BÔNUS LAY
Que belo dia para um bônus, não é?
:)
— Olá — eu sorri quando abri a porta.
— Padrinho — Johnny me abraçou e eu ri, atrás dele estavam April, que agora estava com sete anos, e Benjamin, com três anos, que também estavam animados para a festa na piscina.
— Johnny! — Liv gritou atrás de mim e eles correram se encontrar. — Vamos, estão todos na piscina, papa comprou muito sorvete!
— Johnny, espera... garoto! — Jesy o chamou e o filhote voltou, mas enquanto elas tiravam a camiseta dele e certificavam que todos os filhotes tinham passado protetor solar o suficiente, as crianças não conseguiam conter a animação.
— Zeus, mal cheguei e já estou cansada — Jade sorriu para mim. Os filhotes saíram correndo e deixaram todas as mochilas e brinquedos com as minhas amigas. — Onde eu deixo os presentes?
— Eu falei que não precisava — respondi cumprimentando as quatro.
— Como se fossemos obedecer — Perrie zombou.
— Lou, tem certeza de que tem boia para todo mundo? — Leigh-Anne perguntou preocupada — Trouxemos as deles para ter certeza...
— Leigh-Anne — falei com minhas mãos nos ombros dela — relaxa, hoje sua única preocupação é comer, conversar e se divertir. Está tudo certo e até parece que não conhece meu alfa, ele já pensou em tudo.
— Eu te falei, amor, está tudo bem — Jesy beijou a esposa, que suspirou aliviada.
— Lou, acabou os sanduiches na mesa — Niall me chamou.
— Mas eu acabei de deixar mais lá.
— É, mas eu comi — ele deu de ombros e eu revirei os olhos.
Hoje era festa de aniversário "d'Os Cinco", como chamávamos os trigêmeos e os meus gêmeos. Eles estavam completando três anos e como estava muito quente, resolvemos fazer uma festa na piscina. Então meu quintal estava lotado com o bando e seus filhotes, além de máquina de algodão doce, pipoca, mesas para os adultos e muita comida.
Fui até a cozinha separar os lanches, apesar de que meu alfa quis contratar uma equipe para servir, não achei necessário. Mas tínhamos monitores para as máquinas e gente olhando as piscinas, afinal com tantas crianças, não podíamos vacilar na segurança delas. Era para ser só uma festa da nossa família, mesmo que ela fosse enorme.
Olhei pela janela e vi o outro Louis sentado na beira da piscina com as pernas dentro da água, ele observava a animação de Chloe e April, as duas ômegas eram melhores amigas e brincavam na parte mais rasa. Ao lado de Louis estava Lestat, o alfa conversava alguma coisa com Liam, mas não parava de fazer carinho no seu soulmate. E não perdia nenhuma chance de acariciar a barriga do ômega, que estava no início da sua nova gestação.
Louis estava muito fofo com a pequena bolinha no abdômen. Lestat venerava seu ômega, sempre cuidando e sendo ainda mais protetor. Mas até Sophie, Chloe e Raoul estavam assim com a maman.
Hazz e eu também estávamos conversando sobre isso. Os gêmeos estavam completando três anos, já tinham saído das fraldas e frequentavam a escola. Nós tínhamos uma grande rede de apoio e Liv estava mais do que feliz em ser a irmã mais velha. Parecia um bom momento para termos mais um filhote.
Niall que estava preocupado, ele tinha lido sobre almas-afim, que eram almas que tinham uma ligação afetiva, diferente de soulmates. Teoricamente, seriam pessoas que são destinas a serem companheiras, mas não de uma forma romântica. O que acontece com uma, afeta a outra.
Ele estava convencido que ele e eu somos almas-afim e que se eu engravidasse, ele ficaria grávido também. Eu ri da sua teoria, então ele apontou para "Os Cinco", que brincavam no tapete naquele momento. É não, parecia tanta loucura assim.
— Te peguei — os braços do meu alfa me circularam e ele beijou meu pescoço. — Você demorou.
— Tive que vir pegar lanches, porque Niall comeu os que tinha lá fora — me virei em seus braços e o beijei.
Se possível, acho que Harry estava um pouco mais forte agora do que há três anos. Na verdade, depois do que aconteceu na arena, todos os alfas decidiram que precisariam treinar mais. Eles queriam estar preparados porque aquilo só foi uma amostra do que viria.
Meu marido ainda não tinha assumido como Líder e dizia que só faria quando nossos filhotes fossem mais velhos. Mas se, sem ter assumido ainda, já tinha acontecido o que houve, ele sabia que precisaria se preparar. E era uma coisa que o bando inteiro estava fazendo, incluindo ômegas.
— Papa — Liv entrou na cozinha procurando pelo pai, o que fez que encerramos nosso beijo mais cedo do que gostaríamos. — Os cachorros pularam na piscina.
— Todos eles?
— Oui — ela respondeu.
— E sobrou espaço para vocês? — perguntei rindo.
Sirius, Remus, James e Tonks eram quatro cane corsos gigantes, eles eram maiores que as crianças, mesmo que os quatro achassem que ainda eram filhotes e cabiam em qualquer lugar. Além deles temos o Sr. Bode, que age mais como um lobo, do que um bode.
E ainda tinha Bichento, um gato Maine Coon, ou seja, ele era enorme, que Dom tinha arrumado e ninguém sabia da onde ou como um gato que custa centenas de libras, tinha, simplesmente, aparecido com o filhote. Enquanto Luke tentou encontrar o provável dono, Mike comprou uma caixa de areia e uma coleira. Agora o gato vivia no meio dos cachorros e do bode.
— Até o bode? — Harry perguntou.
— Acho que foi ele que empurrou o Remus, Sirius só pulou a atrás — Liv suspirou.
Bichento e Sr. Bode tinham se tornado amigos e dividiam a mesma mente maléfica. Enquanto o Sr. Bode era extremamente dócil só com Zack e Mike, Bichento só era um anjo com Dom e Mike. Vocês entenderam o padrão, não é?
— Eu já vou ajudar — meu marido riu.
Liv sorriu, o sorriso dela parecia o de Harry. Na verdade, ela estava bem parecida com ele, quase uma mistura perfeita nossa. Seus olhos verdes e o cabelo que estava cada vez mais escuro, mas o formato dos seus olhos e o nariz eram meus. Quando ela sorria, também formavam ruguinhas nos olhos, assim como acontecia comigo.
Ela estava usando um biquini preto e azul, seu cabelo molhado pingava no piso da cozinha e ela ria de algo que o pai falava. Minha menina estava com nove anos, tinha crescido bastante e perdido totalmente o jeito de bebê.
Na sua barriga não tinha nenhuma marca, mas tinha uma cicatriz no seu peito. Tínhamos medo de como ela reagiria, mas Liv não ligava para a marca. Inclusive, ela não tinha problema nenhum em contar para quem quer que fosse que era uma marca de tiro, que ela quase morreu e que os pais mataram as pessoas que a machucaram.
Quando ela mudou para a escola nova, essa mania nos rendeu algumas reuniões com a diretora e com a orientadora pedagógica. Primeiro acharam que ela estava mentindo, o que deixou meu alfa ofendido por duvidaram da nossa filhote. E, no fim, eu tive que explicar, por cima, o que aconteceu, mas como somos lúpus acho que aceitaram. Também tive que proibir Harry de fazer algo e explicar que ninguém tinha desonrado nossa filhote a chamando de mentirosa.
— Liv! — Lux e Lilly a chamaram — Vamos!
— Ok, onde estávamos? — Harry me perguntou sorrindo, depois que nossa filhote saiu com as amigas.
Minhas mãos estavam no seu pescoço, eu não entendia como eu podia me apaixonar cada vez mais por ele. Meus dedos roçaram nos seus cabelos, ele tinha cortado há alguns meses, seus cachos estavam na altura do seu queixo. Apesar de eu gostar do seu cabelo comprido, tinha sido por um bom motivo.
