+3 - Bernard Miller - 2007
Meu gato miou até cansar durante as noites dos últimos três dias.
Eu não conseguiria dormir de qualquer jeito, então não me importei. Ele devia se sentir péssimo também, mas, pelo menos, se expressava de alguma maneira. Para mim, a ficha ainda não tinha caído...
Sinal da secretária eletrônica novamente. Eu já sabia quem era e o que diria. Portanto, deixei que falasse até que desistisse e desligasse.
"Atende a merda do telefone!... Você sabe, estou na cidade... Olha, eu não quero brigar. Precisamos conversar como pessoas civilizadas, pelo Neil. Quando você achar que pode fazer isso, me liga... Por favor, Bernard... Você não pode me privar de saber do que você sabe. Você não é o único que está sofrendo... Eu sou a mãe dele e sempre vou ser, goste ou não."
Isso não importa mais para ele, quem dirá para mim.
Sempre fui exigente com minha saúde e aparência, mas não na última semana. Em plenos trinta e sete anos, era minha primeira ressaca. Café fumegante, já meio bebido. era o que me ajudava a aguentar. Talvez não fosse a melhor opção...
Por que se cuidar tanto, afinal? Por que se preocupar com o futuro se, num dia qualquer, alguém pode surgir e tirar sua vida?... Ou você pode sofrer a ponto de desejar uma tragédia, e sofrer mais a ponto de não conseguir esperar por uma. Você pode acordar um dia e decidir que não quer mais...
Não.
Aquelas palavras não combinavam com Neil, independentemente das evidências. O meu garoto era física e mentalmente sadio. Por isso, apenas liguei o DVD player para reproduzir o primeiro vídeo copiado da memória da câmera digital de Neil... Tinha que haver algum detalhe escondido, qualquer coisa que me desse uma explicação lógica.
📀Arquivo 1
Na nossa sala de estar, a imagem tentava focar em meus pés.
"Tá filmando?" perguntei no vídeo.
"Espera. Vou ajeitar."
Então, a qualidade melhorou. Ele subiu até meu rosto, que parecia o de outra pessoa naquele dia.
"Pai, ela é irada!"
"Que bom, porque custou uma pequena fortuna."
Não foi uma reclamação. A risada do Neil mostrou que ele tinha entendido. Fui surpreendido com um abraço, e a câmera passou a filmar o corredor da cozinha atrás de mim.
"Valeu, pai. Vai ser bem útil pra excursão."
"São permitidos aparelhos eletrônicos na excursão da escola?"
"São."
"Tem certeza?"
"Tenho."
"E eu vou poder ver os primeiros filmes do futuro melhor cineasta do mundo?"
A imagem cedeu um pouco. Isso combinava com minha lembrança de Neil desviado o olhar. Vinha mentira, eu sabia... Mas não pensei que fosse significante.
"Claro."
"Não se meta em confusões, tá bom?"
"Quando foi que me meti em confusões?"
📀Arquivo 2
"Por que tá fazendo isso pra mim, Meteoro?"
O gato sibilava. Era um comportamento realmente atípico. Portanto, Neil interrompeu a lição de casa para registrar o caso. Meteoro relutava a passar da porta do quarto.
"Qual é o problema?"
Neil percebeu que não era ele a irritar o felino e, sim, alguma coisa dentro do quarto. Ainda filmando, ele saiu do cômodo. Em um segundo, um som repentino foi como se alguém tivesse dado um soco debaixo da cama.
"Que merda...?!"
Numa reação automática, Neil se trancou no banheiro junto ao gato. Voltou a câmera para ele mesmo... Eu não esperava uma expressão mais entretida, na tentativa de escutar atrás da porta, do que assustada. Ao mirar a lente, não havia ansiedade negativa no olhar.
"Tudo bem. Essa é a primeira experiência que eu consigo filmar. Meu pai já deve estar chegando do trabalho, então não deve durar muito. Okay. Eu só preciso respirar um pouco..." ele sorriu. "Isso é incrível!"
Ele filmou os dois lados do corredor, após deixar o banheiro. Retornando para o quarto, embora a casa estivesse quieta, o barulho debaixo da cama continuava, mais sutil. Lentamente, Neil se aproximou e puxou o lençol.
