Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

Capítulo 1

— Vamos meu amor? — peguei na mão da minha pequena — Até amanhã Ashley — falei alto para a ômega que acenou para mim.

Liv e eu saímos da pequena escola onde eu trabalhava durante a tarde, o mesmo período que minha pequena estudava. Olívia era o centro do meu mundo, com seus longos cabelos loiros escuros e nariz de botão, ela parecia muito comigo. Exceto que meu cabelo é liso e o dela forma cachos nas pontas. Mas também tem seus olhos.

Olívia possui olhos verdes, brilhantes como esmeraldas. O que, se pensar bem, não faz sentido já que tenho olhos azuis e Ronan olhos castanhos.

— Podemos comprar doces? — ela me perguntou.

— Podemos sim, mas só uma rosquinha — respondi e ela sorriu concordando.

Eu tinha que apertar um pouco as contas de casa, mas não podia deixar de dar pequenos mimos para a minha filha. O dinheiro em casa era contado, meu salário dava para o extremo necessário e Ronan, bem, ele tinha outras prioridades.

Chegamos em casa rindo do rosto sujo da minha filha, cheio de açúcar cor de rosa, mas a risada de Liv morreu quando viu meu marido, automaticamente ela se escondeu atrás de mim.

— Olá meus amores — Ronan sorria como se de fato fossemos uma família feliz. Ele se aproximou de mim, segurando meu queixo com muito mais força do que o necessário e deixando um beijo rápido nos meus lábios. Ele tentou tocar os cabelos de Liv, mas ela se afastou assustada — Essas crianças — ele riu e voltou a arrumar uma mochila, como se o fato de sua "filha" se esquivar apavorada de seu toque, fosse apenas uma traquinagem.

— Querida, por que você não vai para o seu quarto e se prepara para tomar banho? Papai já vai te ajudar, ok? — eu falei para a minha filha, que concordou, olhando de canto para Ronan e então subindo as escadas correndo — Ronan, o que você está fazendo?

— Arrumando minha mochila — ele disse simplesmente, enquanto colocava uma blusa preta e uma arma dentro da bolsa.

— Arrumando para o que? Ronan, me responde! Para o que você precisa de uma pistola? No que você está metido? — perguntei desesperado.

— Não se preocupe, não precisa ocupar essa sua pequena cabecinha de ômega com esse tipo de coisa. Eu sei o que estou fazendo, só achei um jeito fácil de ganhar dinheiro — ele deu de ombros.

— Por favor, você prometeu que ia parar de se meter em problemas. Não estamos em Doncaster, onde seu pai pode livrar a sua cara! Estamos em Londres! Por Deus, pense um pouco na sua família!

— Eu estou pensando — ele rosnou para mim, me empurrando e batendo minhas costas contra a parede — Acha que gosto de morar nessa pocilga? Eu quero uma casa de verdade, um carro de verdade, quero uma vida de verdade!

— Se você arrumasse um EMPREGO DE VERDADE, teríamos tudo isso! — gritei de volta — Você não para em emprego nenhum, vive de bicos, metido em confusões e gasta todo o dinheiro que ganha em bebidas, jogos e com outros ômegas!

— Oh, está com ciúmes? — ele zombou — Eu não teria que arrumar outros ômegas, se o meu não fosse tão gordo e prestasse para alguma coisa!

— Eu não me importo se fode outros ômegas — eu disse com lágrimas nos olhos, outra humilhação, eu já deveria estar acostumado — até agradeço, assim você me deixa em paz! Mas você não pode gastar o dinheiro da nossa família!

— Eu faço o que quiser com o meu dinheiro! — ele rosnou, usando sua voz de alfa e machucando meus ouvidos. Depois, como se nada tivesse acontecido, ele voltou a sorrir — Volto logo, não me espere acordado.

Colocou sua mochila no ombro, apertou meu rosto entre seus dedos e me beijou a força, em momento nenhum eu retribuí. Então ele saiu de casa.
Fui até o único banheiro da casa, lavei meu rosto, limpando a pequena trilha de lágrimas que se formavam.

Eu não tinha medo que algo acontecesse a ele. Que Deus me perdoe, mas as vezes acho que seria até melhor. Talvez eu não conseguisse manter a casa sozinho, mas teria paz.

Meu medo era de que ele nos envolvesse em suas confusões, que minha pequena sofresse algo por causa dele. Fingi estar bem, coloquei um sorriso no rosto e fui para o quarto de Liv. Ela precisava de mim e eu estaria ali por ela.


Durante dois dias, não houve sinais de Ronan. Eu já estava me convencendo de algo tinha acontecido a ele e não estava surpreso por não sentir nada com isso. Mas no terceiro dia ele apareceu.
Bêbado, fedendo perfume barato, marcas roxas no pescoço e de batom pela gola da camisa.

— Não falei que ia dar certo? — ele jogou um maço de dinheiro em mim, algumas notas de cem e foi para seu quarto, desabando na cama.
Liv me olhou espantada, tanto quanto eu estava.

