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2. she could dance alone, as long as the sound was his voice

"Ela poderia dançar sozinha, desde que o som fosse a voz dele"


n/a: oi ♥ acabei decidindo atualizar a mídia desse capítulo com um vídeo porque acho que todo mundo merece conhecer a versão acústica dessa música

sugiro que deem play quando acharem um ♥

até

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sábado, 8h25min

— Não tio Kookie, não é assim! É assim — a menininha de uniforme de escoteira imitou o movimento que as meninas da TV faziam no MV e esperou o rapaz de moletom que a olhava com atenção repetir a coreografia depois.

— Vocês parecem galinhas ciscando — Seokjin falou depois de colocar a mochila de Yuna no sofá. A filha o olhou com um olhar julgador semicerrando os olhos e ele teve vontade de rir mais ainda, mas só se sentou e olhou os três adultos imitando os passos que a filha fazia. Como que uma coisinha daquele tamanho convencia aquelas criaturas a fazer o que ela mandava?

De qualquer jeito, ele também não tinha moral para falar já que foi quem arrastou a mesa de centro para perto do rack da TV para que tivessem espaço para dançar. Na verdade mesmo, Jungkook parecia ser o único interessado em aprender a coreografia do clipe, já que Sohye e Gaeul mais pareciam ter sobrevivido de um atropelamento de caminhão do que qualquer outra coisa.

— Ai eu não aguento mais, — a de cabelos curtinhos disse e se jogou no sofá ao lado de Jin — faz vocês aí que eu aprendo olhando.

— Ninguém aprende só olhando, tia. É importante praticar. — a pequena disse com as mãos na cintura.

— É mesmo? E quem te disse isso? — ela perguntou alfinetando a menina, enquanto se esticava no sofá e deitava a cabeça no colo do irmão.

— Você ué — Sohye fechou os olhos com a resposta da criança. Bendito livro de psicopedagogia que dizia para incentivar a criança a questionar e a praticar as habilidades. Seokjin riu e fez um hi five com a filha. Jungkook e Gaeul riram também e aproveitaram a deixa para se sentarem. — Gente, por que estão sentando? O ensaio não acabou ainda. Vem tio Kookie — a menina foi até o sofá contrário o puxando pelas mãos para o obrigar a ficar de pé, depois fez o mesmo com Gaeul. Ela ignorou Sohye, que já entrava no primeiro nível de sono com o cafuné que o irmão fazia em seu cabelo. Ela mal entrou na inconsciência quando a TV voltou a tocar alto o som de Um Oh Ah Yeh e Yuna voltou a pular.

— Ela é sua filha mesmo, não tem como negar — Sohye disse ao irmão ainda sem abrir os olhos. Ele sorriu, porque adorava quando diziam que Yuna se parecia com ele. Pouco tempo depois a campainha tocou e Sohye se sentou para que ele pudesse atender a porta. Ela riu vendo Gaeul se enrolar com a coreografia e Yuna e Jungkook imitarem, e muito bem, as meninas do Mamamoo.

Ouviu Seokjin cumprimentar a pessoa na porta de entrada e logo voltou com a moça de cabelos negros e longos. Ela achava a personalidade de Yuna, idêntica a de Seokjin, mas em aparência, ela era a cópia da mãe. Sunhee era tão bonita e tão gentil. Sohye se lembrava perfeitamente de quando Seokjin levou a namorada para apresentar a família quando eles ainda eram adolescentes e o quanto ela sentiu ciúmes na época. No começo ela jurava que ela só era querida e educada para convencer os pais deles, mas logo ela superou aquilo, e mesmo hoje, anos depois deles dois terem terminado, ela ainda se mostrava uma pessoa encantadora.

— Mamãe! — a menininha na frente de Jungkook elogiando seu cabelo, correu até a mãe a abraçando pelas pernas. Sunhee parecia estar sempre tão bem vestida, mesmo agora de calça jeans de tintura clara e camisa bege. Ela cumprimentou os três com um sorriso delicado e Sohye ficou em dúvida se o sorriso de Yuna parecia com o dela ou com o de Seokjin.

— Você estava fazendo eles dançarem de novo, Yuna? — perguntou com a mão na cintura, fingindo estar brava. A menininha riu ainda sem soltar o abraço na mãe.

