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땡 (DDAENG)

Ela saiu do palco para a terceira troca de roupa sentindo a que usava grudando nas costas. Lola tinha um talento único de acertar em todas as peças que havia preparado para que ela usasse no palco, mas tinha esquecido de prever o calor das luzes e holofotes combinado com as peças. Greta sentia o cansaço começando a bater, mas estava empolgada e excitada demais para sentar e respirar. Sorria como há muito tempo não sorria e sentia que finalmente estava trabalhando numa coisa que a deixava confortável e segura. Era como se falar de hiphop fosse sua real vocação e Nari soubesse disso desde o começo.

Assim como existia uma força tarefa preparada para deixar os artistas do evento principal lindos, Nari tinha preparado uma para ela. Pisou na sala que servia de camarim improvisado e três pares de mão a prepararam para o look seguinte. Era roupa, maquiagem, sapato e até um jeito diferente de usar as tranças. O próximo figurino seria o mais importante da noite, porque seria o usado para apresentar os convidados especiais e assim que se deu conta disso a animação de Greta virou ansiedade, porque dividiria palco com Suga. Seria a primeira vez desde o beijo que ela mal tinha conseguido se recuperar.

— Nervosa? — perguntou Lola em português, ajustando o cinto do macacão vermelho que havia desenhado especialmente para Greta.

— Um pouco... — confessou com um sorriso cansado.

— Ele também estava... Principalmente depois do beijo. — sussurrou. — Vocês combinam muito, minha amiga.

— O que?

— O que? — perguntou Lola se fazendo de desentendida e a encarando. — Fique tranquila... não vou contar a ninguém. — falou com um sorriso conciliador. — E só eu e você falamos português, está segura. — completou, desviando o olhar.

— Como...?

— Uma vez, num passado não muito distante, ele foi meu confidente... Graças a você, eu pude recuperar meu amigo e retribuir o favor. — respondeu enigmaticamente parando de falar para costurar um pontinho mínimo na barra da calça do macacão.

Greta não entendeu exatamente o que aquela frase queria dizer, ficou parada observando a cabeça da moça se movendo enquanto ela mexia na barra da calça e na abertura lateral que tinha nas duas pernas e permitiam que as pessoas vissem meias arrastão. Yoongi tinha desabafado com ela sobre o beijo? Sobre Greta? Sobre essa situação esquisita que eles tinham e que nem podia ser chamada de relacionamento? Fechou os olhos tentando conter a onda de dúvidas e de curiosidade que surgiram em sua mente e sorriu para o próprio reflexo no espelho a frente, forçando a focar em como estava linda. Lola levantou bem nesse momento.

— PUTA MERDA, EU AMO MEU TRABALHO! — exclamou satisfeita com o resultado.

As tranças de Greta haviam sido arrumadas de lado, como num penteado mais retrô caso o cabelo fosse liso, e deixava a combinação com a maquiagem chamativa e a roupa exclusiva, ainda mais bonita. Nos pés ela calçava seus coturnos pretos de amarrar, parceiros antigos em suas idas ao Porão. O macacão vermelho era acinturado e possuía uma faixa larga, preta, imitando couro, que começava onde o decote em V terminava, demarcando bem a cintura e os seios da brasileira. As laterais da calça eram abertas até a altura das coxas bem definidas por baixo de uma meia-calça arrastão no melhor estilo funk brasileiro, dando um ar urbano a uma peça que serviria tranquilamente para uma festa mais chique se ela optasse por fechar os botões de pressão que havia em toda a lateral.

— Eu to uma grande gostosa nessa roupa! — comentou ao se olhar no espelho. — Pareço a Rihanna. Só faltou a bunda... — completou virando para olhar a parte de trás da roupa pelo reflexo.

— Era esse o objetivo. Desenhei pensando nela. — explicou. — Se o Yoongi não te pegar hoje, eu pego. — brincou, dando uma risada alta ao ver a expressão de surpresa no rosto de Greta. — É BRINCADEIRA, CALMA! — riu mais ainda.

O som fez com que Nari entrasse na sala para conferir como estavam as coisas. Seu queixo caiu imediatamente ao ver como Greta estava vestida. Lola parou ao lado dela, cruzando os braços e admirando sua obra de arte em forma de roupa.

— Ficou perfeita, não ficou?

— Nossa, unnie, você deveria usar roupas assim com mais frequência.. — comentou Nari andando devagar até Greta e dando uma volta completa ao redor dela. — Você está perfeita! Lola, isso é incrível!

— Obrigada. Faz tempo que eu quero a oportunidade de usar esse desenho. Graças a você eu encontrei a Greta. Obrigada, Kang Nari. — agradeceu.

— Nari, você vai precisar dobrar meu pagamento de hoje. — comentou a moça ainda se olhando no espelho.

— Por que?

— Porque eu preciso ter dinheiro para comprar esse macacão. Não vou devolver nunca mais.

— Ah, pára vai. — respondeu Nari.

— É sério! Olha isso! Acho que nunca fui tão linda... — ela falava e virava em todos os ângulos em frente ao espelho, para poder se admirar.

— É seu, amiga. — respondeu Lola. — Desenhei para você. Nenhuma coreana vai ficar gostosa desse jeito nesse macacão, vai por mim.

