agora eu preciso ir.
- Vou avisar a mamãe e as meninas que as crianças estão vindo aqui. Lou, independente do que for, estou com você – ela respondeu e agradeci mentalmente por minha irmã ter entendido meu desespero.
- Você vai atrás da Brenda? – Niall perguntou enquanto eu me trocava.
- Você não vai tentar me impedir ou me pedir para pensar melhor não é?
- Bitch, please! - ele bufou debochado – Liguei para Shawn, ele já está chegando. Brenda está de serviço hoje, está no Flamingos.
- Flamingos? - perguntei surpreso de nunca ter ouvido falar.
- É um buraco que o Harry ganhou em uma aposta e ainda não decidiu o que fazer. O tipico bar que as garçonetes usam roupa muito colada e se você pagar bem, ganha mais do que bebidas. O antro de alfas escrotos, na minha opinião.
- Então não é um dos seus favoritos? - eu provoquei.
- Ele não deve ser o favorito de ninguém. Ninguém são, pelo menos.
- Então porque Harry o mantém?
- Ele só tem parte e ficou com dó da dona da outra parte, essas besteiras.
- Papai, estamos prontos – Liv falou animada. Ela e Drew usavam casacos por cima dos pijamas e pareciam muito fofos.
- Então peguem os brinquedos que vão levar e nós já vamos – Gemma falou e as crianças correram pegar os brinquedos – Lou, eu vi as marcas – ela falou com raiva – eu me voluntariaria para ir com vocês, mas se eu for, posso romper o código e matar aquela ômega.
- Não se preocupe, eu sei de alguém que vai ter o maior prazer em fazer isso – respondi.
Niall e eu entramos no carro de Shawn e Gemma saiu com as crianças, os dois carros indo em direção opostas. Eu estava indo atrás da genitora (porque aquilo não era mãe) e nem sabia o que realmente ia fazer, ou como fazer, só que minha vontade era de matá-la.
- Vão me explicar o que está acontecendo? - Shawn perguntou, Nick estava ao seu lado e apenas observava, já Niall jogava Candy Crush no celular.
- Só um minuto, vou ligar para o Harry – só dele saber que eu sai sem falar com ele, ele já ia surtar comigo, mas antes mesmo que eu apertasse o primeiro número, ele estava me ligando – Oi.
- Lou, que merda está acontecendo? - é, ele estava um pouco bravo...
- Estou indo até um bar chamado Flamingos, para dar uma surra na mãe do Drew - respondi. Nick fez cara de espanto, Niall continuou jogando e cantando a música que tocava no rádio, enquanto Shawn balançava a cabeça resmungando "Ele vai me matar! Dessa vez ele vai me matar!".
- Essa parte eu já sei – Harry estava com aquele tom controlado, o que nunca era bom – agora pode me explicar o por quê?
- Ela vem abusando fisicamente de Drew e também deixou o namorado fazer. Ele está cheio de marcas pelo corpo e eu pretendo deixá-la do mesmo jeito.
- Eu encontro com você lá – foi a resposta dele.
- Harry – eu o chamei antes que ele desligasse – leve Mike e Luke com você, por favor.
- Com certeza, eles estarão lá.
INICIO DAS CENAS COM VIOLÊNCIA (vão até o fim do capítulo de hoje)
Para que for continuar a ler, preparados para saberem porque o Asthon chama o Mike de "psicopatinha"?
O lugar era realmente longe e feio.
Ficava no ultimo prédio de uma rua com algumas casas abandonadas, comércios fechados e mais uns três bares no mesmo estilo. A parede de fora era pintada de rosa claro e descascado, uma palmeira e um flamingo rosa escuro. Mas as paredes estavam completamente sujas, tanto que o rosa parecia muito mais cinza do que outra cor.
- Essa palmeira não parece que está podre? - Niall perguntou inclinando a cabeça para ver o desenho.
- Parece que vai cair, né? - Nick concordou entortando a cabeça também.
- Esse lugar inteiro parece podre e que vai cair – Shawn exclamou – Por mim a gente queimava esse lugar todo – nisso nós três o encaramos surpresos – O que? Só o Zayn pode queimar as coisas?
- Não, fique a vontade – Niall respondeu mostrando o bar - Essa é a sua chance.
- Podemos entrar logo? - perguntei impaciente.
- Nem pensar! Sem um lúpus do meu lado, você não vai a lugar nenhum – Shawn entrou na minha frente.
Nessa hora uma caminhonete grande parou do nosso lado e Lauren pulou dela, seguida por Camila, Jesy, Perrie e Normani.
- E aí, quem vamos matar? - Lauren perguntou e Shawn bateu na própria testa
- Eu pedi um lúpus – ele resmungou – mas um que não fosse matar até as plantas.
- Que exagero! - Lauren reclamou.