— Eu precisava de outras três pessoas para dançar, então eles se ofereceram, mamãe — ela mostrou um sorriso sapeca e com a cara que Jungkook, Gaeul e Sohye fizeram, Seokjin e Sunhee riram. Sunhee de forma controlada e Seokjin a clássica risada dele — e o tio Kookie dança muito bem, sabia? Eu quase não tive que ensinar nada a ele. — Gaeul a olhou indignada.

— Hey, por que você só elogia ele? O tio Kookie faz isso, o tio Kookie faz aquilo. — a menina de vestido florido reclamou e Jungkook sorriu com o ego inflado.

— Porque você não tem canal no Youtube, bobinha — Sohye disse e recebeu um olhar julgador de Yuna. Ela queria sim aparecer no canal de Jungkook, mas ela ainda estava praticando seu inglês, já que queria cantar alguma música com o tio. Mas o agradar não custava nada, não é?

— É isso o que eu estou aturando desde as 6h30min, Sunhee. Aproveita que hoje ela está ligada no 220. — Seokjin disse e Sunhee riu junto com ele. Yuna correu até os seus três companheiros de dança dando um beijinho na bochecha de cada um e depois de colocar a mochilinha nas costas, segurou a mão da mãe e seguiu até a porta com Seokjin as acompanhando, já que iria para a cafeteria. Jungkook se jogou no sofá contrário ao que Sohye estava e se esticou ali.

— Você atravessou a cidade para vir dormir, Jungkook? — Sohye perguntou enquanto ela e Gaeul pegavam uma em cada lado da mesa de centro a colocando no lugar. Ele resmungou colocando uma almofada no rosto como resposta. As meninas espalharam os livros que tinham pegado emprestado na biblioteca para fazer a pesquisa e sentaram no chão. — Tenho certeza que deve ter algum texto para traduzir, algum resumo para fazer. — ela arriscou, sem saber muito bem como eram os trabalhos do curso dele.

— Nah, depois eu faço. — se virou dando as costas para elas — Lá em casa está uma loucura. Saya não larga aquela guitarra e minha mãe está ajeitando as coisas para a reunião dos escoteiros. — ele apontou na direção que Sunhee e a filha saíram. Sunhee provavelmente iria levar Yuna e passar a tarde lá, ajudando a Sra. Jeon com as crianças. A matriarca da família Jeon teve a sua primeira gravidez bem nova, o que justificava Jungkook nos auge dos 23 ter um irmão de 14 e um de 7 anos de idade.

— Ai, a reunião dos escoteiros era na sua casa hoje? — Sohye perguntou fazendo careta. Ela se lembrava bem de quando o encontro foi em sua casa e como ela e Seokjin quase deram as mãos e choraram desistindo e deixando as 8 crianças quebrarem tudo para depois varrer os cacos para debaixo do tapete. Jungkook assentiu sem abrir os olhos. Ela e Gaeul terminaram de ajeitar as coisas sobre a mesa e passaram o resto do dia ali, revirando os livros e pesquisando em sites sobre a Declaração de Incheon de Educação 2030.

Jungkook que com toda certeza tinha virado a noite jogando algum jogo, dormiu por horas seguidas e só acordou quando Seokjin voltou do trabalho com cupcakes e suco. Ele que se sentiu culpado por ter dormido enquanto as meninas estudavam, se ofereceu para lavar a louça. Elas não negaram, claro. Deviam ser quase 18h quando ele apareceu na porta da cozinha dando um grito esquisito. Sohye e Gaeul o encararam assustadas: Jungkook que tinha o cabelo amarrado para cima como uma criança de 3 anos, pano de prato no ombro e o celular nas mãos.

— Ah não, ele pintou o cabelo — ele falou sozinho, mais aleatório impossível, encarando o celular. Gaeul revirou os olhos quando viu que não era nada demais, Sohye ignorou o amigo e voltou a atenção ao que escrevia no caderno. — E ele conseguiu ficar mais bonito ainda. — voltou para cozinha como se nada tivesse acontecido, mas logo voltou e se sentou ao lado das meninas no chão — Olha esse menino. — ele virou o celular para as duas. Gaeul olhou curiosa, Sohye continuou encarando a tela do notebook — Sohye? Atenção? Park Jimin pintou o cabelo de loiro. — Sohye revirou os olhos e olhou para o celular na mão do amigo.