— Exatamente. E na minha loja, você e a Micha não pagam. — completou Nari, concordando com a cabeça.

— Quem ficou com ela?! — perguntou Greta, lembrando-se de repente que se Nari estava ali, então a filha estava sozinha e o documento dizia claramente que ela podia ficar no Porão, desde que fosse acompanhada por um maior.

— Não se preocupe, ela está bem acompanhada. Minha mãe está lá...

— Sua...

— É. Ela quis ver com os próprios olhos. E o Jin ficou com elas. Não se preocupe. Vamos, o evento principal vai começar.

Greta soltou o ar pela boca, nervosa. Sentia-se a mulher mais linda do mundo, sim. E que estava no lugar certo, na hora certa, pela primeira vez na vida. Mas não podia evitar sentir o coração querendo sair pela boca de ansiedade por estar tão próxima de Yoongi, numa situação que nenhum dos dois imaginou possível, trabalhando juntos. Saiu do camarim improvisado por último, segurando seu microfone ansiosa e andando devagar em direção ao palco. Encontrou os meninos perto da escadinha, caracterizados como os artistas que eram, com direito a maquiagem e um figurino impecáveis também desenhado por Lola. Admirou novamente o trabalho da estilista, sem conseguir esconder a admiração pelos três, de tão lindos que estavam.

— Oi, noona. — Hoseok anunciou sua chegada com um sorriso radiante que de alguma forma deu força a brasileira.

— Uau! — falou Namjoon admirando-a e cutucando Yoongi com o cotovelo.

— Vocês estão lindos, meninos. — ela falou com um sorriso sem jeito, olhando Namjoon e Hoseok como se os visse pela primeira vez. Ainda estava se acostumando com a ideia de vê-los assim por conta de Nari.

Só então Yoongi levantou os olhos e a encarou. Tinha ficado distraído com o equipamento de som que ia preso em alguns bolsos estratégicos da roupa, mas foi obrigado a tirar o ponto do ouvido ao reparar em Greta.

Tudo ficou silencioso. Ela parecia uma entidade mística que ele não conseguia definir direito, porque achava que não tinha conhecimento suficiente para isso. Achava que Hobi ficava bem de vermelho, mas definitivamente aquela era a cor de Greta e mais ninguém. Sorriu embasbacado, sem saber o que dizer e quando ela lhe sorriu de volta, desviando o olhar por medo de alguém ver, foi como se o mundo também sorrisse.

— De nada... — sussurrou Lola em seu ouvido, trazendo-o de volta para o mundo real onde havia muita gente e muitos sons, provocados pelas pessoas trabalhando e correndo para todas as direções para fazer o show ser inesquecível. Yoongi piscou algumas vezes antes de conseguir colocar a própria mente no lugar, mas quando abriu a boca para falar, Greta já havia subido ao palco.

— Ela nasceu para isso... — ouviu alguém dizer admirado. Não conseguiu ver quem tinha sido, no entanto, porque não conseguia desviar os olhos dela.

Assim que o foco de luz foi colocado em Greta, a plateia uivou de empolgação. Ela brincou sobre o próprio figurino, desfilando de um lado ao outro do palco como se fizesse isso desde sempre, e a plateia reagiu de acordo, aplaudindo e vibrando a qualquer coisa que ela fizesse.

— Vou confessar para vocês. Eu odeio ser o centro das atenções. Odeio as luzes, os olhares... — a plateia uivou, duvidando. Greta sorriu fazendo cara de coitada e provocando um riso discreto em Yoongi. Ela realmente tinha nascido para esse tipo de coisa e o fato de estar dizendo a verdade convencendo o público que estava mentindo deixava isso mais charmoso.

— Mas vestida desse jeito... — ela continuou, mostrando a roupa e dando voltas para que a vissem de todos os ângulos. — Me sinto a mulher mais "gostosa" dessa cidade. — completou usando uma palavra em português. — Ah sim, desculpem. "Gostosa" significa linda, maravilhosa em português.

Namjoon riu, constrangido ao ouvir a explicação. Até onde ele sabia, e isso vinha de muitos comentários do tipo em suas lives, a palavra significava outra coisa bem diferente. Mas talvez ele tivesse sido enganado pelas fãs brasileiras em suas muitas pegadinhas. Não seria a primeira vez.

— Sabe quem está bem "gostoso" também? — continuou Greta do palco. — Nossa atração principal. Era uma surpresa que eu estava esperando ansiosa. Não sei vocês, mas eu sou fã do rap desses caras há muito tempo e tive a chance de vê-los de perto por alguns minutos. E tenho que dizer, eles são ainda melhores pessoalmente. — os três se olharam satisfeitos pelas palavras.

— Quero ver o potencial do Porão recebendo os meninos da minha filha! — a platéia aplaudiu e Greta virou-se para a janela onde sabia que Micha assistia tudo, sem poder realmente vê-la por conta dos holofotes. Deu um adeusinho naquela direção e levou o microfone a boca, imitando Jimin. — Para você, Micha: RAP MOON, SUGA E J-HOPE! — anunciou com um sorriso. — PORÃO! MAKE SOME NOOOOOOOOOISE! — gritou.

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