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capitulo 2


  —Estêvão.— Judith parecia assustada com a presença do jovem.
O mesmo caminha até ela. — Não se aproxime ou irei cravar essa flexa no meio do seu peito.—O ameaça fazendo o jovem recuar, ele sabia que ela era corajosa o suficiente cumprir o que dizia.

  —Não  irei lhe fazer mau,  judith! —Tenta acalma -la.

  —Não  irar mim fazer mau? Não acredito na palavra de uma pessoa que trabalha para um ser como o Thomás.

—Eu não sou ele.Não sou como ele. Deixa eu te ajudar.

—Não quero sua ajuda. Vai embora.

 
—Só quero que confie em— colocar a sua espada no chão e levanta as  mãos para o alto como uma forma de redenção.

— Se não acredita na minha palavra atira.—Judith nada diz, continua com a flexa apontada da direção do jovem.
Seus olhos era de uma dureza que causava arrepios em Estêvão e por um momento pensou que ela atiraria sem dó nem piedade.

—Você  é um louco. —Ela abaixa o arco.
Nunca entendeu porque Estêvão trabalhava para Thomás, ele era totalmente diferente dos capangas do conde, que adoravam por pânico no Vilarejo.
Estêvão era sereno, não parecia se divertir com o sofrimento aelho
As vezes que esteve a na residência do conde costumava olha-lo através da janela domando cavalos.
O silencio havia se estabelecido no ambiente exceto pelos sons de sapos e grilos que agitava a noite.

—Você  quer me ajudar? —corta o silencio entre eles que já estava a deixando agoniada.

  —Sim. —Olha fundo nos seus olhos que abaixa a cabeça encabulada.

—Será que eu devo confiar em você?

—Porque não?eu lhe dei a minha palavra.

-Isso não é o bastante para confiar em você.

—Sabia que queria fugir e mesmo assim não contei nada ao conde e muito menos a sua família.

—Eu não tenho família. — Quase que grita cheia de raiva. —Eles me abandonaram.

  —Isso não  é verdade.

-—Eles  mim deixaram a mercêr do conde das "trevas "como o chamam....esse nome lhe caiu tão bem. — completa cheia de pudor.

—A sua familia não teve  escolha.
Seu pai iria perder tudo, a divida que ele tinha com o conde era muito alta, o que seria deles se perdessem a casa e o pouco que tinham?

— E a  solução seria mim vender, como se eu fosse uma mercadoria. -Agora era gritava e sua voz era embaragada pela enorme vontade de chorar.

— Ele não te vendeu.

—Mais mim obrigou.... obrigou a conviver com o próprio diabo em pessoa.

—E o que irar fazer, agora que conseguiu fugir.  —Estêvão tenta  mudar de assunto ao ver o estado em que a moça se encontrava .

  —Porque  quer saber?

—Eu  posso te ajudar.

—Não  preciso da sua ajuda.

— E você acha que irar consegui ir muito longe viajando sozinha, sem proteção. Sabe-se là o que pode lhe acontecer.

— Eu sei mim cuidar sozinha.

—Não  duvido disso. Você quase acaba com o César. —Então a moça abre um sorriso pela primeira vez ,depois de tanto tempo e Estêvão fica feliz por consegui arrancar um sorriso seu.
Os dois se sentam aos pés da folgueira para se esquentarem, fazia muito frio a noite.

   —Isso é mais um motivo para não eu voltar. César irar querer rancar minha garganta a fora.  —E os dois caem na gargalhada.
E assim ficaram horas e horas conversando, Judite estava mais calma e começando a confiar em Estêvão.
Combinaram que ao amanhecer partiriam rumo ao castelo do rei Leonel, a viajem duraria dois dias.
Depois de alcancar seu destino, Estêvão voltaria para casa e diria que não achou nenhuma pista que pudessem leva-los a judite.

   —Eles nunca vão saber onde você está ,dou a minha palavra.

—Não  sei nem como lhe agradecer.

Os dois ficam em silêncio novamente.
A folgueira já estava começando a se apagar.

—Estêvão—Ela o chama quando o mesmo se afasta pra pegar alguns gravetos.  —Porque  está mim ajudando?

Ele joga alguns gravetos dentro do fogo e fita as chamas.
Desde a primeira vez que a viu não conseguiu tira-la da cabeça.
Ele foi encarregado de busca-la para a sua nova residência, ela ficaria lá até o casamento que seria a menos de uma semana.
Com seu semblante triste subiu na carruagem, caminhando para sua infelicidade.
Por muito tempo tentou arrancar aquele sentimento do peito.
Mais ele florecia cada vez mais.
O jeito como ela enfrentava o conde, nem mesmo o mais temível dos seus homens fazia aquilo, até o César o temia como um cachorrinho com medo de levar uma sova do seu dono.
Ao contrário de judith, o unico sentimento que demonstrava senti por ele era, raiva.

  — Niguem merece uma pessoa como o conde.

—Thomas —Ela  o corrige arrancando uma risada  dele. —Nem conde é, não passa de um salafraio,olha o que ele fez com a condesa.

-Condesa? do que está falando?

-Você não sabe? Todos do vilarejo sabe dessa história.

—Cheguei  a pouco tempo em "por do sol".mais me conte o que aconteceu com a condesa.

—Ninguém sabe. Thomas falou que morrerá dormindo. È muito estranho ela ter morrido poucas semanas depois do casamento com aquele canalha.
Dizem que foi envenenada.
Com certeza  algum envolvimento na morte dela.Talvez eu tivesse o mesmo fim que ela teve.

E assim eles ficaram conversando até o sono chegar.

━─━────༺༻────━─━

Uma garrafa de vinho vai em direção a parede e se quebra em mil pedaços.
Tomás estava irado.
Havia destruido tudo o que se encontrava no caminho.

—Não  vai adiantar nada esse seu ódio todo.

— Cala a  boca César, seu incompetente como você deixou ela fugir?

—Eu não tive culpa, olha o que aquela desgraçada fez com a minha perna!—-César rosna de raiva ao olhar para perna enchada, agora tinha que andar mancando, mau conseguia dormir a noite, com a dor natejante.

—Como  é que três dandocas deixaram ela escapar? e ainda lhe ferir com a sua própria espada, bando de fracos.

— Ela sabe lutar ,luta como um homem. foi treinada, sabe manejar muito bem uma espada e tem boa mira, você precisava ver.

Thomas caminha até a janela olha para longe, além das montanhas ,imaginando aonde judite poderia está.
Iria encontra -la nem que precisasse revirar o mundo de uma ponta a outra.

—O Estêvão foi atrás dela, mais até agora não voltou.

—Provavelmente  está morto, ou ferido. Mais irei encontra-la custe o que custar.

  —Porque você cismou tanto com essa moça?

— Negócios César. Ela iria me custar uma pequena fortuna, não estou tão rico quanto pareço.

-Disso eu já sabia. Mais pretende vende-la aos mercadores é isso.

—Isso!—Ele fala com seus olhos brilhando de satisfação.—Não queria vende-la, mais não encontro outra solução para o meu problema.



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