Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

Interlude: Dream, Reality

– O que aconteceu com aqueles dois? – perguntou Jin entrando na cozinha e dando de cara com Yoongi e Hoseok com os olhares perdidos e a mente longe, sentados cada um de um lado da mesa com pratos intocados de comida. Namjoon balançou a cabeça, sem desviar os olhos dos dois.

– Não faço ideia. Estão assim desde que voltaram de Daegu, domingo. – falou. Estava apoiado na bancada da cozinha encarando os dois há bastante tempo, confuso com aquela apatia fora de hora.

– Você também foi para Daegu, Hobi? – perguntou Jin se servindo de um copo de água e apoiando na bancada ao lado de Namjoon para encarar os dois.

Hoseok estava perdido na própria memória, não ouviu nada da conversa dos irmãos. Ainda podia sentir o toque delicado dos lábios de Kang Nari na própria boca. Devia ter tido mais atitude, assim teria um beijo de verdade e não um selinho para se recordar. Se fechasse os olhos, era capaz de rever a moça ali, com aquele sorriso radiante e aqueles quadris malditos mexendo de um lado ao outro no ritmo da música que tocava naquele lugar.

Queria seguir a sugestão dela e procurá-la, mas tinha medo. Ficou com a impressão de que ela não havia percebido quem ele era, mas não tinha certeza. Ela parecia conhecer cada um dos raps cantados antes das batalhas começarem naquele dia e, para a alegria dele, alguns eram dele e dos outros caras. Se ela sabia do rap, sabia quem ele era, não é? Abriu a boca para verbalizar essa pergunta para Yoongi, mas desistiu ao ver o estado de torpor dele do outro lado da mesa.

A mente do rapper estava em Daegu, mais exatamente no Porão no momento em que Nari tirou Greta do palco e elas passaram por eles sem sequer vê-los. Tinha perdido outra chance de conversar com ela e agora não tinha ideia de quando isso seria possível. A agenda do grupo estava cada vez mais apertada com as divulgações do álbum, havia músicas novas a serem gravadas, produções que aguardavam sua atenção a mais tempo do que deveriam, viagens que não queria fazer mas precisava. Quando teria chance de ir a Daegu de novo? Pior, quando teria chance de ir até aquela bendita lojinha apenas para fingir que era outro cara? Olhou para Hoseok e o encontrou encarando-o de volta.

– Precisamos voltar a Daegu. – falou. Hobi concordou com a cabeça, aliviado por entender certo aquele olhar perdido de Yoongi.

– Espera, como assim irem a Daegu? – perguntou Jin ainda assistindo os dois ali, naquele diálogo silencioso. Foi como se uma lâmpada se acendesse num quarto escuro e só naquele momento os dois percebessem a presença de Jin e Namjoon ali. – O que diabos aconteceu em Daegu esse fim de semana para deixar vocês dois assim? – perguntou.

– Uma rinha de rap. – respondeu Hoseok.

Namjoon imediatamente ficou interessado, colocando a xícara de café que segurava na bancada e cruzando os braços, atento. Jin olhou para ele em choque.

– Uma rinha de... e por isso vocês ficaram assim?

– E foi legal? – perguntou Namjoon.

- HYUNG! – gritou Jin indignado.

– Você é o hyung. É o mais velho. – respondeu Namjoon fingindo que não percebia como ele estava começando a se irritar. Puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Yoongi, encarando Hoseok com interesse.

– Você é o líder, deveria lembrar todo mundo dos compromissos! – protestou Jin. O outro fingiu não ouvir essa chamada e olhou de Yoongi para Hoseok, mais interessado do que nunca.

– E então?

– O que? – perguntou Yoongi ainda perdido nos próprios pensamentos.

– Essa rinha! Foi evento único? Vocês foram como convidados? Acharam por acaso? Participaram? Como assim não me chamaram?

– EI, KIM NAMJOON! – gritou Jin tentando fazer os três voltarem ao plano terrestre e real da vida deles. Os três ignoraram o mais velho.

– Ah, o Yoongi descobriu essa rinha, não foi? – começou Hoseok. Não queria contar sobre Nari, achava que o líder do grupo aceitaria bem menos a ideia deles irem para Daegu sem motivo se ele contasse que queria reencontrar uma mulher.

– Tem um lugar novo que tem batalhas de rap quase toda semana... – começou. – Descobri por acaso. – mentiu sem olhar para Hoseok. Tinha medo de que se o fizesse ia acabar se entregando.

– E vocês foram assim? Na cara e na coragem? – perguntou Jin, curioso a muito contragosto.

– Ninguém nem olhou duas vezes para mim. – respondeu Hoseok. Essa parte era verdade.

– É mesmo? – perguntou Namjoon se dirigindo a Yoongi.

– Bom, no meu caso repararam sim. Mas porque tem um cara lá que dizem parecer comigo.

– Você tem um sósia? E ele faz cover seus? – Jin sentou-se ao lado de Hoseok, completamente interessado agora.

– Não. Ele canta raps originais. Mas usa um nome que lembra Agust D.

– E acharam que você era ele?

– Foi.

– Isso é surreal. – respondeu Namjoon. – Duvido que teríamos a mesma sorte se fossemos nós três. – completou.

– EI, E EU? – gritou Jin.

– Ué, não era você que estava até agora tentando me lembrar das nossas responsabilidades? – argumentou Namjoon.

– Mas eu não sou o líder, você é. – retrucou.

