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♛ First contact with destiny ♛

"O destino pode lhe dar um vislumbre do seu futuro."

Acordo com meu despertador tocando. Pelo horário que vejo, deve ser pela terceira vez. Atrasada. Atrasada no primeiro dia de aula.

- Filha? - Minha mãe entra no quarto secando as mãos no avental. Fica surpresa ao me ver ainda deitada na cama. - Meu Deus! Ainda em casa? Por que não saiu ainda pra aula?

- Eu dormi muito tarde ontem. - Digo enquanto levanto e ando até meu armário. Mexo nas minhas roupas penduradas procurando pelo meu uniforme. - Não conseguia dormir.

- Pesadelos de novo, filha? - Minha mãe se aproxima e repousa suas mãos nos meus ombros.

Abaixo a cabeça olhando para meus pés enquanto seguro minha blusa contra meu peito. Os pesadelos. Tenho tido eles cada vez com mais frequência. Eles tem tirado o sono das minhas noites. Me reviro de um lado pro outro sem conseguir relaxar e ter um sono bom.

- É, mãe...pesadelos, de novo.

- Não prefere faltar hoje e conversar com a sua avó?

Levanto a cabeça novamente e nego. Não ia faltar aula logo no primeiro dia. Ainda mais por um motivo desses.

Pego minha blusa, mais o resto do uniforme e vou para o banheiro me arrumar. Minha mãe vem me seguindo e para na frente da porta assim que a fecho.

- Filha. - Ela me chama de fora do banheiro. - Você não pode fugir pra sempre. Ela é sua avó. Deveriam conversar. Sabe como ela é. Não vai desistir nunca. - Solto um longo suspiro. Eu sabia, e como.

Minha avó está sempre querendo falar dessas coisas malucas comigo. Sobre sonhos, pesadelos e o "meu destino"...eu sempre bloqueei o assunto. Mesmo sabendo e aceitando o que sou e minhas origens, sempre neguei essa parte da minha vida. E tudo por uma razão. Por ter medo disso controlar o meu futuro. Por querer ser a única dona do que acontecerá ao meu respeito sendo quem sou.

Me disseram que não nasci aqui. Me contaram que nasci na vila de Tokyo. A vila vizinha. E fui criada desde bebê nesse terreno onde moro até hoje. O terreno central da vila. Onde há um templo. E minha avó está por lá todo tempo. E eu sempre respeitei isso. Até que eu fiz dezoito anos, e ela começou a me fazer perguntas. Sobre sonhos e pesadelos, na maioria das vezes. Perguntava se sonhei com alguém, se tive alguma sensação ruim...coisas assim. Quando comecei a dar abertura, o assunto evoluiu para caminhos que começaram a me dar nos nervos, e passei a desconversar.

O pior de tudo, é que ela estava deliberadamente acertando em todas as perguntas. Desde que eu fiz dezoito anos, coisas estranhas tem acontecido. Na maioria delas, eram os pesadelos. Sobre mortes, perseguições. Outra das coisas eram as sensações estranhas que vinham no meu peito toda vez que eu olhava para pessoas da minha família. Como se eles estivessem em perigo, e eu também. Outras vezes sentia como se eles estivessem escondendo algo de mim, e me sentia incomodada com isso.
Eu também sonhava com alguém, sim. Essa pessoa que eu via, era um garoto. Um garoto que eu nunca tinha conhecido na vida antes, mas que, durante anos da minha vida sempre ouvi falar. Essa pessoa era...meu irmão gêmeo.

Era alguém que não me lembro de ter visto pessoalmente nenhuma vez. Mas me encontrava com ele em sonhos. Andávamos juntos, conversando. Sobre muitas coisas. Pareciam encontros reais. Não apenas sonhos. Sempre tentei ignorar isso. Mas desde que fiz dezoito anos, os pesadelos tem me trazido cenas mais mortais e sangrentas. Os sonhos com o meu irmão tem sido cada vez mais reais. E com o passar dos anos, ele parecia mais com uma pessoa real, com pensamentos complexos e preocupações de verdade. E diversas vezes ele me contou coisas dele que me traziam sensações concretas demais pra um sonho. Isto sem contar a forma como ele mudava quase toda vez que nos víamos. Era difícil passar um tempo agindo da mesma forma. Era como se estar comigo se tornasse algo ruim, às vezes. E tudo isso enquanto eu dormia, na minha cama, na minha casa.

- Filha?! Está tudo bem? - Minha mãe me grita de fora do banheiro, me tirando dos meus pensamentos.

- Está sim, mãe. Está tudo bem. - Corro para terminar de me vestir e saio do banheiro.

Passo correndo pela minha mãe e pego minha mochila no quarto. Coloco minhas meias e desço rapidamente indo até a porta.

- Yumi! - Minha mãe me grita, mas ignoro.

- Hiroshi! Não vai tomar café? - Meu irmão mais novo, Kouta, aparece com uma torrada na mão, coçando os olhos de sono.

- Hãn? Ah, não posso! Não vai dar tempo. Eu preciso ir pra escola. - Sorrio e bagunço seus cabelos. - Estou saindo!

- Volta logo! - Kouta responde.

Eu amo tanto meu irmãozinho. Desde que ficamos sem uma presença paterna na nossa vida, tenho ajudado a minha mãe com Kouta. Ele é um garoto fácil de se lidar, por mais que seja animado e cheio de energia. Costuma ser um amor de irmão comigo. Nunca foi de dar muito trabalho.

Pego o caminho de sempre até o colégio, caminhando um pouco mais rápido que de costume. Eu não podia chegar mais atrasada do que já estava. Passo em frente ao estabelecimento onde os pais de dois amigos meus trabalham. Olho rapidamente para a entrada, torcendo para que eles não me vejam. Os dois gostam muito de mim, e eu gosto muito deles também, mas não posso arriscar com o tempo que tenho agora.

Quando estou quase conseguindo  ir embora lentamente, ouço uma voz feminina chamar meu nome.

- Hiroshi!! Hiroshi, querida!! Espere!

Passos largos atrás de mim. É, fui pega. Respiro fundo e viro para trás sorrindo e me deparando com os donos do estabelecimento.

- O-olá senhor e senhora Min...como vão?

- Vamos muito bem, docinho! Mas por que passou correndo tanto?

- É que...eu tô meio atrasada pro colégio, sabe? Eu saí correndo de casa e...

- Mesmo? Pobrezinha! Não deve nem ter tomado café! Hyun, meu amor, pegue algo para Hiroshi levar para comer. E pegue algo para o recreio também.

Seu marido se afasta de nós e entra em seu pequeno mercado, buscando comida.

- Meu Deus! Não precisa, senhora Min. Estou bem! Mesmo!

- Oh, querida. Não se preocupe. Não é nenhum problema. Ah, e Yoongi e Yura já foram na frente. Mas não faz muito tempo. Talvez consiga alcançá-los se correr. Assim podem ir juntos.

- Ah, claro. Tudo bem, eu...eu... - Olho para o outro lado da rua e me deparo com um rosto conhecido.

Havia alguém perto de uma árvore, bem na entrada de uma trilha de uma floresta. Era o...? Mas como...?

Arregalo os olhos ao vê-lo. Só o tinha visto em meus sonhos, e nunca imaginei que ele iria se materializar assim, no meu campo de visão. Passamos alguns segundos trocando olhares. Ele manteve sua expressão séria até resolver ir embora. Quando esse momento chegou, ele simplesmente se virou e, lentamente, caminhou para longe da minha vista. Para dentro da floresta, e desapareceu.

O que foi isso? De onde veio e para onde foi? E o que ele faz aqui?

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