A CAPITAL AINDA ERA uma bagunça de cadáveres, destruição, fogo, sangue e fumaça. Nymeria esperneou e gritou com o príncipe Velaryon, até que em certo momento, ela escorregou na rocha, até cair no chão de seus aposentos, onde abraçou os joelhos, ela não possuía nem mais lágrimas para derramar. A presença de Lucerys não era mais reconfortante como um dia havia sido, a imagem do príncipe a fazia se lembrar de tudo o que havia perdido.
— Saia. – ela disse, sem levantar o olhar.
— Nymeria. – ele tentou intervir.
— Eu mandei sair. – ela subiu o rosto.
Lucerys viu os olhos violetas se voltarem para ele. Alguém lhe disse uma vez, que os olhos eram a janela da alma e se fosse verdade, a alma de Nymeria estava em ruínas, tão quebrada quanto a dele.
[...]
Após fugir da capital durante a Queda de Porto Real, o rei Aegon II Targaryen procurou se esconder em Pedra do Dragão, que estava sob controle da sua rival e irmã, a rainha Rhaenyra Targaryen. Ele conseguiu convencer vários seguidores dos Negros, incluindo Sor Alfred Broome e Sor Marston Waters, a desertarem para os Verdes e o ajudarem a tomar a fortaleza, com a ajuda de Tom Barbapresa e Tom Linguapresa. Marston tomou conta da sala dos corvos, evitando que o grande meistre Gerardys e o meistre Hunnimore pedissem ajuda ou avisassem Rhaenyra do que estava acontecendo, enquanto Alfred matou o castelão de Pedra do Dragão, Sor Robert Quince.
Durante o golpe, Aegon II lutou contra a princesa Rhaena Targaryen, ambos montados em seus dragões Sunfyre e Fantasma cinza, recém domado por Rhaena.
Os dragões lutaram no céu antes do amanhecer acima do castelo, eventualmente caindo no quintal ainda lutando. Aegon pulou de sua sela e caiu cerca de 6 metros, mas Rhaena caiu de mau jeito com Fantasma cinza. Não se sabe ao certo se foi sorte ou ajuda divina o que Rhana teve, afinal, a garota havia domado o dragão selvagem somente á poucos dias e havia defendido Pedra do dragão com sangue e fogo.
Marston impediu que Alfred matasse a garota queimada enquanto ela saía do dragão e Tom Linguapresa a levou para o meistre.
Aegon II quebrou suas pernas na queda, mas se recusou a receber leite de papoula quando Gerardys ofereceu, já que o rei não confiava no meistre e também não queria ficar entorpecido como ficara em Pouso de Gralhas. Ao invés disso, Aegon ordenou que Gerardys fosse oferecido como comida para Sunfyre, embora ordenou que partes do corpo dele permanecesse para ser apresentado a irmã.
Em uma noite, Pedra do Dragão caiu sob controle do rei Aegon II Targaryen e dos Verdes. Rhaena Targaryen, Aegon e o dragão Sunfyre, estavam gravemente feridos. O corpo carbonizado de Robert Quince, o guardião do fortaleza, o mestre de armas, o capitão da guarda e o torso do grande meistre Gerardys foram pendurados nas ameias do castelo próximo ao portão principal, embora Rhaenyra não soubesse do fato ainda.
[...]
A Casa Lannister das Terras Ocidentais apoiava os Verdes, enquanto a Casa Stark do norte e a maioria dos desorganizados senhores das Terras Fluviais apoiavam os Negros. Lorde Jason Lannister levou um exército para o leste para apoiar Aegon II Targaryen, mas Jason acabou morrendo por Pate de Folha Comprida na Batalha do Ramo Vermelho. O exército Lannister continuou seu avanço lento, principalmente devido a idade e fragilidade do seu comandante, o Lorde Humfrey Lefford
Quando os homens das Terras Ocidentais chegaram na margem oeste do lago chamado de Olho de Deus, Lorde Lefford descobriu que a força inimiga na margem oposta era liderada por Roderick Dustin com seus dois mil homens (conhecidos como Lobos do Inverno), além do Lorde Forrest Frey com duzentos cavaleiros e seiscentos soldados de infantaria e Robb Rivers com 300 arqueiros. Havia também outra força marchando pelo sul, liderados pelo cavaleiro Pate de Folhalonga, junto com os lordes Bigglestone, Chambers e Perryn. O cauteloso Lefford mandou corvos para Harrenhal para buscar a ajuda de Aemond Targaryen, mas Robb Rivers derrubou todos os corvos com seus arqueiros.
Os Negros foram reforçados por mais soldados vindos de pequenos senhorios das Terras Fluviais, incluindo o Sor Garibald Grey, Lorde Jon Charlton e Lorde Ben Blackwood.