A imagem ficou confusa com a fonte do som frenético tão perto. Tudo o que vi foi um borrão negro fugindo.
"Mas que porra...?"
Era um morcego.
Cambaleante, o animal precisou de uns segundos para levantar voo e encontrar o caminho para fora pela janela.
"Como isso entrou aqui?"
📀Arquivo 3
Era intervalo na escola. A câmera capturava as crianças brincando pelo pátio, do alto de uma janela. Logo, a imagem voltou-se para dentro e apresentou a sala de aula vazia, a não ser pelos amigos mais próximos de Neil.
Havia também um garoto, que eu não conhecia, sentado na carteira mais próxima da lousa. Bolinhas de papel começaram a ser atiradas, da perspectiva da câmera.
"Olha só isso" era a voz de Terry. "Ele não se manca."
Depois da sexta bolinha, o garoto se virou, empurrando os óculos de grau para cima do nariz.
"O que vocês querem?"
"É recreio, Elliott. Mete o pé" Neil falou de trás da câmera.
"E vocês vão ficar na sala?"
"Queremos conversar" disse Dana.
"Se você sair em paz, não vamos precisar fazer do seu dia um inferno" disse Sam.
A estatura menor do que a dos outros — apesar de provavelmente terem a mesma idade — não intimidava a fúria de Elliott ao se levantar. Havia bom senso para aceitar a própria desvantagem contra quatro colegas. Isso não o impediu de resmungar antes de sair.
"Vocês são um pé no saco."
"Vai com Deus, vai" disse Terry. "Que nerd mais amargurado. Você também é assim nas horas vagas, Sam?"
"Vai se foder."
Neil aproximou sua cadeira para ficar ao lado dos amigos.
"Filmadora legal! Posso ver?" Dana perguntou.
"Pega aí."
E Dana assumiu a filmagem, dando destaque ao Neil.
"E aí? Conseguiu flagrar algum fantasma?"
"Conta pra ela sobre a perturbação que você passou ontem à noite, Neil" disse Sam, entre risadas "Ele achou que fosse um fantasma, mas era só um morcego possuído debaixo da cama."
"Morcego possuído?" Dana se revelou empolgada. "Você filmou?"
"Ah, você tem que ver isso!" Terry caiu na gargalhada. "Que puta fracasso, caçador de fantasmas!"
"Cala a boca, Terry." Neil não achou graça.
"Ainda não conseguiu filmar nada? Você disse que coisas estranhas acontecem toda hora..." Dana hesitou "e faz tempo, né?"
"Em alguns períodos, coisas difíceis de explicar acontecem. Parece que ganhei uma nova pausa junto com a câmera."
"Parece que tem um fantasma tímido te seguindo." Terry tomou a filmadora das mãos de Dana e enquadrou o próprio rosto. "Oh, fantasma, chega mais! Somos legais. Não vamos contar pra ninguém se não quiser, mas, por favor, mostra pra gente o quanto ser um fantasma é foda... Aí, Neil, por que não conta logo pro seu pai que você escuta vozes do além?"
"Sua mãe botou cachaça na sua garrafinha? Meu pai nunca acreditaria em mim e, se não me mandasse pra um hospício, ele passaria a me tratar como um dos malucos pacientes dele."
"Verdade. Seu pai é tão certinho e lógico que chega a ser bizarro pra caralho, quase igual ao Sam."
Sam ganhou foco na filmagem por um momento e mostrou o dedo do meio.
"Falando sério, Neil, não penso diferente de você, só acho que assim o seu fantasma teria mais confiança em dar as caras. Isso seria tão maneiro que eu não ligaria se você fosse pra um hospício. Você teria dias de visita, né?"
Foi a vez de Neil mostrar o dedo médio.
"Bando de mal educados."
"A gente pode incentivar o fantasma" Sam ergueu um compasso e os olhares dos demais o compreenderam, sem necessidade de esclarecimento. "Temos o que precisamos."
"Desliga a câmera."
Todos protestaram contra o pedido de Neil. Contudo, também o ouviam no primeiro sinal de argumento. Realmente acreditavam que ele era o único experiente no assunto. De fato, ele agia seguro como tal.