– Certo. – respondeu balançando a mão como se espantasse uma mosca particularmente irritante. – Quando vamos a Daegu? – perguntou.

Hoseok e Yoongi trocaram um olhar entre si e sorriram satisfeitos. Só precisavam inventar uma desculpa ou um compromisso que não interferisse no cronograma deles. Quatro cabeças pensam melhor do que duas e uma delas era o maior Q.I. do grupo. Seria moleza.


* * *


Ela estava terminando de arrumar a bandeja de brigadeiros perto do caixa quando Nari entrou no restaurante. Arqueou uma sobrancelha. Nunca recebia visita da amiga naquele emprego, era sempre na lojinha porque a coreana ficava ansiosa por não entender o que diziam ali dentro.

O restaurante Sabor Brasileiro era o segundo emprego de Greta. Trabalhava ali em dias alternados e sempre no horário de almoço, logo depois de sair da faculdade. Era mais um lugar onde se sentia confortável em Daegu, já que tinha ficado muito amiga do casal dono do restaurante. Além do fato de poder falar português com mais pessoas além de Micha. Estranhou a entrada de Nari ali, já que ela estava quase sempre de dieta e quase nunca resistia à bandeja de brigadeiros no caixa.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou Greta preocupada. Reparou que a amiga usava um conjunto de terninho e saia pretos, completamente diferente da personalidade expansiva e radiante que ela tinha. – Morreu alguém?

– O que? – perguntou Nari confusa. – Não! Credo! Nem brinca!

– Por que está vestida assim, então? – perguntou apontando o look "mulher de negócios". – Sua mãe te obrigou a assumir a loja de Daegu? – brincou.

Nari ficou muda. Era exatamente o motivo de estar ali vestindo aquela roupa. Enquanto tentava descobrir mais coisas sobre o tal Hope, acabou entrando em conflito com a mãe e agora estava sendo obrigada a assumir a loja principal da franquia da qual sua família era dona. A única parte boa de ser da família Kang era não precisar trabalhar e poder mimar quem ela quisesse com o dinheiro que tinha. Agora tudo ia por água abaixo porque a mãe havia decidido se mudar para Seul para usufruir do dinheiro acumulado por todos os anos trabalhando para o conglomerado da família. Greta ficou séria de repente diante do silêncio da amiga.

– Foi isso? Vai ter que trabalhar?

Nari não respondeu. Fez um biquinho que nem mesmo Micha seria capaz de deixar tão fofo, mesmo sendo uma criança, e fungou deixando o nariz franzir. Estava se sentindo péssima. Como ia encontrar o futuro pai de seus filhos agora que tinha que trabalhar? Como ia paparicar Greta e Micha com todas as roupas que comprava, ganhava e pegava na loja? Bom, talvez essa parte ainda seja possível fazer. Mas como ela ia ter tempo para procurar o tal Hope?

– Unnie, me ajude! – murmurou.

– Que jeito?! Eu mal dou conta dos meus empregos, imagine ajudar com uma loja que eu não sei nada!

– Por favor, me ajude a convencer minha mãe que isso é um erro! Eu preciso encontrar minha esperança!!

– Oi? – perguntou Greta confusa. E então se lembrou do moço do sorriso bonito. – Ah! Gostei do trocadilho. – riu. – Parece o trocadilho que a Micha e as meninas fazem com o J-Hope. – respondeu voltando a dar atenção aos brigadeiros. – Por que sua mãe decidiu isso assim, do nada? – perguntou.

O silêncio se instalou e só depois de muito tempo ela percebeu que Nari não prestava atenção nela. Estava com o celular na mão, de queixo caído, olhando para a tela.

– Nari? – mas a moça estava em outro universo. Ouvir o nome J-Hope foi como ligar uma chave em sua mente e ela só parou depois de jogar aquele nome no site de busca. Será que era possível? O cara era bonito mesmo. E tinha porte e jeito de idol. Mas será que ela seria assim tão sortuda a ponto de se interessar justamente por um? E ele nem ser notado pelo resto do mundo num evento de rap? Deus existe?

– Ei, Kang Nari! – Greta agitava a mão em frente ao olhar perdido da amiga, confusa com aquela mudança brusca de comportamento.

– Amiga... – começou Nari. – Acho que gastei toda a minha sorte no Porão. – o olhar ainda estava perdido dentro das próprias memórias. Bastou ver o resultado da busca para confirmar, sim, ela tinha dado um selinho em ninguém menos de J-Hope do BTS.


– Oi? – ela virou o celular para Greta, onde havia uma foto promocional de Hoseok depois de lançar Ego. – Ei, não é aquele... – a voz da brasileira foi morrendo ao ler o termo que Nari havia usado para fazer aquela busca. – Espera... você...

– Aham.

– No Porão?

– Aham!

– Com o cara do BTS?

– AHAM!

– PUTA QUE PARIU! – exclamou Greta cobrindo a boca com a mão e olhando para os lados porque ali dentro todo mundo entendia muito bem o que ela tinha acabado de gritar em português. Voltou a olhar para o celular e numa das fotos estava J-Hope com os outros membros do grupo. Parado ao lado dele, sorrindo com seus dentes pequenos e olhos de gato, um cara idêntico a August. 


************************************************************************************************

VOCABULÁRIO: 

Hyung (형) = Homens falam para homens mais velhos


Nota da autora: EU ESTOU EMOTIVA! AMEI ESCREVER ESSE CAPÍTULO, DA LICENÇA QUE VOU CHORAR NO CANTINHO. 

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro