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One

Existiam três fatores que me faziam querer deitar na carteira e adormecer naquele exato momento, sendo o primeiro ter ido dormir demasiadamente tarde, o que na minha defensiva havia sido lançado mais uma temporada da minha série de TV preferida. O segundo fator se devia ao fato de ser muito cedo, afinal, quem tem disposição as oito horas da manhã? e o terceiro era que eu estava em uma aula de matemática. Somando todas as questões, tudo o que vinha em minha cabeça parecia estar em câmera lenta enquanto minhas pálpebras caiam.

— Com licença, professora — A voz de Nate passou por toda a sala me fazendo abrir um pouco os olhos para o loiro que passava entre as carteiras e a professora o olhando impacientemente.

A professora de uma das matérias mais odiadas também era odiada pelo simples motivo de ser chata e insoportavel com tudo e com todos, o que fez os alunos revirarem os olhos quando a senhora na frente do quadro negro parou o que estava explicando, para apenas ficar encarando Nate se sentar em seu lugar, para assim tentar passar a todos que não suporta atrasos.

Desnecessário.

Queria entender o que se passa na cabeça das pessoas para agirem de certa forma. Incluindo a professora de matemática, o próprio Nate por ter chegado atrasado ou o por que de quase todas as garotas da escola tinham uma queda pelo garoto.

É divertido pensar que podemos estar todos no mesmo lugar, ou simplesmente as pessoas que caminham pela mesma rua que naquele dia e cada um ter uma vida completamente paralela à sua mas que em um momento e por algum motivo se interligou. Podendo fazer grande diferença, como a sua melhor amiga que provavelmente você vai saber o que acontece em sua vida sempre, ou por outro lado aquela menina que atravessou a mesma rua que você, e aí que vem minha curiosidade, para onde ela estava indo? Será que era um dia corrido? Estava apaixonada?

Não sou assim enxerida, só gosto de me aventurar pensando o "e se" das coisas. Perceber que não sou a única pessoa do mundo, e que sou apenas mais uma diante de tantas vidas pode ser um tanto que assustador, mas quando você começa a compreender, tudo começa a ficar mais curioso. Por isso gosto de pensar sobre o que a pessoa faz, gosta, ou pra aonde vai ir depois do nosso encontro repentino. Na maioria, se não todas as vezes, eu não sei as respostas, mas pelo menos minha cabeça se diverte tentando montar esse quebra-cabeças de por quês.

— Hey, Josephine!

Olhei para o lado saindo dos meus pensamentos mais distantes para prestar atenção no dono dos olhos verdes esticando alguns papéis em minha direção, a qual eu peguei depois de um longo tempo baseado em segundos enquanto minha cabeça processava a situação.

Sim, Nate sentava ao meu lado nas últimas carteiras. Acho que nunca conseguiria sentar em uma das primeiras com todos os professores tão perto que você precisa cuidar o jeito que respira. Mas não, Nate e eu não fazemos parte do mesmo grupo de amigos.

Nossa história é um pouco engraçada, trágica e embaraçosa, principalmente para o meu lado. Estudávamos juntos desde pequenos, fui transferida de escola aos sete anos e facilmente fiz alguns amigos, incluindo Nate, que era especialmente um amor comigo, e desde lá encantava todas as meninas, algumas mais tarde que outras, mas todas tiveram a sua época de paixonite pelo menino.

Me lembro de uma vez em que eu tinha um apontador em forma de lápis, afinal, era apaixonada por qualquer coisa diferente, principalmente envolvendo material escolar, e Nate vinha até a minha carteira se abaixando ao lado dela para conversar e brincava que estava escrevendo e desenhando coisas no meu braço.

Acho que foi nesse momento que entrei junto ao grupo de garotas apaixonadas pelo loiro, que na época tinha cabelos extremamente claros e ainda era do meu tamanho. Mas nossa amizade acabou quando com oito ou nove anos quem eu considerava uma das minhas melhores amigas resolveu espalhar para todo mundo que eu tinha uma quedinha por ele.