A tentação de gastar aquele dinheiro veio forte, mas eu não podia. Eu não sabia com o que Ronan estava metido, a qualquer hora podia aparecer alguém na minha porta exigindo o dinheiro de volta ou faria algo conosco, eu precisava ter como devolver.

Durante três meses a rotina foi essa, ele saia quase todas as noites, voltava só ao amanhecer e dormia o dia inteiro. Então ele sumia por alguns dias e voltava bêbado e com dinheiro.

Desde a primeira vez que ele sumiu, me mudei definitivamente para o quarto da Liv. Dormia em um colchão no chão e dividia o guarda roupa com ela. Ela estava se divertindo com isso, achava muito legal dividir o quarto com o papai, várias noites eu acordava com ela na minha cama improvisada. Quando isso acontecia, eu apenas a abraçava e voltava a dormir.
Depois desses três meses, Ronan passou uma semana preso dentro de casa, não saia por nada. Dizia que era melhor dar um tempo.

Para mim foi a pior semana.

Então ele sumiu de novo, quase um mês fora e voltou com mais dinheiro.
Eu implorava para ele parar com aquilo, mas eram discussões inúteis e depois que ele me agrediu de novo, a ponto de cortar meu lábio e eu ter que faltar alguns dias no trabalho, eu desisti. Apenas rezava para que ele não levasse minha filha e eu para o buraco com ele.

Uma noite, eram duas ou três da manhã, eu ouvi um barulho na porta, mesmo morrendo de medo, fui até o alto da escada, para tentar descobrir o que era.

— Cara, pare com isso! Não se mete com eles — alguém dizia.

— Pare de ser medroso — Ronan riu bêbado — ninguém pegou a gente até agora, não vão pegar mais.

— Você está mexendo com gente pesada — o outro insistiu — O bando do Styles não perdoa!

— Você parece um bebê chorão, Jules — Ronan o provocou e uma voz afetada feminina riu — Viu, a Megan concorda comigo!

— Como você tem coragem de comer essa beta, debaixo do mesmo teto que o seu ômega? — o tal Jules perguntou.

— Se meu ômega não dá conta, arrumo quem dê — Ronan falou simplesmente.

— Eu dou conta — Megan disse provocativamente e barulhos obscenos de beijos ecoaram.

Meu "marido" estava me traindo dentro da nossa casa, comigo e minha filha dormindo no quarto.

— Ronan... — Jules insistiu de novo.

— Cala a boca e come a sua beta!

— É, me come — outra voz surgiu, tinha mais uma com eles.

Voltei para o quarto de Liv com raiva, além de me sentir humilhado, eu ainda teria que limpar aquela bagunça depois. E era isso que me deixava mais bravo dessa história toda.

Mais dois meses se passaram, para variar Ronan estava fora de novo, o que para Liv e eu era ótimo. O aniversário da minha pequena estava chegando, como eu tinha guardado todo o dinheiro que Ronan adorava jogar em mim quando chegava, pensei que talvez eu pudesse usar um pouquinho para fazer uma festa de aniversário. Liv nunca teve uma porque eu nunca tive condições, quem sabe agora eu poderia?

Já eram mais de dez da noite, Liv dormia e eu estava assistindo TV, pensando em ir dormir também, quando alguém bateu a porta. Óbvio que estranhei, mas a pessoa bateu de novo, com mais força.
Abri apenas uma fresta, dando de cara um rapaz de aparência árabe, olhos amendoados, cabelos negros e barba rala.

— Onde está Ronan? — ele perguntou sério.

— Ele não está — respondi nervoso, mas antes que pudesse fechar a porta, o rapaz a abriu com tanta força, que fui arremessado para trás, caindo no chão.

— Vou repetir: Onde está Ronan? — ele perguntou.

— Por favor, eu não sei! Ele não está aqui! — repeti desesperado — Eu juro!

— Então você não importa que eu dê uma olhada na sua casa — seu tom era frio.

— NÃO! — me levantei impedindo sua passagem, pensando na minha filha, dormindo no andar de cima — Ele não está aqui, eu juro!

— Saia da frente! — o Alfa a minha frente rosnou, ele estava ordenando. Minha natureza ômega queria obedecer, mas apenas balancei minha a minha cabeça, me negando — Me deixe passar! SAIA!

— Não... — minha voz saiu baixa, lágrimas escorriam pelos meus olhos, eu estava indo contra quem eu era, mas eu precisava fazer isso pela Liv.

— O que está acontecendo aqui? — outra voz, essa mais suave veio da porta, outro ômega.

— Niall, eu não disse para esperar lá fora? — a voz fria do Alfa mudou, agora ele parecia apenas levemente aborrecido pelo outro ômega não o ter obedecido.

— Disse? Desculpe Zayn, eu não me lembro — o loiro de olhos azuis se fez de desentendido — Quem é esse?

— Deve ser umas das putas de Ronan — Zayn bufou, olhando para mim com desdém.

— Deixa eu ver — Niall chegou perto de mim e puxou a gola da minha camiseta, foi tudo tão rápido, que mal tive tempo de reagir — Você foi mordido pelo Ronan, que dó de você — ele parecia estar sendo sincero.

