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I.𝑻𝒉𝒆 𝒃𝒆𝒈𝒊𝒏𝒏𝒊𝒏𝒈 𝒐𝒇 𝒕𝒉𝒆 𝒔𝒕𝒐𝒓𝒎

NYMERIA ACORDOU ATORDOADA. Daquela vez, ela havia sonhado com três dragões filhotes. Um possuia escamas creme, outro tinha as escamas verdes e o terceiro, o maior deles, possuia escamas tão escuras quanto a noite. Seus chifres e placas espinhais eram vermelhas como sangue.

A garota bufou irritada. Outro sonho, outra visão do futuro, outra linha que não havia sido tecida. Ela odiava como o futuro parecia um castelo de cartas e cada vez que ela finalmente o montava ele desmoronava bem diante de seus olhos.

— Nyn. – Alguém a chamou, batendo suavemente na porta de seu quarto.

— Entre! – A garota se levantou e sentou na cama. Tendo a visão de Jeyne Arryn, entrar em seu aposentos.

A bela mulher de cabelos e olhos escuros penetrantes. Estava vestida nas cores de sua casa. Jeyne era uma mulher bonita por dentro e por fora, uma líder nata e habilidosa e a única figura materna que Nymeria verdadeiramente conhecia. Apesar de nunca se esquecer de Rhea.

— Se arrume. Um dragão foi avistado. – a mulher contou sem rodeios.

Nymeria levantou em um pulo de sua cama. Seu rosto retorcido em uma carranca.

— Qual deles? – ela perguntou entre dentes.

— Caraxes. – a mais velha respondeu.

[...]

Daemon Targaryen olhou na direção dos guardas que estavam ao redor do salão do trono. Nenhum deles dirigiu a palavra para o príncipe rebelde. Nem mesmo o lançaram um segundo olhar. O príncipe sabia que não era bem vindo ali. Nem em qualquer outro lugar do Vale.

O som das pesadas portas de pedra sendo abertas chamou a atenção do homem. A garota de cabelos castanhos avermelhados, entrou no salão. Ela usava as cores dos Royce, o bronze, o cinza e o preto, as cores da casa da mãe. Daemon podia não a ver desde de que ela era criança, mas ele sabia a reconhecer. Era Nymeria, a sua primeira filha.

Nymeria se sentou no trono de pedra, dispensado os guardas com um aceno de mãos. Os olhos violetas dela se fixaram nos de Daemon.

— Príncipe Daemon. – as palavras foram despejadas com certo veneno por seu lábios.

— Nymeria. – o Targaryen devolveu.

— O que devo a honra de sua estimada visita? – menina disse. A voz carregava sarcasmo. Daemon sabia o reconhecer. Nymeria podia parecer com Rhea, mas aquilo, aquilo era dele.

— Quero que volte comigo, para a corte de meu irmão, o rei.

A risada da garota preencheu todo o salão de Pedrarruna. Ele podia jurar que a risada ecoava um eco sinistro muito parecido com o som da voz de Rhea Royce.

Daemon buscava reconciliação com o passado, ele buscava se reconciliar com o espírito de sua primeira esposa mprta e com a filha, a qual ele havia abandonado anos antes.

— Só pode ser brincadeira. – Nymeria riu. — Você vem até mim, depois de anos, e pede que eu vá com você para a corte? Não, obrigada!

— Nymeria, você não precisa ficar sozinha. Você tem uma família, tem irmãos e irmãs que desejam a conhecer.

Não preciso ficar sozinha. – A risada de Nymeria era baixa.

— Eu...

— Vá embora! – a Targaryen se levantou do trono. — Você não é bem vindo no vale, nunca foi. – a garota tinha uma expressão dura em seu rosto. Mais parecida com a imagem que o povo comum pintava dela do que qualquer outra coisa.

Ela podia estar magoada, mas ela não demonstraria fraquezas, diante de ninguém. Muito menos diante de Daemon. Não era atoa que a apelidaram de senhora coração de pedra.

Com uma mãe morta misteriosamente e um pai que a abandonou na infância, Nymeria cresceu com amas de leite, babás, guardas, meistres e criados ao seu redor. Muitas vezes, a criança só encontrava alguma sensação de conforto com lady Jeyne e Nemesis, a sua dragão.

Ela se lembra de quando as visões do futuro começaram. A criança não as entedia. E como poderia? eram sonhos assustadores para qualquer um, principalmente para uma criança. Ela via fogo, sangue, fumaça, dragões, guerras, a destruição de uma dinastia. Nymeria se lembra de chamar pela mãe, pelo pai, por qualquer um que pudesse fazer aquilo parar mas ninguém vinha a salvar de seus pesadelos. Com o tempo, ela parou de chamar por eles, e se acostumou com a escuridão e a tormenta.

Daemon tentou falar novamente, mas Nymeria saiu pela porta. Sem nem olhar para trás, caminhando diretamente para seus aposentos. Uma Jeyne Arryn a esperava, sentada em sua penteadeira.

A mais velha se levantou, dando espaço para que Nymeria se sentasse.

