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Capítulo 40

OLHA QUEM VOLTOU!!!!!!!
(eu disse que nunca abandonaria a fic!!!)



Tivemos que ajudar minha mãe a se alimentar, ela estava com dificuldades até de se sentar, por isso tivemos que ajustar sua maca. Era até engraçado como Dan ficava de olho em tudo o que fazíamos, como se estivesse nos vigiando para ter certeza que a estávamos tratando bem. Dan estava claramente incomodado, querendo nos tirar dali e ocupar nosso lugar.

Então, como bons Tomlinson's que somos, começamos a fingir que não sabíamos bem o que fazíamos, ou fazíamos bem devagar. Danniel se remexia inquieto, tenho certeza que se não fosse por eu ser o ômega do Harry, Fizzy e eu teríamos sido arrancados dali aos gritos.

- Obrigada - minha mãe falou enquanto dávamos sopa para ela, já que ela mal conseguia segurar a colher, alheia a toda provocação - só de ter vocês aqui, eu já me sinto um pouco melhor.

- Ou talvez seja a quantidade de remédios que estão te dando - eu respondi e ela riu.

- Isso também - ela parecia um pouco sonolenta, ou talvez dopada, enquanto aceitava outra colherada da sua sopa.

- Mãe, acho que você vai acabar dormindo desse jeito - minha irmã riu.

- Não, eu quero conhecer o alfa do Louis - dona Jay fez biquinho - eu preciso conhecer o homem que vai se casar com meu bebê.

- Você vai conhecê-lo, mãe, só não sei se será hoje - eu passei minha mão pelo seus cabelos - mas, de qualquer jeito, moraremos em Londres, você vai se cansar de nos ver.

- Eu nunca me cansaria de ter meus filhos por perto - ela sorriu docemente.

- Lou, é verdade que seu alfa é dono das casas noturnas de Londres? - Felicité perguntou, mudando totalmente de assunto.

- Não de todas, mas das melhores - eu ri - como você sabe disso?

- Depois que o Dan falou o nome do seu alfa, eu perguntei por aí - ela deu de ombros - eu tenho um colega que disse que foi expulso de um bar do seu alfa, porque ele e o primo tentaram usar identidade falsa. Ele também disse que um ômega loiro louco falou que era sorte que ele estava de bom humor.

- Se esse ômega estava com uma faca na mão, era o Mike, se estava com uma bebida, era o Niall - eu ponderei.

- Faca?

- Quando você conhecer o Mike, você vai entender.

- Mas, se meu cunhado é o dono, quer dizer que eu vou poder ir? - Fizzy nem tentava esconder a animação.

- Claro que vai - respondi sorrindo - quando tiver idade legal para beber em um bar.

- Isso é injusto! - ela reclamou - Ainda faltam três anos!

- Passa rápido - eu dei de ombros e minha mãe riu.

- Na verdade, ano que vem já pode, se forem seguir o código - Dan comentou, ainda fingindo ler seu livro, o que mostrava que ele estava de olho na gente o tempo todo.

- Como? - Fizzy perguntou interessada.

- Eu tinha me esquecido que a maioridade de quem segue o código, é dezesseis anos - comentei.

- Que código é esse? Eu ainda não entendi como isso funciona - minha mãe falou e, pela troca de olhares que ela teve com Dan, ele tinha adiantado alguma coisa para ela.

- É uma longa história, vamos deixar isso para amanhã - eu beijei o topo da cabeça da minha mãe, depois de pegar a bandeja e colocar na mesinha ao lado - é melhor o Harry ou o Liam explicarem, eles são os lúpus. Tem coisa que nem eu entendo direito.

- Ok, mas o mais importante é, vou poder ir nas baladas? - Fizzy perguntou.

- Se me irritar, não - sorri debochado - e por que essa insistência toda?

- Qual é Louis, eu vou estar em Londres. Londres! Meu cunhado é o dono de uma porrada de lugares e você quer que eu fique em casa? - eu ia retrucar, mas minha mãe começou a rir e nós três olhamos confusos para ela.