E assim nos afastamos. Todo mundo falava disso mesmo que o nosso significado de namoro na época fosse ficar de mãos dadas e um selinho. Mas em todos os meus aniversários por um bom tempo os "com quem será" eram dedicados a ele, e os dele eram para uma menina da nossa sala chamada Gabriela. Até começamos a fazer aniversários mais privados e não convidar toda a sala para participar das comemorações. Porém quando tínhamos treze ou quatorze, escutei o meu nome ser mencionado quando cantavam a canção de aniversário no meio da sala para Nate, mas já não estava afim dele. Depois disso parece que todo mundo achou a canção infantil demais para ser cantada.

Possivelmente a maior razão para não brincarmos mais seja pelo simples motivo que aquela amiga não apenas falou que eu gostava dele, como também mencionou que eu colocava sua foto em meu diário imaginando um futuro utópico e ficava cantando canções de amor para o mesmo.

A segunda parte é claramente mentira, enquanto a primeira tem suas verdades por trás, mas o que uma criança pensaria?

Continuei com uma amizade mesmo que um pouco distante com a garota, que por sorte se mudou de escola um ano depois, como também fui entender que ela tinha um ciúmes extremo, que achava que qualquer amizade que entrasse no meu ciclo era uma grande ameaça, o que ficou claro em outras situações.

Porém o que se deve destacar é que a vida se seguiu, e mesmo após a garota sair do colégio, nossa amizade não retornou e não voltamos a andar juntos.

Nate começou a dar cada vez mais atenção ao futebol, saindo para jogos estaduais e nacionais, ficando assim cada vez mais conhecido, mesmo que não fizesse parte do grupo dos mais festeiros, populares e zoeiras da escola, porém ele os conhecia muito bem.

Era até mesmo engraçado pensar que o queridinho de todas pertencia a um grupo composto por um garoto um pouco a cima do peso que participava da liga de futebol americano internacional. E Marcos, que se destacava por sua pele chocolate, um garoto que jogava futebol com Nate por hobbie, mas não era considerado nem bonito e nem feito, porém admito que ele tem seus traços.

Talvez isso ajudasse Nate a ter sua beleza, ou talvez porque a partir dos seus quinze anos seu corpo resolveu dar a volta por cima, passando do garoto que era do meu tamanho, e em determinadas idades até mesmo mais baixo, para alguém de um e oitenta e oito de altura, enquanto parei de crescer com vinte centímetros a menos.

Tudo bem que ele também teve ajuda que sua fase de acne foi mínima, porém seu cabelo deu uma leve escurecida, o que é completamente normal já que o meu cabelo loiro fez a mesma coisa, até que eu resolvi virar um camaleão pintando de ruivo, para azul, verde pastel, roxo, até ter um choque químico a qual precisei cortar um pouco a cima dos ombros enquanto estava da cor rosa pastel.

Ah, e eu tive uma fase horrível aos doze anos no quesito de beleza, mas isso não vem ao caso.

Coloquei a mochila em minhas costas segurando o papel que foi me entregue a poucos minutos atrás. E para a felicidade da maioria dos alunos a aula de matemática havia chegado ao fim muito antes do esperado.

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Espero muito que tenham gostado desse primeiro capitulo, a qual eu tive muitaaa inspiração em acontecimentos reais com um menino que eu gostava quando era pequena, haha. Sim, o Nate é real (apesar de ter cabelo e olhos castanhos) como toda a história a partir da nostálgica volta de Josphine a infância dela também é real .... Mas não kkk, a história não é baseada nele, só achei legal usá-la nesse primeiro capitulo, o resto é pura ficção.

Queria muito destacar que eu mencionei o futebol, e futebol americano, e na história são dois diferentes (o "brasileiro"/normal e o americano) e não é diminutivo não ksks --pois pode ter gente que ache que eles joguem tudo a mesma coisa, mas não é kkk

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