Meses atrás uma garota tinha sido muito má com Lilly, sabendo que a pequena ômega gostava dos seus cabelos compridos, a garota cortou uma grande mecha enquanto Lilly estava distraída. Além da falha ser visível, ainda grudaram chiclete no cabelo dela.
Ashley a levou no salão da minha irmã, mas o que Lottie pode fazer foi cortar na altura do ombro e desfiar, para tentar disfarçar o resto. Lilly chorou muito. Liv e Lux não hesitaram em cortar seus cabelos ainda mais curtos, para que entre elas, Lilly ainda fosse a que tivesse o cabelo mais comprido.
Harry se juntou a elas e cortou o cabelo, isso as deixou mais confiantes, afinal, se até o alfa líder do bando não tinha problemas em cortar o cabelo, elas também não precisavam ter.
Ah, também pagamos a conta médica do nariz fraturado da garota que cortou o cabelo de Lilly. O surpreendente não foi a garota ter ido parar no hospital, foi que quem causou isso foi Lux, não Liv. Mas minha filhote explicou que a tal garota era uma ômega, então só Lux que poderia resolver o assunto, coisa que a pequena ômega loira não pareceu se importar.
— Eu te amo — Hazz sussurrou entre beijo, me mantendo em um abraço apertado. Apesar de eu estar com camiseta e bermuda, meu alfa estava só com bermuda e sua pele úmida.
— Eu também te amo, mas se continuarmos aqui, vamos acabar no nosso quarto e seria muita grosseria fazer isso na festa dos nossos filhotes — eu ri da sua expressão.
Ele era lindo e ficava ainda mais bonito a cada dia. Às vezes minha insegurança dava as caras, me fazendo questionar se eu era o suficiente para ele, para nossa família e para nosso bando. Mas eu tinha aprendido que toda vez que me sentisse assim, eu só precisava conversar com meu alfa. E, todas às vezes, Harry me provava que eu era a única pessoa para ele.
Meu alfa me ajudou a levar as bandejas para fora, era dia três de agosto, aniversário de Nathan, Ethan, Zoe, Scarlett e Alev. Como suspeitávamos, Os Cinco cresciam muito próximos, alguns até demais. Harry, Zayn e Liam nem queriam pensar no futuro.
Mas todos os filhotes eram bem amigos, como se tivéssemos duas gerações ali, os maiores que tinha entre sete e dez anos, que era o mini bando, liderados por Liv. E os menores que tinham por volta de três a cinco anos, ainda não tinham um "líder", mas Nathan e Scarlett eram os que mais aprontavam. Se bem que Raoul era bem tranquilo, mais do tipo de observar, mas quando resolvia aprontar... ele tinha colocado fogo na lixeira da sua sala de aula porque a professora falou coisas sobre ômegas que ele não gostou. Sua maman é um ômega, então a professora ofendeu sua maman e adeus lixeira.
Ele só tem quatro anos.
— Alev, me deixa prender seu cabelo — Niall reclamou, mas a criança não queria parar — Não é só porque parece comigo, que precisa ter o meu gênio também!
Alev também não gostava de cortar o cabelo, por isso estava comprido a ponto de cobrir o seu rosto. Alev e Scar são ômegas e possuem o cabelo castanho claro, em um tom levemente dourado, além dos olhos azuis de Niall. Zoe tem olhos azuis com pequenos raios castanhos e seu cabelo é um pouco mais escuro, além de ser alfa e a única controlada.
Basicamente, Zoe é uma cópia de Liam, Alev de Niall e Scar de Zayn.
Por acaso, naquele momento Malik estava segurando as mãos da pequena ômega e a ensinando a andar de skate. A pequena usava um maiô que tinha estampa de caveiras mexicanas, que eram a nova fixação da menina, sua bermuda fazia parte do conjunto, além de um boné vermelho e preto da Marvel, virado para trás.
Nós deixávamos os filhotes escolherem as próprias roupas, o que as vezes gerava combinações um pouco, digamos, diferenciadas.
— Pronto — Niall disse vitorioso quando conseguiu prender o cabelo de Alev com dois elásticos, fazendo dois rabos de cavalo altos, um de cada lado da cabeça.
Alev amava a cor roxa, por isso os elásticos de cabelo eram roxos, sua pulseira, seu chinelinho e seu maiô eram roxos. De diferentes tons, mas todos roxos. O maiô tinha um tipo de saia, fazendo parecer uma bailarina, claramente a saia também era roxa.
— Geoff falou alguma coisa das escolhas de roupas de Alev? — perguntei para Niall. Ele tinha ficado irritado depois da vídeo chamada que o filhotes tinham feito com os avós.
— Perguntou para o Liam se ele não achava que "o menino era meio diferente, se não era melhor cortar o cabelo dele e dar uns carrinhos" — Niall respondeu revoltado. — Primeiro: se der carrinhos para Alev, Scar vai roubar, sabe como ela é. Segundo: cortar o cabelo de Alev a força? Quem ele acha que eu sou? Ele? Terceiro: Alev está feliz, o que importa o resto? Se minha filhote prefere que eu a chame pelo feminino, usar roupas que as outras pessoas julgam femininas e ter cabelo comprido, qual o problema?
— Geoff é o problema, ele é idiota — respondi.
— Sim! Eu o avisei que se ele falar algo parecido para minhas filhotes, o mato sem problemas. O bando cria todos os filhotes para se sentirem seguros de serem quem são, ninguém vai atrapalhar isso.
— E Liam?
— Ele falou para o pai que se Geoff repetir isso, nunca mais verá ou terá contato com a nossa família. Que não era para confundir a chance de ter contato com as netas com liberdade para ser um babaca com elas. Foi um tesão o ver todo bravo, Zayn e eu aproveitamos muito antes da festa
— Niall! — reclamei e ele riu — Foi por isso que trouxeram as crianças antes? Você disse que iam se arrumar!
— E nos arrumamos, depois de transar loucamente — ele sorriu e eu neguei com a cabeça, tem coisas que nunca mudam.
— Maman — Nathan e Ethan correram para mim e abraçaram minha perna.
— Com fome? — me abaixei e abracei meus filhotes que concordaram, antes eu conseguia carregar os dois, mas eles estavam grandes agora.
Dei as mãos e os levei para uma mesa que ficava na sombra, onde eu já tinha deixado os potinhos com as frutas ficadas. Nathan se sentou do meu lado, sendo o alfinha independente que era, mesmo que precisasse de ajuda às vezes. Ethan quis ficar no meu colo, ele era um ômega manhoso.
Apesar de serem quase idênticos, a diferença entre eles era a textura do cabelo e a cor dos olhos. Assim como o Liv, seus irmãos mais novos eram uma mistura exata minha e do meu marido. Mas Ethan tinha olhos verdes e cabelos lisos. Nathan tinha olhos azuis e cabelos ondulados, formando cachos nas pontas.
— Padrinho, você precisa de ajuda? — Drew me perguntou e eu sorri, até que demorou para ele aparecer.
— Você pode dar as frutas para o Ethan, enquanto eu ajudo Nathan?
— Claro — ele sorriu aberto, se sentando do meu lado.
Drew estava com dez anos, ele parecia um modelo mirim, seu cabelo loiro liso era comprido até o queixo, seus olhos de cores diferentes chamavam atenção onde passavam. Apesar de não ter chegado na puberdade ainda, seu corpo estava começando a mudar, ficando mais forte.
Na verdade, Hazz e eu sabíamos o motivo dele levar os treinos tão a sério, mas fizemos um pacto com Mike e Luke e iriamos esperar que o filhote estivesse pronto para conversar.
A maioria das cicatrizes que ganhou quando ainda vivia com sua genitora, já tinham sumido. As poucas que restavam não pareciam cicatrizes, se você não soubesse o que tinha acontecido, poderiam passar por pintas ou pequenas marcas de nascença mesmo.