- Desculpem, é que acabei de pensar que o lado bom da Fizzy não ter idade para ir em baladas, é que eu não preciso pagar por uma babá quando EU for para a balada!

- Mãe! - Fizzy gritou e eu não sabia quem estava mais revoltado, Fizzy ou o Dan.

Aquilo foi tão engraçado, que eu comecei a rir também, de repente minha mãe e eu estávamos gargalhando. Fizzy estava revoltada, mas foi se entregando aos poucos e logo, todos nós ríamos. Até Dan tentava esconder o riso.

Eu nem sabia qual era o verdadeiro motivo de rirmos, se era alívio, o nervosismo dos últimos acontecimentos, o que fosse. Mas estávamos ali, chorando de tanto rir.

- Vou precisar de mais remédios, depois disso - minha mãe ria com a mão em cima da costela, o que fez uma nova onda de risadas começar.

E eu, que cheguei a duvidar se veria a minha família de novo, estava aqui, morrendo de rir com elas.
Aquilo era felicidade.

- Harry chegou - eu falei, Camila e Niall estavam me ensinando como sentir meu alfa e como usar a minha ligação com um lupus.

Tinha muita coisa que eu ainda tinha que aprender, como daquela vez que quase fomos sequestrados e Camila conseguiu chamar Lauren, apenas usando da ligação delas. Niall tinha dito que, depois que eu conseguir controlar isso, terá coisas que eu nem precisarei falar, que Harry conseguirá sentir e será como uma "conversa silenciosa".

- Como você sabe? - Fizzy perguntou se espreguiçando. Eu tenho quase certeza que Dan suspirou aliviado por nós estarmos indo embora e deixarmos minha mãe em paz.

- É a marca - minha mãe respondeu e eu a olhei surpreso - marcas significam uma ligação poderosa e eu ouvi falar que as dos lupus são ainda mais intensas.

- Sim, a que eu tinha com Ronan era totalmente insignificante perto da minha com o Harry. Bem, Ronan era insignificante perto do Harry.

- Não duvido - minha mãe sorriu.

- Lou, você acabou não contando como o seu ex morreu - Fizzy falou e minha mãe e eu nos entreolhamos.

- Longa história, digamos que ele mexeu com as pessoas erradas.

- Quem? - Fizzy insistiu, um pouco distraída.

- Com licença - Harry falou entrando no quarto, Liam logo atrás dele - Oi - ele sorriu para mim - tudo bem?

- Agora está - eu respondi e ele me abraçou forte - resolveram o que foram fazer?

- Claro, foi tudo tranquilo - Harry parecia tranquilo, até meio alegre. Liam bufou, claramente cansado e irritado.

- Seu alfa só me arruma dor de cabeça - Liam resmungou e eu ri.

- Mãe, esses são Harry Styles e Liam Payne - eu os apresentei, ambos se adiantaram para apertar a mãe da minha mãe. Jay sorria, mas também parecia um pouco admirada com os dois.

- É bom finalmente conhecê-la - Harry disse gentilmente - sinto muito pelo o que aconteceu, mas isso não vai se repetir. Assim que chegarmos em Londres, vocês terão um novo apartamento e poderão recomeçar.

- Eu não sei o que dizer - ela piscou e eu pude ver lágrimas se formando em seus olhos - nunca vou ter como agradecer por tudo o que você está fazendo pela minha família.

- Você nunca precisará me agradecer, porque vocês estarem bem e felizes, faz o meu Lou feliz e isso é o mais importante para mim.

Harry falava calmamente, como se falasse algo comum e não estivesse declarando seu amor por mim a quem quisesse ouvir. Porque para ele, deixar claro seus sentimentos por mim, era algo tão óbvio, que todos já deveriam saber.

- Você está corando? - Fizzy me perguntou rindo.

- Cala a boca! - resmunguei.

- E outra coisa - Harry continuava falando com a minha mãe - Não existe mais "minha família" ou "sua família", agora somos todos da mesma família. Família permanece unida, não importa o que aconteça.

- Falando em família - Liam se adiantou e tirou alguns papéis para a minha mãe - eu preciso que você assine esses documentos agora, para que eu possa enviar para o cartório logo de manhã.

