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+4 - Liam Seamus - 2012

Os nós dos dedos esfolados sustentavam o latejar no meu punho...

Mas acordei por conta da sensação de ressaca somada ao aperto no peito. Assim que me levantei, percebi que eu não usava roupas de dormir. Até meus pés estavam calçados.

Tudo está em seu coração..., as palavras ecoavam do fundo de minha mente. E, não pela primeira vez, me senti enlouquecendo devagar, sem o controle básico de meus pensamentos.

Cada um dos meus amigos protagonizava minhas memórias recentes, partidas em flashes de um segundo... Tínhamos curtido o dia juntos, porém... alguma coisa não foi bem. Lembrava de Hellen me chamando de maluco, de Peter tentando me acalmar e de Wesley pedindo desculpas. Eu estava tenso quando decidi vir para casa, porque... Por quê?

O cemitério...

Eles disseram que iriam até o inferno para me salvar, e aquele inferno se situava a duas quadras. Antes de me permitir perder o juízo, quis ligar ou mandar uma mensagem, mas não encontrei meu celular. Parei de procurar depois de três minutos.

Minha habilidade para pular a janela me surpreendeu. Não queria usar a porta e acabar esbarrando com meus avós no corredor. Eles não dormiam cedo — a televisão deles soava através da parede fina —, o relógio marcava onze e meia, e eu não conseguiria inventar uma mentira boa o bastante para sair sem problemas.

O cemitério deveria estar fechado naquela hora. Apesar disso, corri até lá, e não me impressionei ao ver os portões de ferro convidativamente abertos, sem sinais de vandalismo.

Embora meus pais estivessem enterrados naquele lugar, prometi a mim mesmo que eu não retornaria nunca mais. Contudo, meus amigos idiotas resolveram testar a sorte indo atrás da minha maldição. Foi aquela certeza inexplicável que me impediu de hesitar na entrada.

Não havia ninguém na consultoria e somente o breu adiante. O ambiente parecia rejeitar claridades, inclusive a tênue luz da lua. Os postes, ao lado dos portões, davam a única iluminação. Para não me acovardar, evitei pensar demais e avancei na escuridão.

Minha visão se acostumou facilmente... No entanto, perto da meia-noite, no meio a um monte de tumbas, talvez fosse melhor não enxergar nada. De qualquer forma, uma discussão roubou toda minha atenção. Reconheci as vozes, antes de começar a entender o que diziam.

— Deveríamos ir embora também.

— Você é frouxo pra caralho mesmo, Peter... Tá dando pra trás por causa da Hellen?

— Não, mas concordo com ela. O que estamos procurando aqui, afinal?

— Ei!

Ambos se viraram assustados ao me ouvir. Wesley firmou o celular, direcionando a câmera para mim.

— Liam — disse Peter, bastante surpreso —, o que tá fazendo aqui?

— O que vocês estão fazendo aqui?

— Estamos gravando — contou Wesley — pra te trazer de volta.

— Pra o quê? — Meneei a cabeça depois de perguntar. — Cadê a Hellen?

— Ela estava com a gente até ficar estressadinha e meter o pé.

— Deixaram ela sozinha?! Vocês são retardados? Eu tava falando sério quando disse que esse lugar era perigoso...

— Cara, relaxa. A gente veio aqui pra provar que não existe nenhum monstro do cemitério.

— Vamos procurar Hellen e dar um fora daqui...

A sugestão de Peter foi interrompida e substituída por um soluço, quando uma lâmina preta surgiu entre as clavículas dele. Às costas da nova vítima, Wesley gritou ao fim da cena, mas não pude ouvir nada além do tinido agudo na minha cabeça. Meio abafado, meu coração parecia me martelar. Apesar de alienado, fui capaz de impedir que o corpo de Peter tombasse. Não demorou para que seu peso me levasse junto para o chão.

Em seguida, vi a empunhadura da faca de sobrevivência, cujo ângulo denunciava que havia sido atirada de cima para baixo. Alguns galhos se agitaram formando um caminho pelas árvores conjuntas, assim que olhei naquela direção.

Semiconsciente no meu colo, Peter engasgava com o próprio sangue.

— Ah, meu Deus! Ele vai morrer! Puta que pariu! O que a gente faz?! O que eu faço?!

Eu não tinha certeza se Wesley oferecia ajuda para valer ou só surtava. Apostei que ele realmente pudesse ser útil.

— Chama a polícia.