- Lauren, Jesy e Normani juntas? – Shawn falou revoltado – Pelo menos a Perrie está aqui.
- Fico muito ofendida que você pense isso de nós – Jesy falou dramaticamente.
- To entrando – rumei para a porta e os outros que ocorreram atrás de mim.
Entrei no lugar e ele fedia mais do que lado de fora, tinha umas trinta pessoas, metades estava muito bêbada e a outra estava quase lá. O ambiente era escuro, tinha um pequeno palco onde uma garota dançava totalmente fora do ritmo da música que tocava, talvez ela estivesse tão bêbada quanto os outros.
- Gostoso – um bêbado falou para mim – Por que você não me chupa?
- Vai de foder! - Normani o socou no estomago tão forte, que ele caiu no chão de joelhos, sem ar.
- Que entrada discreta – Niall comentou passando pelo bêbado no chão.
- Quem é a Brenda, mãe do Drew? - perguntei.
- Ali – Perrie me indicou uma garçonete morena que usava uma saia vermelha e blusa preta – é ela que vamos arrastar até o anexo?
- Ela não vai chegar até lá!
- Lou, nós podemos fazer isso – Lauren falou.
- Não, eu faço – respondi sério, sem tirar meus olhos de Brenda – E eu quero que ninguém se intrometa, entenderam?
Não esperei por respostas e andei até Brenda, quanto mais perto chegava, mais conseguia ver alguns traços do Drew. O mesmo formato do rosto, olhos e boca. Mas ela não sorria com os olhos e não tinha sorriso sincero. Na verdade ela parecia chapada.
- Brenda – eu gritei e ela se virou para mim, tomando um susto quando me viu.
- Você é o. . . - ela começou a falar, mas não terminou a frase.
Porque eu a soquei tão forte, que ela caiu no chão.
- Sim, eu sou Louis Tomlinson – eu falei para ela, que me olhava com medo.
O bar parou, apenas a música ruim estava tocando. Todas as pessoas estavam nos olhando assustadas ou surpresas. Ninguém falava nada ou se mexia. Eu andei até ela, Brenda ainda no chão olhava em volta, como se pedisse ajuda para alguém, mas ninguém a socorreu.
Eu podia até ficar com dó, mas ninguém tinha socorrido Drew até agora, então porque eu teria pena dela?
- Por que? - ela me perguntou gaguejando.
- Você ficou muito feliz que Andrew fizesse amizade com a minha filha e andasse conosco, não é? Nós pagamos tudo para ele e você ainda ganhava dinheiro com isso. Alguma vez você realmente comprou o remédio dele ou os alimentos da dieta? Era por isso que ele nunca melhorava, ele não estava fazendo o tratamento?
- Não, escuta, não foi nada assim, eu. . .
- Calada! - eu cortei suas desculpas inúteis – Você foi tão gananciosa que quis se aproveitar da amizade do seu filho com a minha filha. Mas você foi tão burra que não percebeu que Drew começou a fazer parte do bando e, você que trabalha para Harry há tanto tempo, se esqueceu o que acontece quando você mexe com alguém do bando?
Ela engoliu em seco e eu pude ver quando a percepção do que iria acontecer chegou em seus olhos. Eu tinha tanto nojo daquela ômega, que sentia que podia vomitar se continuasse muito tempo ali.
- Você o machucou e eu vou machucar você – eu falei bem calmamente, assim como Harry tinha me ensinado a fazer.
- Não! - ela levantou rapidamente – Ele é meu filho e eu dou a criação que eu quiser! Você não tem o direito de falar nada, vai cuidar da sua vida!
- Se você realmente acha isso, você é mais burra do que pensei – respondi e avancei sobre ela, acertando seu rosto de novo – Ele é uma criança! - a acertei de novo e ela caiu sobre uma mesa, seu lábio começou a sangrar – Se não o queria, podia tê-lo dado a nós. Você sabia que Mike e Luke o queriam!
- E perder de ganhar dinheiro? - ela falou baixo e sorriu maldosamente. Brenda tentou me acertar, mas foi fácil desviar, acertei suas costelas e deu uma joelhada em seu estomago. Ela se inclinou, tentou puxar o ar – Você não sabe o que é passar fome?
- Não sei? - a puxei pelo cabelo e a trouxe seu rosto para perto de mim – Já estive no seu lugar, na verdade já estive pior. Mas nunca deixei que minha filha fosse tocada – eu bati sua cabeça contra a mesa - Drew tem várias cicatrizes pelo corpo e você vai pagar por cada uma delas!
- Chega! Vocês vão quebrar meu bar! - uma beta se intrometeu – Parem com isso!
- Eu acho que a ideia é quebrar tudo mesmo – Niall gritou de onde estava.
- Tereza, me ajuda! - Brenda implorou.