- Isso é. . . Isso aqui é o que eu estou pensando? - minha mãe perguntou atônita.

- Sim, são os papéis do seu divórcio, o pedido de guarda total das suas filhas e uma procuração sua, que me dá os direitos de resolver qualquer problema legal desse processo. Assim você nunca mais precisará ver seu ex marido ou voltar para essa cidade - Liam explicou calmamente.

- Oh Meu Zeus, eu não acredito - Jay tremia e lágrimas se amontoavam nos cantos dos seus olhos - Mas Mark nunca concordaria com isso - ela disse desanimada - ele não vai nos deixar sair assim.

- Na verdade, ele já assinou - Liam apontou para pontos nos documentos onde, realmente, havia as assinaturas de Mark Tomlinson - só falta você assinar e então, oficialmente, você é uma mulher divorciada.

- Oh Zeus - minha mãe começou a chorar, tanto que tremia. Danniel correu até ela, a abraçando. Fizzy lia e relia os documentos sem acreditar.

- Como? - minha irmã perguntou espantada - Como vocês conseguiram isso?

- Ele não tinha como dizer não - Harry sorriu irônico.

- A assinatura está um pouco tremida, porque ele estava um pouco machucado - Liam falava com a minha mãe - mas temos assinaturas de testemunhas e do tabelião que fica de plantão na delegacia, já está tudo certo.

- Machucado? - eu murmurei para mim mesmo e Harry riu baixinho - Ah! É por isso que você disse que sempre começamos pela mão esquerda, para caso a pessoa precise assinar algo!

- Meu baby esperto! - Harry me apertou em seus braços e beijou minha cabeça.

- Se tivéssemos um atestado de óbito, a única assinatura que precisaríamos, seria a do legista - Liam murmurou para que só nós ouvissemos.

- Aqui - minha mãe devolveu os papéis para Liam, que os guardou na pasta - Eu nunca mais quero ter que voltar para cá!

- Não precisará - Harry garantiu, ainda me abraçando - além disso, como você está?

-  Eu não sei, eu não sinto nada - minha mãe respondeu sorrindo.

As pessoas riram da pequena piada, continuaram o assunto, mas a frase da minha mãe me atingiu como um soco.

Há tempos atrás, eu nem consigo dizer quanto, eu estava deitado em uma maca de hospital, com um braço imobilizado e um olho que mal se abria. Eu tinha sofrido uma violência muito grande dentro da minha casa e só pude ser salvo, porque a minha filha tinha ligado para alguém, pedindo por ajuda.

E, depois de ter sido medicado, Harry tinha me perguntado "Como você está?" e minha resposta foi "Eu não sei, eu não sinto nada".

Tudo aconteceu exatamente como aconteceu com a minha mãe!

Nós tínhamos repetido a mesma história, talvez por vivermos, pela menos até então, os mesmos ciclos. Até as mesmas consequências.

- Você está bem? - Harry me perguntou preocupado.

- Sim, eu só estou cansado - eu desconversei.

Minha mãe e eu podíamos ter tido a mesma história, mas isso acabava aqui. Ninguém mais, minha filha, minhas irmãs, ou até mesmo nós dois, ninguém mais passaria por aquilo!

- Certo - ele beijou minha testa - eu só preciso falar a sós com a sua mãe, mas será rápido.

- Ok - eu disse desconfiado e ele riu - Tchau mãe, amanhã cedo estaremos aqui e iremos para sua nova casa.

- Até amanhã, meu amor - ela me abraçou o mais forte que pode, mesmo estando nas condições que estava - obrigada por tudo.

- Está tudo bem - eu limpei a última lágrima que escorreu dos seus olhos - agora tudo vai ficar bem.

Fizzy foi mais reticente em se despedir, mas não tínhamos o que fazer, então nós sentamos no banco do corredor, enquanto Liam e Harry ficaram no quarto, conversando com a minha mãe. Dessa vez, Dan nem disfarçou o suspiro de alívio e já ocupou seu lugar do lado de Jay.