Não o escutei executar a tarefa, nem ao menos a minha voz no pedido, mas pelo gesticular, ele fora atendido, deu nossa localização e resumiu a emergência em cinco palavras. Assim que desligou, eu o entreguei outra missão.

— Agora encontra Hellen e sai daqui.

Senti minha cabeça esquentar à medida que minha audição se normalizava. De qualquer forma, eu não estava mal a ponto de permitir que Wesley me questionasse ou perdesse mais tempo parado. O apressei para que aproveitasse a chance de se salvar.

— Vai!

E ele correu chamando por Hellen. Aquela, nem de longe, era uma boa ideia, só que eu mesmo não tinha ideias muito melhores. Embora a distância estivesse começando a tornar difícil o ouvir, identifiquei seu grito antes do silêncio retornar, conciliado à quietude de Peter.

Passei um minuto preso na sensação de imobilidade. Desejei que aquilo fosse um pesadelo perto do fim... Ninguém poderia ter pesadelos ou sonhos tão realistas. O sangue de um de meus melhores amigos ainda escorria quente entre meus dedos.

— Desculpa, Peter... Desculpa...

Deixei o corpo com cuidado no chão, rápido, porque se demorasse eu não conseguiria tentar ajudar aqueles que ainda poderiam estar vivos.

Ao contrário de Wesley, comecei minha busca em silêncio. De acordo com o que me lembrava do cemitério, o último grito escutado tinha vindo da capela. Entretanto, batidas abafadas me incentivaram a mudar de rota.

Segui entre os túmulos e me apressei quando percebi que o som vinha de um jazigo de mármore, novo em folha. Gemidos em vez de súplicas adiantaram que a pessoa presa lá dentro se asfixiava. Não hesitei para empurrar a tampa.

— Vou te tirar daí! — Avisei alto suficiente apenas para tranquilizar quem estava preso ali.

— Liam? — As batidas pararam para a pergunta.

— Hellen! Aguenta aí!

Na tampa do jazigo, a estátua de um anjo tocando trombeta a tornava mais pesada do que já seria normalmente. Dei tudo de mim para movê-la, e consegui abrir o suficiente para Hellen sair, depois de buscar ar desesperadamente. Ela agarrou minha mão e eu a puxei para fora. Suas lágrimas molharam meu ombro quando ela me abraçou.

— Pensei que eu fosse morrer...

— O que aconteceu?

— Acho que desmaiei... Alguma coisa me acertou e aí acordei lá dentro...

Enquanto explicava, Hellen tocou a cabeça e a sua mão se manchou de vermelho.

— A gente tem que sair daqui.

— Liam, o que tá acontecendo? Onde estão os outros?... Você tá bem?

A pergunta final se devia ao sangue nas minhas mãos e braços, que também chegavam a partes das minhas roupas.

— É do Peter.

— O quê?

— Tem alguém tentando matar a gente e já pegou Peter.

— Ah, meu Deus... Onde tá Wesley?

— Estava procurando você... Talvez ele já tenha saído. Não podemos ficar aqui...

— Não podemos sair daqui sem ele! Ele não sairia sem a gente.

Precisei de um instante para respirar fundo. Hellen ainda não entendia a gravidade da situação. Confesso que só assenti porque Wesley também era meu amigo.

— Vamos.

Segurei a mão dela e a guiei para fora do corredor de tumbas, certo do rumo escolhido. Se Wesley não tinha saído do cemitério, ele foi para a capela. Paramos diante da iluminação bruxuleante que escapava do pequeno santuário.

Hellen e eu nos entreolhamos, antes de avançarmos devagar até a porta. Lá dentro, velas vermelhas cobriam o altar e o chão quase por completo. Estirado, o corpo de Wesley tomava o espaço que podia ocupar sem tocar nem sequer uma vela. O sangue formava poças densas, a partir da abertura profunda de uma facada no meio do rosto.

Tampei minha boca, falhando em conter minha respiração alta, enquanto Hellen se abaixava ao lado dele e mantinha um pranto não tão escandaloso.

Algo crescia em mim, diferente de dor, terror ou revolta. A ânsia pela sobrevivência me atacou intensamente. Por isso, apenas obriguei Hellen a se erguer e a conduzi para fora da capela.

Ouvi movimentação próxima. Se não saíssemos logo, seria a nossa vez, e se voltássemos para a saída, provavelmente bateríamos de frente com o assassino. Então, a melhor alternativa era se esconder. As costas do mausoléu serviram, mas Hellen estava resistindo. Calei a boca dela e a segurei junto a mim, até que o som dos passos se desviasse.