- Olha, eu não sei o que ela fez, mas a gente pode resolver conversando – a tal Tereza sugeriu – Eu te dou uma bebida grátis.
- Ew, só de encostar em um copo daqui a gente deve pegar uma IST – Camila fez careta de nojo.
- Não temos o que conversar – soltei Brenda, que caiu no chão.
- Brenda – um alfa que parecia ter vindo direto dos filmes de bad boy dos anos 80 veio correndo.
- Riley – ela choramingou.
- Espera, você é o namorado dela? - perguntei surpreso.
- Sim, por que? - ele fez pose para cima de mim, provavelmente não tinha visto os cinco alfas nas minhas costas (e os três ômegas).
Eu não respondi, apenas o soquei com o máximo de força que tinha, ele caiu para trás, em cima de uma cadeira e os dois foram para o chão. Senti minha mão arder, mas isso não importava no momento.
- Sua vadia! - ele se levantou e veio para cima.
- Ninguém se intromete! - eu gritei, porque mesmo de costas para os meus amigos, eu sabia que eles iriam interferir.
O soco que Riley tentou me dar pegou de raspão na minha mandíbula, nada mais do que um arranhão. Porém eu dei um cotovelada tão forte em seu nariz, que eu pude ouvir o barulho de ossos quebrando e o sangue começou a escorrer. O chutei e ele caiu no chão de novo, gritando de dor e segurando o nariz, mas o sangue vazava por entre seus dedos.
- Se tem uma coisa que eu odeio, é um alfa que abusa de ômegas e filhotes! - eu gritei e comecei a chutá-lo repetidamente. Muitos desses chutes foram no seu saco – PARA. VOCÊ. APRENDER. A. NUNCA. COLOCAR. ESSAS. SUAS. PATAS. SUJAS. EM. NINGUÉM.
Quando eu parei, estava um pouco ofegante e Riley sangrava muito. Como que eu, um simples ômega, tinha feito tanto estrago em um alfa?
- Agora que você acabou com o seu showzinho, ômega – um alfa chegou perto de mim, seguido por mais quatro alfas. Todos usavam roupa sujas, tinha barbas por fazer, pareciam que tinham bebido demais e usado outras drogas, mas também usavam o mesmo estilo de roupas de Riley e um colete de couro igual e com os mesmos símbolos – você vai sair daqui, antes que as coisas fiquem ruins para você.
Eu apenas comecei a rir, porque realmente era muito divertido vê-lo me ameaçar.
- E quem vai me tirar daqui? - eu perguntei – Você? Seus amigos?
Mas não houve uma resposta, porque todos ouvimos barulhos de grandes estacionando, portas baterem e então Harry entrou no bar.
- Parece que tem um sensor de quando ameaçam o Louis – Niall falou em voz alta.
Harry parou na porta e observou a cena por segundos, então veio caminhando calmamente até mim. Quanto mais perto ele chegava, mais os alfas que tentaram em intimidar recuavam.
- Algum problema? - meu alfa perguntou com sua voz grave. O mesmo tom de voz que eu tinha batizado como "alguém irá morrer".
- E. . . esse ômega está. . . - Harry agarrou a garganta do alfa com apenas uma mão e a apertou muito forte, a ponte do alfa não conseguir respirar.
- Eu falei com meu ômega, não com você – então o soltou e as marcas de seus anéis ficaram na garganta do alfa, que praticamente correu de volta para seu lugar.
- Eu não acredito que não nos esperaram para começar a diversão – Zayn falou revoltado. Junto dele estava Liam, logo atrás estava Emma, Ashton, Calum e, aqueles que eu mais queria ver, Mike e Luke.
- A gente? - Jesy disse de braços cruzados – Lou fez tudo sozinho, não deixou a gente fazer nada!
- Vocês fez isso tudo? - Harry me perguntou, ele olhou em volta e sorria meio de lado, parecendo orgulhoso.
- Fez sim, filmei tudo para vocês - Niall falou animado, mostrando seu celular.
- Harry! Por favor! - Brenda engatinhou até ele, pegando em sua mão – Eu não fiz nada! Eu juro!
- Não me toque! - meu alfa puxou sua mão com nojo.
- Isso não é justo! Eu não fiz nada! Nada! - ela choramingava e eu ri sem humor.
- Sabe o que acontece com abusadores de crianças? - perguntei – Melhor, sabe o que acontece quem abusa fisicamente do filhote de Michael Clifford?
- O que? - Mike perguntou, ele e Luke estavam confusos, mas sabiam que algo tinha acontecido com Drew o que começou a deixá-los furiosos.
- O motivo porque Drew não respondia ao tratamento, porque ele estava agindo diferente, porque só queria dormir na minha casa e porque estava ficando distantes de vocês é ela – apontei para Brenda.
- O QUE VOCÊ FEZ COM O MEU FILHOTE? - Luke gritou e eu nunca tinha o visto daquele jeito.