- Eu achei que ele fosse matar o papai - Fizzy sussurrou depois de alguns momentos de silêncio - O seu alfa. . . Quando ele ficou na casa e nós no carro, eu achei que ele ia matar o. . . o Mark.

- Confesso que eu também - respondi no mesmo tom - pelo jeito, Liam preferia isso, do que fazer o divórcio da mamãe.

- Harry realmente o mataria? - sua voz estava baixa, sussurrante, como se tivesse medo de fazer a pergunta em voz alta.

- Sem hesitar - respondi sinceramente - acho que ele não fez por causa da ligação sanguínea que Mark tem conosco. Mas se ele nos incomodar de novo, Harry o matará certamente.

- Você não tem medo disso? - esse era o meu medo, que ela se assustasse com o "estilo de vida" do meu alfa - Não é que eu ache que ele vai fazer algo contra você, é que. . . Eu não sei, é muito confuso.

- Está tudo bem, eu entendo como sua cabeça deve estar uma bagunça agora, muita informação ao mesmo tempo - passei meu braço por seus ombros, a puxando contra mim - Eu não tenho medo do Harry, nunca tive e nem vocês precisam ter. Quando o Harry falou que vocês estariam bem a partir de agora, ele realmente quis dizer isso.

- Eu acredito em você, eu só. . . - ela respirou fundo - é que ouvi histórias sobre lúpus, dizem que eles podem fazer o que quiser e são intocáveis. Eu tive medo de que você pudesse estar mal, precisando de ajuda, mas então, Dan deu fotos suas para mamãe. Eram fotos do aniversário da Liv e tinha um vídeo, da hora do "Parabéns". Você e seu alfa estavam com a Liv, atrás do bolo, todo mundo cantava e batia palmas, a Liv sorria muito e você parecia tão feliz, que eu fiquei feliz por vocês.

- Eu realmente estou feliz - disse sorrindo - bem mais do que achei provável ser.

- Acho que eu já tinha me confortado que nossa família tem uma maldição, ou coisa assim, que não conseguíamos ser felizes de verdade. E então eu vejo você e o Harry e descubro que é possível, podemos ter uma segunda chance. É só que. . . Eu não sei explicar. . .

- Você não precisa falar nada, eu entendo você - fiz carinho em seus cabelos e beijei sua testa - Eu também passei por isso, na verdade, acho que ainda passo - ela riu um pouco - Vou ser sincero com você, não é só de cidade que você vai mudar, estar com Harry e o bando, vai mudar completamente a vida da nossa família. Tanto o financeiro, quanto nos costumes e regras. A partir de quando mudarem para Londres, vocês, provavelmente, também terão que seguir o código de conduta dos alfas. Então as coisas serão uma bagunça por um tempo, mas eu prometo que, em nenhum momento, vocês estarão em perigo. Vai ficar tudo bem.

- Lou - Fizzy disse séria - se a nossa família estiver segura, eu não me importo de seguir esse código. Eu farei o que for preciso! Qualquer coisa!

- Não se preocupe - eu beijei sua testa - esqueça o passado, essa é a chance de recomeçarmos, tudo vai ficar bem.

- Obrigada - ela sussurrou de volta e me abraçou com força.

Eu entendi o que Fizzy quis dizer, como a única alfa da família, ela se sentia na responsabilidade de cuidar dos outros. E se ela tivesse que seguir o código ou fazer qualquer coisa que Harry a mandasse fazer, ela faria sem hesitar, pois sentia que era seu dever.

Como o irmão mais velho, mesmo sendo ômega, eu tinha passado por isso. Eu também sentia que era minha responsabilidade cuidar das minhas irmãs, por isso aguentei muita coisa vinda de Mark. Mas, graças a Harry, ninguém precisaria mais passar por nada disso.

Nosso momento emocional acabou quando duas enfermeiras vinham conversando pelo corredor. Eu identifiquei as palavras "alfas", "gostosos" e "perigosos". As enfermeiras ainda não tinham nos vistos, mas quando viram, pularam de susto e ficaram brancas, mais do que o uniforme que usavam.

- Boa noite - eu disse sorrindo. Elas começaram a gaguejar em resposta e saíram correndo.