— Hm, legal Jk. Parabéns? — ela falou meio que sem saber o que falar para o amigo. Jungkook carregava aquela crush em Jimin desde que eles entraram na graduação e Sohye não se lembrava de um mundo onde ele não tinha uma queda por um dos líderes do grupo de dança da faculdade.

— Nossa Sohye, que grosseira. Quando um amigo mostra foto do boy, e esse boy é gente boa e não um macho babaca, a gente elogia — Gaeul disse e Jungkook concordou assentindo. Os três riram depois.

— Ele disse que um amigo dele vai tocar em um barzinho perto do centro, e que ele vai dar uma força. Então eu acho, só acho, que a gente podia dar um pulo lá — Jungkook disse encarando o celular seguido de palmas de Gaeul. Não existia alguém nesse mundo que gostasse tanto de festas ou socializações quanto Park Gaeul, mas Jungkook surpreendeu dando aquela ideia, mesmo que nem ele soubesse de onde estava saindo aquela coragem para ficar metros de distância da paixonite.

— Eu não acredito que vocês estão achando que vão me convencer a pegar transporte público no sábado — Sohye reclamou. Ela já fazia aquilo de segunda a sexta, ela não queria ter que sair de casa no final de semana também.

— Deus me livre. Deixa de ser chata, Sohye. — a menina resmungou — Jungkook pode levar a gente de carro. — o citado assentiu enquanto a outra falava.

— Aham, e eu tenho certeza que a minha mãe não iria negar se você pedisse o carro emprestado por mais algumas horinhas. — o garoto sorriu fofo mostrando os dentes de coelho, tentando convencer a amiga. Ela revirou os olhos.

— Eu preciso fazer um monte de coisa da faculdade e ainda preciso ajudar meu irmão com umas coisas da casa. — Sohye falou, crente que tinha encontrado a desculpa perfeita, mas ficou sem palavras quando Seokjin passou estranhamente perfumado pela sala, parando só para pegar a chave do carro e dar tchau pros outros três. Era óbvio que ele estava indo aproveitar que a filha estava com a mãe, e era mais óbvio ainda que ele não ia perder o sábado a noite fazendo faxina na casa com a irmã mais nova.


E lá estava Sohye, segurando o celular de Jungkook no ouvido esperando a Sra. Jeon atender para repetir o discurso que ele e Gaeul tinham inventado em tão pouco tempo. "É que eu quase não saio, sabe? E eles acham que eu preciso sair um pouco de casa. Meu irmão saiu também e eles não querem me deixar sozinha aqui.". Se aqueles dois concorressem ao Oscar de melhor roteiro original, perdiam e feio, já que aquilo de longe cheirava a mentira mal feita.

A mulher que provavelmente deveria estar de cabelos em pé com crianças correndo de um lado para outro na casa, concordou e só pediu para que o filho não bebesse já que iria dirigir. O que ficou resolvido foi que as duas iriam se arrumar e que iriam prontas para casa de Jungkook esperar o garoto tomar banho e vestir alguma coisa que não fosse moletom cinza e meias com estampa de cenoura.

Era só um barzinho com música local, Sohye não entendia a necessidade dos dois de quererem se arrumar tanto para isso, mas ficou quieta e subiu ao seu quarto enquanto a amiga saiu correndo casa a fora, já que morava na quadra seguinte. Jungkook se jogou no sofá de novo e continuou olhando o Twitter para ver se mais alguém da faculdade iria ver a apresentação.


Horas depois, quando os três entraram no carro rumo ao tal bar no centro da cidade, Sohye usava camisa dos Beatles com parka verde militar por cima, calça jeans e all star branco, Gaeul era a sua versão contrária incrivelmente maquiada, com lipgloss vermelho, vestido xadrez da mesma cor de mangas compridas e salto também vermelho. Jungkook usava mais um de seus looks all black com botas e jaqueta de couro e o cabelo levemente bagunçado.

Sohye e Gaeul foram o caminho todo fazendo suposições se Jungkook perderia o medo naquela noite, tomando coragem de falar com o mais novo loiro de Incheon, ou se sairia mais um vez reclamando que não sabia como chegar nele e puxar algum assunto sem o outro o achasse um completo esquisito.

