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Capítulo 29


Lalisa despertou sozinha, um pouco desorientada e olhando pelo local escuro em busca de qualquer coisa. Suas mãos foram para o criado-mudo e acendeu a luz do abajur, fechando os olhos com a claridade batendo em seu rosto, e voltando a abri-los aos poucos.

   Ela olhou para a garota dormindo ao seu lado, o corpo esparramado na cama, completamente nu, os cabelos parecendo um ninho de passarinho e ressonando baixinho.

   A ômega sorriu a admirando, mas então levantou num pulo ao lembrar-se das irmãs, ela procurou pelo seu celular no criado-mudo mas estava na sua calça, e por um momento ela sentiu seu coração saindo pela boca. Que horas era e quanto tempo dormiram? Devia estar muito tarde, pois barriga doeu de fome.

   Ela ouviu um barulho de notificação vindo da escrivaninha, sua calça estava em cima da cadeira junto à blusa que Jennie estava vestindo ao encontrá-la na cozinha, mas elas não tinham deixado na cozinha?

   Correu até ela e pegou seu celular do bolso, vendo uma notificação do Instagram mas não dando importância, ela olhou as horas e seu queixo caiu. Duas e vinte da madrugada.

— Merda! — resmungou frustrada, tentando pensar o que as suas irmãs devem ter pensado, Charlotte e Félicité, afinal as gêmeas nem devem ter desconfiado de nada por serem muito jovens para supor que elas dormiram juntas.

— Hum, Lis? — ouviu uma voz manhosa e olhou para a cama, Jennie a encarava com os olhos semicerrados e sonolenta, piscando de forma lenta.

— Oi, Jen. Dormiu bem? — perguntou, voltando para a cama e acariciando o rosto dela, que abriu um sorriso um pouco envergonhada.

— Yeah, e você?

— Muito bem. — riu levemente. — Melhor levantarmos, hum? Você deve estar suja com... — parou de falar e Jennie entendeu, rindo e afundando o rosto no travesseiro. — Tome um banho, eu vou descer e esquentar a comida, que nem tocamos.

— Desculpa, foi minha culpa. — admitiu, começando a se levantar e fazendo uma careta ao se sentar na cama, Lisa a observou com certo humor.

— Tudo bem? — segurou o riso, abrindo um sorrisinho sacana.

— Sim. — levantou, e andou um pouco torto em direção ao banheiro.

— Desculpa! — pediu Lis, indo para o guarda-roupa, em busca de algo para vestir

— Sem problema! — Jennie disse alto do banheiro, a porta já fechada, Lalisa ouviu a garota soltar um riso bem humorado. Sempre foi constrangedor acordar depois de uma transa com alguém, não sabe muito como agir, mas com Jennie pareceu como se já se conhecessem a anos e fizessem isso a anos.

   Ela vestiu um pijama qualquer, e abriu a porta com cuidado, vendo tudo escuro, ela desceu lentamente as escadas e estava tudo apagado, acendeu as luzes da sala e da cozinha, percebendo que nada tinha saído do lugar, exceto o purê de batatas que estava no balcão. Procurando pelas coisas, o achou dentro da geladeira, uma das meninas deve ter guardado, e aquilo só fazia Laliz sentir o rosto esquentar, provavelmente as mais velhas sabem que elas estavam juntas, principalmente se uma entrou no quarto para deixar as roupas na cadeira.

   Enquanto esquentava novamente a comida, que perdeu um pouco da sua essência, Jennie apareceu também de pijama, com um sorriso pequeno nos lábios, e parecendo tímida.

— Vamos comer pouco, em poucas horas as meninas vão acordar para o café da manhã.

— Ok.

   O "jantar" foi silencioso, elas não olhavam muito uma para a outra durante a refeição, era ainda constrangedor por causa do que aconteceu a algumas horas atrás, não que não tivessem gostado, elas amaram, mas era normal a timidez de Jennie perante o ocorrido e Lalisa não queria constrangê-la mais e preferiu manter o silêncio e deixá-la falar quando achar melhor.

— Acha que Félicité e Charlotte desconfiam de algo? — Jennie perguntou de repente, levando seu preto até a lava-louça seguindo Lisa, que colocava o dela lá dentro.

— Eu acho que sim, e já estou imaginando o tanto que Fizzy vai falar pra mim. — suspirou e se escorou no balcão, observando Jennie levar o preto que usou para dentro da lava-louça.

— Ela é sua irmã, não iria te entregar. — disse, encostando-se ao lado dela.

— Eu sei, mas... não gosto de mentir pra ela, e sinto que fiz isso quando não contei sobre você. — deitou a cabeça no ombro dela, erguendo levemente os pés para poder fazer isso.

— Você só omitiu, não é tão horrível assim, ano que vem vou estar formada.

— Ah, por falar nisso, se não quiser ficar em vermelho na minha matéria, sugiro que faça as atividades que eu passar a partir das voltas as aulas. — Lisa falou, rindo baixo no final, Jennie arregalou os olhos surpresa.

