1 + 1 = 3
Qualquer pessoa pode te dar flores, mas encontrar alguém que faça florescer as que estavam mortas dentro de ti é muito diferente.
Maio de 2019, Londres—Inglaterra.
Os flashback percorreram em minha mente, tais como nos versos do morro dos ventos uivantes "Me seria mais fácil esquecer da vida do que você."
Aquela brisa fria do mês de março era como aquecedor para meu coração gelado e partido, às vezes pega o metrô para vim ao centro, era meu refúgio. Ficar em frente a aquele lago me trazia calmaria, uma paz que venho buscando a meses. Enquanto, deixava a friagem eleva meus longos fios negros pelo ar e minhas amber's admiravam aquele céu listrado com azul, vermelho, lilás e rosa me deixando a par daquela aquarela fantástica.
"Que pena, talvez essa seja a última vez que lhe observo, Estelar."
O Kensington Gardens, uma área que abrangia um parque, jardim e museu de arte; continha tudo que eu amo diversão, flores e cultura, o que eu mais precisava, são lembranças felizes para guarda deste lugar. Sorrisos, pulos, gritos de alegria, surpresa— Como as do dia que Luísa deu a notícia do vestibular e cai da cama, quebrando o porta retrato — Que bronca aquela Bela — Ri de meus pensamentos. Mas, mesmo assim , não me convenceria a ficar, ou, arrancaria as cenas que vi, e que me assombram antes de dormir.
Mas, o que tanto te aflige? Será os problemas pessoais: Brigas familiares, sua opinião e autonomia serem jogadas no lixo por sua família? Um coração partido? Jogado no poço das ilusões? Bem... Talvez!
Não sei porque sofre! Sou uma jovem linda, com vinte e um anos, no terceiro ano de medicina, frequento a melhor universidade do país. Com uma bolsa de quase mil e quinhentas libras esterlinas no mês, com uma carreira brilhante pela frente. Sabe aquela frase o tempo é o melhor remédio para se curar e, é isso que preciso agora.
O parque tinha poucas pessoas comparadas aos outros dias de sexta-feira. Onde estão? Bem, os londrinos guardam-se com suas famílias, e é onde eu deveria esta! Mas, quero respirar, sem ter que explicar meus soluços. Retiro meu celular do bolso do casaco.
"Dez minutos para as cinco horas, tenho ainda uma hora antes de voltar para primrose hill!"
Retiro meus fones de ouvido da minha mini bolsa que estava ao meu lado, assim apertando na aleatória no play.
Touch it—Ariana Grande.
Tocar Nisso
How do I make the phone ring?
Como faço para o telefone tocar?
Why do I even care?
Por que eu ainda me importo?
How are you all around me
Como você está ao meu redor
When you're not really there?
Quando você não está realmente lá?
When you're not really there?
Quando você não está realmente lá?
Estava tão concentrada que não notei minhas lágrimas descerem por meu rosto. Porque doía tanto! Só queria que ela não existisse, mas, para evoluímos, passamos por isso. Estava distraída e senti o celular vibrar em minhas mãos. "Chatinha" mensagem.
Chatinha: Bela já são quase cinco horas, e você não deu uma notícia, estou preocupada contigo... E você saiu para o centro a quase três horas, se você não me responder ou retornar minhas ligações, eu vou na polícia.
Enviada às 16:35.
5 ligações perdidas da chatinha...
Pelo menos uma pessoa preocupa-se em onde estou, tudo parecia um caos na minha mente. Meus problemas, minhas soluções. Às vezes as pessoas, estão muito focadas em cuidar da vida dos outros que acabam esquecendo das suas. Principalmente, se for alguém da sua família, mas no caso não sou eu. Independente do assunto, todos devem esta a parte, do que ocorre. E são nesses momentos que me guardo em meu quarto. As vezes, minha vontade é de voltar a ser criança para ter um herói, para me defender. Mas, desde de cedo aprendi a me cuidar e me guarda o máximo possível. Em um mundo onde tenho que me guarda o máximo. Em um mundo que tenho que me privar de ser quem eu sou. E a única que me entendia: sou eu mesma, e às vezes Luísa. Stitches- Shawn Mendes. Chatinha.
—Onde você estar sua irmã desnaturada? Venha já para casa estamos preocupados... —Disse luísa do outro lado da linha.
—No caso você e Benjamin... Estou no parque, em alguns minutos estarei saindo daqui.—Digo em meio a suspiros, mas, acho que foi o suficiente para aliviar o coração da mais jovem.—Pretendo ir na farmácia comprar alguns remédios que estão faltando, e vou pegar o metrô.
—Certo, tá ficando tarde, tenta chegar rápido, Bela.— O que aconteceu, pensei.
—O que aconteceu Lu? Não me esconda nada! Estou preocupada!— Digo me levantando do banco após pegar minha mochila.
—Nada, nervosinha!—Ri do outro lado da linha.—Estamos fazendo bolo de chocolate... Quando chegar te conto o que aconteceu! Beijos... —"É A TIA BEL? TITIA VEM LOGO!" Gritou a mais nova do outro lado da linha, fazendo meus lábios encolhidos se transformarem em sorriso sereno.—É Mel, a titia tem que desligar, venha logo Bela!