"Desliga a câmera ou não vai funcionar."
Com um resmungo, Terry aceitou.
"Tá bem."
📀Arquivo 5
Neil estava no banco da frente do ônibus para excursão escolar. As crianças cantavam o mesmo rock de garagem que perturbou meus ouvidos repetidas vezes, do quarto do meu filho. Embora desafinados, eles se divertiam em sincronia.
A câmera mantinha-se voltada para o dono, Terry participava do filme à direita e Sam à esquerda. A bagunça dos alunos, de pé ou jogando aviõezinhos de papel, era parte do cenário de fundo.
De repente, a professora surgiu. Quase simultaneamente, a câmera pareceu escorregar das mãos de Neil, que não tentou pegá-la de volta. A perspectiva então era torta, em cima da mochila.
"Meninos, vocês se lembram do que combinamos? Vou deixar que fiquem à vontade na pousada ao final do dia, mas só se vocês se comportarem."
Depois do aviso da professora, foram muitas vozes falando ao mesmo tempo, a maioria de acordo, pelo que entendi.
Neil virou a câmera para si outra vez, sem erguê-la. Ele estava com um sorriso bem comum da parte dele, do tipo arteiro.
"Vou confiar em vocês, hem?"
Assim que a professora se afastou, Terry recuperou a câmera e, rindo à toa, documentou uma mensagem para ela.
"Péssima ideia, Sra. Melville. Péssima ideia..."
📀Arquivo 6
Os garotos estavam no pântano. Neil registrava a torre de observação.
"Dá só uma olhada nisso... Ah, mas nem fodendo eu vou subir aí."
"Você percebe o quanto seu cérebro é estranho?" Terry tomou o foco. "A gente passou por um monte de jacarés agora há pouco e você chegou junto, como se fossem as joaninhas do seu quintal. Pra você, foi tão sem graça que nem fez questão de gravar, mas tá com medo de subir na torre."
"... É muito alto."
"Nem é tanto assim."
"Dá pra quebrar o pescoço numa queda."
"Neil, deixa eu te falar sobre a dura realidade com que minha mãe vive enchendo a porra do meu saco, desde que aprendi a andar: você pode quebrar o pescoço até se cair da bike"
"Isso não tem nada a ver."
"Claro que tem! Por isso que é legal... Na verdade, o chão de um pântano é mais macio do que asfalto, certo? Ah, vamos?"
Neil suspirou.
"A professora disse que a gente não precisa ir se não quiser. Então, eu não vou."
"Sra. Melville, deve ter alguma coisa errada na lista de objetos não permitidos nas excursões, porque Miller tá com uma filmadora!" o aviso veio alto e claro do menino Elliott.
Num segundo, toda atenção ao redor era de Neil. Não houve tempo para esconder o pertence proibido, nem mesmo para praguejar.
"Neil, o que é isso?" indagou a professora, mais séria do que aqueles garotos estavam acostumados.
"Ah... Como Elliott disse, é uma filmadora."
"Você sabe que não pode trazer eletrônicos às excursões do colégio."
"Desculpe, Sra. Melville. Eu me esqueci desse detalhe."
"Entregue isso agora."
"Me deixa ficar com ela, por favor. É por uma causa nobre... Prometo que vou dividir meus registros da excursão com a turma, pra que a gente faça o melhor trabalho que o colégio já viu."
"Ainda assim, Neil, seria injusto com seus colegas. Agora, me entregue."
📀Arquivo 7
"Não acredito... Ai, não acredito que eu fiz isso!"
Era a voz de Dana. Estava muito escuro, mas depois de um minuto entendi que ela tinha subido até a janela de um dos quartos. Deu três batidinhas no vidro. Sem demora, Neil a recebeu com grande admiração no rosto.
"Caramba! O que tá fazendo?!" ele murmurou ao ajudá-la a entrar.
"Trouxe sua filmadora. Eu peguei quando a Sra. Melville começou a roncar."
A menina o entregou a câmera.
"Nossa... Obrigado. Mas isso vai te colocar em problemas, não vai?"