— O que? Por que? — perguntou surpresa.

— Você não me entregou a redação sobre o tema que eu passei, não me entregou a atividade sobre a origem de algum nome, que inclusive foi minha primeira atividade valendo nota, se não me engano. — respondeu, voltando a ajeitar a postura e olhar a garota. — A redação era essencial para eu te dar pelo menos um azul.

— Eu levei bomba? — arregalou os olhos, Lis mexeu a cabeça em afirmação, a expressão demonstrando que estava chateada com a situação. — Mas... oh, eu... eu acabei mesmo estudando só matemática e história que me esqueci de filosofia, não é uma matéria tão... — parou de falar ao perceber a bobagem que ia dizer, mas Lisa entendeu perfeitamente e fez cara de poucos amigos, cruzando os braços.

— Sendo assim, não falarei nada no próximo bimestre, que leve bomba de novo! — rodou os olhos e começou a andar para fora da cozinha, a passos fortes.

— Ah, qual é Lis, não foi isso que eu quis dizer! — andou atrás dela, apagando a luz da cozinha ao sair.

— Foi exatamente o que disse. Mas não se preocupa, eu fiz quatro anos de faculdade à toa, um doutorado de merda enquanto estava trabalhando num colégio onde eu era igualmente assediada como no internato, na verdade menos que o internato, mas mesmo assim para apenas seguir com meu sonho de ensinar filosofia, que a propósito, até minha namorada acha entediante. — falou, conforme subia cada degrau, as mãos fechadas e irritada, Jennie sorriu com a parte "minha namorada" e desligou a luz da sala e subiu atrás dela, tropeçando algumas vezes por estar escuro, Lisa entrou no quarto e Jennie também, fechando a porta.

— Não seja dramática, Lis... eu só... não gosto tanto assim. — suspirou, abraçando a ômega por trás, sentindo ela relaxar instantaneamente. — Mas você é uma excelente professora, eu juro.

— Você usa fones na minha aula, como sabe que eu sou uma excelente professora se nem presta atenção?

— Eu fazia mais isso no começo, agora eu estou mesmo prestando atenção. — beijou os cabelos de Lalisa, levando o rosto até o pescoço da mesma e deixando um beijinho ali, sentindo ela se arrepiar. — Você fica bem bonita de blusas sociais, inclusive, eu adoro vê-la de saia.

— Hum, é-é? — soltou um risinho fofo ao sentir cócegas pelo beijo na nuca e se encolheu. — Para, Jen, assim eu não consigo ficar brava!

— Essa é a intenção.

   A garoto riu e se afastou, indo para a cama. Lisa fez o mesmo e se aninhou a ela, o silêncio predominou conforme observavam o quarto abraçadas, pouco iluminado apenas por um único abajur ao lado direito da cama, as persianas fechadas impedindo qualquer outra luz de entrar.

— O que aconteceu na delegacia, amor? — Jennie quebrou o silêncio ao lembrar-se disso.

— Oh, não estava esperando você falar sobre isso. — admitiu, a mão ainda fazendo desenhos sem sentido sobre o peito da alfa.

— Vai me dizer?

— Yeah... ela estaria desapontada comigo se me visse hoje...

— Ela quem?

— Minha mãe, ela estaria desapontada de como eu estou agora.

— O que está dizendo? Lalisa, você é a melhor pessoa que eu conheço! — se arrumou na cama para poder a encarar, pasma com a declaração.

— Às vezes eu não consigo me olhar no espelho, sabe como isso é horrível? — ergueu a cabeça e encarou Jennie, seus olhos azuis brilhando por causa das lágrimas que se formaram neles aos poucos. — Eu ando com nojo de mim mesma, me sinto miserável.

— Lis... — soltou a mão dela e passou pelos ombros, o puxando para mais perto, a outra indo para o rosto dela. — É pelo o que aconteceu com o Jiwon, não é?

— Sim, eu só não consigo esquecer! Sempre que eu fecho os olhos eu lembro dele se aproximado de mim, me agarrando pelos braços e me prensando contra a parede, esfregando o seu... — Lisa soluçou e Jennie a abraçou tentando a reconfortar.

— Ei, calma, diga apenas quando conseguir. — beijou a testa da ômega, falando com a voz serena para a confortar.

— E-Eu preciso... preciso fala para a-alguém, e... mal consegui contar aos policiais, e-eles... — Lis respirou fundo, tentando controlar o choro e falar sem a voz falhar. — Eles me pediram para falar tudo no tribunal, como eu comecei a chorar quando pediram para eu contar o que aconteceu, não disse tudo, talvez não o suficiente.

— Eu estou aqui para te ouvir, Lis. Não fique mal, eu vou estar lá, hum? Eu dou um jeito de ir, mas estarei lá pra te dar apoio.

— Eu não acho que seja uma boa ideia, Jen. — soluçou, sentindo as lágrimas rolarem pelas suas bochechas ao piscar, e Jennie se apressou para secá-las, era a primeira vez que ela via que a ômega parecia estar desabando, das outras vezes ela manteve o controle, mas... parecia tão frágil agora, Jennie sentiu seu instintos de proteção vibrarem.