E, assim, como todos do bando, Drew fazia terapia uma vez por semana. Ele não se lembrava muito bem do tempo que viveu com Brenda, mas sabia que não tinha gostado e que Mike e Luke eram seus pais verdadeiros.
— Tudo certo?
— Sim, Ethan é um bebê muito comportado, não é? — ele sorriu para o meu filho, que riu de volta, aceitando mais um pedaço de melancia.
Enquanto isso eu ajudava Nathan, que tentava comer sozinho, mesmo que fizesse uma sujeira no processo. Mas era isso, eles precisavam tentar fazer sozinhos.
— Padrinho — Alev me chamou, ficando na ponta dos pezinhos para ver o que tinha no pote de frutas.
— Quer também? — perguntei e ela sorriu concordando.
— Senta-se aqui com o Natham — e a ajudei a se sentar do lado do meu filhote, que comia suas frutas se sujando inteiro, mas era fofo.
— Morango — ela pediu, estava com as perninhas cruzadas e, como o próprio Niall falava, a única lady na família Horan.
Ao contrário do que se esperava, em vez de Niall escolher padrinhos diferentes para cada filhote, ele, simplesmente, resolveu que Harry e eu éramos os padrinhos das trigêmeas e pronto.
Por isso eu era padrinho das trigêmeas, Drew, Johnny, Sophie, Zack e Eva, a filha de Lauren e Camila. A bebê tinha acabado de completar um mês de vida e era o motivo delas e Ally, Normani e Dinah não terem vindo na festa de aniversário. Mas tínhamos ficado semanas com elas, já que Camila me obrigou a também estar presente na hora do parto e Lauren só confiava em Luke para realizá-lo.
— Padrinho, maman está me chamando, posso levar o Ethan junto? — Drew me pediu e o meu filhote já estendeu os braços pedindo colo para o alfinha.
— Pode, mas não no colo, faça ele andar — eu ri da indignação do meu filho.
— Non — Ethan reclamou abraçando o pescoço de Drew e fazendo biquinho com os lábios.
— Eu posso carregá-lo, não tem problema.
— Drew não se deixe levar por esses olhos verdes pidões — eu ri deles — Ethan está muito manhoso, precisa andar.
— Tudo bem, você ouviu sua maman, pequeno — o loiro disse para meu filhote, que foi obrigado a aceitar. Então eles caminharam em direção a Mike, que estava do outro lado da piscina com Luke e Dom, que hoje estava com as pontas do cabelo pintadas de rosa, além de Bichento.
— Comendo de novo? Garota, você me puxou mesmo — Niall disse para sua filhote, que sorriu com os lábios vermelhos sujos de morango.
— E Zoe? Eu não vejo faz tempo — perguntei para o meu amigo, que se sentou do meu lado. Ele bebia Coca-Cola e me trouxe um copo. Nas festas das crianças nunca havia álcool.
— E que quem consegue tirá-la da piscina? — Ele apontou para alguns dos filhotes que brincavam na água, sendo supervisionados pelo pessoal contratado e por alguns dos pais. — Elas vão começar a aula de natação na semana que vem, mas Zayn e eu achamos que Scar não vai ficar muito tempo. Estamos só esperando ela completar a idade mínima para colocar em outro esporte, futebol ou algo assim.
Olhei para o gramado que deveria ser parte da casa do Niall, mas nossos quintais eram um só graças ao meu amigo. Liv estava com Lilly, Lux, Sophie. Johnny e Zack correndo com os cachorros, brincando de alguma coisa.
— É tão bom ter paz — Niall disse sorrindo.
— Depois de tanta coisa, era o mínimo que merecíamos.
Na verdade, dizer que tínhamos paz era um pouco de exagero. Ainda existiam missões, ainda existia muito alfa babaca e sempre aparecia alguém querendo provar que tinha mais poder do que nós.
Houve outras tentativas de sequestro, alguns de nós feridos e, até mesmo, Josh sendo internado entre a vida e morte por ter levado múltiplos tiros em uma emboscada. Foram horas terríveis até que Luke saísse da cirurgia e confirmasse que o beta estava fora de risco. Nick e eu passamos todo aquele tempo abraçados a Sandy, que não tinha forças para nada além de chorar em desespero. Arthur, o filhote deles, tinha ficado na casa de Jade. As adultas da casa distraíram o menino e o colocaram na cama como se fosse um dia normal, enquanto fingiam não estarem preocupadas com o pai dele.
Quando soubemos que Josh estava bem, Nick ficou com Sandy e o resto de nós foi atrás de quem armou a emboscada. O resultado não foi bonito, vários corpos pelo caminho e Zayn colocou fogo em um prédio inteiro.
Josh levou um tempinho para se recuperar, mas agora estava bem. No momento estava deitado em umas das espreguiçadeiras perto da piscina, com Sandy do seu lado. Eles conversavam com Matteo e Jordan, que estavam em uma, e Lottie e Gemma, que estavam na outra.
— Vamos naquele bar no final de semana? — Niall me perguntou.
— Vamos ter que ir, né? — dei de ombros e meu amigo riu. Eu sabia que daria confusão, mas às vezes era necessário para algumas pessoas não esqueceram de seguir as regras.
— Ciao! — a voz alta veio da porta, por onde Tiziano, Victor, Danila, Caue, Bill e Landon passavam, acompanhados dos seus respectivos filhotes.
— Que bom que vieram — fui cumprimentá-los, Niall ficou com Nathan e Alev, que ainda não tinham terminado o lanchinho e nunca se devia tirar comia das mãos dela. Ela realmente tinha puxado a maman dela.
Quando eu saí de lá Raoul estava chegando, ele tinha se sentado onde eu estava e agora os três filhotes dividiam o potinho de frutas.
— Scusa o atraso — o lúpus italiano pediu sorrindo.
— Estavam dando uma surra em alguém, não é? — Harry perguntou rindo.
— E quando não estão? — Victor revirou os olhos.
— Oi zios — Damiano, o filhote de Tiziano falou rápido — Papa, posso ir brincar?
— Pode — ele riu do filhote que correu animado para onde Liv e outros filhotes estavam.
— Olá — Sky nos cumprimentou com a mão, sem tocar em ninguém e todos respeitamos. Ela estava muito mais sociável e animada, Landon me contou que ainda havias alguns dias difíceis, mas ela estava indo em uma terapeuta maravilhosa em Nova York. E ele ficava muito feliz de ver sua garotinha finalmente podendo ser uma criança feliz. — Lise, tô com preguiça — Sky disse bocejando para Annalise, que estendeu os braços.
A ômega loira subiu nas costas da alfinha. Elas eram muito próximas, tanto que Sky apenas gostava dos toques de Landon, Bill e Annalise. Depois de pedirem permissão, elas foram para perto das outras crianças para brincar, Annalise não via problema nenhum em carregar Sky.
— Calado — Tiziano e Bill falaram ao mesmo tempo, apontando para Danila, que levantou as mãos em sinal de paz, mas ria deles.
— Coisas que nunca mudam — Cauê deu de ombros e riu. Ele segurava o filhotinho deles. Gael tinha um pouco mais de um ano, apesar de fisicamente parecer bastante com Danila, todos diziam que tinha o jeito e o gênio de Cauê.
Nesse momento, os cachorros estavam correndo e acabaram derrapando, o que não era difícil acontecer. Mas eles foram direto para a piscina, derrubando Nick e Louis, que estavam na beira conversando. Foi um susto bobo, foi o grito de surpresa deles que chamou a nossa atenção.
Mas enquanto Louis se levantou rindo da situação e Shawn ajudava o marido, Lestat deu um olhar mortal para os cachorros, os pobrezinhos se assustaram e saíram correndo para o outro lado. Quatro cachorros gigantes de uma raça que foi criada para caçar javalis selvagens, com medo de apenas um olhar de Lestat.
E quem não teria?
— Cane pazzo, nunca perde a aura de demônio — Tiziano riu.