— Ronan nunca deu a entender que ele tinha um ômega — Zayn falou confuso.

— Porque ele não tem — eu recuei na defensiva — essa marca estúpida não me faz dele.

— Gostei de você — Niall sorriu.

— Ômega dele ou não, isso não muda o fato que vim dar um recado — Zayn voltou a falar sério — Ronan se meteu com quem não devia e agora vai pagar caro. E quem estiver do lado dele, vai se foder junto, entendeu?

Eu engoli em seco, um alarme soava na minha cabeça.

— Olha, eu não tenho nada a ver com o que ele faz, eu juro! Eu...

— Papai?

Olhei para trás e minha pequena estava parada na escada, esfregava os olhos sonolenta, o cabelo bagunçado e usava seu pijama de coelhinhos cor de rosa.

— Oi meu amor — eu não sabia o que fazer, não podia expor minha filha a aquilo — papai está conversando com... Uns amigos, volta para a cama que eu já vou, ok?

— Amigos? — ela olhou um pouco assustada para Zayn, mas Niall sorriu e parecia feliz de vê-la.

— Oi, eu sou o tio Niall, aquele ranzinza ali é um dos meus alfas, Zayn — Zayn bufou e revirou os olhos, mas sorria de canto.

— Um dos? Você tem mais de um? — Liv se interessou, mas ainda mantinha distância.

— Tenho dois, o Zayn e o Liam, olha — Niall mostrou duas marcas, uma em cada lado do seu pescoço.

— Oh — minha filha soltou — papai também tem, mas a dele é feia, foi feita pelo cara mau. As suas são bonitas.

— Obrigada, eu também acho as minhas bonitas, eu gosto muito delas — Niall sorriu — esse cara mau, onde ele está?

— Eu não sei, ele some toda hora — Liv deu de ombros — eu não gosto dele.

— Ele é seu pai? — Niall perguntou.

— Não! Só o papai é meu pai! — Liv falou brava — O cara mau é mau! Ele faz coisas ruins, traz dinheiro para casa, mas o papai pede para ele parar e ele não para. O papai não gosta!

— Papai não gosta do dinheiro?

— Não, ele deixa tudo guardadinho lá na caixa, perto da TV — Liv falou

— Posso ver? — Niall pediu para ela, que me olhou pedindo aprovação. E o que falaria? Confirmei com a cabeça e ela repetiu meu gesto. Niall foi até a caixa de madeira, do lado do velho aparelho de televisão e a abriu — Realmente, tem bastante dinheiro aqui, se ele fosse como Ronan, já teria gasto tudo. Ele não deve fazer parte do esquema.

— Ela é filha dele? — Zayn perguntou em voz baixa.

— Biologicamente, sim. Mas ele não é pai dela, assim como não é meu marido — respondi — podem levar o dinheiro se quiserem, só, por favor, nos deixem em paz.

— Não quero dinheiro nenhum — Zayn me cortou — Você parece ser um bom pai e em respeito a sua filha, não vou fazer nada, nem com vocês, nem com Ronan. Até vou dar uma chance para ele — sua voz era fria — se Ronan sumir e nunca mais chegar nem perto de Londres, os deixamos viver. Se ele cruzar o caminho de qualquer um de nós, ele estará morto, entendeu? — balancei a cabeça confirmando — Niall, vamos embora.

— Oh, que pena — o loiro fez bico, ele parecia mesmo se divertir com a conversa com a minha pequena — Estamos falando sobre o aniversário da Liv.

— Niall! Vamos logo, Liam já vai me encher por ter deixado você entrar aqui — Zayn revirou os olhos. Se eu não estivesse petrificado de medo, até acharia engraçado como Zayn mudava o tom de voz para falar com o loiro.

— Tá bom — Niall bufou se levantando — Tchau Liv, boa noite!

— Tchau Nini! — ela respondeu sorrindo.

— Não se preocupe, não vou deixar que nada aconteça a você e, principalmente a ela — Niall sussurrou — aliás, ainda não sei seu nome.

— Louis — até a minha voz tremia.

— Bonito nome, combina com você, boa noite Louis.

— NIALL! — Zayn gritou da porta, fazendo o loiro bufar.

— Tô indo! Mas para que tanta pressa, por Zeus, eu só estava me despedindo e... — Niall fechou a porta atrás de si, depois que saíram.

Corri trancar a porta, meu coração martelava no meu peito, tinha chegado tão perto de acontecer algo horrível!

— Papai, você faz um chocolate quente para mim? — Liv pediu manhosa.

— Claro, meu amor — coloquei no meu rosto aquele sorriso que eu já estava costumado a dar, para não deixar ninguém saber o quanto eu estava uma bagunça por dentro e fazia todo mundo acreditar que eu estava bem e relaxado. Tantos anos de prática, quase levaram a perfeição.

Segurei na mãozinha da minha filha e fomos para a cozinha, sem ela saber que provavelmente tinha acabado de salvar a minha vida.


Para deixar claro: Não libero mais adaptações/ inspirações das minhas fics, então nem adianta pedir

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro