Sem volta
19:01 p.m.
Demorei mais do que previsto por meus cálculos para retornar a promrise hill, o nome e antigo bairro de Londres, devido ao meu encontro com Jeon Jungkook, que comprometeram quinze minutos da caminhada até a farmácia e ao metrô, que me fizeram perder a primeira linha... Tendo que esperar quase uma hora outra linha. Jeon devia pensar que com palavras gentis de preocupação e alguns beijos que gostaria a tempos atrás apagariam o que vi e ouvi. cada palavra e gesto. As lágrimas queriam percorrer meu rosto,mas não poderia fraquejar, tenho que me mostrar forte. Respira Bela. Puxei então a bolsa que estava de lado e retirei a chave, apesar de ser um lugar de qualidade, segurança acima de tudo.
Provavelmente, papai e mamãe devem esta no quarto assistindo TV, Luísa deve ter ido com Benjamin deixar Mel na casa da avó. E eu iria comer comida congelada ou guardada no forno. Mas, vi tudo o contrário, me deparei com uma cena rara. Luísa, Benjamim e Mel estavam na sala reunidos como uma futura família. Mas minha presença foi denunciada pela pequena que me pegou os admirando e correu para meus braços.
—Titia chegou! Agora.—Disse toda animada.—Agora vamos jantar Titia.— Como assim.
—Estava esperando a titia?—A olhei confusa. E Benjamim e Luísa se levantaram.
—Longa história Bela, a Lu te conta depois, pois, agora estou faminto.—Dito isto caminha em direção a cozinha.
—Ok.—Assim sigo eles com Mel em meu colo.
{...}
O jantar foi silencioso, até, terminamos, e Mel ir para sala assistir Tv. E ficar somente eu,Luísa e Benjamin a mesa.
—Mamãe recebeu, uma ligação da tia Miller, ele a roubou de novo, e os caras tão na cola do Josh, e ele a roubou quase todas as jóias dela, isso não vai ser pior do que eu vou falar agora, ela disse que iria vim para cá. Papai não gostou e disse não querer nenhum deles aqui, como ex-soldado respeitava a farda, e que deviam deixar sê-lo corrigido, mamãe disse que ele estava errado, que não compreendia a situação, e discutiram e foram para o quarto.
Aquela situação era pior do que eu pensava, Josh em nossa casa é sinônimo de perigo, e mais um motivo para eu ir embora. Não admitia o que eles faziam, só continua assim pois, passam a mão na cabeça dele.
—Eles vão passar alguns meses aqui, tentei propor que fossem para a casa da vovó no interior, mas, foi impossível. Sei que não gosta da ideia, mas...
—Mas, vocês acham lindo a vida de foragido dele! palmas, Eu não ligo mais, estando aqui ou não Lu iriam colocá-lo debaixo desse teto, para viver com risco.
—Bela se quiser, propus a Luísa de ficar no meu apartamento no centro, você pode vim também, é melhor, fica mais próximo da universidade de vocês.—Propôs Benjamin, Se tudo fosse a meses atrás diria sim.Mas... Agora o quanto mais longe de Londres eu estiver melhor!
—Obrigada Benjamin, mas, no meio deste caos, consegui alcançar a luz no fim do túnel.—Digo isso e puxo o envelope do intercâmbio, Luísa pega e olha perplexa.—Eu tinha medo de ser reprovada, só que eu passei Lu e Benjamin, eu vou fazer intercâmbio em medicina em Seul, parece que é um precipício para mim, mas eu sei falar coreano, e nosso primo por parte de pai mora lá, e...vou tentar um EAD de língua coreana... —Eu falava uma coisa atrás da outra me sentia nervosa, mas fui surpreendida por um abraço de minha irmã.
—Calma Bela, parabéns, você é muito boa em guardar segredos.—Riu e apertou o abraço.—Quando é a viagem?
—Daqui dois meses.—Respondi.
—Vou ter que fazer uma lista de coisas para fazermos antes de você ir. Tipo uma festa do pijama.—Rimos.—Mas e a universidade daqui Bel?
—Eles me liberaram para o EAD... Vou selecionar as cadeiras que assisto em casa, ou fazer um trabalho e apresentar a marca no final de abril. Obrigada por me apoia.
—Sempre te apoiarei até o último dia da minha vida, Bela, somos além de irmãs amigas.—Disse minha irmã, agradeço a deus por tê-la posto em minha vida.
—Eu que devia te dizer isso Lu!—Disse e a mesma me lança um olhar materno.—Te amo Lulu.—Chamei ela pelo apelido de infância.
—Também,Ella.—Permanecemos ali até meu futuro cunhado se aproximar.
—Ei, eu quero abraçar também.—Disse e veio ao nosso encontro.—Lu adiciona na sua lista também parque de diversão e visita ao museu em família.—Então era assim que nós três somos uma família.
{...}
21:00 p.m, Londres—Inglaterra.
—Conferiu tudo na mala, passaporte, documento de identificação, remédios, seus materiais de estudo?—Perguntava Luísa ao lado de Benjamin e Mel.
—Sim, Lu, estamos fazendo isso a quase dois meses, e são duas malas grandes e duas de levar na mão, fora a maleta com outros pertences, vou ficar bem.—Ela assentiu. Lu parecia mais nervosa do que eu.
—Luísa está mais nervosa que você bela! Já falou com seu primo?—Perguntou Benjamin que segurava Mel nos braços.
—Sim, ele já arrumou o quarto de hóspede para mim, ele não irá trabalhar amanhã para me ajudar a me organizar na casa e não me senti perdida.—Comento e ele assentiu.
—Desculpa, por nossos pais não terem ficado no portão para te verem embarcando mana.—Neguei como se o fato não me incomodava mas, já que por coincidência eu embarcava para coreia do sul, e meus familiares chegavam a londres.
Atenção senhores passageiros, o último voo para Seul, irá decolar em dez minutos! Por favor se dirigiam para o portão 235, se dirijam para o portão 235.
—Tchau Bel, toma cuidado, assim que chegar lá ligar.—Disse Lu após me abraçar.—Vou sentir sua falta.—Eu também.
—Boa sorte, Bela, mostre a eles seu potencial.—Disse tocando em meu ombro.
—Obrigada, vou sentir sua falta de vocês. Principalmente de sua sapecagem pequena!— Disse a Mel.
—A titia volta?—Assenti.—Vai me mandar bonecas?
—Muitas, mas tenho que ir, sapeca.—Disse a abraçando e a colocando no chão em seguida.—Tenho que ir. Tchau.—Caminhei até o portão de embarque e olhei uma última vez para eles enquanto checavam meus documentos. Aqueles dez minutos eram decisivos para minha vida, aquela distância entre mim e o portão de passagem, já não existiam, pois, foram quebradas e agora me levariam a uma nova vida, deixaria para trás aquele passado, uma vida de dependência e cheia de repreensão. Para agora caminhar com minhas próprias pernas, tendo de tomar minhas próprias decisões. Não olharia mais para meu passado, agora só para o futuro.
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