— Quando chegar no inferno, só vai precisar desse olhar e Hades dá o próprio trono para ele — Danila acompanhou na risada.
— Louis é a nova Perséfone — Tiziano falou e os dois riram ainda mais.
É, deu para perceber quem não tem medo.
— Assoprem a velinha e façam um pedido.
Louis, Jake e Matteo tinham feito cinco pequenos bolos, cada um decorado de um jeito diferente e especial para seus donos. O bolo de Nathan era decorado com bolas de futebol, o de Ethan com um unicórnio, Zoe era com o mar, Alev era todo roxo com lacinhos e de Scar era com caveiras mexicanas.
Os pais de Harry não puderam vir porque tinham um compromisso dos lúpus em outro país e eu não sabia se os pais de Liam não vieram pelo mesmo motivo, ou porque Niall e Zayn não os tinham convidado. Minha mãe também não estava, ela tinha se mudada para Paris com Dan (agora eles, oficialmente, eram casados) e minhas irmãs mais novas, Fizzy começaria a estudar moda em setembro na universidade de Paris e a família resolveu mudar inteira para lá, ficando Lottie e eu em Londres.
Lottie e Gemma teriam um filhote em breve, minha irmã estava grávida de um menino, mas ainda faltavam alguns meses para nascer. Minha mãe tinha prometido que passaria o final da gravidez coma minha irmã e a ajudaria nas primeiras semanas com o novo bebê.
— Não comecem — Harry avisou Nathan e Raoul, os dois alfinhas disputavam a atenção de Alev em qualquer ocasião que encontrassem. Mas se você brigasse com um, o outro aparecia no mesmo instante para brigar com você. E contando de quem Raoul era filho, não espere que ele pegue leve só por ter quatro anos.
Raoul era uma versão mais contida de Sophie, ou talvez fosse só porque era mais novo. Mas, até hoje, se alguém não tratasse Zack como o príncipe que ele era (palavras da pequena alfa), haveria problemas.
— Ainda não estou pronto para isso — Lestat suspirou e meu alfa concordou.
— Se isso é mesmo verdade, quero tanto ver a cara do pessoal do conselho — Niall riu — principalmente, do meu querido sogro.
Acontece que Liv era a filha mais velha de Harry e, desde a transfusão, acompanhávamos de perto sua saúde. Teoricamente, o sangue do meu marido realmente despertou seu lobo, então ela tinha alcançado o status de lúpus. Porém, só teríamos a certeza depois que passasse pela puberdade e se transformasse pela primeira vez, até lá, era apenas uma teoria.
Só que, mesmo se isso acontecer, ela poderia ser considera uma lúpus não pura. Lestat, Danila e Tiziano tinha contestado isso, já que sendo minha filha e tendo o sangue de um Styles, era para ser uma pura. Mas o conselho não encarava desse jeito, o que a tornava inelegível para assumir o lugar de Harry, como futura líder do conselho.
Isso queria dizer que o próximo filho alfa ocupava esse posto na linha de sucessão, então seria Nathan. Só que com as suspeitas em cima de Raoul, Alev e Nathan, queria dizer que talvez (e isso era um grande talvez, já que eles eram muito pequenos) o próximo líder, após o meu marido, teria uma ômega e um alfa como soulmates.
Consegue imaginar uma família formada por um Tomlinson-Styles, um Lionscurt e uma Malik-Payne?
E piora quando souber que eles que liderarão todos os lúpus do mundo.
Mas isso era um dos segredos fechados do bando, nem contamos para nossos pais. Bem, a única avó do possível trio que sabia disso era Gabrielle, porque não tem como esconder nada dela mesmo. E ela parecia Niall, se divertindo imensamente com a situação.
— Tudo bem? — perguntei para Heidi.
— Não, Magnus e Jake já estão conversando sobre faculdade — ela suspirou.
Magnus era o filhote mais velho, ele começaria o ensino médio em setembro, mas já estava pensando em qual curso queria fazer. Jake e Magnus eram companheiros de aventura e já estavam fazendo mil planejamentos.
Isso até tinha gerado um pequeno problema com o pai biológico de Magnus, que mesmo morando em continentes diferentes, queria fazer parte da decisão. Mas ele não tinha uma relação próxima com o ômega adolescente e Magnus descartava qualquer ideia vinda dele, principalmente, o fato de o pai biológico exigir que o garoto fizesse faculdade em Nova York, lugar que ele morava. Não é que ele era ruim, mas era distante e Magnus tinha Jake, que o amava e cuidava dele.
— Mas falta tempo ainda e a Melanie ainda está no ensino fundamental — a consolei indicando sua filha mais nova, que brincava com os outros filhotes.
— A idade chega — ela suspirou — mas a minha aposentadoria não.
— Nem vai — Lestat cantarolou passando por nós.
Em festas normais, principalmente na Europa, depois dos "Parabéns" a festa acabava. Aliás, elas nunca duravam mais do que três ou quatro horas, mas com o bando era diferente. Se aquela festa acabasse no mesmo dia que começou, já era um milagre.
— Não mesmo, me deixem em paz — Lestat falou para Tiziano.
— Cane pazzo, não seja ruim, vou dormir na sua casa sim! — o italiano ria.
— Você sabe a regra — Danila deu de ombros e o loiro revirou os olhos.
— Tínhamos dezesseis anos, isso nem deveria mais valer — Lestat respondeu.
— Mas vale — o russo sorriu zombeteiro.
— Mon Loup, não seja assim. Está tudo bem vocês ficarem em casa.
— Victor e Cauê, eu realmente aprecio a presença de vocês e fico feliz que vocês e seus filhotes passem esses dias na casa da minha família — o lúpus loiro falou para os ômega — eu só não quero os seus maridos lá.
Existia uma regra não falada no bando que quando você viaja para visitar um lúpus, sempre fica na casa dele, não em um hotel. Então todos que viajaram para Londres para vir na festa dos filhotes, ficariam hospedados na casa de alguém do bando.
Ironicamente essa regra começou com o próprio Trio do Caos. Quando adolescentes eles combinariam que, independentemente de onde morassem, os outros dois teriam quartos na casa deles. E eles mantinham isso, Lestat tinha um quarto na casa de Tiziano e na de Danila, Danila na casa de Lestat e Tiziano e Tiziano na casa dos outros dois.
Parece que Lestat estava arrependido disso agora.
— E você, vai dormir onde? — Niall perguntou para Bill, ele estava vendo Landon ter uma conversa com Ashley, Jade e Calum.
Landon tinha voltado a estudar e tinha mudado totalmente de carreira, ele estava se formando para ser professor infantil, queria se especializar em crianças neuroatipicas e neurodivergentes.
Era bonito como Landon tinha se tornado mais confiante, ele se cuidava mais e ainda ficava um pouco encabulado com os olhares do marido. Bill também estava diferente, parecia mais confortável, ria mais. Tinha perdido aquela pose defensiva que ele mantinha o tempo todo antes.
Mas ainda era um lúpus e podia sorrir em um momento e no momento seguinte matar alguém que tinha ofendido seu alfa ou sua filhote.
— Na casa de Josh e Andy, eu já tinha falado com eles.
— Eu te convidaria para ficar em casa, mas meu marido é rancoroso — Niall deu de ombros e nós concordamos. Zayn nunca esquecia.
— Eu sei, às vezes ele me manda aleatoriamente vídeos de coisa pegando fogo e não diz nada — o alfa suspirou.
— E aquele problema com a ex de Landon? — perguntei e Bill respirou fundo, aquele tema o incomodava.
— Danila entrou com uma ação, ela vai ficar longe de nós. E não podemos citar o nome dela perto de Sky, se não minha filha tem uma grande crise de ansiedade.
A ex-mulher de Landon, genitora de Sky e que os abandonou porque disse que não conseguia lidar com uma criança autista, tinha reaparecido no último ano exigindo fazer parte da vida dela. Inclusive, tentou ganhar a guarda da menina na justiça.