A batalha ficou conhecida como "banquete dos peixes"
As tropas Verdes de Criston foram seguindo pelo sul, através da passagem ao longo da costa do Olho de Deus, mas, no caminho, os senhores dos rios haviam adotado uma estratégia de "terra devastada", queimando tudo na região, incluindo florestas e casas, impedindo que o exército de Sor Criston vivesse da terra. Os Negros utilizaram técnicas de guerrilha contra os Verde, que começaram a sofrer e tiveram vários casos de deserção. No vilarejo de Olmos Cruzados, as forças de Criston foram atacadas por soldados disfarçados entre os cadáveres – muitos rremanescentes do banquete dos peixes – perdendo pelo menos doze homens antes de perceber o ardil.
Enquanto avançava rumo a Torrente da Água Negra, Sor Criston Cole liderou sua tropa em direção a uma emboscada em uma cumeeira ao sul do Olho de Deus. Os soldados dos Verdes estavam em menor número em relação as tropas dos Negros, numa desvantagem de pelo menos dois para um. As forças leais a rainha Rhaenyra eram formadas basicamente por nortenhos e homens das Terras Fluviais.
Sor Criston Cole primeiramente ofereceu sua rendição aos Negros, mas foi recusado. Sor Cole em seguida desafiou Sor Garibald Grey, Lorde Roderick Dustin e Sor Pate de Folha Comprida para um combate singular, mas eles novamente recusaram. Em seguida, o "Fazedor de Reis" acabou sendo morto no meio de uma chuva de flechas. Lorde Dustin fez soar então o ataque da vanguarda dos Negros, que consistia dos Lobos de Inverno e os cavaleiros das Terras Fluviais. Com seu líder morto, as fileiras dos Verdes ruíram e o caos se instaurou, com centenas de homens morrendo ao tentarem fugir para as cumeeiras. A luta acabou sendo curta e sangrenta, resultando numa significativa vitória para os Negros.
Após a batalha, Sor Garibald Grey afirmou: "foi um abatedouro, não um campo de batalha". Após ouvir as observações de Garibald, chamaram o massacre de "Baile do Açougueiro", o nome pelo qual a batalha foi lembrada.
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Abatida pela morte de seu dragão e seu filho Joffrey, a Rainha Rhaenyra Targaryen ficou inconsolável, de acordo com os seus conselheiros, eles concordaram que Porto Real estava perdida e conseguiram convencer Rhaenyra a abandonar a cidade, com ela fugindo no dia seguinte, esgueirando-se para fora da cidade com alguns de seus lealistas os filhos Aegon e Lucerys e a prisioneira, Nymeria, filha do marido.
Daemon, que havia voltado para Harrenhall atrás de Aemond, não ficou sabendo dos planos de Rhaenyra. Rhaenyra chegou, após grande dificuldade, ao castelo de Pedra do Dragão, onde ela foi traída e capturada por homens do Rei Aegon II Targaryen, que haviam tomado a ilha algumas semanas antes. Aterrorizada e exausta, seu cabelo foi ficando cinza e abatido quando ela viajou para Rosby, Stokeworth e então Valdocaso. Rhaenyra teve que vender a coroa do pai para comprar uma passagem num navio mercante braavosi chamado Violande. Rhaenyra desembarcou em Pedra do Dragão e acabou sendo traída por Sor Alfred Broome e seus homens, que mataram os membros da Guarda da Rainha e a capturaram, junto com suas servas. Rhaenyra foi então levada para Aegon II.
[...]
Nymeria foi empurrada, apertada e machucada pelo guarda que a segurava com brutalidade, Lucerys ao seu lado, olhava o homem como se pudesse o matar ali mesmo. Rhaenyra e Aegon III estavam em situações semelhantes aos dois.
A garota sentiu os dedos de Lucerys deslizarem por sua mão, ela podia estar tão quebrada quanto estava, mas ela ainda sentia algo pelo príncipe, Nymeria retribuiu o consolo. Bom, pelo menos, os dois morreriam juntos dessa vez.
— Irmã! – a odiosa voz de Aegon foi escutada por eles. — Nymeria, que bom que não a mataram.
— Querido irmão. Tinha esperanças de que estivesse morto. – Rhaenyra sorriu.
— Depois de você. É a mais velha. – o Targaryen disse.
— Estou satisfeita de que se lembre disso. – Rhaenyra bradou.
Aegon mandou que Rhenyra fosse morta, para o desespero de Lucerys e Aegon III que assistiram sem poderem se moveram, ou fazerem nada para impedir, a mãe ser carbonizada pelas chamas de Sunfyre e logo depois ser engolida pela fera dourada.
——🐉 Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.
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