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Honsool


"Oh sim, dinheiro, honra, riqueza
Troféus e estádios
Às vezes eu tenho medo deles
Eu sinto vontade de fugir, hm"

Honsool, Agust D 2

Greta não conhecia Taehyung, sabia apenas que ele era membro do BTS porque tinha uma versão igualzinha em papelão no quarto que agora Micha tinha só para ela. Ficou surpresa quando ele entrou em contato. Primeiro, porque não fazia ideia de como ele tinha conseguido seu número — isso até lembrar que Nari tinha dado um jeito de se reencontrar com Hoseok — e descoberto que ela era a pessoa da foto com Yoongi. Segundo porque nunca, nem em sonho, se imaginou recebendo ligações de estrelas como ele quando não se conheciam nem pessoalmente. Quando aquela voz grave e macia disse o primeiro "alô" ela a reconheceu de algum lugar.

— A gente não se conhece, mas talvez tenhamos um amigo em comum. Ou dois. — explicou quando ela perguntou quem era. — Sou Kim Taehyung. Amigo da Lola. E do Yoongi. — completou. Assim que ele disse o nome, Greta lembrou de onde conhecia a voz. Lembra-se de ter afastado o celular do ouvido e checado o número de novo, mas era privado, como deveria ser.

— Ele não sabe que te liguei, não se preocupe. — continuou ele antes que Greta respondesse. — Soube que vieram para Seul...
Agora Greta estava sentada no banco da van usando um dos acessórios dele como presente por ter aceitado sua ajuda. Sentiu as mãos suadas e o coração descompassado por conta da ansiedade. Nunca na vida ia imaginar que teria tantas "fadas madrinhas" como tinha desde o instante em que descobrira a verdadeira identidade de Yoongi. Ela, que sempre havia duvidado e desviado de questões sobre Destino e Amor, agora recebia ajuda sem nem mesmo ter pedido. Nari, Lola, Taehyung, Namjoon, Jin e até sua filha. Sabia que a menina tinha ido ao fanmeeting, mesmo que tenha tentado esconder muito bem seu compromisso para aquela tarde. Era difícil esconderem coisas uma da outra, e aquele evento era impossível de ser mantido em segredo.

Não tinha certeza se merecia tanta ajuda gratuita assim. Mas mais do que a ajuda de seus novos anjos, Greta havia tomado a decisão de procurar Yoongi por si mesma um tempo antes do telefonema. Só não tinha ideia de como faria isso quando a hora chegasse. Taehyung surgiu em um momento muito oportuno, como tudo o que envolvia sua vida nos últimos meses. E ela precisava finalizar esse ciclo, seja para o bem ou para o mal, antes de dar o próximo passo na própria vida. Estava cansada de ser pega de surpresa.

Sua intenção era voltar para o Brasil e talvez começar um negócio no interior de São Paulo. A Coreia agora era popular no país todo e ela tinha vivido ali tempo suficiente para conseguir montar algo relacionado a isso. Seu coração, no entanto, dizia que devia começar a se arriscar mais e não apenas financeiramente.

Uma vida pisando em solo firme e seguro tinha sido confortável para que se estabelecesse e ganhasse um pouco de autonomia em Daegu, mas também tinha feito ficar sempre em seu limite. Dois empregos, faculdade, uma filha adolescente, bicos para ajudar no orçamento final. Tudo isso a levou ao extremo de não conhecer direito nem mesmo os ídolos da filha. Costumava acreditar que era tudo consequência por ter escolhido fugir de São Paulo com Daniel e depois se deixado levar pelo sonho dele de perseguir uma vida que não lhe cabia.

E então Yoongi apareceu na lojinha enquanto ela dormia em cima do livro de Orgânica. Olhou para ele sentado do outro lado da van e desejou que não houvesse todo aquele espaço entre os dois. Sua vontade era se jogar em seus braços e confessar como o amava, sem o artifício do rap dessa vez, apenas com as palavras. Mas tinha medo. Muito medo.

Seu passado havia contribuído para que não conseguisse pedir ajuda, porque todas as vezes que o fez, Daniel fez questão de destruir seus esforços em poucas horas. Então ela tinha que começar de novo. Sempre. Todo dia. Numa cidade enorme, sem saber a língua, sem ser vista como igual porque afinal de contas nunca o seria. E as pessoas cansam de ajudar sem ver nenhum resultado. Por causa disso ela parou de pedir ajuda, afinal, quem ajudaria uma família que nunca sai do mesmo lugar? Tinha medo de se arriscar de novo e ser colocada no centro de um circo onde não queria ser a atração principal nunca mais. O medo a manteve em silêncio encarando Yoongi depois que o motorista saiu. Por onde começava?

— Vai mesmo voltar para o Brasil? — começou Yoongi por ela e isso fez com que o amasse mais ainda.

— O plano era esse. — respondeu desviando o olhar para as próprias mãos sobre o colo. Não sabia o que fazer com elas, então ocupou-se com o esmalte descascando num dos dedinhos. Não questionou como ele sabia disso porque tinha certeza que havia sido uma de suas "fadas madrinhas" o verdadeiro responsável. — Eu... — começou. Mas sua garganta secou ao olhar para ele e ver como a olhava. Respirou fundo, tentando não chorar. Não podia chorar agora.