As visitas da assistente social, as entrevistas e as visitas obrigatória da "mãe" tinham mexido com a menina e a estressado muito, a ponto de Sky ter crises e se machucar. Lauren e Camila, que também moram nos Estados Unidos ficaram em Nova York todo o tempo, porque foram semanas complicadas, até que os lúpus tiveram que intervir.
Agora parecia que estava tudo calmo, mas Mike já tinha se disponibilizado para rastrear a mulher e resolver ele mesmo o problema.
— Ela disse que não ia desistir, então precisei ter uma conversa com ela — Bill falou sério — se ela aparecer, vou deixar Mike fazer o que quiser. Sky finalmente está bem de novo e não vou deixar ninguém atrapalhar isso.
Contando que Sky era muito próxima de Annalise, filha de Tiziano, que Bill era da família Lionscurt, já que tinha jurado para Lestat, e que o advogado responsável por todo o caso era Danila, eu realmente esperava que essa ômega apenas aceitasse a decisão da própria menina e ficasse longe.
E eu sei que os alfas em si nunca fariam nada com ela, pelo menos diretamente, mas Victor, Louis e Cauê fariam. E, por mais que parecessem calmos, era só ver de quem eram soulmates para entender o estrago que fariam.
— Não está tarde não? — Harry bufou do meu lado.
— Hazz, não são oito da noite — eu ri.
— E todo mundo ainda está aqui — ele bufou de novo, apoiando seu queixo no meu ombro e me mantendo em seus braços.
As crianças tinham tomado banho, os pequenos estavam deitados no chão assistindo algum desenho animado na TV, alguns até dormiam. O mini bando estava no gramado brincando e os adultos sentados no deck conversando e comendo.
Hoje todo mundo tinha se dado folga, mas amanhã voltaríamos a trabalhar. Desde que Liv entrou no ensino fundamental, estudava integral, das oito da manhã até as três da tarde, o que mudou nossa rotina da manhã, coisa que meu marido odiou.
Parecia loucura, mas mantínhamos uma rotina saudável para nossos filhotes, todo dia tomávamos café da manhã juntos, levamos Liv para a escola, então levamos os gêmeos para a escola do bando. Depois buscávamos nossos filhotes, fazíamos dever de casa juntos, jantávamos juntos, passeávamos com o cachorro e assistíamos algum filme ou série juntos. Todo fim de semana tinha festa do pijama na casa de alguém do bando.
Ao mesmo tempo mantínhamos nossos negócios e dávamos lições em quem quebrava as regras, agíamos como os mafiosos que somos e controlávamos o nosso território.
Equilíbrio é tudo.
— Maman — Ethan veio até mim, ele estava coçando os olhos, manhoso. Nesses momentos ele só queria colo.
— Vem aqui, meu amor — estiquei minha mão e ele correu para mim. Eu estava sentado no colo de Harry, que me abraçava.
Peguei meu filhote no colo e ele se ajeitou, encostando sua cabeça no meu ombro e brincando com a gola da minha camiseta, seus olhinhos já fechando.
Harry não falou nada, apenas nos apertou um pouco em seus braços, beijando a cabeça de Ethan, que sorriu ainda de olhos fechados e suspirou, quase dormindo.
Todas as noites, antes de dormimos, Harry passava um tempo no quarto de Liv ou dos filhotes. Ele sempre admirava nossos filhotes, verificava toda segurança várias vezes, os cobria e tinha que ter certeza de que os três estavam confortáveis enquanto dormiam.
Ele era um pai incrível, a família era sua prioridade e mesmo quando ficávamos exaustos por termos dois bebês e outra filhote que, apesar de ser um pouco mais velha, ainda demandava atenção, Harry nunca pareceu nada menos do que grato por nos ter com ele.
— Eu amo vocês — ele sussurrou para mim e então beijou meu pescoço, por cima da minha marca.
— Também amamos você — sussurrei de volta.
Matteo estava contando de um cliente realmente chato que tinha aparecido no restaurante e, enquanto ele tentava lidar com aquele alfa, tudo o que Jake fazia era agradecer por Louis não estar naquele dia, se não Lestat teria matado o homem.
— Só para avisar, Raoul e Nathan estão dormindo no mesmo colchão e estão abraçados — Niall nos disse, ele tinha acabado de verificar como os filhotes mais novos estavam. Harry e Lestat seguraram os rosnados, Zyan e Liam riram, mas então meu amigo se virou para os maridos — e Alev está dormindo confortável entre os dois.
— Qual é? — Zayn disse revoltado e estava pronto para se levantar e "salvar" sua filhote, mas seu ômega o puxou de volta.
— Sabe, às vezes me dá vontade de mudar para Londres também — Tiziano deu um sorriso zombeteiro para Lestat, que mostrou o dedo do meio.
— Eu posso — Danila deu de ombros.
— Nem seu cadáver sobraria para ser enterrado aqui — o lúpus italiano cantarolou.
— Ótimo, começaram — Cauê suspirou, ele estava amamentando seu filhote.
— Ninguém vai se mudar — Victor avisou.
Acontece que logo após Danila encontrar seu soulmate, ele teve que enfrentar grandes problemas no seu país dentro do clã Kozlovsky. Não foi diretamente por causa de Cauê, mas sei que também teve a ver com isso. Então, em um dos embates com a mãe, ele resolveu abrir a mão de ser chefe da família Kozlovsky e entregou esse cargo para um primo. Disse que aquele estresse não valia a pena, já que eles nunca foram sua verdadeira família.
Foi um escândalo, mas os amigos os apoiaram. Foi bonito como Lestat apenas recebeu uma mensagem no celular, entrou no primeiro voo e foi para a Rússia, sem nem questionar, coisa que eu sei que Tiziano fez. Depois os encontramos na Itália, na casa dos Ferro e a única pergunta que Danila precisou responder foi para qual família ele queria jurar, Ferro, Lionscurt ou Tomlison-Styles.
Ele e Cauê escolheram os Ferro por questão afetiva, já que Sergio e Juliana que, praticamente, o criaram. E desde que Juliana colocou os olhos no seu "bambino" triste, ela não soltava. Também tinha o fato que já estava afeiçoada a Cauê, então duvido que eles tivessem muita escolha.
— Ainda falta uns dias de férias, podíamos para alguma praia — Ashton sugeriu.
— Eu gosto da ideia — Calum se aconchegou ao marido. De todo o bando, só dois casais que não tinham filhos, Ashton e Calum e Matteo e Jordan. Os quatro amavam as crianças, também se revezavam no esquema de segurança e matariam qualquer um por elas (coisas que já tinham feito mais de uma vez), mas não queriam os próprios filhos e tudo mundo estava bem com isso.
— Podíamos ir para aquela casa que alugamos na França, no ano passado — Jade disse animada. — O lugar era lindo e as crianças se divertiram muito.
— Só as crianças? — Leigh Anne riu para a esposa.
— Eu concordo, precisamos de férias — Matteo comentou.
— Baby, você não acabou de voltar da sua folga? — Jordan provocou o marido.
— Amor, férias nunca é demais e eu sou o chefe, eu mereço — o beta sorriu.
— Vamos falar mesmo sobre merecer? — Heidi levantou a sobrancelha.
— Desiste — Lestat a respondeu.
— Calma, está tudo bem — Jake consolou a esposa — se ele não ceder, algum dia a gente foge — ele brincou.
— Com ela eu não posso fazer nada, mas com você é outra história — o lúpus loiro disse em voz baixa para o alfa.
— Aí, sempre as ameaças voltam para mim! — Jake suspirou.
— Mon Loup, Jake é um dos melhores amigos, não pode matá-lo.
— Eu não falei sobre matar — Lestat deu um sorriso de canto.
— Estou avisando, se formos para a França, eu vou na Euro Disney — Nick disse cruzando os braços.
— O que você quiser — Shawn beijou o marido, que sorriu feliz, Nick amava a Disney e Shawn, como todo alfa daquele bando, não media esforços para deixar seu ômega feliz.