O assassino chegou sem pressa. O ranger da porta do mausoléu me fez suar frio, e a companhia de Hellen piorou a tensão. Pareceu uma eternidade, até que o assassino decidiu dar meia volta. Praticamente prendi a respiração durante sua caminhada para longe de nós.

Eu teria sustentado a concentração por mais um momento, se Hellen não tivesse mordido minha mão para se soltar. Trincara os dentes com tanta força que sangrei. Foi em vão meu esforço para conter um xingamento aos quatro ventos, uma vez que ela tinha me empurrado, choramingando, continuamente barulhenta demais para o nosso contexto.

— Não chega perto de mim!

— O que tá fazendo? É perigoso...

— Você disse que não voltaria mais aqui, então por que você veio hoje? Eles só queriam te ajudar... Porra, Liam! Eles eram seus amigos! Por que você fez isso?!

— Acha que eu matei eles?

— Fica longe de mim!

Ver Hellen se afastando, por pensar que eu tinha assassinado meus melhores amigos, triplicava minha vontade de vomitar. Por dentro, eu estava em pedaços, mas não podia simplesmente cair e chorar, porque eu não queria morrer. E Hellen estava nos deitando no colo da morte.

Tudo está em seu coração...

— Por que você veio? — Ela insistiu na pergunta entre soluços.

— Vim pra tentar salvar vocês.

— Salvar a gente de quê?!

Me arrisquei a dar um passo cuidadoso. Eu precisava acalmá-la.

— Hellen, sou eu. Sabe que eu nunca faria isso... Me escuta, tem mais alguém aqui, que tá tentando te colocar contra mim.

— Para, Liam... Eu não aguento mais...

... e não há nada que você possa fazer.

Eu estava a ponto de explodir em dor e cansaço. Foi quando parei de tentar. Afinal de contas, nenhum esforço meu fora capaz de mudar o destino cruel daqueles garotos idiotas. Era um combo de infortúnios me matando antecipadamente.

Não há nada que você possa fazer...

Hellen continuou a caminho das sombras, até que as sombras a levaram. Numa questão de segundos, o assassino saiu de trás de uma tumba, a pegou por trás e cortou-lhe a garganta. Uma cascata escura jorrou diante dos meus olhos. Assim que o corpo de Hellen caiu, também caí de joelhos.

... para mudar quem você é agora.

Minha capacidade de resistência foi cem por cento drenada. Me contentaria em acabar com aquele pesadelo macabro de uma vez por todas, ainda que significasse minha própria morte. Portanto, apenas o esperei admirar o cadáver de Hellen, antes de erguer os olhos para mim.

Como eu imaginava, já o conhecia. Era o rosto distorcido por trás da sujeira, que havia me assombrado por um ano inteiro. Com não mais do que um olhar, ele prometera um dia me matar e, então, estava ali para cumprir a promessa. No entanto... ele me encarou outra vez e virou as costas, talvez porque tinha me tornado insignificante e desprezível demais. Assim, ele acabou de me destruir.

Após me arrastar até o corpo de Hellen, para sentir com mais clareza o peso de estar vivo, pensei muito sobre aquilo. Os policiais chegaram com a chuva e me encontraram no meio da sanguinolência no cemitério.

Antes desse dia, foram tantas idas e vindas do fundo do poço que cheguei a me considerar inquebrável. Minha avó tinha um jeito particular de avisar que eu precisava ser cuidadoso quanto a isso.

"Autoconfiança em excesso pode se tornar uma serpente traiçoeira. Quando você pensa que o pior que pode acontecer é ser envenenado, ela começa a te apertar e causar danos irreversíveis."

Então, entendi que o medo é um sentimento mutável, cuja forma mais aterrorizante se apresentara para mim, menos egoísta do que eu esperava. Enquanto me algemavam, também aprendi que isso pode se impregnar na sua alma e sussurrar no seu ouvido que vai te acompanhar pelo resto da vida, sem nenhum tipo de recesso.

~~🐍💀 🐍~~

Olá, leitor(a)!

Demorei, mas cá estou com mais um conto reescrito. Liam divide o protagonismo num dos meus plots favoritos, e só os verdadeiros fãs de HIPNALE+ vão descobrir o porquê. 😈

Dedico este conto a FutureRomanceWriter, uma leitora que muito elogiou esse rolê no cemitério.

Até a próxima. 🖤

⭐⭐⭐⭐⭐ 💬

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