- Você realmente parece cansado - falei para o Liam enquanto entravamos na lanchonete/restaurante que combinamos de encontrar Zayn, Niall e minhas irmãs.

Como era a melhor da cidade (e uma das poucas), o lugar estava cheio, mas conseguimos uma mesa. Eu sabia que muitos estavam olhando para nós, na verdade era a maioria das pessoas que estavam ali, porém eu não me importava. Na verdade, era até engraçado.

- Seu alfa que não me dá um tempo decente para descansar - Liam bufou - custava matar? Sem ofensas - ele falou para Fizzy - mas é muito mais fácil resolver um atestado de óbito, do que um divórcio.

- Por mim, tudo bem - Fizzy deu de ombros.

- Pare de reclamar, ele assinou tudo, não assinou? - Harry respondeu enquanto nos sentamos, ele não se importou com os olhares que recebíamos ou com Liam reclamando. Ele apenas pegou o cardápio e ficou olhando - O que você quer Lou? Pensei em pegarmos pizza, o que acha?

- Pizza está bom - eu ri da cara de Liam - Ashley me mandou fotos do passeio das crianças, eu não quero nem saber a confusão que aprontaram.

- Mas a Liv não apronta - Harry já foi defender a filhote, assim como ela sempre faz com ele, e eu me inclinei para beija-lo.

- A Liv não, mas Camila, Mike, Ally, Ashley e Cia sim - respondi. Harry riu e me beijou de novo.

- Eles sempre são assim, tão melosos? - Fizzy perguntou para Liam.

- Ou estão como dois bobos apaixonados, ou se agarrando pelos cantos como viciados em sexo - Liam respondeu analisando o cardápio - Você se acostuma.

- Olha quem fala, o alfa de Niall Horan! - exclamei revoltado - Vocês três não podem estar no mesmo cômodo, sem um estar agarrando o outro.

- Não vou negar, porque é verdade - Liam deu de ombros - e, só quero lembrar que, por causa do SEU alfa, fiquei o dia inteiro longe dos MEUS maridos. Então não me responsabilizo pelos, prováveis, barulhos durante a noite.

- Liam - eu tentei repreender, mas acabei rindo.

- Estou falando sério - Payne voltou a falar tranquilamente - e, se eu você fosse - ele falou para minha irmã - dormiria com fone de ouvido. Porque o Louis está visivelmente estressado e sabemos bem como o Harry vai querer relaxa-lo.

Harry e Fizzy começaram a gargalhar, eu olhei feio para Liam, que continuou a escolher no cardápio. Mas eu não tive tempo de responder a provocação, pois eu ouvi alguém me chamar repetidamente e, quando me virei, alguém me abraçou muito forte, tanto que puxou da cadeira, me fazendo ficar de pé.

Eu só consegui ver cabelos castanhos e tinha ideia de que, provavelmente, não era um alfa me abraçando. Mas a pessoa, um homem, ficava falando que estava com saudades de mim e eu só estava tentando sair do abraço. Parecia que tudo estava em câmera lenta, porque isso durou apenas segundos, mas eu ouvi as cadeiras se arrastando atrás de mim e Fizzy gritando "Não!", então eu finalmente consegui me soltar, antes que Harry "intervisse". E foi bem a tempo, porque quando dei um passo para trás, minhas costas bateram no alfa lúpus.

- Calvin? - eu sorri para o beta a minha frente.

- Louis! - Calvin riu e me abraçou de novo, eu tenho certeza que Harry resmungou "pra que tanto abraço?".

- Faz quase oito anos - eu falei, então senti braços envolveram a minha cintura e me puxarem, ligeiramente, para trás - Harry, esse é o Calvin, meu amigo de infância. Calvin, esse é o Harry, meu noivo.

- Olá - Harry estendeu a mão e apertou a mão do meu amigo. Ainda parecia analisá-lo para saber se era uma ameaça ou não - Então vocês são amigos?

- Sim - Calvin respondeu animado - Boo sempre foi meu melhor amigo, fazíamos tudo juntos.