— Ótimo, então vamos marcar a viagem? — Ashley perguntou animada, ela e Jade já planejando o que fariam. Emma e Jesy suspiraram.
— Pelo jeito — Harry deu de ombros, ele estava muito mais preocupado com o sono de Ethan do que a organização de uma viagem internacional.
— Perfeito, segunda feira os ômegas saem para fazer compras — Niall exclamou animado, chamando a atenção de todos.
— Naquela loja de novo? — Mike perguntou e Luke o olhou revoltado.
— Com certeza, meu caro amigo psicopatinha — o loiro piscou para ele.
— Não, nem ferrando, de novo não — Zayn negava com a cabeça.
— Baby, por favor — Liam pediu suspirando.
— Tudo certo? — perguntei para Harry quando ele voltou para nosso quarto.
Finalmente a festa tinha acabado, quer dizer, os convidados tinham ido para suas casas, mas não queria dizer que não estariam de volta logo pela manhã.
Depois disso fizemos o ritual noturno com as crianças: o último copo de leite com biscoitos, os pijamas, escovar os dentes, histórias para dormir, que no caso da Liv ela gostava de contar agora por que já era "uma alfinha mais velha que sabia ler e muito responsável", mas que sempre dormia antes de chegar no fim.
Os gêmeos enrolavam um pouco, mas naquela noite estavam tão cansados que logo cederam ao sono. Eles dormiam no quarto que um dia tinha sido meu, aquele que fiquei por poucos dias quando cheguei nessa casa, de frente para o quarto de Liv. Tentamos fazê-los dormir em quartos separados, mas eles não estavam dispostos a isso ainda.
Liv estava de olho no antigo quarto de Harry, aquele de frente para o quarto de Noah. Ele era maior e quase idêntico ao meu, Harry e eu estávamos conversando sobre isso, no ano anterior meu alfa se sentiu confortável o bastante para limparmos aquele quarto, tirando todos os vestígios da destruição que tinha acontecido ali. Então pode ser que no futuro aquele quarto passasse a pertencer a Liv.
Porém o quarto de Noah ainda não tínhamos mexido, apenas consegui que Harry o mante-se destrancado, assim poderíamos limpá-lo de vez em quando. Também tínhamos contado aos nossos filhotes sobre o irmão que eles não puderam conhecer. Ethan e Nathan não entenderam muito bem, mas Liv sim. Ela passou o final de semana que contamos inteiro agarrada em Harry e fazia questão de contar para todas as pessoas que tinha três irmãos mais novos, mas um tinha virado estrelinha.
Depois de termos certeza que nossos filhotes estavam dormindo, eu voltei para nosso quarto, enquanto meu alfa manteve a rotina de verificar se todos estavam bem, se o sistema de segurança estava funcionando corretamente, se tudo estava trancado e, mais uma vez, como os filhotes estavam.
O que tinha acontecido há três anos deixou marcas. Nenhum filhote sofreria de novo, por isso todos eram muito bem protegidos. Os mais velhos entendiam que aquilo era necessário, eles tinham ideia do que acontecia e que nossa família era diferente das comuns. Para os pequenos era mais simples, aquilo era o normal e eles estavam bem com isso.
Liv e Sophie tinham um treino um pouco mais intenso do que os outros filhotes, por serem lúpus. Mesmo que ainda não soubéssemos se a minha filha completaria a transformação, podíamos perceber a diferença entre elas e os outros. Mas todos do mini bando treinavam, mesmo que a maior parte parecesse uma grande brincadeira e eles se divertiam.
Os pequenos ainda estavam começando, por enquanto eles gastavam mais energia correndo e os estimulávamos para se desenvolverem bem, sempre respeitando seus limites.
Não que alguns deles parecessem ter limites, o que era o caso de Nathan, Raoul, Scar e Zoe. Zoe por ser alfa só gostava de praticar exercícios e correr bastante, Nathan e Raoul gostavam de competir e aprontar. Scar, bem, ela é uma cópia de Zayn Malik que aprendeu com a maman, Niall, a usar o fato de ser ômega para se livrar de muita coisa. Então já deu para entender.
— Sim, tudo bem — meu marido deitou comigo, me envolvendo em seus braços e me beijando — não acredito que finalmente tenho você só para mim.
— Não fale isso, que daqui a pouco um deles acorda — brinquei e ele riu.
— Certo, vamos nos focar em outra coisa — ele sorriu malicioso.
Seus lábios estavam no meu pescoço, ele tinha devoção pela minha marca, sempre beijando ou mordiscando, me provocando ali. Passei as pontas dos meus dedos pelas suas costas, sentindo sua pele arrepiar.
Suas mãos vagavam pelo meu corpo, me apertando contra ele. Beijos foram deixados nos meus ombros, clavícula, peito, até que seus lábios chegaram nos meus mamilos. Ele gostava de castigar essa área, sugando e mordendo até eu estar tão sensível que o toque mais leve me faria gemer.
Harry gostava de controlar, me deixar sem ter como reagir, me ver entregue a ele, fazer o que quisesse comigo. Também adorava deixar marcas em mim, principalmente em lugares que só ele poderia ver, sabendo que meu corpo era totalmente dele, o que não era mentira.
Sua língua circulou meu pau, mas sem lambê-lo de fato, porque meu marido é um babaca provocador, que gosta de me fazer implorar. E, mesmo que eu lute com toda as minhas forças, ele sempre vencia. No fim eu estava implorando e gemendo para que ele fizesse o que quisesse comigo, desde que me deixasse gozar.
— Sempre tão impaciente — ele murmurou se divertindo com a situação. Falando contra minha pele sensível, deixando sua respiração quente me atingir e me deixar ainda mais arrepiado.
A maciez e delicadeza com que sua língua me lambia era um oposto da rigidez e da força com que ele me segurava contra a cama, com certeza me deixando marcas.
O calor da sua boca me envolvia, sugando de mim cada gemido e eu não era nem louco de tentar abafar os sons que eu fazia. Depois de quase quatro anos eu já tinha aprendido que não dar a Harry o que ele queria, faria com que ele não me desse o que eu queria.
E eu queria muito seu pau dentro de mim.
Ele apertou minhas coxas e eu sorri, pela forma que ele me tocava eu sabia o quão próximo ele estava de largar as provocações e me foder de verdade. Eu tinha aprendido a controlar meu cheiro, por isso liberei mais forte, para que ele sentisse o quão excitado e necessitado por ele eu estava.
Meu marido levantou os olhos, olhando diretamente nos meus. Ele sabia o que eu tinha feito e isso o fez sorrir de canto. Harry negou com a cabeça. Então, sem eu esperar, me virou de bruços na cama.
— Era isso que você queria? — ele me provocou e lambeu minha entrada, saboreando minha lubrificação e me fazendo gemer. — Lou, você sempre será meu sabor favorito.
Sua língua entrava em mim e, por mais que ele me segurava apertado, eu mexia meu quadril pedindo por mais. Não era só o momento ou sua língua me explorando, me deixando cada vez mais louco. Era o fato de ser ele, de ser o seu toque, seu cheiro, sua voz... Era Harry que fazia isso comigo.
— Hazz... por favor... — eu sabia que acabaria implorando.
— O que, Sun? Do que precisa?
— Droga... Hazz... — ele tinha substituído sua língua pelos seus dedos, só para fazer aquelas perguntas e aproveitar a visão do meu corpo suado, gemendo e louco por ele — por favor... eu não vou aguentar...
— Ah, Lou, você sabe que vai. Você sempre jura que não aguenta mais, mas seu corpo sabe que só pode gozar quando eu deixo e, se eu quiser adiar esse momento, você vai se segurar até que eu mande — para mostrar como tinha poder sobre mim, ele diminuiu o movimento dos seus dedos, me fazendo ter vontade de bater nele.
— Harry, por favor, não faz isso...