Em determinado momento, Jungkook queria mandar as duas calarem a boca, mas infelizmente não poderia negar que estava interessado se elas realmente tinham alguma ideia de como ele poderia puxar assunto com Park Jimin. No fim, elas chegaram a conclusão que ele só conseguiria falar com ele se estivesse bêbado, o que não ia rolar naquela noite já que ele precisava voltar dirigindo. É, não ia ser dessa vez Jk.

Depois do rapaz dar duas voltas no quarteirão até conseguir encontrar uma vaga, eles desceram do carro com uma Gaeul extremamente empolgada os puxando para dentro do local. Até que o bar era bonito: as cadeiras eram dispostas organizadamente nas mesas divididas em duas fileiras. No fundo havia uma espécie de palco com uma janela atrás que dava para o que Sohye acreditou ser um jardim. O piso era de madeira, as paredes de tijolinho tinham vários quadros e vinis pendurados e a iluminação do lugar era quente.

Aquelas lâmpadas com luz amarelada dava uma sensação de conforto e ela gostou dali. Jungkook escolheu uma mesa não tão perto do palco, mas que dava para ver tranquilamente quando a música ao vivo começasse. Sohye varreu o olhar pelo lugar tentando achar algum rosto conhecido, mas não encontrou.

Gaeul e Jungkook começaram uma mini discussão se ele teria errado o lugar e ela só parou de reclamar quando o menino mostrou o tweet de Jimin com o endereço de onde eles estavam. Eles provavelmente tinham chegado cedo demais, já que no tweet ele dizia que ia começar às 21h e eram 20h30min ainda.

Um garçom foi até a mesa que ocupavam, e eles começaram a noite com 3 porções de batata frita, um refrigerante para Jungkook e uma cerveja para as duas. Sohye até pensou em pedir um refrigerante para acompanhar o amigo, mas eles acharam melhor não deixar Gaeul em posse de todo o álcool porque os dois sabiam do histórico dela com aquilo. Não, ela não cometia nenhuma loucura muito assustadora. Ela só ficava, assustadoramente, sincera.

Algumas pessoas arriscaram cantar no karaokê que tinha ali e do grupo dos três a única que tinha ido era Gaeul. Jungkook tinha uma voz linda, mas ao contrário do que as pessoas imaginavam, já que ele tinha um canal no youtube, ele era extremamente tímido e mal conseguia ficar em pé em cima de um palco com um microfone na frente dele. Cantar sozinho para uma câmera é bem diferente de cantar para vários pares de olhos te julgando ao vivo e ele não estava pronto para lidar com isso ainda.

Enquanto Gaeul pulava na frente da televisão cantando alguma música famosa nos karaokês sul coreanos com outros dois desconhecidos, Jungkook rolava a tela do Instagram para baixo e Sohye estava mais preocupada em comer as batatas fritas do que em qualquer outra coisa.

Mais pessoas chegaram no bar, mas Sohye não reconheceu ninguém. Ah não, minto. Ela tinha reconhecido Jung Hoseok. Era impossível não reconhecê-lo. Hoseok tinha uma presença inconfundível onde quer que ele estivesse, seja pela roupa, pelo cabelo castanho com mechas rosas ou pelo aroma de baunilha que ele tinha e que era famoso pelos corredores da faculdade. Sohye nunca tinha sentido o perfume até aquele momento.

Hoseok, passou pela mesa deles para chegar na que estava mais próxima ao palco e ela tinha que concordar: o perfume era maravilhoso. Ele tinha chegado há poucos minutos de mãos dadas com um outro menino de cabelos vermelho escuro e os dois tinham cumprimentado um outro de cabelos castanhos que já estava lá. Gaeul já tinha se juntado aos amigos novamente e Jungkook parecia inquieto porque até então, o loiro motivo da presença dos três ali,  não tinha aparecido.

— Ai Jk, será que seu boy furou contigo? — Gaeul perguntou preocupada com a carinha que o amigo fazia. Jungkook apenas deu um gole no refrigerante e continuou em silêncio. Se Jimin realmente não aparecesse ali, ele iria ficar triste demais.

Assim que uma movimentação começou no palco lá no fundo e um menino alto e de calça social escura pareceu plugar o violão no amplificador, o rapaz tão esperado pelo amigo passou pela mesa deles, se sentando com os outros 3 lá na frente. Sohye viu o sorriso que Jungkook deu ao vê-lo e se perguntou se algum dia também sorriria daquela forma bonita ao ver alguém.