— Continue a falar, amor, você talvez se sinta melhor de desabafar comigo.

   A ômega assentiu, ficando em silêncio por alguns instantes, antes de continuar o que dizia.

— E-ele se esfregou e-em mim, sua língua passando p-pelo meu pescoço, e-eu tentav-va o empurrar, m-mas ele me manteve preso... — ela gaguejava, e balançou a cabeça na tentativa de afastar todos os sentimentos que estava sentindo, se calou por algum tempo mas logo voltou a falar. — E enfiou a língua na minha boca, eu mordi e ele me deu um tapa... — Jennie fechou os olhos por alguns instantes, seu estômago embrulhando, ela não conseguia ouvir aquilo, mas precisava, por Lalisa. — Eu tentei fugir, mas ele me empurrou contra o criado-mudo, seus olhos estavam escuros, ele começou a desabotoar a camisa e eu joguei contra ele o abajur, mas acertou o chão quando ele desviou... e depois... — Lisa se afastou um pouco, mais lágrimas escorrendo por suas bochechas e Jennie as secando com todo o cuidado possível. — Depois ele conseguiu tirar a parte de cima do meu pijama, me deixando com algumas marcas com suas mãos podres, e tem uma, que está bem pequena e vermelha na minha cintura, mas ela estava enorme e roxa depois daquele dia. — Jennie respirou fundo, acariciando o rosto da ômega, era tão triste vê-la daquele jeito e contando algo tão terrível que lhe aconteceu... — E eu me sinto tão mal de não ter consigo fugir, ele disse... ele disse...

— O que ele disse, Lis?

— Ele segurou meu rosto com força pelas bochechas, apertando elas com tanta força que meus dentes doeram... — o coração da alfa estava apertado, ela sentia raiva de Kim Jiwon por tudo que fez para sua ômega, ela desejou matá-lo, por mais amigos que já tenham sido um dia, Kim não podia ser considerado humano depois de tudo o que fez.

— Você não precisa me dizer tudo, querida, respire fundo. — Ruby pediu, tentando sorrir para Laliz, que saiu algo meio torto e sem vida.

   Lis ficou em silêncio por um ou dois minutos, tentando se acalmar, aquilo tudo era muito difícil e lembrar, e ela só queria contar a alguém, para ajudar a sair esse sentimento de dentro de si.

—  Ele disse – continuou. — "Você é minha, Manoban. E quando eu tê-la somente pra mim, arrancarei cada dente de sua boca e usarei dela para me satisfazer." — Lisa murmurou, quase inaudível. Jennie a olhou horrorizada, como alguém podia falar algo tão cruel para alguém tão doce? Como alguém podia ter coragem de tocar em alguém como ela? Pessoas doentes, só uma explicação, são doentes e desprezíveis.

— Você contou isso aos polícias? — Jennie perguntou, sua mão acariciando com delicadeza o rosto de Lalisa, a outra em seu ombro. — É por isso que estava chorando quando me encontrou com Hoseok e Yoongi?

— Sim, e agora eu não sei o que pode acontecer, eles vão ver o que o advogado dele poderá dizer em sua defesa e provavelmente vamos resolver no tribunal, e eu terei de encarar ele de novo... vai ser como olhar para um dos seus demônios, e vê-lo o encarar com seus olhos vermelhos com chance de escapar para te machucar de novo.

— Lis, olha pra mim! — Jennie deixou suas mãos no rosto dela para fazê-la a encarar. — Só escuta, tá? Você é a pessoa mais incrível desse mundo, nunca deixe ninguém dizer o contrário, você é especial pra mim e me faz tão bem, eu sinto muito por você ter passado por tudo isso, eu sinto muito pelo universo ser tão injusto e castigar as pessoas erradas, eu sinto muito por não ter chegado antes, e sinto mais ainda por não ser a melhor pessoa para te consolar... você sofreu e está sofrendo agora, mas não deixe que isso mude você, pois é preciosa demais para alguém tirar o seu sorriso. — Jennie falou, cada palavra cheia de sinceras. — E nunca esqueça que só as melhores pessoas brilharam um dia com os fantasmas.

   Lis não sabia o que responder, e aquilo a deixou melhor, ela apenas abraçou Jennie com força, fungando mais algumas vezes enquanto sentia os carinhos em seus cabelos e costas. Jennie era boa demais, era como um anjo que entrou em sua vida para a iluminar.

— Ah, Lis, eu sinto tanto... — a alfa abraçou ela com mais força, de forma protetora, fazendo a ômega se sentir acolhida e se aconchegar nela, se sentindo tão confortável com aquele abraço acolhedor, que acabou por adormecer mais uma vez, deixando a alfa zelar pelo seu sono.

Continua...

Lembrando genti que essa fic não é originalmente minha, quem está disponibilizando esse hino de fic pra vocês é a Imatura, eu estou apenas adaptando skskks

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