— Por que Lou? Você é meu e eu posso fazer o quiser — eu não precisava olhar em seu rosto para ver aquele sorriso maldoso.
E, o pior, é que ele tinha razão. Ele poderia fazer o que quisesse comigo e eu aceitaria qualquer coisa, porque eu confiava nele mais do que confiava em mim e sabia que a recompensa valia a pena.
— Por favor... — eu implorei de novo, sentindo as lágrimas nos meus olhos.
— Tudo bem Sun — ele beijava minha coluna — você tem sido um baby tão bom, você merece.
Eu suspirei de alívio com suas palavras, mas voltei a prender a respiração quando senti seu pau entrando em mim. Devagar, tomando pouco a pouco, sentindo como eu o apertava desesperado por mais.
— Lou — ele ofegou quando suas coxas encostaram na minha bunda, suas mãos apertavam meu quadril.
— Hazz... — eu gemi e ele afagou meus cabelos.
— Está tudo bem, eu sei — ele deixou um beijo na minha coluna antes de começar a se mover.
Os primeiros movimentos sempre eram lentos, por um lado ele queria ter certeza de que eu estava bem e que podia seguir sem me machucar. Por outro ele era um sádico que adorava me torturar.
Mas então, sem aviso nenhum, ele estocou com mais força. O prazer o subiu pelo corpo e perdi as forças nos meus braços. Deitei minha cabeça no meu travesseiro, me deixando ainda mais empinado, o que o fez rir.
Eu ofegava e gemia, muito feliz que as paredes do meu quarto eram revestidas e ninguém poderia ouvir nada. Harry me deu o primeiro tapa e ele sabia o que aquilo fazia comigo. Seus dedos me puxavam com tanta força, que as marcas estariam ali pela manhã, mas elas já tinham se tornado costume e eu as amava.
— Daddy...
— Porra, Lou!
Minha vez de sorrir, porque eu sabia o que isso faria com ele.
Ele estava indo mais rápido, com mais força, os barulhos ecoavam pelo quarto, nossos gemidos competindo com o barulho das nossas peles se encontrando. Enquanto eu ofegava, ele rosnava, me arranhando levemente e aquilo era muito bom.
Subitamente ele saiu de dentro de mim, mas não tive de reclamar, já que eu estava perto de gozar. Ele me puxou e me fez sentar em seu colo, segurando meu rosto para que eu o encarasse.
— Quero olhar nos seus olhos enquanto você goza.
— Então me faça gozar — o provoquei e ele sorriu de canto, daquele jeito perigoso.
As estocadas voltaram e agora eu tinha mais liberdade para me mexer, rebolando no seu colo enquanto ele entrava dentro de mim. O calor era muito forte e o meu prazer estava se construindo de modo avassalador. Mas todas as vezes fechava os olhos ou tombava a cabeça, meu marido, que ainda não tinha soltado o meu queixo, me puxava.
— Hazz... por favor — implorei de novo, minha voz quebrada.
— Eu não estou te impedindo de nada, Sun, pode gozar — ele sorria perigoso — eu só quero olhar nos lindos olhos do meu marido enquanto isso acontece, ou eu não posso?
— Pode... — ofeguei e gemi ao mesmo tempo — eu... Hazz...
— Deixe vir, está tudo bem — ele me beijou levemente nos lábios, o que era quase contraditório com o jeito que seu corpo se mexia contra meu.
Mesmo seu toque beijo sendo leve, ainda apertava o me queixo e me estocava de um jeito quase selvagem. Meu marido também estava no seu limite, mas não viria antes de mim.
Meu orgasmo veio de forma intensa, mordi os lábios com força, quase a ponto de me machucar. Mas era isso ou fechar os olhos. Segurei o pescoço do meu marido, precisando de apoio, meu corpo tão sensível e eu sentia como se, naquele momento, não conseguisse respirar. Hazz segurou minha cintura com ambas as mãos, estocando com força, prolongando o meu prazer, enquanto estava a busca do seu.
Quando ele gozou, não me deixou ver ser rosto, o que foi injusto, já que o afundou no meu pescoço e me mordeu, me fazendo gemer de novo. Ok, eu conseguia lidar com essa "injustiça".
Fiquei abraçado a ele, com minha cabeça no seu ombro, enquanto nossas respirações voltavam ao normal. Coisa que, muitas vezes eu duvidava que fosse acontecer.
— Eu te amo tanto — ele murmurava beijando meu pescoço e fazendo carinho em mim.
— Eu também te amo — suspirei sonolento.
— Eu vou ter que te carregar até o banho, não é? — ele brincou.
— Não só vai, como é você que vai me dar banho — respondi e ele riu.
— Ok, manhoso, se segura — ele disse quando se levantou.
Me agarrei mais forte em seu pescoço, enquanto ele segurava minhas coxas, então me carregou para o banheiro. Harry sempre me deixava fora do chuveiro até a água esquentar, depois ele nos molhava e me ensaboava com cuidado, visto que meu corpo ainda estava sensível. Ele, também, gostava de lavar o meu cabelo.
Harry levava os after care a sério, tendo certeza que eu estava confortável e fosse mimado.
Eu falava de Ethan, mas eu também era bem manhoso quando se tratava de Harry, amava como ele sempre me beijava e, amava mais ainda, o fato que ele sempre cuidava de mim.
Eu suspirei negando com a cabeça e coloquei um pouco mais de whisky no meu copo.
— Não faça isso — eu avisei.
O alfa que vinha na minha direção parou um pouco, me olhando confuso, mas deve ter resolvido que o que eu falava era uma besteira, já que voltou a, praticamente, marchar na minha direção. Por que não me escutam?
— Eu já avisei, não faça o que está pensando em fazer — o avisei de novo, levando meu copo aos meus lábios e bebendo um gole. Niall tinha razão, whisky com Coca-Cola era gostoso, mas se eu falasse isso para ele, ele soltaria "e quando eu não tenho razão?"
— E por que eu vou te obedecer? — o alfa desdenhou.
As pessoas próximas a nós nos olhavam atentas, o alfa parecia irritado, expressão fechada e ameaçadora. Eu era apenas um ômega sentado no meu lugar, relaxado, bebendo tranquilo e pedindo que o alfa irritado não tentasse me ferir.
Apesar de o bar estar quase lotado, não era todo mundo que estava vendo o que estava acontecendo. Entre as pessoas que assistiam, havia a parte que estava com medo do que aconteceria, já que o alfa estava claramente disposto a atacar um ômega.
E havia a outra parte que estava com medo do que aconteceria porque sabiam quem eu era.
— Ele vai mesmo tentar? — Niall perguntou divertido, voltando do banheiro e se sentando do meu lado. — Que imbecil.
— Eu pedi para ele não fazer — dei de ombros tomando mais um gole.
— Deixe-o vir — Mike pediu estralando os dedos.
— Então vamos liberar a garrafa, não é? — Calum brincou e encheu o próprio copo e de Niall, acabando com o líquido da garrafa.
— Seu... — o alfa estava mais próximo e bufei irritado.
— É a terceira e última vez que te aviso — eu falei sem nem olhar para ele, apenas bebendo mais um pouco. — Não me ataque.
— E por quê? — zombou de mim.
— Só você vai sair ferido e, depois, meu marido vai te matar — olhei para ele, que não tinha entendido, estão virei minha mão, indicando minha aliança de casamento. — Eu vou me defender, eu vou te derrubar e vou te machucar nesse processo. Mas meu marido está chegando e ele ficará furioso, então, vai te matar sem nem pensar direito e na frente de todo mundo.
As pessoas a nossa volta arregalaram os olhos assustadas. Quem conhecia a mim e meus amigos recuou um pouco, sabiam que podíamos fazer um pouco de "bagunça" às vezes. As outras estavam confusas e não entendiam direito.
— Mentira — ele tentou.
— Que seja — dei de ombros e bebi o último gole da minha bebida, colocando o copo na mesa — você não me conhece e não estou te julgando. Mas irá morrer por isso.