— Acho que deveria ir. – ela diz, depois de alguns segundos em silêncio.

— Vou fingir que não escutei o que disse. – Nymeria olhou para a mulher em pura descrença.

— Estou falando sério Nyn. Sei que a corte é cheia de víboras. Você odeia seu pai e com motivos, mas qual o melhor jeito de infernizar a vida do lorde baixada das pulgas, do que o indo com ele para Porto real?

— Sem chances!

— Não era você que queria ver a destruição da casa Targaryen? – Jeyne sorriu minimamente.

— Você está me expulsando da minha própria casa, Lady Arryn?

— Claro que não Nyn. Você é a minha princesinha, a única filha que terei. Mas sabe o que eu acho.

— Que eu deveria conhecer meus irmãos e irmãs. Bobagens. – ela deu de ombros.

Nymeria já tinha sua família, bem ali a sua frente. O Vale era o seu lar e seria o seu legado. Embora sentisse vontade de conhecer os irmãos mais novos.

— Quem sabe você não arruma um pretendente? – Jeyne riu vendo a careta no rosto da mais nova. — Sabe que precisará de um herdeiro algum dia.

— Não estou procurando por casamento. – Nymeria desdenhou.

— Mas procura por diversão. A capital pode proporcionar isso para você.

— Não vou deixar o vale desprotegido, sou a única cavaleira de dragão que possuem.

— Não estamos em guerra, estamos? – Jeyne se levantou.

Ainda. – Nymeria susurou tão baixo que Jeyne não a escutou.

— Vou avisar Daemon que mudou de idéia e que vai para a capital com ele. – a mais velha comunicou.

— Por qual razão eu ainda escuto você? – a garota se jogou na cama. 

— Eu sou a sua mãe, não de sangue, mas de coração. Sei do que falo. – Jeyne riu, caminhando até a porta.

— Sabe que sou eu que vejo o futuro, não sabe?

— Não estrage o momento, Nymeria. E se prepare, você vai passar uma temporada com seu pai, e sem birra.

— Já sinto vontade de vomitar.

Jeyne riu, fechando a porta de seus aposentos. Provavelmente a senhora do ninho havia ido em busca do príncipe para o ameaçar. A senhora do ninho da águia sabia dar medo as vezes.

Nymeria se virou na cama. Olhando para o teto acima dela. Tudo bem, ela faria isso pelos irmãos. Desde que soube que Daemon havia tido outras duas filhas com Laena Velaryon e depois outros dois bebês com a princesa herdeira Rhaenyra, ela esperava que o príncipe fosse para os filhos tudo o que ele não foi para ela, um pai.

[...]

Nymeria encarou os olhos de Nemesis. o ovo de sua dragão foi presente do próprio rei Viserys, seu tio. Ela se lembraria de agradecer o homem por isso.

Nemesis possuía escamas douradas e membranas e placas dorsais em tom creme. Seus olhos eram do mais profundo tom de verde. Diziam que o ovo dela veio da mesma ninhada que produziu o ovo de Sunfyre, o dragão do príncipe Aegon II Targaryen, primeiro filho do rei Viserys com sua segunda esposa, a rainha consorte Alicent Hightower.

Quando o ovo chocou, Nymeria havia acabado de completar 2 dias do nome. A dragão nasceu quando uma tempestade assolava o vale e fazia a bebê chorar com os sons dos trovões do lado de fora. O pequeno filhote foi direto para sua futura montadora e se enrolou em cima da criança, rugindo para quem chegasse muito perto.

As pessoas que viviam em Pedrarruna apelidaram a filhote de dragão da tormenta. Devido seu nascimento durante uma forte tempestade. E a cada ano, Nemesis crescia mais e mais. Isso alimentava a crença de Nymeria, de que os dragões que eram livres se desenvolviam melhor que os dragões que viviam acorrentados. Quando a dragão ficou grande demais para ficar no quarto de Nymeria, ela se instalou em uma das cavernas próximas ao castelo de Pedrarruna. O povo era acostumado com a visão da fera dourada.

A garota respirou fundo, subindo na cela. Ela não falava valiriano muito bem, tudo que ela já havia aprendido era graças aos meistres do castelo dos Royce. Mas nem eles sabiam tudo sobre a língua materna dos Targaryen e muito menos sobre as feras que eram ligadas a casa real.

Vamos lá garota. – Ela susurou.

Quando subiu aos céus, Caraxes já estava ali. O dragão vermelho dava voltas em circulos entre as nuvens. Daemon que estava em seu dorso sorriu em direção a Nymeria.

O dragão de Daemon era bem mais velho que Nemesis, mas mesmo assim, sua dragão era quase tão grande como ele. E nem em fase adulta ela estava ainda. Nymeria sorriu ladino. Ao notar que seu querido pai havia notado aquele fato.

A garota deu o comando em alto valiriano para sua dragão e Nemesis subiu mais. Deixando que Daemon mostrasse o caminho para a capital dos sete reinos.

Seria uma péssima temporada longe de casa, ela sabia disso.

——🐉 Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.

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