- Faziam, é? Conte mais sobre o que vocês faziam.

- Harry - eu sussurrei, mas meu alfa continuou com seu sorriso falso.

- A gente andava de bicicleta, acampava, nadava, dormíamos juntos… um sempre estava com outro!

- Ah é? - Harry perguntou. Calvin estava tão perdido na nostalgia, que não percebeu que estava se colocando em perigo.

- Sim - eu precisei intervir - sempre fomos muito amigos, como irmãos!

- Chegay! - a voz de Niall nos distraiu por um segundo, o que me fez respirar de alívio - O que eu perdi e quem é esse?

- Quem se importa? - Zayn resmungou, se sentando ao lado de Liam - Pela cara do Harry, não vai sobrar muito desse cara mesmo.

- O que? - meu amigo de infância perguntou sem entender.

- Ele só está brincando - eu ri de desespero.

- Brincando, claro - Zayn sorriu irônico.

- Calvin! - as gêmeas correram abraça-lo, Fizzy também, o que me ajudou a acalmar um certo alfa lúpus ciumento.

- Então, Calvin - Niall veio até nós - eu sou o Niall e aqueles são meus alfas Liam e Zayn, somos amigos do Louis e viemos com eles, para conhecer a cidade - como que aquele ômega loiro conseguia parecer tão inocente? Porque, vindo do Niall, sabíamos que ele estava aprontando -  você e o nosso querido Louis eram melhores amigos? Só vocês ou tinha mais alguém?

- Niall - eu disse em tom de aviso, mas ele me ignorou completamente.

- Nós somos amigos desde o jardim de infância, mas depois conhecemos o Olly, que também é beta, como eu. E quando estávamos no ensino fundamental, também ficamos amigos do Stan, que cá pra mim, sempre teve uma paixão secreta pelo Louis - Calvin e Niall riram, como se fossem melhores amigos e engoli em seco.

- O Stan - Niall disse maliciosamente - e você tem visto ele por aí? Será que ele está na cidade, talvez aqui pela lanchonete?

- Você conhece o Stan? - Calvin perguntou surpreso.

- Não, mas eu adoraria conhecer - Niall sorriu.

- Eu vi ele hoje de manhã - Calvin falou pensativo e eu senti o corpo de Harry ficar tenso - Eu falei que ia vir aqui hoje a noite e ele disse que ia dar uma passada aqui, mas não falou que horas.

- Então, como você está? Deve ter muita coisa pra contar - eu interrompi o que quer que Calvin fosse falar do Stan.

-  Eu tenho coisa para contar? - Calvin riu - Eu fui passar um ano fora e quando volto, você tinha se casado e mudado para Londres. Ninguém me passava seu endereço e eu não tive mais nenhuma notícia sua!

- É, as coisas aconteceram muito rápido - no mesmo instante, o toque do Harry mudou. Antes ele estava um pouco tenso com a perspectiva de encontrar com o Stan, mas agora seu abraço estava me confortando, por saber que as lembranças do que aconteceu, não eram nada boas.

- Mas Boo, você foi casar com um dos Walkers? Sério? - Calvin fez careta de nojo - E justo com o imbecil do Ronan? Pelo menos disseram que ele morreu, o que, na minha visão até que demorou, todo mundo sabe que ele era só um desperdício de oxigênio.

- Acho que estou começando a gostar de você - Harry sorriu.

- Que bom, agora podemos pedir a comida? Estou com fome! - Zayn gritou da mesa.

(Louis e Calvin)

Para quem não sabe, estou no último ano da faculdade e fazendo o TCC, por isso tive que dar a pausa pra não comprometer a qualidade de nenhum. PORÉM, eu o entrego na quinta agora (21/11) e defendo na banca dia 04/12, então estarei LIVRE!!!!!

Torçam por mim e, assim que está fase louca tiver acabado, as postagens voltam ao normal. Quem ainda não entrou no grupo do whats, o link está no meu perfil, entra lá porque eu converso direto e o povo é maravilhoso!!!!

E vou deixar a foto do Harry de bailarina, porque isso é uma obra de arte e todos deveriam ver!!!




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