Ela deu de ombros
"A gente coloca debaixo da cama do Elliott, antes que ela dê por falta."
"Que maldade..." a voz de Neil dizia algo diferente. Em seguida, ele a surpreendeu com um de seus típicos abraços. "Valeu mesmo, doidinha"
A luz que vinha do abajur do quarto não era boa o bastante para alegar que Dana tinha ficado vermelha. No entanto, o fato de ela desviar o olhar e pigarrear reforçava minha teoria.
"Esse cheiro é de cigarro?" Dana fez uma careta. Em seguida, ela mirou algo na mão dele. "O que é isso?"
"Ah, são as luvas que peguei nas coisas do meu pai. Tentamos fazer com que a fumaça não escapasse do nosso controle. Deu pra ver que foi uma ideia de merda, né?"
Neil a conduziu mais para dentro, onde pude ver Sam, Terry e um garoto novo no grupo fumando cigarros. O novato inflava uma luva com a boca. Fez um rápido nó e pouca fumaça escapou.
"Funcionou pra mim. Vocês são um bando de amadores."
"Dana!" Terry a cumprimentou com animação, embora em voz baixa. "Veio se juntar à nós?"
"Vocês bateram a cabeça? Se a Sra. Melville pegar vocês fumando, estão ferrados."
"A gente não estava pensando em dar essa chance pra ela. Bora dar uma volta no pântano?"
"O quê? Neil... Agora?"
"Claro. Tá geral dormindo. Ninguém vai nem imaginar que saímos, se voltarmos antes de acordarem."
"... A gente vai passar lá amanhã."
"Amanhã vamos entrar do outro lado do pântano."
Ela hesitou.
"Você não precisa ir se estiver com medo, mas a gente vai. Você se lembra, não lembra?..."
"Já que você trouxe a filmadora, devia ir também" disse Sam.
"Ah, vamos! Qual foi, galera?" insistiu Terry.
"Se quiserem, eu encubro vocês" disse o outro garoto.
Embora relutante, Dana acabou assentindo. E Neil abaixou a filmadora.
"Vamos economizar bateria por enquanto."
📀Arquivo 9
Os primeiros raios de sol surgiam e, pela primeira vez, não havia sinal do entusiasmo do meu filho. Eu só ouvi um caminhar arrastado, enquanto a imagem aproximava-se subindo a passarela da torre de observação.
Neil tinha tanto medo de altura que eu apostaria qualquer coisa que não era ele indo até lá sozinho, por conta própria... Mesmo com as palavras dos detetives, tive que assistir a cena para começar a duvidar.
A filmagem continuou. Por um instante, apenas mirou a vista do pântano, antes que o condutor da câmera ficasse de pé no parapeito, registrando sua perspectiva da distância do chão.
Foram alguns minutos de agonia até que funcionários do parque começassem a se amontoar lá embaixo.
"Pelo amor de Deus, garoto, o que tá fazendo?!" disse o da frente. "Fique atrás do parapeito!"
"Tudo bem. Nós vamos te ajudar" acrescentou o segundo. "Fica calmo."
A câmera virou para direita. Dois homens subiam sorrateiramente. Eles planejavam abordá-lo de surpresa, pois dispensaram a cautela assim que foram notados. O foco permaneceu neles por um momento e retornou a paisagem do parque.
O sol já havia nascido, o vento suave chacoalhava as folhas das árvores, e os pássaros cantavam, enquanto ele se deixava cair.
A câmera rolou. Alguns instantes de estática pararam com a lente trincada e suja de lama. Mesmo assim, permitia a visão parcial do corpo do meu filho e dos funcionários ao redor.
***
Apesar de permanecer encarando a televisão, minha mente se recusava a tocar naquelas informações. Era mais fácil acreditar que se tratava de uma brincadeira de mau gosto, uma ficção de halloween, produzida só para ver como eu reagiria.
Perdi a noção do tempo na tela vazia. E despertei daquele transe somente depois que Meteoro começou a se retrair e sibilar para a porta da rua. Quando me aproximei, seu comportamento se tornou mais urgente.