Era difícil irmos para Liverpool, mas quando alfas estavam mexendo com ômegas e tentando roubar os nossos negócios, precisávamos agir. E aquele alfa era um abusador, achava que poderia me assustar.
Quase quatro anos depois e eu ainda tinha que passar por isso. Revirei os olhos mentalmente, sempre existiria babacas no mundo.
O alfa colocou sua mão no encosto da minha cadeira, pronto para puxar ou me empurrar, tanto faz. Peguei a garrafa vazia sobre a mesa, me virei rapidamente e a esmaguei contra seu rosto, os estilhaços cortando sua carne.
Ele não teve tempo de gritar, acertei meu joelho de baixo para cima no seu peito, aproveitando que ele estava encurvado pela dor. Soquei seu rosto bem em cima dos ferimentos feitos pela garrafa, fazendo o vidro entrar ainda mais profundo na sua carne.
— Aqui — Niall me estendeu um guardanapo de papel para limpar o sangue daquele alfa.
— Obrigado — agradeci limpando minha mão. Então me virei para o alfa no chão — não levante, sério, não piore sua situação.
— Pode passar o tempo que for, mas o Louis continua um pacifista — Mike resmungou revoltado.
— Você destruiu meu rosto! — o alfa gritou entre incrédulo e raivoso, mas também com dor.
— Eu te avisei que faria.
— Ele avisou mesmo — Calum disse encostado na sua cadeira.
O alfa se levantou com raiva, pulando sobre mim, pronto para me acertar. Neguei com a cabeça, eu pedi para ele não fazer isso. Por que nunca me escutam?
Mas, antes que ele encostasse em mim, Mike o interceptou. Meu amigo lançou o alfa contra parede e o socou várias vezes, a ponto de rasgar o outro lado do seu rosto também.
— Não se preocupe, a gente paga os danos — Niall disse para o dono do bar, que nos olhava aterrorizado. — Tem mais whisky?
— Doug — três alfas chegaram e correram socorrer o atual saco de pancada de Mike.
— Por que sempre surge mais? Eles não podem ficar de fora? — passei a mão, limpa, pelo rosto.
— Pare de ser egoísta Lou, só você pode se divertir? — Calum pulou o encosto da cadeira e veio para perto de mim.
— Quem quase matou o alfa na pancada, foi o Mike — eu me defendi.
— Quem começou foi você — Calum devolveu.
— Ele tem um ponto — Niall deu de ombros.
— Você... — um dos alfas veio para cima de mim. Por que eu, se era o Mike que tinha o sangue do amigo dele pingando das mãos?
Eles estavam me xingando, mas eu não pararia para conversar. Quando vieram para cima de mim, quebrei o nariz do primeiro, girei meu corpo e chutei o segundo. O terceiro foi pego por Calum, que parecia se divertir muito enquanto quebrava o braço do alfa.
Mike sacou seu canivete do bolso e estava prestes a esfaquear alguém, quando a porta do bar se abriu com força e meu alfa entrou.
— Poxa — Mike exclamou emburrado, soltou o alfa no chão e guardou o canivete.
— Quem? — Harry me perguntou sério, eu já tinha aprendido que não deveria perder meu tempo discutindo.
Indiquei o alfa sentado no chão, encostado na parede, com os dois lados do rosto sangrando e prestes a perder a consciência. Harry se abaixou perto do alfo, não falou nada, apenas quebrou o pescoço dele.
— O Lou realmente avisou — Niall comentou dando de ombros e tomando um gole da bebida que o dono do bar tinha lhe servido, mesmo que o beta estivesse amedrontado.
— O que está bebendo? — Zayn perguntou para o seu ômega.
— Quanto eles destruíram? — Liam perguntou para o dono do bar, já abrindo a carteira
— Está bem? — Harry segurou meu rosto com as mãos. Ele sabia que eu podia me defender, seja lutando ou usando uma das minhas armas escondidas pela jaqueta, mas ele sempre ficava preocupado comigo.
— Estou — sorri para ele. Eu não entendia como, mas eu me sentia como se o amasse cada vez mais, eu me apaixonava por ele todos os dias. Havia os dias ruins, as brigas podiam acontecer, mas nunca dormíamos sem nos resolver, mesmo que levasse a madrugada inteira.
No dia que ele me buscou no hospital e me levou para casa dele, teve aquela festa de recepção e eu conheci o bando. Me lembro que o comparei ao sol, ele era uma estrela brilhante, iluminando todos a volta e eu estava feliz que ele me permitiu ser uma das pessoas que o rodeiam. Se passaram quase quatro anos e nunca mudei de ideia, apesar dele me chamar de Sun, ele era o sentido de tudo para mim.
Mas o momento emotivo acabou quando ouvimos um grito de dor.
— Mike? — meu alfa chamou o ômega, que sorriu travesso.
— Desculpa? — ele puxou seu canivete do corpo de um alfa.
— Podemos ir para casa? — perguntei, até Londres são quase duas horas de viagem. Liv e os filhotes estavam na casa de Jade, era a noite da casa dela sediar a festa do pijama, ou seja, meu alfa e eu tínhamos a noite livre.
Alfas que nos atacaram foram levados para o galpão, o aniversário de Shawn estava chegando e fariam uma caçada para comemorar. Não que eu ache que ele tenha pedido, mas no bando qualquer motivo era para um ótimo motivo para fazer uma Caçada.
— Tem certeza? — eu perguntei sorrindo.
— Vamos? — ele mexeu as sobrancelhas e eu ri.
Harry tinha dirigido até um dos mirantes de Londres, nós saímos carro e nos sentamos no capo do veículo. Ver as luzes noturnas da cidade era estranhamente bonito. Me dava um pouco de paz.
— Veja...
— Não! — eu tampei sua boca rindo e ele fez uma expressão de revoltado.
— Lou! Você nem sabe o que eu ia falar.
— Você ia fazer o discurso do Mufasa.
— Claro que não — seu sorriso de canto entregava a mentira, o que me fez rir ainda mais e o puxar para um beijo. Meu alfa passou seu braço pela cintura e me deitou no capo do carro, ficando por cima do mim, sem parar de me beijar.
Seus braços eram meu lugar seguro, minha casa.
— Eu te amo — ele disse entre o beijo.
— Eu também te amo.
— Nessa e qualquer outra vida.
— Em qualquer realidade que a gente exista, eu ainda te amarei.
— Que bom — ele sorria para mim — porque meu coração sempre foi e sempre será todo seu.
— É? — o provoquei.
— Eu andaria no fogo por você — sussurrou.
Ele sorriu e voltou a me beijar.
Tem acontecido muita coisa e nada do que eu escreva seria suficiente para agradecer vocês. Obrigada por não soltarem a minha mão, obrigada por ainda estarem aqui, obrigada por não me culparem por tudo o que houve. O apoio de vocês foi fundamental para superar tudo que aconteceu, desde dos primeiro capítulos que postei até a tormenta que passamos no último ano (se você está lendo isso e não entendeu, eu te invejo! kkkkkkk)
Muitas coisas mudarão, por isso preciso que vocês me sigam nas redes sociais (instagram e twitter é isafeijo) ou sigam a equipe, lá nós avisamos de tudo. Inclusive temos uma mega novidade sobre LAY. Spoiler: O ebook de LAY está muito próximo de sair!!!!
Eu não posso contar agora tudo que vai acontecer, mas nos sigam porque vocês não vão querer perder. Fiquem atentos!
Ah, dia 28/08/22, pela Editora Calíope, sai um ebook chamado "Mi Delirio", que é a história da Liz Lopez e Cat Diaz (aqui na fic vcs conhecem como Lauren e Camila). Estou muito ansiosa para vocês lerem!
De novo, muito obrigada por estarem comigo, vocês não tem ideia como isso é importante para mim!
Até a próxima?
;)
https://youtu.be/67z3qVkGpMk
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