— Quando nos conhecemos eu... Minha vida nunca foi das mais fáceis. Mesmo no Brasil. — recomeçou encarando o próprio dedinho. Suspirou. — Tudo o que sempre quis foi estabilidade para criar minha filha em paz. Sem depender de ninguém, sem ter que implorar nada. Nunca tentei mais do que isso porque minha ambição nunca foi maior do que isso. — falou. Percebeu que ele tinha começado a se mover no banco, mas não se atreveu a levantar o olhar. Não tinha muito tempo, então tinha que explicar logo porque estava ali.

— Quando nos conhecemos eu não estava em busca de um namorado.

— Eu sei...

— Não, espere eu terminar. Preciso deixar isso claro. — sua voz ficou um pouco mais clara. — Eu não te reconheci naquele dia, nem no dia que tentei trabalhar no restaurante do seu irmão, eu sei. Mas mesmo assim não quis me envolver quando finalmente soube quem você era. Nunca tive intenção nenhuma de me aproveitar de você. Então... — levantou a cabeça e o viu mais perto, mas, ainda assim, esperando. Greta suspirou. — Então... quero que entenda que não me envolvi com você porque é famoso. Nunca quis isso. Você ser famoso é uma das coisas que mais me assustam, na verdade.

— Eu sei... — murmurou Yoongi ainda esperando.

Greta sentiu a respiração ficar um pouco mais complicada conforme se segurava para não chorar antes de terminar o que tinha que dizer.

— Quando a foto saiu naquele site do inferno... — ouviu a risada rouca dele e isso pareceu lhe dar um pouquinho mais de força. — Eu quis muito fugir com a minha filha. Ela não merece viver olhando por cima do ombro sempre que sair na rua. Já é bem complicado para ela ser diferente das outras crianças e ter uma mãe solteira. No Brasil eu criá-la sozinha não faz tanta diferença. Mas aqui faz muita e isso pesa muito quando tento avaliar o que fazer. — secou algumas lágrimas que escaparam de sua tentativa de não chorar. Sentiu a mão dele em seu joelho, mas não tentou desviar do gesto.

— Eu vim aqui hoje te explicar que nada do que fiz foi com segundas intenções. Sempre, sempre expliquei e defendi a ideia de que vocês, artistas, também precisam viver. Que merecem ser respeitados. Merecem ter sua vida privada intacta, porque são tão humanos quanto eu e a Micha, entende? Eu nunca quis que a sua vida fosse invadida como foi! — disse quase sem respirar porque se o fizesse, choraria.

— Eu sei, eu sei... — ele a abraçou finalmente e ela sentiu o peso de todas as dores que estavam enterradas em seu coração vindo de uma vez. Afundou-se no conforto e no calor daquele abraço, perdida na fragrância do perfume caro dele e tentando não se afogar na pena que sentia de si mesma.

Apertou a camiseta dele, às suas costas, e enfiou o rosto em seu ombro, chorando como há muito tempo não se permitia chorar. Chorou pela vida dura que havia levado. Chorou pela filha sem um pai que a amasse e a ajudasse. Chorou pela crueldade das pessoas para com a menina. Chorou pela crueldade das pessoas para com aquele homem que a havia resgatado de si mesma. Chorou por sempre ter dificuldade em pedir ajuda, mesmo sabendo que bastava abrir a boca para que tivesse tudo o que precisasse de sua melhor amiga. Chorou por se sentir tão pequena num mundo tão grande. Por ser tão orgulhosa a ponto de sofrer e não dizer nada.

— Frango frito, Yoongi-ssi? Agora? Ok, vou buscar. — ouviu o motorista dizendo. Obviamente seu tempo tinha acabado, mas o rapper não se moveu e ela ouviu o rapaz se afastando do carro novamente. Lentamente ela afastou o rosto da camiseta dele e soltou um suspiro envergonhado por todo aquele desabafo.

— Acabou? — perguntou Yoongi baixinho. Secou-lhe as lágrimas devagar, com os polegares, impressionado porque ela continuava tão bonita mesmo depois de tanto choro.

Greta ficou observando o rosto dele tão perto, tão gentil, tão suave e fofo. Não podia evitar, era mesmo um gatinho em forma humana. Os olhos dele finalmente encontraram os dela e então ele sorriu.

— Pronto?

— Yoongi.

— Hmm?

— Eu amo você. — ele sorriu e passou a mão novamente no rosto molhado dela. — Eu não quero ter que fugir nunca mais. Estou cansada de fugir.

— Eu não ia deixar você fugir... — respondeu com um sorriso gentil.

Encararam-se em silêncio, absorvendo tudo o que havia acontecido a eles até ali. Ainda havia muita coisa a ser feita, muitos obstáculos, muitos "e se?".

— Mas e se... — começou Greta, pensando de novo nos jornalistas, nos fãs, na vida dele sempre sendo invadida.

— Chega de e se... — pediu sério, fazendo com que ela arregalasse os olhos. Devagar ele completou a distância mínima entre os rostos e a beijou.



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Nota da autora: sexta que vem o final oficial. To sofrendo tudo de novo. 

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