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Capítulo 41

Era o dia, Lalisa estava ansiosa e com medo, mal conseguiu dormir na noite anterior, Félicité teve que dirigir para o tribunal quando percebeu que as mãos de Lisa estavam trêmulas, era frustrante para ela vê-la assim e não conseguir ajudá-la.

— Lis, respira, vamos entrar e esperar pelo juiz. — Félicité tentou a confortar, ela estava com as mangas da blusa social para cima e mexia as mãos abanando o próprio corpo, se sentia quente.

— Não consigo entrar. — ela respondeu, seus pés começaram a andar de um lado para o outro, demonstrando sua euforia.

   As pessoas que trabalham por lá lhe lançavam olhares de pena e alguns de até compreensão, infelizmente era comum ver ômegas surtando e hiperventilando antes de entrarem na sala do tribunal e ter de encarar aqueles que os machucaram, assediaram e até mesmo os estupraram. Era ainda mais comum vê-los desistir e não entrar, ou sair chorando para o banheiro, ou então sair correndo de lá de dentro pelo primeiro olhar que recebesse do seu abusador, era triste, e alguns funcionários tentavam ajudar quando podiam, foi por isso que uma jovem alfa, aspirante a advocacia apareceu com um copo cheio de água e provavelmente açúcar, se aproximando delas e sorrindo gentilmente.

— Hey, desculpe me intrometer, achei que você precisava se acalmar antes de entrar. — Lisa a encarou, e acabou sorrindo pequeno com o gesto, pegando o copo e murmurando um agradecimento, ela quase derrubou toda a água com as mãos trêmulas as quais ela estava constantemente secando no jeans, deviam estar suadas de nervosismo.

— Obrigada. — Félicité agradeceu a ela, colocando uma das mãos no ombro de Laliz e acariciando o local, enquanto ela engole da água açucarada. — Lis precisa de todo o apoio no momento.

— Eu imagino. — ela observou ela terminar e entregar o copo de volta, as bochechas estavam rubras e seu olhar um pouco distante. — Se você quiser, posso entrar e pedir que aguardem mais um pouco, tudo bem? 

— Não, eu vou entrar, chegamos mais cedo pois eu sabia que estaria com medo ou pensando em desistir. — ela olhou para a enorme porta rústica. — Agradeço sua gentileza, mas preciso enfrentar isso.

— Boa sorte. — ela desejou, Lis agarrou no braço da irmã e empurram a porta invadindo a sala.

   Lisa observou a mesa a qual ficará, os olhares voltaram para elas. O juiz ainda não estava no recinto, mas havia algumas pessoas que assistiriam, e então ela percebeu Jennie ao lado de sua mãe e Jung Hoseok, o que lhe deixou confusa, Félicité teve que deixá-la pois ela tem que ficar na mesa com apenas seu advogado. Quando Lisa percebeu Jiwon já em seu lugar, a encarando, encolheu-se imediatamente, seu cheiro de autodefesa exalando enquanto se apressava para sentar-se ao seu lugar, tentando não hiperventilar ali pois seria vergonhoso demais.

— Está tudo bem, Lalisa. Ele não pode lhe fazer mal aqui. — seu advogado murmurou assim que percebeu seu estado, Lisa assentiu se sentindo tonta.

   O silêncio no local era torturante, mas tinham que lidar com isso. E todos ficaram de pé quando o juiz apareceu, para se sentar em seu devido lugar e dar início.

   Após ter apresentado o caso, e dito mais algumas coisas, ele olhou para a mesa de Laliz.

— Advogado de acusação... — chamou e pediu para explicar sobre a situação.

   Lisa observou ele levantar e começar a falar, ela realmente não estava conseguindo prestar atenção, ela ignorou todo o senso de formalidade e apoiou os cotovelos na mesa, cansada já com tudo aquilo. Quando o advogado de defesa levantou e tentou a todo custo defender a sua hipótese de que Jiwon era inocente, Lisa ferveu de raiva.

— Como todos sabem, a Srt Manoban tinha acabado de entrar em sua época de ovulação, não podemos culpar Jiwon por um ato de instinto alfa, e sendo que a própria Srt Manoban deveria ter tomado as devidas precauções para que não tivesse acontecido naquele momento inoportuno, e se possível, abdicado de seu trabalho por determinado tempo ao saber que não estaria disposta, e principalmente, num local onde há dezenas de alfas. — ele falou, Lisa grunhiu irritada e foi claramente ouvida.

— Meritíssimo juiz, objeção! — o advogado de acusação se levantou, com as mãos na mesa. — O sujeito está claramente querendo dizer que Lalisa é a real culpada da situação em outras palavras!

— Estou expondo os fatos! — ele respondeu, Lis alternou o olhar entre eles.

— Excelência, permissão para interrogar o réu! — o advogado de Lisa pediu.

— Concedida. — o juiz respondeu.

   Não demorou para Jiwon estar ao lado do juiz, fazendo o juramento sobre falar a verdade e nada mais que a verdade, seu lábio tinha um corte e um pequeno hematoma em sua bochecha que fora mal coberto por maquiagem, e Jennie que havia os feito.

— Pode nos dizer o que estava fazendo no dormitório da Srt Manoban? — o advogado de Laliz perguntou, as mãos para trás mantendo a postura.

— Eu estava pelo corredor quando senti seu cheiro, não consegui me controlar e fui até lá. — respondeu, numa falsa voz de tristeza.

— E não é verdade que você invadiu o quarto dela?

— Não, eu bati na porta.

— Mentira! — Lisa respondeu alto, se erguendo da cadeira.

— Srt Manoban, espere os eu advogado terminar. — pediu o juiz, Lis finalmente encarou Jiwon nos olhos e tudo o que podia sentir era nojo, voltando a se sentar.

— E não é verdade que você foi até lá na tentativa de abusá-la?

— Objeção, ele está inventando os fatos, senhor meritíssimo! — o advogado de defesa falou, se levantando.

— Negado. – disse o juiz para ele. E olhou para o advogado de Lalisa. — Prossiga.

— Reformulando... você a atacou, Jiwon?

— Não, eu estava curioso, a Miss Manoban me pareceu eufórica e necessitada. — Lisa rangeu os dentes, só os dois sabiam exatamente o que aconteceu, e ela mal sentia a hora de poder dizer tudo, com todos os detalhes possível, até o que escondeu de Jennie.

— E não é verdade que tentou força-la a atos sexuais com o senhor?

— Não, ela pediu para que eu a ajudasse!

— MENTIRA! — Lalisa berrou, se levantando outra vez, a voz rasgando sua garganta enquanto sente todo seu corpo ferver de raiva.

— Lalisa, se acalme! — pediu seu advogado, ele olhou para o juiz. — Sem mais perguntas, meritíssimo.

   Ao retornar para a mesa, fez Lisa voltar a sentar e tentou a acalmar. O advogado de defesa se levantou.

— Jiwon, me diga, Srt Manoban abriu a porta para você?

— Sim.

— Ela estava fora de si?

— Completamente.

   Lalisa queria gritar que era tudo mentira, mas não podia perder a linha daquela forma.

— Ela pediu por você?

— Ela pediu por mim.

   Lisa mexeu a cabeça em negação, era mentira, tudo mentira. Jiwon estava tentando enganar a todos! Provavelmente seus pais pediram para o advogado criar uma história diferente para Kim se safar.

— Sem mais perguntas, meritíssimo juiz.

   E então era a vez de Lalisa, ela se ajeitou, desconfortável, tendo a visão de todo o tribunal, durante o juramento olhou para Jennie, que lhe passou um olhar de conforto, a fazendo relaxar no mesmo instante.

— Srt Manoban, minha primeira pergunta é: como não sabia que estava tão perto de estar fértil?

   Aquela pergunta era íntima demais e os ômegas presentes se ofenderam igualmente a Lisa, sua expressão demonstrava completo desconforto, mas ela precisava responder.

— Estive passando por muito estresse. A morte de minha mãe, as responsabilidades de cuidar de irmãos mais novos, um trabalho novo, uma mudança para o internato. — ela citou os fatos, vendo a expressão desinteressada do advogado. — Não tive tempo de observar meu calendário, todos nós sabemos que o cio nem sempre é como imaginamos, pode vir antes, como pode vir depois, principalmente ômega homens. 

— Yeah, claro. Não é verdade que a Srt é a única ômega no instituto a qual os alfas tem contato por semanas?

— Si-...

— E não é verdade que você estava ciente dos riscos ao assinar o acordo de admissão para ômegas no internato? – a interrompeu antes de ouvir a palavra inteira.

— Sim, mas-...

— E não é verdade que já havia trabalhado antes num colégio e sabia das regras dos professores ômegas para evitar situações como essas? — a interrompeu outra vez.

— Sim, mas-...

— Sem mais perguntas, senhor juiz.

   Lalisa suspirou frustrada, e voltou ao seu lugar. E então o advogado chamou pela testemunha, era Jennie, Lisa a seguiu com o olhar, feliz internamente de tê-la ali para fazê-la se sentir um pouco melhor mesmo nessa situação.

— Srt Kim, nos diga o que viu. — o de acusação pediu após o juramento acabar.

— Eu tinha acabado de sair da sala do diretor, e estava passando pelo local, quando ouvi os gritos e corri para lá... — ela precisou omitir algumas partes, Hoseok pediu e ela não seria burra de meter Lisa em apuros e a si mesma. — E quando entrei, vi Jiwon tentando tirar as roupas da Miss Manoban, e imediatamente o detive, tivemos uma briga até o Sr Jung junto à mais um aluno e o amigo da Srt Manoban, chegarem e nos separar. Lalisa foi levada embora completamente assustada com a situação, Jiwon foi para enfermaria e logo após a diretoria.

   O advogado de defesa levantou para sua vez.

— Jennie, não é verdade que você estava indo para lá pois sentiu-se atraída pelo aroma da Srt Manoban?

— O que? Não!

— E não é verdade que você, assim como os demais alunos, sente ou sentiu atração pelo Srt Manoban naquele dia?

— N-Não!

— Devo lembrá-la que está sobre juramento, Srt Kim?

— Não...

— Sem mais perguntas, meritíssimo juiz.

    Jennie voltou para o seu lugar, Lis suspirou, aquilo estava sendo difícil para todos ali. 

— Lalisa, nos diga alto e em bom som exatamente o que aconteceu. — seu advogado pediu.

   Lalisa teve que ficar em pé, diante do pequeno palanque e de frente ao senhor juiz. Ela respirou fundo, apertando as mãos uma nas outras tentando passar a si mesma conforto e segurança.

— Quando tudo aconteceu, eu precisava ir para o meu quarto, quando eu cheguei fiz o possível para manter a calma, eu troquei de roupa, coloquei algo mais confortável e esperei pelo meu amigo, eu lhe mandei mensagem pedindo para me buscar. E quando estava arrumando minhas coisas, só consegui me deparar com alguém batendo com força contra a porta, eu me desesperei, Jiwon invadiu o meu quarto e veio em minha direção, ele... — Lalisa engoliu em seco, o local estava em silêncio total para ouvi-la. — Ele a princípio tentou me prender contra a parede, mas eu não deixei, comecei a me debater e tentar o empurrar ao mesmo tempo que pedia para ele parar... teve um momento que precisei jogar contra ele o abajur na tentava de distraí-lo por alguns segundos para que eu pudesse correr, mas isso só o irritou mais e voltou até mim, nós caímos na cama e ele tentou tirar a minha camisa, o que causou alguns hematomas na minha cintura, ele conseguiu arrancá-la e... ele... — Lalisa só percebeu que sua voz estava chorosa quando parou para respirar, suas mãos estavam novamente trêmulas e ela encarou o juiz para continuar. — Ele tentou me beijar e eu mordi o lábio dele e consegui o chutar fazendo ele cair no chão, e foi quando tentei correr para a porta, mas ele me puxou pelo quadril, sua mão conseguiu prender as minhas com força e a outra veio ao meu rosto, ele apertou minhas bochechas e falou coisas horríveis enquanto eu chorava, e por um momento, eu desisti de fugir... mas quando eu percebi suas mãos tentar a descer minha calça de moletom, voltei a me desesperar e gritei por ajuda ao mesmo tempo que tentava me afastar outra vez, e então Jennie apareceu. — ela concluiu, mas antes do advogado falar outra coisa, ela virou o rosto e encarou Jiwon, que estava sentado ao lado do seu advogado. — Você nunca vai saber o que eu senti nesse dia, você nunca vai saber como é ter nojo de si mesmo pela forma a qual fui tocada, você não tem noção de como me deixou com medo e por um momento, não desejar viver. Kim Jiwon, você causou um furacão interno em mim mesma, e não importa quantos anos você pegue, quanto dinheiro eu ganhe no meu seguro de vida para ômegas, preciso ter a certeza que você nunca mais fará isso com outra pessoa, a sensação de impotência por não conseguir defender a si mesmo é a pior de todas, e ninguém merece passar por isso. O que eu passei em suas mãos não vai mudar, e terei de lidar sozinha com isso para o resto da minha vida.