- Meu! - Brenda também gritou – Meu filhote e eu faço o que quiser com ele!
- Você o torturou! Ele está cheio de marcas de queimaduras, arranhões, hematomas e qualquer outro tipo de lesão pelo corpo! Você não é mãe! - falei.
- Foda-se o que você pensa! - ela respondeu para mim – Andrew é meu filho! É meu direito fazer o que quiser com ele!
- Que interessante – Mike falava sombriamente, ele girava uma faca, a sua favorita, entre os dedos – eu não sabia que mortos tinham direitos.
Mike não sorria, não tinha expressão, ela parecia ser feito de gelo. Seus olhos brilhavam de ódio e o único movimento que fazia era o de girar a faca entre os dedos.
- O código! - Brenda gritou de repente – O código! Vocês não podem fazer nada comigo!
- De acordo com o código, apenas um ômega pode encostar em outro ômega e, para o seu azar, eu sou um ômega – Mike falou, da sua voz pingava veneno. Sem ninguém esperar, ele avançou contra ela e a segurou pelo pescoço – Diga adeus Brenda.
Então ele enterrou sua faca no estomago dela.
O grito da ômega ficou parada na garganta, porque Mike a apertava a ponto dela não conseguir falar nada. Mas o sangue começou a escorrer pela boca dela, ainda mais quando ele girou a faca. Ela ainda estava viva, mas não por muito tempo. Mike a trouxe para mais perto, para que ela escutasse bem o que ele ia falar.
- O código também diz que crianças trazidas até nós, estão sob nossa proteção, Devemos defendê-las de qualquer ameaça, não importa o que seja. E, a minha parte favorita, se você engana o bando e machuca alguém, nos dá direito de te matar – ele puxou a faca e a enfiou de novo no corpo da ômega, mas sangue escorreu pela boca dela, pingando de seus lábio e chegando ao chão.
Ele soltou Brenda, que caiu no chão, ela tossia e engasgava com o próprio sangue. Mike puxou sua faca, vagarosamente, do corpo dela e limpou a faca nas roupas da própria ômega.
Nesse momento um barulho enorme veio de trás de nós, era Luke quebrando uma mesa no soco. Ele estava irado, tremia e aposto que não fosse pelo código, ele teria matado Brenda, mas como ele é um alfa, não poderia encostar nela.
- NÃO! - ele gritou com Liam tentou acalmá-lo – Eu não pude defender meu filhote e nem vingá-lo!
- Na verdade – eu falei e todos voltaram a olhar para mim – aquele ali com o nariz quebrado – apontei para Riley que tinha aproveitado a confusão para chegar até os amigos, sem se preocupar com o que estava acontecendo com a namorada e ou tentar defendê-la - é o namorado da Brenda, ele é alfa e machucou Drew junto dela.
Luke não esperou por mais nada, ele já avançou em Riley. Os amigos até tentaram impedir, mas Harry e Liam estavam perto, então. . .
- Seu fodido! - Luke praticamente rosnava.
- Me solta – Riley tentou empurrá-lo, mas Luke chutou sua perna de um jeito, que a quebrou e o alfa gritou.
- Luke – Harry o chamou calmamente– porque em vez de matá-lo e acabar a diversão agora, não levamos ele e seus amigos para atrás do anexo?
- Caçada! - Jesy gritou comemorando e os nossos amigos concordaram animados.
- Desde que ele seja meu – Luke falou e cuspiu em Riley.
- Nosso, dessa vez eu vou participar também – Mike corrigiu o marido. Luke estendeu a mão para Mike e eles ficaram de mãos dadas ali.
- Legal, mas e o resto das pessoas que estão aqui? - Emma indicou os outros clientes e funcionários, que se amontoaram no fundo do bar, morrendo de medo, e visto tudo que tinha acontecido.
- Nada – Harry sorriu simpático e se virou para eles – não se preocupem, não vamos fazer nada com vocês. O que aconteceu é apenas com quem tenta enganar e machucar alguém do meu bando. Enquanto vocês ficarem na linha, não teremos motivos para fazer caçar e matar cada um de vocês.
- Não vamos fala sobre nada disso, prometemos – uma das pessoas falou.
- Podem falar, eu até prefiro que falem – Harry sorria de um jeito frio - Sei que deve ter sido um pouco assustador, mas encarem como um aprendizado, nunca se metam com o meu bando e sigam suas vidas felizes.
Capítulo dedicado a duas pessoas: @DracoLupin por ser seu aniversário daqui há uns dias e ser esse garoto incrível, louco e talentoso.
E @UnfollowLarry que faz niver hoje e estava surtando com medo de não conseguir ler!!kkkkkk
Melhor Luke Hemmings da história, apesar de viver me ameaçando de morte. . .
AMO VOCÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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