— Boa noite, pessoal — o garoto falou no microfone, se sentou em uma banqueta na frente dele e depois o testou com algumas batidinhas. As pessoas do lugar bateram palmas animadas e Sohye se perguntou se eles estavam ali por conhecê-lo ou porque o amigo que era bem popular tinha postado no twitter para sei lá quantas pessoas ver. O lugar tinha enchido muito rápido depois que eles chegaram e ela agradeceu pelo desespero de Gaeul e Jungkook para sair de casa, porque ela não queria ser uma daquelas pessoa em pé. — Meu nome é Kim Taehyung, para quem não me conhece, e hm, obrigada por terem vindo, imagino que esses caras aqui têm alguma coisa a ver com isso — ele riu apontando para os colegas lá na primeira mesa, o que fez algumas pessoas rirem junto, inclusive os meninos — Mas, eu de verdade espero que vocês gostem das músicas que eu preparei para hoje. — ele sorriu parecendo tímido. Gaeul batia palminhas empolgada enquanto Jungkook não conseguia nem disfarçar e não tirava os olhos da outra mesa. — I'm going under and this time I fear there's no one to save me — o garoto começou depois de dedilhar o violão. Algumas pessoas aplaudiram, e realmente, a voz dele era linda. Sohye se viu obrigada a parar de comer as batatas fritas para prestar atenção. — This all or nothing really got a way of driving me crazy.

UAU — ela ouviu Gaeul falar e ficar de boca aberta logo depois. Sohye sorriu ainda olhando como o garoto no palco parecia sentir cada palavra que cantava, e ela não era a única já que as pessoas ao redor pareciam estar hipnotizadas por ele.

I need somebody to heal, somebody to know, somebody to have, somebody to hold — Ela já tinha ouvido aquela música um zilhão de vezes na voz do Lewis Capaldi e já tinha visto milhares de covers nas mais variadas vozes também, mas nenhum deles parecia ser tão puro e bonito como estava sendo daquela vez, com Taehyung cantando.

Ele exalava arte enquanto tinha os olhos fechados e as palavras pareciam dançar em seus lábios. Sohye acreditava que ninguém conseguiria bater a performance original da música, mas ali estava ela quase chorando ouvindo aquele menino que ela não conhecia, cantar. Ele tomava posse da letra de uma forma tão profunda, que ela se perguntou se ele já tinha vivido algo parecido com o que era dito na música.

I'm going under and this time I fear there's no one to turn to. This all or nothing way of loving got me sleeping without you — Sohye no momento tinha se esquecido completamente onde estava e que os amigos estavam ocupando a mesma mesa que ela. Se eles falassem qualquer coisa naquela hora, dificilmente ela ouviria. Ela notou alguns casais que se levantavam e se abraçavam enquanto balançavam ao som da música. Ela sentiu inveja por um segundo. Não inveja de não ter com quem dançar, mas porque achava um desperdício uma voz tão bonita daquela não ser acompanhada de uma dança. Ela também queria dançar, mesmo que fosse sozinha, ela não se importava, desde que fosse ele cantando. Mas ela não o fez. O superego controlou o id, a dizendo que aquilo seria um tanto vergonhoso de se fazer. Ele dedilhou cuidadosamente as cordas do violão que mais pareciam extensões de seus braços. Contrariando a letra da música, ele abriu os olhos para continuar o próximo verso — And I tend to close my eyes when it hurts sometimes, I fall into your arms, I'll be safe in your sound 'til I come back around — Sohye se assustou quando percebeu a direção em que o olhar do menino estava direcionado. Ele não demonstrou estar surpreso também, mas do outro lado Taehyung reconheceu o rosto do dia anterior no metrô. Coisa que Sohye não fazia ideia que tinha acontecido, porque como sempre distraída, estava mais preocupada com alguma coisa dentro da própria cabeça, deixando a vida passar depressa do lado de fora dela.

Ela abaixou o rosto envergonhada e encarou o copo com a cerveja. Mas depois pensou e chegou a conclusão que não tinha porque sentir vergonha. Taehyung estava em um palco fazendo um show, então era mais do que normal que as pessoas estivessem olhando para ele. Quando ela levantou o olhar novamente, ele já não olhava mais em sua direção.

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