Agora estava realmente preocupada, será que tinha sido algo grave? Talvez sim ou não. Nada seria comparado com o que eu diria. Teria prosseguido caminho se aquela voz não tivesse me impedido.
—Dizem que a primeira estrela nasce às 17 horas e 30 minutos, mas, acho que ela mudou o horário, para eu a encontrar.—Disse o moreno ao meu lado. Mas, me mantive de postura ríspida.
—Talvez hoje seja sexta ou não queria ficar dentro do quarto! —Disse com uma sutil ironia e o moreno soltou um riso abafado e quando notou que eu iria dar mais um passo o rapaz tocou meu ombro assim permitindo que ficássemos frente a frente.—Doutor Jeon, tenho que ir!
O silêncio predominou e minhas safiras observavam aquele mar negro, agora brilhantes. O doutor Jeon baixou a cabeça e sussurrou:
—Você faltou essas últimas semanas... Seus colegas disseram que foi devido a cirurgia de sua mãe... Bela?—Pensei que os londrinos não fossem informais. Mas,estava errada.—Talvez isso prejudique suas notas!—Tentei me organizar antes de falar.
—Claro que é verdade, para que mentir!—Engoli a seco.—O que ganharia com isso, e, em relação. Em relação às notas, os trabalhos deste semestre já entreguei todos, inclusive o do senhor.—Disse pondo um meio sorriso no rosto e dando meia volta, até se puxada novamente.—Doutor Jeon, desse jeito vou cair, por favor, tenho que ir para casa.—Já estava perdendo o pouco de equilíbrio que tinha.—Em outro momento conversamos.
—Já lhe pedi para não me chame mais de Doutor, Bela! Você não atende minhas ligações, não responde minhas mensagens e nem meus e-mail's.—Será porque desliguei meu celular por esses dias ou porque simplesmente não quero ler e nem te atender. Mas, seu olhar transmitia uma órbita a procura de luz.—Eu só queria saber... Se estar bem?
—Estou bem, já viu e ouviu, passar bem senhor. Tenho que ir na farmácia comprar remédios—Disse.
—Vou lhe acompanhar!—Disse o moreno e fiz um gesto negativo.
—Não preciso de segurança, tampouco, um .médico para me salvar!—Disse ríspida.
— Sabe gentileza e ironia não caminham juntas.—Aquilo era uma resposta ou pergunta? Não importa assentiu e caminhei.
Várias perguntas surgiram em minha mente sem resposta: Como ele tinha me encontrado, o local é público, mas, ninguém da minha casa sabia que eu vinha para cá. E outra, ele devia estar em alguma reunião do campus, menos aqui! Meus pensamentos foram roubados e retirados, por lábios quentes, que eram tão vermelhos como maçã, que imaginava serem mais doces do que amora roxa, tão macios e momentâneos como uma ilusão. Poderia durar muito tempo, mas, sou orgulhosa demais, retirei suas mãos de minha cintura que pareciam brasas em busca de fogo.
—Senti sua falta... —Disse após eu me afastar, e ele retirou sua mão que acabará de por no bolso, e levou até meu rosto e eu esquivei, creio que ele tinha entendido o recado.—Bela, o que está acontecendo? Me diz!—Que idiota, se isso fosse a meses atrás, teria lhe contado tudo, mas, agora não passava de mais um pinóquio. Hipócrita.—Você não está bem? Devia se cuidar mais... Eu... Sinto sua falta em todas as minhas aulas, sua alegria...
—Tenho que ir, não posso perder tempo, a farmácia ja vai fechar, até outro dia.—Ou até nunca mais.
—Deixa eu te levar, também, já estou indo.—O interrompi com um aceno negativo e o coreano me olhou confuso, após soltar um riso de indignação.—Vai negar uma carona? Logo de mim!
—Doutor Jeon, a farmácia é aqui perto, posso ir andando.—Gesticulei.—Se eu me apressa consigo pega o metrô.—Caminhar até Kensington Gardens a primrose hill demoraria uma hora e de metrô em meia hora estaria em casa, ajudando a Luísa e a Mel a confeitar o bolo. Mas, sou surpreendida com as mãos grandes de Jeon em volta de meu corpo, puxando-me para um abraço, envolvendo beijos em meu pescoço.—Pare, esta postura é errada senhor Jeon!
—Não me chame de Jeon, Doutor Jeon, Senhor, eu sou Jungkook!—Disse após depositar um beijo e eu novamente me afastar, o moreno piscou os olhos.—Você está diferente... —Disse em um tom quase inaudível.—Quando iria me contar?—Como ele sabia?
—Não tenho cabeça para falar nesse assunto neste momento! E mesmo que tivesse nada da minha vida o pertence.—Disse e vi que o moreno segurava meu pulso esquerdo.—Agora se puder... Não, eu ordeno que solte meu pulso Jeon, tenho que ir para casa e você também, vai ter que trabalhar por dois agora.—Ele pareceu confuso e irritado.—Até nunca mais professor Jeon.—Ou doce ilusão do amor!
A cena de uma linda aquarela, tinha se tornado um final de romance trágico, esperava não voltar, ali.
{...}
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