Alcancei a porta e a abri bruscamente. Não havia ninguém, nem perto da fachada. Por outro lado, havia um envelope pardo no meu capacho. Franzi o cenho ao tomá-lo em mãos e sentir que continha um objeto.
Chequei a rua mais uma vez e decidi voltar para casa com o envelope. O formato do conteúdo o tornava óbvio para mim, numa exatidão absurda. Minhas mãos tremeram quando retirei o último DVD-ROM sujo de barro do pântano.
Eu já tinha parado de tentar buscar explicações para incoerências. Ironicamente, foi meu esgotamento que me impediu de hesitar. Em vez de chamar a polícia, abri o DVD player para terminar o que comecei.
Saber o que tinha gravado ali não traria meu filho de volta, mas eu precisava saber por que sua vida terminou tão cedo e de forma tão trágica.
📀Arquivo 8
A imagem esverdeada, em função noturna, oscilava, quase cedendo à estática.
Um choramingo.
Com um pouco de estabilidade visual, notei que a filmadora estava no galho de uma árvore. Registrava certa movimentação nos dois cantos. Eram os amigos de Neil lá embaixo, sentados no chão, um de frente para o outro, amarrados às árvores.
"Sam, acorda" Dana balbuciou entre o choro, parecia amordaçada. "Sam..."
"Cala a boca, Dana! Cala a boca!"
Terry vociferou, possivelmente por ter percebido a situação terrível piorar. Os choramingos se transformaram em gritos abafados. Dessa vez, eu pude ouvir ambos.
"Ah, meu Deus...!"
"Socorro!"
"Socorro!"
"Sam!"
"Neil, por favor...!"
"Não, Sam!"
"Meu Deus!"
"Não!"
Quatro crocodilos entravam em cena. O primeiro alcançou Sam, enquanto os outros foram atraídos pelo desespero.
Os gritos pararam de trazer palavras então, durando quase três minutos, enquanto os desmembramentos aconteciam. Sons guturais vieram, um pouco antes das mastigações dos crocodilos se tornarem tudo o que eu ouvia. Foram minutos até abandonarem o que restara das crianças. Mais alguns minutos até a filmadora ser recuperada.
Estática.
Quem quer que tenha pego a câmera desceu da árvore. Filmou a luva látex inflada, amarrada ao tronco, acima de um terço do corpo de Dana. Depois, se encaminhou até a luva acima de Sam, que tinha 70% do rosto mordido, no mínimo. Então, foi a vez de Terry que, após se soltar da árvore e ter o foco de dois crocodilos ao mesmo tempo, se compunha apenas de entranhas e um dos braços.
Vários ângulos foram testados, após as luvas. A função delas era identificar as vítimas, pois em cada uma tinha um nome escrito com sangue.
Uma respiração lenta e ofegante passou a sair no áudio. Parecia que quem estava filmando sentia muito prazer... Quem estava filmando não se revelou.
***
Depois de assistir à gravação macabra, só mantive meu olhar em lugar nenhum. A sensação era de que eu sentia tudo, onde tudo era demais para mim... mas o que existia além do gosto amargo da dor e insuficiência? Eu tinha medo de nunca descobrir.
Neil não era perfeito, mas confesso que eu gostava de fingir que ele era. Eu gostava muito de me orgulhar do meu filho, assim como todos os pais gostam... não gostam? Meus pensamentos simplesmente saíram pela minha boca.
— Se sua mãe não estava aqui, foi minha culpa você não ter aprendido direito. Me perdoe, Neil. A culpa foi minha... Eu não queria que nada disso acontecesse. A culpa foi toda minha. Eu amo você e sempre vou amar. Você nunca vai me decepcionar... porque você é perfeito agora.
🐍☠️🐍
Olá, leitor(a)!
Embora este conto tenha lá seus haters, pode ser que ele seja o meu favorito, porque ele é a base do meu plot favorito do romance HIPNALE... Ah, você não perde por esperar. 🔥
Oliver Trevor, eu juro que também te amo, meu amor... Não me mate.
Também é o conto favorito da wolfstarchildren (possivelmente... bem, na época ela disse que foi assustador). Por isso, dedico o rolê dos Miller.💖
Logo, eu retorno com outro conto de HIPNALE+ remasterizado. 🖤
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