   Lalisa não esperou permissão para se sentar, ela o fez e limpou as lágrimas que se formaram e derramaram pelas suas bochechas. O meritíssimo saiu, e todos ficaram em silêncio novamente, teriam de esperar para saber o resultado. Lalisa se permitiu olhar para trás e procurar por Jennie, apenas para se sentir reconfortada com o seu olhar, e a encontrou, mas ela viu algo que não esperava. Anne tinha a abraçado e os olhos vermelhos, Jennie mexia em seus cabelos enquanto murmurava algo. Lalisa talvez tenha desencadeado o que Anne viveu com suas palavras, e sentiu vontade de abraçá-la também.

   Quando o meritíssimo voltou, ele já tinha o resultado, e todos se ergueram para ouvir.

   E quando ouviu, Lalisa sentiu seus joelhos fraquejarem, e seu advogado a ajudou a se sentar. Kim Jiwon teria apenas cinco meses de condicional, participando de trabalhos voluntários também como punição. Laliz se sentia tonta demais, e ela ouviu um coro de reprovação quando o juiz falou, mas estava ofegante e não ouviu o resto.

   Lalisa se levantou quando seu advogado pediu, ela não estava bem e não conseguia prestar atenção ao redor.

— Você ouviu? Não é ótimo? — Lalisa franziu o cenho confusa, e olhou para o advogado. — Ele será transferido de internato e terá de manter uma distância de você de cinco metros a diante a partir de agora.

   Lalisa não ouviu essa parte, e se sentiu aliviada se saber que não o veria mais. Ela olhou para a entrada e avistou Félicité ao lado de Jennie, Hoseok e Anne. Lisa ignorou o fato de que poderiam descobrir ou qualquer outra coisa, ela simplesmente abraçou Jennie, na frente de sua mãe, de Félicité, de Hoseok e seu advogado. Foda-se tudo, ela precisava de conforto.

   E todos sabiam disso, então apenas as guiaram para algum carro, Lisa manteve silêncio e não desgrudou de Jennie, ao entrarem no automóvel, deitou a cabeça em seu ombro e abraçou o tronco dela, fechando os olhos e sentindo os leves carinhos em sua pele, Jennie também não dissera nada, não precisava, apenas por estar ali já era o suficiente.

   Lisa não lembra de muita coisa, mas acabou adormecendo sem nem saber para onde estavam indo, se era para a casa de suas irmãs, se era para a casa de Tae, ou o internato. Eles poderiam estarem a levando para Nárnia, que Lalisa não ligava, não quando estava no conforto dos braços de sua alfa.

Continua...

O

i.

Só quero dizer que esse foi o cap que mais me estressou até agora e eu nunca tive tanto ranço de um personagem quanto tenho do Jiwon.

Eras isto.

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